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sexta-feira, março 30, 2007

Vitória SC 0 x 0 Leixões


Estádio: D. Afonso Henriques, Guimarães
Assistência: 24 850 pessoas
Árbitro: Lucilio Batista

Sabe a muito pouco sair deste jogo com apenas um ponto, depois de ser a única equipa em campo a querer praticar um futebol minimamente atractivo e a querer ganhar.
Ainda com as emoções muito a quente depois de um jogo muito bom por parte do Vitória, apetece dizer que a tabela classificativa desta Liga Vitalis é mentirosa.
Se na era Norton de Matos o Vitória poucas vezes justificou o estatuto de candidato à subida de divisão e não praticou um futebol nem um pouco condizente com as caracteristicas deste campeonato, com o assumir de funções de Manuel Cajuda, os homens de Guimarães mostram jornada após jornada que merecem, pela equipa que são, estar num dos lugares de acesso à Liga BWin. Ninguém neste campeonato mostrou ainda superioridade em relação aoVitória e com o seu joguinho de matreirice lá vão conseguindo somar pontos na casa mais temida da segunda mais importante competição futebolistica nacional.
O Leixões, hoje, em Guimarães, foi apenas mais uma dessas equipas.
Com a lição muito bem estudada, e apenas com o empate no pensamento, os homens de Matosinhos, poucas vezes chegaram ao último reduto vitoriano em toda a partida, e quando o fizeram, na maioria das vezes de bola parada, não conseguiram sequer que Nilson tremesse.
Quando se viram a jogar apenas com dez, devido a expulsão de Jorge Duarte, os homens do Leixões fecharam-se ainda mais no seu joguinho e continuaram ainda mais fortes na marcação cerradissima que vinham a fazer ao Vitória.
No final, empate consumado, objectivo conseguido e festa como se de uma vitória de tratasse.



Quanto ao Vitória, foi a única equipa em campo empenhada em tentar aliar a um triunfo um bom espetáculo de futebol.
Ficou-se pela boa exibição, até onde o Leixões deixou jogar, e apesar das excelentes e flagrantes oportunidades de golo não conseguiu concretizar nenhuma delas.
Sempre vítimas de uma marcação cerradissima, os homens vitorianos tentaram da melhor maneira possivel levar o seu futebol até à área contrária, mas nunca o conseguiu fazer de forma certeira.
Pelas alas, Ghilas e Rissut iam tentando dar jogo a Henrique que sufocado pelos defesas leixonenses, pouco conseguiu fazer.
Um Tchomogo desastrado, dava lugar na segunda parte a Anderson e mais tarde Desmarets era substituido por Targino numa tentativa de Manuel Cajuda de fazer soltar Henrique da marcação sufocante que vinha a sofrer e de criar mais opções atacantes aos seus homens mais encostados às laterais.
Anderson chegou mesmo a ter tudo para mudar o marcador a favor do Vitória, mas um cabeceamento ao lado da baliza de Beto serviu apenas para fazer levantar das suas cadeiras os adeptos vitorianos mais uma vez em vão.
Muito determinado, Targino entrou bem em jogo a ganhou praticamente todos os duelos que travou, embora na prática isso não se revelasse decisivo.
Daí até ao final, Ghilas teve nos pés ( mais ) duas flagrantes oportunidades de oferecer os três pontos à sua equipa, numa delas depois de uma assistência perfeita de Flávio, mas voltou a atirar às mãos de Beto.
Foi um jogo de carácter, vontade e entrega dos homens vitorianos, que apesar de continuarem impenetráveis na sua defensiva ( mais um golo sem sofrer golos ), não encontraram desta vez, meio de fazer abanar as redes leixonenses e deixam as contas do campeonato sem alterações. Pelo menos até aos jogos de Domingo.

MELHOR JOGADOR
Flávio #26.
Para este 'lugar' tinha três opções hoje.
Ghilas, pelo que correu, pela entrega e pelas melhor ocasiões de golo terem saído do seus pés.
Rissut, pelas bolas que recuperou, pelos duelos ( quase todos ) que venceu e pelo pulmão inesgotável que teve durante todo o encontro.
E o Capitão. E optei pelo Capitão pelo simples facto de que é o 'moderador' desta equipa. A segurança, a voz de comando e a entrega que todos os outros têm como exemplo. Sendo o primeiro homem defensivo desta formação, apenas por uma vez em toda a partida se deixou ultrapassar por não estar bem colocado. De resto, durante todo o jogo, por ele nada passou, mostrou-se muito esclarecido no passe e na visão de jogo e ainda arranjou tempo para ir à frente, já perto do final, fazer um passe cheio de classe para Ghilas só colocar dentro da baliza do Leixões. O companheiro não cumpriu o seu papel, mas o capitão, interpretou o seu num nível muito bom.

ARBITRAGEMDeixou jogar e nunca interferiu de forma prejudicial, para qualquer dos lados, na partida. Disciplinarmente agiu em conformidade com o que as regras ditam e soube segurar um jogo que só por si tem as emoções à flor da pele.

PONTOS POSITIVOS

- Repetitivo? Eu só posso dizer que esta gente, esta gente não tem adjectivos qualificativos. Hoje estiveram muito próximos das 25 000 almas a marcar presença no apoio incondicional a esta equipa. Mais uma vez, de parabéns.
- Ambiente de primeira liga. O Estádio D. Afonso Henriques está habituado a noites de gala e esta, apesar do resultado, nas bancadas, foi mais uma delas.
- Defensiva de ferro. Mais um jogo sem sofrer golos por parte da defesa vitoriana que vai já na sétima partida sem ver as suas redes violadas. Tem sido o abono de familia desta equipa e a responsável pela grande maioria dos pontos conquistados neste 'recomeço'.

PONTOS NEGATIVOS

- Passo atrás. Depois de uma série de cinco vitórias consecutivas, o Vitória interrompeu esta noite o seu ciclo vitorioso e naquele que poderia ter sido o jogo que o colocaria em lugar de subida, deixou escapar uma importantissima oportunidade de assumir o lugar que lhe pertence por natureza.

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Análise Atacante: Liga Vitalis


19ª Jornada da Liga Vitalis, que a cada dia que passa, cresce em Emoção e Incerteza na definição das Equipas que vão conseguir disputar, até ao fim, a subida à Liga Bwin!



O Jogo em destaque, nesta Jornada, realizou-se em Sta Maria da Feira, onde o Feirense e o Leixões, ambos candidatos à subida, dividiram os pontos entre si.

No Estádio Marcolino de Castro a «rebentar pelas costuras», os da «casa» começaram melhor e dominaram durante toda a 1ª parte, sendo natural a sua vantagem, de um golo, ao Intervalo, fruto do tento de Luciano, apontado ao minuto 36.

Na 2ª parte, o jogo pouco ou nada se alterou e o Leixões teimava em não conseguir entrar na bem estruturada Defesa Feirense e, aos 73', as coisas complicaram-se muito, dado ter visto o seu GR, Beto (formado nos escalões de Formação do Sporting), ser expulso, por acumulação de «Amarelos», num lance algo polémico, no qual as opiniões se dividem.

Curiosamente, a partir desse momento, os Líderes da Classificação encostaram a equipa de Henrique Nunes bem para perto da sua baliza e, foi já nos descontos, que os Matosinhenses chegariam à igualdade, pelo inevitável Roberto, melhor marcador da Liga Vitalis, até ao momento.

O Empate acaba por se aceitar, embora o Feirense tivesse tudo para poder vencer a partida. No final ambos os Técnicos criticaram muito a Arbitragem... de Lucílio Baptista!



Na restante Jornada, destaca-se a subida do Rio Ave ao 2º posto, juntamente com o Santa Clara!

Os Vilacondenses venceram o «Lanterna Vermeha», Chaves por 3-2! Keita, no último minuto, fez o golo do triunfo, contra um Chaves reduzido a 10 Jogadores, desde os 15'. Já os Açorianos derrotaram «fora» o Estoril, de Litos, por 1-0! Mateus fez o tento da vitória do Santa Clara.

Quem reapareceu na luta pela subida foi o Vitória de Guimarães, após a goleada imposta ao Olivais e Moscavide, por 4-0! Manuel Cajuda disse que, depois que os Vimaranenses vencessem um jogo, não mais abrandaria na corrida por um lugar de subida e, até ver, venceu 2 jogos seguidos. Na próxima jornada, visitará o «Lanterna Vermelha»...

Por fim, apesar de todos os «Empurrões», o Gil Vicente teima em mostrar que dentro do campo fala muito melhor que fora dele! Mais uma vitória dos Gilistas, desta vez na Trofa com um golo solitário de Fumo aos 4' de jogo. O Gil Vicente igualou o Portimonense (empatou a Zero, no Algarve, com o Vizela) na «Linha de Água», na semana que viu o «Polémico» Mateus assinar contrato pelo Dínamo de Bucareste. Será o fim da «Maldição»?



CLASSIFICAÇÃO

MELHORES MARCADORES
Roberto continua a «Facturar»!

domingo, fevereiro 25, 2007

Vitória SC 4 - 0 Olivais e Moscavide

Estádio: D. Afonso Henriques, Guimarães

Assistência: 13 123 pessoas

Árbitro: Paulo Costa



Agora é para nunca mais parar!



O Vitória fez esta tarde talvez a exibição mais segura e serena de todo o campeonato, demonstrando já mentalidade de Liga de Honra e postura de candidato à subida. Postura um pouco tardia, dirão alguns, mas suficiente para fazer renascer nos apaixonados corações vitorianos a esperança da promoção.

Passando ao jogo, o Vitória foi dono e senhor de toda a partida. Entrou em campo muito moralizado e com mais de 13 mil pessoas a empurra-lo para a frente não demorou muito a convencer que esta seria uma tarde de conquista folgada.

Sempre muito irrequieto no ataque, as investidas em forma de remate à baliza do Olivais foram uma constante e Rissut, que entrou para substituir o lesionado Mohma, estreou-se a marcar pelo Vitória, ainda não estavam decorridos 30 minutos de jogo. Remate cheio de convicção do lateral-direito vitoriano a abrir o marcador e a levantar pela primeira vez as bancadas do estádio do Rei.

Não foi preciso muito mais tempo para os vitorianos entrarem de novo em euforia. Apenas alguns minutos depois, Otacílio remata forte, o guarda-redes do Olivais e Moscavide estica-se e defende para a frente, deixando a bola sobrar para Ghilas que só teve de encostar, fazendo assim o segundo golo vitoriano.

Tranquilidade mais do que conseguida, com este segundo golo a traduzir claramente o avassalador dominio do Vitória na primeira parte.

Do Olivais e Moscavide pouco ou nada de viu, destacando-se apenas Hélio Roque com algumas tentativas ( falhadas ) de ataque, tornando assim Nilson um mero espectador desta primeira parte do encontro entre lisboetas e vimaranenses.

Dos primeiros 45 minutos não havia nada mais a assinalar e o intervalo chegava com a plena esperança dos vimaranenses em ver a vantagem alargada.





Se a primeira parte tinha apresentado um futebol agradável, a segunda parte, que prometia a manutenção desses níveis, não desiludiu quem assim acreditava.

Mesmo tendo diminuido o ritmo de jogo imposto, o que deu azo a algumas investidas perigosas do Olivais e Moscavide ( muito graças também à excelente entrada do irrequieto Fábio Paim que deu algum trabalho a Sereno ), o Vitória controlou plenamente os acontecimentos nesta segunda metade do encontro e nunca deixou que os homens de Lisboa colocassem em causa a sua superioridade.

Perto do final da partida, conseguiu mesmo sentenciar o jogo com mais dois golos. Brasilia primeiro e Targino depois foram os autores do resultado final que deixou em pleno estado de loucura os adeptos vitorianos que mais uma vez conferiram a este jogo um ambiente de primeira liga.

Está consumado assim o bom momento que o Vitória atravesa, um Vitória com nova postura, mais consciente e lutador e acima de tudo goleador, já que esta época os vimaranenses nunca tinham ganho com uma diferença superior a dois golos.
Agora em Guimarães reza-se para que as palavras de Manuel Cajuda sejam seguidas e consumadas na prática: "Quando o Vitória começar a ganhar nunca mais vai parar".


MELHOR JOGADOR


Brasilia #11. Mostrou sempre grande atrevimento e pulmão para percorrer de alto a baixo o lado ofensivo da sua equipa. Executante de um livre perigosissimo que por pouco nao deu em golo, e ainda de alguns perigosos cruzamentos teve a recompensa de todo o seu esforço no segundo tempo de jogo ao 'apanhar' uma bola bem a jeito de um dos seus potentes remates, fazendo deste modo o terceiro golo do Vitória.



ARBITRAGEMMuito condescendente com o grande contacto físico provocado pelos jogadores do Olivais e Moscavide, ainda assim conseguiu uma exibição possitiva, o juiz Paulo Costa, bem como os seus auxiliares.



PONTOS POSITIVOS

- O 'novo' Vitória. Nova atitude, nova consciência e nova vontade. Ingredientes essenciais para dar uma imagem digna dos profissionais que vestem a camisola com o símbolo do Conquistador.

- Ambiente de primeira liga nas bancadas do D. Afonso Henriques. Arrepiante e inexplicável. Só isso.

- Dois jogos, seis golos marcador, zero golos sofridos. O Vitória começa a apresentar estatisticas de candidato...

- E a esperança renasce...



PONTOS NEGATIVOS

- Lesão de Mohma. Depois de uma excelente exibição frente ao Penafiel, o jogador vitoriano foi hoje vitima do azar e viu-se impedido de dar o seu, concerteza importante, contributo à equipa.

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Varzim, 2 x Gondomar, 0

ESTÁDIO: Varzim SC, na Póvoa de Varzim

ESPECTADORES: 900

RELVADO: regular

TEMPO: cinzento e frio

ÁRBITRO: Cosme Machado (Braga)



900 minutos depois, uma vitória.



O Varzim já não vencia para o campeonato desde 22 de Outubro de 2006. Foi na Póvoa, frente ao Penafiel por 2-0.Apre!! Um triunfuzinho já fazia falta para animar o pessoal! E o melhor de tudo, é que parece que o sistema de Diamantino funciona melhor. A equipa joga muito mais desinibida e com níveis acrescidos de confiança.



Por isso não foi de estranhar a supremacia varzinista desde os primeiros minutos do encontro, embora (e isto já é tradição) o Gondomar se tenha apresentado aguerrido. Uma equipa sem técnica mas com força para manter um meio campo porfiado e para criar dificuldades à progressão do Varzim, principalmente no primeiro tempo.



A primeira parte foi pobre em termos de oportunidades flagrantes de golo. Mas o segundo tempo compensou os adeptos que se deslocaram ao recinto alvi-negro.Logo a abrir o segundo tempo, o Varzim assume pleno comando das operações e materializa o domínio num belíssimo golo de Alexandre. O capitão recebeu a bola dos pés de Pedrinho e, de frente para Murta, viu o espaço aberto para a baliza e não hesitou! O 1-0 foi a transfiguração dos pupilos de Diamantino: o Varzim empolgou-se e 'esmagou' o Gondomar contra a sua grande área.


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Em desvantagem no marcador, os forasteiros só travavam as incursões alvi-negras recorrendo à falta (a mais das vezes, a roçar a agressão punível com a respectiva sanção disciplinar). Foi numa situação dessas que, cerca de quinze minutos depois do primeiro golo, Denilson foi travado em falta na grande área do Gondomar.
Penalty nítido que Nuno Rocha converteu. E o desespero tomou conta do Gondomar.





Toca a distribuir agressão 'a torto e a direito' e a brincadeira valeu-lhes duas expulsões justíssimas. Se Cosme Machado esteve bem ao decidir pela exclusão dos dois visitantes, esteve muito mal na decisão que levou à saída de Pedrinho.É incrível que um jogador seja expulso por acumulação de amarelos quando nem sequer interveio nos lances em que foi admoestado. Erros estúpidos como este custam-nos jogadores decisivos. Pedrinho não joga em Olhão, num encontro frente a um adversário potencialmente complicado. Depois do Benfica em casa, esta é a segunda grande prova de fogo para Diamantino. Se vencer, reforça a auto-estima dos rapazes. Depois de tanto mau resultado, é disso que eles precisam!



+PONTOS POSITIVOS+


- Pleno. Dois jogos, duas vitórias para Diamantino Miranda à frente do Varzim. Se isto for uma amostra do que pode sero o futuro do Varzim na Liga de Honra, temos motivos para sorrir.

- Alexandre. Não é um goleador frequente, mas quando marca é a alma de uma equipa. Sente o emblema que ostenta. Um exemplo!

- Santos. O meu nome é PEDRO SANTOS. O #32 central varzinista agarrou o lugar de Bruno Miguel no eixo da defesa e agora vai ser um caso sério para tirá-lo de lá.

- Adaptação. De extremo esquerdo para lateral direito... alguém nota a diferença? O pulmão de Pedrinho esse sim continua bem vivo. O #18 varzinista é do melhor que há entre os mais jovens atletas da Liga de Honra.



-PONTOS NEGATIVOS-


- Caceteiros. Desavergonhadamente agressiva, pobremente insuficiente para contrariar a superioridade varzinista, a equipa do Gondomar foi um colectivo de insurrectos e caceteiros que encontraram na pancada a única forma de travar o fio de jogo dos da casa. Saiu-lhes cara a brincadeira. Dois na rua... e, vá lá, Cosme Machado ainda deixou uns cartõezinhos no bolso.

- Legião Amarela. Ou a claque do Gondomar. Ainda se fizessem barulho de jeito: aquelas cornetas faziam um barulho irritante e os cânticos... enfim... já vi velórios mais animados.



ARBITRAGEM:
Cosme Machado mostrou dois amarelos a Pedrinho... que não eram para ele! Um erro gravíssimo que afasta o lateral varzinista do embate do próximo fim de semana, no Algarve. Bem, bem... só mesmo ao expulsar os dois jogadores do Gondomar! Arbitragem fraca do juiz bracarense.

domingo, fevereiro 18, 2007

Penafiel 0 x 2 Vitória SC

Estádio: 25 de Abril, em Penafiel

Assistência: 2.000 pessoas

Árbitro: Pedro Henriques



Depois de quatro jornadas sem conhecer o sabor do golo, o Vitória voltou esta tarde aos triunfos em Penafiel.

Como prometido durante a semana, Manuel Cajuda entrou em campo com um onze mais "português" e fez alinhar de inicio Flávio, Franco, Sereno e Henrique a representar a nacionalidade portuguesa.

Coincidentemente ou não o regresso destes portugueses, entre eles o capitão, trouxe a esta equipa uma maior personalidade e uma exibição mais condizente com os objectivos a que se propôs logo no inicio desta competição.

Assim, o Vitória entrou em campo muito autoritário, sempre a puxar a si a responsabilidade de dominar a partida e de sair em busca do golo, perante um Penafiel que mostrava algumas dificuldades em responder ao dominio vimaranense.

E os frutos deste dominio iam ser colhidos ao minuto 37, com Mohma a inaugurar o marcador depois de um cruzamento/remate que acabou mesmo por ultrapassar a linha de golo da baliza do Penafiel.

Estava feito o 1-0 para os vimaranenses e assim alcançada a desejada tranquilidade, tantas vezes desencontrada destes homens.

A partir daqui o cenário não se alterou muito e pouco tempo depois, Pedro Henriques apitava para o intervalo.


Na segunda metade, o Penafiel mostrou-se mais determinado e Nilson teve mesmo de intervir com alguma dificuldade em várias situações, sem nunca no entanto colocar em perigo o dominio vimaranense.

Sempre muito irrequietos no jogo ofensivo vitoriano, Tchomogo e Brasilia iam dando ar da sua graça com jogadas interessantes de ataque e alguns remates de belo efeito à baliza do Penafiel.

Numa dessas jogadas ofensivas, Tchomogo acaba por marcar mesmo. Cruzamento para a área penafidelense e com a ajuda de Nuno Mendes o marcador passa a contar 0-2 para os homens de Guimarães.

Daí até ao final, o Vitória limitou-se a gerir a vantagem tendo ainda de ver Desmarets ser expulso por uma suposta agressão a um jogador do Penafiel.



Fica assim marcado o regresso aos triunfos do Vitória que sobe agora até ao 5º lugar em igualdade pontual com o Olivais e Moscavide, clube que defrontra na próxima jornada.

A subida parece ser uma miragem, no entanto os homens de Guimarães devem agora concentrar-se em conseguir a melhor classificação possivel.



MELHOR JOGADOR

Tchomogo #22. Muito irrequieto no ataque, sempre com faro para o jogo ofensivo, fez um jogo muito personalizado, uma exibição muito consistente e ainda marcou, embora com a ajuda do defesa do Penafiel, o segundo golo da sua equipa. Afirma-se cada vez mais como o reforço de Inverno com maior qualidade sendo o único que tem contribuido visivelmente para a recuperação da equipa.



ARBITRAGEM

Não tendo visto o jogo, torna-se dificil avaliar, de qualquer maneira, nenhum lance polemico, por isso, nada a assinalar.



PONTOS POSITIVOS

- Atitude do Vitória. Finalmente um jogo de afirmação, caractér e vontade de ganhar. Pena que só agora estas características se comecem a mostrar.

- Adeptos vitorianos. É repetitivo mas não deixa de ser arrepiante. Com a permanência quase garantida, marcaram mais uma vez presença em número considerável.



PONTOS NEGATIVOS

- Mais uma expulsão. Para quem queria acabar com a indisciplina.. Ela só parece aumentar. Mais um cartão vermelho por agressão de um jogador vitoriano numa altura em que o jogo estava totalmente controlado. Não se compreende...

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Vitoria SC 0-0 Varzim SC

Estádio: D. Afonso Henriques, Guimarães

Assistência: 10 578 pessoas

Árbitro: João Ferreira







Ainda mais difícil do que ver jogar o Vitória desta maneira é vir escrever aqui sobre isso. Porque sinceramente já não se encontram palavras que ainda não tenham sido ditas.

Esta manhã no D. Afonso Henriques, os mais de 10 500 vitorianos presentes assistiram a um espetáculo pobre, sem rumo, em alguns momentos deploráveis até. Mais preocupante ainda do que todo este cenário é perceber que os jogadores vitorianos deram tudo de si. Foram inexcedíveis em entrega e em luta. E isso é que começa a ser realmente preocupante. Porque a jogar contra nove e no máximo das suas capacidades não conseguiram marcar um único golo. Em sua casa, com o apoio dos seus adeptos.




Mas passando ao jogo, o Vitória entrou dominador e com faro para a baliza varzinista. Embora com um futebol pouco vistoso, os homens de Guimarães lá iam chegando à baliza contrária com alguma frequência, sem que no entanto criasse situações clarissimas de golo. Aos 20 minutos, Telmo, do Varzim, decide dar uma ajuda ao Vitória e na sua grande área corta a bola com a mão. João Ferreira assinala a grande penalidade, clarissima e mostra amarelo ao jogador do Varzim ( que apenas três minutos depois vê o segundo cartão e deixa o Vitória a jogar apenas contra dez ). Na conversão, ou não fosse o Vitória o rei do azar, Ghilas muito mal permite a defesa ao guarda-redes poveiro.

O Vitória desperdiçava então uma clara oportunidade para se colocar em vantagem no marcador, acalmando assim os seus homens e o seu jogo.

Pelo contrário, esta grande penalidade desperdiçada colocou os vimaranenses ainda mais nervosos que com um meio campo completamente inexistente não conseguiram fazer ataques com sucesso à baliza do Varzim.

Brasília destacou-se em alguns lances de bom controle de bola e bons cruzamentos mas mais uma vez sem resultados práticos.

O Varzim a atacar era também uma nulidade, o que permitia aos vimaranenses acreditarem que a segunda parte que estava quase a chegar lhes iria trazer pelo menos um golo.






Depois do intervalo, o cenário não se afigurou muito melhor. Um meio campo vitoriano completamente inexistente não permitia uma construção de jogo clara e objectiva e o Vitória apenas ia conseguindo chegar ao último reduto varzinista pelas alas.

O Varzim foi uma equipa inexistente durante toda a partida e talvez tenha sido essa a sorte do Vitória que apesar das facilidades claramente concedidas, os poveiros não as conseguiam aproveitar.

Apesar disto, o Vitória lá ia dominando, sempre com a inquietação e vontade no lugar da técnica e nos últimos minutos da partida conseguiu criar uma mão cheia de oportunidades de golo que por azar e falta de jeito teimavam em não ser convertidas em golo. Viu-se ainda a jogar contra nove, depois da expulsão de Rafael aos 72 minutos, mas nem isso serviu para traduzir a superioridade mostrada em golos.



Enfim, foi mais um triste episódio desta desastrosa travessia do Vitória pela Liga de Honra que com mais este mau resultado se vê agora com mais chances de fazer contas com os últimos classificados do que com os primeiros.

Muito se sofre para os lados de Guimarães. Identidade, onde andas tu?



MELHOR JOGADOR
Mohma #29. Fartou-se de subir e descer o flanco esquerdo vimaranense ( principalmente na segunda parte ) sempre com muita entrega e vontade de levar a equipa para a frente. Do pouco futebol ofensivo criado pelo Varzim, nada passou por ele e ainda conseguiu ir ao necessitado meio-campo vitoriano dar uma ajudinha na recuperação de bolas. Ganhou todos os duelos que travou e ainda conseguiu arrancar alguns bons cruzamentos. Foi dos mais inconformados vimaranenses em campo.

ARBITRAGEM :

Ao contrário do jogo anterior, nada a apontar ao trio de arbitragem que apitou o jogo desta manhã. Analisou bem praticamente todos os lances da partida impondo respeito num jogo que a certa altura se tornou muito agressivo.



PONTOS POSITIVOS

- Atitude dos jogadores vimaranenses. Praticaram um futebol pobre e fraco, mas foram inexcediveis na luta e na entrega. Facto preocupante já que a jogar contra com, dando o máximo de si e não conseguindo ganhar o caso é mesmo uma questão de qualidade.



PONTOS NEGATIVOS



- Meio-campo vimaranense. Praticamente inexistente este sector vitoriano que permitia não só a passagem, não aproveitada do Varzim, como não construía lances organizados de ataque para a sua equipa. É o sector mais deficitário da equipa, mas nem com as soluções ao seu lado, Manuel Cajuda percebeu o erro.

- Reforços de Inverno. Reforços? Bem, não duvidando da qualidade que provavelmente possam ter, contratar jogadores que não têm tempo para ganhar ritmo e que não vêm ajudar em nada a equipa, não me parece que seja grande política. Nenhum deles mostrou reais capacidades de acrescentar qualidade a esta equipa.






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Nove bravos Lobos do Mar... ou a inépcia de um Vitória incapaz de vencer mesmo em superioridade numérica.


Um título provável para espelhar o embate entre Guimarães e Varzim.
A equipa de transição entre Horácio e Diamantino apresentou-se no Afonso Henriques sem grandes argumentos ofensivos.

Diria mesmo que nunca chegou verdadeiramente a beliscar a defesa vimaranense... mas foi enorme na tarefa de defender um ponto precioso, mostrou o que é a garra de um grupo coeso, fez da capacidade de sofrimento a arma decisiva para enfrentar a desvantagem numérica e a pressão de não voltar a perder.


O jogo foi difícil para os poveiros desde logo: o Vitória entrou à leão e raras vezes permitiu espaços aos alvi-negros... mas na linha avançada, ora pecou por falta de esclarecimento na hora de atacar (exemplo disso foi o penalty pessimamente marcado por Ghilas que permitiu a defesa a Ricardo), ora foi vítima do infortúnio (não esquecer a cabeçada de Anderson que raspou o poste da baliza poveira).

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Ou então, não menos importante, encontrou no guarda-redes varzinista um opositor de luxo: além do castigo máximo que negou ao Guimarães, Ricardo aplicou-se em vários lances difíceis... sempre com defesas de grande nível. Foi claramente o melhor jogador em todo o encontro!


Mas convém não esquecer outros contributos decisivos para este empate com sabor a triunfo: Campinho, estreante na titularidade, fez uma partida de luxo... fez uma parelha imbatível com o habitual Bruno Miguel; na lateral direita, Tiago Lopes conseguiu apagar os últimos jogos menos conseguidos de Nuno Ribeiro; no meio, Tito, Emanuel e Pedrinho lutaram ao máximo.


Mas, voltando ao 'dever e haver' do encontro para os vimaranenses, a falta de sorte não justifica mais este atraso na luta pelo regresso aos grandes: frente a um Varzim com nove em campo... depois das expulsões de Telmo e Rafael Cadorin, o Vitória só não fez mais porque simplesmente não soube ou não pôde.

Demérito para o seu ataque... mérito absoluto para o último reduto alvi-negro. Pode até, à primeira vista, ficar a sensação que o Varzim foi inexistente em campo.

E se avaliarmos pelo caudal ofensivo, resulta claro que o Vitória foi dono e senhor... mas com domínio imaterial.

Mas aquela defesa varzinista, pelo que trabalhou incessantemente... mereceu inteiramente levar o ponto para a Póvoa!

+PONTOS POSITIVOS+

União. Foram nove e bastaram. Os jogadores do Varzim em inferioridade numérica chegaram para travar um Guimarães cheio de vontade mas sem habilidade.

Inteligência. Eduardo Esteves escalonou o 11 certo para defrontar o Vitória. Na primeira e única vez que esteve no banco a comandar a equipa varzinista, foi confrontado com um dos mais complicados cenários: perder dois jogadores por expulsão. Mas esteve muito bem. Comandou a equipa com astúcia e inteligência. No fim, reconheceu que os jogadores se comportaram como campeões. Mas o mérito também foi do treinador interino.

Campinho. O jovem central varzinista foi titular, beneficiando das ausências de Nuno Gomes (lesionado) e Alexandre (gripe). Não se saiu nada mal. Ao lado de Bruno Miguel montou a 'parede' que... com maior ou menor dificuldade... impediu o Guimarães de chegar ao golo.

-PONTOS NEGATIVOS-

Expulsões. Ninguém entende o porquê do primeiro amarelo a Telmo, porque ele toca primeiro na bola e só depois no jogador. Agora, se me quiserem dizer que o penalty o é de facto, porque o lateral esquerdo levou a mão à bola... eu até admito a decisão de João Ferreira (embora, vistas as imagens nos resumos da TV, não fique com essa sensação). E a primeira admoestação a Rafael Cadorin... porquê? Então o árbitro faz o gesto a permitir que o #8 varzinista reentrasse em jogo após assitência fora do campo e, depois de conferenciar com o fiscal de linha, mostra o cartão? Onde é que se entende isto? Já quanto à acumulação e consequente vermelho, Cadorin paga por tentar fazer anti-jogo... mas a atitude do juiz setubalense não terá sido excessiva?

Fusos horários trocados. Esta ideia de se fazerem jogos de manhã não está com nada. É a ditadura das televisões... adeptos e jogadores são as vítimas deste 'sistema'.


ARBITRAGEM: nos primeiros amarelos mostrados aos jogadores do Varzim que foram expulsos, dá a ideia que João Ferreira não esteve bem. Quanto ao resto do jogo, um erro aqui e ali sem grandes consequências. Abusou nos descontos do segundo tempo. Deu quatro minutos, mas depois dos 90 ainda se jogaram mais seis. Estaria a cozinhar um triunfo para os da casa?



terça-feira, janeiro 30, 2007

Varzim, 0 x Rio Ave, 3

ESTÁDIO: Varzim SC, na Póvoa de Varzim

ESPECTADORES: 7000

RELVADO: regular

TEMPO: tarde fria

ÁRBITRO: Paulo Costa (Porto)



Hoje pouco importam os detalhes do jogo... pouco importa dizer que Fábio Coentrão e Evandro foram os melhores em campo, que o temeroso Varzim foi presa fácil para um Rio Ave inteligente, que os poveiros não construíram uma única jogada digna desse nome porque simplesmente não encadearam os passes em condições... ao contrário do Rio Ave que entrava como queria e punha a bola lá na frente em três ou quatro toques.



Ou então, não importa repetir à saciedade que Nuno Ribeiro foi infeliz desde o primeiro minuto de jogo (até à expulsão)... e foi a imagem nítida da defensiva alvi-negra completamente às aranhas... em suma, não importa perder tempo a dizer coisas que toda a gente viu, factos que estão na estampa: a vitória da equipa de João Eusébio é inteiramente justa.



Hoje, importa dizer que Horácio Gonçalves tem um recorde desastroso de jogos consecutivos sem vencer... importa dizer que o treinador assiste impávido e sereno no banco ao naufrágio ante o Rio Ave e só a 10 minutos do fim decide introduzir mais um ponta de lança (Denilson) quando o Varzim perdia por 0-2 desde o intervalo.
Importa dizer que os lugares da descida estão à vista... basta mais um deslize e aí vamos nós!



Por tudo o que disse atrás, hoje importa... acima de tudo... dizer que ASSIM NÃO DÁ... estava mais que na hora do treinador varzinista fazer jus ao estatuto de auto-proclamado varzinista dos sete costados e reconhecer que, esta época, não está à altura dos desígnios do clube.



Já tive no passado a oportunidade de dizer que nada de pessoal me move contra Horácio Gonçalves... mas, como eu também costumo dizer: 'amigos podemos ter muitos... clube só temos um'... e esse chama-se Varzim Sport Club.



E a partir do momento em que vemos que o treinador não serve, só podemos pedir uma coisa: QUE SAIA! ... e ele finalmente saiu.



+PONTOS POSITIVOS+




Inteligência. Ver este Rio Ave jogar é um gosto. Uma equipa que joga arrumadinha, com inteligência e toda a dedicação em campo. Milhazes, Evandro e (principalmente) Fábio Coentrão são os melhores exemplos disso.


Lotado. 7000 estiveram a ver o Varzim x Rio Ave... uma assistência quase a fazer lembrar o jogo com o Guimarães na Póvoa.



-PONTOS NEGATIVOS-



Horácio Gonçalves. Uma despedida inglória a do mister poveiro. Foi incapaz de mostrar o caminho da vitória aos seus jogadores e... pior do que isso... assistiu inabalável a mais uma humilhação dos seus pupilos. Vem para a rua e já vem tarde!

Fábio Coentrão. Provocou os adeptos do Varzim com gestos obscenos depois de marcar o terceiro golo. Má conduta! Pior, só mesmo a 'esperinha' que alguns fundamentalistas alvi-negros fizeram ao #11 do Rio Ave à porta dos balneários. O jogador acabou por ser agredido. Amor com amor se paga?



ARBITRAGEM: Impecável.

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Análise Atacante: Liga Vitalis


A Liga Vitalis (II Liga) continua extremamente competitiva. Nesta ronda, os 2 primeiros Classificados perderam pontos e o Santa Clara aproveitou para se aproximar dos lugares de subida.


Em Barcelos, o Gil Vicente, já sem Carlitos, continuou a sua recuperação na tabela classificativa, batendo o Leixões por 1-0.
Rovérsio, após um livre de Bruno Tiago, fez o tento solitário da partida, na qual o melhor marcador do Campeonato, Roberto, desperdiçou duas situações clamorosas para igualar a contenda.

Em Trás-os-Montes, o Chaves, último Classificado e já com Wegno na equipa, empatou a 1 golo com o 2º da Classificação, o Feirense. Os Visitantes tomaram a dianteira da partida, por Márcio, mas na 2ª parte Diogo Macedo, de GP, igualou para os Transmontanos, que cada vez mais «cavam a sua Sepultura» na cauda da tabela...


Nos Açores, o Santa Clara venceu, naturalmente, o Portimonense por 2-1, aproximando-se dos seus Rivais na luta, que se prevê frenética, pela subida!

No resto da jornada, o destaque vai para mais uma derrota do Vitória de Guimarães, desta feita em Vizela por 2-0. Manuel Cajuda entrou cheio de «Raça» na Cidade Berço, mas em 2 jogos averbou outras tantas derrotas...

No Derby mais aguardado da jornada, o Rio Ave «cilindrou», na Póvoa de Varzim, os comandados de Horácio Gonçalves por 3-0, averbando um apetecido triunfo, que relança os Vilacondences na corrida pela subida de Divisão!

Por fim, merece destaque outra vitória «forasteira» e igualmente por 3-0 do Trofense em Penafiel, que desta forma não aproveitou os «deslizes» dos comandantes da Liga Vitalis.

domingo, janeiro 28, 2007

Vizela FC 2 x 0 Vitoria SC (?!)



Estádio: FC Vizela

Assistência: 6 000 pessoas

Árbitro: Jorge Sousa



Tudo muda neste Vitória de Guimarães. Mudam-se ( alguns ) jogadores, mudam-se treinadores, mudam-se esquemas tácticos, mudam-se equipas titulares, até se vão mudar de dirigentes... Mas o mais importante mantém-se. A história repete-se todos os fins-de-semana. Os adeptos invadem, mostram confiança inabalável e resposta em campo não se altera. O Vitória é humilhado por qualquer equipa, em qualquer lugar.



Esta tarde a equipa de Manuel Cajuda fez provavelmente o jogo mais pobre, ridiculo e descaracterizado da época. Num campo onde as dificuldades não podiam sequer existir, o Vitória complicou o que era simples e voltou a oferecer aos seus adeptos um futebol deprimente.

Sempre muito pouco esclarecida, com perdas de bola constantes a meio-campo, sem um fio que conduzisse o seu jogo, a equipa de Guimarães revelou-se presa fácil para os super motivados homens de Vizela que numa lição de humildade e vontade levaram de vencida esta equipa.

Com a ajuda de Jorge Sousa, é certo, mas com mérito, o Vizela chegou à vantagem. Estavam corridos 25 minutos de jogo e como punição de uma falta inexistente de Moreno, o árbitro da partida assinala grande penalidade. Serjão encarregou-se apenas de apontar o castigo máximo com sucesso e colocar os já aflitos (?!) vimaranenses perto de um ataque de nervos.



Se já se encontravam perdidos, os jogadores do Vitória, depois deste duro golpe, não tiveram mais força para reagir durante o primeiro tempo.




Na segunda parte, o Vitória ainda tentou dar a volta ao marcador protagonizando até alguns remates com relativo perigo para a baliza vizelense ( o mais vistoso deles um remate de Tchomogo ao poste da baliza de Baptista ), mas a sorte não queria mesmo nada com os vimaranenses esta tarde.

Nem a sorte nem Jorge Sousa que teve uma arbitragem verdadeiramente desastrosa e com clara influencia no resultado. Como se já não bastasse o penalty fantasma que assinalou na primeira parte do encontro, arranjou ainda maneira de mostrar o segundo amarelo ao mesmo Moreno depois de uma falta que tem tão de ridicula como de falsa.
Para piorar ainda mais o cenário, o Vitória via-se agora com menos um homem e campo e com a tarefa de virar o resultado muito mais complicada.
E como se costuma dizer que quem não marca se arrisca a sofrer, o Vitória não quis deixar de cumprir esta velha máxima e perto do final da partida acabou por sofrer o segundo golo, por intermédio de Júlio César.

Toda a gente deitou a toalha ao chão. Os adeptos que na sua maioria começaram a abandonar o estádio, completamente desiludidos, e os jogadores que se limitaram a esperar que o encontro terminasse.

Depois desta tarde, começa a ser difícil encontrar mais palavras para descrever esta situação. É triste demais vermos o nosso clube cair mais, semana após semana, sem que nenhum tipo de força seja suficiente para mudar o cenário. Mudar para melhor, porque as mudanças até acontecem, mas sempre para pior.
Depois de hoje, só um pensamento restou. Que se comece já a preparar a próxima temporada porque esta... está perdida.



MELHOR JOGADOR

Tchomogo #22. Foi o único jogador vitoriano com algum esclarecimento e alguma vontade de lutar e vencer.

Protagonizou algumas investidas à baliza vizelense e foi dele o disparo mais perigoso do Vitória, tendo a bola embatido no poste. Tentou levar a equipa atrás de si mas não conseguiu. De todos os reforços que participaram no jogo, foi o único que mostrou alguma qualidade.



ARBITRAGEM



Arbitragem muito má de Jorge Sousa e dos seus auxiliares. Sempre com os olhos abertos demais no que toca a assinalar castigos ao Vitória, teve influência directa no resultado. Um penalty que só ele viu ( peço desculpa, ele e o seu auxiliar ), uma falta que dita a expulsão de Moreno que também só existiu numa certa ilusão de óptica do juiz da partida, somadas a uma quantidade absurda de cartões amarelos para os jogadores vimaranenses marcaram uma exibição muito tendenciosa desta equipa de arbitragem. Eles já jogam mal, ainda por cima sendo prejudicados...



PONTOS POSITIVOS



- Nenhum. Ah, os adeptos! Mas... qual é a novidade?



PONTOS NEGATIVOS



- Manuel Cajuda. Mais do que o Moreno ( irresponsabilidade e imaturidade ) e do que o Otacílio ( lentidão personalizada ), o homem que montou esta equipa é muito responsável por mais uma vergonha. Liderança precisa-se e ela está bem ao seu lado.



- Jorge Sousa. Arbitragem revoltante. E chega.

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Assim estão nossas polls!!!

Chegados ao fim da primeira volta, em todos ou quase todos os campeonatos europeus, eis que aqui ficam os resultados das nossas (de todos os que participaram e ainda participam) votações para quem irá vencer os campeonatos, considerados mais importantes ou interessantes da Europa. Incluido a nossa espectacular Liga Honra!!!

Assim em Portugal e na Liga Bwin.com tivemos os seguintes resultados:


O FCPorto é claramente o favorito, com quase o dobro dos votos dos mais pertos perseguidores, os dois de Lisboa que aparecem lado a lado com 15 votos cada um.

Interessante ver que há quem acredite, que o campeonato vai ser interrompido e o Gil Vicente declarado campeão pela Justiça. Sempre é mais plausivel do que o Sp. Braga ser campeão e já tem 5 votos.

Entretanto há quem pense que o campeonato vai ser interrompido devido a um escândalo, e nesta situação é caso para perguntar: Depois de tantos escândalos, qual deles o mais escabroso, qual seria aquele que, pior do que os que já apareceram, faria interromper este campeonato ?!


A Liga de Honra:


Aqui o Leixões é o mais forte candidato à vitória final, com a companhia próxima do Vitória SC.

Algum fanático adepto, transmontano, do Desp. Chaves, não só acredita que a sua equipa que está em último, não desce como será campeã.

É de realçar a votação por parte de um adepto que julgamos ser de um dos 3 grandes da Liga Bwin.com, uma vez que acha que deveria ser abolida qualquer divisão que não fosse a Primeira.


Inglaterra:


Luta renhida em Inglaterra entre o Chelsea e o Manchester United, com 3 saudosistas dos Spurs a acharem que o clube se irá intrometer na luta pelo titulo. Isto numa altura em que o Tottenham já está a 25 pontos do lider.

Pela inversa o descrédito é enorme nas fileiras de adeptos dos Gunners e dos Reds. Arsenal um voto e Liverpool zero votos.

Quem continua em alta é o próprio José Mourinho uma vez que 7 foram as pessoas que acharam por bem deixar uma mensagem de apreço pelo treinador português do Chelsea, "acusando-o" de ser o maior, o Special One.


Em Espanha:


A vitória do Barcelona é tão mais esmagadora do que a do FCPorto em Portugal, o que é extraordinário se tivermos em conta que o Barcelona nem sequer esta em primeiro lugar.

O Real Madrid quase nem sequer é tido em conta como possível vencedor, o que demonstra o descredito em que cairam os Galácticos, para o público em geral.

De realçar que há pessoas que não teem vergonha de dizer o que pensam, como por exemplo o facto de nao gostar de espanhóis ou sequer de Espanha, achando até que o país nem deveria existir.


De Itália:


Em Itália há quem perca tempo a votar em clubes, uma vez que tem oportunidade para exprimir a sua masculinidade, de tal modo que o Inter Milão tem como adversário mais proximo o facto de as mulheres em Itália serem mais interessantes que o próprio Calcio, algo que até se tem comprovado um pouco esta época uma vez que o dominio "nerazzuri" é absoluto.

Há ainda os saudosistas dos tempos de Dom Diego I e único, Maradona. E os fanáticos da Juventus que acreditam num volte-face da Justiça Italiana para ainda serem campeões.


Alemanha:


O campeonato mais equilibrado, até nas nossas votações. Todos os 3 empatados em primeiro com 7 votos e a fantastica exclusão do Estugarda na luta pelo titulo com zero votos. Ninguém acredita que a equipa de Fernando Meira continue com a boa performance até agora demosntrada.

Há ainda aqueles que são saudosistas da série televisiva Allo Allo, onde uma das figuras mais cómicas era sem duvia o "alemão" Herr Flick da Gestapo e as suas pequenas tiranias, onde sobressaia a famosa frase "You can kiss me now".


Em França:


O campeonato que menor interesse tem para os nossos votantes. Que expressam bem isso nos 5 votos que deram à frase "Este campeonato é uma seca".

O O.Lyon contudo detem tantos pontos de vantagem, do segundo possível vencedor, como na vida real.

Há ainda quem ache que o melhor marcador de França durante anos seguidos, seja uma fraude e que o interesse do Lyon não passou de pura especulação, tendo-se livrarado de uma boa alhada ao verem recusada a transferência, pelo proprio Pauleta.


Durante os próximos dias teremos as votações das restantes polls, entretanto vão votando nestas e nas que anda serão lançadas, e acima de tudo divirtam-se com as mesmas.

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Varzim 1 x Trofense 1

ESTÁDIO: Varzim SC, na Póvoa de Varzim
RELVADO: em mau estado
ESPECTADORES: 1500
TEMPO: tarde fria
ÁRBITRO: Carlos Duarte (Porto)

Tanto e tão bem se falou da exibição do Varzim na semana passada frente ao Valecambrense para a Taça de Portugal, que fomos levados a crer com os 4-2 (ainda que frente a uma equipa da III Divisão) a crise tinha finalmente os dias contados.
Não sei se é essa a impressão que fica depois do jogo deste domingo frente ao Trofense. Um embate que os poveiros teriam (em tese) a obrigação de vencer, até para iniciar a trajectória ascendente na sequência de resultados e dar uns passos em frente na classificação.
Mas logo a abrir, a desilusão: numa jogada de entendimento do ataque visitante pelo lado esquerdo da defesa varzinista, a bola passa por Pedrinho e Telmo, cruzada até ao primeiro poste da baliza encontra Reguila de pé apontado às redes. O toque foi mínimo, mas o suficiente para deixar Ricardo a ver a bola entrar devagarinho pela baliza dentro.
0-1 aos sete minutos de jogo, e o Varzim entrava praticamente a perder. Cedo para avaliar o mérito do Trofense em chegar à vantagem, mas dúvidas houvesse e a equipa de Daniel Ramos rapidamente se revelou um adversário difícil de dobrar. Os homens da Trofa mostraram-se organizados e até perigosos, em contraponto com o 11 alvi-negro que, no imediato, respondeu com nervosismo à vantagem visitante.
Um sentimento que se foi esbatendo à medida que o meio campo do Varzim foi impondo a sua ordem ante um Trofense que só abriu uma brecha ao estreante Roberto que, pouco antes do intervalo, cabeceou certeiro para o empate.

ROBERTO. o #28 foi decisivo no resultado

Boa nota para o desempenho do reforço de Inverno do Varzim, que marcou logo na estreia... mostrando-se (diga-se em abono da verdade) mais produtivo e efectivo que Denilson.
A prova ficou estampada já no segundo tempo, quando Horácio introduziu o #9 em campo. A intenção era boa: ampliar o score e, qual cenário ideal, regressar aos triunfos em casa. Qual quê? Denilson mostrou a costumeira displicência, a exasperante inoperância para incomodar os centrais adversários.
Não obstante o esforço alvi-negro para passar para a frente no marcador: em termos atacantes, o Varzim foi ligeiramente superior ao Trofense na etapa complementar, mas também os visitantes se podem queixar da sorte... quase ao cair do pano... com uma bola de livre a espirrar da mão de Ricardo para a trave e da trave para a posse dos centrais alvi-negros que a despacharam para onde estavam virados.
Empate justo num jogo bem disputado.

+PONTOS POSITIVOS+

Roberto. Um golo na estreia do reforço de Inverno do Varzim e a prova provada de que é melhor que Denilson. Será que agora temos finalmente ponta de lança?

Ultras Trofa. 60 ruidosos e ordeiros adeptos trofenses vieram à Póvoa e engrandeceram o espectáculo. A superior descoberta do estádio do Varzim reservada aos adeptos visitantes foi uma festa constante.

-PONTOS NEGATIVOS-

Retoma. Longa se torna a espera e o Varzim vai adiando o regresso às vitórias... e afunda-se na tabela.

ARBITRAGEM: sem qualquer influência no jogo, passou discreta e com nota positiva.

domingo, janeiro 14, 2007

Nova era, velha história.


Estádio: José Arcanjo, Olhão
Assitência: 6 000 pessoas
Árbitro: Lucílio Batista

Se Manuel Cajuda esperava ter a sua cidade natal como talismã para um começo promissor à frente do Vitória, o que aconteceu esta tarde em Olhão não correspondeu claramente às suas expectativas. Aliás, estreia pior para o novo técnico vimaranense seria difícil de acontecer.
Com um onze muito diferente daquele que vinha a ser utilizado até aqui ( Cajuda fez alinhar Sereno e Tchomogo pela primeira vez e fez regressar Moreno e Otacílio ), o Vitória entrou no jogo com motivações ofensivas e até conseguiu ser a equipa com o maior nível de posse de bola, bem como a equipa que conseguiu o maior número de oportunidades de golo.
Nada que fosse traduzido em golos ( como já vem sendo habitual! ). Aliás, a primeira parte da partida foi jogada muito lentamente e sem apresentar grandes motivos de interesse. Não foi de estranhar por isso, que o intervalo tivesse chegado com um nulo no marcador.

Na segunda parte, se era esperado que fosse o Vitória a entrar determinado e fortemente inclinado para a baliza adversária, ( mais uma vez ) aconteceu precisamente o contrário. O Olhanense entrou plenamente convicto de que queria ganhar o jogo, e fez pela vida logo nos primeiros minutos, pondo Nilson à prova um par de vezes. O Vitória apresentava-se apático e sem capacidade de resposta, limitando a assistir à luta do Olhanense pela vitória.
A partir do minuto 58, um jogo até então morno, muda completamente de rumo. Manuel Cajuda substitui Moreno e Brasília por Flávio e Targino, respectivamente, certamente com o objectivo de tornar mais dinâmico o seu ataque.
Objectivo falhado muito por culpa de Franco. Na pior altura do jogo, o central vitoriano sem pensar que se com onze já estava difícil então com dez seria praticamente impossível, comete falta e recebe ordem de expulsão, após ver o segundo cartão amarelo. Desespero total dos homens de Guimarães que três minutos depois, como já não era de admirar, sofre o golo, por Djalmir.
Se a igualdade já estava a ser pensada como um bom resultado, este golo veio deitar por terra todas as expectativas de empate e desde o golo do Olhanense o Vitória limitou-se a esperar que Lucilio Batista apitasse para o final do encontro.
Pelo meio, ainda houve tempo para Henrique, após alegadamente ter agredido um homem do Olhanense, ser expulso com um cartão vermelho directo.

Estreia demasiadamente má para Cajuda que terá claramente muito trabalho pela frente, com esta equipa. Quanto aos jogadores, esses continuam a gozar com as gentes que os seguem para onde quer que seja, e envergonham a cada Domingo que passa este clube. Já nem existem palavras adequadas para esta vergonhosa situação.

MELHOR JOGADOR

Sereno #4. É realmente muito frustrante chegar a este ponto e não ter vontade de escolher nenhum dos homens que veste a camisola do Rei. Porque o que apetece mesmo pensar é que nenhum deles merece vesti-la. De qualquer maneira, e guiando-me pelo relato do jogo que é a única base que existe, Sereno, total estreante nesta Liga de Honra, jovem vimaranense que actuou esta tarde como lateral-direito, no lugar de Vítor Moreno, parece ter feito uma partida de bom nível, mostrando a Manuel Cajuda que também pode fazer parte das suas contas.

ARBITRAGEM

Obviamente que é muito dificil avaliar correctamente a arbitragem quando o único suporte que existe é o relato do encontro, mas pelo que me foi dado perceber, Lucilio Batista esteve bem em praticamente todos os lances que ajuizou e não teve qualquer tipo de influência no resultado final.

PONTOS POSITIVOS

- Positivos? Além das mais 200 pessoas que sairam de madrugada de Guimarães para estarem presentes no Algarve, não encontro nenhum. Aliás, num clube em ruinas, a única coisa positiva que ainda se encontra é realmente a sua inigualável massa humana.

PONTOS NEGATIVOS

- A atitude.
- A ingratidão.
- A falta de liderança.
- O medo de ganhar.
- A inconsciência do clube que representam.
- Os jogadores mediocres que representam o Vitória.
- Quando me começarem a "ouvir" talvez já seja tarde. Enquanto não tivermos uma equipa, estruturada de acordo com os objectivos a que este clube se deve propor sempre, enquanto não tivermos uma liderança forte, o Vitória continuará a cair, cair, cair...

segunda-feira, novembro 22, 2004

2ª Liga

Bom uma vez q o meu primeiro comentario "desapareceu" misteriosamente, assim como a paciencia de quem ta a escrever um comentario detalhado sobre a 2ª liga e as 18 equipas, durante mais de uma hora!!! vai resumido.
O Estrela continua a jogar mal e a pontuar, valha-nos isso.
O Maia continua a nao se distanciar.
5 empates em 9 jogos, (na jornada anterior foram 7 os empates).
Nesta jornada dos 5 primeiros so a Ovarense ganhou, (na anterior nenhum dos 10 primeiros tinha ganho).
Candidatos de subida - Estrela Amadora e Paços Ferreira (nao necesariamente por esta ordem), seguidos de Maia, Naval, Desp. Aves e Leixoes.
Candidatos de descida - Felgueiras, Alverca, Gondomar, Feirense e Espinho.
Surpresas positivas - Marco e Olhanense.
Surpresas negativas - Chaves e Santa Clara.
Nao surpresas mas com bom campeonato - Ovarense.
Nao surpresas mas com mau campeonato - Portimonense e Varzim.
Equipas a q nao se deve dar ouvidos pela subida - Ovarense, Marco e Olhanense.