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sexta-feira, outubro 05, 2007

Referências estrangeiras do futebol luso: Zoran Filipovic




A referência estrangeira desta semana foi um dos mais potentes avançados que passou pelo nosso país. Falo-vos de Zoran Filipovic, avançado jugoslavo que se destacou em Portugal, nomeadamente no Benfica.

Filipovic destacou-se como goleador do Estrela Vermelha, marcando 93 golos durante dez épocas. Até hoje, o avançado é o jogador que mais golos marcou pelo clube de Belgrado nas competições europeias.

A sua primeira experiência fora da Europa foi na Bélgica, em 80/81, mudando-se na época seguinte para o Benfica. No clube da Luz, deixou claramente a sua marca, pois em três épocas marcou 42 golos. Veio a acabar a sua carreira no Boavista, aos 32 anos.

A partir daí, Filipovic dedicou-se à sua carreira de treinador. Já treinou diversos clubes em Portugal, como o Salgueiros, o Beira-Mar e o Boavista. Foi adjunto de Artur Jorge no Benfica, assumindo o cargo de técnico principal aquando da saída do treinador português.

A sua última experiência em Portugal, foi ao serviço do Vitória de Guimarães. Podemos dizer que foi um desastre. No comando dos vimaranenses, que haviam sido terceiros classificados na época anterior, não conseguiu impor a mesma mentalidade vencedora que havia sido imposta por Quinito. Assim, ainda antes do final da primeira volta abandonava a cidade de Guimarães.

Fez parte do staff técnico da Selecção da Juguslávia no Mundial de 98 e no Europeu de 2000 e a partir de 2004, já depois de ter orientado o Estrela Vermelha, voltou aos quadros da sua Federação, agora denominada de Sérvia e Montenegro.

Após a separação do Montenegro da Sérvia, Zoran Filipovic foi nomeado primeiro seleccionador daquele país.

Zoran Filipovic foi um dos grandes jogadores que passaram pelo nosso país. Avançado potente, elegante e inteligente, com um sentido de baliza como poucos e com um jogo aéreo absolutamente extraordinário.


Ficha Técnica:
Nome: Zoran Filipovic
Data de nascimento: 06/02/1953
Naturalidade: Titogrado
Nacionalidade: Montenegrina (ex-jugoslavo)
Posição: Avançado
Clubes que jogou: Estrela Vermelha, Bruges, Benfica, Boavista
Clubes que treinou: Boavista, Salgueiros, Beira-Mar, Benfica, Estrela Vermelha, Vitória de Guimarães
Internacionalizações: 13 (2 golos)

Palmarés como jogador:
Dois campeonatos da Jugoslávia
Uma Taça da Jugoslávia
Dois campeonatos portugueses
Uma Taça de Portugal

terça-feira, abril 24, 2007

Beira-Mar 0-1 Académica


Estádio: Municipal de Aveiro
Espectadores: 8.497
Árbitro: Pedro Proença

Numa segunda-feira, sem televisão, tive vontade de ir ver a “minha” Briosa numa “final”! Fui até a Aveiro e assisti a um bom jogo de futebol, com emoção, incerteza, boas jogadas, claques que apoiaram sem violência… Enfim, vi o futebol que devia estar presente todos os domingos em todos os estádios.

O Beira-Mar entrou mais pressionante, mas muito nervoso. Aliás, a Académica demorou também a controlar a ansiedade.
Após 15 minutos a Briosa criou duas boas oportunidades, numa delas com um falhanço escandaloso de Damme, de baliza aberta.
Filipe Teixeira saiu lesionado e entrou um desinspirado Miguel Pedro.
O Beira-Mar respondeu e Edgar atirou cruzado a arrasar o poste. A Mancha-Negra puxava de um lado e os Auri-Negros do outro. Boa festa.
Sobre os 45 minutos, Edgar atirou com violência e a bola bateu na barra, no chão e saiu.
O intervalo chegou e apesar do 0-0 o jogo estava agradável.

Na segunda parte mais do mesmo, com muita emoção e algum nervosismo. Gyano entrou para o lugar de Vítor Vinha e a Académica chegou mesmo ao golo, numa boa jogada de Joeano, que trabalhou bem na esquerda e serviu o húngaro Gyano para o golo que poderá trazer a salvação!
Até final o Beira-Mar lutou, mas o resultado estava feito.
Uma nota curiosa para Manuel Machado, que apesar de ter sido pouco audaz nas substituições acabou por fazer algo curioso: o Beira-Mar nas bolas paradas ofensivas deixava apenas 2 jogadores na retaguarda e Manuel Machado deu indicações para o 2º avançado da Académica não recuar, ou seja ficava a jogar homem a homem e nunca em inferioridade no ataque. Desta vez não resultou, mas num jogo de aflição é notável que não se coloquem todos a defender.
Este foi um grande pormenor do jogo, daqueles que só quem vai ao estádio pode ver.

Positivo do Jogo:
- 8.497 Espectadores num Beira-Mar vs Académica, numa 2ª feira!
- Uma partida cheia de emoção, boas jogadas e muita paixão.
- Comportamento exemplar de todos no estádio, num GRANDE jogo entre equipas que apelidam de pequenas.

Negativo do Jogo:
Nada a assinalar.

Melhor em Campo: Joeano. Trabalhou muito, teve muita raça e atitude. A Briosa deve-lhe esta vitória.

Arbitragem: Bom trabalho do juiz de Lisboa.

Já agora, qual foi o melhor jogo da 26ª jornada? Foi mesmo em Aveiro, pena que as televisões só pensem em lucros, audiências e publicidade. Pobre de quem teve que ver o “emocionante” Braga vs Setúbal…

quinta-feira, abril 19, 2007

Taça de Portugal, Meia Final: Leões de Alvalade 2 - 1 Ovos Moles


Estádio: Alvalade XXI
Assistência: 21 894 espectadores
Árbitro: Paulo Paraty (Porto)

Sporting: Ricardo; Abel, Anderson Polga, Caneira e Tello; Nani (Tonel, 86), Miguel Veloso, João Moutinho, Romagnoli (Bruno Pereirinha, 46); Liedson e Djaló (Alecsandro, 73),
Treinador: Paulo Bento
Beira-Mar: Eduardo; Jorge Vidigal, Buba, Alcaraz e Ricardo, André Leão, Diakité, Veselinovic (Diarra, 46), Roma (Edgar, 64), Matheus e Vasco Matos (Ribeiro, 83)
Treinador: Francisco Soler

Golos:
1-0, João Moutinho (7), 2-0, João Moutinho (9); 2-1, Diarra (46)

Acção disciplinar:
Cartão amarelo para André Leão (38) e Polga (66)

Um bis de Moutinho (7 e 9') diante do Beira-Mar, garantiu a presença do Sporting na final da Taça de Portugal, no Estádio do Jamor, no dia 27 de Maio.

Os leões entraram fulgurantes e com vontade de resolver cedo o jogo, como aconteceu, na última partida frente ao Marítimo. E aos 10´ já venciam por 2-0. O primeiro golo surgiu de um remate cruzado de João Moutinho, perto da linha final, directo para o fundo da baliza aveirense. O segundo aconteceu passados, dois minutos: Yannick Djaló, na direita, realizou um excelente trabalho, tirou três adversários do caminho e junto à linha de fundo cruzou para o segundo poste, onde apareceu João Moutinho a cabecear para o segundo tento “verde e branco”. A parti daqui, o jogo arrefeceu, o Sporting baixou e muito a intensidade de jogo, o que permitiu aos Aveirenses aproximarem-se mais da área leonina, embora sem nunca terem criado uma única jogada de verdadeiro perigo.
Logo no início da segunda parte, o Beira-Mar conseguiu reduzir a desvantagem para 2-1, por intermédio de Diarra, que na minha opinião cometeu falta sobre Caneira, isolou-se e bateu Ricardo. Até ao final, destaque para a possibilidade de Liedson, aos 60´ aumentar a vantagem para os leões, através de um cruzamento / remate, parecido com do João Moutinho na primeira parte, que deu o golo ao Sporting, mas desta feita, Eduardo evitou o terceiro tento dos “leões”. O Sporting que estava “nervoso” desde o golo dos Aveirenses, quase consentiu que chegassem ao empate, já no tempo de descontos através de Edgar mas Ricardo estava atento e defendeu.

Com algum sofrimento, o Sporting venceu e está na final da Taça, no Estádio do Jamor.

Melhor Jogador: Bisou na partida pela primeira vez, joga simples mas com muita segurança e precisão e é isso que lhe confere a maturidade… e só tem 20 anos.

Arbitragem:
Dualidade de critérios incompreensível: primeiro deixava jogar, e por isso penso que errou ao não assinalar uma falta sobre Caneira que deu o golo ao Beira-Mar, e também me pareceu haver uma grande penalidade sobre o Liedson, que é empurrado na área por um jogador do Beira-Mar! Seguidamente, Paulo Paraty começou a apitar por tudo e por nada… Não gostei da actuação do árbitro e dos seus assistentes.

Aspectos Positivos:

A vitória do Sporting, rumo à final no Jamor;
O golo do Beira-Mar, que avivou um pouco o jogo;

Aspectos Negativos


A pouca intensidade de jogo do Sporting após os dois golos;
O Beira-Mar muito inofensivo na primeira parte.

terça-feira, abril 10, 2007

Ovos Moles 2-2 Águias


Estádio: Municipal de Aveiro
Espectadores: 30 000 pessoas
Árbitro: Lúcilio Baptista (Setúbal)

Beira Mar: Eduardo, Ricardo, Alcaráz, Devic, Tininho, Diakité, André Leão, Rui Lima, Ratinho, Artur e Delibasic
Suplentes: Alê, Reginaldo, Roma, Emerson, Diarra, Edgar e Matheus.
Treinador: Paco Soler

Benfica: Quim, Nélson, David Luiz, Anderson, Léo, Petit, Katsouranis, Karagounis, Simão, Nuno Gomes e Miccoli
Suplentes: Moretto, Miguelito, João Coimbra, Manu, Rui Costa, Derlei e Mantorras
Treinador: Fernando Santos

É o 3.º jogo consecutivo sem vencer do Benfica, se com o Porto houve uma segunda parte de grande nível, com o Espanyol uma reacção aos 3 golos sofridos que fez esquecer um “meio desastre”, agora com o Beira Mar as coisas nunca correram de feição aos encarnados!
O título está mais longe...


A forma como o jogo começou deixava os adeptos Benfiquistas relativamente descansados, uma jogada de golo anulado logo no primeiro minuto deixava boas perspectivas para o resto do jogo...
Seguiram-se algumas jogadas de relativo perigo repetidamente anuladas por pretenso fora de jogo dos jogadores do Benfica e acabou aqui o prometido inicio demolidor por parte de Fernando Santos.
O Benfica pegava naturalmente no jogo mas perante a total falta de criatividade do meio campo encarnado os resultados não eram os esperados, e de forma mais ou menos surpreendente o Beira Mar inaugurou o marcador aos 23’. Foi através de um contra ataque bem lento dos Aveirenses que colocou 3 homens em igualdade numérica dentro da área do Benfica, no meio da confusão resultante do cruzamento de Rui Lima, Ratinho abriu o activo!
Até ao fim da primeira parte o Benfica tentou timidamente chegar ao empate, mas parecia sempre que os jogadores tinham interiorizado que mais tarde ou mais cedo iriam operar a reviravolta ao resultado e o com isto o jogo tinha um ritmo bem calmo...

Na segunda parte quando se esperava uma reacção do Benfica para contrariar o rumo do jogo, foi o Beira Mar que nos primeiros 10’ teve várias oportunidades de aumentar a vantagem, Delibasic primeiro e Ratinho depois estiveram bem próximos...
Fernando Santos tinha já Rui Costa em campo (entrou ao intervalo para o lugar de Karagounis) e arriscou tudo quando fez entrar Derlei para o lugar de Anderson (se ele já não tinha a confiança dos adeptos com o recuou do apagado Katsouranis para central parece-me que perdeu também a confiança do treinador...).
Mais homens na frente não resultava propriamente em melhor qualidade ofensiva, Simão continuava a ser o único a assustar a bem organizada defesa Aveirense mas os seus cruzamentos recuados à entrada da pequena área teimavam em encontrar sempre um defesa amarelo pela frente...
Até que ao minuto 83’ Mantorras (3’ em campo) devolveu à multidão encarnada a esperança de continuar na luta pelo título, no entanto 4’ depois o golpe de teatro, Delibasic antecipou-se a toda a gente e recolocou os Aveirense em vantagem!
Já em periodo de compensação, após Rui Costa isolar magistralmente Miccoli e este desperdiçar a igualdade, Simão sofre uma grande penalidade assinalada de pronto por Lúcilio Baptista e não perdoa na conversão do castigo máximo...
Menos mau, mas não deixa de estar bem mais difícil o grande objectivo do Benfica!

Melhor Jogador

Simão, já não existem dúvidas que o capitão está a efectuar a melhor época de sempre da sua carreira, quando toda a equipa parece sem ideias e soluções o capitão carrega o Benfica às costas. Depois de um atribulado início de época, Simão está definitivamente na gloriosa história do futebol encarnado!

Positivo do Jogo

Estádio cheio, ambiente de festa, o Benfica arrasta multidões em casa e fora...

O Benfica é ainda a equipa que está a realizar a melhor segunda volta da Liga, nada está perdido, faltam 18 pontos até ao fim da Liga! É preciso acreditar!!

Negativo do Jogo

Estádio cheio... de adeptos do Benfica! Enquanto isto continuar o futebol Português não consegue evoluir, a não ser os 3 habituais que vão crescendo e crescendo e crescendo..

Arbitragem

Má arbitragem de Lúcilio Baptista, erraram os auxiliares em inúmeros lances de fora de jogo, todos eles complicados de ajuizar mas incrivelmente sempre mal ajuizados.
Errou também Lúcilio Baptista ao assinalar a grande penalidade arrancada por Simão Sabrosa, só mesmo a TV para confirmar o jogo “sujo” do capitão Benfiquista...

terça-feira, abril 03, 2007

Sporting CP 2 - Beira-Mar 0


Estádio: Alvalade XXI
Assistência: 29.309 espectadores
Árbitro: Cosme Machado

Sporting: Ricardo; Abel, Polga, Marco Caneira e Tello; Miguel Veloso, Nani, Farnerud (Bruno Pereirinha, 71) e Romagnoli (Custódio, 81); Djaló (Alecsandro, 57) e Liedson;
Treinador: Paulo Bento

Beira-Mar: Eduardo; Ezequias (Diakité, 44), Devic, Alcaraz e Tininho; André Leão, Ratinho (Matheus, 77), Ricardo e Rui Lima; Delibasic e Edgar (Diarra, 62)
Treinador: Francisco Soler

Golos: 1-0, Abel (14 minutos); 2-0, Liedson (32)

Acção disciplinar: Cartão amarelo para Alcaraz (39),Nani (66), Rui Lima (67) e Marco Caneira (78)

O Sporting venceu o Beira-Mar por duas bolas a zero e assim viu reduzida a distância que tinha em relação ao primeiro classificado. Passa então a estar a somente 4 pontos.

O campeonato está ao rubro…após o desfecho do clássico na Luz, e por sinal o mais conveniente ao Sporting (empate), que caso vencesse o Beira-Mar iria aproximar-se dos dois primeiros, e deixaria tudo em aberto. Felizmente foi isso que aconteceu, e neste momento, estão 3 equipas a lutar pelo título, o que revela a grande competitividade desta época.

Na primeira parte os Leões entraram em grande, foram dominadores, construindo algumas situações de perigo. O primeiro golo reflectiu-se nisso e por isso surgiu aos 14´ por Abel, assistido por Romagnoli e o segundo aos 32´pelo Levezinho, através de um grande lançamento de Tello. Tais eram as facilidades dadas pela defesa Aveirense, que o Sporting poderia ter chegado perfeitamente ao intervalo com o resultado mais dilatado.

Na segunda parte, a canção de embalar do Beira-Mar acabou por adormecer o Sporting, que assim, foi deixando aos poucos e poucos, os Aveirenses incomodarem a área leonina através de livres e de pontapés de canto. As estatísticas falavam por si, pois o Beira-Mar acabava por vencer o Sporting no número de lances de bola parada. Numa dessas situações, podiam inclusive, ter reduzido a contenda por Ricardo, de livre directo, mas o outro Ricardo, o guarda-redes do Sporting, respondeu com uma boa defesa. Paulo Bento efectuou algumas alterações, substituindo Djaló e Farnerud por Alecsandro e Pereirinha respectivamente. O Sporting viria a melhorar um pouco a qualidade de jogo, mas falhava nas finalizações. Destaque ainda, para um lance genial de Nani, com um chapéu superiormente defendido pelo guarda-redes Eduardo.

Melhor jogador:

Sempre bem a jogar e a fazer jogar os seus companheiros....

Arbitragem:


Na primeira parte quase nem se deu por “ela” , o que é bom sinal, mas na segunda metade, o erro maior foi ter assinalado um fora de jogo indevidamente a Liedson, que daria o 3 a 0.

Aspectos Positivos:

- Primeira parte muito boa do Sporting, com um futebol fluido;
- Reacção na segunda parte do Beira-Mar, embora abusando sempre do mesmo tipo de jogadas (bolas por alto, para a área do Sporting), tentando tirar partido da elevada estatura dos seus atletas.

Aspectos Negativos:

- O amolecimento dos Leões na segunda metade, parecendo acomodados com o resultado.

segunda-feira, março 19, 2007

Oves Moles 2-2 Leões das Ilhas


Local: Estádio Municipal de Aveiro

Árbitro: Paulo Paraty

Espectadores: Cerca de mil




Neste jogo de Aveiro, talvez o interessante fosse começar pelo fim, pois foi nas últimas badaladas que o encontro ganhou emoção. Essa emoção, contudo, acabou por ser frustrante para equipa verde-rubra, que, com o pássaro na mão, deixou fugir os três pontos.

Mas vamos ao jogo propriamente digo…



Num jogo fulcral para as aspirações de ambas as equipas, o Beira-Mar começou melhor, criando mais calafrios à defensiva maritimista, através dos livres marcados por Tininho.

Aos 21 minutos, André Leão avança lentamente pelo meio-campo maritimista e, a uns bons trinta metros da baliza, desfere um remate sem qualquer hipótese para Marcos. Estava inaugurado o marcador, naquele que foi, sem dúvida, o melhor momento do encontro.

O conjunto orientado por Ulisses Morais, com Kanu e Mbsessuma na frente, apoiados por Marcinho e Douglas, tentou reagir, porém sem resultados práticos.




Ao intervalo, o resultado era justo e premiava a melhor sobre o terreno de jogo.



No segundo tempo, o conjunto da Madeira entra em campo com Wênio e Lipatin, para os lugares de Milton do Ó e Kanu, respectivamente. Com isto, o Marcinho jogaria a extremo, Mbsessuma jogaria no apoio a Lipatin e Wênio tentaria fazer o lugar de central.

O Marítimo começou mais afoito, indo atrás do prejuízo. No entanto, o Beira-Mar controlava o jogo, embora as oportunidades fossem surgindo de parte a parte.

Ninguém esperava, todavia, aquilo que iria acontecer nos últimos dez minutos.



Aos 84 minutos, já com Moukori em campo, que entrou para o lugar de Olberdam, Darl Douglas cruza para área, onde Mbessuma desvia a bola de Eduardo e esta sobra para Lipatin, que empata a partida. Dois minutos depois, há cambalhota no marcador: Douglas, outra vez ele, assiste Mbessuma, que finta Eduardo e põe a sua equipa em vantagem. Um grande balde de água fria para os cerca de mil adeptos aveirenses presentes no estádio.

Por esta altura, os adeptos verde-rubros já festejavam a vitória, uma vez que havia uma lei no plantel de Ulisses Morais que dizia: “sempre que Mbessuma marca, o Marítimo ganha”. Todavia, a excepção faz a regra, ou seja,aquilo que outrora era lei passou a ser regra, tudo porque Alcaraz, sem marcação na área, empatou a partida, encerrando a lei “Mbessuma”, perante uma defensiva verde-rubra totalmente descoordenada, com Briguel a central e Arvid Smit a lateral direito!



Depois disto, o esférico ainda circulou pelas duas balizas, só que sem perigo para ambas as redes.



Melhor jogador do Marítimo:




Darl Douglas – Irrequieto este jogador nascido no Suriname. Se na jornada passada estreou-se marcar, nesta ronda – não marcou, é certo – esteve nos cruzamentos que originaram os dois golos insulares.



Arbitragem:


Aparentemente boa, sem pontos a apontar na comunicação social e sem críticas dos treinadores.



Positivo do jogo:

*o grande golo de André Leão

*um jogo muito disputado

*a emoção dos últimos dez minutos



Negativo do jogo:


*apenas mil pessoas num estádio que tem capacidade para trinta mil

*o Marítimo que fica a ver navios a partirem para a Europa

*falta de solidariedade da equipa verde-rubra na altura de defender



Conclusão:


O Marítimo marca passo na luta pela Europa e poderá ver o quinto lugar a seis pontos. Após conseguirem o mais difícil, os jogadores verde-rubros não recuaram para segurar a vitória e o golo de Alcaraz é o exemplo disso.

Este resultado acaba por ser também negativo para o Beira-Mar, que, em caso de vitória, sairia da linha de água.

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Ovos moles Aveirenses - Dragões goleadores


Estádio: Municipal de Aveiro

Assistência: 14.540 Espectadores

Árbitro: Bruno Paixão



Depois de uma vitória expressiva frente á Naval e uma exibição convicente frente ao Chelsea, o FC Porto deslocou-se a Aveiro para defrontar um Beira-Mar transfigurado.



Apesar de prometer alterações no onze, Jesualdo voltou a apostar no onze tipo, não se preocupando com qualquer tipo de gestão de esforço. Quaresma estava de regresso!

Por parte dos Aveirenses, Paco Soler apostou numa equipa musculado e a procurar explorar o futebol aéreo.

Os Aveirenses começaram mais fortes e a pressionar alto.

Este início de qualidade, por parte dos da casa, foi traduzido em domínio territorial e algumas oportunidades durante os primeiros 15', como foram os casos da cabeçada de Edgar e os remates de Tininho.

Só após uma tentativa de canto directo de Quaresma, o FC Porto acordou e partiu para 30' de qualidade.

Muito inteligentes na circulação de bola e com muita classe na forma como variam o flanco de jogo para se libertarem da pressão Aveirense, os Dragões foram começando a dominar, domínio esse que coincide com a passagem de Quaresma para o lado esquerdo do ataque e o aparecimento em definitivo de Meireles no jogo.


Aos 19', percebeu-se um diálogo entre alguns jogadores Portistas, Quaresma preparou-se para bater um livre, Bruno Alves arrastou atletas aveirenses para o lado contrário e num passe de génio do “Harry Potter” Portista, Pepe muito rápido cabeceia para a baliza e Lisandro numa “peitada” inaugura o marcador.

O FC Porto chegava ao golo num lance estudado e perfeitamente legal, uma vez que Lisandro parte atrás da linha da bola para a empurrar para o fundo da baliza.

Até ao fim da primeira parte o Porto dominou, fabricou algumas jogadas de perigo e não mais o Beira-Mar conseguiu reagir.

Nota para uma GP por assinalar sobre Postiga após sofrer um empurrão claro na área aveirense.



Na 2ª parte Paco Soler corrigiu o posicionamento dos seus jogadores, fez entrar André Leão e a verdade é que o Beira-Mar entrou forte e mandão e chegou mesmo a encostar o Porto ás cordas. O FC Porto, a denotar cansaço, retraiu-se, perdeu a lucidez e passou a apostar em contra-ataques sem grande sentido.

Postiga, muito mal durante toda a partida, foi rendido por Adriano, e Jesualdo acabou por ganhar a aposta.

É numa jogada entre Lucho e Adriano que Meireles acaba por aparecer isolado, com o centro campista a servir Lisandro, em fora de jogo, que depois de rematar contra Eduardo conseguiu servir Lucho que sozinho não perdoou.
Era o início de 6' vertiginosos, pois 3' mais tarde após um pontapé de canto, Raul Meireles bateu para a baliza apontando o terceiro golo portista. O guarda-redes Eduardo ficou muito mal na fotografia.

Aos 77', Quaresma pegou na baliza, fez uso da sua magia, ludibriou 3 adversários aveirenses e depois de alguma confusão, Adriano (que bem que entrou) serviu Alan que fazia o 4º para o Porto.

Os milhares de adeptos Portistas deliravam na bancada, e o Porto voltava a atingir a chapa 4.
Contudo e já com Renteria em campo, Adriano isola Pepe que numa cavalgada impressionante é derrubado dentro da área aveirense pelo guardião Eduardo.
Adriano, chamado a converter, não perdoou e fechou a contagem.
5-0 para o FC Porto.



CONCLUSÃO

O FC Porto respondeu aos teóricos do caos com mais uma vitória expressiva.

9 golos marcados e 0 sofridos nos dois últimos jogos do campeonato, contribuem para uma média de mais de 2 golos por jogo no campeonato.

Se é verdade que o FC Porto esteve longe de fazer uma exibição brilhante, conseguiu ser eficaz e inteligente, a espaços, na forma como circulou a bola.

Contudo, Jesualdo terá que resolver a intermitência na intensidade e velocidade com que o FC Porto tem encarado as partidas.



MELHOR EM CAMPO

Raul Meireles foi claramente o melhor jogador em campo. Muito inteligência na ocupação dos espaços, foi decisivo na forma rápida e eficaz com que o Porto consegiu, a espaços, circular a bola. Determinado a defender, foi em movimentações de ruptura que acabou por se tornar num jogador decisivo.Depois de uma grande exibição frente ao Chelsea, Raul Meireles parece estar de volta á boa forma física.



ARBITRAGEM

Bruno Paixão acaba por ver a sua actuação manchada por 2 lances: - Não assinalou uma GP clara sobre Postiga e não viu o fora de jogo de Lisandro no lance do 2º golo.



NOTAS POSITIVAS

- 9 golos marcados em 2 jogos, é desta forma que o Porto responde aos que vaticinavam uma crise.

- 5-0. O FC Porto consegue a maior goleada da temporada, sem esquecer que esta foi conseguida fora de casa.

- Raul Meireles está de volta ao seu melhor e rubricou ,uma vez mais, uma grande exibição. Também Pepe, Bruno Alves e Adriano estiveram em bom plano
- Foram milhares os adeptos do Porto que apoiaram a equipa em Aveiro. Quem jogava em casa? Beira-Mar ou FC Porto?



NOTAS NEGATIVAS

- O apagão do FC Porto durante os primeiros 20' da 2ª parte. Por momentos parecia uma equipa vulgar.

- A excessiva dependência do Beira-Mar no futebol áereo.

- O Guardião Eduardo é mal batido no terceiro golo portista e minutos antes havia escorregado da mesma maneira.

- Postiga não é o mesmo do início de temporada. Luta, movimenta-se, deixa tudo em campo, mas não consegue ser o ponta de lança que o Porto precisa.

- Quaresma, apesar de genial, voltou a demonstrar tiques de vedetismo e um jogo muito mais para o show off do que prático e eficiente. Por momentos faz lembrar o Quaresma de á 2 anos. É capaz de mais e melhor.

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Estrela Destrambelhada VS Aveirenses Tecnicistas

Estadio: José Gomes na Reboleira

Assistência: 3000 pessoas

Árbitro: Rui Costa



Mais um jogo sem perder



Primeira parte – Da goleada ao empate



A história da primeira parte resume-se a: Marcar cedo e sofrer tarde.



O Beira Mar tem um excelente conjunto de jogadores e já entrosado, estes 11 individuos novos, mais o treinador é algo de excepcionalmente bom de ver e o Beira Mar com eles não perdeu ainda. Saliento ainda que é uma equipa com capacidades técnicas e tácticas acima da media. Há jogadores completamente desclocados da equipa mas superiormente. Delibasic, Vaselinovic, Ezequias. Matheus, Eduardo e Roma, são muito bons para uma equipa que está nesta posição.



Acho que vai ser a grande surpresa da segunda volta. Que se cuide quem anda cá por baixo e o Estrela embora a 8 pontos do Beira mar, mais depressa desce que os aveirenses.



O jogo começou com a bola a pertencer ao Beira Mar, e não foi só no facto de terem escolhido bola, foi mesmo porque os primeiros 5 minutos pertenceram aos visitantes.



O Estrela só ao 7º minuto chegou ao ataque, e foi preciso que Jones começasse a fintar uma data de adversários, desde o meio campo, até que á entrada da área, e quando seguia isolado foi rasteirado por trás. A ser falta, não há duvida da cor do cartão. Vermelho directo a Diakité.



Do livre nasceu o primeiro golo por Luis Loureiro. E a partir daí o estrela apareceu mais no ataque. De tal maneira que depressa apareceu o segundo golo, por Marco Paulo no coração da àrea a finalizar sem ninguém a incomodar.



Estavamos a ganhar 2-0 mas havia algo que me fazia sentir que não iria ganhar o jogo, a equipa decididamente não estava bem e o beira mar embora poucas vezes atacava sempre muito bem, grande toque de bola e grande qualidade individual.



O lance de maior perigo surgiu quando num canto Rui Duarte salva um cabeceamento na linha de golo.



O Estrela contudo também atacava e muito, e a defesa aveirense não atinava, várias situações foram falhadas na finalização, numa delas Rui Borges atira à barra, noutra o guarda-redes defendeu e noutra ainda, na pequena area N’diaye, atira para trás !!!



Antes do intervalo, a 5 minutos, um livre indirecto de Rui Lima encontra Alcaraz na area, assim mais dois ou tres aveirenses e de cabeça marca o primeiro dos forasteiros. Uma saida completamente ao acaso de Paulo Lopes, que tambem ele estava a dormir ontem em campo. Incompreensivel.



O Estrela partiu para cima e já depois da hora, perdeu a bola em zona de contra-ataque, é lançado Edgar num passe a rasgar a defesa, que aproveitou mais uma saida “destrambelhada” de Paulo lopes que ficou a meio caminho para levar um belo chapéu.



Injustiça mas acontece.



A segunda parte resume-se ao Estrela atacar e falhar.



Como titulo pode ser o do primeira metade, “Da goleada ao empate”.



Aos 55 minutos, não sei porque razão, saiu N’Diaye e o “coxo” Marco Paulo, entrando Nuno Viveiros e o “coxo” Anselmo.



Aos 58 minutos, Anselmo livra-se de dois defesa e frente ao guarda-redes contrário com a baliza completamente aberta atira enrolado ao lado, inacreditável falhanço da maneira como foi finalizado. Um ponta lança da Primeira Divisão não pode ter falhanços tecnicos destes.



Para que não viu foi exactamente igual ao golo no Dragão, sá que aqui estava em frente á baliza mas o remate foi o mesmo, completamente enrolado e torto para o lado esquerdo.



Cinco minutos depois, após cruzamento, Anselmo de cabeça parece um defesa a atrasar a bola para Eduardo, o aveirense da baliza.



Mais uns minutos e é Ricardo em cima da linha a fazer de guarda-redes, quando este já tinha sido batido.



Era o desespero na bancada com tanto falhanço escandaloso.



Não tinha acabado o desespero, dois minutos depois é Rui Borges que isolado permite a defesa, para no minuto seguinte novamente Rui Borges passar a bola a Eduardo, exactamente como Lisandro passou a Paulo Lopes no Dragão quando tentou o chapéu.



Nesta altura e com tanto sufoco, algus jogadores aveirenses entraram na onda do “ai que dor, venha o massagista e a maca”.



Primeiro Eduardo, o guarda-redes, que simulou uma dor onde só ele sabe, depois Ezequias que um pouco mais inteligente fingiu uma caimbra, e depois foi novamente Eduardo, com dores “no resultado”, que por milagre não se alterava.



O jogo terminou passado meia duzia de minutos, onde pouco mais se viu, apenas um livre directo falhado por Edu Silva.



E assim mais um resultado “enganador” aconteceu na Reboleira.



Melhor em campo:



Eduardo, “mãos de tesoura”. Cortou todas as bolas com sentido de baliza.



Arbitragem:


Muito positiva. Excelente no vermelho numa situação que a ser falta era de expulsão directa. E No decorrer do jogo sempre em cima dos lances, gostei.



Positivo do jogo:



- Um ponto e manter os adversários directos a 8 pontos.


- A equipa do Beira Mar, excelentes individualidades, tecnica e entrosamento.


Negativo do jogo:



- A equipa do Estrela, nervosa?, cansada?, algo estava mal mesmo a ganhar por dois e a atacar ferozmente.


- Paulo Lopes, onde esteve? Este não é o paulo Lopes que conhecemos.


- Falhanços em catadupa e escandalosos, é demais assim.


- Anselmo já não há palavras para tanta mediocridade.



Conclusão:



Perdemos 2 pontos, e os jogos que aí vêm não são nada fáceis. Só temos 8 de vantagem, veremos em que lugar estaremos, depois de ir a Braga, receber o Maritimo, ir a Alvalade, receber o Benfica e irmos a Setúbal. Com quantos pontos estaremos do Vit. Setúbal então?