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domingo, janeiro 06, 2008

Boavista 2 - 0 Sporting - visão axadrezada



Estádio: do Bessa Séc. XXI
Assistência: cerca de 4000 espectadores
Árbitro:
Bruno Paixão

Boavista: Peter Jehle; Gilberto, Ricardo Silva, Marcelão, Bruno Pinheiro; Diakité, Fleurival e Jorge Ribeiro (Pedro Moreira 90'); Zé Kalanga, Mateus (Laionel 70') e Fary (Rissutt 62').

Sporting: Rui Patrício; Abel, Tonel (Bruno Pereirinha 72'), Polga e Ronny; Miguel Veloso, João Moutinho, Romagnoli (Izmailov 45') e Vukcevic; Purovic (Luís Paez 72') e Liedson;

Golos: Marcelão 38' e Jorge Ribeiro 86'.

Visão Boavisteira

Grande vitória do Boavista!! Foi alucinante a festa no final do encontro, demonstrando como os adeptos do Boavista pouco acreditavam na vitória frente a um dos "grandes".


Foi um jogo em que tivemos bastante sorte, mas também muita raça e espírito de sacrifício e uma exibição fantástica de Peter Jehle, que negou por várias vezes o golo à equipa de Alvalade.
Marcelão e Ricardo Silva estiveram bastante bem, tal como o "puto" Bruno Pinheiro, que jogou numa posição adaptado e cada vez cria mais experiência como jogador. E de destacar o bom jogo de Zé Kalanga no ataque, Jorge Ribeiro na circulação da bola no meio-campo e da dupla Diakité/Fleurival, que surpreenderam pela excelente capacidade lutadora e até de aberturas para as alas.

Também tivemos sorte do nosso opositor estar claramente em baixo. Só nos 15' iniciais o Sporting dominou por completo, criando 3 a 4 oportunidades. Depois, com a entrada do Rissutt o Boavista equilibrou o meio-campo e conseguiu criar espaços e o respectivo golo.

Vitória justa, da equipa que mais lutou, que melhor defendeu e que concretizou, frente a uma equipa em baixo, com alguns jogadores a não se esforçarem, e completamente perdida na defesa.

Força Boavista!! Ainda não morremos...!!!

quarta-feira, novembro 28, 2007

Panteras Negras 3 - 2 White Angels

Estádio: Bessa Séc. XXI
Espectadores: 3000
Árbitro: Lucílio Baptista

Boavista FC: Peter Jehle; Rissutt, Ricardo Silva, Marcelão e Bruno Pinheiro; Diakité, Fleurival (66' Olufemi) e Jorge Ribeiro; Mateus (Edgar 57'), Grzelak e Fary (Bangoura 76').
Treinador: Jaime Pacheco

Vit. Guimarães: Nilson, Andrezinho, Radanovic, Geromel e Luciano Amaral (Felipe 23'); Flávio Meireles, João Alves (Rabiola 84') e Desmarets; Ghilas, Fajardo (Targino 65') e Alan.
Treinador: Manuel Cajuda

Golos: Fary 2', Radanovic 14' (a.g.) e Ricardo Silva 81'; Felipe 29' e Targino 67'.

Visão Boavisteira

Finalmente uma vitória. E tão saborosa, contra um enorme rival, num jogo fantástico.

Do jogo contra o Setúbal e daquela primeira parte contra o Benfica, tinha a certeza que esta equipa estava a evoluir. Apesar de muita sorte que tivemos, o que importa é que ganhamos e os boavisteiros estão-se nas tintas para o resto. Agora é seguir em frente, em direcção à Madeira...

Entramos em grande força, com dois centros tensos do Jorge Ribeiro (aquele a quem só sabem críticar pelo seu passado) e ainda uma clara oportunidade de golo de Grzelak e outra por Mateus, e o Boavista aos 30' minutos podia estar a ganhar por 4-0. O Vitória acordou, e contribuiu para um grande jogo, aproveitando as imensas fragilidades do Boavista a meio-campo, onde Diakité e Fleurival não se entendem e demonstra uma grandissima falta de qualidade a todos os níveis, e empatou o encontro. Mas a estrelinha da sorte estava do nosso lado, e marcamos o golo da vitória que poucos acreditavam, pela péssima segunda parte axadrezada.

E agora vamos ver o efeito desta vitória na equipa. O meio-campo é bastante fraco, e precisamos um lateral-esquerdo forte e claro de dois médios de qualidade. Fleurival é um jogador bastante fraco e teve culpas no 1º golo do Vitória, além de Diakité que não se sabe posicionar. A entrada de Edgar na segunda parte foi uma prenda para o Vitória, que explorou imensamente o lado direito boavisteiro, graças à forma física deficiente em que Edgar se encontra.

Destaque para Ricardo Silva e Marcelão que iam corrigindo os erros dos seus companheiros. Rissutt fez um grande jogo dando uma enorme profundidade ao lado direito do ataque. Mateus e Fary deram um banho de bola à defesa do Vitória, e quando o angolano saiu acabou o jogo atacante da equipa. E, claro, Jorge Ribeiro, com os seus passes mortíferos e a sua polivalência a meio-campo. Se este jogador é medíocre, como diz o senhor Estrela, então os meus níveis de futebol estão muito baixos, aliás, Jorge Ribeiro fez sempre, repito sempre e sem exagero, grandes exibições pelo Boavista. E na selecção, bem melhor no lado esquerdo do que Paulo Ferreira, mas um joga no Chelsea o outro no Boavista...

E já agora, péssima arbitragem, com erros para ambos os lados, mais flagrante para o Vitória.

segunda-feira, novembro 12, 2007

Águias esfomeadas 6 - 1 Panteras humilhadas


Estádio: Estádio da Luz
Espectadores:
Árbitro: Paulo Paraty

SL Benfica: Quim, Luis Filipe, Luisão, Katsouranis e Léo, Binya, Rui Costa, Maxi Pereira e Cristian Rodriguez, Cardozo e Nuno Gomes.
Treiandor: José António Camacho. Jogaram ainda: Dí María, Bergessio e Romeu Ribeiro.

Boavista: Jehle, Rissut, Marcelão, Ricardo Silva e Bruno Pinheiro, Diakité, Fleurival e Jorge Ribeiro, Zé Kalanga, Fary e Mateus.
Treinador: Jaime Pacheco. Jogaram ainda: Edgar, Laionel e Bangoura.

Visão benfiquista por Johnny

Melhor jogo da temporada para a Liga, maior goleada até ao momento e um ano sem perder em casa é o rescaldo da noite de ontém no Estádio da Luz.
Tradicionalmente os jogos frente ao Boavista são de um grau de dificuldade maior, independentemente da classificação dos clubes. O jogo de ontém não fugiu á regra e apesar do resultado demonstrar uma coisa, não foi realmente aquilo que aconteceu.

O Boavista entrou a jogar em contra-ataque, com Mateus e Zé Kalanga a segurarem Léo e Luis Filipe, o que limitou um pouco a acção dos laterais encarnados. Jorge Ribeiro aparecia em zona de remate, para aproveitar a sua boa meia distância e Diakité segurava a subida dos jogadores mais recuados da Luz. Foi assim que Mateus criou a primeira situação de perigo para Quim, estavam decorridos poucos minutos de jogo. Durante a primeira parte, o Boavista foi amplamente dominado pelo Benfica, que mesmo sem as subidas dos laterais, tinha nos extremos os principais desiquilibradores. E foi sem surpresas, que o Benfica chegou ao golo, por Cardozo, após uma excelente jogada de combinação entre Rui Costa e Rodriguez, culminando com o passe do maestro para o paraguaio bater Jehle, livre de marcação no eixo defensivo axedrezado. Até ao intervalo, o Benfica podería ter ampliado a marca, mas Jehle opôs-se bem por duas ocasiões a Cardozo.

No reatamento, o Boavista voltou a ter a melhor oportunidade para empatar, mas Quim esteve bem ao negar o golo a Mateus. Pouco depois Zé Kalanga acabou expulso por acumulação de amarelos e o Boavista quase sucumbiu. E digo quase, porque apesar de jogar com dez, ainda conseguiu chegar á igualdade pouco depois, após uma corrida desenfreada de Mateus pela direita, acabando por servir Jorge Ribeiro em zona frontal já perto da grande área, com este a trabalhar bem sobre os defesas encarnados e a bater Quim com um remate seco e colocado. Mas a alegria boavisteira durou pouco tempo. O Benfica imprimiu uma velocidade ao jogo estonteante, e em meia hora cilindrou o conjunto de Jaime Pacheco. Maxi Pereira aos 62 apareceu sozinho em zona frontal e desferiu remate indefensável para Jehle, depois de boa jogada de Léo, aproveitando a ausência de Zé Kalanga. Minutos depois, o Benfica decidiu o rumo do jogo com o terceiro golo, da autoria de Cristian Rodriguez, após uma boa jogada de Rui Costa. O Boavista ainda respondeu e Laionel aproveitou uma escorregadela de Katsouranis para correr meio campo e atirar ao poste à saida de Quim. Mas o Benfica estava imparável e no minuto seguinte Dí María com a colaboração de Ricardo silva, faz o quarto da noite. Luis Filipe aproveita alguma desorganização no conjunto axedrezado e sobe pelo seu flanco, fazendo um centro que encontrou o argentino do outro lado. Dí María fez um centro-remate para o meio da confusão e as pernas do central do Boavista fizeram o resto. Mais cinco minutos e novo golo do benfica, desta feita de grande penalidade, cometida por Marcelão. Nuno Gomes marcou e regressou aos golos. Já perto do minuto 90 o Benfica chega à meia duzia, novamente por Nuno Gomes, após centro de Rodriguez da direita. Poderiam ter sido sete, mas Bergessio não quis apontar o segundo penalti da noite, permeitindo a defesa de Jehle. Pouco depois o jogo chegou ao fim, com um resultado algo avolumado para aquilo que o Boavista fez, mas inteiramente justo por aquilo que o Benfica jogou e produziu na noite de ontém.

Visão Boavisteira por Revolution

O resultado mais injusto da história do futebol…

Falta sempre algo ao Boavista. Somos uma das melhores equipas a praticar futebol, neste momento. Uma excelente exibição na Luz, além do jogo excelente da semana passada contra o Vitória, em que merecíamos os três pontos, são a prova da minha afirmação.
Hoje não fui capaz de ver o encontro até ao fim, fiquei revoltado com tudo: somos pobres, estamos num momento de quase morte e ainda nos tentam prejudicar… não percebo, como também não consigo perceber atitude da defesa do Boavista, que nas primeiras jornadas esteve fantástica, e agora deixa entrar tudo e mais alguma coisa…

Mas Pacheco está a trabalhar bem (meu deus, nunca pensei proferir tais palavras), e a exibição de hoje foi prova disso. A verdade é que esta equipa não dá mais, infelizmente. Mas acredito cada vez mais que não iremos descer de divisão, por mais felicidade que dê aos anti-xadrez.
Jorge Ribeiro é um homem com muita classe naquele meio-campo, e o trio de ataque esteve fantástico, principalmente Mateus e Kalanga. Fary surpreendeu todos, estando em boa forma. Temos de continuar a trabalhar desta maneira, e reforçar a equipa no meio-campo em Janeiro, se possível claro. Uma tentativa de adquirir Kazmierczak não seria uma má ideia.

Parabéns ao Benfica, tenho pena é que de um lado se possa protestar da maneira como se faz, e do outro leva-se logo cartão, tenho pena que do lado encarnado se jogue com mão, tenho pena dos foras-de-jogo, etc. No futebol francês não existem grandes, cá existem e desequilibram as decisões… enquanto se continuar a fazer filmes e livrinhos de apitos dourados, esquece-se o resto. Dar 6 a um clube com as dificuldades do Boavista, e dizer olés é humilhante, fere ainda mais… acreditem, não há ninguém que sinta o que um adepto do Boavista sente agora. Se fosse apenas os 6-1

E os meus enormes parabéns aos Panteras Negras, somos poucos, mas somos bons… ah, e que falta faz um Boavista na Europa não é?

segunda-feira, novembro 05, 2007

Panteras vs Sadinos em GRANDE jogatana

Árbitro: Pedro Proença (A.F.Lisboa)
Estádio do Bessa XXI, no Porto.
Assistência: 2500 espectadores


Boavista: Carlos; Gilberto (Zé Kalanga, 66min), Ricardo Silva, Marcelão, Bruno Pinheiro, Fleurival, Diakité, Jorge Ribeiro, Grzelak, Mateus e Bangoura.

Suplentes: Peter Jehle, Olufemi, Fary, Laionel, Zé Kalanga, Edgar e Gajic.


Vitória Futebol Clube: Eduardo; Janício, Robson, Auri, Adalto, Elias, Sandro, Ricardo Chaves (Filipe Gonçalves, 86min), Cláudio Pitbull, Bruno Gama (Edinho, 45min) e Matheus (Paulinho, 73min).

Suplentes: Marco Tábuas, Hugo, Edinho, Filipe Gonçalves, Jorginho, Paulinho e Leandro.

Golos:
1-0 aos 20 minutos Fleurival
2-0 aos 24 minutos – Jorge Ribeiro
2-1 aos 45 minutos –Cláudio Pitbull
2-2 aos 56 minutos –Auri
2-3 aos 60 minutos - Edinho
3-3 aos 70 minutos – Marcelão

Acção disciplinar: cartões amarelos para Gilberto (65’), Edinho (74’), Ricardo Silva (79’) e Diakité (90’)

Jogo da Premier League? Não! La Liga? Também não! Bundesliga? Nada diso! Então mas em que liga houve esse jogo espectacular? Na Bwin em Portugal. Ah, então foi um Benfica-Sporting? Nem pensar! Boavista-Vitória de Setúbal!!!
Pois é, mas que grande jogatana a que se assistiu....ou então não. Porque o jogo não teve transmissão televisiva. Quando é que será que a Sportv entende que se quer transmitir futebol de classe, ofensivo, lutador e espectacular, terá que optar pelo Vitória? Já nos tem surpreendido tantas vezes esta temporada... Sendo assim ouvi o relato pela rádio e depois de ouvir que o resultado já estava 2-0 para as panteras, pensei em desligar. Inda bem que não o fiz!

O Boavista entrou melhor, e tinha de ter um bom resultado nesta jornada! Já está com a corda à garganta. Aos 24 minutos e jogo já venciam por 2-0. Mas os sadinos não desistiram!!! Não tínhamos nada a perder, portanto para cima deles. Pressionamos, rematamos, jogamos bom futebol, até que num momento mágico, Pitbull executa em perfeição um livre que só parou nas redes. Intervalo. Ninguém sabia o que se passaria na segunda parte.
O Vitória entrou na segunda parte muito bem, encostou a equipa da casa e apareceu o que seria obvio: o golo do empate. De que maneira? Livreà Camacho? Não. Livre à Carvalhal: Pitbull marca um livre sobre a meia esquerda para a área, Edinho dá de cabeça para o segundo poste onde aparece Auri a rematar para dentro da baliza sem deixar a bola cair no chão!!
O Boavista instável, sem saber para onde se virar deixou os visitantes jogar ao seu bel-prazer. 4 minutos depois do empate, uma cópia do segundo golo, mas ainda mais espectacular: O livre desta feita foi marcado pela direita, é Auri que assiste Edinho, e este de forma exemplar marca com um pontapé bicicleta. Vale a pena rever nos golos da jornada!
Já aos 69 minutos, Ricardo Silva marca um livre, e com toda a sorte do mundo a bola bate sem querer em Marcelão e atraiçoa Eduardo...
Boavista e V. Setúbal empataram 3-3, num jogo que teve bons momentos de futebol, incerteza no resultado, golos em momentos surpreendentes e constantes mudanças de direcção. Valeu a pena.
Melhor em Campo:

Um golo de livre directo e duas assistências (para Auri e Edinho) para a remontada sadina. Cláudio Pitbull soma grandes exibições atrás de grandes exibições e é, a par de Matheus, o destaque da equipa neste início surpreendente de Liga. Destaque também para Sandro que teve muito bem no meio-campo vitoriano, fazendo lembrar as exibições que lhe valeram a transferência para o Porto.

Arbitragem:
Então mas aquilo foi um passe do Robson para o Eduardo??? Deu livre indirecto e consequente golo do Jorge Ribeiro.... E o Eduardo não sabe que joga em Portugal e que essas bolas ele não pode agarrar??? Sempre a mesma conversa....

Vίtóriα contigo eternamente
O teu futebol mágico e puro

no passado e no presente

ainda será melhor no futuro!

segunda-feira, outubro 29, 2007

Estrela destrambelhada x Panteras fraquinhas

Estádio José Gomes, na Amadora
Arbitro: Paulo Costa (Porto)
Assistencia: Alguns gatos-pingados

ESTRELA AMADORA
Nélson, Rui Duarte, Wagnão, Maurício e Cardoso; Fernando, Tiago Gomes e Mateus; Nuno Viveiros, Anselmo e Yoni

Suplentes: Pedro Pereira, Marco Paulo, Hugo Carreira, Pedro Alves, Marcelo Goianira, Moreno e Moses

Treinador: Daúto Faquirá

BOAVISTA
Carlos, Rissutt, Ricardo Silva, Bruno Pinheiro e Mário Silva; Fleurival, Jorge Ribeiro e Diakité; Grzelak, Bangoura e Mateus

Suplentes: Peter Jehle, Gilberto, Olufemi, Edgar, Zé Kalanga, Laionel, Gagic e Fary

Treinador: Jaime Pacheco


Jogo interessante mas no sentido de ter ritmo com ataques e corridas, mas jogo muito mau quando se ve a qualidade dos remates, dos passes e da propria inteligencia futebolisticas dos intervenientes.

Dauto entra com uma equipa diferente do chamado habitual. Anselmo aparece a titular sabe-se lá porquê, juntamente com a segunda maior nódoa do clube, Nuno Viveiros, que do outro lado tinha alguém parecido, o espanhol Yoni.

O jogo começou com o Boavista mais atacante e o Estrela mais a ver o que havia de fazer.

Cardoso lateral esquerdo esteve uma miséria. Deu buracos nunca vistos. Aos 10 minutos sem ninguém perto dele remata de cabeça para a propria baliza obrigando Nelson a correr desenfreadamente e em voo atirar para canto... Doutra vez, até caiu sozinho com a bola, num lance em que o avançado boavisteiro Bangoura aproveitando a bola solta se isola pela direita da grande area, mas vendo-se frente a Nelson atemorizou-se e quando se pensava que ia rematar cruzado e em jeito, porque a saida do guardiao tricolor permitiu o segundo poste completamente desguarnecido, resolveu passar para o coração da area (sim porque qualidade para atirar cruzado... preferiu nao falhar escandalosamente para deixar que um colega seu Mateus o fizesse. Assim mateus sozinho no coraçao da area e sem ninguém na baliza atira devagarinho, sabe la ele porquê, permitindo o corte de Wagnão na linha de golo... indo a bola de novo para... Mateus que rematou de novo fraquinho para as mãos de Nelson!!!

Isto para explicar como foi o jogo ontem... Ou seja, havia jogadas e cruzamentos e tal mas depois surgia sempre alguma coisa que fazia ver que há pessoas que andam a ganhar dinheiro na profissão errada.

Cardoso acabou substituido com meia-hora de jogo... e tarde!!!

Do lado do Estrela não foi melhor... Quando surgia hipotese de alguém sem ninguem à frente rematar essa alguém (Marco Paulo) resolvia passar a bola... para FORA.

Yoni conseguia fintar os defesas axadrezados mas em vez de passar a bola ja na area resolve andar sempre com ela pela linha de fundo até à baliza... até a perder. Fez isso umas 3 vezes.

Nuno Viveiros não ganhou um lance a Rissut, nem depois no outro lado, até que Dauto percebeu que nem de um lado nem de outro, o melhor era tirá-lo.

Os cruzamentos do Boavista não eram melhores que os nossos. Varios foram os que cruzaram uma ponta à outra do campo mas para fora... Que péssimo.

Remates à baliza nem ve-los. Um do Estrela por Marco Paulo para grande defesa de Carlos. Outro do Boavista num livre directo ao poste.

Realce ainda para MAIS UM GOLO ANULADO AO ESTRELA!!! Já são 3 em apenas 8 jogos. Em dois desses jogos empatámos a zero.

Melhor em campo: Nelson

Arbitragem: Nada por aí além, por isso positivo.

quarta-feira, outubro 10, 2007

Estrelas Atacantes dos Pequenos


9º Capítulo: Jorge Ribeiro (Boavista)
Idade: 25 anos
Posição: Lateral Esquerdo
Naturalidade: Lisboa
Altura: 1,72m
Peso: 68 kg
Internacionalizações: 1 - (Estreia: Liechtenstein - Portugal)
Estreia na 1ª Liga: Benfica 3 – 0 E. Amadora (02/02/2000)
Treinador que o lançou na 1ª Liga: Jupp Heynckes
Títulos: não tem.

E aproveitando o seu grande momento de forma e o seu, inesperado regresso à selecção, esta semana convido-vos a conhecer a carreira de Jorge Ribeiro.

Este polivalente jogador está a realizar um campeonato surpreendente. Depois de muitos problemas indisciplinares, poderá ser esta a retoma de Ribeiro a uma carreira que muitos apontaram como sendo bastante promissora. Com um pé-esquerdo de fazer inveja a muitos, tem uma excelente qualidade de passe que faz com que Pacheco o use no meio-campo. Acrescenta ainda mais velocidade e qualidade ao jogo atacante de qualquer equipa, com cruzamentos mortíferos.

E esta carreira não poderia começar melhor. O Benfica foi o clube que viu o seu irmão (Maniche) crescer, e foi também o clube que contou com Jorge Ribeiro nas suas fileiras. Sempre internacional pelas camadas jovens da selecção portuguesa, o lisboeta estreou-se na liga em 99/00, época em que alternava entre a equipa A e a B da equipa da Luz. Nos dois anos seguintes assim manteve esse estatuto, porém teve um pelo meio um empréstimo ao Santa Clara, onde pouco fez. Pelo meio foi treinado por Mourinho, e viu o seu irmão ser bastante mal tratado na Luz. Aliás, queixou-se de ter esse mesmo tratamento.

Na época 02/03 muda de vida, e assina pelo Varzim. Afirmou-se na altura que o lateral tinha assinado contrato com o Porto, mas tal não se sucedeu. Ficou na equipa nortenha durante duas épocas, sendo até ao momento o auge da sua carreira. Desceu de divisão em 02/03, mas por lá manteve-se e ganhou notoriedade.

Em 04/05 assina pelo Gil Vicente, naquela que foi a equipa mais cara do clube de Barcelos. Mas foi aí que começou o declínio da sua carreira. Depois de uma primeira volta em que o clube não se deu tão bem como o esperado, Jorge Ribeiro abandonou o clube sem mais nem menos. Não deu satisfações a ninguém, e muitos dizem que foi o seu empresário que forçou a saída, pois no Gil Vicente não iria a lado nenhum. E por cá andava um russo a comprar a torto e a direito, falo do Dínamo de Moscovo.
O seu irmão Maniche, tinha assinado nesse mesmo Inverno, contrato com os russos, e logo a seguir foi Jorge Ribeiro atrás, pensando que seria o maior passo da sua carreira. E foi, mas para trás.

Depois de muito pouco utilizado, e na altura em que quase todos os portugueses saíam do clube russo, que atravessava uma grave crise de resultados, Jorge Ribeiro é emprestado ao Málaga, de Espanha. Uma tentativa de relançar a sua carreira. Jorge tinha apenas 23 anos, mas apenas passou seis meses no clube. (época 05/06)
Mas nem tudo foi mau, no tempo em que teve em Moscovo. Conseguiu estrear-se ao serviço da selecção nacional, naquele empate doloroso frente à amadora selecção do Liechtenstein, para nunca mais integrar uma convocatória.

No início da época 06/07, Jorge Ribeiro estava sem clube. O Dínamo não o queria e mantinha-o de fora. O lateral nem queria acreditar que a decisão de deixar o país poderia tornar-se tão má.
A meio da temporada regressa ao país, juntamente com Nuno e Moreira, para ingressarem nos Desp. Aves. Uma oportunidade que Jorge Ribeiro não desaproveitou, fazendo boas exibições quer a lateral, quer a médio. Muito raçudo e esforçado, o lateral demonstrava que, com 25 anos tinha muito para dar ao nosso futebol.
Os avenses desceram de divisão, demonstrando sempre uma fraqueza de qualidade enorme.

Jorge Ribeiro fica sem clube definitivamente. Era o momento de saber escolher o próximo clube. Depois de recusar algumas propostas, assina pelo Boavista no último dia das transferências. A equipa do Bessa, apesar das dificuldades, foi o clube que Jorge pensou ser o melhor para relançar a carreira, e para já a nota tem sido bastante positiva. Desde que chegou foi sempre titular, mais a médio que a lateral, e acrescentou mais vivacidade, qualidade e velocidade ao estilo de jogo do Boavista… e a inesperada chamada de Scolari ajuda a demonstrar que as portas estão novamente abertas para Jorge Ribeiro.

Se for esperto e se aprendeu com os erros, o lateral da família Ribeiro pode-se tornar um internacional assíduo e uma referência no nosso futebol. Não há laterais-esquerdos, por isso Jorge agarra esta oportunidade com unhas e dentes!!

terça-feira, outubro 09, 2007

Boavista - Belenenses

Estádio: do Bessa séc. XXI
Assistência: volta de 1500 espectadores
Árbitro: João Vilas Boas (Braga)

Boavista: Carlos, Rissutt, Ricardo Silva, Marcelão e Mário Silva (Mateus 67'); Diakité, Fleurival e Jorge Ribeiro; Edgar (Fary 89'), Grzelak (77' Zé Kalanga) e Bangourá

Belenenses: Costinha, Amaral, Rolando, Alcantara e R. Alvim; Rubem Amorin, Gavilan e Silas (Gonçalo Brandão 90'); Zé Pedro, Weldon (João Paulo O. 84') e Roncatto (Fernando 57').

Golos: Zé Pedro 26' g.p.; Marcelão 30'; Silas 51'; Marcelão 67'; Gavilan 70'; Zé Pedro 90'.

Visão Boavisteira por Diogo Faria
O Boavista fez o melhor jogo da época e perdeu! A inexperiência e a falta de velocidade foi fulcral, contra um equipa bastante inteligente que joga um bom futebol.

Pacheco finalmente pôs Grzelak e um lateral esquerdo de raiz. O problema é que o Belenenses tem Zé Pedro e Silas e o Boavista não tem nenhum médio que tenha uma boa visão de jogo e criatividade, pois o "Careca" acha que Bosancic ou Gajic não estão preparados. A derrota deve-se também, a um mau posicionamente do meio-campo e falta de entendimento. Diakité errou muito, quer a nível de passe ou a recuperar bolas, e Fleurival nunca compensou bem as idas de Rissutt à frente de ataque, abrindo espaços aos homens de azul.
Carlos e Ricardo Silva tiveram exibições menos conseguidas, e talvez seja hora de entrar Moisés e Jehle, pois merecem uma oportunidade. No meio-campo a falta de um médio criativo é urgente, e na frente é preciso manter o «trio» Bangoura, Grzelak e Edgar pois pareceram que mais entrosados e melhor forma e podem ser bastante perigosos.
Parabéns ao Belenenses.

Melhor em Campo
Sem dúvida que tenho de destacar Marcelão. O central pode ter sido expulso, com apenas duas faltas, mas marcou dois golos e é quem vai segurando a defesa, face aos erros de terceiros. A melhor contratação desta temporada.

Árbitro:
Duvidas num penalty não assinalado ao Belenenses, três faltas não assinaladas à entrada da área a favor do Boavista, foram os erros principais deste homem.

Pontos Positivos:
* Excelente jogo de futebol, entre dois eternos rivais
* Ataque boavisteiro que fez um jogo bastante bom, com jogadas bastante interessantes

Negativos:
* Diakité foi um dos principais responsáveis pela derrota, e já não é a primeira vez
* Carlos está em má forma e deveria ceder lugar
* Só 1500 pessoas!!

sexta-feira, outubro 05, 2007

Referências estrangeiras do futebol luso: Zoran Filipovic




A referência estrangeira desta semana foi um dos mais potentes avançados que passou pelo nosso país. Falo-vos de Zoran Filipovic, avançado jugoslavo que se destacou em Portugal, nomeadamente no Benfica.

Filipovic destacou-se como goleador do Estrela Vermelha, marcando 93 golos durante dez épocas. Até hoje, o avançado é o jogador que mais golos marcou pelo clube de Belgrado nas competições europeias.

A sua primeira experiência fora da Europa foi na Bélgica, em 80/81, mudando-se na época seguinte para o Benfica. No clube da Luz, deixou claramente a sua marca, pois em três épocas marcou 42 golos. Veio a acabar a sua carreira no Boavista, aos 32 anos.

A partir daí, Filipovic dedicou-se à sua carreira de treinador. Já treinou diversos clubes em Portugal, como o Salgueiros, o Beira-Mar e o Boavista. Foi adjunto de Artur Jorge no Benfica, assumindo o cargo de técnico principal aquando da saída do treinador português.

A sua última experiência em Portugal, foi ao serviço do Vitória de Guimarães. Podemos dizer que foi um desastre. No comando dos vimaranenses, que haviam sido terceiros classificados na época anterior, não conseguiu impor a mesma mentalidade vencedora que havia sido imposta por Quinito. Assim, ainda antes do final da primeira volta abandonava a cidade de Guimarães.

Fez parte do staff técnico da Selecção da Juguslávia no Mundial de 98 e no Europeu de 2000 e a partir de 2004, já depois de ter orientado o Estrela Vermelha, voltou aos quadros da sua Federação, agora denominada de Sérvia e Montenegro.

Após a separação do Montenegro da Sérvia, Zoran Filipovic foi nomeado primeiro seleccionador daquele país.

Zoran Filipovic foi um dos grandes jogadores que passaram pelo nosso país. Avançado potente, elegante e inteligente, com um sentido de baliza como poucos e com um jogo aéreo absolutamente extraordinário.


Ficha Técnica:
Nome: Zoran Filipovic
Data de nascimento: 06/02/1953
Naturalidade: Titogrado
Nacionalidade: Montenegrina (ex-jugoslavo)
Posição: Avançado
Clubes que jogou: Estrela Vermelha, Bruges, Benfica, Boavista
Clubes que treinou: Boavista, Salgueiros, Beira-Mar, Benfica, Estrela Vermelha, Vitória de Guimarães
Internacionalizações: 13 (2 golos)

Palmarés como jogador:
Dois campeonatos da Jugoslávia
Uma Taça da Jugoslávia
Dois campeonatos portugueses
Uma Taça de Portugal

domingo, setembro 30, 2007

Derby Invicta

Local: Porto
Estádio: Dragão
Assistência: 31.809 Espectadores
Árbitro: Artur Soares Dias (AF Porto)

O FC Porto aumentou a vantagem sobre os seus «Rivais», após vencer o Boavista, no Estádio do Dragão, por 2-0! Lisandro «Licha» Lopez voltou a estar em enorme destaque, ao apontar ambos os golos, revelando um oportunismo notável e apontando o seu 5º golo das últimas 3 Jornadas da Liga Bwin.
O Sporting e o Benfica estão já a 7 e 8 pontos respectivamente, ao fim de 6 Jornadas...


OPINIÃO PORTISTA, por João Ribas
«Acima de tudo estou feliz porque, ao contrário daquilo que sucedeu na Época transacta após a nossa Eliminação da Taça de Portugal às «mãos» do Atlético, a Equipa demonstrou não ter ficado nada afectada pela amargura que o Desportivo de Fátima nos causou na passada 4ª Feira!
Notei os Jogadores bastante confiantes, seguros e a forma como iniciaram o jogo, a "todo gás", com óptimas movimentações, especialmente sobre o flanco direito, revelou a grande vontade de chegarmos cedo ao golo, o que veio naturalmente a acontecer, após um falhanço do GR Axadrezado, que Lisandro Lopez não perdoou.
Em vantagem a nossa Equipa procurou controlar o jogo, mas na 2ª parte Boavista teve uma boa reacção, quando Jaime Pacheco alterou o Sistema de Jogo para 4-3-3, com a inclusão de Bangoura. Curiosamente minutos antes, ao intervalo, Jesualdo Ferreira tinha optado por alterar o seu 4-3-3, para um 4-4-2, com a inclusão do Leandro Lima.


Apesar dos 2 "sustos" que os nossos Vizinhos nos provocaram, a verdade é que quem tem Lisandro Lopez em grande forma, arrisca-se a marcar a qualquer momento. Foi o que sucedeu, aos 75', após um cruzamento de Marek Cech, o Argentino trabalhou exemplarmente na área e fuzilou Carlos, "acabando" com o jogo e com a reacção do Axadrezada.
Lisandro Lopez foi naturalmente o Melhor Jogador em Campo, ele que marcou a totalidade dos golos da Equipa nos últimos 3 jogos! Está em grande forma e, certamente que Adriano e Farías terão de aguardar, dada a enorme consistência de «Licha» no centro do ataque.
É óptima a nossa vantagem, nesta altura da prova, contudo mal seria de nós, se algum dia pensarmos que algum Campeonato poderá estar decidido à 6ª Jornada...»

OPINIÃO BOAVISTEIRA, por Diogo
O Boavista acabou por fazer os melhores 25' da temporada, quando Jaime Pacheco decidiu que afinal não precisava de jogar tão à defesa.

Falando do jogo, o FC Porto é um justo vencedor. Mas sinto-me contente, pois esperava muito menos deste Boavista. Cada vez há mais comunicação e mecanismos na equipa. Mas ao mesmo tempo, não tem ninguém que pense o jogo ou extremos de qualidade assegurada. Grzelak e Bosancic continuam de fora, não se percebendo bem a razão. Se um dava um grande jeito em termos de técnica e desequilíbrio para a nossa equipa, o outro entrou na equipa tipo do Europeu de sub-19 e seria o pensador de jogo que tanto o Boavista precisa.

Mas ontem foi o ataque que pior esteve. Na defesa, tudo está num bom caminho, tirando o Lateral-Esquerdo. Se contra a Académica não teve grande adversário, ontem Moisés esteve bastante mal quando deixou entrar tudo pelo seu flanco. Jorge Ribeiro seria o jogador ideal, apesar das suas grandes prestações a meio-campo que encantaram o Dragão.
No Meio-campo Diakité não esteve tão bem e Fleurival foi surpreendendo, subindo bem no terreno, para desequilibrar.
No ataque, Zé Kalanga continua uma nulidade, Mateus ainda é esforçado e Edgar continua em baixo de forma. Após a entrada de Bangoura a equipa mudou, o ponta-de-lança é um jogador bastante bom que precisa de extremos melhor e de um homem atrás de si. Aí é que Pacheco tem falhado, tendo Gajic e Bosancic que já demonstraram que podem fazer algo, além de defenderem.

Espero que contra o Belenenses, a equipa ganhe e jogue desta maneira. Sinal menos para as declarações de Pacheco, e um aplauso para a arbitragem de Artur Soares Dias.

terça-feira, setembro 25, 2007

Boavista - Académica

Estádio: do Bessa Séc.XXI
Árbitro: Lucilio Baptista (AF Setúbal)
Assistência: cerca de 3000 pessoas

Boavista: Carlos, Rissut, Ricardo Silva, Marcelão e Moisés; Diakité, Essamé (Gilberto 45') e Jorge Ribeiro; Zé Kalanga (Hugo Monteiro 78'), Mateus (Ivan Santos 68') e Bangourá.

Académica: Pedro Roma, Pedro Costa, Orlando, Kaká e Vítor Vinha; Tiero (Cris 45'), Paulo Sérgio e N'Doye; Fofana (Miguel Pedro 45'), Hélder Barbosa e Joeano (Lito 74').

Disciplina: Cartão Amarelo a Ivan Santos 86', N'Doye 90' e Marcelão 92'.

Visão Boavisteira:


Sobre o jogo em si, o Boavista dominou por completo, em minha opinião. Teve as únicas oportunidades da partida, mas voltou a demonstrar um futebol demasiado fraco e devagar.

Pacheco surpreendeu todos, ao por um meio-campo de combate e mais defensivo, coisa inadmissível contra um adversário que está fraco, neste início de época. Essame demonstrou que não tem talento para actuar a este nível, e saiu ao intervalo, só que Gilberto estando pouco rotinado no meio-campo, deu-se mal naquele lugar. Moisés foi o lateral esquerdo, sendo um autêntica nódoa, sendo que Ribeiro no meio-campo esteve bastante bem.
No ataque Kalanga e Mateus irritam qualquer adepto do futebol. Se eles juntarmos Bangourá, são três africanos sem velocidade, forma física e sem confiança. Grzelak e Laionel nem convocados foram, tal como Edgar...

E pronto o futebol continua feio, Pacheco ajuda ao meter Bosancic, Gagic, Ivan, Grzelak e todos os homens técnicos da equipa de fora. E Boavista bem precisava de um homem com bons pés, portanto continua-se a dizer: PACHECO RUA JÁ... NO DRAGÃO VAI SER MAIS UM BANHO DE BOLA.


Melhor em campo:

Por parte do Boavista foi, sem dúvidas, Jorge Ribeiro. Jogando a meio-campo foi quem mais tentou o golo e as linhas de passe, mas sem muito sucesso.Causou a maior oportunidade de perigo, atirando à barra.


Árbitro:

Um penalty clarríssimo ficou por assinalar. Sabem à quanto tempo não se marca um penalty a favor da nossa equipa? 1 ano... quer dizer alguma coisa, não?


Pontos Positivos:

Panteras Negras, tivemos ao rubro, foi fantástico a forma como apoiamos a equipa.

Ricardo Silva e Marcelão, por ali ninguém passa.


Pontos Negativos:

Relvado - igual ao Alvalade XXI

Pacheco - para vencer mete 3 trincos... é normal???

sexta-feira, setembro 21, 2007

Referências estrangeiras no futebol luso: Elpídio Silva



O jogador que hoje vos trago é conhecido de todos vós – não só porque foi, durante um determinado período, um dos máximos goleadores a jogar em Portugal mas também porque esse período faz parte de um passado recente. Elpídio Pereira da Silva Filho, ou apenas Silva, é a Referência Estrangeira de hoje.

Nascido no Brasil, mais precisamente em Campina Grande, Silva começou a jogar no Atlético Mineiro. Contudo, a permanência no seu país de origem foi muito curta e cedo, com 22 anos, se aventurou em terras asiáticas. O Japão foi o destino e o Kashima Reysol o clube que o acolheu. Depois de jogar duas épocas no outro lado do planeta, veio para o nosso país, onde se tornou relativamente conhecido internacionalmente. Foram os responsáveis do Sporting de Braga que se interessaram pelos seus golos marcados com a camisola do conjunto nipónico e decidiram avançar para a sua contratação.

No Braga, rapidamente se integrou. Pegou de estaca, como costuma dizer-se. Os 16 golos marcados na primeira temporada no nosso campeonato fizeram logo mudar o olhar dos adeptos que olhavam agora para Silva como um avançado temível. Corpulento e letal, Silva alcançou uma média de 0,5 golos por jogo – 32 jogos, 16 golos. Na segunda época só apontou 5 golos em 25 jogos mas continuou a ser uma pedra importante para a manobra arsenalista.

O que é certo é que, mesmo contando apenas com meia dezena de golos, o Boavista decidiu ir buscá-lo. A equipa do Bessa alcançara um soberbo 2º lugar no campeonato português em 1998/99 e quedara-se pela 4ª posição em 1999/00. Assim sendo, com vista a retomar o pódio, em 2000/01 avançou para a compra do brasileiro. Resultado: campeões nacionais. Silva tornou-se a principal referência no ataque boavisteiro e com 21 jogos e 11 golos caiu nas graças dos adeptos do Boavista. Em 2001/02 não chegou a um número de golos com dois dígitos – ficou-se pelos 8 golos – mas a sua importância manteve-se. Prova disso são os 27 jogos disputados. Além disso, o Boavista jogou nessa época na Liga dos Campeões – histórico. Silva vai ficar eternamente marcado na história do clube por ter sido o artilheiro de serviço numa época de glória europeia. Se o campeonato e consequente qualificação para a Liga Milionária eram, desde já, um dado surpreendente, o facto de o Boavista ter garantido o apuramento para a 2ª Fase de Grupos é ainda mais. Desde dois empates, 1-1, diante do Liverpool, passando por vitórias sobre Dínamo de Kiev e Borussia de Dortmund, o Boavista fez o que ninguém esperava. Na 2ª Fase de Grupos ainda conseguiram bater o Nantes e ficar à sua frente no grupo. Mesmo assim, Manchester United e Bayern de Munique foram demasiado poderosos para serem ultrapassados.

Em 2002/03 fez a sua última época pelo Boavista. 30 jogos e 10 golos no campeonato é o seu registo. Além disso, a destacar a mítica meia-final a que o Boavista, com glória, chegou. Foi um percurso notável. Deixando para trás clubes como Maccabi Tel Aviv, Anorthosis Famagusta, Paris Saint-Germain, Hertha de Berlim ou Málaga, o Boavista só foi travado pelos escoceses do Celtic de Glasgow, que viriam a perder a final para os arqui-rivais do Boavista, o FCPorto.

Estava na altura de dar o salto. É claro que os anos em que Silva andou de xadrez ao peito foram os anos mais fantásticos da história do Boavista. No entanto, o Sporting ainda conservava um estatuto superior e acabou por se mudar do Porto para Lisboa, do Bessa para Alvalade, dos Pumas para os Leões. A experiência é que não foi muito positiva e aqui se iniciou o processo de declínio da carreira do jogador.

Após uma época menos conseguida no Sporting acabou por jogar uma época emprestado ao Vitória de Guimarães, sempre longe da forma que havia exibido no Braga e especialmente no Boavista.

A ida para o estrangeiro, para representar equipas como o Derby County (Inglaterra) ou o Corinthians Alagoano (Brasil) não foi muito bem sucedida. Ainda tentou voltar a jogar no Oriente, desta vez na Coreia, pelo FC Bluewings mas parece que definitivamente Silva deixou de ter o sucesso de outrora. Esta época chegou a ser falado para reforçar algumas equipas da Liga Bwin, em Portugal, algo que nunca chegou a ser consumado. Assim, e depois de ter ficado cerca de um mês no Iraklis da Grécia, mudou-se definitivamente para o Chipre a fim de jogar ao serviço do Alki Larnaca.

Hoje, aos 32 anos, Silva é recordado como o “Pistoleiro” e um dos grandes nomes do momento de maior destaque do Boavista a nível nacional e europeu. Depois de duas épocas de bom nível no Braga, onde colheu a simpatia de muitos, fez três temporadas de grande categoria no Bessa e é por essas três temporadas que figura na lista das Referências Estrangeiras do Futebol Luso. Quem não se lembra dos seus golos, da sua “raça à Pacheco”, do seu futebol físico e eficaz? Quem não se lembra do seu modo de festejar os golos, como que a dar tiros na cabeça e a atirar-se para o chão? Elpídio Silva, um nome que nunca os portugueses, em particular os boavisteiros, deverão deixar de recordar.

Ficha Técnica:

Nome: Elpídio Pereira da Silva Filho
Data de nascimento: 19/07/1975
Naturalidade: Campina Grande
Nacionalidade: Brasil
Posição: Avançado
Clubes que representou como jogador: Atlético Mineiro, Kashiwa, Sp. Braga, Boavista, SportingCP, Vitória de Guimarães, Derby County, Corinthians, FCBluewings, Iraklis e Alki.
Internacionalizações: -

Palmarés:
1 Campeonato Português (2001)

terça-feira, agosto 28, 2007

Xadrez confuso 0-2 Leões do Atlântico


Local: Estádio do Bessa, no Porto
Assistência: cerca de 2 mil pessoas
Árbitro: João Ferreira (Setúbal)

Boavista
Carlos; Gilberto, Ricardo Silva, Hugo Pinheiro e Mário Silva (Edgar, 23m); Olufemi; Bosancic (Bangoura, 45m), Fleurival e Grzelak; Laionel e Fary (Ivan Santos, 67m).

Marítimo
Marcos; Ricardo Esteves, Ediglê, Antoine e Evaldo; Olberdam; Marcinho, Bruno e Fábio Felício (Luís Olim, 87m); Kanu (Márcio Mossoró, 71m) e Makukula

Disciplina - Cartões amarelos para Fábio Felício aos, Ricardo Esteves aos 39 e Kanu aos 56 do Marítimo; e para Edgar aos 42 e aos 81, e Bruno Pinheiro 52 do Boavista. O boavisteiro Edgar foi expulso aos 81m por acumulação de «amarelos»

Ao intervalo: 0-2

Golos – 0-1 Kanu aos 2, 0-2 Kanu aos 20

Opinião do adepto Axadrezado, por The Revolution

E mais uma derrota, frente a um adversário bastante mais forte, com mais poder fisico e com mais garra, que em 20 minutos resolveu o encontro. Depois foi só gerir, e dá a sensação que se o Boavista marcasse dois o Maritimo marcava cinco.

Nós ainda somos uma equipa fraca, como disse a pior equipa portuguesa neste momento: Bangoura, Tambussi, Mateus, Moisés, Olufemi não fizeram pré-epoca, tal como Bosancic que esteve na selecção, Edgar está gordo, e outros jogadores falta-lhes qualidade.

O treinador voltou a demonstrar que anda perdido, e errou nas substituições quando tirou o único médio que poderia organizar o ataque, decidindo por mais um avançado. Só deu Laionel no ataque, e destaque para Gilberto e Fleurival que fizeram um bom jogo. Só temos de esperar mais 2 ou 3 meses, até lá para nós ainda é pré-época, e rezar pelos empates, e para que em Dezembro Loureiro e seu amante querido Pacheco, deixem o Boavista de vez.

Melhor em campo:

Laionel - foi o melhor homem da equipa do Bessa, sempre a tentar algo mais, sempre solto a encher o ataque de velocidade saindo dos pés delea maior oportunidade do Boavista que Marcos Defendeu... um contra a onze.

Árbitro:

Má arbitragem deste senhor, mas é apenas mais um. Ora bem, na primeira parte existe uma grande penalidade nítida sobre Fary. Eu posso assegurar, pois estava mesmo atrás do lance na bancada Sul cá em baixo. Foi mais que óbvio que o Fary foi varrido.
Sobre o Edgar, fico com mais dúvidas pois estava do lado oposto do campo. Na televisão vê-se que ele deixa a perna para trás. Os jornais dizem que é penalty, eu fico na dúvida.
Mas eu até posso ser de desconfiar, por ser boavisteiro, mas graças ao Apito Dourado o Boavista tem sido sistematicamente prejudicado. Eu lanço um desafio aos caros leitores: procurem o último jogo em que foi assinalada uma grande penalidade a nosso favor. E lembro o jogo com o Paços época passada, em que o Linz fica com a camisola rasgada.

Pontos Positivos:

Futebol do Marítimo, muito bom mesmo, gostei muito de os ver jogar, Felicio, Makukula e Kanu.

Finalmente há protestos contra esse pseudo-treinador Jaime Pacheco, que faz o que quer graças às nossas finanças, que outro homem causou.

Adeptos do Maritimo - são poucos, mas muito bons: boa musica a acompanhar o jogo e

Pontos Negativos:

Não percebi o anti-jogo do Marítimo. Uma equipa que joga bem, nao devia fazer aquilo e felizmente só o fez na primeira parte. Vergonhoso, falo principalmente de Evaldo e do brinca na areia Marcinho, este já é profissional.

Pouco público, o que é normal, eram bastantes as pessoas que já sabiam que o Marítimo ia ganhar.

Mário Silva - maior culpado da derrota, sem dúvidas.


OPINIÃO DO ADEPTO VERDE-RUBRO, POR MIGUEL PEREIRA

Dois jogos, outras tantas vitórias, e o Marítimo já é líder da Liga Bwin. Mais uma vez, os comandados de Sebastião Lazaroni voltaram a vencer e a convencer, o que só deixa os exigentes adeptos verde-rubros felizes.

Marcar cedo, controlar, gerir, de modo a vencer o jogo. Foi esta a tónica dos verde-rubra, no jogo que se disputou no Bessa. Perante um adversário que já teve melhores dias, o Marítimo demonstrou segurança e coesão, a meu ver.
Um autêntico banho de bola, alegria dentro de campo, um tipo de futebol que o adepto gosta de ver. Este Marítimo de Lazaroni parece estar bem e recomendar-se. Disputa os jogos com inteligência e com serenidade, fruto da qualidade dos seus jogadores e da experiência do treinador.

Em minha opinião, a arbitragem não esteve ao nível do bom jogo. Pareceu ficar por assinalar duas grandes penalidades a favor do Boavista. Para compensar, ou não, foi mal assinalado um fora de jogo a Makukula – quando este ia isolado para a baliza –, e houve algum exagero quando considerou que Marcos demorou a repor a bola em jogo.

Muitos sugeriram Kanu como melhor em campo, pelos dois golos marcados. Contudo, sou da opinião que a exibição de Fábio Felício foi mais vistosa, por todo o seu esforço pelo flanco esquerdo. Rápido, trabalhador, o extremo português tem demonstrado muita sede de bola, o que é uma mais valia para a sua equipa. Demonstra um excelente entendimento com Evaldo, compensando por várias vezes as subidas deste.

Marítimo volta a vencer e a convencer ante um Boavista apático e irreconhecível. Lidera o campeonato em igualdade pontual com o FC Porto. Uma posição que muito improvavelmente o Marítimo consolidará até final do campeonato, no entanto estes primeiros pontos serão sempre úteis numa obtenção de um lugar europeu. Falta ainda muito campeonato, porém …

segunda-feira, agosto 20, 2007

U.Leiria 0x0 Boavista

Local: Estádio Municipal, em Leiria
Assistência: 1346 espectadores
Árbitro: Pedro Henriques (AF Lisboa)

U. Leiria:
Fernando; Éder, Renato, Éder Gaúcho e Laranjeiro; Tiago, Hugo Faria (Toñito 64') e Cadú Silva (Alhandra 73'); Sougou, Zongo (N'Gal 52') e Paulo César.

Boavista:
Carlos; Gilberto, Ricardo Silva, Marcelão e Mário Silva; Bruno Pinheiro, Fleurival e Gajic (45' Rissut); Laionel, Edgar (Fary 83') e Grzelak (Ivan Santos 61').

Disciplina: Renato 53'; Laionel 25' e Fleurival 31'.




Visão leiriense, por Cristina Duarte:

Concordando com o meu colega axadrezado, este foi sem dúvida um dos piores jogos no início de Liga.


A 1.ª metade da partida foi um enorme bocejo… as equipas limitavam-se ao meio-campo sem nunca arriscarem.


A UDL estava igual a si própria: titubeante nos primeiros 45 minutos, dando avanço ao adversário, coisa que o Boavista não conseguiu aproveitar. Na segunda metade do jogo, com a entrada de peças fundamentais na equipa, como sendo Alhandra, ou Toñito, a equipa da casa teve novo ritmo. Ainda houve tempo para assustar Carlos, o guarda-redes adversário, mas sem consequências. A minha UDL necessita rapidamente de um avançado marcador. Tem uma boa equipa, bem construída e bem liderada… falta apenas alguém a marcar golos.

Melhor em campo: julgo ter sido Toñito. O espanhol é, de longe, a melhor contratação dos leirienses e a sua entrada em campo deu novo alento aos companheiros. A sua entrega e o seu esforço são notáveis.

Arbitragem: fiquei satisfeita com a nomeação de Pedro Henriques. É um árbitro que reúne consenso. E mais uma vez não desiludiu. Pena a qualidade geral da partida.

Pontos positivos:
Não encontro pontos positivos. Nem o ponto (de honra) conquistado tem sabor.

Pontos negativos:
A má imagem deixada na noite de domingo fazem qualquer um temer: maus passes, péssimos remates…

Não vale a pena falar da assistência - 1436 espectadores: sem comentários.


Visão boavisteira por The Revolution

Este deve ter sido o pior jogo da jornada. Leiria e Boavista protagonizaram um fraco espectáculo de futebol, dominado na 1ª parte pelo Boavista (jogo sem oportunidades), e na 2ª pelo Leiria (já houve mais futebol).

Centrando-me no Boavista, é justo dizer que nunca vi tão fraco futebol para os lados do Bessa, como o jogo de hoje. A única oportunidade do Boavista é graças ao desentendimento de Fernando com o seu defesa e da perspicácia de Laionel. De resto, o Boavista limitou-se a despejar bolas para o ataque, passes sem nexo, jogadores sem qualquer velocidade, uma ou outra jogada pelo chão, pouca gente na frente e muito, muito pouco futebol. A pior equipa do campeonato neste momento.
Pacheco demonstra o mau treinador que é pondo um médio a lateral direito, um central a trinco, um trinco a médio ofensivo, um médio ofensivo a trinco, um lateral a médio, um extremo a ponta-de-lança. Destruiu Linz, irá fazer o mesmo com Bangoura. É mau treinador, não sabe, não entende nada de tácticas. Esqueceu-se de preparar fisicamente os jogadores, esqueceu-se de criar mecanismos na frente, gosta é da táctica dos três trincos e pontapé para a frente. O Boavista pode fazer muito melhor, hoje foi simplesmente um vergonha.

Somos candidatos à descida de divisão, não pela equipa, mas por quem os lidera.

Melhor em campo:

Gilberto - Grande exibição, a melhor de longe do Boavista, deste trinco que esteve emprestado ao Penalva de Castelo. Pacheco decidiu que este é lateral-direito, e o rapaz não desiludiu. Não atacou muito, mas defendeu como poucos. Safou a equipa de dois golos certos, e ainda teve tempo para tapar buracos, dobrar a defesa, lutar como poucos. Grande jogador.

Arbitragem:

Arbitragem tranquila e segura de Pedro Henriques, não existindo erros de maior importância. O Jogo não foi muito duro, apenas mal jogado. Aí, o árbitro teve sorte e deixou rolar o encontro.

Pontos Positivos:

5 jogadores que hoje actuaram fizeram escola no Bessa, um deles esteve na época passada nos juniores.

O centro da defesa, Marcelão é o melhor reforço do Boavista até ao momento.

Pontos Negativos:

Mau espectáculo de futebol, muito por culpa de Pacheco que inventou imenso... o que quer ele, ninguém sabe.

Pouca gente, é habitual, mas é bom a salientar, é daqueles jogos que só queremos que acabe depressa.

Mau regresso de Edgar, má exibição de Gajic e Fluerival é jogador de distrital, ou pelo menos demonstrou. Todos actuaram mal devido ao treinador, dois mal colocados um muito sozinho.

terça-feira, maio 22, 2007

Maritimo 1 vs Boavista 2




Olá a todos,

O Post de hoje é dois em um, em primeiro porque vou fazer o comentário do jogo da jornada, e depois uma espécie de revisão do que se passou com o CSM esta época.

No sábado, em jogo antecipado da última jornada da Bwin 06/07, o Marítimo recebeu no seu reduto o Boavista.

A equipa do Porto entrou em campo com um onze habitual, à excepção de Ricardo no centro da defesa. O Marítimo entrou com uma equipa coesa e com um 11 que vem sendo habitual nas escolhas de Pazos.

Os da casa entraram bem no jogo, jogavam com a bola no chão, algum ritmo e velocidade, sempre impulsionados para o ataque ora por ARVID ora por OLBERDAM.

Logo à passagem dos 15m de jogo o Marítimo poderia ter inaugurado o marcador por intermédio de Kanu, o jogador teve uma oportunidade fulcral para fazer 1-0, valeu o guardião Boavisteiro a segurar o empate.

Em contra-ataque o Boavista saiu rapidamente e veloz pela ala direita do seu ataque, apanhou a defesa do Marítimo em contra-pé e um cruzamento potente acabou por deixar a bola à mercê do ala esquerda do Boavista que inaugurou o marcador.

Foi um balde de àgua fria, o Marítimo até então jogava bem, atacava e até tinha tido boas chances de fazer o primeiro da partida, o resultado era injusto.

Até ao intervalo, o Boavista meteu uma bola à barra da baliza insular, o Marítimo por seu lado teve 3 tentos fulcrais para igualar a partida, não conseguiu por mérito do guardião Boavisteiro, o jogo estava bonito e tínhamos futebol.



Ao intervalo 0-1, vai tudo para a casota, o Boavista revelava muitas fragilidades defensivas, o Marítimo atacava bem e dominava.

Logo no inicio da 2 parte, já com Douglas em campo, o Marítimo empata por intermédio de Arvid.

A partir desse momento, a história do jogo resume-se à incompetência técnica da equipa de arbitragem, uma dualidade de critérios gritante e assustadora penalizava o Marítimo, Hélio Santos pura e simplesmente cortava tecnicamente os lances de ataque do Marítimo, que dominava e caia bem em cima do adversário, mas por faltas invisíveis e mal assinaladas não conseguia chegar à baliza adversária.

Por outro lado, o Boavista fazia igual ou pior na área Maritimista, mas não era sancionado, simplesmente jogava-se a belo prazer.

Tanto é que aos 73m, resultado de uma falta inexistente, o Boavista ganha um livre que é batido para o extremo Direito dos axadrezados, o mesmo cruz para Linz, que fora de jogo, e sublinho completamente fora de jogo faz o segundo golo para os visitantes, o lance é de tal forma escandaloso que os próprios jogadores do Boavista nem festejaram o golo de imediato, esperaram uns segundos até que o àrbitro da partida ratifica-se a decisão passiva do Fiscal de linha, ratificado o lance ai sim, os Boavisteiros ainda meio surpreendidos festejaram o golo e fizeram-no ainda incrédulos.

Até ao fim, foi mais do mesmo e de forma escandalosa a dualidade de critérios punia o Marítimo, uma punição pesada e sem tino.

Terminou o jogo, o Marítimo sofre mais uma derrota e termina o campeonato em 11º lugar.

Arbitragem:

Para esquecer, a incompetência de Hélio Santos é de tal forma gritante que só vendo para crer, e vou citar o comentador da TSF “Quando as coisas assim são é natural que os adeptos demonstrem a sua insatisfação e se isto acontecesse num dos jogos amanhã provavelmente teríamos uma guerra civil no pais, o Marítimo tem muitos motivos para se queixar do Sr. Hélio Santos e auxiliares”…nota 0 para a pandilha.

Melhor jogador do Marítimo:

Destaco Olberdam e Arvid, os dois jogadores seguraram bem o meio campo e tiveram irrepreensíveis durante todo o jogo, só Pazos não viu isto e acabou mesmo por tirar de campo Olberdam..




Pior jogador do Marítimo:

Sem duvida Filipe Oliveira, um jogador muito fraco fisicamente, sem visão de jogo e acima de tudo muito perdulário, este jogador não consegue segurar uma bola e não consegue ganhar um lance em 1x1.

Conclusão:

O jogo terminou com a vitória do Boavista, a meu ver foi injusta, a equipa do Porto não jogou para ganhar, aliás, tem 3 lances de perigo durante todo o jogo, 2 deles deram golo e outro foi à barra, foi beneficiada pela arbitragem que afastou constantemente o perigo criado pelo Marítimo do seu meio-campo.O Marítimo, até não jogou mal, foi prejudicado mas pelo futebol que apresentou merecia ter ganho os três pontos.


Retrospectiva Liga Bwin 06/07

O Marítimo entrou na Bwin com boas expectativas, uma equipa que se acreditava ser de bons valores futebolísticos e que se queria na Europa, os objectivos delimitados eram esses, uma posição Europeia e uma final da Taça.

Pecava por defeito, na orientação técnica, os Maritimistas não acreditavam que Ulisses Morais, seu timoneiro, pudesse ser o homem ideal para atingir os objectivos acima descritos.



O Marítimo dá o ponta-pé de arranque na Bwin com um activo superior ao passivo em termos de finanças, era uma equipa em que todos nós tínhamos orgulho e esperançados de bons resultados o estádio começa cheio e em festa, pesava embora o jogo ser contra o Nacional da Madeira.

As expectativas não saíram frustradas e os 3 pontos saíram dos pés de Moukori, num golo singelo que fez a alegria dos adeptos.

Nas jornadas seguintes o Marítimo depara-se com uma derrota em Paços de Ferreira, empate com o Aves nos Barreiros, e uma roubalheira que deu a vitória ao Leiria na cidade do Lis.

A contestação entrava ao rubro, Ulisses demonstrava inaptidão para conseguir dar um rumo a este navio verde rubro, o plantel vivia de instabilidade, rotatividade e pouca rotina de jogo, os jogadores ora eram convocados ora ficavam no banco, uma loucura técnica.

As vitórias regressaram com a recepção ao Estrela, uma vitória gorda por 3 golos, mas em que o Marítimo chegou a estar em desvantagem, num jogo que não deslumbrou mas ganhou, seguiu-se uma derrota pesada no Dragão 3-0 para os bi-campeões nacionais, e depois uma visita dos despromovidos aveirenses, deram mais 3 pontos ao Marítimo, mais uma vez um jogo em que o Marítimo teve grandes dificuldades e esteve mesmo a perder por 1-0.

As exibições em casa eram horríveis e fora de casa para esquecer, adivinhava-se um pesadelo, os adeptos não gostavam do que viam e a contestação subia a olhos vivos e raiados de sangue, Ulisses continuava a fazer das suas.

O Marítimo sai de portas para jogar duas vezes fora do seu reduto, ora contra o BRAGA ora contra a Naval, surpreendentemente goleia os arsenalistas com 4 golos e timidamente ganha 3 pontos pela margem mínima na Figueira da Foz, regressa ao Funchal para receber o SCP, as esperanças dos sócios e adeptos subiram no gráfico das boas graças.

Com o SCP, um jogo para esquecer, muito perdulário e com um plantel estranho, Ulisses sofre uma derrota por 0-1, era a desgraça, não pelo resultado mas pelo que se assistiu, uma desorganização táctica, digna de uma criança inexperiente e sem qualquer conhecimento de futebol.

Nos Barreiros o ambiente andava pesado, as pessoas contestavam tudo e todos e interrogavam-se o que se passava com o seu Marítimo.



O Marítimo sai para o estádio da Luz e leva na bagagem a esperança de todos os Maritimistas, mais uma vez Ulisses faz o impensável e que não tinha resultado contra o SCP e FCP, mas a teimosia de burro é assim, 3 centrais para defrontar o SLB na Luz.
O resultado foram menos 3 pontos e uma asneirada tamanha, um jogo que poderia ser fácil tornou-se uma tormenta 2-1 o resultado final, tendo ficado um penalti por assinalar a favor do Marítimo.

A visita do Setúbal à Madeira teve o mesmo desfecho da posterior visita a Coimbra, a vitória e mais 6 pontos em dois jogos, pontos esses que viriam a ser muito importantes para a manutenção, ainda não adivinhavam os Maritimistas o que vinha a caminho.

Estamos em Dezembro e a primeira volta a terminar, o Marítimo recebe o Belenenses e sofre a derrota mais pesada do campeonato, 1-4 para os azuis de Lisboa, um peso na testa dos Maritimistas que viam assim a Europa a poder escapar como areia pela palma da mão, e areia é a especialidade do Presidente do Marítimo, que continuava a manter Ulisses no comando técnico dos verde-rubros, todos os dedos apontados na direcção de Ulisses as vozes Madeirenses pediam ao pai natal e a São Silvestre que este se fosse embora.



Em Janeiro, recomeça a liga e os reis não trazem boas prendas, trazem sim mais um resultado duvidoso, sofrível e desastroso, o Marítimo em vantagem no marcador, contra o Boavista, deixa-se empatar infantilmente ao ultimo segundo e novamente devido às opções de U.Morais, era o desespero na Madeira, as pessoas começavam a descabelar.

O jogo mais importante da jornada vinha já no fim de semana seguinte, depois de uma derrota e consequente afastamento da taça de Portugal em Penafiel, o Marítimo tinha de ganhar na Choupana, o jogo prometia emoção e bom futebol. Quem foi à choupana viu de facto e mais uma vez, um Ulisses Morais completamente desorientado e com a cabeça a fumegar, novos erros tácticos e infantis deram uma vitória ao Nacional por 3-2.

A visita do Paços à Madeira e a posterior ida à Aves resultam em 2 pontos, novamente consentidos, em ambos os jogos o Marítimo esteve em vantagem e deixou-se empatar nos últimos segundos da partida, novamente por causa das substituições visionárias de Ulisses.

Nem o maior crente em Deus conseguia ter fé no que se passava com os Verde-Rubros.

O Leiria vinha ao Funchal, e por cá ninguém acreditava, aliás, esse era o jogo da contestação massificada contra Ulisses e a Direcção, resultou num desastre futebolístico, uma abébia de Marcos dá um golo ao Leiria, as coisas aquecem nas bancadas mas o Marítimo acaba, com sorte, por dar a volta ao resultado e ganha 3 pontos preciosos, só por sorte e há quem diga que foi porque Ulisses ficou limitado às substituições antes do intervalo.

Os Jornais da região bombardeavam as opções da Direcção, e questionavam o porquê de manter um treinador daqueles nos verde-rubros…eram a voz dos adeptos.

O Marítimo visita o Estrela, e perde por 1-0, a gota de água foi derramada, inadmissível um resultado tão paupérrimo para uma exibição ainda pior. Seguiu-se o FCP aqui no Funchal, o Porto sem jogar a bola acabou por vencer por 1-2, não havia justificação para tanta passividade e tanta desorganização, até então o MARITIMO ainda não tinha apresentado um 11 inicial igual, este plano de rotatividade resultava desastroso e transformara-se num pesadelo para os Madeirenses, era a tristeza um espelho da alma Martimista que sentia um abalo inigualável desde há 22 anos.

GRITAVA-SE NÃO DEIXEM MORRER O MARITIMO….



Foi em Aveiro que o comboio descarrilou, mais uma exibição desastrosa, o Marítimo em vantagem acaba por empatar num jogo podre e muito mau.

Foi na recepção ao Braga, que a vergonha assumiu contornos insuportaveis, uma derrota num jogo que tinha tudo para ser fácil, 1-2. Ulisses sai do Marítimo e dá por finalizado o seu trabalho horrível, o publico aplaudiu e esperança depositada no que estava para vir, a grande mudança que se esperava de qualidade e coerente, alem disso Domingos paciência tinha saído do Leiria nesse mesmo dia, acalentava-se a esperança de Domingos vir a dirigir os desígnios Maritimistas.

Ze Luís assegurou o jogo Marítimo Naval, com um empate a 1 bola, e um futebol manso e lento.

A estreia de Alberto Pazos, um treinador escolhido a dedo pelo Presidente Carlos Pereira, foi um espelho da contratação, um desastre, não só porque o próprio jogo trás um record para a Liga, o golo mais rápido do campeonato, LIEDSON aos 15 segundos, mas como pela goleada em Alvalade. Tudo por àgua abaixo, esperanças Europeias, futebolísticas, resultados tudo pelo cano…



A visita à luz resultou em mais uma goleada sem resposta, o Marítimo tinha perdido o rumo e o norte, agora só para sul e para o fundo da tabela, o pesadelo tornava-se cada vez mais real e as possibilidades de termos um Marítimo medíocre eram crescentes.

Para a frente era o caminho, com o sonho Europeu cada vez mais no fundo do oceano, Fomos a setúbal garantir 1 ponto, a Académica veio cá e garantimos um ponto, fomos a Belém regressamos sem pontos.

Ontem terminou o campeonato, com o Marítimo em 11º, uma segunda volta com 15 jogos e uma vitória apenas, um Marítimo medíocre, mal orientado e sofrível é aquele que nos deixa em termos de Bwin 06/07.

Termina assim uma das épocas mais negras da equipa Madeirense nos últimos 22 anos, neste momento os sócios e adeptos estão amargurados e descontentes com as politicas de uma direcção tendenciosa e duvidosa, as vozes criticas levantam-se em todas as direcções, mas a direcção parece continuar alheia ao que se passa à sua volta e mantém a politica do diz que disse e faço o que quiser.

Ao longo da época, a passividade da Direcção mostrou algumas fragilidades, e relembro o caso Carlitos, em que literalmente o Marítimo foi usado como “palhaço” para um negócio mal contado e cheio de artimanhas. A direcção nada fez e continua sem nada fazer.

Diogo Valente, o jogador vem para o marítimo por empréstimo, faz 3 jogos, farta-se disto, arranja uma lesão foge para o Porto, e a Direcção, mantém-se na indiferença e ainda alimenta a história da lesão tramadíssima que impede o jogador de jogar, palhaçada para inglês ver.

Manduca, a divida do SLB continua por saldar, e ao que parece a direcção do Marítimo continua a rir para o clube de Lisboa e com uma atitude de subserviência, querem ver que o gajo ainda regressa?!?!?!?!?

Neca, um jogador que tinha todo o potencial para jogar pelo Marítimo, é dispensado e emprestado a uma equipa Turca em Dezembro, BOA OPÇÂO Sr Presidente, o jogador foi só o melhor marcador da equipa Turca.

O pior disto tudo, é, Ulisses que devia ter levado guia de marcha em Novembro, aguenta até Abril, e como se não bastasse é substituído por um gajo que de futebol entende tanto como um bailarino em fim de carreira.

Posto isto, resta-me despedir da época desportiva que ora finda, felicitar o FCP pelo titulo nacional alcançado, dar as boas vindas ao VFC e ao Leixões, espero sinceramente que o Marítimo apareça renovado na época vindoura e que acima de tudo, apresente um bom futebol e vitórias, acima de tudo vitórias.

Entretanto, as ultimas noticias indicam que Pazos saiu do Maritimo, mais uma vez e neste momento, estamos sem treinador, fala-se em Nelo Vingada, vamos esperar para ver e durante o defeso voltarei com notícias.

Desta epoca, resta-me deixar-vos com uma imagem que ilustra aquilo que os jogadores, as equipas técnicas e a direcção fizeram aos adeptos:





A todos os leitores do Blog, um grande abraço e até à próxima.



VIVA O MARITIMO……..

domingo, abril 29, 2007

Panteras 2 - Dragões 1


Estádio do Bessa- Porto
Assistência: 11000 Espectadores
Árbitro: Jorge Sousa

Visão da Pantera

“Onde esteve este Boavista esta época?”, pois realmente era o que eu e muitas pessoas gostavam de saber, senhor Pacheco. Os jogadores Boavista realizaram uma das melhores exibições da época, e dá-me um regozijo especial, pois foi frente ao senhor que nos estragou a época: Jesualdo Ferreira, pois por ele quero que percam o campeonato, e não me venham com filosofias, pois quem liga a isso são os inúteis…

O Boavista actuou com a mesma equipa da semana passada, entrando Jehle (finalmente) e Grzelak para a frente de ataque. Jogou com Cissé e Tiago mais recuados, e Kazmierczak no apoio ao ataque, contra o Porto é uma táctica genial, contra o Estrela é um abismo!!!

De resto, a equipa do Bessa foi sempre a mais perigosa, objectiva e parecia que era a que estava a lutar pelo título. Ricardo Silva marcou logo o primeiro numa cabeçada fenomenal, que poderia ter sido repetido a seguir por Cissé, mas Hélton fez uma enormíssima defesa. O porto foi subindo e criou algum perigo causada também pelo nervosismo normal de Peter Jehle. Guarda-redes fica a época inteira de fora, e entra logo no Derby da Invicta. Algo estúpido, mas é uma das muitas questões que me levam a desconfiar do carácter de muita gente.

Na segunda parte o Boavista voltou a entrar logo ao ataque e Zé Manel isola-se a novo passe milimétrico de Grzelak, que hoje decidiu fazer uma grande exibição. Logo a seguir Tiago ia aproveitando um erro do Porto para marcar, mas Hélton evita o terceiro.

O Porto subiu e criou mais perigo, meteu mais atacantes como Lisandro e Renteria, a confusa foi bastante.
Entretanto penalty duvidoso sobre Adriano, que permite a expulsão de Jehle e o golo de Lucho, mas nem com mais um o Porto foi capaz de ser demolidor… e aonde esteve Quaresma quando o Porto precisou mais dele?

Foi uma vitória com pouco fair play (na minha opinião), muito anti-jogo boavisteiro, e alguns erros de arbitragem que felizmente não mancharam o jogo. Mas meus amigos, hoje o Boavista foi muito melhor e mereceu definitivamente a vitória. E já agora uma equipa que quer ser campeão, não faz uma exibição destas a três jornadas do fim da época.

Deixo duas perguntas no ar: será que cada ano que passa isto seja uma prova de que o nosso futebol está a ficar mau? Será que o Boavista é assim tão forte, que basta três trincos para dominar o Campeão?

Do Boavista não falo mais, porque já sei que isto foi apenas um jogo, e na próxima jornada se jogarmos com três trincos perdemos como na Amadora, mas é assim que Pacheco joga… espero que não fiquem a seu lado por ganhar um jogo… Portanto nada de euforias, pois até me custa escrever sobre esta equipa nesta temporada.

[The Revolution]


Visão do Dragão

O Boavista entrou no jogo sabendo que, se ganhasse, o campeonato estava quase assegurado, faltando apenas 3 jogos até final e, sabendo também que os adversários mais directos se defrontariam no dia seguinte, com uma consequente perda de pontos para, pelo menos, um deles. Por isso entrou no jogo a mandar, mais rápido sobre a bola, com mais acerto nas marcações, com mais pressão, chegando com mais perigo à baliza adversária e dexando o seu opositor desnorteado, sem conseguir implementar o seu jogo, a sua táctica, o seu valor.
Como já se aperceberam, a troca de nomes e de atitudes perante o jogo é propositada, pois as posições e os papéis inverteram-se completamente.
Tal como já descrevi, foi o Boavista que tomou a iniciativa do jogo, assentando o seu jogo na pressão, no preenchimento dos espaços e na recuperação rápida da bola, lançando desde logo os seus ataques. Chegava mais perto da baliza adversária, coisa fácil para um meio campo combativo, concentrado, lutador. Por seu lado o Porto assistia calmamente ao empenho dos axadrezados, não conseguindo manter a posse de bola, não conseguindo trocá-la entre os seus jogadores, tentando acalmar o ímpeto inicial do adversário para depois entrar no jogo, marcar o seu ritmo e impor o seu maior valor.

Embora o Boavista tivesse mais ataques e mais remates, chega ao golo por Ricardo Silva, após cobrança de um canto. Estava feito o um a zero que deixava o Porto ainda mais intranquilo, sem capacidade de resposta. Para além disso, ficava sem um dos seus centrais para a próxima jornada, Bruno Alves, com a obtenção do seu 5º amarelo.

As coisas pareciam não mudar para o Porto e Helton conseguiu ainda na primeira parte adiar uma maior vantagem boavisteira. Por seu lado o Porto esteve perto de marcar, na consequência de dois cantos. No primeiro, Lucas defende um remate de Bruno Alves, num segundo, Adriano não consegue acertar na bola, tornando depois o lance inconsequente.

Chegado o intervalo era altura para mudanças na partida e tinha de partir do Porto. Anderson entra em jogo para o lugar do omisso Jorginho e o Porto começa a ganhar dominio na posse de bola. Infrutífero, já que Cech, no lugar de Fucile, nunca esteve à altura do seu colega, dexando fugir Zé Manel para o segundo golo do Boavista. Helton continuava a defender primorosamente, mas perante tal balbúrdia pouco ou nada podia fazer.
Quaresma aumenta a lista de indisponiveis para o próximo encontro do Porto, já que, também ele, obteve um amarelo que o obriga a parar.
O Porto pegou então no jogo, sempre com Anderson ao comando, com passes e incursões primorosas no terreno. O Boavista nesta fase foi-se abaixo e ainda piorou com a obtenção de um penaltie desfavorável que, não só permitiu ao seu adversário reduzir a vantagem, como o colocou a jogar com dez elementos, fruto da amostragem do segundo amarelo ao seu guarda-redes.

Depois disso foi o dominio total e completo por parte do Porto, mas quase sempre inconsequente. Lances desperdiçados com cruzamentos desadequados, lances sem apoio, lances perdidos.

O Porto sai com uma derrota do Bessa e tem os olhos postos no dérby. Afinal o derby interessa, Jesualdo...

Arbitragem
Num jogo muito intenso, com alguns jogadores a não ajudarem o seu trabalho, penso que no cômputo geral o árbitro esteve bem. Penso que ajuizou bem o lance em que Lucas trava o remate de Bruno Alves, ajuizou mal o lance em que Ricardo Silva tem uma entrada muito grave sobre Lisandro. No lance do penaltie, penso que decidiu bem, embora me pareça que Adriano parte em ligeiro fora-de-jogo.

Resumidamente, o jogo não foi dos mais fáceis, mas penso que esteve relativamente bem.

Melhor em campo

Pela pequena revolução que trouxe na segunda parte do jogo poderia escolher Anderson, mas penso que Helton se afirmou como melhor elemento do Porto, travando, com defesas excelentes, remates para golo dos adversários.

Positivo do Jogo
*A entrada, a garra e a vontade de vencer do Boavista, mesmo sabendo que Jaime Pacheco não permanecerá, estando a correr o rumor de que os vencimentos dos jogadores não estão em ordem.
*O resultado, um derby com rivalidade tem o seu resultado imprevisivel.
*O possivel relançamento da discussão pelo título.

Negativo do Jogo
*A exibição do Porto. Nos últimos jogos tem entrado muito forte e com muita vontade de os vencer desde cedo, desta vez provou do próprio veneno.
*Algumas entradas duras de parte-a-parte.
*O afastamento de Bruno Alves e Quaresma para o próximo jogo.
*O comprometimento do título por parte do FCPorto.

segunda-feira, abril 02, 2007

Boavista - P. Ferreira

Local: Porto
Estádio: do Bessa
Assistência: 3000
Árbitro: Vasco Santos

O Boavista voltou finalmente às vitórias numa bela exibição, no Estádio do Bessa. E com a equipa voltou também um artilheiro à sua profissão: o de goleador. Estou a falar de Roland Linz, que se com este jogo tornou-se o segundo melhor marcador da Liga, depois de oito jornadas sem marcar.

A equipa apresentou num 4x3x3 atacante, contrariamente ao 4x3x3 defensivo com três médios mais defensivos. Desta vez, Jaime Pacheco quis demonstrar que quer ver quem pode ficar para a próxima época e por isso resolveu por a equipa a jogar um futebol bastante dinâmico, rigoroso e curto.
Livramento e Kazmierczak foram os grandes obreiros do meio-campo, fazendo a defesa pacense abrir que nem manteiga, com passes e jogadas fantásticas. Atrás, Ricardo Silva, Cissé e Tiago foram bastante rigorosos na marcação e recuperaram imensas bolas. O ataque esteve igualmente bem e bastante trabalhoso, com Grzelak a estar num plano mais baixo, com a pior exibição da noite nos axadrezados, enquanto Linz e Zé Manel com ajuda de um meio-campo dinâmico e fizeram um belo jogo, compensando a má exibição dos laterais Lucas e Nuno Pinto.

No primeiro tempo, o Paços entrou melhor, com um futebol bastante rápido e flanqueado, causando logo a primeira oportunidade que Renato Queirós desperdiçou quando tinha apenas um defesa do Boavista na baliza. O Boavista foi-se encaixando no jogo e aos poucos foi subindo, sempre com Linz a dar imenso trabalho a Luiz Carlos. Aliás, antes de causa oportunidades o austríaco sacou de um penalty que o árbitro não assinalou.
Depois a equipa foi ameaçando com jogadas de algum perigo, mas nunca com oportunidades reais de golo. Roland Linz obrigou por duaz vezes o guarda-redes a aplicar-se.
Aos 37m, Luiz Carlos agarra Linz à entrada da área, falta e no livre Kazmierczak manda uma bomba para a baliza de Peçanha fazendo o primeiro. O polaco já tinha marcado na semana passada o quinto golo da sua selecção frente ao Azerbeijão.

Na segunda parte, o Boavista intensificou o ataque e marcou logo o segundo golo, frente a um Paços menos aguerrido. Pontapé que isola Kaz, que passa para Linz encostar e fazer o segundo. Logo a seguir, Antunes vai reduzir para o Paços com um remate fantástico.
O jogo tinha passada de resolvido para um suspense, mas a o Boavista controlou sempre as operações e nunca deixou que o Paços comandasse a partida.
Aos 70m, já com Hugo Monteiro em campo, Roland Linz isola-se e faz de primeira o terceiro golo da equipa axadrezada, resolvendo a partida em absoluto.
Depois jogou-se 20 minutos de “engonhar”, já que Pacheco decidiu tirar o motor da equipa Livramento para por o mais que parado Ricardo Sousa. O Paços controlou o resto da partida, nunca criando perigo real para a baliza de William.

Vitória justa da melhor equipa em campo, a equipa que mais lutou e que melhor jogou, voltando a fazer uma exibição fantástico. Era bom que conseguisse manter este ritmo nos próximos jogos, para conseguir no mínimo a ida à Intertoto.

Melhor em campo: Roland Linz

Até podia por Kazmierczak ou Livramento, mas o melhor foi o austriaco que muito trabalhou: 2 golos, ganhou a falta no outro golo, ganhou um penalty que o árbitro não viu, jogou imenso nas alas, e ainda criou oportunidades... ele diz que tem de ir mais vezes à Austria, eu digo o mesmo... e que honra foi vê-lo no Saint-Dennis.


Árbitro:


É jovem e por isso esteve mal no critério dos cartões. Luiz Carlos não deveria ter acabado a partida e se calhar Zé Manel também não. O penalty sobre Linz é uma palhaça, o jogador do Paços tira a camisola aos austriaco de tanto oa agarrar e mesmo vendo não assinalou. É proíbido assinalar penaltys a favor do Boavista?

Pontos Positivos:

O jogo em si foi muito bom...
Livramento e Kazmierczak um meio-campo dinâmico, forte, técnico e veloz

Bons discursos dos técnicos
Pontos Negativos:

Lesão de Mangualde que prejudicou imenso os pacenses

Poucos público no Bessa, mais uma vez...:(
Ricardo Sousa, entrou e acabou o futebol.