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segunda-feira, agosto 18, 2008

Liga Sagres 2008/09

ASSOCIAÇÃO ACADÉMICA DE COIMBRA
Presidente: José Eduardo Simões
Treinador: Domingos Paciência
Estádio: Cidade de Coimbra (30.000 Lugares)
Assistência Média em 2007/08: 6.872 Espectadores
Classificação em 2007/08: 12º Classificado
Página WEB: http://www.academica-oaf.pt

PREVISÃO ATACANTE
" Será desta que a «Briosa» vai conseguir chegar à primeira metade da Classificação? A continuidade do «promissor» Domingos Paciência no comando da Equipa pode muito bem ajudar os «Estudantes» a cimentar a sua posição no Escalão Principal, sendo que a chegada ao plantel de Sougou (ex-União Leiria) pode muito bem demonstrar essa ambição.
Na minha opinião, a Académica poderá ser uma das agradáveis surpresas desta Liga Sagres."
João Ribas

OPINIÃO DO ADEPTO
"O REFORÇO DA CONTINUIDADE. É desta forma que podemos definir o plantel da Académica para a versão 2008/2009 do principal escalão do futebol profissional português.
Depois de ter atingido com alguma facilidade a manutenção, sem os apertos de outros anos, a Académica optou por manter a estrutura base da equipa e reforçar os seus alicerces e estrutura, sem fazer uma mudança radical com elevado número de contratações como aconteceu nos anos anteriores.
O grande destaque da Académica vai para a entrada de jogadores do contingente do clube satélite Tourizense. O jovem central Gonçalo, os médios Licá e André Fontes e a nova estrela do ataque Éder que já deixou notas de grande nível nos jogos de treino e promete ser o predador na frente de ataque que a Académica tanto precisa.
As contratações na verdadeira acepção da palavra são o guarda-redes Peskovic, os defesas Edson e Luiz Nunes e os médios Lucas Madej e Carlos Aguiar (irmão de Luis Aguiar).
Mantendo a estrutura base e reforçando-se em posições cirúrgicas a Académica apresenta-se mais coesa, mais forte e aspira naturalmente a um campeonato tranquilo com a promessa de um futebol de bom plano técnico, visto o treinador Domingos Paciência ter já assimilado o modelo clássico da Briosa, da autoria do méstre Cândido de Oliveira.
Sem pontas-de-lança de raiz e com muitos médios ofensivos de grande mobilidade e capacidade atacante, a Académica parece aos poucos recuperar a identidade que tão famosa a tornou nos Anos 60 e recuperar ainda o seu estilo de jogo caracterísco de futebol rendilhado e passe rápido de pé para pé.
Para manter a mística, há vários jogadores universitários na equipa onde o destaque óbvio vai para o licenciado Nuno Piloto."
por Libelinha

terça-feira, janeiro 08, 2008

Estrelas Atacantes dos Pequenos


15º Capítulo: Hélder Barbosa (Académica)

Idade: 20 anos
Posição: Extremo Direito
Naturalidade: Paredes
Altura: 1,72m
Peso: 67kg
Internacionalizações: nenhuma
Estreia na 1ª Liga: Boavista 1 – 1 FC Porto (06-05-2006)
Treinador que o lançou na 1ª Liga: Coo Adriaansen
Títulos: Campeão Europeu de sub-17; Campeão Português 05/06

Nas últimas semanas fiquei rendido às exibições de um homem: Hélder Barbosa. Um “puto”, assombrado por uma grave lesão, logo na sua primeira época como sénior, mas que confirma todo o potencial que se conferia nele.

Esta vai ser uma das crónicas mais pequenas, pois deste jogador pouco passado existe. Apenas representou dois clubes, em dois anos e meio de sénior, mas três em toda a sua carreira. Este extremo direito junta técnica e finta a uma segurança fantástica e uma facilidade de mobilidade que deixa qualquer um rendido. A forma como segura a bola, para visionar o posicionamento dos jogadores em campo, para saber pensar o jogo, demonstra uma maturidade e inteligência de mestre.

Natural de Paredes, foi lá que deus os primeiro passos como jogador de bola. Com a sua qualidade, não foi difícil subir um degrau na carreira, e aos 14 anos foi jogar para o FC Porto.

No FC Porto mostrou a alto nível nas camadas jovens, chegando rapidamente à selecção nacional das camadas jovens. Foi campeão europeu sub-17 com apenas 15 anos, e aos 16 estreou-se na equipa principal do Porto, na inauguração do Estádio do Dragão, contra o Barcelona. Uma qualidade enorme, que levou um grupo de fãs a criar um blog em sua consideração.
Em 05/06 subiu aos seniores em definitivo para jogar na equipa B. Sendo sempre titular, mostrou-se a alto nível, o que levou Coo Adriaansen apostar nas suas qualidades e deu-lhe uma oportunidade na equipa A.

Em 06/07 foi emprestado à Académica, onde prometia uma grande época. E até começou bem a época, até que me lesão grave o “arrumou” e não pôde ajudar mais a equipa. Em consequência, voltou a ser emprestado para a equipa de Coimbra em 07/08.

Esta temporada foi entrando aos pouco, mas desde que entrou em forma a Académica tem estado melhor, começando a ganhar jogos e Hélder Barbosa lá vai fazendo estragos, na esperanças de chegar à equipa A do Porto. E com o que lá anda, era um crime se isso não acontecesse.

terça-feira, novembro 27, 2007

Académica 1-3 SL Benfica

Estádio: Cidade de Coimbra
Espectadores: 16.165
Árbitro: Olegário Benquerença

Académica: Ricardo, Nuno Piloto, Litos, Kaká e Pedro Costa, Pavlovic, Paulo Sergio e N'Doye, Lito, Vouho e Ivanildo.
Treinador: Domingos Paciência. Jogaram ainda: Miguel Pedro, Joeano e Helder Barbosa.

SL Benfica: Quim, Luis Filipe, Luisão, David Luiz e Leo, Katsouranis e Binya, Nuno Assis, Rui Costa e Dí María, Nuno Gomes.
Treinador: José António Camacho. Jogaram ainda: Cardozo, Petit e Adu.

O Benfica somou a quinta vitória consecutiva e mantém a pressão sobre o FC Porto, em vesperas de jogo entre as duas equipas.

O Benfica voltou a sofrer para vencer um jogo. Novamente nos minutos finais de um jogo algo morno e sem muita criatividade. Camacho voltou a escalar a equipa em 4x2x3x1, jogando apenas com Nuno Gomes na frente, e com Binya e Katsouranis no miolo do terreno. Nuno Assis esteve encostado á direita e Dí María ocupou a faixa esquerda, com Rui Costa a comandar as operações. Na defesa, Luisão e David Luiz no eixo, com Léo na esquerda e Luís Filipe na direita.
Domingos operou também algumas alterações, desde logo a maior surpresa, Ricardo, guardião que ocupou o lugar de Pedro Roma. Talvês por ter sido o héroi do Varzim em jogo da Taça de Portugal da época passada e ter feito uma boa exibição frente ao adversário de sábado, Domingos tenha apostado nele. E diga-se que não fossem os ultimos minutos do jogo e a aposta tería sido ganha.
De resto, o Benfica apenas começou a aparecer a partir do momento em que Nuno Assis é substituido. Porque? Entrou Cardozo e a equipa desenhou um 4x4x2, embora com Rui Costa perdido na direita.
No entanto, é a Académica que chega primeiro ao golo, depois de uma falta, mais uma convém dizer, cavada por N'Doye, um dos melhores da Académica. Depois de uma série de maus alivios da defesa encarnada, a bola cai nos pés de Lito, que atirou a valer para o fundo das redes de Quim. Estavam decorridos 21 minutos de jogo. O Benfica tentou responder, e essa resposta veio da esquerda, mais precisamente de Dí María. Depois de ter atirado à barra num excelente remate, o extremo argentino correu meio campo com Nuno Piloto no seu encalço, até ser derrubado pelo defesa da Académica. Do lance, estudado, saiu o pontapé vitorioso de Rui Costa. Estava feito o empate á passagem do minuto 30 da partida, resultado que se mantería até ao intervalo.
Após o intervalo, o jogo caiu emalguma monotonia. Os bancos começaram a mexer, e no Benfica, as substituições demonstraram ser importantes. Katsouranis deu o seu lugar a Petit, e o meio campo do Benfica ganhou mais algum fulgor. Minutos depois, Dí María volta a atirar à barra, depois de uma tabela com Rui Costa, mas o jogo já estava interrompido por fora de jogo do argentino. Minutos depois nova alteração, Nuno Gomes deu o lugar, embora contrariado, a Freddy Adu e o Benfica começou então a ganhar algum ascendente e a empurrar a Académica para trás. Lito ainda tentou assustar Quim de fora da área, mas a bola saiu muito por cima da trave. E foi a ultima tentativa da Académica de chegar a vitória, faltavam cerca de quinze minutos para o fim. E começou o calvario de Ricardo. Ao minuto 81, desentendimento com Kaká valeu-lhe o cartão amarelo, pois agarrou a bola fora da área. Aos 83 minutos, é a vez de Rui Costa tentar o golo, mas o o remate saiu mal, apos bom centro deLéo. Mas a quatro minutos do fim, finalmente o golo e a explosão de alegría nas bancadas, contrastando com o desalento do banco academista. Lançamento longo de Binya, com Ricardo a falhar o corte, a bola sobrou para Luisão, que de calcanhar bateu para a baliza com Ricardo apenas a confirmar a reviravolta no marcador. Já nos descontos, foi a vez de Adu marcar o seu golo, com um remate de fora da área, onde Ricardo volta a ficar mal, pois podia ter feito mais para segurar a bola, que ainda bateu no poste antes de entrar e confirmar a vitória encarnada.
Em jeito de resumo, a vitória acaba por ser justa, embora não reflicta a verdade do jogo. A Académica jogou bem, melhor até que noutros encontros, mas no final entregou o ouro ao bandido. O Benfica, voltou a ser uma equipa com pouca criatividade, sem presença na área academista, pois Nuno Gomes esteve muito mal, mas após a saida de Nuno Assis, cresceu um pouquinho, e com as entradas de Adu e Petit, melhorou consideravelmente. O filão de que os jogos têm 90 minutos está bem presente na cabeça dos jogadores encarnados, pois lutam até ao fim pela vitória.

segunda-feira, novembro 12, 2007

Quem é que não fez o TPC?



Estádio do Bonfim, em Setúbal
Assistência: 4000 espectadores
Árbitro: Artur Soares Dias (A.F.Porto)

V. SETÚBAL: Eduardo; Janício, Robson, Auri e Adalto; Sandro, Elias e Ricardo Chaves (Bruno Ribeiro 85’); Pitbull, Matheus (Edinho 75’) e Leandro (Bruno Gama 46’)
Suplentes: Marco Tábuas, Hugo, Paulinho e Kim.
Treinador: Carlos Carvalhal

ACADÉMICA: Pedro Roma; Nuno Piloto, Orlando, Kaká e Pedro Costa; Pavlovic, Cris (Hélder Barbosa 46’) e N'Doye; Lito, Miguel Pedro (Gyano 75’) e Joeano (Fofana 46’).
Suplentes:Ricardo, Paulo Sérgio, Litos, e Tiero.
Treinador: Domingos Paciência

Disciplina: Cartão Amarelo a Orlando (36’), N’Doye (61’), Bruno Gama (80’), Fofana (82’). Cartão Vermelho por acumulação de amarelos Orlando (60’).

Golos:
1-0 Matheus (18’)
2-0 Elias (19’)
2-1 N’Doye (57’)
3-1 Cláudio Pitbull (62’ penalty)

O Vitória recebe a Académica num estádio com mais adeptos do que o habitual. Lentamente as assistências no Bonfim vão crescendo. Inicio de jogo, e quem diria, a Briosa a querer jogar à bola de igual para igual, querendo até rematar à baliza de Eduardo. E talvez aí fosse o erro. A falta de respeito de Domingos Paciência pelo Setúbal, por querer vir ao Bonfim impor o seu jogo por jogar demasiadamente aberto e apostando no fora de jogo. É obvio que os setubalenses não iriam deixar isso acontecer e comecaram logo a mostrar quem seriam os donos e senhores em campo. Começamos a dominar, e usamos precisamente a arma da Académica: o fora de jogo. Dois passes fabulosos de Ricardo Chaves, no limite do fora de jogo, a oferecer os golos primeiro a Matheus, e depois a Elias. Em dois minutos dois golos. O resto da primeira parte foi um passeio. Os estudantes sem saber o que fazer, o Vitória sem saber de que maneiras poder marcar. Chega-se ao intervalo num resultado justo.

Na segunda parte ssistiu-se a algumas alterações que foram baralhando o jogo, e a académica consegue reduzir o marcador. Mas por pouco tempo. Dois minutos depois a expulsão infantil de Orlando e de seguida um penalty ingenuo, a oferecer o jogo aos sadinos que por Pitbull arrumam com o jogo. O Vitória foi sempre mais rápido, com uma frente de ataque muito móvel e rápida, sustentada pela dupla de Pitbull e R. Chaves no meio campo, tendo o apoio dos laterias Adalto e Janicio. Esquema montado, reproduzido em campo, festival dado. Só Vitória de Setúbal e Arsenal são invictos até ao momento em toda a Europa de Futebol. Alguém que me diga quem é a equipa que nesta altura do campeonato pratica melhor futebol do que o Vitória! Sejam sinceros!



Melhor em Campo:

Ricardo Chaves
. Que classe! E mais não digo, porque não é necessário!!!



Árbitro:

Houve alguns lances, mas nada de especial para interferir no resultado. Penso que esteve bem.

Já estamos em 4º!!!!

segunda-feira, novembro 05, 2007

Briosa Vs Estrela

Estádio Cidade de Coimbra, em Coimbra
Árbitro: Luís Reforço (Setúbal)

ACADÉMICA
Pedro Roma, Nuno Piloto, Orlando, Kaká e Pedro Costa; Pavlovic, Tiero e N'Doye; Miguel Pedro, Joeano e Lito.

Suplentes: Ricardo, Fofana, Hélder Barbosa, Litos, Cris, Gyano e Paulo Sérgio.

Treinador: Domingos Paciência

ESTRELA AMADORA
Nélson, Rui Duarte, Wagnão, Maurício e Hugo Carreira; Fernando, Tiago Gomes e Marco Paulo; Yoni, Pedro Pereira e Jeremiah.

Suplentes: Pedro Alves, Daniel, Moreno, Mateus, NDiaye, Mossoró e Anselmo.

Treinador: Daúto Faquirá


Jogo quase para esquecer não tem sido o empate a finalizar a partida.

Cardoso e Nuno Viveiros comprometeram tanto a semana passada que nem sequer foram convocados para o banco esta semana. Se se compreende a opção de mandar Viveiros "pastar" para outro lado que não na Reboleira (talvez devesse rodar para sempre num Oriental da III Divisão Nacional), já com o defesa brasileiro foi muito duro ou então há algo por fora que não percebemos (alguma desavença entre jogador e clube/tecnico). Mas que não haja duvida que a exibição da semana passada foi mesmo horrível e incompreensivel.

Quanto a este jogo... lá está, Marco Paulo jogou e o Estrela sofreu logo 3 golos, mas mal ele saiu não só não sofremos mais como recuperamos de 1-3 para 3-3... Há mais alguma coisa que deva ser dita deste pseudo-jogador?

Olhando para o resto da equipa, inclusão de Hugo Carreira no lugar de Cardoso, Pedro Pereira no lugar de Nuno Viveiros (o que parecia acertada, mas o rendimento saiu aquém do esperado, contudo é jogador para ter que ter mais oportunidades) e de Jeremiah a fazer a estreia no lugar reservado ao Ponta lança. Boa estreia a denotar falta de ritmo mas mesmo assim a rematar à trave. Saiu ao intervalo.

Opções sem sentido nenhum e incompreensiveis e que desesperam qualquer adepto Tricolor: inclusão de Marco Paulo e Yoni... Sinceramente...

O jogo resume-se básicamente ao que acima foi dito e ao que já disse do jogo em Braga. Há 2 situações do jogo, a com Marco Paulo em campo e sem este "coxo de primeira". Resultados palpaveis com Marco Paulo 1-3 para o adversário, sem Marco Paulo 2-0 para o Estrela.

Melhor em campo: Tiago Gomes

Arbitragem: Passou ao lado sem incomodar muito. Mais aziados os adeptos "pretos" que de 1-3 viram no árbitro a razão do 3-3 final.

Conclusao:

Arrumem de vez com as duas maiores nódoas da equipa Marco Paulo e Nuno Viveiros... ou então arrumem com o Dauto, se é isso que ele parece querer,

segunda-feira, outubro 08, 2007

Académica VS FC Porto

O FC Porto manteve a sua série vitoriosa na Liga Bwin, em Coimbra, diante da Académica. São já 7 jogos concecutivos sempre a vencer, estabelecendo o melhor arranque de sempre da «Era Pinto da Costa».
Os Dragões somam agora 21 pontos, mais 7 que os Segundos Classificados, que são o Sporting e o Marítimo.


OPINIÃO PORTISTA, por João Ribas
Sem efectuarmos uma grande exibição, mantivemos a nossa campanha 100% vitoriosa, jogando o suficiente para justificarmos os 3 preciosos pontos na Cidade de Coimbra, mesmo que o golo tenha sido obtido através de uma GP, indiscutível diga-se, por Lucho Gonzalez. Este pragmatismo tem sido a grande imagem de marca exibida por esta nossa Equipa, tal como já tem vindo a suceder em outros jogos.
A Académica nunca conseguiu assustar Helton ou qualquer outro Dragão presente no Estádio, tão confrangedora foi a sua exibição no último terço do terreno, onde Bruno Alves e sobretudo Stepanov dominaram.
O FC Porto em vantagem, a espaços, tentava assustar o últmo reduto da «Briosa» e só não fez mais golos dada a eneficácia de Lucho Gonzalez e Tarik Sektioui, que falhou escandalosamente uma oportunidade de golo.
Stepanov foi, na minha opinião, o melhor jogador do FC Porto, tal a sua tremenda eficácia, colocação e abordagem aos lances, não deixando nunca que Helton passasse por dificuldades.
Uma última palavra para o Árbitro da Partida, Elmano Santos, que a meu ver manteve a coerência de sempre, em jogos que arbitra o FC Porto. Continua, à semelhança daquilo que assisti há um ano em Leiria, sem conseguir ver qualquer GP a favor da nossa Equipa e, não fosse o auxílio do seu Fiscal de Linha, continuaria sem ver nenhuma, ainda que estivesse muitíssimo bem colocado para ver a infracção de N'Doye sobre Ricardo Quaresma. Por momentos, no Estádio deu-me claramente a sensação que ainda hesitou em aceder ao que o seu Auxiliar lhe dizia. Inacreditável!

segunda-feira, setembro 03, 2007

Madeira Lions Vs Mondego Blacks

Olá a todos,

Estádio: Estádio Regional Barreiros, no Funchal
Hora: 16:00h, menos uma nos Açores
Àbitro:
Publico: 7.850

Constituição das equipas:

Marítimo - Marcos; Ricardo Esteves (Briguel, 12m), Ediglê, Antoine e Evaldo; Olberdam; Marcinho, Bruno e Fábio Felício (Luis Olim, 90m); Makukula e Kanu (Márcio Mossoró, 77m).

Académica - Pedro Roma; Sarmento (Joeano, 45m), Berger, Kaka e Cris; Paulo Sérgio (Tiero, 25m) e Pavlovic; Hélder Barbosa, Fofana e Lito; Vouho (Peralta, 57m).

Golos:
-Makukula (3m)
-Bruno (70m).

Disciplina:
Cartões amarelos para Makukula (3m), Fábio Felício (41m) do Marítimo e para Paulo Sérgio, Hélder Barbosa, Fofana e Berger da Académica. Makukula foi expulso aos 6m por cartão vermelho directo.

Jogo:

Ontem, o Marítimo recebeu no seu reduto a equipa da Brisosa, assim, o líder do campeonato recebia o lanterna vermelha para um jogo que se adivinhava complicado para ambas equipas.
A académica entrou em campo determinada e com intenções clara de encostar o Marítimo no seu reduto recuado, mas, foi muito cedo que essas intenções se esbateram, o poderoso Makukula intercepta uma bola que vem do meio campo e com uma calma fantástica tira o chapéu a P. Roma e faz explodir as bancadas dos Barreiros.

Makukula, festejou e foi punido com um cartão amarelo, logo depois, em lance semelhante, o avançado foi expulso por entrada perigosa ao adversário.

O semblante dos adeptos carregou, chegou a temer-se o pior, um Marítimo igual ao da época passada e perdulário, a coisa apertou ainda mais quando R. Esteves teve de sair lesionado e Briguel entra em campo. Era a descrença nos VERDE-RUBROS.

Até ao intervalo Marcos foi chamado a intervir por 1 vez e de forma irrepreensível, no lado dos da casa Fábio Felício e Bruno assistiam KANU que obrigou P. Roma a se aplicar, numa dessas vezes Kanu falhou o golo por centímetros da Baliza.

Intervalo nos Barreiros, 1-0



A segunda parte trouxe mais bom futebol, pelo menos da parte dos da casa, os visitantes jogavam cadenciadamente com muitas falhas de passe mas com boa marcação.

O Marítimo, ora por Bruno ora por Felício levava a água seu moinho, geria o resultado com mestria e cirurgicamente em cima do adversário, que se limitava a ver jogar.

Mesmo com menos um jogador em campo, nunca o Marítimo foi inferior aos do continente. A equipa insular mostrou um bom futebol, mesmo quando estava a gerir o resulta conseguia fazê-lo encostando sempre o adversário ao seu reduto.

A linha de meio campo é irrepreensível, Olberdam, Bruno e Felício vão dar muito que falar nesta época desportiva.

A Académica, claramente a tentar sair ao ATAQUE, conseguiu algum frisson, com dois remates que Marcos conseguiu parar.

Fábio Felício, ganha uma falta frontal a baliza de P.Roma, Bruno é chamado a converter e foi sem duvida a estocada final neste jogo, o Médio colocou com mestria a bola no fundo das redes dos de Coimbra, estava feito o 2-0.

Antes de cair o pano, e no tempo de compensação, o Marítimo podia ter feito o 3-0 por intermédio de Marcinho, mas foi Roma que evitou o golo com uma grande defesa.

Melhor jogador em campo:


Vou destacar o Bruno, o jogador assumiu as rédeas do jogo, marcou um excelente golo, que deu a tranquilidade aos verde-rubros, e, acima de tudo jogou com muita garra, posso dizer que ele assumiu a sua posição e a do jogador em falta, jogou por dois. Outro destaque positivo para F. Felício, este jogador é inteligentíssimo, rápido e de uma técnica incrível, foi também o responsável por grandes momentos de futebol ontem nos Barreiros.

Pior jogador em campo:

Não obstante o excelente golo marcado e da forma como o marcou, vou colocar aqui o nome de MAKUKULA, ele sem duvida bateu um recorde no futebol mundial, em 5m de jogo fez o que de melhor e pior pode haver, marcou um golaço, foi punido com um amarelo por tirar a camisola, infantilidade, depois, para o cérebro e entra a matar sendo punido com o vermelho, situações como estas não são dignas de um profissional, que pôs a equipa a jogar limitada, e devem ser alvo de reparos de quem de direito, dai a minha escolha.

Pontos Positivos:

- A nova postura Maritimista, a fazer lembrar os velhos tempos de Eitor e companhia,
-Bom futebol proporcionado por ambas formações,
-As qualidades técnicas de F.Felicio, um hino ao futebol,
-A galvanização e o regresso do ambiente de festa aos Barreiros por parte dos adeptos, é a reunificação da família Maritimista,
-Bons apontamentos e orientações técnicas de Lazaroni,
-Os 9 pontos em 3 jogos do Marítimo, sem duvida um bom pontapé de saída,


Pontos Negativos:

-A arbitragem, pecou por erros estranhos e pelo mau posicionamento do árbitro principal face aos lances, por duas vezes teve influencia na movimentação da bola e chegou mesmo a interceptar dois passes, um dos da casa e outro dos visitantes, usou sempre um critério estranho nas sanções aplicadas a ambas equipas.
- O momento infeliz e infantil de Makukula, não deveria ter agido da forma que o fez, conseguiu destruir uma estratégia, felizmente sem efeitos secundários no resultado mas com algum desgaste físico nos colegas.

Conclusão:

A nova época apresenta um Marítimo mais competitivo, bem orientado, com garra e com um plantel entrosado. Lazaroni mostrou ontem que tem trabalhado esta nova equipa, que pode voar alto e fazer sonhar “LA AFFICION”, para mim o melhor de tudo isto é que o Marítimo já apresentou um bom futebol, é a grande vitória, se esse bom futebol aparecer em conjunto com as vitórias é sem duvida uma grande mais valia.
A académica, não tem má equipa, peca por ter um plantel renovado e que ainda não encontrou entrosamento, mas penso que temos aqui uma equipa, que, depois de se encontrar e com os jovens jogadores que tem nas suas fileiras, pode ser uma boa surpresa, à semelhança do Estrela da Amadora da época passada, só peca por estar mal orientada MANUEL MACHADO não é bom treinador.

Curiosidades:
O Marítimo, mais uma vez, solidarizou-se com as crianças, promoveu a venda do chapéu da esperança, 4 Euros a peça, sendo que o valor reverteu a favor das instituições que apoiam crianças desamparadas, a Académica não ficou alheia ao momento e prontamente manifestou o interesse em aderir a essa campanha, foi um momento bonito e solidário.

Preciosismos:

Hoje de manhã, na SIC, a falta de rigor é abismal,passo a citar a jornalista no comentário do resumo do jogo “E o Marítimo defrontou e venceu a Académica de Coimbra, com esta vitória a equipa AÇOREANA consolidou o primeiro lugar da Liga que divide com o FCP” inadmissível, um pais com 800km um profissional que diz isto devia ser chicoteado em praça publica.

segunda-feira, agosto 27, 2007

Académica 1 - UD Leiria 1

A UD Leiria foi a Coimbra empatar com os locais, em vésperas de jogo europeu. O derby do Centro terminou empatado a uma bola. Os leirienses saíram com um travo amargo na boca com o empate, e os academistas supiraram, porque, decididamente, podia ter sido pior.



Estádio: Cidade de Coimbra
Assistência: (cerca de) 3.500 espectadores
Árbitro: Jorge Sousa (AF Porto)

Académica de Coimbra
Pedro Roma; Sarmento, Litos, Kaká e Vítor Vinha (Pavlovic, 67’); Cris, Paulo Sérgio e Tiero (Hélder Barbosa, 48’); Gyano (Berger, 30’), Lito e Joeano

UD Leiria
Fernando; Éder, Hugo Costa, Éder Gaúcho e Laranjeiro; Tiago, Faria (Toñito, 46’) e Cadu; NGal, João Paulo (Sougou, 55’) e Paulo César (Bruno Miguel, 63’)

Ao Intervalo: 0-0
Marcadores: João Paulo (47’) e Joeano (62’)
Disciplina:
Cartão Amarelo: Faria (17’), Hugo Costa (32’ + 61’), Vítor Vinha (64’), e Toñito (85’)
Cartão Vermelho: Litos (28’) e Hugo Costa (61’)

OPINIÃO LEIRIENSE

Foi o melhor jogo dos leirienses, até agora. Verdade seja dita que, quando comparado com o jogo com o Boavista, a partida de ontem foi anos-luz melhor jogada. Foi o derby do Centro e, como a rivalidade obriga, tinha de se pontuar em Coimbra. Desde 2002/03 que a UDL não perde em Coimbra e era urgente que a tradição assim se mantivesse.

Não tínhamos o capitão Renato no centro da defesa, tendo sido chamado, o também experiente, Hugo Costa, para fazer parelha com Éder Gaúcho. O esquema habitual foi, portanto, pouco alterado.

Ainda por cima com um jogo para a UEFA mesmo à porta, era necessário motivar os jogadores. O jogo correu-nos bem; a UDL podia ter saído de Coimbra com uma vitória fácil, mas a finalização tem sido o "calcanhar de Aquiles" da equipa nos últimos anos. Falta-nos um máximo goleador. A expulsão de Litos à meia-hora de jogo podia ter facilitado ainda mais as coisas, mas não!

João Paulo, avançado que esteve destinado à dispensa, fez o que lhe competia e marcou. Hugo Costa, como experiente que é, fez o que não devia: meter a mão na bola. À vista do segundo amarelo, ficámos igualados a 10 unidades com os adversários e na conversão do penalty, Joeano não hesitou e empatou o jogo. Nova verdade: o empate soube a pouco, num jogo em que os leirenses dominaram. Agora, temos uma viagenzinha até Israel.

Melhor em campo: João Paulo – o golo que marcou foi um belo exemplo do que este jogador é capaz. Mas também Tiago, que conferiu segurança no meio-campo, fazendo a transição da defesa para o ataque, sem inventar.

Arbitragem: esteve bem o árbitro da Associação do Porto; limitou-se a analisar o decorrer do jogo.



domingo, agosto 19, 2007

Leões 4x1 Estudantes



Estádio: Alvalade XXI
Árbitro: Elmano Santos
Assistência: 34 272 espectadores

Sporting:

Stojkovic, Abel, Polga, Tonel, Ronny, Miguel Veloso, Moutinho, Romagnoli (Farnerud, 70 m), Simon (Yannick, 70 m), Derlei (Adrien, 89 m) e Liedson.

Treinador: Paulo Bento.

Suplentes não utilizados:
Tiago, Marian, Pereirinha e Gladstone.

Disciplina: Nada a assinalar

Golos: Derlei (26 m), Liedson (44 m), Tonel (67 m) e Moutinho (89 m, gp)

Académica:

Pedro Roma, Joeano (Hélder Barbosa, 61 m), Káká, Berger (N’Doye, 45 m), Paulo Sérgio, Lito, Orlando, Cris, Ivanildo (Gyano, 45 m) e Tiero.

Treinador: Manuel Machado.

Suplentes não utilizados: Ricardo, Miguel Pedro, Sarmento, Pavlovic.

Disciplina:
Cartão amarelo a Pedro Roma (87 m) e Kaká (87 m).

Golo: Gyano (82 m)


O Sporting venceu Académica por quatro bolas a uma, no jogo inaugural da Bwin Liga de 2007/08.

Sem terem feito um jogo brilhante, os Leões venceram tranquilamente, mas quem dispôs da primeira oportunidade de inaugurar o marcador foram os Estudantes, através de Lito, que surgiu isolado diante de Stojkovic. O Sporting respondeu pouco depois com um remate de Liedson que saiu ao lado. Até que aos 26´ de jogo Derlei, o mal amado pelos lados da Luz, abriu o activo, aproveitando muito bem o espaço concedido por Vukcevic. Curiosamente, o brasileiro a época passada, estreou-se a marcar no seu último jogo como jogador do Benfica e precisamente contra a Académica. Não tardou muito para que o Sporting chegasse ao segundo golo, Liedson desviou de cabeça uma bola saída de um livre da esquerda marcado por Romagnoli.

Na segunda parte, o jogo continuou lento, e só nos últimos 25´ é que se viu bom futebol por parte de ambas as equipas. O Sporting controlava e aos 68´ fez o 3 – 0, por Tonel, que, após a marcação de um canto do lado esquerdo do ataque leonino, cabeceou mal, mas ainda foi a tempo de fazer novo remate, desta feita com o pé direito. A Académica reduziu para 3-1 através de um bom cruzamento de Gyano e Cris não deu hipótese a Stojkovic e fez o tento de honra. O jogo estava aberto, era com facilidade que ambas as equipas chegavam à área contrária. O Levezinho podia ter sentenciado o jogo há muito tempo, mas falhou em 2 grandes oportunidades que teve para voltar a marcar, uma delas em situação frontal ao guarda – redes Roma. Quase no final do jogo, o Sporting fez o 4-1 através de um lance de grande penalidade, de uma falta sobre Liedson e concretizada por Moutinho.

Melhor em campo:

Fez um grande jogo, e teve influência em algumas boas jogadas do Sporting tais como, um bom cruzamento para Liedson aos 53´, aos 67´ quase marcou através de um passe de Liedson e marcou um golo de penalty.

Arbitragem:

Falou-se num penalty não assinalado a favor dos Estudantes… A falta em si era merecedora de uma grande penalidade, mas o mesmo jogador da Académica que sofreu a falta, momentos antes tinha dominado a bola com o braço. A arbitragem esteve mal neste dois lances, um leva ao outro. O correcto seria ter marcado falta contra o mesmo jogador.

Pontos Positivos:


A vitória do Sporting;

O Ninja estreou-se a marcar;

Pontos Negativos:

Nada a assinalar

domingo, julho 22, 2007

Filipe Teixeira de saída

O jogador da Académica saiu esta semana para o West Bromwich da First Division Inglesa, mas aqueles que o acompanharam ao longo de dois anos não esquecem os seu principal jogador, que ficou apelidado de Mágico, tal a qualidade dos seus passes, das suas fintas, dos seus remates, mas não só. Pela correcção com que conduziu a sua saída, o jogador fica na memória dos adeptos como um exemplo para todos, colegas ou não. Despediu-se com a frase: "Nunca me custou tanto sair de um clube". Os adeptos do clube de Coimbra, fizeram uma pequena homenagem em forma de vídeo, para este símbolo que agora os abandona.


terça-feira, julho 10, 2007

Dame (ex-Académica) assina pelo Panathinaikos

Dame N'Doye, jovem de 21 anos que este ano representou a Académica assinou pelos gregos do Panathinaikos por quatro temporadas, num negócio que está já envolto em muita polémica. A Académica reclama mais dois anos de contrato mas o jogador e o seu novo clube assim não o entendem, pelo que se afigura uma longa discussão judicial entre as partes. Mas vamos então recordar tudo o que aconteceu:
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Dame estava de férias com o seu irmão Ousmane N'doye, jogador bem conhecido em Portugal dos tempos em que representou o Penafiel e o Estoril onde marcava sempre frente aos "grandes". Muito naturalmente, o irmão mais velho Ousmane pediu aos responsáveis do clube se o irmão poderia treinar com o plantel para manter a forma apenas, pois este ainda se encontrava ligado aos senegaleses do Jean D'arc.
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Acontece então que o irmão mais novo começa a dar nas vistas e a equipa técnica pede à direcção que apure a disponibilidade deste para integrar o plantel. O jogador já tinha sido rejeitado por diversos clubes de divisões inferiores francesas e como é óbvio viu com bons olhos a oportunidade de jogar no principal escalão do futebol português. O atleta estava em final de contrato e facilmente o Jean D'arc autorizou a sua saída, pelo que depois de um período de experiência chegou a acordo com a Académica por um ano mais duas de opção.
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POLÉMICA
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Mas a polémica havia de surgir em Março quando a Académica tentou renovar o contrato, accionando o seu direito de opção, mas o empresário do jogador entendeu que esta teria de ser exercida meses antes e que nesse momento já não era válida. Então a Briosa, fez provavelmente uma das mais sujas manobras do seu historial. O vice-presidente Luís Agostinho, também possuidor de um stand de automóveis quis fazer uma manobra 2 em 1. Ao vender um carro ao jogador, no meio dos papeis estava também um contrato por mais três épocas, num episódio que nunca foi esclarecido pela direcção dos estudantes e que como consequência teve apenas a demissão do vice presidente em questão. Continuo a perguntar: O vice presidente pode oferecer um contrato sem passar antes pelo presidente? Só o vice foi demitido porquê? Questões que nunca serão respondidas...
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No entanto, e nas últimas semanas, a FIFA, quando interrogada sobre o assunto, deu o princípio de razão à Académica, o que obriga os gregos a pagar o equivalente aos salários do jogador por mais dois anos.
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Mas ainda assim, a incompetência desta direcção é algo de gritante. Um ano depois de ter deixado sair Zé Castro, que este ano foi várias vezes titular no Atlético de Madrid, a custo zero, depois de José António há dois e de Lucas há três anos na mesma situação, desta vez foi Dame, o que leva naturalmente à revolta dos associados face a tantas situações de jogadores em todos os casos muito acima da média, que vêm negadas melhores condições contratuais para dar lugar a brasileiros de qualidade muito duvidosa na maior parte das vezes.
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No entanto, há também uma enorme falta de dignidade de Dame. O clube que o lançou depois de este ter sido recusado em vários emblemas de divisões inferiores, não teve direito ao mínimo de respeito na hora de renovar, e para além de não acordar a renovação, nem o contrato que o ligava a Coimbra foi respeitado, o que nem assim desculpa a incompetência da direcção claro, apenas realçar a ingratidão no futebol, nada de novo para quem o acompanha, quer seja mais de perto ou à distância.

quinta-feira, julho 05, 2007

Associação Académica de Coimbra - Época 2007/2008

Foi com esperança renovada numa época bem melhor que todas as mais recentes presenças na Liga Bwin que a Académica se apresentou para a época 2007/2008.

Com vários reforços, sendo a maioria de origem portuguesa, facto que agradou e muito a todos os associados, a Briosa conta com nada mais nada menos do que oito caras novas confirmadas (M. Berger, Rui Nereu, Ricardo, Cris, Licá, Orlando, Pedro Costa e Lito) e ainda mais três que estão muito perto disso também (Tiero, Ivanildo, Hélder Barbosa). Realce para o facto de que nas onze entradas, apenas três serem de origem estrangeira, e desses três, dois já estão em Portugal há mais de dois anos, o que tira um grande grau de imprevisibilidade no que a reforços diz respeito.

A ambição desta nova época é a de uma melhoria de classificação em relação à última temporada para no futuro poder pensar noutros voos que não continuem a ser o da manutenção, e para tal, a direcção fez um esforço para manter o actual técnico Manuel Machado, que apesar da má classificação deu provas de competência e teve este ano direito a fazer um plantel que o próprio reconheceu ser um plantel muito mais à sua imagem.

Perdas significativas

Se é natural uma aposta na continuidade, também foi assim natural que a direcção do emblema de Coimbra tentasse segurar ao máximo as suas principais pedras para que o futuro tivesse bases onde se apoiar. Assim, de significativas só há a registar duas saídas que foram as de Lino, Roberto Brum e Dame N’Doye, sendo que esta última promete ainda muita tinta fazer correr. Mas vamos por partes.

Lino foi provavelmente o mais importante jogador da Académica no que à temporada passada diz respeito. Tendo começado a lateral esquerdo, formando um flanco fortíssimo com Hélder Barbosa, a lesão do jovem prodígio emprestado pelo FCPorto originou um vazio naquela posição. Mas Manuel Machado insistia, ao contrário de todos os adeptos, em não fazer Lino subir para aquela posição argumentando que não queria “calçar um pé para descalçar outro”. Mas quando a segunda volta já ia a meio, a evidência foi tão grande que Lino foi para essa posição e não mais dela saiu, dando ao mesmo tempo espaço para que o produto das escolas Vítor Vinha também pudesse mostrar o seu futebol e quer se queira quer não, oferecer mais consistência defensiva do que aquela que o brasileiro possuía. Foi assim com alguma naturalidade que este no final da época deu o salto para um clube maior, mesmo com os seus 29 anos, numa transferência que rendeu aos cofres da Académica 150 mil euros mais o empréstimo de dois jogadores, que tudo indica que serão Ivanildo e Hélder Barbosa.

A saída do trinco Roberto Brum, que há cerca de dois anos custou 1,6 Milhoes de Euros dá-se a custo zero, e o que à primeira vista parece ser um péssimo acto de gestão, não implica grandes custos para a Briosa que para além de poupar o mais alto ordenado do plantel, também não compromete o dinheiro gasto, já que este foi pago por um grupo de empresários, que, esses sim, não terão gostado mesmo nada da transferência.

Já a saída de Dame é bem mais controversa dado que a Académica diz ter exercido o direito de opção por mais duas temporadas, e o seu empresário alega que este não é válido. Numa pequena exposição, a FIFA já deu princípio de razão à Briosa mas tudo indica que o jogador se irá transferir para o Panathinaikos.

As restantes saídas de Nuno Luís, Medeiros e Danilo e Pittbull não parecem dar grandes problemas ao técnico Manuel Machado, já que nenhum destes foi peça importante da manobra da turma de Coimbra durante a época passada.

PLANTEL 2007/2008

Guarda Redes:
Permanências
: Pedro Roma
Entradas: Ricardo(ex-Varzim), Rui Nereu(ex-Benfica)

A baliza parece ser um sector forte na Académica. Pedro Roma tem a segurança e a experiência que todos lhe reconhecem mas os seus 36 anos pedem que se comece a pensar no futuro. Assim, contratou-se o guardião Ricardo, que se não for titular está época, e é possível que até o seja, será com toda a certeza na próxima, garantindo assim uma transição sólida e de qualidade. Como terceira opção, contratou-se um discutível Rui Nereu, que nos meandros da Briosa se diz ser jogada de empresário, ao estilo “queres a fruta? Então primeira ficas com o caroço”.

Defesas
Permanências
: Sarmento, Káká, Litos, Vítor Vinha, Lira
Entradas: Pedro Costa(ex-Braga), Markus Berger, Orlando(ex-Freamunde)

A defesa foi na temporada passada o mais fraco sector da Académica. Muitos golos sofridos demonstraram a pouca eficácia dos homens mais recuado da Briosa e assim foi precisamente por aqui que a nova temporada se começou a construir.

Ficaram só os melhores. Káká foi a revelação. Descoberto no Grémio de Jaciara afirmou-se como o melhor central da Académica e assinou já um novo contrato por mais três anos. Ao seu lado, Litos ofereceu a experiência, mas já sem a velocidade e bravura de outros tempos pelo que será mais importante a sua permanência para o balneário do que propriamente para o rectângulo de jogo.
Vítor Vinha e Lira são duas boas soluções para o lado esquerdo. Vinha mais seguro a defender, Lira mais entusiasta de aventuras por terrenos mais ofensivos, oferecem duas soluções distintas, mas ambas com qualidade, para suprir a ausência de Lino.

No que a entradas diz respeito, o internacional austríaco sub-21 Markus Berger parece ser a mais promissora. Vários técnicos conhecidos já o elogiaram e vem para ser o garante da segurança defensiva no eixo da linha mais recuada. À sua direita, Pedro Costa, recrutado ao Braga dá garantias que Nuno Luís já não dava e Orlando é um velho conhecido de Manuel Machado desde os tempos do Moreirense pelo que é uma aposta do técnico.

Meio Campo:
Permanências:
Milos Pavlovic, Paulo Sérgio, Nuno Piloto, Ousmane N’Doye, Filipe Teixeira, Hélder Barbosa, Miguel Pedro, Tiero(ex-Naval)
Entradas: Cris (ex-Feirense),Ivanildo(ex-FCPorto), Lito(ex-Naval)
Em dúvida: Filipe Teixeira

A contratação ou não de mais um jogador para este sector depende totalmente da saída de Filipe Teixeira, que refira-se, está bem mais longe de acontecer do que inicialmente poderia crer-se. O Celta de Vigo preparava-se para adquirir o seu passe mas a queda para a II Liga espanhola foi um rombo nas negociações, pelo que o interesse se tornou impossível de ser concretizado. Assim, e a não ser que nos próximos dias apareça uma proposta suficientemente tentadora, o mágico aclamado pelos adeptos da Briosa não irá deixar Coimbra pelo menos até Dezembro.

Mas o meio campo não é só Filipe Teixeira, pois este tem também outros bons valores. A Académica tem várias soluções para cada posição, e grande qualidade e quantidade no que a extremos diz respeito. Numa primeira vista, a reputação de Ousmane N’doye destaca-se dois demais, mas para a próxima edição da LigaBwin muito ainda vamos ouvir falar de Hélder Barbosa, um jovem extremo, impressionante nos desequilíbrios que provoca no um para um, de Cris, um médio ao estilo de João Alves, capaz de atacar e defender com a mesma qualidade ou mesmo de Paulo Sérgio, um trinco com um poder físico fantástico e que se assume como um grande obstáculo para quem quiser marcar frente à Briosa. Há ainda outros valores, como o experiente Lito, Miguel Pedro e Pavlovic que têm neste ano as suas oportunidades de explosão ou Ivanildo que tem de provar o seu real valor se pretende voltar aos quadros do FCPorto.

Ataque:
Permanências
: Gyano, Pedro Ribeiro(ex-Junior)
Entradas: -
Em dúvida: Nestor, Gelson, Joeano

A vontade da direcção da Académica é assegurar um avançado de valor inquestionável para além do regresso de Joeano por empréstimo do Beitar de Jerusalém, mas nenhum destes casos se afigura fácil, e é neste sector que estão as principais dúvidas no que a contratações diz respeito.

Gyano é um jogador extremamente voluntarioso mas com pouca (ou mesmo nenhuma) qualidade técnica pelo que a concorrência do jovem internacional Pedro Ribeiro é pouca para aquilo que se espera do Húngaro.

Em dúvida estão ainda Nestor Alvarez que se diz que vai ser emprestado uma época ao Setúbal e ainda Gelson que sem grandes dúvidas é juntamente com Gyano o par de avançados com menos técnica a jogar no nosso campeonato. Imaginar os dois juntos estará ao nível de um Fernando Aguiar ao lado de Jorge Costa a organizar jogo ou mesmo de uma dupla de matraquilhos num qualquer café. Acho que a ideia está passada com estes dois exemplos.

Destaques:

O CRAQUE:

Filipe Teixeira
– não há palavras, com a bola nos pés é um senhor. Todos os que o vêem jogar semanalmente se perguntam como é possível ainda estar a jogar na Académica. Poder de desequilibrar, remate, técnica e ainda espírito de sacrifício são apenas alguns dos atributos que podemos esperar dele.


A APOSTA:

Markus Berger – É uma aposta da direcção estudantil para consolidar a defesa da Briosa. Litos está já em curva decadente da carreira e Orlando não é nem de perto nem de longe um craque para liderar a defesa. Berger é a grande aposta!



EXPLOSÃO:
Hélder Barbosa – Não há dúvidas da qualidade do jogador para quem já o viu jogar. A temporada passada seria a sua explosão e este ano estaria no Porto mas uma lesão grave em Novembro impediu que tal pudesse acontecer, com imensa pena de todos os adeptos que ficaram rendidos ao seu futebol. Este ano, em Coimbra há a sorte de o ver jogar mais uma época e ainda muito vamos ouvir falar do “mágico Hélder Barbosa”.

terça-feira, maio 22, 2007

Águias 2-0 Estudantes


Estádio: Estádio da Luz
Assistência: 42 994 espectadores
Arbitro: João Ferreira (Setúbal)

Benfica: Quim; Nélson, David Luiz, Anderson, Léo; Katsouranis, Paulo Jorge, Karagounis e Rui Costa; Miccoli e Derlei
Suplentes: Moretto, Miguelito, Pedro Correia, Beto, João Coimbra, Manu e Mantorras
Treinador: Fernando Santos

Académica: Pedro Roma; Sarmento, Kaká, Medeiras, Lino; Paulo Sérgio, Sílvio, Filipe Teixeira e Miguel Pedro; Joeano e Dame
Suplentes: Douglas, Danilo, Alexandre, Gyano, Gelson, Lira e Roberto Brum
Treinador: Manuel Machado

Em domingo de bola a lembrar outros tempos, o povo Benfiquista apareceu em peso no Estádio da Luz, as esperanças eram mínimas, mas era o último jogo da época, aproximam-se longas semanas sem futebol para discutir no café com os amigos rivais...

Logo de inicio um motivo de muito orgulho para a nação Benfiquista, Rui Costa envergava a braçadeira de capitão!
Confesso que tinha muita esperança em assistir a um bom espectáculo de futebol, a Académica é das equipas que mais gostei de ver jogar futebol esta época, jogadores como Filipe Teixeira, N’dame e Lino entre outros são uma garantia de bom futebol!
Do lado do Benfica a equipa nada tinha a perder, a não ser a invencibilidade caseira ao longo da época...

Assim foi, o jogo foi entretido, os ouvidos estavam espalhados por 7 estádios deste nosso Portugal, os olhos viam Rui Costa fazer uma das melhores exibições da época, Miccoli honrar a camisola que muito provavelmente vestia pela última vez em competições oficiais, Paulo Jorge e depois Manu numa tentativa desesperada de provar o seu valor, Quim, Anderson, Nelson e Derlei num jogo de raiva contra todas as criticas, Karagounis, David Luiz e Leo confirmaram mais uma vez o seu enorme valor, Mantorras a marcar o golo habitual e João Coimbra a “não” jogar os minutos habituais...

À medida que os golos dos rivais apareciam, o jogo naturalmente perdia a pouca emoção que ainda poderia ter, logo após o golo de Derlei surgem as noticias de 2 golos em Alvalade, pouco depois golo no Dragão... Sacrifício até ao fim pensei eu...

Mas o jogo foi bem interessante, para alguns jogadores estava muito em jogo, e talvez por isso poucos perceberam que já nada estava em jogo, tal a entrega de todos os jogadores dentro do relvado!

Melhor Jogador:

Destaco 2 jogadores, Fabrizio Miccoli pelo profissionalismo demonstrado e pelo bonito gesto aquando da sua saída do relvado, e Rui Costa após realizar aquela que foi muito provavelmente a melhor exibição da época, como que a dizer para contar com ele...

Positivo do Jogo:

Surpreendi-me, quando no final do jogo a grande maioria das pessoas permaneceram nos seus lugares para aplaudir toda a equipa, em Portugal não estamos habituados a estas coisas...

Foi bonito o momento em que Fabrizio Miccoli saiu do relvado, são momentos como este que me levam a duvidar da sua hipotética transferência para os rivais do Norte...
Coração de adepto a falar, que hei-de fazer?...

Negativo do Jogo:

No fim do jogo apenas alguns jogadores agradeceram ao público o apoio demonstrado apesar da época fracassada, todo o plantel tinha a obrigação de demonstrar gratidão aos adeptos!

Arbitragem:

Nada a assinalar, a não ser uma entrada mais dura de Rui Costa que foi punida com amarelo e que suscitou algumas dúvidas se não teria de ser outra cor, mas vindo de quem veio o amarelo justifica-se perfeitamente...

segunda-feira, maio 14, 2007

Académica 0 - Sporting 2

Vou meter o bedelho onde não sou chamado e falar um pouquinho do jogo deste Domingo.

Local: Estádio Cidade de Coimbra, em Coimbra
Árbitro: Lucílio Baptista (Setúbal)
Assistência: 18.500 espectadores

Normalmente teria a meu cargo uma crónica semanal, mas hoje decidi abordar este jogo.
E estou a fazê-lo por duas razões.
A primeira, porque estive no relvado.
A segunda, porque são os dois clubes que dividem o meu coração.

Por norma, em qualquer jogo entre estes dois emblemas o meu apoio vai para a Briosa.
Ontem foi diferente.
Sabia de antemão que a AAC/OAF podia segurar a manutenção mesmo perdendo e que o Sporting não podia deixar de ganhar.
Por isso, foi uma partida invulgar.
Mas, "adeptices" postas de parte, vamos analisar a partida.
Manuel Machado voltou a montar mal a equipa.
Sarmento não é nem nunca será um lateral direito (mais valia colocar Paulo Sérgio nessa posição) e isso viu-se no lance do primeiro golo, quando Nani fez o que quis. Já antes Romagnoli tinha entrado calmamente pela asa esquerda do ataque dos leões.
Medeiros é muito mau e acaba por ser sinónimo de uma unidade a menos em campo.
Jogar com três centrais já tinha sido uma má opção no jogo em Alvalade. O professor não aprendeu a lição.
Contra a melhor defesa da prova, Manuel Machado deixou Gyano e Dame no banco. Gyano não é bom mas atrapalha, Dame é um dos jogadores com melhor rendimento ofensivo do planter academista. Além disso Joeano rende bastante quando tem um companheiro na frente.
A equipa do Sporting era a melhor que se podia desejar.

O golo surgiu aos 3 minutos depois de Nani ter passado por dois jogadores, fintou mais um, cruzou e após o desvio de um dos centrais de negro a bola sobrou para Liedson que só teve de encostar.
4 minutos depois, lance de antecipação do "Levezinho" e Pedro Roma terá tocado o 31 do Sporting. De onde estava não deu para ver o lance com clareza mas uma vez que ninguém contestou a decisão parto do princípio que a decisão foi correcta.
Pedro Roma mostrou o porquê de continuar a ser o titular da baliza da Briosa. Lance defendido.
Má escolha do Sporting. Liedson falhou as umas 5 penalidades, Moutinho não falha. Talvez tenha sido para acrescentar mais um golo à conta do baiano.
Minutos depois, um derrube na área do Sporting. Penalty? Talvez. Infelizmente a forma como Filipe Teixeira caiu pode ter dado a entender que se fez à falta.
Pedro Roma mostrou o porquê de continuar a ser o titular da baliza da Briosa. Lance defendido.
Os "leões" dominavam o jogo mas os "estudantes" não baixavam os braços.
O jogo estava bonito e, de repente, aos 21 minutos, os adeptos spontinguistas exultavam.
Golo na Mata Real e o Sporting estava em primeiro na Liga BWin.
Machado retirou Medeiros, ficou com uma defesa de 4 elementos, e colocou Gyano em campo. Dame ficou mais uns minutos no banco.
Foi assim que chegou o intervalo e foi assim que se entrou na segunda parte.
A Académica, já com Dame em campo, reagiu bem, deu trabalho aos lisboetas e causou sucessivas ocasiões de perigo. O Sporting não ficou de braços cruzados e valeu Pedro Roma para anular um lance com selo de golo protagonizado por Nani.
Mais três lances de destaque ainda no primeiro quarto de hora do segundo tempo, primeiro por Gyano, que depois de receber um magnífico cruzamento de Lino, cabeceou sozinho para fora; depois, uma jogada na asa esquerda do ataque do Sporting, com sucessivas trocas de bola perante a apatia dos "estudantes", termina com um remate de Miguel Veloso a rasar o poste; por fim, Dame consegue num curto espaço de terreno fazer três fintas de pé para pé e faz a bola embater com força no poste de Ricardo. O guardião do Sporting estava batido.
Até ao final, de destacar as substituições na turma de Alvalade.
Alecsandro volta a não trazer nada de novo, mostrando que os 3 golos obtidos há jornadas atrás foram a excepção que confirmou a regra, é lento, pára o ataque e perde bolas, não pressiona e não tem grande dinâmica.
Tonel substitui Romagnoli. Paulo Bento coloca 3 centrais quando a Académica já tinha em campo Gyano, Nestor e Joeano, servidos por Dame, Filipe Teixeira, Lino e Miguel Pedro.
Muitos podem achar que o treinador do Sporting terá sido demasiado cauteloso, mas a verdade é que a Briosa estava balanceada para o ataque e, ao mesmo tempo, o facto de ter três centrais permitia dar mais liberdade a Tello e Abel. Do lado direito não se viu muito, até porque Abel não fez um bom jogo, mas na ponta contrária o chileno aproveitou e chegou a causar perigo por duas vezes.
Quase em cima dos 90', Nani volta a criar mais um golo, desta feita assistindo Moutinho para sentenciar o jogo.

Notas finais:
1) O Sporting continua na corrida pelo título, a Académica garantiu a permanência.
2) O jogo foi antecedido por uma polémica sobre o relvado.
Quanto a isto convém deixar algumas apreciações.
Não me parece que faça sentido realizar um concerto ou qualquer iniciativa que possa colocar em risco a qualidade do tapete de jogo. A rever.
Não me parece também que tenha feito qualquer sentido a frase no comunicado da Académica/OAF que referia que o Sporting não deveria aproveitar o estado do relvado como desculpa caso o resultado fosse menos bom.
Foi completamente fora de propósito, ainda mais quando os responsáveis da Briosa deviam ter noção do percurso vergonhoso que efectuaram em casa esta época. 3 vitórias!!! Mais valia terem dito apenas o essencial sem mandarem recados desajustados e injustificados.
3) O Sporting está em grande forma nesta recta final e parece que a rotatividade está a dar resultados. Se calhar, digo eu, Paulo Bento pode estabilizar a equipa umas jornadas mais cedo na próxima época se quiser ser campeão. (e atenção, ainda o pode ser esta temporada)
4) A manutenção da Académica no principal escalão é obtida à custa de deméritos dos seus adversários, não por mérito próprio. A caminhada em 2006/07 foi má, mesmo má e os números devem dar que pensar. Os dirigentes academistas devem reflectir, devem ser mais criteriosos na construção da equipa para a época vindoura, e, sobretudo, devem começar a ponderar um factor estranhíssimo. Porque é que treinadores como Nelo Vingada ou Manuel Machado que têm qualidade e são técnicos de sucesso, chegam a Coimbra e parece que se trocam todos na hora de orientar e escolher a equipa.
5) O comportamento das claques. Há anos que sou fã da Mancha Negra, principalmente pela sua postura nos estádios (excepção feita quando aparece o Vitória de Guimarães como oponente) e este ano foi mais um ano exemplar para esta claque. Espero que sirvam como exemplo para muitas outras. As claques verdes e brancas também estiveram bem e foi bonito ver a festa que fizeram especialmente a partir do golo do Paços de Ferreira.
Não sei se foi distracção minha mas foi bom não ouvir o tradicional "SLB SLB SLB..." quando o Benfica não está em campo.

Jogadores em destaque:
Sporting - Nani: esteve nos lances dos dois golos e ainda teve tempo para falhar um, mas há que dar mérito à intervenção de Pedro Roma.
Associação Académica de Coimbra: Pedro Roma: Magistral! Teve um punhado de intervenções fantásticas, numa delas defendeu uma grande penalidade, e manteve os companheiros e adeptos da Briosa a sonhar quase até ao apito final com um outro resultado que não a derrota.

terça-feira, abril 24, 2007

Beira-Mar 0-1 Académica


Estádio: Municipal de Aveiro
Espectadores: 8.497
Árbitro: Pedro Proença

Numa segunda-feira, sem televisão, tive vontade de ir ver a “minha” Briosa numa “final”! Fui até a Aveiro e assisti a um bom jogo de futebol, com emoção, incerteza, boas jogadas, claques que apoiaram sem violência… Enfim, vi o futebol que devia estar presente todos os domingos em todos os estádios.

O Beira-Mar entrou mais pressionante, mas muito nervoso. Aliás, a Académica demorou também a controlar a ansiedade.
Após 15 minutos a Briosa criou duas boas oportunidades, numa delas com um falhanço escandaloso de Damme, de baliza aberta.
Filipe Teixeira saiu lesionado e entrou um desinspirado Miguel Pedro.
O Beira-Mar respondeu e Edgar atirou cruzado a arrasar o poste. A Mancha-Negra puxava de um lado e os Auri-Negros do outro. Boa festa.
Sobre os 45 minutos, Edgar atirou com violência e a bola bateu na barra, no chão e saiu.
O intervalo chegou e apesar do 0-0 o jogo estava agradável.

Na segunda parte mais do mesmo, com muita emoção e algum nervosismo. Gyano entrou para o lugar de Vítor Vinha e a Académica chegou mesmo ao golo, numa boa jogada de Joeano, que trabalhou bem na esquerda e serviu o húngaro Gyano para o golo que poderá trazer a salvação!
Até final o Beira-Mar lutou, mas o resultado estava feito.
Uma nota curiosa para Manuel Machado, que apesar de ter sido pouco audaz nas substituições acabou por fazer algo curioso: o Beira-Mar nas bolas paradas ofensivas deixava apenas 2 jogadores na retaguarda e Manuel Machado deu indicações para o 2º avançado da Académica não recuar, ou seja ficava a jogar homem a homem e nunca em inferioridade no ataque. Desta vez não resultou, mas num jogo de aflição é notável que não se coloquem todos a defender.
Este foi um grande pormenor do jogo, daqueles que só quem vai ao estádio pode ver.

Positivo do Jogo:
- 8.497 Espectadores num Beira-Mar vs Académica, numa 2ª feira!
- Uma partida cheia de emoção, boas jogadas e muita paixão.
- Comportamento exemplar de todos no estádio, num GRANDE jogo entre equipas que apelidam de pequenas.

Negativo do Jogo:
Nada a assinalar.

Melhor em Campo: Joeano. Trabalhou muito, teve muita raça e atitude. A Briosa deve-lhe esta vitória.

Arbitragem: Bom trabalho do juiz de Lisboa.

Já agora, qual foi o melhor jogo da 26ª jornada? Foi mesmo em Aveiro, pena que as televisões só pensem em lucros, audiências e publicidade. Pobre de quem teve que ver o “emocionante” Braga vs Setúbal…

domingo, abril 15, 2007

Académica Vs FC Porto

Local: Coimbra
Estádio: Municipal de Coimbra
Assistência: 16.115 Espectadores
Árbitro: Carlos Xistra (AF Castelo Branco)

Desloquei-me a Coimbra e ainda bem, pois assisti a um Jogo de Futebol intenso, emocionante e de grande entrega e dedicação por parte de todos os Jogadores. Assim, o Futebol vale mesmo a pena!


Num «Onze» sem alterações de relevo, comparativamente com a última Jornada, onde apenas Ricardo Costa entrou para o lugar do «lesionado» Pepe, o FC Porto iniciou o jogo «a todo gás», criando inúmeros problemas à Académica e demorando apenas 1' a demonstrar toda a sua força, após um pontapé de canto de Quaresma, que Ricardo Costa obriga Pedro Roma a defender a bola contra o poste, sendo que na recarga Lucho Gonzalez acertou novamente no "ferro" da baliza dos Estudantes!
Estava assim dado o prenúncio para aquilo que haveria de ser a 1ª parte deste jogo, com o FC Porto a «asfixiar» completamente a Briosa, desperdiçando muitas oportunidades de golo e, numa delas, viu novamente os postes a impedirem a sua vantagem no Marcador.
A Académica pouco conseguia fazer, apesar de Joeano e Lino bem tentarem «remar contra a maré» e, apenas num lance do Avançado conseguiram assustar o último reduto dos Dragões.

Perto do Intervalo, finalmente os Azuis e Brancos chegaram à merecida vantagem! Livre de Quaresma a obrigar Pedro Roma a uma defesa difíci e, após inúmeras insistências de Ricardo Costa, a bola sobrou para Bruno Alves, que com calma e classe, colocou a o FC Porto em vantagem, para delírio dos muitos Dragões presentes no Municipal de Coimbra!


Na 2ª parte, a entrada de Roberto Brum na Briosa veio trazer uma Académica mais capaz de criar problemas aos Portistas. O Médio Academista funcionou sempre como o elemento construtor de jogo, conseguindo vários passes de «rotura» no último reduto dos Dragões, aproveitando a mobilidade de Joeano, que ainda assim, nunca conseguiu criar verdadeiro perigo...
O FC Porto recuou no terreno, deixando-se dominar pelos Estudantes, sendo que Jesualdo Ferreira demorou uma eternidade a dar um «Balão de Oxigénio» à Equipa. Quando o fez, com a entrada de Raul Meireles, foi de imediato feliz, dado que o Médio esteve na origem do 2º golo Portista, 3' depois da sua entrada em campo!
O lance iniciou-se em Ricardo Quaresma, que cruzou a bola para a área Academista, sobrando para Meireles, que ao tentar alvejar a baliza de Pedro Roma, falhou o remate, mas colocou o esférico no pé direito de Adriano, que não teve dificuldade em elevar a contagem para 0-2, fazendo o seu 8º golo da época!


O jogo parecia resolvido, contudo 5' depois, a Académica beneficiou de uma GP, sobre Filipe Teixeira, que Lino aproveitou para diminuir a diferença no Marcador, lançando a incerteza até final do Jogo.
Este golo obrigou o FC Porto a defender bem mais à frente, sendo que a entrada de Anderson foi muito útil nesse sentido, possibilitando aos Dragões o controlo da partida até final e pertencendo-lhes a única oportunidade para chegar ao golo, através de Rentería.

Em suma, vitória justíssima do FC Porto sobre a Académica, com Classe e Bom Futebol, mas igualmente com Sofrimento e muito Suor. É isto o Estofo de Campeão!

MELHOR JOGADOR
Gostaria de destacar Bruno Alves, mas Jorge Fucile fez um jogo incrível, ganhando inúmeros lances e esteve até bem mais efectivo na participação nos lances ofensivos que Bosingwa. Jogando em antecipação, não deu hipóteses a Dame!


ARBITRAGEM
Má Arbitragem de Carlos Xistra. Ao nível Disciplinar foi inacreditável o «excesso de zelo» que tinha com os jogadores do FC Porto, deixando os Dragões com vários jogadores no "limite", com 4 «Amarelos»... Ao nível Técnico, creio que existe mesmo GP de Cech sobre Filipe Teixeira. Ainda não vi um outro lance, mas ao que li, diz-se que minutos antes do golo da Académica, ficou por assinalar uma outra GP de Ricardo Costa. Assim sendo, tal não altera aquilo que eu disse deste Árbitro, pois fez mesmo um mau trabalho.

POSITIVO DO JOGO
* A 1ª Parte do FC Porto, de grande nível, criando inúmeras oportunidades, que poderiam ter dado outra tranquilidade para a 2ª metade.
* Bruno Alves continua a «calar» quase toda a gente. Conseguirá Ricardo Costa fazer o mesmo...?
* A entrada de Roberto Brum na Briosa, dando outra criatividade e estabilidade à Briosa.
* A «Onda» Azul e Branca presente em Coimbra. Simplesmente fantásticos de princípio ao fim do jogo, os Adeptos do FC Porto!

NEGATIVO DO JOGO
* O recuo da Equipa do FC Porto na 2ª parte.
* O Anti-Jogo de alguns Jogadores do FC Porto, ainda por cima, desde muito cedo. Para mim, isto denota alguma falta de confiança e intranquilidade. Jamais aceitarei isto numa Equipa que se quer Ambiciosa e Dominadora! Esta atitude é Incompreensível, Inaceitável e Vergonhosa!
* Uma vez mais, Autocarros com Adeptos do FC Porto foram apedrejados, em pleno Centro da Cidade de Coimbra, a poucos metros do Estádio...

quinta-feira, março 01, 2007

Taça de Portugal - Sporting 2 - 1 Académica


Estádio: Alvalade XXI

Assistência: pouco mais de 13 000 mil espectadores

Árbitro: Jorge Sousa



Sporting: Ricardo; Abel, Tonel, Polga e Caneira; Miguel Veloso; João Moutinho, Djaló (Farnerud, 60) e Nani (Romagnoli, 73); Bueno (Pereirinha, 80) e Liedson


Treinador: Paulo Bento



Académica: Pedro Roma; Litos (Vítor Vinha, 34), Danilo e Kaká; Paulo Sérgio, Roberto Brum e Lino; Dame, Filipe Teixeira e Cláudio Pitbull (Alexandre, 46); Nestor (Gyano, 46)


Treinador: Manuel Machado



Golos: 1-0, Liedson (4); 2-0, Liedson (11); 2-1, Dame (90+1)



Acção disciplinar: Cartão amarelo para Danilo (34), Tonel (51), Bueno (56), Caneira (59); Cartão vermelho para Vítor Vinha (55)




O Sporting com o seu melhor 11 (destaque para o regresso de Abel, que já devia ter jogado em outros jogos) eliminou a Académica por duas bolas a uma e qualificou-se para as meias finais da taça.



O Sporting entrou bem no jogo, marcou cedo, algo que só se tem verificado nos encontros da Taça de Portugal. Soube aproveitar o facto de a Académica estar a jogar apenas com 3 defesas e por isso o primeiro tento surgiu logo 4´ e o segundo aos 11´, ambos por Liedson. A partir daqui os Leões reduziram o ritmo inicial de jogo, devido à vantagem que tinham por 2-0, o que permitiu à Briosa organizar mais o seu jogo, e até criar algum perigo diante da área dos leoninos,. O lance mais perigoso surgiu quase em cima do intervalo com um remate do talentoso Filipe Teixeira que Ricardo defendeu.


Na segunda parte, Manuel Machado que já tinha ficado privado do lesionado Litos, mexeu na equipa, e como quem não arrisca não petisca, fez logo as duas restantes substituições. A Académica entrou melhor e podia ter marcado, primeiro por Dame num vistoso remate à meia volta, depois por Vítor Vinha, num tiro a rasar a barra, e, finalmente, por Roberto Brum, com a bola a esbarrar no poste direito da baliza de Ricardo. As esperanças dos estudante viriam a reduzir, após uma entrada a “matar” e consequente expulsão de Vítor Vinha… Ainda assim o Sporting não aproveitou da melhor forma o facto de estar com mais um elemento dentro de campo, e o mesmo, muitas vezes nem se notou… pois o meio-campo estava um desastre, e os jogadores da Académica, conseguiam quase sempre ganhar a segunda bola.. Os Leões ainda podiam ter dilatado a vantagem para 3-0 numa boa jogada do Levezinho, mas graças a Paulo Sérgio isso não aconteceu. E o golo que a Académica já tanto merecia surgiu já em tempo de desconto para alguma felicidade dos Leões, porque se tivesse surgido antes não sei o que seria…



Enfim, o Sporting está apurado para as meias finais da Taça e é o que realmente importa.



O melhor em campo:




Liedson, não só por ter marcado os dois golos, mas também porque correu muito, andava em todo o lado, atacava , defendia e é um verdadeiro incómodo para muitos defesas..



Arbitragem:



Esteve bem durante o jogo, no aspecto técnico e disciplinar, até porque ambas as equipas ajudaram a que isso acontecesse, preocupando-se mais em jogar do que a complicar…



Aspectos Positivos:



A vitória do Sporting;

Abel: Nem parecia estar com pouco ritmo, gostei de o ver jogar, e especialmente a defender..



Aspectos Negativos:



Fraca assistência, é mesmo à TUGA, só apoiam a equipa quando ganha…


Nani: Muito desconcentrado durante o jogo todo, e já foi substituído tardemente..

domingo, fevereiro 25, 2007

Académica 0-2 Boavista



Local: Coimbra

Estádio: Cidade de Coimbra

Assistência: 3000

Árbitro: João Ferreira (Setúbal)



E depois de cinco empates, o Boavista consegue obter a vitória perseguiu. Segunda vitória fora de casa, das cinco que tem no campeonato, vincado numa exibição segura, colorida e com alguma sorte. Manuel Machado preferiu atirar as culpas para árbitro do que admitir os seus erros, numa Académica perfeitamente dominada.

Esta semana, não fossem os impedimentos de Nuno Pinto e Lucas a equipa seria a mesma da semana passada. Marquinho finalmente obteve a sua titularidade, e para o lado esquerdo jogou Cissé, enquanto Hélder Rosário jogou no centro defensiva. De resto, a equipa foi a mesma actuando num 4x1x2x3, com Kazmierczak e Essamé a fazerem uma grande exibição no meio-campo, quer a defender, quer atacar. O camaronês parecia o número 10 que tem faltado, e o polaco parecia um segundo ponta-de-lança ao lado de Roland Linz.



Pacheco prometeu uma equipa atacante e no Cidade de Coimbra foi o que se viu. O Boavista entrou com tudo e a forte mobilidade de Grzelak e Hugo Monteiro, quase deram em golo aos 2’, quando o jovem português rematou para grande defesa de Pedro Roma. A seguir foi a vez de Kazmierczak tentar a sua sorte em dois remates, mas não teve pontaria afinada.



A Académica tentava sacudir a pressão, mas o Boavista fazia o que queria. Mesmo assim, William quase complicou aos 20’, quando se atrapalha numa bola com Gyano. Parecia que a Académica podia aproveitar este nervosismo, mas nada disso. Foi o Boavista que marcou, com Grzelak a aproveitar uma falha de Paulo Sérgio que ficou a reclamar falta, partiu para a baliza, remate cruzado e fez o primeiro.
A partida entrou no seu pior período, com o Boavista a desacelerar no ritmo de jogo e deixar a Académica mandar, mas a equipa da casa não conseguia criar perigo. Por isso, perto do intervalo Roberto Brum deu o seu lugar a Pitbull, mas foi o Boavista que marcou o segundo. Recuperação de Essamé, passe para Kazmierczak que entrou na área e fez o 2-0 final.


Na segunda parte, Pavlovic cedeu lugar a Vinha, lesionado SOZINHO, e não como diz Manuel Machado. A Académica entrou completamente diferente e o Boavista quase se deixava surpreender. Primeiro veio a rajada Pitbull. O brasileiro manda uma bola à barra, e pouco depois consegue ultrapassar William, mas Rosário salva em cima da linha.

Depois veio Dame N´Doye, com dois remates perigosíssimos, com William a estar em grande. Depois a pior de todas: Alvarez, que tinha entrado para o lugar do trinco Alexandre falhou o golo a meio metro da baliza, e na recarga Gyano mandou contra o corpo de William, que salvava a sua equipa. Tudo isto em 20 minutos avassaladores, com o Boavista a ter sorte e William para se proteger.

O Boavista conseguiu equilibrar, mas nem chegava perto da área dos “estudantes”. Grzelak, Linz e Monteiro foram saindo para gerir o esforço para a Taça de Portugal, e o Boavista estava a controlar tudo, mas a precaução e a confiança podiam ter estragado a festa.

Antes de acabar a partida, Filipe Teixeira mandou uma bola ao poste, mas já pouco havia a fazer.



Vitória justa do Boavista, pois foi a equipa que melhor jogou e que controlou a partida, mas naqueles 20 minutos podia ter até perdido o encontro. A Académica esteve bastante mal, e a má actuação de João Ferreira não explica tudo. A equipa da Académica foi também, em alguns lances, beneficiada.



Melhor em campo: Essamé
Depois de uma série de encontros em que até metia nojo vê-lo jogar, o camaronês fez uma exibição fantástica a todos os níveis. Atacar esteve fantástico, com a assistência para o segundo golo e sempre a desequilibrar na defensiva académica. Na defesa esteve ainda melhor, conseguiu anular Pavlovic e Teixeira muito bem, além de ter recuperado imensas bolas e feito passes fantásticos…o puto vai longe, mas tem de se esforçar.





Árbitro:



Má actuação do senhor de Setúbal. João Ferreira errou para todos os lados. Mesmo assim, não teve influência no resultado. Grzelak não faz falta sobre Paulo Sérgio no primeiro golo e Cissé não comete penalty no lance em que a bola vai ao peito e não ao braço.

De resto faltou um cartão para Cissé e o segundo amarelo Roberto Brum por uma entrada muito feia sobre Linz.

De resto, Pavlovic lesionou-se sozinho, por isso não se percebe bem os protestos de Manuel Machado… ressabiados.



Pontos Positivos


William – ora numa semana é bom, na outra é mau. William dá para todo, e hoje foi responsável pela vitória axadrezada na segunda parte



Kazmierczak e Grzelak - têm mesmo de ser contratados no final da temporada, porque são eles que dão virtuosismo ao Boavista



Pacheco – toma lá Mourinho que já almoças-te…até soube a Pato…



Pontos Negativos



Machado – más decisões, equipa demasiado defensiva e queixinhas dos árbitros e falta de respeito



Ambiente – pouca gente num estádio tão grande



Alexandre - do pior que já vi no campeonato… é muito mau jogador

terça-feira, janeiro 16, 2007

Quem tem um guarda-redes inspirado, tem tudo!

Estádio: Cidade de Coimbra
Assistência: 19.464 espectadores
Árbitro: Paulo Pereira (Viana do Castelo)
Estado do relvado: razoável

Jogaram pela Académica: Pedro Roma, Litos, Danilo, Kaká, Paulo Sérgio, Lino, Alexandre, Roberto Brum, Dame, Filipe Teixeira e Gyano.
E ainda: Miguel Pedro, Nestor e Sarmento.

Jogaram pelo Benfica: Quim, Nélson, Luisão, Ricardo Rocha, Léo, Katsouranis, Karagounis, Petit, Simão, Miccoli e Nuno Gomes.
E ainda: João Coimbra, Rui Costa e Manú.

A equipa de Fernando Santos vinha moralizada com a conquista do Torneio do Dubai e com mais ritmo de competição, antes do reinício do campeonato português. Nenhum cenário conseguiria ser mais promissor para a equipa de Lisboa. E foi em Coimbra que se pode assistir a mais uma vitória do Benfica, num espectáculo bonito de se ver: duas equipas a jogarem com alta qualidade.

Com um golo madrugador de Ricardo Rocha – se bem que em fora-de-jogo – o Benfica estendeu as asas para aquela que parecia ser uma noite de glória. Engano rotundo. A Académica de Coimbra fez os possíveis e os impossíveis para mostrar que as delicadezas de anfitrião tinham terminado.

O esquema táctico de Manuel Machado empurrou os visitantes para trás, condicionando o contra-ataque benfiquista, ao mesmo tempo que criava situações de perigo iminente à baliza defendida por Quim. O jogo desenrolava-se assim: Académica atacava, Benfica defendia com mestria…

À passagem do minuto 30, o grego Katsouranis marca o segundo golo do Benfica; mas o mesmo árbitro que validara o erro do 1.º golo, anula este… limpo! Dois minutos volvidos e de novo, o 8 benfiquista aproveitando um serviço de Nuno Gomes empurra para golo… de novo anulado. Muita sorte ou muito azar para um homem só na mesma noite.

Contudo, nem só de remates vive um jogo. Quim teve a sua noite de trabalho. E de glória. Um punhado de óptimas defesas, sendo que aquela que vai ficar para sempre na memória envolve Filipe Teixeira e uma defesa instintiva.

Na recta final, Léo explicou aos estudantes o porquê do Benfica ter-se deslocado a Coimbra: o golo da tranquilidade absoluta e a conquista dos 3 pontos, que imediatamente colocaram os “encarnados” a dois pontos do rival Sporting. Sem culpas nos golos, o veterano Pedro Roma também assinou uma exibição dourada.


Melhor Jogador:
Quim foi eleito pela maioria da comunicação social como o melhor benfiquista em campo. As suas defesas impressionantes fizeram com que o clube da Luz não perdesse a vantagem face aos da casa. Quim continua ali e diz “presente” sempre que é chamado a intervir – quer gostem ou não dele.

Arbitragem:
Paulo Pereira, no cômputo geral, merece nota positiva, caso fosse o único árbitro da partida. Mas como a arbitragem é realizada em equipa, o seu trabalho acabou por ser prejudicado, devido aos auxiliares.

Pontos positivos do jogo:
O Benfica aproxima-se assim do 2.º classificado, o Sporting, estando apenas a um ponto da vice-liderança. Nada mau no encerramento da primeira volta.

O espectáculo, em si. Quando duas equipas fazem aquilo que lhes compete e jogam bem e bonito, todos ganham, independentemente do resultado.

Pontos negativos do jogo:Mau ajuizamento de certas situações de jogo, por parte dos árbitros auxiliares da partida. Fora-de-jogo no 1.º golo dos “encarnados”; anulação de um golo (limpo) a Katsouranis; mão na bola ou bola na mão de Simão, na área nos últimos 5 minutos da partida… são manchas que ficam e que os adeptos não esquecem.