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segunda-feira, julho 16, 2007

Copa América: Final - Brasil-Argentina

Terminou hoje a Copa América com um festival de futebol dado surpreendentemente por um Brasil de segunda sobre a equipa principal da Argentina, vencendo os brasileiros por 3-0. Neste jogo ficou provado que os nomes não jogam e foi mais uma vez a vitória de um colectivo forte e que mereceu por inteiro a vitória.

O Brasil iniciou o jogo praticamente a ganhar, uma vez que logo aos 4 minutos Júlio Batista, num fantástico remate dentro da área e perante a passividade do seu marcador directo, Ayala, rematou para dentro da baliza do desprotegido Abbondanzieri.

Contra todas as expectativas era o Brasil a inaugurar o marcador e a colocar algumas dificuldades na selecção argentina. De qualquer forma os primeiros 15 minutos de jogo foram extremamente bem disputados, com bastante emoção e aos 10 minutos de jogo, depois de uma fantástica jogada de futebol, Riquelme iria rematar com violência ao poste esquerdo da baliza defendida por Doni. Era a resposta da selecção das pampas. No entanto, passado pouco tempo era o Brasil que por pouco não marcava o segundo golo numa bela jogada de contra ataque.
A partir do priemiro quarto de hora de jogo, entrou-se numa toada um pouco mais monótona, com o Brasil a continuar a surpreender e a comandar por completo as operações, perante uma apatia geral da selecção albi-celeste. Até que, por volta da meia hora Riquelme obriga Doni à defesa da noite. Um fantástico remate do argentino à entrada da área para uma bela defesa do guardião da Roma.

Quando se poderia começar a pensar numa reacção (finalmente) da selecção argentina, por via de alguns livres e cantos conquistados e alguns apuros para a defesa brasileira, surge o segundo golo da selecção brasileira. Uma bela jogada que termina com um cruzamento perigoso que é interceptado para dentro da baliza por... Ayala!... Deus é definitivamente brasileiro...

Chegávamos pois ao intervalo do jogo, com uma vitória justa do Brasil, embora por números um pouco exagerados.

Pensava-se que na segunda parte a selecção argentina poderia efectuar algumas alterações e partir para cima do Brasil, mas a "canarinha" continuou sempre muito consistente no seu jogo, com as formiguinhas Mineiro e Josué a anular completamente o meio campo argentino, principalmente o seu maestro Riquelme.

Neste segundo período de jogo o Brasil dava conscientemente a posse de bola aos argentinos, lançando rápidos contra ataques, sempre com muito perigo face a uma defesa e meio campos argentinos com bastante lentidão na recuperação de bola.

Depois de alguns avisos, foi sem surpresa que aos 67 minutos numa jogada fantástica de contra ataque o Brasil chegava ao 3-0. Wagner Love parte para um contra ataque rapidissimo, soltando a bola apenas no momento certo para Daniel Alves, que de primeiro e com o seu pé direito desferiu um remate cruzado sem qualquer hipótese para o guarda redes da Argentina. Estava consumado o escândalo!...

No resto da partida o Brasil limitava-se a gerir a posse de bola e a lançar contra ataques, com maior ou menor perigo, enquanto os jogadores argentinos, já sem qualquer tipo de força mental ou física, ia tentando criar perigo para a defensiva canarinha na marcação de bolas paradas.

Vitória inteiramente justa da única equipa que foi verdadeiramente um colectivo e que acaba por conquistar uma competição quando poucos achavam ser possível consegui-lo. Destaque para o facto da selecção argentina ter sido aquela que melhor futebol praticou durante a competição, mas para a conquistar é preciso mais do que isso. É necessário chegar às finais e ganhá-las. E hoje o Brasil foi muito superior...

quinta-feira, julho 12, 2007

Copa América: Meias Finais - Argentina-México



A Argentina obteve o apuramento para a final da Copa América, batendo o México por 3-0, dando mostras do porquê do seu favoritismo à conquista do troféu.

A selecção das pampas a cada jogo que passa demonstra o seu poderio e desta feita foi a bem organizada equipa mexicana a sua vítima.
O jogo não foi tão bem jogado como se esperava inicialmente e só na segunda parte os argentinos fizeram valer a sua força.

O jogo iniciou-se com algum receio de parte a parte, e notou-se, ao contrário do que se esperava, uma Argentina um pouco amorfa, com pouca sustentação de bola e com alguma dificuldade para parar um ataque muito determinado por parte dos aztecas.

Desta forma, foi dos mexicanos a melhor oportunidade da primeira parte, quando aos 35 minutos Andrés Guardado rematou para o poste após uma excelente jogada da equipa do México. Os deuses estiveram com os argentinos!... Mas foi precisamente a partir deste lance que se começou a inverter a tendência do encontro. Os argentinos aos 41 minutos lançam o primeiro aviso com uma jogada muito perigosa de entendimento entre Tévez e Riquelme.

E foi aos 45 minutos que, na sequência de um livre apontado por Riquelme, Heinze se antecipa a um defensor contrário e inaugura o marcador!
Um golo importantíssimo, mesmo sobre a hora para o descanso, um golo que acabaria por ser decisivo para o desenrolar da partida, mas que acabava por ser uma injustiça para os mexicanos, ao intervalo.



Na segunda parte os argentinos, mercê do golo de vantagem, jogaram um futebol bastante mais tranquilo e acabaram por controlar toda a partida. Foi também a altura em que Messi, que se arrisca a ser eleito melhor jogador da competição, decidiu abrir o livro e dar espectáculo.

Aos 61 minutos, Messi apontou o golo mais bonito do torneio! Lançado em profundidade pela direita, o jovem génio do Barcelona picou a bola sobre o defensor que o marcava e sobre o guarda-redes Sanchez. Um golo a não perder na televisão.

O golo acabava praticamente de vez com as pretensões aztecas que pouco tempo antes, através de Castillo, enviou uma bola à trave de Abbondanzieri.

Riquelme fechou a contagem e sentenciou a partida na sequência de uma grande penalidade e já só falta um golo ao argentino para apanhar Robinho na lista dos melhores marcadores. O 3-0 estava feito para a Argentina e a tão aguardada final diante do Brasil é já no próximo Domingo.

A Argentina, com classe, foi mostrando aos poucos a sua valia e superiorizou-se a um México impotente perante tamanha grandeza individual e colectiva evidenciada pelos grandes favoritos à vitória.

quarta-feira, julho 11, 2007

Copa América: Meias Finais - Brasil-Uruguai

O "tristonho" Brasil, que poucas vezes tem dado espectáculo nesta Copa América já se encontra na final da competição, depois de ter afastado o Uruguai no desempate por grandes penalidades (5-4), após um empate a 2 bolas no tempo regulamentar.

A selecção canarinha sem deslumbrar e com uma equipa que não se pode dizer ser a equipa principal consegue chegar à final da Copa América onde irá defrontar o vencedor do México-Argentina, a realizar hoje.

O jogo entre estes dois eternos rivais não se pode dizer que tenha sido muito bem jogado, mas foi acima de tudo, emotivo. O Brasil entrou bem na partida e logo ao 13 minutos o lateral direito Maicon iria inaugurar o marcador na sequência de uma defesa incompleta do guarda redes Fabián Carini. Era a sequência lógica de uma melhor entrada na partida por parte dos canarinhos.

Passados poucos minutos, um apagão numa das torres de iluminação iria originar uma paragem de 15 minutos na partida. Algo inconcebível num jogo de uma grande competição internacional, mas continuamos a falar da América do Sul!...

Após o reatamento, o Uruguai lançou-se ferozmente sobre o meio campo brasileiro e encostou o escrete à sua área, tendo várias oportunidades para igualar a partida. Daí não ter causado espanto o golo da turma celeste, aos 34 minutos (45+4), por parte de Forlán. Diego Forlán e Alvaro Recoba foram sem dúvida os melhores jogadores uruguaios nesta partida.

Porém, 5 minutos volvidos, e completamente contra a corrente do jogo, Julio Baptista iria colocar novamente o Brasil na liderança do marcador, num lance de bola parada.

Chegávamos assim ao intervalo com uma vitória por 2-1 da turma canarinha, resultado injusto para o nível exibicional apresentado pelas duas equipas.

Na segunda parte o jogo foi bastante mais calmo, também devido à saída prematura de Recoba, ao intervalo. O Uruguai teve muito mais dificuldade na construção de jogo e o Brasil foi sempre controlando as operações.

O futebol não é, no entanto, uma ciência lógica, e quando tudo apontava para um apuramento tranquilo do Brasil para a final, face às poucas dificuldades criadas pelos uruguaios, eis que Sebastian Abreu empata a partida, quando estavam decorridos 70 minutos.

Voltava tudo à estaca zero e até final dos 90 minutos poucos motivos de interesse teve a partida, que se concluiu com uma igualdade a 2 bolas.

Na Copa América não há lugar a prolongamentos, pelo que passaria-se imediatamente à marcação de grandes penalidades, onde Doni foi o grande protagonista e o herói brasileiro. Começaram melhor os canarinhos o desempate, com Robinho, Juan e Gilberto Silva a acertarem, ao passo que Forlan desperdiçou logo o primeiro remate dos uruguaios. Porém, depois, seria a vez de Afonso Alves também errar. A primeira série terminaria com uma igualdade a 4. E quando Fernando falhou de seguida, tudo parecia perdido para o Brasil. Só que Pablo Garcia acertou no poste. Gilberto marcou na resposta e depois seria a vez de Doni brilhar e "dar" ao Brasil um bilhete para a final!

segunda-feira, julho 09, 2007

Copa América: Quartos de Final, dia 2

Segundo dia de jogos dos quartos de final da Copa América e mais um dia repleto de goleadas. Parece que nenhum dos agora semi-finalistas quis deixar os esus créditos por mãos alheias e tanto México (6-0 ao Paraguai) como Argentina (4-0 ao Peru) venceram categoricamente.

No primeiro jogo da noite, aquele que aparentemente poderia parecer o embate mais equilibrado destes quartos de final traduziu o resultado mais desequilibrado e surpreendente (pelos números) de todos os jogos do fim de semana. O México continua a mostrar todo o seu poderio e despachou o Paraguai de Oscar "Tacuara" Cardozo por seis bolas sem resposta.

O jogo ficou condicionado logo aos dois minutos quando Bobadilla, guarda redes paraguaio, é expulso por cometer grande penalidade sobre Castillo, castigo máximo que o próprio Castillo se encarregou de transformar.

O México acabou sempre por controlar a seu bel prazer as operações e por isso não surpreendeu ninguém o 2º golo aos 26 minutos, apontado por Torrado e o 3º aos 38 novamente por Castillo.

A defesa paraguaia foi um autêntico queijo suiço e os mexicanos apenas se limitaram a trocar a bola entre si durante os 90 minutos e foram criando oportunidades atrás de oportunidades.

Na segunda parte, apenas Roque Santa Cruz ia dando um ar da sua graça, tentando lutar contra a formação orientada por Hugo Sanchez, no entanto os últimos 12 minutos foram de total humilhação para os paraguaios. Arce aos 78 minutos, Blanco de penalty (mais um indiscutível) aos 87 e Omar Bravo aos 90, completaram uma das maiores humilhações da história do futebol paraguaio.

Nota final de alguma curiosidade para as declarações do argentino Gerardo Martino, seleccionador do Paraguai, que confessou ter pedido ao árbitro (também argentino) Sergio Pezzotta, para terminar o "suplício" e a "humilhação" a que a sua equipa estava sujeita antes dos 90 minutos. "Ele disse-me que tinha que cumprir os regulamentos mas hoje sentimo-nos verdadeiramente humilhados", confessou Martino.

No último jogo dos quartos de final, a super favorita equipa da Argentina bateu por 4-0 o Peru, num jogo que dominou completamente e que significou o primeiro golo de Leonel Messi na competição.

Na primeira parte a selecção das pampas sentiu bastantes dificuldades para ultrapassar a bem organizada equipa do Peru. Apenas algumas investidas de Messi iam tentando obstar a alguma apatia da equipa argentina, que dessa forma não conseguiu inaugurar o marcador nos primeiros 45 minutos. No entanto a Argentina ainda conseguiria enviar uma bola ao poste.

Na segunda parte o seleccionador argentino decidiu retirar Diego Milito e meter na partida Carlos Tévez, aposta que se revelou revolucionadora do futebol de ataque argentino, uma vez que também Riquelme apareceu em grande estilo, acompanhando Messi no recital de bom futebol.

Logo aos 46 minutos, Riquelme acabaria por inaugurar o marcador, a passe do recém entrado Tevez!...
Este golo serenou a equipa e catapultou-a para uma 2ª parte de grande nível.
Praticamente na jogada seguinte Carlos Tévez com uma cabeçada acabaria por acertar na barra da baliza peruana.

E foi com toda essa tranquilidade, com a sustentação de bola habitual na formação argentina que Leonel Messi se iria estrear na marcação de golos na competição, aproveitando da melhor forma uma assistência de Riquelme quando estavam decorridos 61 minutos.

A partir daí o domínio da selecção das pampas foi completo e ainda haveriam de dilatar o marcador por Mascherano aos 75 minutos e por Riquelme que apontaria o seu segundo golo na partida aos 86 minutos de jogo.

Ficam desta forma definidos os jogos das meias finais da Copa América, com os 4 semi-finalistas a demonstrarem veia goleadora e a prometerem golos em força. Na madrugada de 3ª para 4ª feira poderão assistir ao Brasil-Uruguai e um dia depois ao Argentina-México.

domingo, julho 08, 2007

Copa América: Quartos de Final

Iniciaram-se os quartos de final da Copa América e o espectáculo não defraudou as expectativas. Dois jogos com outras tantas goleadas onde a nota de destaque vai para o "acordar" do Brasil na competição, com a primeira vitória incontestável da turma canarinha por 6-1 perante o Chile, enquanto o Uruguai afastava da competição a equipa da casa por 4-1.

No primeiro jogo da noite o Uruguai acabaria por levar de vencida a Venezuela, que perante o seu público não conseguiu disfarçar as suas lacunas, numa equipa perfeitamente banal.

O jogo até começou equilibrado, com respeito mútuo de ambas as formações, no entanto aos 39 minutos o uruguaio Diego Forlán acabaria por inaugurar o marcador, colocando mais pressão sobre a equipa da casa.

De qualquer forma, a alegria celeste iria demorar pouco tempo, uma vez que dois minutos mais tarde o avançado Juan Arango iria lograr empatar a partida, num livre superiormente marcado.

A segunda parte iniciou-se com uma forte pressão da Venezuela, pressão essa que acabava por não resultar em termos práticos e seriam os azuis celestes a colocar-se novamente na frente do marcador aos 65 minutos, quando Pablo Garcia efectuou um forte remate que entrou no ângulo superior direito da baliza defendida por Vega.

A partida acabaria por ficar resolvida definitivamente nos últimos minutos, com dois golos uruguaios, um apontado aos 87 minutos por Cristian Rodriguez, a passe de Forlán e o outro aos 92 minutos, concluído precisamente por Diego Forlán, o melhor jogador em campo.

Na outra partida da noite, expectativa para ver se finalmente o Brasil se soltava e efectuava uma exibição convincente. E a exibição chegou finalmente!...

Com algumas surpresas no onze inicial, nomeadamente Josué e Júlio Batista, os brasileiros foram uma autêntica máquina demolidora de uma equipa chilena bastante macia.

A goleada começou a desenhar-se aos 17 e aos 23 minutos, com golos apontados por Juan e Júlio Batista, a culminar uns primeiros minutos de intenso domínio canarinho.

Os brasileiros continuaram durante toda a partida a desenvolver um futebol bonito, fazendo recordar o Brasil dos velhos tempos. Fruto desse domínio esmagador, Robinho ainda marcaria o 3º golo na primeira parte, aos 28 minutos. O jogo estava completamente decidido e ainda não haviam sido jogados 30 minutos...

À entrada para a segunda parte Robinho, quem haveria de ser, marcaria o seu 6º golo na competição, aumentando a contenda para 4-0, resultado que seria dilatado por Josué aos 69 minutos.

Mas curiosamente o melhor momento da noite seria de inspiração chilena, aos 76 minutos, naquele que poderá ser considerado até ao momento o melhor golo da Copa América, apontado por uma das revelações da competição: Humberto "Chupete" Suazo. Suazo pegou na bola na meia lua da área brasileira, passou-a por entra as pernas de um defesa, deu meia volta e com um chapéu bateu o guardião Doni. A não perder numa TV perto de si!...

Para término do jogo ainda tempo para mais um golo do Brasil, aos 85 minutos, pelo ponta de lança Wagner Love, cifrando o resultado em 6-1 para os canarinhos.

Na próxima quarta feira, Uruguai e Brasil defrontar-se-ão para se apurar um dos finalistas desta edição da Copa América.

quinta-feira, julho 05, 2007

Copa América: Grupo B


Disputou-se em Puerto La Cruz a última e decisiva jornada do Grupo B. Com o México já apurado, as Selecções do Brasil e Chile necessitavam apenas de um ponto, a fim de assegurar as respectivas passagens aos Quartos-de-Final da prova, enquanto que o Equador, sem pontos, tinha a todo o custo de vencer, pelo menos pela diferença de 2 golos.

Com o Empate a servir as duas Formações, México o Chile, disputaram um jogo, sem vários dos seus habituais titulares, embora por razões diferentes. Enquanto que os Mexicanos, com lugar assegurado na próxima ronda, pouparam jogadores, os Chilenos viram-se impedidos de apresentar a sua habitual formação derivado de lesões e castigos.

Deste modo, não foi de estranhar o ritmo enfadonho em que se iniciou a partida, sem grandes oportunidades de golo, com a divisão de pontos no final a servir as pretensões de ambos os conjuntos.
A 2ª metade do jogo até foi um pouco mais movimentada, mas nunca os Atacantes conseguiram bater os GR, Bravo e Ochoa, apesar de uma ou outra oportunidade mais clara para o fazerem.
Deste modo, ambas as Equipas seguem calmamente para a próxima fase.

No outro jogo do dia, O Brasil carimbou o seu apuramento para os Quartos-de-Final da prova, ante um Equador que Negritose despediu da mesma, sem qualquer ponto conquistado...

Ante um Brasil muito «pobre», o Equador dispôs de soberanas oportunidades, na primeira meia-hora de jogo. Doni, que já havia defendido um belo remate de Benitez, teve uma saída precipitada da baliza, sendo driblado por Borja, mas este atirou ao lado, com a baliza deserta.
Só no final da 1ª parte, é que a «Canarinha» pressionou o seu Adversário e, em 2', teve 3 situações claras de golo! Robinho, Vagner Love e Julio Baptista não conseguiram desfeitear Elizaga...

Aos 55', o Brasil chegou ao golo, de GP, assinalada pelo Auxiliar do Árbitro do encontro. Robinho, sempre ele, não desperdiçou e deu vantagem à sua Equipa, aniquilando de vez com todas as esperanças dos Equatorianos!
A 11' do fim, o Equador pôde-se queixar do Juiz da Partida, pois deixou passar em claro uma GP contra o Brasil, cometida por Alex sobre Carlos Tenorio.
Diego, Alex Silva e Kleber nada acrescentaram ao jogo, que se desenrolou até final sem nada de relevante a assinalar...

Nos Quartos-de-Final, o Brasil encontrará novamente o Chile, dado que este foi o melhor 3º Classificado. Já o México jogará com o 2º Classificado do Grupo C - Argentina ou Paraguai.

quarta-feira, julho 04, 2007

Copa América: Grupo A

Teve lugar, esta madrugada, a última jornada do Grupo A, com ainda tudo por decidir, face à proximidade pontual entre as formações. Como tal, creio ser incrível como conseguem efectuar os jogos decisivos a horas diferentes, condicionando o comportamento das Equipas, sobretudo no último jogo da noite entre Uruguaios e Venezuelanos.

No 1º jogo, defrontaram-se a Bolívia, à qual só a vitória lhe interessava, e o Perú, dependente da conquista de um ponto.
A Equipa de Erwin "Platini" Sanchez foi melhor durante grande parte do jogo, correndo «atrás do prejuízo» e fez por merecer a vantagem conseguida, aos 23', num grande pontapé de Jaime Moreno!
O Perú teve então de intensificar as suas investidas atacantes e, 10' volvidos, lugrou empatar a partida, por Cláudio Pizarro, num cabeceamento a um livre apontado por Mariño!
No entanto, ainda antes do Intervalo, a Bolívia voltou a adiantar-se no marcador. Jahsmany Campos (19 anos), com um violento pontapé, desde o vértice da pequena área, desfeitiou o GR Peruano, Leao Butrón!

Na 2ª parte do jogo, o Perú veio com tudo para a frente, contudo a Bolívia tinha lá trás o seu verdadeiro Capitão, Juan Manuel Peña (Villareal), a comandar toda a sua Equipa.
As coisas ficaram ainda mais complicadas para os Peruanos, aos 78', depois da expulsão de Joel Herrera. Os comandados de Julio César Uribe estavam já desesperados!
E foi quando os Bolivianos já "cantavam vitória", que o Perú sentenciou o seu apuramento. Aos 85', novamente Cláudio "Conquistador" Pizarro marcou o golo, de cabeça e, uma vez mais a cruzamento de Juan Carlos Mariño!
A Bolívia despedia-se assim desta edição da Copa América, sem ter conseguido o apuramento para os Quartos-de-Final...

No outro jogo da noite, jogado a seguir ao Bolívia-Perú, defrontaram-se a Venezuela e o Uruguai, já a saberem que um Empate serviria as pretensões de ambas as Equipas...

Com um Estádio Metropolitano, em Merida, completamente lotado (35.000 Espectadores) disputou-se claramente o pior jogo desta Copa América, até ao momento! Consequentemente e por curiosidade, refira-se que foi o 1º jogo desta Edição a terminar sem golos...
O Equilíbrio foi a nota dominante nesta partida, que contou com a estreia de Jorge Fucile na equipa titular da Selecção «Celeste». As oportunidades de golo foram poucas ou nenhumas, para natural descontentamento dos Adeptos presentes no Estádio, que não hesitaram em mostrar toda a sua indignação pelo triste espectáculo, assobiando ambas as formações, sempre que "empatavam" tempo com passes lateralizados nos seus sectores defensivos.
Houve ainda tempo para a estreia de Alvaro Recoba, prometendo assim um Uruguai bem mais atrevido para os Quartos-de-Final da Competição.

A Venezuela terminou, assim, no 1º lugar deste Grupo com 5 pontos, seguido do Perú e Uruguai, ambos com 4. A Bolívia, com 2 pontos, regressa a casa...

terça-feira, julho 03, 2007

Copa América: Grupo C

O Paraguai e a Argentina classificaram-se para a próxima fase da Copa América, fruto das suas vitórias, em Barinas, diante dos EUA e Colômbia respectivamente.

Com Oscar «Tacuara» Cardozo no onze inicial e finalmente a mostrar algum do «perfume» do seu Futebol, o Paraguai derrotou com muito sofrimento uma incansável selecção dos EUA!

Na 1ª parte a jovem equipa Norte-Americana tentou tomar conta da partida, mas o GR, Justo Villar, esteve sempre em grande, não permitindo que os Americanos se adiantassem no marcador.
Seria mesmo o Paraguai, através do seu temível contra-ataque venenoso, a inaugurar o placard, aos 28', por intermédio de Edgar Barreto, após uma grande assistência de Cardozo, futuro atacante do Benfica!
Os EUA nunca baixaram os braços e foi sem surpresa que, aos 39', o médio Ricardo Clark repôs a igualdade!
Na 2ª metade do jogo, os Paraguaios deram definitivamente a volta às coisas, nomeadamente depois de um falhanço clamoroso da defesa Norte-Americana, que num mau atraso de bola permitiu que Oscar Cardozo se isolasse e, com mestria, bateu o GR Kasey Keller!
A Juventude, Irreverência e grande sentido táctico dos Americanos quase que lhe permitiram reempatar a partida, mas os seus jogadores estavam definitivamente em «noite não», desperdiçando várias ocasiões de golo.
Por fim, já com Salvador Cabañas em campo, por troca com Cardozo, foi o Paraguai que logrou fechar a contagem, num Livre Directo superiormente apontado pelo suplente do Reforço Encarnado, que desta forma se juntou a Roque Santa Cruz e Robinho na liderança dos Melhores Marcadores da Competição!

A Argentina, a grande favorita da Competição, conseguiu a sua 2ª vitória, apesar da boa réplica dada pela Colômbia. Lionel Messi e Juan Riquelme foram os melhores da noite, numa partida que a Selecção «Alvi-Celeste» teve novamente em desvantagem no marcador bem cedo.

A 1ª parte começou com o conjunto Colombiano a pressionar os Argentinos, não dando espaço à sua circulação de bola, com a qual normalmente desgastam os Adversários. Tal como acontecera contra os EUA, os comandados de Alfio Basile sofreram um golo aos 9', por Edixon Perea, num desvio a um remate de David Ferreira.
A Argentina nunca se desorganizou e calmamente foi reagindo à desvantagem. Aos 20', o Árbitro da partida assinalou uma GP sobre Messi, perante os protestos dos «Cafeteros». Hernán Crespo não perdoou, igualou a partida e saiu lesionado, dando lugar a Diego Milito.
Com a partida empatada, o equilíbrio era a nora dominante no relvado do Estádio Pachench Romero. No entanto, a maior capacidade individual dos Argentinos era indiscutível e, à 1ª oportunidade, deram a «cambalhota» no marcador... Riquelme, após assistência de Javier Zanetti, cabeceou para o 2-1 e a «Alvi-Celeste» parecia arrancar para uma exibição tranquila!
Ainda mais ao de cima veio essa sensação, quando, antes do Intervalo, o mesmo Riquelme apontou com mestria um Livre Directo, aumentando a vantagem para 3-1 com que chegou o descanso!

A 2ª parte foi muito «morna», dado que os Argentinos acalmaram o seu ritmo de jogo e, ainda ssim, a Colômbia quase não conseguia atacar.
O jogo empobreceu, mas, aos 76', Jaime Castrillón reduziu a desvantagem dos «Cafeteros», dando emoção ao jogo e lançando a incerteza até final!
Logo a seguir o empate só não aconteceu porque Macnelly Torres desperdiçou uma claríssima oportunidade para bater Abondazieri! A Colômbia acreditava que era possível e Alfio Basile fez logo entrar Carlitos Tevez e Lucho Gonzalez...
A Argentina acabou por suster o ímpeto Colombiano e, mesmo em cima do final (92') Diego Milito desfez todas as dúvidas, ao apontar o 4-2 final, após uma bonita jogado colectiva dos Argentinos, que assim estão, sem surpresa, apurados para a próxima fase da Copa América 2007!

segunda-feira, julho 02, 2007

Copa América 2007 - Grupo B

Jogou-se a segunda jornada do Grupo B da Copa América, começando a definir-se quem são os grandes candidatos ao apuramento para a fase seguinte. O Brasil bateu o Chile por 3-0 apesar de uma péssima exibição onde mais uma vez apenas Robinho teve um nível exibicional de nível condizente com a categoria da selecção canarinha.

Os brasileiros apresentaram-se praticamente com a mesma formação que na passada 4ª feira foi derrotada pelo México, trocando apenas Diego por Anderson. O genial jogador do Manchester conseguiu conquistar o lugar mercê da sua fantástica exibição na segunda parte do passado jogo, mas nesta partida defraudou as expectativas colocadas nos seus ombros, com uma participação bastante discreta.

O jogo foi extremamente enfadonho e até aos 36' não se vislumbrou uma única grande oportunidade de golo para qualquer uma das equipas. E nesse minuto o árbitro lembrou-se de ver uma grande penalidade ou ninguém viu, num suposto empurrão de um defesa chileno a Wagner Love. Robinho encarregou-se de inaugurar o marcador, colocando a «Canarinha» na frente.

Na etapa complementar, Dunga resolveu tirar Anderson e colocar Júlio Batista no seu lugar, alteração que não deu praticamente efeitos práticos pois o futebol brasileiro continuou a ser previsível e sem grandes rasgos, a não ser quando Robinho pegava na bola. Por outro lado o Chile começava a acercar-se do meio campo contrário, algo que não fez durante o primeiro tempo.
Por volta do minuto 70, o fiscal de linha que acompanhava o ataque chileno assinalou mal um fora de jogo a Humberto Suazo que se isolava na cara de Doni. Pouco depois o mesmo Suazo (jogador a ver com atenção) quase fazia o golo do empate, num lance salvo por Juan quando Doni já andava aos papéis...

No entanto, nos últimos minutos, Robinho lembrou-se de dar festival! Primeiro aos 84', marcando o 2-0 e depois, aos 87', numa jogada extraordinária em que tirou dois defesas do caminho antes de rematar para o fundo das redes chilenas. Era o segundo hat-trick da competição, depois de Roque Santa Cruz pelo Paraguai, agora Robinho, a levar ao colo a selecção brasileira. Uma vitória por números exagerados, de um Brasil que continua a defraudar os seus adeptos com muito pouco futebol.

Na outra partida, México e Equador deram espectáculo, pecando apenas os Equatorianos na finalização!
A 1ª parte até teve maior domínio Equatoriano, mas foram os Mexicanos que se adiantaram no marcador, pelo tecnicista/individualista Nery Castillo, aos 21', um dos bons talentos desta Copa América. O Avançado do Olympiakos aproveitou bem um erro de Iván Hurtado, para depois fintar Christian Mora e atirar para a baliza deserta!
O Equador ainda empatou, por Antonio Valencia aos 36', mas o Árbitro Auxiliar anulou o golo, dada a posição irregular do Extremo do Wigan Athletic.
Até ao Intervalo, apesar da maior posse de bola dos Sul Americanos, foi o México que desperdiçou oportunidades, por Castillo e Fernando Arce.

Na 2ª metade, os comandados de Luis Suárez tudo fizeram para dar a volta aos acontecimentos, mas desperdiçaram boas oportunidades para concluirem boas iniciativas atacantes...
Contudo, o Equador continuava sujeito ao venenoso Contra-Ataque dos comandados de Hugo Sanchez e, se numa ocasião Castillo (sempre ele) abusou na acção individual, tentando fazer o golo num remate «de letra», já aos 79' Omar Bravo não desperdiçou um excelente cruzamento do veterano e ídolo Mexicano, Cuauhtémoc Blanco!
O resultado parecia feito, mas a 6' do final um forte remate de Edison Mendez (PSV Eindhoven) tabelou num defesa contrário, reduzindo a diferença para apenas um golo.
No entanto, a reacção do Equador não daria mais resultados e, desta forma o México carimbou a sua passagem à próxima fase!

domingo, julho 01, 2007

Copa América - Grupo A


Disputou-se, este Sábado, no Estádio Pueblo Novo, a 2ª Jornada do Grupo A. Enquanto o Uruguai voltou às vitórias, a Venezuela aproveitou a vantagem caseira para se isolar na frente da Classificação do Grupo, batendo o Perú, num jogo polémico.

Em San Cristóbal, o Uruguai recuperou do desaire sofrido diante do Perú, após vencer a Bolívia por 1-0, sendo que esta foi a 1ª derrota da Selecção Boliviana na «Era Erwin Sanchez».
Repleto de faltas, algumas a roçar a violência, o jogo foi pobre. Após uma 1ª parte sem qualquer situação flagrante de golo, a Selecção Celeste, demasiado carente do seu «Astro», Alvaro Recoba ainda a contas com uma lesão, acabou por chegar ao único tento do encontro aos 57', quando Diego Forlan falhou uma finalização na área Boliviana, aparecendo de rompante Vicente "Carucha" Sanchez (Toluca) a bater o GR Galarza!
A reacção da Bolívia tardou, mas nos últimos minutos o GR Uruguaio, Carini, teve de se empregar a fundo, evitando a igualdade e permitindo que a sua Equipa voltasse à luta pelos primeiros lugares, igualando o Perú.

No outro jogo do Grupo A, a equipa da casa, a Venezuela, conseguiu a sua 1ª vitória desde 1967(!!) na Copa América, apenas a sua 2ª em toda a Competição!
Diante do Perú, o jogo foi emotivo, embora pobre em qualidade. A maior objectividade do futebol dos Venezuelanos criou sempre mais problemas, embora a técnica de Fárfan e Paolo Guerrero também mantivessem sempre em sobressalto os defesas da casa.
Os primeiros 45' ficam marcados pela expulsão exageradíssima do Peruano Pedro Garcia e um golo bem anulado a Maldonado, na recarga a um livre directo de Rey.
Já com Edder Perez na equipa, os «Vinotinto» lograram chegar à vantagem aos 48', através de Alejandro Cichero (Litex Lovech), num cabeceamento muito colocado, após a cobrança de um canto!
A reacção dos «Incas» foi feroz. Reduzidos a 10 Jogadores, o Perú esteve perto de chegar à igualdade logo a seguir, mas Paolo Guerrero desperdiçou uma soberana oportunidade e, mais tarde, o Árbitro deixou passar em claro uma GP sobre Claudio Pizarro.
Já com ambas as Equipas com menos um Homem, pois Ricardo Paez (filho do Seleccionador) foi expulso por acumulação de «Amarelos», a Venezuela alargou ainda mais a vantagem no marcador, através de um rapidíssimo contra-ataque conduzido e concluido por Daniel Arismendi (Maracaibo), aos 79'!
Até final, os Venezuelanos aguentaram a precioso resultado que os colocou no comando do Grupo, desde já apurados para a próxima fase da Copa América, para gáudio dos 40.000 Espectadores presentes no Estádio e toda a nação da Selecção «Vinotinto»!

sexta-feira, junho 29, 2007

Copa América 2007 - Grupo C


Realizaram-se, esta noite, os 2 jogos inaugurais do Grupo C, inicialmente designado como sendo o «Grupo da Morte». Contrariando tudo isto, o Paraguai aplicou uma goleada de 5 golos sem resposta à Colômbia, enquanto que na outra partida a Argentina, sem surpresa, superiorizou-se a uma frágil formação secundária dos EUA.


Em Maracaibo, Roque Santa Cruz (Bayern Munique) brilhou a grande altura, conseguindo um Hatt-Trick, diante de uma Colômbia muito frágil a nível defensivo.

Curiosamente os Colombianos até começaram melhor e ameaçaram por diversas vezes as redes à guarda de Justo Villar, mas Edixon Perea (Bordéus) e Hugo Rodallega (Atlas) não conseguiram bater o GR Paraguaio. Para culminar o melhor momento da Colômbia, aos 24', o Árbitro assinalou uma GP a favor dos «Amarelos», mas Dominguez rematou fraco, permitindo o "brilho" de Villar. A partir daqui tudo mudou...
Se de um lado Villar brilhou, do outro Miguel Calero «abriu a capoeira», permitindo que aos 28' Santa Cruz inaugurasse o marcador.
O Golo desestabilizou a equipa de Jorge Luis Pinto e para piorar as coisas, logo no início da 2ª parte viu o Paraguai elevar a contagem para 2-0, novamente por Santa Cruz!
Daí em diante, os Colombianos apostaram tudo no ataque, abrindo muito espaço para os Contra-Ataques dos Rivais, não sendo por isso de estranhar que Santa Cruz e Salvador Cabañas (por duas vezes), que havia entrado para o lugar do desinspirado Oscar Cardozo (Benfica), tenham fixado o resultado num robusto e inesperado 5-0!
O Paraguai entrou assim da melhor maneira nesta edição da Copa América, mesmo sem contar neste jogo com Julio Dos Santos (Bayern Munique), ainda a recuperar de uma lesão.

Igualmente em Maracaibo, mediram forças a "super-favorita" Argentina e os recém vencedores da Gold Cup, Estados Unidos, desfalcados dos habituais Titulares. Diego Maradona pôde dançar um belo Tango Argentino nas bancadas, face a toda a superioridade evidenciada pela Selecção Argentina...

O encontro inicou-se a grande velocidade, com ambas as formações à procura do golo e não espantou ninguém que aos 12' já se tivessem visto 2 tentos!
O primeiro foi apontado pelos EUA, na marcação correcta de uma GP, que Eddie Johnson aproveitou para converter perante Abondazieri.
No entanto, logo a seguir já os Argentinos igualavam a partida, pelo inevitável Hernan Crespo, após a cobrança de um Livre Indirecto.
Após isso, a Argentina dominou grande parte do jogo, mas sem conseguir criar grandes ocasiões de golo e, assim sendo, o resultado manteve-se inalterado até ao Intervalo.

Na 2ª Parte a jovem equipa Norte-Americana mostrou-se totalmente incapaz de suster a serena Selecção Argentina.
Assim, foi só esperar por um "rasgo" de génio do «Menino Prodígio» e, Lionel Messi não desiludiu, após uma espectacular acção individual ofereceu o 2º golo a Crespo, colocando definitivamente a sua equipa no caminho certo!
Por esta altura, Abondazieri não passva de um previligiado espectador e pôde confortavelmente assistir ao avolumar do resultado, com golos de «Pablito» Aimar e outro de «Carlitos» Tevez!
A Argentina finalmente mostrava todo o seu poderio, não deixando dúvidas quanto ao seu enorme favoritismo à conquista da sua 15ª Copa América.

quinta-feira, junho 28, 2007

Copa América 2007 - Grupo B


A primeira jornada deste grupo B oferecia-nos um apetecível Brasil-México que não defraudou expectativas e que nos proporcionou uma das surpresas desta primeira jornada, com os mexicanos a baterem a selecção canarinha por 2-0. Entretanto, antes dessa partida, um jogo intenso e com emoção até final entre Chile e Equador, termnou com a vitória dos primeiros por 3-2.

No primeiro jogo da noite, disputado em Quito, o Chile bateu o Equador por 3-2, num jogo absolutamente fantástico, com alterações no marcador e incerteza até final da partida.

O jogo iniciou-se com bastante ritmo e com ambas as equipas à procura da vitória. Nos primeiros 23 minutos assistiu-se mesmo a um jogo electrizante com 3 golos.

A primeira equipa a marcar foi a do Equador, aos 15 minutos de jogo, por intermédio de Valência, numa bela jogada do meio campo equatoriano.

Os chilenos reagiram de imediato, principalmente por intermédio de Suazo, o jogador mais inconformado da equipa. E pouco depois, aos 21 minutos, com um belo remate de fora da área o avançado chileno acabaria mesmo por empatar a partida.

Foi no entanto sol de pouca dura, uma vez que 2 minutos depois, Benitez aproveitaria um adormecimento completo a defensiva chilena que permitiu ao Equador restabelecer a vantagem anteriormente conquistada.

No tempo restante desta 1ª parte as duas equipas acabaram por equilibrar a contenda, embora o Chile tenha maior posse de bola e controlo do jogo, situação de jogo mais consentida pelo Equador do que conquistada pelos chilenos.

Na segunda parte esperava-se uma reacção do Chile, mas foi o Equador a ter 4 oportunidades claríssimas para golo, com um endiabrado Benitez, com uma bela exibição do guarda redes chileno a evitar males maiores para a sua defesa.

Entretanto, aos 79 minutos, e quando o jogo estava a ser completamente controlado pelo Equador, o Chile consegue empatar a partida, no segundo golo da noite de Humberto Suazo, que assim restabelecia a igualdade.

E o impensável aconteceu mesmo a apenas 3 minutos dos 90. Villanueva marcaria o golo da reviravolta chilena frente ao Equador. Um resultado com um certo sabor a injustiça, mas a velha máxima do futebol por vezes acontece: "Quem não marca, arrisca-se a sofrer..."

No jogo grande da noite, o México surpreendeu tudo e todos batendo a selecção canarinha por duas bolas a zero.

O jogo iniciou-se com um golo (mal) anulado ao ex-portista Diego logo aos 6 minutos. O Brasil entrou muito forte e nos primeiros 15 minutos encostou a selecção mexicana na sua defensiva.

Eram jogos 22 minutos e eis que o primeiro grande momento da noite surge. Um fantástico trabalho de Nery Castillo, jogador do Olympiakos, com o pé esquerdo bateu o desamparado Doni, que substituiu Helton na baliza da canarinha.

Mas o escândalo iria continuar pouco tempo depois. Aos 29 minutos, Morales, na sequência de um livre directo, colocaria o México com 2 golos de vantagem, num lance em que me parece mal batido o guarda redes brasileiro.
No tempo restante da primeira parte apenas Robinho ia tentando remar contra a maré numa equipa brasileira completamente amorfa e sem reacção aos acontecimentos.

Na segunda parte Dunga optou por meter logo após o descanso o "mágico" Anderson e Afonso Alves. Retirou Diego (muito mal) e Elano (jogou?). A equipa agora conseguia ter além de um fantástico Robinho, um Anderson que trouxe inegável qualidade ao meio campo ofensivo brasileiro.
De facto, o Brasil dispôs nesta segunda parte de 4 flagrantes oportunidades de golo. Uma bola no poste, uma bola na barra e duas bolas salvas sobre a linha de golo. Isto além de 2 ou 3 grandes intervenções do guarda redes mexicano.

No entanto, os brasileiros não conseguiram marcar um único golo e o México podia até, no último segundo de jogo, acentuar o resultado histórico (primeira vitória do México sobre o Brasil na Copa América) obtido. Uma perdida inacreditável do avançado Nery Castillo, de baliza completamente escancarada que assim não conseguiu fixar o resultado numa derrota muito pesada.

O resultado final pode não parecer justo pela quantidade de oportunidades que o Brasil acabou por criar na segunda parte, mas uma equipa deve ser uma equipa e não depender apenas do génio de um ou dois jogadores. O que se assistiu foi a um Brasil irreconhecível onde apenas Robinho e Anderson estiveram à altura do prestígio da canarinha. Sendo assim, na minha opinião, o resultado acaba por ser justíssimo.

quarta-feira, junho 27, 2007

Copa América 2007 - Grupo A


Começou a Copa América 2007, na Venezuela! Para início, uma grande surpresa, após a clara derrota do Uruguai diante do Peru, de Fárfan (PSV), Pizarro (Chelsea) e Rodriguez (SC Braga).

Com Jorge Fucile (FC Porto) no banco de suplentes e sem Alvaro Recoba (lesionado), a selecção Uruguaia até começou melhor o encontro, mas a partir dos 26' o jogo mudou, após o tento inaugural dos Peruanos, por Villalta.
Estoyanoff (Deportivo Corunha) liderou a reacção do Uruguai, mas o GR Peruano Burtrón correspondeu sempre bem às tentativas da Selecção Celeste.
Enquanto isso, Paolo Guerrero (Hamburgo), Pizarro e Fárfan espalhavam o pânico na defesa Uruguaia, mas foi Mariño, que entretanto havia entrado em jogo, quem decidiu definitivamente a partida com um grande golo! O Peru ganhava uma vantagem confortável para os restantes minutos.
Foi então sem grande surpresa que a 3' do final, Paolo Guerrero fixou o resultado final do jogo em 3-0 para os Peruanos, de Julio Cesar Uribe, antiga glória do Futebol Peruano.



Na outra partida deste Grupo defrontaram-se a equipa Organizadora, a Venezuela, e a Bolívia, de Erwin Sanchez, perante o olhar atento de Diego Maradona e Hugo Chavez (Presidente Venezuelano)!


O jogo foi bastante equilibrado e, assim sendo, não foi de estranhar o empate a 2 golos que se registou no final da Partida. Os Jogadores da casa tentaram de tudo para vencer, mas os Bolivianos conseguiram sempre reagir e chegar à igualdade.
Na 1ª Parte, a Venezuela tomou a dianteira do marcador através de Maldonado, aos 20', após um início de jogo electrizante, com ambas as Formações empenhadas em ganhar vantagem! Contudo, a Bolívia, que ainda não perdeu na «Era de Erwin Sanchez», logrou chegar ao Empate, aos 38', por Moreno, numa altura em que os Homens da Casa estavam melhor. Embalados pelo golo, os Bolivianos tiveram uma boa oportunidade de passar para a frente do Marcador, mas Mojica desperdiçou...

Na 2ª Parte, a Venezuela apresentou-se melhor e foi sem surpresa que voltou a ganhar vantagem aos 55', por intermédio de Paez!
O Estádio Pueblo Nuevo quase «vinha abaixo» com o entusiasmo do Público Venezuelano, contudo a 7' do final da partida, a Bolívia tornou a empatar. Desta vez foi Arce (Corinthians) quem facturou, após um bom cruzamento de Cabrera, deixando dessa forma o Peru isolado no comando do Grupo.