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domingo, fevereiro 25, 2007

Académica 0-2 Boavista



Local: Coimbra

Estádio: Cidade de Coimbra

Assistência: 3000

Árbitro: João Ferreira (Setúbal)



E depois de cinco empates, o Boavista consegue obter a vitória perseguiu. Segunda vitória fora de casa, das cinco que tem no campeonato, vincado numa exibição segura, colorida e com alguma sorte. Manuel Machado preferiu atirar as culpas para árbitro do que admitir os seus erros, numa Académica perfeitamente dominada.

Esta semana, não fossem os impedimentos de Nuno Pinto e Lucas a equipa seria a mesma da semana passada. Marquinho finalmente obteve a sua titularidade, e para o lado esquerdo jogou Cissé, enquanto Hélder Rosário jogou no centro defensiva. De resto, a equipa foi a mesma actuando num 4x1x2x3, com Kazmierczak e Essamé a fazerem uma grande exibição no meio-campo, quer a defender, quer atacar. O camaronês parecia o número 10 que tem faltado, e o polaco parecia um segundo ponta-de-lança ao lado de Roland Linz.



Pacheco prometeu uma equipa atacante e no Cidade de Coimbra foi o que se viu. O Boavista entrou com tudo e a forte mobilidade de Grzelak e Hugo Monteiro, quase deram em golo aos 2’, quando o jovem português rematou para grande defesa de Pedro Roma. A seguir foi a vez de Kazmierczak tentar a sua sorte em dois remates, mas não teve pontaria afinada.



A Académica tentava sacudir a pressão, mas o Boavista fazia o que queria. Mesmo assim, William quase complicou aos 20’, quando se atrapalha numa bola com Gyano. Parecia que a Académica podia aproveitar este nervosismo, mas nada disso. Foi o Boavista que marcou, com Grzelak a aproveitar uma falha de Paulo Sérgio que ficou a reclamar falta, partiu para a baliza, remate cruzado e fez o primeiro.
A partida entrou no seu pior período, com o Boavista a desacelerar no ritmo de jogo e deixar a Académica mandar, mas a equipa da casa não conseguia criar perigo. Por isso, perto do intervalo Roberto Brum deu o seu lugar a Pitbull, mas foi o Boavista que marcou o segundo. Recuperação de Essamé, passe para Kazmierczak que entrou na área e fez o 2-0 final.


Na segunda parte, Pavlovic cedeu lugar a Vinha, lesionado SOZINHO, e não como diz Manuel Machado. A Académica entrou completamente diferente e o Boavista quase se deixava surpreender. Primeiro veio a rajada Pitbull. O brasileiro manda uma bola à barra, e pouco depois consegue ultrapassar William, mas Rosário salva em cima da linha.

Depois veio Dame N´Doye, com dois remates perigosíssimos, com William a estar em grande. Depois a pior de todas: Alvarez, que tinha entrado para o lugar do trinco Alexandre falhou o golo a meio metro da baliza, e na recarga Gyano mandou contra o corpo de William, que salvava a sua equipa. Tudo isto em 20 minutos avassaladores, com o Boavista a ter sorte e William para se proteger.

O Boavista conseguiu equilibrar, mas nem chegava perto da área dos “estudantes”. Grzelak, Linz e Monteiro foram saindo para gerir o esforço para a Taça de Portugal, e o Boavista estava a controlar tudo, mas a precaução e a confiança podiam ter estragado a festa.

Antes de acabar a partida, Filipe Teixeira mandou uma bola ao poste, mas já pouco havia a fazer.



Vitória justa do Boavista, pois foi a equipa que melhor jogou e que controlou a partida, mas naqueles 20 minutos podia ter até perdido o encontro. A Académica esteve bastante mal, e a má actuação de João Ferreira não explica tudo. A equipa da Académica foi também, em alguns lances, beneficiada.



Melhor em campo: Essamé
Depois de uma série de encontros em que até metia nojo vê-lo jogar, o camaronês fez uma exibição fantástica a todos os níveis. Atacar esteve fantástico, com a assistência para o segundo golo e sempre a desequilibrar na defensiva académica. Na defesa esteve ainda melhor, conseguiu anular Pavlovic e Teixeira muito bem, além de ter recuperado imensas bolas e feito passes fantásticos…o puto vai longe, mas tem de se esforçar.





Árbitro:



Má actuação do senhor de Setúbal. João Ferreira errou para todos os lados. Mesmo assim, não teve influência no resultado. Grzelak não faz falta sobre Paulo Sérgio no primeiro golo e Cissé não comete penalty no lance em que a bola vai ao peito e não ao braço.

De resto faltou um cartão para Cissé e o segundo amarelo Roberto Brum por uma entrada muito feia sobre Linz.

De resto, Pavlovic lesionou-se sozinho, por isso não se percebe bem os protestos de Manuel Machado… ressabiados.



Pontos Positivos


William – ora numa semana é bom, na outra é mau. William dá para todo, e hoje foi responsável pela vitória axadrezada na segunda parte



Kazmierczak e Grzelak - têm mesmo de ser contratados no final da temporada, porque são eles que dão virtuosismo ao Boavista



Pacheco – toma lá Mourinho que já almoças-te…até soube a Pato…



Pontos Negativos



Machado – más decisões, equipa demasiado defensiva e queixinhas dos árbitros e falta de respeito



Ambiente – pouca gente num estádio tão grande



Alexandre - do pior que já vi no campeonato… é muito mau jogador

domingo, fevereiro 18, 2007

Boavista 1-1 V. Setúbal

Local: Porto

Estádio: do Bessa sec. XXI

Assistência: 3000

Árbitro: Carlos Xistra




E mais um empate. E mais um ponto dado ao adversário. E continua o campeonato de desespero do Boavista que só pode ser salvo na Taça de Portugal.

A equipa do Bessa recebeu o Vitória de Setúbal, e ninguém pensava noutro resultado a não ser a vitória, já que o adversário era das equipas com pior futebol no campeonato. Mas um erro de William, perto do fim do jogo, foi um enorme balde de água fria.

Jaime Pacheco surpreendeu e manteve a equipa que derrotou o Nacional da Madeira, para a Taça de Portugal. Mário Silva e Zé Manel continuam de fora, enquanto os jovens Nuno Pinto e Hugo Monteiro voltaram a demonstrar a qualidade da formação dos axadrezados. Mesmo assim, a equipa apresentou 3 médios defensivos, com Essamé a avançar mais no terreno, mas tendo sempre dificuldades no passe. No ataque, Grzelak e Monteiro fizeram um belo jogo e o Boavista criou várias oportunidades devido a esse facto.



Na primeira parte, o Boavista dominou por completo o jogo, criando algumas oportunidades, mas faltando sempre um médio que criasse mais jogo e melhorasse o nível de passe. Com Essamé sempre muito lutador e a desequilibrar, mas que falava no plano técnico, o Boavista podia ter marcado cedo, mas Roland Linz não conseguiu dar seguimento a uma boa jogada do camaronês. Pouco depois, canto da esquerda e Ricardo Silva cabeceia por cima.

O jogo passou então por uma fase menos entusiasmante, com a falta de criatividade do Boavista, face a um Setúbal defensivo e com apenas 2 homens ao ataque: Amuneke e o melhor elemento da equipa, Varela.

O Boavista conseguiu voltar a incutir ritmo no jogo, e Kazmierczak podia ter marcado num remate à entrada da área, mas a bola foi por cm ao lado. Depois, Hugo Monteiro aparecia cada vez mais, atentar mexer com o ataque xadrez, fazendo cruzamentos e triangulações perigosas, mas que nem sempre eram correspondidas. Em cima do intervalo, Monteiro centra, Ricardo Silva deixa para Grzelak rematar cruzado e grande defesa de Milojevic, acabando a primeira parte.


O segundo tempo foi mais emotivo e daí surgirem os golos. O Boavista mete Fary na frente de ataque e tira Essamé que andava bastante perdido, passando o Boavista de 4x3x3 para 4x2x4. O Vitória de Setúbal não queria perder ou empatar o jogo e tirava B. Ribeiro para meter Ayew, passando para o 4x3x3.

O Boavista demorou algum tempo a adaptar-se à nova táctica, mas pouco tempo houve de equilíbrio. Tiago aos 10m, demonstrou isso num belo remate para excelente defesa do croata do Setúbal. Pouco depois, o Boavista chega ao golo. Hugo Monteiro aparece sozinho no lado direito depois do passe de Fary, e cruza para o centro da grande área onde aparece Grzelak a facturar de cabeça. O trabalho de Fary e Linz foi importante, tirando os dois defesas daquela zona e aparece o polaco sozinho.

O Boavista continuou a dominar, apesar de ter desacelerado no ritmo de jogo. O Setúbal tenta mexer no jogo e mete o coreano Kim Byong na frente de ataque e Veríssimo para tranquilizar a defesa. O Boavista tirava Hugo Monteiro metendo Zé Manel. Um erro de Pacheco, já que a partir daqui o Boavista acabou para o jogo e Vitória cresceu. Era o jovem boavisteiro que estava a impor respeito no ataque e a mexer com a equipa.

Logo a seguir entrava Livramento para o meio-campo, saindo Linz, e equilibrava-se a equipa. Mas era o Setúbal que assustava, depois de um contra-ataque Varela obriga William a grande defesa.

O mesmo William, assustou depois o público quando quase largava uma bola para dentro da baliza. Era sinal que de estava para a acontecer. A 7’ do final, jogada excelente de Janicio, centro para a área e Ayew antecipa-se a Lucas, cabeceia para a baliza e o William deixa a bola entrar pela baliza dentro.

O Boavista ainda tentou marcar, mas Zé Manel não acertou com o alvo. Primeiro atirando ligeiramente por cima, e em seguida atirou com estrondo à barra.



Melhor em Campo: Hugo Monteiro




Grande jogo do jovem extremo do Boavista, confirmando a aposta de Pacheco. Não nenhuma estrela, nem nenhum poço de técnica, mas compensa em velocidade, raça, atitude e pelos excelentes centro que faz. Além disso, ainda tem tempo para defender.

É um belo jogador e enquanto esteve em campo mexeu com a equipa, impondo sempre respeito a adversário. Depois foi o que se viu…



Árbitro: Carlos Xistra



Excelente arbitragem de Carlos Xistra. Alguns amarelos, principalmente para o Vitória, mas nenhum merece contestação, nem a expulsão de Binho que perdeu tempo.
Esteve bem ao anular o golo ao Boavista e ao não assinalar penalty pela queda de Grzelak que se atirou para o chão.



Pontos Positivos:



Juventude do Bessa demonstra que a politica do Boavista deve estar virado para a formação



Ayew de regresso ao Bessa, ao menos ainda bem que foi ele que marcou



Varela - o Sporting está a perder um belo jogador



Pontos Negativos



Pacheco mudou muito a equipa esta temporada, mas ao ter tirado Linz e Monteiro cedo de mais, a equipa perdeu fulgor



William apesar de tudo, o seu erro decidiu o jogo. É pena só jogar bem uma vez por ano…



Vit. Setúbal sempre a dar porrada, pouco futebol apresentou e Binho preferiu perder tempo e ser expulso do que jogar a bola…

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Recordações Atacantes: 29 anos e nada de brinco

Faz hoje, dia 12 de Fevereiro, 29 anos sobre um momento marcante dos anos 70-80.

Nessa tarde jogou-se no Estádio da Luz um clássico, Benfica-Sporting. O que aconteceu foi isto: Vítor Batista, o avançado benfiquista dominou a bola no peito e dispara uma "bomba" indefensável ao ângulo superior esquerdo de Botelho.

Um golo fantástico. O Benfica marcava o primeiro (e único) mas a festa não foi total, para o seu marcador. Quando os colegas correram para o abraçar, houve um (Cavungi) que fez saltar o brinco ao Vítor.
Deixou os colegas e começou a resmungar enquanto procurava pelo seu brinco, os colegas ainda tentaram ajudar, mas sem êxito. Tiveram quase 5 minutos nisto, depois o Vitor Batista comentou que lhe tinha custado 12 contos (60 Euros) e o prémio de jogo era só de 8 (40 Euros). Não perdeu tudo, pois acabou por ficar satisfeito por ter ganho ao Sporting.


Nota: Consta-se que o brinco nunca chegou a aparecer.





O Vítor Baptista foi um jogador especial, muito bom jogador, mas com muitos problemas pessoais (foi futebolista "rico" e acabou como coveiro). Mais tarde vou voltar a falar deste MITO.

Nasceu a 18 de Outubro de 1948 - Faleceu a 1 de Janeiro de 1999

Naturalidade: Setúbal

Jogou nas seguintes equipas:


V. Setúbal, até 1971

Benfica, 1971 a 1978

V. Setúbal, 1978-79

Boavista, 1979-80

San José Earthquakes, EUA, 1980

Amora, 1980-81

Montijo, creio que 1981-82

União de Tomar

Atlético da Malveira(?)

Monte da Caparica

Estrelas do Faranhão



Fonte: Aquivo Pessoal

sábado, fevereiro 03, 2007

Benfica vs Boavista


Estádio: Estádio da Luz

Árbitro: Pedro Henriques

Espectadores: 50.222



Visão Benfiquista



Há dias assim...

Lembro-me de ver jogos de futebol há mais de 25 anos e nunca assisti a algo como o que aconteceu ontem no Estádio da Luz.




Um ambiente frenético, com a maior lotação da época. A melhor exibição da época do Benfica. Tudo conjugado parece que só poderia dar uma vitória para as bandas da Luz.

Porém, o destino encarregou-se do contrário e apesar de tudo o que se passou em campo ontem, o marcador não funcionou por uma única vez.



O Benfica apresentou-se com o seu esquema habitual, com a mesma equipa que jogou no Restelo. Nos primeiros quinze minutos pareceu um pouco amorfa e não fosse a grande oportunidade desperdiçada por Anderson, a meias com Nuno Gomes, depois de um grande falhanço de William e teriam sido 15 minutos para esquecer.



Após esse período em que o Boavista foi controlando o jogo, a equipa encarnada partiu para uma verdadeira exibição de gala, em que apenas a manifesta falta de pontaria e de sorte impediram um resultado dilatado perante o Boavista.



Na primeira parte, fruto da excelente exibição de Karagounis (a sua melhor exibição da época) e do endiabrado Simão, o Benfica construiu volume de jogo suficiente para estar a ganhar por uns 2-0. Mas não aconteceu, infelizmente.



Na segunda parte, mais do mesmo. A única diferença é ter deixado de ser Karagounis a estar em evidência e ser curiosamente Rui Costa a empurrar a equipa para a frente, com fantásticos passes de 30 ou 40 metros para as linhas mais avançadas, sempre com o apoio também de Katsouranis ou Karagounis.



Aos 50 minutos um lance paradigmático do jogo. Cruzamento da direita para a área, o defesa boavisteiro falha, Katsouranis dá um pequeno toque para a frente, em esforço remata, William defende por instinto, a bola vai ao poste e é rechaçada novamente para o terreno de jogo. A partir desse instante percebi que não iríamos ganhar o jogo. Era azar a mais!



Pouco depois da hora de jogo, Derlei substitui Karagounis, numa substituição que a mim levantou algumas dúvidas da sua eficácia. Primeiro porque Derlei não é um homem naturalmente entrosado com o resto da equipa que estava a fazer um jogo fenomenal. Segundo por tirando Karagounis, perdíamos alguma consistência na construção de jogo e o grego não estava a jogar mal. A minha opção teria sido para a entrada de Pedro Mantorras e a saída ou de Petit ou de Katsouranis.



Entretanto o "ninja" ainda teve tempo para alguns piques em recuperações de bola (algo que ele já no FCP fazia várias vezes) e para efectuar um remate por cima da barra quando se encontrava em bela posição para alvejar a baliza de William. Ah, e deu um chapadão a um jogador do Boavista, num lance em que devia ter sido expulso caso a equipa de arbitragem tivesse visto. Parece que aquele tipo de lances fazem escola em jogadores que passam por certos clubes...



Nos últimos 10 minutos da partida o Benfica acabou por se ir um pouco abaixo, principalmente em termos físicos, embora ainda tenha conseguido uma grande oportunidade de golo, desperdiçada pelo melhor jogador do Benfica ontem, Simão Sabrosa, que isolado permitiu a defesa do guarda redes axadrezado.



Resultado muito injusto, mas a jogar assim o Benfica dificilmente perderá muitos pontos.



Arbitragem: Uma arbitragem imaculada, que apenas falhou ao não ver a agressão de Derlei a um axadrezado.



Melhor em campo: A resposta seria William, mas no caso do Benfica, para mim, foi Simão Sabrosa. O capitão encarnado nunca desistiu, desequilibrou dezenas de vezes a defensiva axadrezada e era o jogador que menos merecia a infelicidade da equipa.



Pontos positivos:



A exibição da equipa - Foi sem dúvida nenhuma a melhor exibição da época, tendo sido a pior ao nível da finalização. Infelizmente o futebol é um jogo de eficácia e a mesma ontem esteve ausente dos jogadores benfiquistas. Mas há que enaltecer que tudo fizeram para garantir os três pontos, e quando assim é ninguém poderá criticar os atletas.



Público - É claro que a equipa ajudou e muito a que o público praticamente não se calasse no apoio, mas foram incansáveis na tentativa de ajudar os atletas a atingir o seu objectivo. E ter mais de 50.000 pessoas numa 6ª feira à noite não deixa de ser também nota de realce.



Pontos Negativos:



Nuno Gomes - Está num péssimo momento de forma e parece começar a pedir banco. Se Miccoli regressar e Derlei começar a entrar no esquema da equipa, o sub-capitão da equipa começará a ter dificuldades em garantir o lugar...



Derlei - Apenas e só por um motivo. Podia ter prejudicado gravemente a equipa logo no seu jogo de estreia. É indesculpável o chapadão que deu.







Visão Boavisteira



Nunca vi um jogo destes!!! Acreditem quando vos digo que este foi o jogo em que o Boavista teve mais sorte! A bola não quis entrar, mesmo quando William decidia fazer asneira. Os postes foram os melhores “jogadores” do Boavista, na noite de espectáculo da Luz. Quanto à ausência de Linz, esteve lesionado a semana inteira e a Taça é que conta, neste momento.



A equipa do Bessa foi uma vergonha, embaraçando os seus adeptos. Uma equipa que não soube fazer três passes, ou pressionar, nem fazer contra-ataques perigosos quando o adversário entrava em desespero. O Benfica, por vezes, tremeu na defesa, mas a equipa os axadrezados não eram capazes de atacar ou fazer jogadas com princípio, meio e fim. A equipa continua desligada, com poucas linhas de jogo, com problemas nas laterais e principalmente no meio-campo, onde só existe Kazmierczak.



Num onze bastante diferente do habitual, Nuno Pinto voltou a ser uma opção bastante válida, fazendo um jogo de raça, atacando e defendendo com bravura, ele que nem é lateral esquerdo. No centro da defesa, Ricardo Silva foi um verdadeiro poste, ao lado do algo inseguro Cissé e acompanhado na direita de Lucas, que não soube defender os melhores ataques do Benfica eram pelo seu lado esquerdo, sendo que o lateral boavisteiro não foi bem ajudado.


No meio-campo Tiago foi o trinco de serviço, mas esteve mal na marcação ao médios, enquanto Essamé tentou atacar ajudando o lado direito, mas os seus passes iam sempre para o adversário. Do lado esquerdo estava a virtude com Kazmierczak a atacar e defender, e cada vez que o polaco tocava na bola havia futebol. Infelizmente Grzelak decidiu que não corre, e a sua má forma estraga o ataque ao Boavista. Hugo Monteiro é demasiado ingénuo e não defende bem, enquanto Fary não passou de um jogador esforçado, sem ajuda.



No primeiro tempo a equipa do Boavista entrou bem, mas cedo o Benfica impôs o seu futebol. O endiabrado Katsouranis e Karagounis provocavam estragos que o azar evitava que fosse golo. Destaque, para uma bola safa em cima da linha, duas bolas ao poste de Katsouranis e as grandes defesas de William aos remates de Nuno Gomes e Karagounis.

O melhor do Boavista foi remates de Essamé e Kazmierczak. A equipa tentava vir para a frente, mas não conseguia. As alas estavam muito desguarnecidas, com Monteiro e Grzelak a provocarem poucos estragos e poucos acompanhados pelas laterais, enquanto os três homens do meio-campo estavam muito distantes uns dos outros, abrindo espaços no meio.



No segundo tempo mais do mesmo. O Benfica teve soberanas oportunidades, como Katsouranis mandar mais uma ao poste, ou outra de Luisão. Estava destinado que o Benfica não marcava, e Pacheco tentava mandar o meio-campo para a frente com entradas de Marquinho para o lugar de Monteiro e de Ricardo Sousa para o lugar de Tiago. Kazmierczak deu mais segurança como trinco, enquanto Sousa e Essamé fecharam mais no centro e o futebol começou a ser melhor. Marquinho no lado direito ajudou mais Lucas, e protegeu bem as entradas de Léo.

O Boavista consegue ainda a sua melhor oportunidade, num belo centro de Kazmierczak para Fary que desperdiça com a baliza deserta. De resto, a equipa do Benfica preferiu avançados a jogadores que construíssem jogadas. Esta precipitação fez com que o Benfica deixasse de ter futebol, e o Boavista recuperou o fôlego não abdicando da defesa.

Foi gerir até ao apito do árbitro, e ainda nota para um lance de Derlei que estreia poderia ser expulso.



Melhor em campo: William



Cometeu erros, mas voltou a ser o salvador. O que o poste não defendia, ele lá safou a equipa... é pena ser maluko, com o seus pontapés de baliza e as suas saidas à bailarina, mas quem é boavisteiro já está habituado.



Árbitro:



Melhor árbitro português, Pedro Henriques fez uma boa arbitragem e só errou na não-expulsão de Derlei, mas também não viu.



Notas Positivas:



Nuno Pinto - Que grande exibição do puto de 19 anos, que nem lateral é, mas correu, e fez excelente passes, tendo raça e atitude



Ricardo Silva e Kaz - os pilares da equipa. Silva tapava o que os companheiros deixavam passar, Kazmierczak passeia futebol e tapa os buracos todos do meio-campo..



Público - Parabéns aos encarnados, numa sexta à noite



Katsouranis - Jogador de Top Mundial... fantástico.



Notas Negativas:



Atitude de certos jogadores do Boavista, simplesmente vergonhoso, Lucas ou Tiago.



Derlei - a equipa precisava de marcar e ele quase fazia asneira



Nuno Gomes - nem com o espaço todo do mundo ele marcava...



domingo, janeiro 28, 2007

Boavista 1-1 Sporting


Estádio: do Bessa

Local: Porto

Assistência: 5 000 espectadores

Árbitro: Olegário Benquerença (Leiria)



Este era um jogo importante para o Boavista que precisava de uma vitória. Mas voltou-se a sentir muitas dificuldades em circular a bola, com a equipa muito lenta na transição Defesa/Ataque e a não conseguir explorar bem as alas que era o ponto fraco do Sporting. Os sectores têm alguma dificuldade em ajudar-se entre si, além de muita falta de comunicação.

Nuno Pinto foi a surpresa no lado-esquerdo da defesa, depois de uma boa exibição na Taça de Portugal, e Ricardo Sousa entrou para o onze, onde esteve sempre bastante lento e muito mal a defender.



No primeiro tempo o jogo foi bem disputado a meio-campo, mas com poucas oportunidades de golo. O Boavista começou a dominar, sem nunca ter incomodado muito.
Roland Linz era o que mais lutava na frente, sempre com o lado-direito mais mexido com a dupla Zé Manel/Lucas, mas sem nunca ter perturbado realmente a baliza de Ricardo.

No Sporting só dava Nani. A equipa de Alvalade deixou-se dominar na primeira meia-hora, altura em que apareceu João Moutinho em campo. O médio pouco aparecia, mas quando marcou a sua presença a equipa de Alvalade criou bastante perigo. Primeiro num remate de Nani com grande defesa de William, e depois num centro do próprio Moutinho que William aliviou da sua baliza, evitando que Alecsandro conseguisse chegar.

O Boavista começou a ter vários problemas a nível de meio-campo, onde Kazmierczak estava muito defensivo, Essamé corria imenso e lutava imenso e Ricardo Sousa nem tocava na bola… o Sporting começou a ganhar as “segundas bolas”, com Moutinho, Nani e Romagnoli a lutar imenso, mas Liedson e Alecsandro muito desaparecidos e bem marcados pelos defesas axadrezados.

Em cima do intervalo, Zé Manel tem uma boa arrancada que finaliza num belo remate, por cima da baliza dos “leões”, mas que protagonizou o momento de maior perigo do Boavista, no primeiro tempo.



No segundo tempo o jogo foi mais emocionante, com mais oportunidades, mas sempre jogado com mais coração do que cabeça.

O Sporting tira Custódio e reforça o ataque com Carlos Martins. E a equipa respondeu da melhor maneira ao forçar o ataque e chegar cedo ao golo. Tello centra de primeira e sem marcação e Liedson na grande área faz de cabeça o único golo do Sporting.

A equipa do Bessa tentou reagir, mas sem criar muito perigo. Mesmo assim, depois de um centro de Grzelak, Zé Manel cabeceia e Tello corta a bola com o braço. Grande penalidade, que Ricardo Sousa não falha, restabelecendo a igualdade no marcador.

Para piorar a situação ao Sporting, no minuto seguinte Alecsandro é expulso por simulação de grande penalidade. O jogo continuou bastante dividido, com o Boavista a meter Fary para o lugar de Nuno Pinto e fica com dois avançados e o Sporting meteu Miguel Veloso para segurar o meio-campo e conseguiu. O único lance de perigo foi um remate de ressaca de Zé Manel que Ricardo respondeu com uma bela defesa.

Por volta dos 75m, Zé Manel é expulso por mão na bola, e o Sporting mete em campo Djaló para forçar a frente de ataque e Nani teve uma boa oportunidade para marcar, mas William evita o golo da vitória.

O jogo manteve-se dividido até final, e Fary teve a última oportunidade do encontro, mas o remate de primeira saiu ao lado da baliza.



Melhor em Campo: William



Fez uma excelente exibição, em vários aspectos. Foi autoritário com os colegas sempre que os livre ou cantos eram marcados, o qe fez com que apenas num houvesse perigo. Teve excelente reflexos em algumas situações, nomeadamente com Nani. Sempre bem colocado e atento.

Por último, saiu sempre bem aos centros, aliviando ou agarrando a bola, sempre com imensa segurança.

No golo de Liedson, não teve hipóteses ou culpa.



Árbitro:



Um trabalho complicado de Olegário Benquerença, que passa com nota positiva. Existem dúvidas no lance entre Tello e Linz na primeira parte, e num em que Cissé pode ter jogado a bola coma mão, mas na dúvida o árbitro esteve bem.
Expulsões justos e excelente critério disciplinar.



Nota Positiva:



Nuno Pinto - finalmente um jovem das escolas foi lançado este ano pelo Boavista. Apesar de não ser lateral-esquerdo, N. Pinto esteve muito bem e cumpriu.



Nani - fez uma excelente exibição e pode estar de volta o bom Nani do inicio do ano.



Pacheco - desta vez o técnico axadrezado quis mesmo ganhar o jogo, a equipa é que não é a melhor.



Notas Negativas:



O Jogo - bilhetes caros, equipas clássicas do nosso futebo, pedia-se mais



Ricardo Sousa - é o pior elemento do Boavista. Apesar do golo, esteve sempre longe das decisões do jogo e ajuda muito pouco a equipa, tendo mais um espirito individual.



Custódio - porquê continuar aposta neste jogador, que nada acrescenta à equipa.


domingo, janeiro 14, 2007

Panteras Vs Leões das Ilhas

Estádio: Estádio Bessa XXI
Assistência: cerca de duas mil pessoas
Árbitro: Paulo Paraty (Porto)

Depois de uma paragem de quase um mês, voltamos a ter Liga Bwin, com a realização da jornada 15, última da primeira volta. A jornada abriu com a deslocação do Marítimo ao sempre difícil reduto do Boavista.
O jogo começou com a equipa madeirense a entrar mais irrequieta e determinada. Por outro lado, os axadrezados demonstraram uma aparente desorganização e logo aos três minutos tiveram uma adversidade com a lesão de Tambussi, o que levou Jaime Pacheco a mudar as suas peças. E se as coisas não estavam bem para o Boavista, pior ficaram quando Cissé entrega a bola ao endiabrado Marcinho, que, sem muitas dificuldades, colocou os verde-rubros na frente do marcador. Portanto, o Marítimo via-se a vencer, resultado inteiramente justo até então.

O Boavista parece que acordou e lá se foi organizando, mas foi o Marítimo que esteve mais perto do segundo, com Mbessuma, isolado, a não conseguir bater William. Aos poucos o Boavista foi-se encontrando e já nos descontos da primeira parte chega ao empate, sem merecer, em minha opinião, através de um livre exemplarmente marcado por Kazmierczak.
E com um empate, lá chegamos ao intervalo…

Na segunda parte, Jaime Pacheco decidiu retirar Ricardo Sousa, claramente sem inspiração, e colocou Paulo Sousa. Com esta alteração táctica, o meio campo boavisteiro teve maior consistência, o que permitiu uma melhoria em relação à primeira parte. Portanto, o Boavista entrou mais determinado e até controlou o jogo, porém sem nunca traduzir esse domínio em oportunidades de perigo. O Marítimo, por seu turno, e como é costume, jogava em contra-ataque e foi a equipa que teve mais perto de chegar à vitória. No entanto, no comando do Marítimo temos um pouco ambicioso Ulisses Morais, que com a equipa a fazer um jogo com claras possibilidades de chegar à vitória, abdica de dois homens atacantes, Marcinho e Mbessuma, para colocar dois jogadores de características mais defensivas, Fernando e Balu, respectivamente. Jaime Pacheco, ao ver o recuo do adversário, ainda colocou Fary, contudo sem resultados práticos.
O jogo acabou com o Marítimo a criar perigo, com o Balu, que entrou para o lugar do “Gordo”, aos 92 minutos, remata, na primeira vez que toca na bola, às malas laterais.
Pouco depois, Paulo Paraty apitou para o final da partida, sem que antes houvesse uma pequena picardia entre Diogo Valente e William, Isto é de lamentar se tivermos em conta que se trata de jogadores que ainda na época passada jogavam na mesma equipa.

Melhor jogador do Marítimo: Marcinho – este jogador, simplesmente fantástico, jogou ao seu nível. Além de marcar o golo da equipa madeirense, foi dos jogadores que mais dores de cabeça deu à defesa boavisteira..
A destacar, igualmente, Diogo Valente, a demonstrar que é um reforço com que se pode contar, e Gregory, um obstáculo intransponível para o ataque boavisteiro.

Melhor jogador do Boavista: Kazmierczak – Além de ter sido o autor do golo boavisteiro, foi o mais inconformado nos períodos menos bons


Positivo do jogo:

• um jogo muito disputado
• Boa atitude do Marítimo, após duas derrotas
• a estreia de Diogo Valente no campeonato, a demonstrar um enorme profissionalismo a defrontar a equipa que o fez amadurecer para o futebol

Negativo do jogo:

• As substituições de Ulisses Morais que foram ao nível da sua ambição
• O jogo, apesar de muito disputado, nem sempre foi bem jogado
• pouco público. Dois mil pessoas presente num estádio com capacidade para 30 mil é muito pouco. Mas, infelizmente, é uma realidade em Portugal

Arbitragem:
No geral foi um bom trabalho aquele praticado por Paulo Paraty. Apenas os problemas usuais da arbitragem portuguesa. Assinalou faltas, por vezes, por tudo e por nada, o que retirou alguma velocidade ao jogo

Conclusão:

Num jogo sempre muito disputado, mas nem sempre bem jogado, Boavista e Marítimo acabaram por dividir pontos, o que acabou por ser um resultado ajustado ao que se desenrolou no jogo. Se, por um lado, o Marítimo foi a equipa mais perigosa, a verdade, por outro lado, é que o domínio e controle de jogo do Boavista na segunda parte acabou por justificar o empate.
Os verde-rubros tiveram uma boa reacção às duas derrotas que haviam sofrido. O Boavista, apesar de somar o segundo empate consecutivo, já leva três jogos sem perder.