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terça-feira, abril 06, 2010

Estrelinha de campeão ontem na Figueira da Foz


Estádio: José Bento Pessoa
Assistência: 7491 espectadores
Árbitro: Elmano Santos (Madeira)


Naval: Peiser, Gómis, Diego Ângelo e Daniel Cruz, Carlitos, Bruno Lazaroni, Camora, Alex Haw e Godemèche, Bolívia e Fábio Júnior.
Treinador: Augusto Inácio. Suplentes Utilizados: Michel Simplício, Davide e Marinho.

Benfica: Quim, Maxi Pereira, Luisão, David Luiz e Fábio Coentrão, Javi Garcia, Rúben Amorim, Di María e Aimar, Weldon e Cardozo.
Treinador: Jorge Jesus. Suplentes Utilizados: Ramires, Carlos Martins e Sidnei.


O Benfica teve ontem um importante teste às suas capacidades e aptidões para se sagrar Campeão Nacional, aquilo que nós, sócios e simpatizantes, tanto quremos este ano.
Quando aos 15' de jogo me deparei com um resultado desfavoravel de 2-0, pensei que o caldo estava entornado e que a equipa ia provar do seu próprio veneno: Entrar a matador e golear o adversário. A defesa encarnada ontem não esteve ao seu melhor nível nos minutos iniciais e prova disso foram os golos de Fábio Junior e Bolívia, no caso deste com excelente arrancada de Fábio Jr, que deixou Maxi Pereira nas covas...
O Benfica fez alinhar Luisão, que até ontem estava em dúvida, Aimar foi titular ao contrario do que se poderia esperar e a maior surpresa acabou por ser a inclusão de Weldon no onze, ele que até ontem tinha pouco mais de 90 minutos nas pernas, nunca tinha sido titular no Benfica e apenas tinha um golo apontado, na longinqua primeira jornada, já aí dando um ponto ao Benfica no empate com o Marítimo.
Depois do quarto de hora, o Benfica transfigurou-se, muito por culpa dos golos de Weldon, no espeço de cinco minutos, a empatar o jogo. O Benfica voltou a mostrar segurança, rapidez nas transições e capacidade de meter gente na àrea e criar situações de perigo junto da baliza de Peiser. Sem surpresas, o Benfica vira o resultado aos 38 minutos, depois de um passe de David Luiz a rasgar a defesa figueirense e a encontrar Dí Maria, que com um toque subtil desviou a bola do guardião francês ao serviço da Naval. Estava consumada a reviravolta e agora só se tinha que partir para a tranquilidade no jogo, até porque o intervalo estava aí a chegar. Antes desse momento, um erro do árbitro, a transformar o ombro de Maxi em mão e a dar-lhe o cartão amarelo que o afasta do jogo com o Sporting, de hoje a oito dias. fica no registo destes priemris 45 minutos, os 20 minutos loucos, que permitiram quatro golos.

No segundo tempo, o Benfica entrou e sentênciou a partida, novamente com Weldon na jogada, que a passe de Cardozo, ganha uma bola na qual só ele acreditou que conseguia recuperar, assistiu Rúben Amorim que rematou para defesa de Peiser e Cardozo na recarga fêz o 20º golo no campeonato, igualando Falcão no topo dos marcadores e o golo 70 do paraguaio com a camisola do Benfica. A partir daqui a Naval deixou de existir, não criando mais nenhuma situação aflitiva para a defesa encarnada, com Jesus a gerir da melhor forma os jogadores, cabendo a Carlos Martins a única oportunidade de golo até ao final, num estrondos remate na sequência de uma falta, que bateu na barra da baliza da Naval. Até ao final o Benfica geriu bem a vantagem, com a Naval a não conseguir chegar com perígo junto da baliza de Quim.

Positivo

- Entrada fulgurante da Naval, que encontrou uma defesa adormecida o que proporcionou dois golos de vantagem aos figueirenses.
- Reacção do Benfica aos dois golos encaixados. É a terceira vez que o Benfica recupera de uma desvantagem esta temporada e vence o jogo, sendo que é a primeira vez que a diferença é de dois golos. Os outros adversários a provarem a fúria encarnada foram Marselha e Liverpool.
- Aposta ganha de Jesus em Weldon. Correu o risco de fazer entrar um jogador que não é habitual suplente utilizado na equipa, muito menos jogador titular. Tinha Éder Luís, mas preferiu um jogador com caracteristicas semelhantes, mas com mais capacidade de combate na área. Ganhou por completo
- Presença dos adeptos no José Bento Pessoa que nunca deixaram cair a equipa, mesmo quando esta estava em desvantagem.

Negativo

- A defesa, nos primeiros 15 minutos, e o meio campo durante grande parte do jogo ou ficaram em Lisboa ou já estavam em Liverpool, tal a facilidade com que deixaram os jogadores da Naval ganhar bolas e surgirem em posição de remate.
- Elmano Santos afastou Maxi Pereira do dérbi, transformando um ombro numa mão. Pena que minutos antes não tenha tido o mesmo critério quando Fábio Júnior discute a bola com Luisão na sequência de um canto, aos 21 minutos, acerta sim com a mão na bola. Depois ainda mostrou cartão amarelo a Carlos Martins por este ter batido um lívre sem que o árbitro tivesse dado autorização, num claro excesso de zelo desnecessário.

segunda-feira, abril 05, 2010

Regresso

Hoje estava a pensar no que fazer para tornar o meu blog ainda mais lido do que aquilo que já é e lembrei-me do Futebol de Ataque. Lembrei-me, porque foi um blog que eu segui durante algum tempo e foi o primeiro blog onde eu colaborei, no início fazendo as antevisões das jornadas, depois passando a comentar os jogos do meu SL Benfica... Assim sendo, decidi que este espaço não pode morrer. O FA era (não sei se ainda será) um dos espaços da blogosfera mais lidos. Era referencia futebolistica. Acho que não pode "morrer". Por isso, quanto mais não seja, irei, por iniciativa própria (espero que ninguém me leve a mal), recomeçar com aquilo que já fiz neste espaço, ou seja, irei fazer as antevisões das jornadas que restam até ao final do campeonato, assim como (espero que os outros benfiquistas não se importem), voltar a fazer as analises aos jogos do meu SL Benfica, que tanto gosto me davam escrever aqui.
Assim, a partir de amanhã, irei recomeçar a escrever neste espaço que também já foi meu, mas que é de todos!!

PELO RENASCIMENTO DO FUTEBOL DE ATAQUE!!!!

quinta-feira, agosto 21, 2008

LIGA SAGRES 2008/2009

SPORT LISBOA E BENFICA

Presidente: Luís Filipe Vieira
Treinador: Quique Flores
Estádio: Estádio da Luz (65.000 Lugares)
Assistência Média em 2007/08: 37.560 Espectadores
Classificação em 2007/08: 4º Classificado
Página WEB: http://www.slbenfica.pt

PREVISÃO ATACANTE
"Um Benfica cheio de caras novas e com ambição de esquecer o passado recente é aquele que se apresenta para a época 2008/2009. Sob a batuta do novo Director Desportivo, Rui Costa, o clube escolheu uma equipa técnica jovem e ambiciosa, comandada por Quique Flores e onde também sobressai o preparador físico Paco Ayestaran, antigo preparador físico do Liverpool. Existe a urgência pelas bandas de Luz de esquecer o fracasso da época passada e arrepiar caminho. O plantel encarnado conta agora com as estrelas Reyes e Aimar, que prometem encantar o 3º anel, no apoio ao avançado Cardozo que fez uma pré-temporada a grande nível. Destaque também para a aposta em alguns jogadores jovens como Urreta e Sidney que poderão no futuro tornar-se mais valias e ainda Carlos Martins e Ruben Amorim, jovens portugueses que se tentarão afirmar num grande clube português.
Um clube que lute pelo título de igual para igual com os seus rivais, mesmo que não o consiga atingir no final, é aquilo que no mínimo se espera da equipa encarnada... Estará Quique Flores ciente da tarefa árdua que tem entre mãos?...NSC

OPINIÃO DO ADEPTO
"O Benfica irá encarar a época desportiva de 2008/09 com um plantel que dá garantias de qualidade e competitividade, orientados por uma equipa técnica que dá mostras de profissionalismo, modernismo e trabalho. Subsiste a dúvida sobre qual a táctica que Quique irá implementar e se a mesma leva um ou dois avançados e, principalmente, se chegará um novo avançado para reforçar o plantel. Mas com Cardozo e Nuno Gomes, e com a fácil adaptação de Reyes e Di Maria (ou mesmo Aimar) como segundos avançados as opções de Quique são muitas e boas. Não será um sector que levantará problemas à equipa.
Com três sectores fortes o Benfica tem condições para fazer uma boa época. A minha grande crença é na equipa técnica que acredito ser capaz de transformar este plantel numa verdadeira equipa de futebol e isso acontecendo será com naturalidade que a qualidade óbvia de vários jogadores virá ao de cima conseguindo com isso o Benfica os resultados desejados."
Pedro, in http://magicoslb.blogspot.com

segunda-feira, agosto 11, 2008

Testes

FC Porto, Benfica e Sporting continuam a sua preparação tendo em vista a época 2008-09. Este fim-de-semana todos entraram em campo, precisamente em casa, vencendo os seus jogos e protagonizando boas exibições, talvez com os 'leões' a estarem uns furos abaixo dos outros dois. Os adversários foram de respeito e os testes, portanto, muito positivos, tendo já começado a definir algumas situações individuais e colectivas, isto numa altura em que os jogos a sério estão aí à porta.



FC PORTO - LÁZIO 2 - 1

Magnífica primeira parte do FC Porto, defronte de uma das mais prestigiadas equipas italianas. Os portistas vulgarizaram autenticamente a Lázio durante os primeiros 45 minutos. Jesualdo Ferreira apostou no seu habitual 4-3-3 e, na realidade, não há qualquer razão para mudar, pois é um sistema que já está completamente enraízado na equipa e que deu os frutos que todos conhecemos. Em termos individuais, destaque para a colocação de Benítez a lateral-esquerdo e de Guarín a pivot-defensivo, as posições onde há mais dúvidas sobre o seu dono. De resto, tudo normal: Helton na baliza, Sapunaru, Bruno Alves e Pedro Emanuel a completarem a defesa, Raúl Meireles e Lucho a manterem-se no meio-campo e o trio Mariano-Lisandro-Rodríguez na frente. Pode até dizer-se que o onze para defrontar o Sporting, sábado no Algarve, está encontrado.

Na primeira metade, o jogo portista foi de alta rotação, com velocidade e fluídez em posse de bola, movimentações constantes dos jogadores, objectividade nos ataques e pressing incessante na recuperação. Resultado: dois golos e um domínio avassalador do FC Porto, pontuado por alguns momentos de marcado brilhantismo. A máquina parece estar já bem oleada, o que entusiasmou o muito público presente no Dragão.

Cristian Rodríguez rubricou uma exibição soberba e caiu definitivamente no goto dos portistas. O extremo uruguaio alia a capacidade ofensiva (ultrapassou várias vezes o seu marcador directo, com velocidade e técnica) à disponibilidade defensiva (impressionante a forma como pressiona e luta pela bola), o que faz as delícias de qualquer treinador e o leva a encaixar às mil maravilhas no esquema azul e branco. Realizou várias arrancadas fenomenais, numa das quais serviu Lucho para o segundo golo. Já antes, Bruno Alves abrira o activo com um portentoso livre do meio da rua.

O entrosamento revelado é de enaltecer, se atendermos a que ainda estamos na pré-época. Todos os jogadores se integraram nos processos colectivos, não vi ninguém deslocado ou sem saber o que fazer. Lucho foi o cérebro de sempre e, além do habitual entendimento com Lisandro, parece querer tê-lo igualmente com Rodríguez. Mariano também esteve bem e, apesar de sempre muito criticado e incompreendido, é um jogador que me agrada. Meireles foi voluntarioso e esclarecido, como de costume. Guarín participou sempre correctamente no processo ofensivo, mostrando bons pés, boa visão e arrojo, tendo subido várias vezes e até tentado o ramate. A verdade é que, para quem joga na posição '6', sai muito do seu espaço e é ainda muito imaturo a nível posicional, o que pode por a equipa em dificuldades defensivas. Por isso, não o acho a melhor opção para substituir Paulo Assunção, pelo menos para já, sendo mais prudente apostar em Meireles para essa função. A defesa esteve geralmente acertada, tanto os centrais como os laterais.

Na segunda parte, com as inúmeras substituições e umas invenções de Jesualdo, como o 'double-pivot' ou o encosto de Lucho à direita, a equipa deixou de jogar como tal e o espectáculo baixou drasticamente de qualidade. Hulk foi mesmo o único que aproveitou para brilhar, com uma fantástica jogada individual - mal concluída - e mais uns apontamentos técnicos interessantes, embora ainda lhe falte perceber o momento certo para largar a bola. Mas pode ser um elemento bastante importante no plantel portista nesta temporada. De referir que o golo dos romanos foi apontado por Ledesma, num lance em que Nuno não está isento de culpas.



BENFICA - FEYENOORD 1 - 0

Boa exibição e vitória justa do Benfica, materializada com um grande golo de Cardozo, após uma assistência primorosa de Aimar. Quique Flores começa a assentar ideias, as indefinições quanto a jogadores vão diminuindo e, com isso, a tendência é de crescimento colectivo. Neste teste com o Feyenoord, houve uma evolução evidente em relação aos jogos anteriores efectuados pelos encarnados. O 4-4-2 clássico é o sistema eleito.

Quique optou por jogar com Katsouranis a central ao lado de Luisão, entregando o meio-campo a Yebda e Carlos Martins, com Ruben Amorim à direita e Urreta à esquerda. Maxi Pereira actuou do lado direito da defesa e Léo do lado contrário. Na frente, Cardozo foi o homem mais adiantado, tendo Aimar um pouco mais atrás.

O destaque da partida vai para o domínio benfiquista em termos de posse de bola, especialmente na primeira parte, graças à dinâmica e entrosamento revelados, mas também à pressão alta feita sobre os holandeses, que levou o Benfica a recuperar várias vezes a bola de forma rápida e em zonas adiantadas. O perigo rondou sempre muito mais a baliza de Timmer que a de Quim. O paraguaio Cardozo foi o principal responsável pelos sobressaltos provocados ao guardião holandês, já que, além do golo, enviou uma bola ao poste e ainda lhe proporcionou duas óptimas paradas. O 'Tacuara' teve uma noite em grande e foi o melhor em campo.

Carlos Martins foi dos jogadores mais activos e o futebol benfiquista passou invariavelmente pelos seus pés. Apesar de ter cometido alguns erros no passe, mostrou ao seu técnico que pode contar com ele para titular. Por seu turno, Yebda é fisicamente imponente, mas não é só isso. É um bom jogador, tem bons pés, sabe os terrenos que pisa e normalmente não complica, além de ter boa capacidade de pressão. Parece-me uma alternativa muito válida para jogar à frente da defesa. No entanto, julgo que Katsouranis continua a ser a melhor escolha para '6' e que é um desperdício colocá-lo no sector mais recuado. Nas alas, Amorim jogou à direita e esteve discreto, embora tenha tido uma oportunidade de golo soberana, tendo Urreta jogado à esquerda. O jovem uruguaio de 18 anos foi um dos melhores do primeiro tempo, fazendo da velocidade a sua principal arma. Revela ainda muita imaturidade, mas pode ser uma bela surpresa ao longo da época e constituir-se como opção constante para uma ala, já que na frente será mais difícil. Cá atrás, Léo e Katsouranis estiveram acima dos seus colegas de sector.

Agora, um apontamento individualizado para Aimar. O internacional argentino foi, a par de Reyes, a contratação mais sonante do clube da Luz até ao presente momento. Ninguém duvida da sua categoria. Mas estou em crer que o sistema instituído por Quique não o favorece nem um pouco. Jogar nas costas de Cardozo, como um dos avançados, retira-o do centro de jogo, faz com que entre em acção reduzidas vezes e não lhe permite ser o 'patrão' do futebol ofensivo da equipa. Seria mais adequado posicioná-lo mais atrás, onde tivesse uma visão maior do campo e dos colegas, distribuisse jogo ao critério do seu talento, pautasse os ritmos colectivos e pudesse também fazer passes a rasgar ou partir embalado de zonas mais recuadas em direcção à área. O problema que aqui se coloca é que Aimar não tem intensidade de jogo nem disponibilidade física suficientes para jogar no miolo apenas com mais um jogador. Conclusão: o 4-4-2 clássico não favorece as características de Aimar (o 4-4-2 losango - se bem que este não privilegiasse os extremos do plantel... - ou mesmo o 4-2-3-1 - embora Cardozo jogue melhor quando acompanhado... - seriam mais ajustados), o que, atendendo ao facto de ele ser um dos melhores jogadores do Benfica, pode vir a constituir um problema bicudo.

O internacional espanhol Reyes fez a sua estreia de águia ao peito e esta foi, quanto a mim, uma magnífica contratação. O jovem vindo do Atlético Madrid será certamente um dos grandes desequilibradores encarnados, servindo-se da sua capacidade técnica apurada e estonteante velocidade com a bola colada ao pé esquerdo. Aliás, neste encontro, já deu para ver um 'cheirinho' de Reyes, concretamente no espectacular remate ao poste e em mais um ou dois excelentes pormenores. Este vai dar cartas.



SPORTING - SAMPDÓRIA 2 - 0

Deste jogo, pouco posso falar, pois apenas o vi a espaços. Ao que se consta, a exibição leonina não foi brilhante, mas convém não esquecer que pela frente estava o 6º classificado da última liga italiana. Marcar dois golos e não sofrer nenhum é sempre positivo, sendo que o tento inaugural, marcado por Derlei, resultou de uma belíssima combinação com Yannick Djaló. Já o segundo nasceu de uma grande penalidade convertida por João Moutinho, que foi aplaudido mais que assobiado, uma novidade após as suas recentes declarações.

No Sporting, o losango é para manter, existindo apenas dúvidas quanto aos seus integrantes, sendo certo que, com os oito centrocampistas disponíveis, as combinações possíveis são imensas. E as discussões em redor desta problemática também. Moutinho e Rochemback são peças indiscutíveis, seja em que posição for, os restantes terão de fazer pela vida. Na minha opinião, a posição ideal para 'Roca' é a '6', mas para aí já existe Miguel Veloso, que por acaso vem de uma temporada muito abaixo do que pode produzir e se continuar na mesma corre o risco de ir para o banco. Moutinho rende mais como interior. Romagnoli é talvez a melhor alternativa para '10'. Vukcevic, em forma, tem de jogar, e aqui devo dizer que, devido às suas características, o acho mais talhado para jogar na frente que propriamente no losango. O 'problema' é que Liedson, quando recuperar, será titular, e Derlei é o avançado perfeito para jogar neste esquema. Moral da história: há homens a mais para os lugares existentes e uma gestão equilibrada e rotativa do plantel é aquilo que se pede a Paulo Bento.

Na defesa, tudo mais claro, com Abel e Grimi nas laterais e Polga incontornável no eixo. Resta saber qual o parceiro para o internacional brasileiro, se Tonel ou Caneira. Note-se que Caneira pode também facilmente ser adaptado a qualquer das laterais, algo que é potencialmente um ponto a seu favor na luta pela titularidade. Rui Patrício continua firme na baliza, embora seja minha convicção de que nesta época não vai dispor de tanta margem de erro, sob pena de poder perder o seu posto.

sexta-feira, julho 18, 2008

Pablo Aimar, o mago ou a desilusão?

Pablo Aimar foi onde apresentado nas instalações do S.L.B. em clima de grande euforia. Estima-se que perto de um milhar e meio de pessoas estiveram na apresentação do internacional argentino como novo reforço do plantel encarnado.
Para mim Aimar foi sempre um jogador que significou magia nos campos de futebol. Ao vê-lo jogar, qualquer adepto de futebol estaria sempre à espera de que lance genial se lembraria de fazer em seguida. Porém, nas duas últimas épocas, El Mago passou por momentos complicados ao nível de lesões, o que provocou um claro abaixamento de forma desportiva e aquele que foi até em tempos comparado a Diego Armando Maradona deixou de ser o mago de outrora.

A sua contratação é, na minha opinião, boa para as duas partes. Para Aimar porque ao assinar por um clube de um campeonato com menos mediatismo tem tranquilidade para explanar todo o seu futebol. Sem tanta pressão como em Inglaterra ou Espanha, por exemplo. Para o Benfica porque em primeiro lugar consegue com a sua contratação resolver o problema de não ter um nº 10 e depois consegue um jogador muito acima da média do campeonato português. A acrescer a isto, pelas verbas envolvidas, trata-se de um bom negócio para o clube.

Por fim, realce para o bom trabalho de Rui Costa no "resgate" de Pablo Aimar. Se não se concretizasse esta operação o novel director desportivo do Benfica iria ser acusado de mais um fracasso e provavelmente não ter estaleca para o lugar. Apesar de ter cometido alguns erros neste curto período como director desportivo, Rui Costa conseguiu aqui uma grnde vitória que não pode ser escamoteada. Resta-nos saber se Pablo Aimar estará à altura dos desafios que lhe são propostos.

Qual a vossa opinião sobre este mesmo tema?...

quinta-feira, junho 26, 2008

Benfica contrata... e quase perde 6 pontos

Balboa, após marcar na Champions em 2007


Javier Balboa, ex-jogador do Real Madrid, já foi apresentado como novo reforço do Benfica, juntando-se assim a Yebda e Ruben Amorim. Balboa é espanhol, embora jogue pela Guiné Equatorial, uma vez que tem descendencia desse país. Joga pelos flancos e embora seja direito, diz que gosta de jogar em qualquer posição. Quique Flores conhece bem o atleta, pois já o orientou nas camadas jovens do clube "blanco". O contrato é válido por quatro temporadas e custará qualquer coisa como 4 Milhões de euros.

Aimar ainda não decidu....
Pablo Aimar terá hoje uma reunião decisíva sobre o seu futuro. Ontem corria a notícia de que o Saragoça tería em mãos uma proposta do Panathinaikos, superior à do Benfica, mas o jogador não quer ir para a Grecia.


...e Pongolle não virá

Perdido parece estar Sinama Pongolle. O atleta, que já tinha dito querer vir para o Benfica, pois o projecto seduzia-o, ao que tudo indica, terá já chegado a acordo com o Atletico de Madrid, como adiantou alguma imprensa espanhola durante o dia de ontem. Oficialmente, anda nada está confirmado, mas a falta de informação por parte do atleta, que terá pedido ao Huelva para esperar até ontem por uma decisão, ajudam a confirmar este rumor. Com esta indefinição, fica também incerta a transferencia de Carlos Martins, pois como se sabe, o internacional português estava incluido no pacote de transferência.


Benfica quase perde 6 pontos

O Benfica esteve perto de também perder 6 pontos esta temporada. A decisão vinha da FIFA e sem ser passível de recurso, uma vez que a decisão prendia-se com a ausência de pagamento de uma verba ao clube de formação de Alcídes, no valor de 113 mil euros, ao América. No entanto, a decisão da FIFA perdeu o efeito, pois aquando do envio do fax a dar conta da respectiva decisão, já o Benfica tinha acertado o pagamento com o referido clube, como um fax enviado posteriormente confirma: "Informamos que o seu clube filiado pagou o débito junto do América, antes do Comité Disciplinar da FIFA requerer a última decisão. Infelizmente, não fomos informados deste pagamento, contudo, tendo em conta que vosso filiado cumpriu as obrigações antes da última notificação, nós declaramos que o nosso ofício datado de 20 de Junho fica nulo e sem qualquer efeito". Este fax foi confirmado, tanto pelo Benfica, como pela FPF. Se esta decisão se confirma-se, o Benfica ficaría com 46 pontos, os mesmos do Marítimo, embora com vantagem no confronto directo com o clube insular, logo mantendo a mesma posição, o quarto lugar.

domingo, maio 11, 2008

Obrigado Rui!

Terminou hoje, dia 11 de Maio de 2008 a sua carreira, aquele que foi o meu ídolo de sempre nos relvados. Um senhor dentro e fora dos campos de futebol e que deve orgulhar todos aqueles que gostam de futebol.

Rui Manuel Costa, 36 anos, anos de glória no Benfica, no Milan, na Fiorentina e na Selecção Nacional. Poucos jogadores podem como o Rui orgulhar-se de uma carreira como a dele. Como adepto do Benfica, mas principalmente como português, não posso deixar de agradecer todos os grandes momentos que nos proporcionaste. É triste pensar que vou deixar de te ver fazer passes magistrais, dribles com elegância... Mas tenho a certeza que continuarás fora dos relvados a ser o grande SENHOR que foste dentro deles!...
Obrigado Rui, foi um prazer ver-te jogar!

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Nuremberga 2-2 SL Benfica

Estádio: Frankenstadion
Árbitro: Ivan Bebek (Croacia)
Espectadores: 44.000


Nuremberga: Blazek, Reinhardt, Glauber, Wolf e Pinola, Mnari, Galasek, Saenko e Engelhardt, Koller e Charisteas.
Treinador: Thomas Von Heessen. Jogaram ainda: Abardonado

SL Benfica: Quim, Luis Filipe, Luisão, Edcarlos e Léo, Petit, Katsouranis, Rui Costa, Maxi Pereira e Nuno Assis, Makukula
Treinador: José António Camacho. Jogaram ainda: Sepsi, Cardozo e Dí Maria.


Do céu ao inferno e depois... novamente ao céu. Mais uma exibição sofrida, mediocre e sem nada que a coadune com o futebol que o Benfica pode, deve e sabe jogar. Salva-se a passagem aos oitavos de final, em claro perjuizo da equipa da casa.


Ser sócio, adepto ou simples simpatizante do Benfica, não está facil nos tempos que correm. A equipa não joga, não mostra fio de jogo, não mostra sobretudo garra para disputar um único jogo que seja, de algum tempo a esta parte. Hoje em Nuremberga, perante uma equipa claramente inferior em todos os sentidos, o Benfica inferiorizou-se a sí próprio, pondo os cabelos em pé ao mais calmo adepto encarnado.
Mas a equipa de Camacho até entrou bem na partida. O treinador espanhol operou algumas substituições no onze que defrontou os alemães na Luz, apresentando Luis Filipe na direita, Edcarlos no Lugar de Katsouranis que voltou ao miolo do terreno e deixou Cardozo no banco jogando apenas com um avançado, no caso Makukula. Do lado do Nurenberga, Von Heesen jogou com as duas torres, Koller e Charisteas, ocupando Mnari a posição de trinco, ao lado de Galasek. Portanto, invertiam-se os papeis, em relação ao jogo da Luz. O Benfica, como disse, entrou melhor, mas foi sol de pouca dura. Apenas 15 minutos de algum futebol, com a primeira oportunidade da partida a pertencer a Maxi Pereira, que fez exibição para esquecer. Aos 3 minutos, Léo encontrou um buraco nas pernas de Reinhardt e cruzou para a área, onde um corte deficiente de Glauber pôs a bola nos pés do uruguaio, que atirou para as bancadas.
O Nurenberga, aos poucos foi assumindo a partida, mercê da descoberta de uma autêntica via verde na ala direita encarnada, onde Luis Filipe voltou a estar francamente mal. Alí, é certo, cairam Engelhardt e por vezes Saenko, os dois jogadores mais tecnicistas dos da casa. Luís Filipe foi fazendo o que podía, mas isso acabou por ser sempre pouco comparado com aquilo que devería fazer. O Nurenberga, apostado no futebol mais directo, na procura de desiquilibrios por parte de Koller ou de Charisteas, mais móveis que Cardozo e Makukula no primeiro jogo, foram criando algumas situações perigosas, assistindo-se um ao outro, tendo neste campo o grego, a melhor oportunidade de golo pouco depois do minuto 30, rodando com toda a facilidade sobre Luís Filipe, quem mais, e valendo no caso Edcarlos a dar o corpo á bola.
O Benfica, nem sequer tentou explorar as enormes fragilidades da defesa da casa, pois o seu futebol jogado a passo e sem fio condutor, não deu para mais. Ainda assim, sería Katsouranis a dispôr da melhor ocasião, já perto do intervalo, depois de Nuno Assis ter ganho a bola num desentendimento de Wolf e Glauber, mas o remate acabou ao lado. Antes do intervalo, tempo ainda para Engelhardt massacrar mais uma vez Luís Filipe e oferecer o golo a Saenko, negado por Quim.
Após o reatamento, apenas a equipa do Nuremberga subiu ao relvado, tendo a equipa encarnada ficado nas cabines. Só assim se explica tamanhas facilidades concedidas nos primeiros 25 minutos do período complementar. Aos 58 minutos, Charisteas inaugurou o marcador, depois de mais um deficiente posicionamento da defesa do Benfica, a permitir tudo aquilo que os avançados da casa quiseram fazer, com Koller a assistir o grego para o primeiro golo do jogo.
O Benfica sentiu o golo e logo de seguida, Luís Filipe, quem mais, ofereceu o golo a Saenko. Jogada algo estranha por parte da defesa encarnada, que não quis tirar a bola daquela zona, com o pobre defesa direito a entregar de bandeja a bola ao russo, que apenas teve que contornar Quim para fazer o segundo da partida e virar a eliminatória. Antés disso, Pinola deixou o aviso, com um remate a 25 metros da baliza de Quim, que bateu com estrondo no poste.
Camacho mexeu, e retirou Edcarlos e o pobre Maxi Pereira, fazendo entrar Sepsi e Cardozo, passando Katsouranis para o eixo defensivo, o romeno a jogar no lugar de Nuno Assis e o português para a direita do ataque. O Benfica esboçou uma reacção, algo atabalhoada, mostrando todas as carências deste plantel. Cardozo foi assistido por Sepsi pouco depois de ter entrado, isolando-se perante Blazek, mas atirou ao lado da baliza. A dez minutos do fim Camacho esgotou as substituições, lançando Dí Maria (muito tarde), no lugar de Nuno Assis. Logo o argentino visou a baliza de Blazek, mas sem perígo. O melhor estava guardado para o fim. Num livre inofensivo, a punir falta de Pinola sobre Cardozo, surgiu o golo que colocava os encarnados na fase seguinte. O lívre é apontado por Rui Costa, no meio da confusão a bola sobra para Cardozo, que de fora da área bateu Blazek, que mais uma vez ficou mal na foto embora possa não ter visto a bola partir. Era o balde de água fria no Frankenstadion. O Nurenberga ainda tentou forçar o ataque com bolas longas, mas sería o Benfica a chegar á igualdade numa jogada em que a defesa foi apanhada em contrapé com a bola a surgir nos pés de Dí Maria, que correu meio campo, driblou Blazek e sentênciou o jogo.
Como nota final, quero apenas destacar a total injustiça do resultado, tendo em conta a exibição fraquíssima que o Benfica apresentou. Embora o conjunto alemão seja teoricamente mais fraco, mostrou mais argumentos a jogar com dois pontas de lanças altos, algo que o Benfica não sabe nem consegue potenciar. Com este resultado, os encarnados defrontarão agora Getafe nos oitavos de final da prova.

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

MakuGula


A contratação de Ariza Makukula marca indubitavelmente o mercado de inverno da presente época. O Benfica precisava de reforçar o sector atacante da equipa, dadas as exibições irregulares dos seus homens mais avançados (apesar de tudo, Cardozo apontou 7 golos na Liga, e Nuno Gomes 6...). A falta de um extremo-direito de qualidade foi notória durante toda a 1ª volta: Maxi Pereira não tem velocidade para o lugar, Di Maria só rende na ala esquerda, Nélson ou Luis Filipe (este último ainda estou para saber como veio parar à Luz - não seria melhor apostar num jovem???) estão rotinados à defesa, Rui Costa ou Nuno Assis são médios ofensivos centro / nº 10 e ponto final. Depois de gorada a contratação de César Delgado, o Benfica parece ter ignorado a grande lacuna na ala direita e decide avançar para a posição mais avançada do terreno, garantindo Makukula no penúltimo dia de inscrições.

A forma actual do ponta-de-lança luso-congolês não está em causa (7 golos pelo Marítimo, estreia na Selecção, ainda por cima com um golo importantissímo, frente ao Cazaquistão) e as suas qualidades são evidentes: excelente jogo-de-cabeça (qualidades que faltam a Cardozo, Nuno Gomes, Mantorras, Bergessio, etc), boa presença na área, muito difícil de marcar, remate forte e espontâneo... Mas será que o Benfica fez bem em gastar 4 milhões (3.5 para o Sevilha e 0.5 para o Marítimo, segundo consta) num só jogador (esquecendo Sepsi, pois falo apenas em atacantes), ao invés de contratar um extremo-direito de qualidade, capaz de municiar bolas para Cardozo (a subir claramente de forma) ou Nuno Gomes?

Estamos perante "uma faca de dois gumes". Por um lado, o clube da Luz fica com 3 avançados de grande calibre (dois deles poderão estar no próximo Europeu a representar a nossa selecção), com Makukula a destacar-se por ter características que Cardozo e Nuno Gomes não possuem, por outro lado, a ala direita continua frágil e a precisar de sangue novo.

A minha esperança, também partilhada por alguns membros do Futebol de Ataque, é que Camacho aposte nos juniores (será mais fácil agora, com o plantel mais reduzido), e que o jovem Coelho, emprestado pelo Inter ao Benfica, tenha a sua oportunidade na equipa principal.

terça-feira, janeiro 29, 2008

A vergonha ou falta dela

No passado Domingo, Luis Filipe Vieira insurgiu-se contra aquilo a que apelidou de "falta de vergonha" no futebol português, nomeadamente na arbitragem.

Em primeiro lugar gostaria de abordar o cerne da questão levantada pelo presidente do Benfica. As duas últimas arbitragens dos jogos em que participou o clube da Luz teve efectivamente erros. O que é um facto é que deve ser rara a arbitragem isenta de erros. Mas enquanto no jogo caseiro frente ao Leixões LFV até poderia falar de uma arbitragem com dois erros com influência directa no resultado, desta vez em Guimarães nem disso pode falar.

Sobre a arbitragem de Guimarães, Luis Filipe Vieira optou por pegar em dois lances perfeitamente normais que poderemos apelidar de falta de bom senso do árbitro e transformou-os em casos nacionais. É novamente o pior estilo do nosso presidente a vir ao de cima.
Concordo que o Rui Costa não deveria ter levado cartão amarelo no lance citado. Mesmo que não seja falta, não há simulação nenhuma. Mas daí a dizer-se que a "arbitragem portuguesa já não tem vergonha" é no mínimo fazer uma tempestade num copo de água.
Penso até que, salvo uma ou outra jornada mais acesa, a arbitragem não tem tido influência nenhuma no desenrolar do campeonato.

Passando dos casos concretos citados por Luís Filipe Vieira para a essência do problema, eu como benfiquista confesso que já não tenho pachorra para este tipo de comentários. Depois de uma vitória importantíssima em casa do Vitória de Guimarães, quando todo o grupo o que precisa é de completa serenidade e, porque não dizê-lo, saborear um pouco uma vitória importantíssima para o futuro do clube, Luís Filipe Vieira lembra-se de voltar a atacar tudo e todos, por forma a inflamar os ânimos do triste povo que ainda o segue nessas aventuras desbocadas. Sinceramente, e custa-me dizer isto a um presidente que muito fez pelo Benfica, quem devia ter vergonha na cara neste momento era ele próprio.

E por fim, um pedido à Comissão Disciplinar da Liga: como castigaram o Paulo Bento pelas declarações abusivas no final do Benfica-Sporting, não se importam de castigar LFV até final desta época, não o deixando falar publicamente, para que as coisas corram melhor para o nosso lado?... Era um favor que faziam a todos os benfiquistas...

domingo, janeiro 13, 2008

SL Benfica 0-0 Leixões

Estádio: Estádio da Luz
Espectadores: 28.930
Árbitro: Paulo Costa

SL Benfica: Quim, Nelson, David Luiz, Luisão e Léo, Petit, Di María, Maxi Pereira e Rui Costa, Nuno Gomes e Cardozo.
Treinador: José António Camacho. Jogaram ainda: Nuno Assis, Mantorras e Adu.

Leixões: Beto, Filipe Oliveira, Nuno Diogo, Elvis e Ezequias, Bruno China, Jorge Gonçalves, Hugo Morais, Nwoko e Diogo Valente, Roberto.
Treinador: Carlos Brito. Jogaram ainda: Pedro Cervantes, Vieirinha e Tales Schutz.

Sinceramente começam-me a faltar as palavras para descrever as pavorosas exibições do Benfica nos últimos jogos. Começo a não perceber o que se passa naquele balneario, pois é certo que algo não está bem. Mas o que será que pretendem os jogadores? Sim porque são eles que estão em campo, são eles que falham os passes, são eles que não jogam, são eles que de certa forma, envergonham o nome do Benfica, ao não ganhar ao Leixões, que em vinte e duas deslocações à Luz, apenas por duas vezes conseguiu pontuar (Já com a de ontem incluida), enfim, são eles que vestem as camisolas, portanto é a eles que se têm que pedir explicações. Ou talves não, porque há alguns que não têm culpa de serem contratados por milhões, quando nem tostões valem.
Mas para falar do jogo, tenho que o dividir em dois pois, de certa forma, houve dois Benficas em campo. No primeiro tempo, o Benfica até conseguiu dominar o Leixões, que jogando com mais gente no meio campo, foi segurando algumas investidas dos homens que deveríam criar mais perigo, casos de Di María e Maxi Pereira, que actuaram nas alas. Em virtude da ausência de Katsouranis por causa do terrível episódio de Setubal, Camacho teve que alterar o esquema de jogo, passando a jogar com Petit a trinco e Rui Costa, a espaços, por perto. Nuno Gomes actuou ao lado de Cardozo, que voltou a ser uma nulidade, embora até tenha estado mais ou menos bem, nos primeiros minutos da partida. Desde cedo se percebeu que o Leixões não vinha talhado para tentar vencer, mas a falta de argúcia do futebol do Benfica, foi fazendo crescer a confiança na equipa adversária. Na primeira parte há dois momentos-chave. O golo mal anulado por Paulo Costa (!), quando Nuno Gomes se isolou após passe de Cardozo, e mais tarde, o penalti transformado em falta fora da área. Ainda assim, o futebol mastigado do Benfica não dava para mais. Note-se que nestas duas situações, o génio de Rui Costa funcionou e houve um pouco mais de velocidade no pensar do jogo.
Na segunda parte surgiu um benfica completamente diferente (a "b" pequeno é mesmo propositado...), para pior, e acabou por ser o Leixões a merecer a vitória. Logo a abrir, Nuno Diogo atirou á trave de Quim já na pequena área, mais tarde voltaría a desperdiçar ocasião de golo na sequência de um canto. Os jogadores do benfica começaram a perder o rumo, assim como o seu treinador. Se Cristian Rodriguez não estava em condições, não era convocado. Agora tê-lo no banco, ele que é extremo esquerdo, e fazer entrar Nuno assis, que não é extremo, muito menos esquerdo, para esse lugar, é de mestre!! Mais tarde, nova alteração incrível, retirando Dí Maria para fazer entrar Adu, que veio ocupar a faixa direita, sendo... esquerdo. Portanto, desnorte total na nau encarnada, incompreensivel.
O Leixões ainda teve nova bola no ferro a assustar os adeptos encarnados, aos 75 minutos, após excelente jogada de combinação, com Diogo Valente a acertar então no poste.
O futebol mastigado do benfica continuou, mas perto do fim, Petit podería ter mudado o rumo do jogo, á semelhança do que aconteceu na primeira volta, mas desta vez Beto fez enorme intervenção garantindo dois preciosos pontos para o Leixões.
Já depois no final, Rui Costa, sem dúvida o melhor em campo, ele que com 35 anos ainda corre mais que alguns jogadores mais jovens do plantel, viu o cartão amarelo por ter dito a Paulo Costa que no lance do golo anulado ao Benfica, havia mesmo golo.
Com este resultado, o Benfica aumentou a distancia para o FC Porto, que é agora de 11 pontos. Este resultado deita por terra as esperanças dos encarnados de chegar ao título, com toda a certeza. Pior que isso, é terem sido desperdiçados 10 pontos nos últimos cinco jogos. Mau de mais para ser verdade....

domingo, janeiro 06, 2008

Vitória de Setúbal 1-1 SL Benfica

Estádio: Estádio do Bonfim

Espectadores: 4.820

Árbitro: Paulo Parati



Vit. Setúbal: Eduardo, Janício, Robson, Auri e Adalto, Sandro, Elias e Ricardo Chaves, Paulinho, Matheus e Pitbull.

Treinador: Carlos Carvalhal. Jogaram ainda: Edinho, Bruno Gama e Filipe Gonçalves.



Benfica: Quim, Luís Filipe, Luisão, David Luiz e Nelson, Petit, Katsouranis, Maxi Pereira, Cristian Rodriguez e Rui Costa, Cardozo.

Treinador: José António Camacho. Jogaram ainda: Di María, Edcarlos e Mantorras.



Mau de mais para ser verdade. Mais uma exibição sofrível, assim como sofrível foi o resultado e sofrível é a atitude de uma equipa, que até tem colegas que quase chegam a vias de facto em pleno relvado!



Não consigo perceber porque é que sem ter garantido alguem para a posição de defesa esquerdo, se deixa sair o Miguelito, que por inferior que seja ao Léo, pelo menos é um jogador que é defesa esquerdo de raiz. Mas isso já são contas de outro rosario.

O Benfica actuou a um nível um pouco acíma do medíocre, embora tenha dominado por alguns instantes no primeiro tempo, mas sem nunca se poder dizer que o golo esteve perto, embora tenham havido alguns remates perigosos. O golo, esse acabou por acontecer na baliza de Quim aos quatro minutos, mas foi invalidado, e bem, por fora de jogo de Matheus.

Um jogo completamente desinteressante, acabou por ganhar algum interesse, quando aos 69 minutos, Luisão e Katsouranis pegam-se dentro do terreno de jogo, por causa de um mau passe do grego. Este é mais um episódio demonstrativo da intranquilidade que se vive dentro do balneareo encarnado. David Luiz tentou serenar os animos e Camacho reagiu, retirando os dois jogadores e fazendo entrar Edcarlos e Mantorras. Em boa hora, pois com apenas 3 minutos em campo, o angolano ganhou, algo que Cardozo não consegue fazer, apesar de ter custado 9 milhões de euros, a bola ao defesa sadino que o marcava e atirou a contar, faltavam cerca de 20 minutos para o fim do jogo. Com esta alteração o Benfica passou a jogar em 4x4x2, mas de pouco adiantou pois não mais chegou a rematar á baliza de Eduardo. O Vitória, por seu turno não desistiu e Pitbull, que fez mais um bom jogo, pôs a cabeça em água á defesa encarnada e podería ter dado o golo a Edinho pouco depois, não fosse o desvio providencial de Edcarlos, que Paraty transformou em pontapé de baliza. Pouco depois os mesmos intervenientes, mas com final diferente, com o brasileiro a fazer o centro e Edinho a aparecer na cara de Quim, livre de marcação, a fazer o empate, quando faltavam dois minutos para os noventa. Depois foi o coração a mandar no futebol do Benfica, que tentou jogar directo na espontaniedade de Mantorras, ou na altura de Cardozo, mas sem resultados practicos, apenas um ligeiro susto para a baliza sadina já nos descontos, após um canto, mas bem resolvido pela defesa.

Em suma, mais um jogo de nível muito baixo para uma equipa que tem os seus jogadores e dirigentes constantemente nos jornais a dizerem que vão fazer isto e aquilo, sem, no entanto, nada fazerem. Parabens ao Vit. de Setúbal, que está a fazer um excelente campeonato e mereceu o empate por inteiro.

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Taça UEFA e sorteios

E eis que finalmente acabou a fase de grupos da Taça UEFA. O Sp. Braga recebeu e venceu com facilidade o Est. Vermelha com dois golos sem resposta. Triunfo simples, construído logo aos 10 minutos por... Linz, pois então.

Era preciso de antemão ganhar este jogo e por mais de um golo, na tentativa de salvaguardar um empate entre Bayern Munique e Aris Salónica. Se tem acontecido um empate em Munique e o Sp. Braga só ganhasse por um golo, os minhotos teriam sido afastados. Afinal não houve problemas de maior, porque os alemães, que até agora tinham mostrado muito pouco, cilindraram os gregos por seis golos sem resposta, sendo que quatro deles foram da autoria de Luca Toni. Parece que as palavras de Oliver Khan a meio da semana passada surtiram finalmente efeito.

Assim Bayern Munique, Sp. Braga e Bolton Wanderers, foram apurados em detrimento de Aris Salónica e Est. Vermelha. Não sabemos se o segundo lugar dos portugueses é tão bom assim, uma vez que essa posição obriga-os a jogar com uma equipa que venha da Liga dos Campeões.

Destaques da jornada:

Ao contrário da semana passada, hoje há muitos destaques, quer positivos, quer negativos. Comentemos alguns, começando pois pelos positivos.
O Everton teve uma campanha absolutamente sensacional, nada condizente com o que tem mostrado ao longo destas duas decadas, quer em Inglaterra quer na UEFA. De equipa media-fraca mas com muito espirito de união, ganhou os jogos todos do grupo e acabou assim em primeiro lugar.
O Bayer Leverkusen parece ter despertado e foi a Zurique marcar cinco golos sem resposta, num jogo em que estava em disputa o primeiro lugar do grupo.
Em termos negativos e a maior surpresa da ronda foi a derrota do FC Copenhaga, em Edimburgo frente à fraquinha equipa do Aberdeen, mas não acaba aí, os dinamarqueses não só perderam sendo eliminados, como foram goleados por 0-4, e todos os golos apontados na segunda parte... inacreditável.
Aponta-se também a derrota do AZ em casa frente ao Everton, que assim foi eliminado.

Equipas apuradas:

Everton, Zenith FC, Nuremberga,
Getafe, Tottenham Hotspurs, Anderlecht,
Villareal, Fiorentina, AEK Athenas,
Bordéus, Helsingborgs, Galatasaray,
Bayer Leverkusen, Spartak Moscovo, FC Zurique,
Hamburgo, Basileia, Brann Bergen,
Atl. Madrid, Panathinaikos, Aberdeen
Bayern Munique, Sp. Braga, Bolton Wanderers

Equipas divididas por grupos para o apuramento:

Vindas da Liga Campeões:

Sporting, Benfica, Glasgow Rangers, PSV Eindhoven, Slavia Praga, Rosenborg, Werder Bremen, O. Marselha.

Jogarão com o Grupo das segundas classificadas que são:

Sp. Braga, Fiorentina, Nuremberga, Spartak Moscovo, Basileia, Tottenham Hotspurs, Panathinaikos, Helsingborgs.

Grupo dos Primeiros classificados:

Bayern Munique, Bayer Leverkusen, Bordéus, Getafe, Atl. Madrid, Everton, Hamburgo, Villareal.

Serão sorteados com as equipas deste grupo:

FC Zurique, Zenith FC, Galatasaray, AEK Athenas, Bolton Wanderers, Aberdeen, Anderlecht, Brann Bergen.


Aqui fica o sorteio decorrido hoje:

Werder Bremen – Sp. Braga
Benfica – Nuremberga
Sporting – Basileia
Glasgow Rangers – Panathinaikos
O. Marselha – Spartak Moscovo
Rosenborg – Fiorentina
Slavia Praga – Tottenham Hotspurs
PSV Eindhoven – Helsingborgs
Aberdeen – Bayern Munique
AEK Athenas – Getafe
Bolton Wanderers – Atl. Madrid
Zenith FC – Villareal
Galatasaray – Bayer Leverkusen
Anderlecht – Bordéus
Brann Bergen – Everton
FC Zurique – Hamburgo

Curiosidades do sorteio:

Duelo de antigamente com um Benfica – Nuremberga, sendo que a maior goleada europeia que os alemães sofreram foi mesmo com o Benfica e por 0-6 no Estádio da Luz.
Sp. Braga volta a calhar com uma das melhores equipas alemãs da actualidade, com um meio campo e um ataque fortíssimos. Regresso de Hugo Almeida e Diego Ribas a Portugal.
Sporting calhou com a equipa do ex-benfiquista Carlitos, que está a atravessar um excelente momento de forma.
Panathinaikos de Peseiro volta a defrontar escoceses, depois de ter tido o Aberdeen no grupo.
Slavia Praga vai ter que voltar a Londres, depois de ter calhado com o Arsenal na Liga dos Campeões.
Pessoalmente acho que a maior curiosidade, acaba por ser o duelo Germano-helvético. Hamburgo que na última jornada não conseguiu vencer em casa os suiços do Basileia, desloca-se de novo à Suiça desta vez para defrontar o FC Zurique. FC Zurique que por outro lado na última jornada tinha defrontado os alemães do Bayer Leverkusen e que foi copiosamente derrotado em casa por 0-5.

Sorteio do emparelhamento seguinte:

Nos dezasseis avos de final será assim:

Anderlecht ou Bordéus VS Bayern Munique ou Aberdeen
Glasgow Rangers ou Panathinaikos VS Werder Bremen ou Sp. Braga
Bolton Wanderers ou Atl. Madrid VS Sporting ou Basileia
Galatasaray ou Bayer Leverkusen VS FC Zurique ou Hamburgo
AEK Athenas ou Getafe VS Benfica ou Nuremberga
Rosenborg ou Fiorentina VS Brann Bergen ou Everton
Slavia Praga ou Tottenham Hotspurs VS PSV Eindhoven ou Helsingborgs
O. Marselha ou Spartak Moscovo VS Zenith FC ou Villareal


Possibilidade do Sporting defrontar Simão, Maniche e José Castro. Do Benfica reencontrar Manú e Moretto entre outros, e o Sp. Braga de encontrar José Peseiro.

Ainda do FC Zurique e do Bayer Leverkusen se encontrarem já de seguida, tendo em conta o que eu disse acima. E ainda das duas únicas equipas russas e norueguesas em prova, também se encontrarem já.

Espaço final para a Liga dos Campeões:

Celtic Glasgow - Barcelona
O. Lyon - Manchester United
Schalke 04 - F.C. Porto
Liverpool - Inter
AS Roma - Real Madrid
Arsenal – AC Milan
Olympiacos - Chelsea
Fenerbahçe - Sevilha


Ao FC Porto calhou uma equipa bastante acessível, e vai ser interessante seguir o duplo-duelo Anglo-Italiano. Destaque para o estranho jogo Fenerbahçe – Sevilha, equipas sem grande tradição nesta Liga dos Campeões.

domingo, dezembro 16, 2007

FC Porto cada vez mais Sozinho na Frente da Classifição

10 Pontos à 13ª Jornada! Eis a distância que separa o FC Porto do 2º Classificado da Liga Bwin, o Benfica.

Na difícil recepção ao Vitória de Guimarães, o FC Porto somou o 11º Triunfo na Prova, com golos de Tarik Sektioui e Lisandro Lopez, ambos na 2ª parte da partida, na qual os Vimaranenses deixaram muito boa imagem.

Antes, o Benfica foi derrotado em Belém, diante da Formação orientado por Jorge Jesus. O Belenenses aproveitou da melhor maneira a falta de inspiração dos «Encarnados», vencendo com justiça por 1-0. Weldon apontou, com um remate fantástico, o tento solitário do Encontro, vendo os seus Rivais Lisboetas sofrer a 2ª Derrota concecutiva na Prova.

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Shakthar Donetsk 1-2 SL Benfica

Estádio: Olímpico de Donetsk
Árbitro: Kyros Vassaras (Grécia)

Shakthar: Pyatov, Srna, Chygrynskiy, Kucher e Rat, Lewandowsky, Ilsinho, Jadson e Fernandinho, Lucarelli e Brandão.
Treinador: Mircea Lucescu.
Jogaram ainda: Hubschmann, Willian e Gladkiy

Benfica: Quim, Nelson, Luisão, David Luiz e Léo, Katsouranis e Petit, Maxi Pereira, Rui Costa e Dí María, Cardozo.
Treinador: José António Camacho.
Jogaram ainda: Nuno Assis, Luís Filipe e Nuno Gomes.

O Benfica venceu na Ucrânia, garantindo assim o apuramento para a Taça UEFA. O jogo esteve longe de ser fácil, mas muito sofrimento, aliado a alguma sorte, ditaram o resultado final.

O Benfica apresentou-se em Donetsk, com algumas alterações em relação ao jogo de Sábado frente ao FC Porto. Cardozo apareceu no lugar de Nuno Gomes, Nelson regressou à titularidade e Dí María surgiu no lugar do lesionado Rodriguez.
O jogo até podería ter começado mal para o Benfica, pois logo na primeira vez que a equipa da casa chegou perto da área de Quim, podia ter marcado, por intermédio de Fernandinho, mas o remate do brasileiro foi bem desviado pelo GR Benfiquista. Começava aqui a grande exibição do guardião encarnado.
O Benfica respondeu com o primeiro golo da noite, a gelar a já de sí fria noite de Donetsk, atraves de Cardozo, percebendo bem o mau atraso de um defesa do Shakthar e batendo Pyatov depois de passar por ele.
Como sería de esperar, até porque o Shakthar tinha ainda hipoteses de seguir para os oitavos de final da Champions, a pressão intensificou-se, obrigando o Benfica a recuar, e começou a aparecer o trio maravilha, que já no jogo da Luz tinha deixado a sua marca, Fernandinho, Ilsinho e Jadson, acompanhados dos laterais, Rat e Srna. O Benfica voltou a demonstrar algumas fragilidades já vistas no jogo do fim de semana, como a fraca capacidade para segurar a bola e alguma permeabilidade defensiva preocupante.
Mas até aí o Benfica continuou com sorte, pois a eficácia dos atacantes da casa estava em baixo, algo que não aconteceu com Cardozo, que na segunda oportunidade que teve para marcar.. marcou. A jogada surge da ala direita, com Maxi Pereira a tirar um bom cruzamento e o avançado paraguaio, em antecipação aos defesas, bateu de cabeça sem hipoteses para Pyatov. Estavam decorridos 22 minutos de jogo.
A resposta do Shakthar não se fez esperar, e Brandão podería ter reduzido a diferença minutos depois, mas Quim respondeu bem ao remate do brasileiro.

Mas á passagem da meia hora surgiu mesmo o golo do Shakthar. Grande penalidade bastante duvidosa, apontada por Kyros Vassaras, a castigar falta de David Luiz sobre Lucarelli. O mesmo Lucarelli bateu e Quim ainda lhe tocou com as pernas, mas não conseguiu evitar o golo, diga-se justo, por tudo aquilo que os jogadores da casa já tinham feito até ao momento. E se apressão do Shakthar já era intensa, ainda mais ficou, embora sem grandes ocasiões de golo.
O Benfica continuou a recuar, querendo segurar a vantagem, convidando o conjunto de Lucesco a subir e a pressionar mais perto da área. Para cúmulo, perdas de bola e a incapacidade de sair a jogar com a bola nos pés, davam ainda mais calafríos a Quim. O Benfica só voltou a aparecer perto do intervalo, num remate de Maxi Pereira, depois de boa jogada entre Rui Costa e Petit, mas o uruguaio atirou muito por cima. O Shakthar ainda dispôs de uma boa oportunidade de empatar, mas o remate de Jadson saiu à figura de Quim.

No reatamento, a equipa do Shakthar entrou mais decidida a chegar à igualdade, até porque com este resultado estavam fora da Europa. Mas também é certo dize-lo, que não houve muito esclarecimento na hora do remate final.
Os bancos comeaçaram a mexer e jogo decaíu de intensidade, algo que interessava ao Benfica, muito por culpa do intenso frio que se fez sentir na noite de ontem. Assim o Benfica conseguiu ganhar algum ascendente a meio campo. No entanto o Shakthar ainda conseguiu assustar o conjunto de Camacho, com alguns remates perto do fim da partida, a levar algum perígo para a baliza, mas Quim esteve sempre em bom nível quando era chamado a intervir.

Em suma, a vitória assenta bem ao Benfica pese o sacrifício a que a equipa esteve sujeita, durante o jogo todo. A pouca serenidade na hora do remate, não permitiu ao Shakthar outro resultado.

domingo, dezembro 02, 2007

Benfica Vs FC Porto

Sem Espinhas!!
FC Porto claramente melhor na 1ª parte, com grande exibição colectiva e algumas individualidades a um nível soberbo.
Licha Lopez esteve arrasador, tudo lhe calhava bem, à excepção da deficiente finalização a meio da 1ª parte. Luisão e David Luiz nem sabiam de onde é que o Argentino aparecia, como conseguia fazer deles «Gato Sapato», a Recepcionar a bola, a Passar, a Movimentar, enfim, Perfeito!
Na 2ª Parte, recuamos as linhas e sofremos em determinadas fases do jogo, contudo adivinhava-se que os Dragões poderiam chegar mais vezes ao golo, tanto era o espaço concedido aos seus contra-ataques. Caso Quaresma e Tarik estivessem em condições, não tenho dúvida que o resultado seria outro.

O Benfica apenas criava perigo em remates de longe e num erro individual incrível de Bruno Alves, que Helton (finalmente apareceu!!) resolveu de forma soberba.

7 pontos de vantagem para o 2º Classificado, Melhor Equipa, Melhores Jogadores, Melhores Adeptos, enfim, MELHOR CLUBE, INDISCUTIVELMENTE!

quarta-feira, novembro 28, 2007

SL Benfica 1-1 AC Milan

Estádio: Estádio da Luz
Espectadores: 46.034
Árbitro: Herbert Fandel (Alemanha)

SL Benfica: Quim, Luís Filipe, Luisão, David Luiz e Léo, Petit e Katsouranis, Maxi Pereira, Rui Costa e Cristian Rodriguez, Nuno Gomes.
Treinador: José António Camacho. Jogaram ainda: Dí María, Adu e Cardozo

AC Milan: Dida, Bonera, Nesta, Kaladze e Serginho, Pirlo, Brocchi e Gatuso, Seedorf, Kaká e Gilardino.
Treinador: Carlo Ancelotti. Jogaram ainda: Maldini, Gourcuff e Oddo.

O Benfica deitou por terra as esperanças de seguir em Frente na Champions ao não conseguir vencer o AC Milan. Resta agora lutar pela UEFA.

Apesar de não ter conseguido vencer ontem, o Benfica terá feito um dos melhores jogos esta temporada, na Liga dos Campeões. Agora sim se nota a mão de Camacho na equipa, uma equipa que corre, luta, cria oportunidades de golo, falta apenas concretiza-los.

Camacho voltou a jogar apenas com Nuno Gomes no meio de Nesta e Kaladze, mas o internacional português acabou por fazer uma boa exibição, faltando-lhe apenas o golo. Petit voltou à titularidade, aproveitando o castigo de Binya e o meio campo ganhou outra dimensão. Do lado do Milan, no meio de tanta estrela, Pirlo, Kaká e Seedorf sobressaiam.

O jogo começou com os Campeões Europeus a encostarem o Benfica, aproveitando algumas desatenções e alguma falta de rotina na dupla Petit-Katsouranis. E foi de uma falta de atenção da defesa encarnada, que surgiu o primeiro golo, ao minuto 15. Pirlo recebeu a bola de um lançamento lateral, dominou, correu, preparou o remate e acabou mesmo por rematar, sem que qualquer jogador do Benfica saísse ao seu encontro. Resultado, grande golo, sem hipoteses para Quim. Parecía começar aqui o calvário encarnado, pois o Milan enchia o campo todo e do Benfica... nada.

Mas pouco depois, o Benfica podería ter chegado ao golo, não fosse o carrinho providencial de Kaladze a evitar que o remate de Nuno Gomes, após falha de Nesta, beija-se as redes. Foi este o mote, para que o Benfica toma-se conta do jogo, e passa-se a dominar por completo o Campeão Europeu. Para mais, minutos depois, Maxi Pereira arranca excelente pontapé, cheio de raiva e confiança, também sem hipoteses para Dida. Estava feito o empate, com o público a explodir de alegría e a empurrar a equipa para a frente.

Nesta fase, Rui Costa começou a abrir o livro e a criar calafrios na defesa milanesa, mas sería dos pés dos uruguaios Rodríguez e Pereira que sairam as melhores ocasiões, com o extremo esquerdo a atirar ao lado por duas vezes, e com Pereira a deslumbrar-se perante tanta facilidade, apenas com Dida pela frente à passagem dos 35minutos de jogo.

O intervalo chegou pouco depois, sem que o resultado se alterasse.

Para o segundo tempo, Ancelotti percebeu as dificuldades de Serginho perante Maxi Pereira e bloqueou a acção do extremo com a entrada de Maldini. Pouco depois, Gourcuff entrou para o lugar de Brocchi e os caminhos para a área do Milan foram-se fechando, bem ao seu jeito. Apenas de fora da área os encarnados criavam perígo, mas também não tinham muito com que se preocupar, pois os italianos pouco fizeram na segunda parte. A jogada de maior perígo para o Benfica durante a segunda parte, aconteceu aos 66 minutos, com Nuno Gomes a ter golo nos pés num remate à meia volta, depois de um excelente cruzamento de Maxi Pereira, mas Dida estava no sítio certo. E se o Milan não fez nada durante toda a segunda parte, já muito perto do fim podería ter decidido a partida, com Kaká a falhar por duas vezes o golo (88' e 90'), apenas com Quim pela frente.

Em suma, o Benfica acabou por executar uma exibição sólida, plena de confiança e sobretudo, com garra, encostando o AC Milan as cordas, obrigando mesmo Ancelotti a dizer no final da partida que o empate foi um bom resultado, tendo em conta as dificuldades pelas quais a sua equipa passou. Embora o sonho dos oitavos de final se tenha esfumado no segundo golo do Celtic, já em período de descontos, o sonho da UEFA continua, bastando para isso vencer na Ucrânia. E se o Benfica jogar a este nível, vence de certeza.

terça-feira, novembro 27, 2007

Académica 1-3 SL Benfica

Estádio: Cidade de Coimbra
Espectadores: 16.165
Árbitro: Olegário Benquerença

Académica: Ricardo, Nuno Piloto, Litos, Kaká e Pedro Costa, Pavlovic, Paulo Sergio e N'Doye, Lito, Vouho e Ivanildo.
Treinador: Domingos Paciência. Jogaram ainda: Miguel Pedro, Joeano e Helder Barbosa.

SL Benfica: Quim, Luis Filipe, Luisão, David Luiz e Leo, Katsouranis e Binya, Nuno Assis, Rui Costa e Dí María, Nuno Gomes.
Treinador: José António Camacho. Jogaram ainda: Cardozo, Petit e Adu.

O Benfica somou a quinta vitória consecutiva e mantém a pressão sobre o FC Porto, em vesperas de jogo entre as duas equipas.

O Benfica voltou a sofrer para vencer um jogo. Novamente nos minutos finais de um jogo algo morno e sem muita criatividade. Camacho voltou a escalar a equipa em 4x2x3x1, jogando apenas com Nuno Gomes na frente, e com Binya e Katsouranis no miolo do terreno. Nuno Assis esteve encostado á direita e Dí María ocupou a faixa esquerda, com Rui Costa a comandar as operações. Na defesa, Luisão e David Luiz no eixo, com Léo na esquerda e Luís Filipe na direita.
Domingos operou também algumas alterações, desde logo a maior surpresa, Ricardo, guardião que ocupou o lugar de Pedro Roma. Talvês por ter sido o héroi do Varzim em jogo da Taça de Portugal da época passada e ter feito uma boa exibição frente ao adversário de sábado, Domingos tenha apostado nele. E diga-se que não fossem os ultimos minutos do jogo e a aposta tería sido ganha.
De resto, o Benfica apenas começou a aparecer a partir do momento em que Nuno Assis é substituido. Porque? Entrou Cardozo e a equipa desenhou um 4x4x2, embora com Rui Costa perdido na direita.
No entanto, é a Académica que chega primeiro ao golo, depois de uma falta, mais uma convém dizer, cavada por N'Doye, um dos melhores da Académica. Depois de uma série de maus alivios da defesa encarnada, a bola cai nos pés de Lito, que atirou a valer para o fundo das redes de Quim. Estavam decorridos 21 minutos de jogo. O Benfica tentou responder, e essa resposta veio da esquerda, mais precisamente de Dí María. Depois de ter atirado à barra num excelente remate, o extremo argentino correu meio campo com Nuno Piloto no seu encalço, até ser derrubado pelo defesa da Académica. Do lance, estudado, saiu o pontapé vitorioso de Rui Costa. Estava feito o empate á passagem do minuto 30 da partida, resultado que se mantería até ao intervalo.
Após o intervalo, o jogo caiu emalguma monotonia. Os bancos começaram a mexer, e no Benfica, as substituições demonstraram ser importantes. Katsouranis deu o seu lugar a Petit, e o meio campo do Benfica ganhou mais algum fulgor. Minutos depois, Dí María volta a atirar à barra, depois de uma tabela com Rui Costa, mas o jogo já estava interrompido por fora de jogo do argentino. Minutos depois nova alteração, Nuno Gomes deu o lugar, embora contrariado, a Freddy Adu e o Benfica começou então a ganhar algum ascendente e a empurrar a Académica para trás. Lito ainda tentou assustar Quim de fora da área, mas a bola saiu muito por cima da trave. E foi a ultima tentativa da Académica de chegar a vitória, faltavam cerca de quinze minutos para o fim. E começou o calvario de Ricardo. Ao minuto 81, desentendimento com Kaká valeu-lhe o cartão amarelo, pois agarrou a bola fora da área. Aos 83 minutos, é a vez de Rui Costa tentar o golo, mas o o remate saiu mal, apos bom centro deLéo. Mas a quatro minutos do fim, finalmente o golo e a explosão de alegría nas bancadas, contrastando com o desalento do banco academista. Lançamento longo de Binya, com Ricardo a falhar o corte, a bola sobrou para Luisão, que de calcanhar bateu para a baliza com Ricardo apenas a confirmar a reviravolta no marcador. Já nos descontos, foi a vez de Adu marcar o seu golo, com um remate de fora da área, onde Ricardo volta a ficar mal, pois podia ter feito mais para segurar a bola, que ainda bateu no poste antes de entrar e confirmar a vitória encarnada.
Em jeito de resumo, a vitória acaba por ser justa, embora não reflicta a verdade do jogo. A Académica jogou bem, melhor até que noutros encontros, mas no final entregou o ouro ao bandido. O Benfica, voltou a ser uma equipa com pouca criatividade, sem presença na área academista, pois Nuno Gomes esteve muito mal, mas após a saida de Nuno Assis, cresceu um pouquinho, e com as entradas de Adu e Petit, melhorou consideravelmente. O filão de que os jogos têm 90 minutos está bem presente na cabeça dos jogadores encarnados, pois lutam até ao fim pela vitória.

quarta-feira, novembro 21, 2007

Fanatismo Atacante - SL BENFICA

A SELECÇÃO - DIA D

A selecção portuguesa tem hoje o seu jogo decisivo na caminhada para o Europeu 2008, a jogar na Áustria e Suiça. Aconteça o que acontecer é um apuramento sem chama, de uma equipa que tem qualidade para muito mais.

Marcarei presença no Estádio do Dragão, apoiando a equipa de todos nós, como sempre apoiei e espero uma vitória. Mas não me venham pedir apoios desmesurados se a exibição da selecção portuguesa se aproximar do que foi visto em Leiria. O futebol não é uma ode ao patriotismo, também é um espectáculo e como tal, todos nós, merecemos respeito por parte dos jogadores e da equipa técnica portuguesa. Rapazes, toca a fazer uma exibição de encher o olho, para lançar mas uma brilhante presença internacional!...

O CASO DO MIÚDO DE 8 ANOS

Veio à estampa dos nossos jornais esta semana o caso que, ao que parece, vai abalar as cordiais relações entre Benfica e Sporting. Um miúdo de 8 anos é capaz de dividir Filipe Vieira e Soares Franco!... Concordo com o presidente encarnado que não se deve pactuar com mercenários. O que estão a fazer os pais do miúdo?... Porque assinaram um contrato de formação com o Benfica e agora querem levá-lo para o Sporting? O que está por detrás destas manobras? Para bem de todos, seria importante não lavar roupa na praça pública e sentarem-se todos à mesma mesa para resolver o assunto. A falar é que a gente se entende!...

O CASTIGO DE BINYA

Não tenho nada a opôr a que o camaronês do Benfica seja castigado pela UEFA em 6 jogos depois daquela entrada assassina na Escócia. O que eu tenho que manifestar como amante do futebol em geral é o meu desagrado por os Srs. da UEFA se lembrarem de aplicar um castigo com esta gravidade agora, a um jogador de um clube português, quando noutras ocasiões se mantiveram impávidos e serenos como se nada fosse.
Por outro lado, não posso deixar passar em claro a clara falta de responsabilidade que existe no futebol português aquando da análise a casos de jogo violento na liga portuguesa. E dou três exemplos apenas: Binya, já teve 2 ou 3 oportunidades em Portugal para ser punido por jogo violento; Ricardo Silva no jogo Benfica-Boavista, tem uma entrada que coloca a integridade física de Cardozo em causa, nem sequer é marcada falta e não incorre em nenhuma punição; Ricardo Quaresma tem uma entrada perigosissima sobre Ruben Amorim no Dragão e fica também ele impune. Três exemplos dos vários que acontecem semana após semana na nossa Liga. Até quando continuaremos a ver estes exemplos de violência nos nossos campos. Onde está o famigerado jogo limpo?...

OS PRÓXIMOS DESAFIOS

No próximo sábado inicia-se um ciclo que poderá ser decisivo para o futuro da época do Benfica. Uma vitória em Coimbra é essencial antes de receber AC Milan e FC Porto para dois dos embates mais aguardados da época. Por um lado porque essa vitória colocará alguma pressão no jogo que o FC Porto efectua em casa frente ao sensacional Vit. Setúbal. Por outro lado, dará seguimento aos bons resultados alcançados antes desta pausa para os compromissos das selecções.
Pela primeira vez esta época o Benfica está prestes a conseguir ter o departamento clínico vazio, com os regressos após longa ausência de David Luiz e Petit, e com a recuperação de Óscar Cardozo. Na máxima força, para o máximo de produtividade. É chegada a hora da verdade. VAMOS A ELES!

segunda-feira, novembro 12, 2007

Águias esfomeadas 6 - 1 Panteras humilhadas


Estádio: Estádio da Luz
Espectadores:
Árbitro: Paulo Paraty

SL Benfica: Quim, Luis Filipe, Luisão, Katsouranis e Léo, Binya, Rui Costa, Maxi Pereira e Cristian Rodriguez, Cardozo e Nuno Gomes.
Treiandor: José António Camacho. Jogaram ainda: Dí María, Bergessio e Romeu Ribeiro.

Boavista: Jehle, Rissut, Marcelão, Ricardo Silva e Bruno Pinheiro, Diakité, Fleurival e Jorge Ribeiro, Zé Kalanga, Fary e Mateus.
Treinador: Jaime Pacheco. Jogaram ainda: Edgar, Laionel e Bangoura.

Visão benfiquista por Johnny

Melhor jogo da temporada para a Liga, maior goleada até ao momento e um ano sem perder em casa é o rescaldo da noite de ontém no Estádio da Luz.
Tradicionalmente os jogos frente ao Boavista são de um grau de dificuldade maior, independentemente da classificação dos clubes. O jogo de ontém não fugiu á regra e apesar do resultado demonstrar uma coisa, não foi realmente aquilo que aconteceu.

O Boavista entrou a jogar em contra-ataque, com Mateus e Zé Kalanga a segurarem Léo e Luis Filipe, o que limitou um pouco a acção dos laterais encarnados. Jorge Ribeiro aparecia em zona de remate, para aproveitar a sua boa meia distância e Diakité segurava a subida dos jogadores mais recuados da Luz. Foi assim que Mateus criou a primeira situação de perigo para Quim, estavam decorridos poucos minutos de jogo. Durante a primeira parte, o Boavista foi amplamente dominado pelo Benfica, que mesmo sem as subidas dos laterais, tinha nos extremos os principais desiquilibradores. E foi sem surpresas, que o Benfica chegou ao golo, por Cardozo, após uma excelente jogada de combinação entre Rui Costa e Rodriguez, culminando com o passe do maestro para o paraguaio bater Jehle, livre de marcação no eixo defensivo axedrezado. Até ao intervalo, o Benfica podería ter ampliado a marca, mas Jehle opôs-se bem por duas ocasiões a Cardozo.

No reatamento, o Boavista voltou a ter a melhor oportunidade para empatar, mas Quim esteve bem ao negar o golo a Mateus. Pouco depois Zé Kalanga acabou expulso por acumulação de amarelos e o Boavista quase sucumbiu. E digo quase, porque apesar de jogar com dez, ainda conseguiu chegar á igualdade pouco depois, após uma corrida desenfreada de Mateus pela direita, acabando por servir Jorge Ribeiro em zona frontal já perto da grande área, com este a trabalhar bem sobre os defesas encarnados e a bater Quim com um remate seco e colocado. Mas a alegria boavisteira durou pouco tempo. O Benfica imprimiu uma velocidade ao jogo estonteante, e em meia hora cilindrou o conjunto de Jaime Pacheco. Maxi Pereira aos 62 apareceu sozinho em zona frontal e desferiu remate indefensável para Jehle, depois de boa jogada de Léo, aproveitando a ausência de Zé Kalanga. Minutos depois, o Benfica decidiu o rumo do jogo com o terceiro golo, da autoria de Cristian Rodriguez, após uma boa jogada de Rui Costa. O Boavista ainda respondeu e Laionel aproveitou uma escorregadela de Katsouranis para correr meio campo e atirar ao poste à saida de Quim. Mas o Benfica estava imparável e no minuto seguinte Dí María com a colaboração de Ricardo silva, faz o quarto da noite. Luis Filipe aproveita alguma desorganização no conjunto axedrezado e sobe pelo seu flanco, fazendo um centro que encontrou o argentino do outro lado. Dí María fez um centro-remate para o meio da confusão e as pernas do central do Boavista fizeram o resto. Mais cinco minutos e novo golo do benfica, desta feita de grande penalidade, cometida por Marcelão. Nuno Gomes marcou e regressou aos golos. Já perto do minuto 90 o Benfica chega à meia duzia, novamente por Nuno Gomes, após centro de Rodriguez da direita. Poderiam ter sido sete, mas Bergessio não quis apontar o segundo penalti da noite, permeitindo a defesa de Jehle. Pouco depois o jogo chegou ao fim, com um resultado algo avolumado para aquilo que o Boavista fez, mas inteiramente justo por aquilo que o Benfica jogou e produziu na noite de ontém.

Visão Boavisteira por Revolution

O resultado mais injusto da história do futebol…

Falta sempre algo ao Boavista. Somos uma das melhores equipas a praticar futebol, neste momento. Uma excelente exibição na Luz, além do jogo excelente da semana passada contra o Vitória, em que merecíamos os três pontos, são a prova da minha afirmação.
Hoje não fui capaz de ver o encontro até ao fim, fiquei revoltado com tudo: somos pobres, estamos num momento de quase morte e ainda nos tentam prejudicar… não percebo, como também não consigo perceber atitude da defesa do Boavista, que nas primeiras jornadas esteve fantástica, e agora deixa entrar tudo e mais alguma coisa…

Mas Pacheco está a trabalhar bem (meu deus, nunca pensei proferir tais palavras), e a exibição de hoje foi prova disso. A verdade é que esta equipa não dá mais, infelizmente. Mas acredito cada vez mais que não iremos descer de divisão, por mais felicidade que dê aos anti-xadrez.
Jorge Ribeiro é um homem com muita classe naquele meio-campo, e o trio de ataque esteve fantástico, principalmente Mateus e Kalanga. Fary surpreendeu todos, estando em boa forma. Temos de continuar a trabalhar desta maneira, e reforçar a equipa no meio-campo em Janeiro, se possível claro. Uma tentativa de adquirir Kazmierczak não seria uma má ideia.

Parabéns ao Benfica, tenho pena é que de um lado se possa protestar da maneira como se faz, e do outro leva-se logo cartão, tenho pena que do lado encarnado se jogue com mão, tenho pena dos foras-de-jogo, etc. No futebol francês não existem grandes, cá existem e desequilibram as decisões… enquanto se continuar a fazer filmes e livrinhos de apitos dourados, esquece-se o resto. Dar 6 a um clube com as dificuldades do Boavista, e dizer olés é humilhante, fere ainda mais… acreditem, não há ninguém que sinta o que um adepto do Boavista sente agora. Se fosse apenas os 6-1

E os meus enormes parabéns aos Panteras Negras, somos poucos, mas somos bons… ah, e que falta faz um Boavista na Europa não é?