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quinta-feira, junho 12, 2008

Scolari Blue


Já foi escolhido o novo treinador do Chelsea FC. O seu nome é Luiz Felipe Scolari, seleccionador português, e o anúncio foi feito ontem, tanto no site do clube, como no site da Federação Portuguesa de Futebol. Scolari ainda não se pronunciou sobre o assunto, assim como a FPF e o Chelsea também não teceram nenhum tipo de comentário, uma vez que a selecção portuguesa disputa o Euro 2008. A partir de 1 de Julho, Scolari rumará a Londres para auscultar o plantel blue e fazer as remodelações necessárias. Termina assim uma ligação do seleccionador brasileiro com a FPF, onde alcançou excelentes resultados e lançou vários atletas. Nem sempre bem visto por várias secções da sociedade portuguesa, Scolari demonstra enorme talento na hora de fazer a gestão humana do plantel e de o defender. Com Portugal já foi Vice-Camapeão europeu em 2004 e semifinalista em 2006. Com o Brasil já foi campeão do mundo em 2002. Scolari continuará assim a treinar Paulo Ferreira, Bosingwa, Hilário e talves Ricardo Carvalho, se este não sair.

sábado, setembro 22, 2007

A SAÍDA DE MOURINHO


A notícia caiu que nem uma bomba no mundo futebolístico: José Mourinho deixou de ser o treinador do Chelsea! Muita gente dirá que o cenário já era previsível, no entanto, a mim não deixou de causar alguma surpresa e até estupefacção. Tinha consciência das divergências notórias entre ele e o patrão Roman Abramovich, é certo que a combinação do futebol pouco atractivo com os recentes maus resultados poderiam fazer aumentar a especulação, mas não esperava de todo um desenlace tão radical, sobretudo numa fase tão prematura da temporada. A decisão, fala-se, surgiu por mútuo acordo, embora se saiba que a iniciativa partiu logicamente de Abramovich.

O que terá estado na base deste 'golpe de teatro'? Ninguém no seu perfeito juízo associará esta ruptura apenas ao empate caseiro com o Rosenborg, embora ele tenha sido pouco menos que escandaloso. Este péssimo resultado na estreia da Liga dos Campeões serviu apenas como óptimo pretexto para o multimilionário russo levar a cabo aquilo que já lhe estaria na cabeça há já algum tempo. O fraco início de época dos 'blues' foram a justificação perfeita para Abramovich pôr termo a uma relação que objectivamente já não funcionava. Os sinais de desencontro de ideias vinham sendo visíveis já desde a temporada transacta, cujas contratações de Shevchenko e Ballack foram o ponto de partida e a recusa de Abramovich, em Janeiro, da compra do central pedido por Mourinho, o seu auge.

Assim de fora, não é complicado traçar possíveis motivações para este choque de personalidades. Abramovich é o dono do clube, injecta milhões e mais milhões na equipa de futebol, e obviamente julga ter o direito de 'baralhar, partir e dar' em todo e qualquer assunto com ela (a equipa) relacionado. Mourinho é, como sabemos, um treinador de fortíssimo carácter, que gosta de impôr a sua forma de pensar e ter autonomia para tomar as decisões que achar necessárias. Não admite interferências no seu trabalho e só se sente à vontade se tiver total domínio sobre o plantel que orienta.

Isso não aconteceu no Chelsea. Depois de duas épocas fantásticas a nível interno, Abramovich achou-se no direito de começar a interferir no domínio técnico. No arranque para a terceira época da era-Mourinho, obcecado com a conquista da Liga dos Campeões e desejoso de um futebol mais espectacular, resolveu contratar as estrelas Shevchenko e Ballack, ao que tudo indica, sem que essa fosse a indicação do técnico português. Mourinho é apologista de recrutar jogadores ainda à procura da fama, sedentos de vitórias e que se encaixem perfeitamente numa lógica grupal, onde o colectivo se sobreponha aos interesses individuais. Especialmente o internacional ucraniano constituiu sempre uma pedra no sapato de Mourinho, que nunca fez dele titular indiscutível, bem pelo contrário (também se o rendimento de 'Sheva' não foi um zero andou lá perto). Esta situação terá gerado um certo descontentamento do 'big boss', que investiu uma astronómica quantia, sem que houvesse a devida rentabilização desse investimento (o facto de Abramovich e Shevchenko serem grandes amigos pessoais é apenas um promenor...). Numa temporada 2006-07 farta em lesões no plantel londrino, Mourinho reclamou, em Janeiro, o reforço do eixo defensivo, obtendo resposta negativa do russo. O ambiente tornou-se ainda mais tenso, eram perceptíveis algumas indirectas lançadas pelo treinador e percebia-se que a ruptura poderia acontecer a qualquer altura. O futebol, por vezes, de facto, pouco atractivo praticado pelos 'blues', aliado à perda da Premier League para o Manchester United e à eliminação da Champions aos pés do Liverpool, começaram a retirar a paciência a Abramovich, sendo que paciência era aquilo que Mourinho já não tinha para aturar os desvarios do patrão.

Por que razão Abramovich não prescindiu de Mourinho logo no defeso, se manifestamente era essa a sua vontade? Medo, muito medo! Mourinho ganhou seis títulos em três temporadas (2 Premier Leagues, 1 Taça de Inglaterra, 2 Taças da Liga e 1 Supertaça Inglesa), devolveu o título máximo inglês ao clube passado meio século, era idolatrado pelos adeptos, amado pelos seus jogadores e respeitado por todos os seus adversários. Foi, de longe, o treinador mais bem sucedido da história do Chelsea e uma decisão tão problemática não poderia nunca ser tomada num momento qualquer. Havia que esperar pela melhor oportunidade estratégica, leia-se maus resultados em série, no sentido de tentar amenizar a reacção crítica.

Todavia, as manifestações de descontentamento dos adeptos londrinos não se fizeram esperar, numa prova inequívoca de que não aprovaram esta decisão de Abramovich e, mais do que isso, que estão contra o rumo tomado pelo seu clube do coração. As suas perplexidades são as da opinião pública em geral. Sem o técnico luso ao leme, mesmo com a reabertura da 'torneira' financeira, continuará o Chelsea a coleccionar sucessos à velocidade destes três anos? Terá capacidade para finalmente derrotar os colossos europeus e conquistar a Champions? Conseguirá aliar o almejado futebol atractivo com os títulos que todos ambicionam? Parece-me que não! Antes de Mourinho chegar a Stamford Bridge, o emblema azul apenas havia conquistado um campeonato nacional ao longo de todo o seu historial. Talvez volte agora a ser o clube sem expressão que sempre foi. O dinheiro vale muito, mas sem alguém que discipline o gasto e perceba o que está a fazer, pode tornar-se um grande problema, até porque comandar um clube de futebol não é bem a mesma coisa que gerir uma empresa. Roman Abramovich?? Frank Arnesen?? Avram Grant??

José Mourinho, esse, continuará a sua carreira de sucesso noutras paragens, talvez agora num clube à medida da sua categoria. Tirando os clubes ingleses que, ao abrigo de uma cláusula acordada com o Chelsea, não poderão ser um destino imediato, vejo apenas cinco clubes nessa elite: Barcelona, Real Madrid, Milan, Juventus e Inter. Mourinho desempregado é um verdadeiro fantasma para qualquer treinador a trabalhar nestes clubes de topo. À primeira porta que se abrir, será o primeiro escolhido, seja qual fôr o clube. Adorava vê-lo treinar um dos gigantes espanhóis, mas parece-me que Itália nunca esteve tão perto para o 'Special One'... É ele, o melhor treinador de futebol do planeta!

quarta-feira, março 07, 2007

Chelsea FC 2 - FC Porto 1

Estádio: Stamford Bridge, Londres

Espectadores: 39.000

Árbitro: Roberto Rossetti, Itália



O FCP realizou ontem o seu centésimo jogo na liga dos campeões, fruto de 12 participações na competição e, em dia de comemoração, o resultado não poderia ser pior, uma derrota e o consequente afastamento da prova.




Jesualdo Ferreira apenas me surpreendeu com a inserção de Ricardo Costa no onze inicial, lugar que eu próprio tinha idealizado para Mareque. De resto, este esquema de 4x4x2, que se pôde desdobrar num 3x5x2, foi por mim defendido antes do jogo, achando-o apropriado para as características deste adversário, dando combatividade no meio campo, povoando-o e com capacidade de manter o jogo afastado da área defensiva. Pois bem, foi exactamente isso que se passou. O FCP entrou em campo dando a iniciativa do jogo ao adversário, recuperando um enorme número de bolas fruto de compensações constantes, com muita serenidade, com muita concentração e de uma forma muito destemida, sendo este último factor, aquele que mais me surpreendeu, pois andava arredado desta equipa há muitos jogos a esta parte.

Com o jogo a ser controlado a meio campo por parte do FCP, com os centrais do Chelsea sem ponta de lança para exercerem marcação, surge o primeiro momento do jogo, o nosso golo.




Resultado de mais uma recuperação de bola de Pepe sobre Drogba, Lisandro lança Lucho que soberbamente passa a Quaresma, deixando a defesa pregada ao relvado pedindo fora de jogo inexistente, seguindo aquele isolado para a baliza. Pedia-se golo e ele surgiu, e todos os ingleses ficaram a pronunciar: “So…This is a “trivela”?!!”. O público afecto ao FCP que se deslocou ao estádio já se tinha feito ouvir com os cânticos, mas com muita incúria própria da emoção começou a gritar “Olés!” muito cedo, como se ainda não faltassem 75 minutos para jogar…

O Chelsea por seu lado tinha poucos problemas na defesa e os que tinha controlava-os bem, mas só conseguia chegar perto da baliza do FCP através de cantos ou “escorregadelas” da defesa, acabando a primeira parte sem que se visse muitas melhoras.


A segunda parte começou igual, íamos ter mais do mesmo mas surge o segundo momento do jogo, o golo do empate do Chelsea.
Sem nada a justificar a equipa da casa chega ao empate com um remate de muito longe de Robben em que Helton não consegue fazer melhor do que “dar um frango”. Se as coisas estavam a ser equilibradas à custa do rigor e do esforço, e se até estávamos em vantagem, não era justo sofrer um golo desta forma.

A partir daí o FCP nunca mais se encontrou, penso também que Jesualdo arriscou cedo de mais perdendo um homem a meio campo e lançando um no ataque, afinal de contas, a eliminatória estava empatada. Adriano esteve sempre sozinho, Lucho teve de recuar quase desaparecendo do jogo, Quaresma e Lisandro também. Resumidamente, o FCP recuou e a capacidade combativa perdeu-se, fruto do despovoamento do meio campo, que tinha dado resultados na primeira parte e os desequilíbrios começaram a aparecer.




Com mais um erro de marcação, desta feita de Ibson, chegou o futebol de praia à área do FCP, aparecendo Ballack a finalizar, dando vantagem na eliminatória ao Chelsea.
Havia pouco tempo para recuperar e Bruno Moraes nada veio acrescentar, acabando desta forma a ambição dos visitantes.

Na minha opinião o Chelsea é bastante mais forte a nível físico, mas penso que o FCP não passou a eliminatória somente pelos erros que cometeu. Analisando o conjunto dos dois jogos, penso que o FCP foi melhor nas primeiras partes, no Dragão e em Londres, empatou uma das partes, a segunda do Dragão e perdeu uma, a segunda de Londres.

O FCP sai, mas sai com a noção de que pode disputar mais eliminatórias com este Chelsea que não as perde todas, e a verdadeira diferença entre as duas equipas é que o Chelsea no campeonato que disputa tem que estar sempre ao mais alto nível para ganhar, enquento que o FCP, em Portugal, quase sempre ganha mesmo sem jogar muito bem.



Melhor em campo


Houve vários jogadores que apresentaram um nível muito alto, principalmente na primeira parte. Fucile fez esquecer totalmente que Bosingwa é habitualmente o lateral direito, Pepe e Bruno Alves em grande nível anulando completamente o melhor jogador africano do ano e melhor marcador da premiership, Drogba, e o consagradíssimo Shevchenko, Lucho compensou a falta de um ponta de lança preenchendo eficazmente os espaços mais avançados, Quaresma e Lisandro muito interventivos e destemidos, mas para mim, o jogador que apresentou um nível alto e constante durante todo o jogo foi Paulo Assunção.

É certo que posso ser suspeito por gostar das suas qualidades como jogador, mas penso que foi um autêntico combatente em todos os lances, ganhando-os quase todos os que disputou.



Arbitragem



Penso que não teve influência no resultado, errando em algumas faltas para ambos os lados. Sempre perto dos lances, assumindo as decisões com clareza, com uma presença forte.



Positivo do jogo


A atitude dos jogadores do FCP;

O ritmo elevado durante toda a partida;

O poder físico dos jogadores do Chelsea;

A emoção e a incerteza no resultado;

O apoio dos adeptos do FCP até ao 2º golo do Chelsea



Negativo do jogo


O primeiro golo sofrido por Helton, bem como o seu nervosismo;

O nervosismo de Raul Meireles, baixando as prestações a que nos tem habituado;

A mudança táctica no FCP após o golo do empate, que fez partir e desequilibrar o jogo para o Chelsea, de forma definitiva;

O erro de Ibson na marcação a Ballack, surgindo daí o 2º golo;

A derrota do FCPorto.



Até para o ano, Porto!



quarta-feira, fevereiro 21, 2007

FC Porto 1 - Chelsea FC 1


Local: Porto

Estádio: Dragão

Assistência: 50.216 Espectadores



Jogo grande no Dragão, primeiros 90 minutos da eliminatória que dará acesso aos Quartos de Final da Liga dos Campeões.

Ambiente espectacular, coreografias, muitas vozes afinadas, muita vontade de apoiar a equipa por parte de quem se deslocou ao estádio, o regresso polémico de Mourinho ao estádio que o mostrou ao mundo do futebol foram todos os ingredientes que fizeram parte deste jogo.



Num esquema habitual de 4x3x3, o FCPorto entrou algo receoso no encontro, alguns dos seus jogadores apresentaram nervosismo inicial e isso verificou-se nos primeiros lances, em que o Chelsea conseguiu chegar com algum perigo junto da área adversária.

Com o público a apoiar, o FCP serenou e assentou o seu futebol na recuperação de bolas, na transição rápida para as laterais e na circulação. Por seu lado, o meio campo fortíssimo do Chelsea recuperava muitas bolas, tentava lançar rapidamente os ataques, com uma movimentação dos seus jogadores e da bola o mais rápido possível.
Num lance aparentemente inofensivo, John Terry lesiona-se e, jogando momentaneamente com menos um jogador o FCP chega ao golo, num remate traiçoeiro de fora da área de Raul Meireles, levando o Dragão à loucura. O FC Porto começava a dominar o jogo e marca, o que levava a crer que poderia continuar a acalmar, a dominar e com vontade de vencer por mais.

Num lance ganho pela defesa, a distracção de Bosingwa permite que Robben assista Shevchenko que, dentro da área estabelece a igualdade. Os ânimos serenaram, voltámos à etapa inicial, acreditando sempre que seria possível marcar mais, embora o perigo para a baliza de Helton estivesse várias vezes presente.



Essien assumiu o eixo da defesa e Quaresma começou a irritar tudo e todos aparecendo definitivamente no jogo, que o diga o seu opositor directo. O próprio Mourinho teve que corrigir o seu jogador mas, como não bastou, tentou pressionar Quaresma que, em grande nível nunca se deixou intimidar, mesmo tendo a conivência do árbitro às infracções efectuadas por Diarra. O golo da noite, da jornada, da competição e do ano ia saindo ao número 7 do FC Porto, numa jogada iniciada por ele, recebe uma tabela de Postiga e, de trivela, ia colocando a bola no fundo das redes, pena é que a barra evitou-o.

Continuava o domínio dos visitados, muito rápidos sobre a bola, apresentando um futebol fluido e objectivo e agradável a quem assistia. Infelizmente, o resultado chegava empatado ao intervalo.
No reinicio, Robben é substituído e o Chelsea limitou-se a defender, deixando de construir qualquer tentativa de ataque, procurando fechar os caminhos ao FC Porto, pressionando, fazendo faltas, circulando a bola de forma lenta, enfim, tentando controlar o resultado da melhor maneira, pois um empate com golos era excelente.



Jesualdo tentou mudar o rumo dos acontecimentos com substituições, passando a jogar em 4x4x2 passando Quaresma para o meio, mas logo se percebeu que o jogo deixou de ser rápido, passando a ser muito directo. Logo tentou repor com a inclusão de Bruno Moraes, baixando Cech para a posição de Fucile.
O FC Porto conseguiu algum domínio a partir daí, conseguiu chegar mais vezes à área adversária e teve oportunidades para marcar, a mais evidente por Lisandro.
Os jogadores acabaram o jogo muito cansados, fruto de um ritmo muito elevado na primeira parte e do domínio exercido na segunda. Quanto ao Chelsea, esteve em campo uma parte, lutou pelo resultado durante 45 minutos e depois limitou-se a defendê-lo.
Em suma, o resultado é favorável aos visitantes mas quanto a mim injusto, pois só o FC Porto tentou ganhar durante todo o tempo de jogo.



Arbitragem

Sem influência no resultado, penso que acompanhou de perto todos os lances, enganando-se algumas vezes no seu juízo sobre os mesmos, com prejuízo para o FC Porto. Demorou bastante a mostrar o primeiro amarelo e mostrou-o pela primeira vez por protestos, quando a insistência faltosa de alguns jogadores já o tinha justificado anteriormente.



Melhor Jogador

Paulo Assunção. Esteve no campo todo, defendeu, atacou, lutou. Assumiu sempre a sua posição, o seu jogo e nunca se intimidou. Jogou fácil, recuperou bolas para os seus colegas sem recurso à falta, enfim, preencheu o campo todo.

Num jogo com tantos bons jogadores é difícil escolher um só, razão pela qual destaco também Pepe, Bruno Alves e Lucho.

Por parte do Chelsea, sem dúvida nenhuma que escolho Essien que, o vivo, surpreendeu-me muitíssimo, pela sua classe, velocidade, técnica e eficiência.



Positivo do jogo

* O ambiente fantástico nas bancadas.

* A coreografia inicial.

* O Fair-play do jogo.

* O espéctaculo em si.



Negativo do jogo

* O remate de Quaresma não ter dado golo.

* A atitude provocatória de Mourinho com Quaresma.

* A atitude extremamente defensiva mostrada na segunda parte pelo Chelsea.

* O resultado ter acabado empatado para o FC Porto.