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segunda-feira, setembro 24, 2007

Aves, 2 x Varzim, 1

Local: Vila das Aves
Estádio: CD Aves
Assistência: 1000 espectadores
Árbitro: Pedro Proença (AF Lisboa)

Aves: Rui Faria; Leandro, Sérgio Nunes, Nuno Mendes, Pedro Geraldo; Marcelo (Grosso, 70'), Mércio, Luís Rafael; Diego (Rui Miguel, 85'), Pascal (Robert, 90' + 2'), Tatu
Marcadores: Tatu (13', 25')


Varzim: Bruno Conceição; Pedrinho, Nuno Gomes, Alexandre e Telmo; Tito, Emanuel (Pedro Santos, 45' + 1'), Malafaia (Ukra, 35') e Marco Cláudio (Ukra, 68'); Roberto, Chico (Candeias, 35')
Marcadores: Marco Cláudio (65')

Ao intervalo: 2-0

Disciplina
Cartão Amarelo a Alexandre (46'), Telmo (48'), Diego (65'), Tatu (66', 81'), Grosso (75')
Cartão Vermelho a Tatu (81' acum.)

Há dias em que a revolta faz todo o sentido! Não porque a equipa tenha feito um mau jogo… pelo menos na segunda parte… mas porque a experiência nos meandros do futebol acaba por confirmar um facto indesmentível: quem mais verbera contra as arbitragens na semana antes dos jogos é quem mais sai beneficiado na jornada seguinte. Foi o que aconteceu este domingo nas Aves.

A equipa da casa fez exposições à Liga, alegando prejuízos de arbitragens, tentando encobrir a evidente incapacidade para sair da cepa torta. E eis que a segunda parte do Aves x Varzim foi um roubo completo! Ele foi fora de jogo mal tirados, um penalti por assinalar ao cair do pano sobre Marco Cláudio, uma permissividade absurda em relação ao anti jogo dos avenses nos últimos minutos do encontro. Tudo sem que Pedro Proença (um dos mais cotados árbitros nacionais) tomasse qualquer atitude.

Mas vinha eu de regresso a casa a ouvir a conferência de imprensa do encontro quando José Gomes, questionado sobre a arbitragem, afirmou com uma conveniente convicção que não viu nada de malicioso nas decisões do juiz lisboeta e da sua equipa de arbitragem. Isto só não dá para rir porque a amargura que sinto por este desfecho injusto não me deixa margem para maiores ironias. Mas o melhor ainda estava para vir: então não é que o técnico que tinha guia de marcha assinada, se hoje averbasse nova derrota, teve a desfaçatez de dizer que o Aves podia ter ganho o jogo por quatro ou cinco a zero? Mas quê? Eles são os galácticos e nós a ralé? Nós é que somos os últimos? Ou eles é que estão a olhar para a classificação de pernas pró ar?

Assim se encontra a razão para a equipa que José Gomes orienta só hoje, após cinco semanas de prova, ter amealhado a primeira vitória. Com um entendido destes ao leme, estamos conversados. É de quem, na verdade, não percebe nada de futebol!! Melhor ficaria ao distinto treinador se admitisse que deu ordens expressas aos seus jogadores para se mandarem para o relvado, simulando lesões nos últimos minutos do encontro… ou então não seria pior se admitisse que Marco Cláudio foi puxado pelas costas dentro da grande área no último lance do encontro e o árbitro nada assinalou… ou então que, com o jogo já nos 2-1, Ukra recebeu uma bola vinda da direita e isolou-se à frente de Rui Faria em posição perfeitamente legal e o fiscal de linha (erradamente) assim não entendeu.

Ou então porque não ser homenzinho e admitir que o guardião avense simulou uma lesão na sequência de um pontapé de baliza que tinha como intuito único queimar tempo já de compensações? É óbvio e evidente que quem leu estes primeiros parágrafos ficará a pensar que atribuímos o desaire à arbitragem. Não, nada disso. Mas, a bem da verdade, é preciso dizer que Pedro Proença e seus pares tiveram uma exibição de envergonhar a arbitragem. E depois ainda há por aí uma meia dúzia de energúmenos que afirmam à boca cheia que estamos a ser levados ao colo? Fará se não estivéssemos! Adiante!

O resultado final não é justo… e o contrário só dirá quem nada perceber de futebol. Mas se razões existem para justificar a nossa primeira derrota no campeonato estão todas no baixo rendimento da equipa no primeiro tempo. A partir dos primeiros 10 minutos, o Aves foi superior. Carregou um bocadinho no acelerador e explorou as fragilidades do sector recuado do Varzim. A jogada do primeiro golo é exemplo disso: numa arrancada pela esquerda, Pascal ultrapassa a oposição de Pedrinho, vai à linha e cruza para Leandro Tatu que aproveitou o largo espaço que os centrais do Varzim abriram para aparecer à frente de Bruno Conceição e fuzilar sem apelo nem agravo. Voltaram a vir ao de cima as dificuldades da defensiva alvi-negra em travar este tipo de lances em que a apertada marcação à zona é absolutamente decisiva. O tento inaugural deu aos avenses a capacidade de se agigantarem e de melhor espalharem a sua estratégia no relvado. E começam os calafrios: aos 24 minutos, uma infantilidade do meio campo varzinista deixa liberto Luís Rafael que, vendo o adiantamento de Bruno Conceição, picou uma chapelada que errou o alvo por escassos centímetros. Nessa altura do jogo o Varzim estava completamente encostado e nem sequer teve hipótese de esboçar reacção. No minuto seguinte, Mércio desarma o desprevenido Malafaia e solta para o supersónico Tatu fazer o 2-0 por baixo das pernas de Bruno Conceição.

No segundo tempo, o Varzim foi muito mais agressivo, desligou o complicómetro e fez-se ao caminho. Logo na primeira jogada da etapa complementar, Alexandre envia ao poste uma bola de canto. Era o Varzim a avisar que, se perdesse, venderia cara a derrota. E assim foi: o Aves passou a dispor de cada vez menos oportunidades e os poveiros foram gradualmente superiorizando-se ao adversário. Em 20 minutos, lembro-me de pelo menos duas situações em que o Varzim esteve perto do 2-1: uma por Roberto (56’) que na hora H perdeu a bola entre as pernas dos centrais do Aves e outra por Pedrinho que, de frente para a baliza, mandou um petardo que passou a escassos centímetros da baliza. Ficou mesmo a sensação que a bola teria entrado! Mas foi aos 66 minutos que o resultado assumiu proporções mais ajustadas. Candeias ganha a bola a um adversário na ala direita, ganha a linha e serve Marco Cláudio que nas alturas bate Rui Faria sem hipótese de defesa. A partir daí foram os piores 20 minutos da vida do Aves: o Varzim instalou-se completamente no meio campo do adversário entregou-se à missão de igualar a partida com total afinco. Marco Cláudio voltou a estar em evidência e por duas vezes podia mesmo ter feito o golo do empate… falhou sempre por milímetros.

Melhor em campo - Marco Cláudio: Começou desinspirado acabou o jogo com um golo marcado e duas oportunidades flagrantes que, se tivessem entrado, tinham valido pelo menos a divisão de pontos.

Arbitragem - É triste mas tenho que o dizer: o Sr. Pedro Proença tem qualquer coisa contra o Varzim. Eu só gostava de saber o quê...

segunda-feira, maio 21, 2007

Campeões! Perdão, BICAMPEÕES!


Local: Porto
Estádio: Dragão
Assistência: 50.428 Espectadores
Árbitro: Olegário Benquerença

O FC Porto garantiu o 22º Título de Campeão da sua História, após a vitória, no Dragão, sobre o Desportivo das Aves!


Jesualdo Ferreira deixou Paulo Assunção fora dos convocados e, naturalmente, foi Raul Meireles quem apareceu na posição de Trinco.
Parecia que os Dragões não iriam ter grandes dificuldades, ainda mais quando bastaram apenas 26' para Adriano fazer o golo inaugural da partida, após um belo cruzamento de Ricardo Quaresma. Contudo, 8' depois, Moreira fez o empate para o Desportivo das Aves, aproveitando da melhor maneira um desvio de cabeça de William.
Por breves segundos, o Dragão silenciou-se mas, a determinação, entusiasmo e alegria contagiante dos muitos Guardiões da Invicta ali presentes, serviu de exemplo para a reacção dos 11 Guerreiros «Azuis e Brancos», presentes dentro do «rectângulo de jogo»!


Após o Intervalo, bastaram 6' para Lisandro Lopez dar tranquilidade aos corações da Invicta, depois de um belo movimento do Argentino, terminado com um potente remate rasteiro, batendo Nuno. O Dragão explodiu e nunca mais parou!
Embalado pelo apoio incansável do Público, o FC Porto aumentou as diferenças, através de uma infelicidade de Jorge Ribeiro, que introduziu a bola na sua própria baliza, aos 59'. Definitivamente o Título estava entregue!

Conseguido o mais difícil, bastou ao FC Porto saber gerir o cronómetro até ao final da partida, mas Lisandro Lopez ainda foi a tempo de bisar, com o melhor golo do jogo!
Os festejos sucediam-se com vários momentos, sendo difícil discernir qual o momento mais alto da noite. Os golos, a entrada em cena do grande Vítor Baía, a euforia nas Bancadas, as danças dos Centrais, a transferência da festa do Estádio para a Alameda das Antas, enfim, TUDO!


O FC Porto foi líder desde a 2ª Jornada, apesar de não ter feito uma época tão brilhante como outras, oscilou e teve inevitáveis altos e baixos, contudo isso não impediu que os Dragões se sagrassem Bicampeões Nacionais, conquistando o 22º Campeonato da sua História. Metade foram conseguidos nos últimos 16 anos, o que mostra bem da clara superioridade dos Azuis e Brancos sobre os seus Rivais nos tempos que correm! Actualmente, ainda faltam 9...!

MELHOR EM CAMPO
Lisandro Lopez, claro! Lutador incansável, com um grande sentido de oportunidade, o Argentino fez 2 golos de belo efeito e transmitiu «Alma» aos seus Colegas, tendo ainda tempo para dançar o seu «Tango»!
É daqueles jogadores que qualquer adepto Portista gosta, tal é a sua Raça e Querer, deixando sempre a «pele» em campo. Em suma, é um Jogador «à Porto»!

ARBITRAGEM
Olegário Benquerença
tentou passar ao lado do jogo, mas a sua actuação fica marcada pela GP não assinalada a favor do FC Porto, após o derrube claro sobre Jorginho, quando a partida estava em 2-1. Enfim, mais uma por marcar...
Relativamente ao golo de Moreira, o jogador está em linha com o Defesa, como tal, esteve bem o Juiz da Partida.

POSITIVO DO JOGO
* A Festa, claro! Muita Alegria, boa Disposição, Gargantas afinadas e Estádio pintado de Azul e Branco!
* A entrada no jogo de Vítor Baía! É o Ídolo Portista, aquele que mesmo sem jogar, pareceu sempre presente em todos os jogos. E vais mais um Título a acrescentar ao seu Currículo!
* Apesar da situação difícil, o Desportivo das Aves nunca se entregou, ajudando a abrilhantar a festa, batendo-se bem melhor do que a maioria das Equipas que se deslocaram ao Dragão esta época.

NEGATIVO DO JOGO
* Será difícil em dia de festa descobrir um mau momento.

domingo, março 04, 2007

Duelo de Aves


Local: Vila das Aves

Assistência: 7.000 Espectadores

Árbitro: Jorge Sousa, da A.F. Porto



Um estádio completamente cheio assistiu à primeira vitória do Benfica acima de Coimbra no presente campeonato. Uma vitória justa mas arrancada quase a ferros.



Primeiro grande momento do jogo, a homenagem sentida a Manuel Bento, um grande campeão que nos deixa esta semana e que recebeu a sua justa homenagem no início da partida.



Em face da ausência de Luisão no eixo da defesa, Fernando Santos optou por colocar Katsounaris a defesa central em detrimento do jovem David Luiz, colocando Karagounis a jogar mais recuado, na posição habitualmente ocupada pelo compatriota. Além disso colocou estranhamente Derlei no onze, ocupando o brasileiro na primeira parte o lado esquerdo do habitual losango de meio campo, opção que a meu ver se mostrou verdadeiramente catastrófica. Se contratamos um defesa central de grande valor futuro, por empréstimo, tendo a decisão de o contratar de ser tomada até final da época e se nem contra o último classificado e pior ataque da Liga o colocamos a jogar, como podemos tomar uma decisão com o mínimo de consciência?...



Na primeira parte verifiquei um Benfica amorfo, consciente que mais cedo ou mais tarde se iria resolver a partida, e uma confusão completa naquele meio campo. Notou-se claramente a falta de Katsouranis ao lado de Petit e principalmente a falta de entendimento entre este e Karagounis.

Mesmo assim, ainda teve o Benfica a primeira grande oportunidade de golo com Miccoli a falhar o remate certeiro já depois de ter ultrapassado Nuno, mas de ângulo apertado.


E depois foi a vez do Aves ripostar, primeiro com um falhanço à boca da baliza, e depois com uma grande penalidade um pouco controversa mas que terá de se aceitar, uma vez que a bola bate na mão de Karagounis.

Na marcação da grande penalidade, Quim quis homenagear também ele o grande Bento e defendeu brilhantemente!...



Após o susto sofrido, a equipa acordou para o resto da primeira parte e mandou no jogo. No entanto sempre aos repelões e sem fio de jogo, muito pela confusão na nossa intermediária.



Após o intervalo, Fernando Santos mudou ligeiramente o sistema táctico, para um 4-4-2 puro, sem losangos e que permitiu ao Benfica encostar o Desportivo das Aves atrás. Com Simão bastante activo e Nuno Gomes extremamente rematador, o Benfica ia criando perigo a todo o minuto, carimbando esse domínio com o golo apontado aos 60 minutos por Nuno Gomes. Um belo lance de entendimento, com cruzamento de Nelson para o toque do avançado português.

Continuou o Benfica a dominar completamente o jogo até ao lance da expulsão do jogador do Aves. No estádio não me foi claro o lance por isso dou o benefício da dúvida ao árbitro.
Estranhamente a partir desse momento a equipa do Benfica voltou a intranquilizar-se e acabou com o credo na boca, embora os minhotos não tenham cosneguido ter uma clara oportunidade de golo, ao contrário de 2 ou 3 lances dos encarnados.



Em suma, uma vitória justa com uma má exibição do Benfica.



Arbitragem:

Francamente má e para os dois lados. Não por ter uma grande influência no jogo mas foi absolutamente irritante a quantidade de erros desta equipa de arbitragem. Faltas assinaladas mal marcadas, faltas que eram e não se assinalavam e sobretudo uma prepotência irritante na condução do jogo. Nota negativa.



Melhor em campo:

Nuno Gomes. A meu ver o avançado português está a ganhar confiança e ontem foi, a par do já habitual Simão, o jogador que mais tentou resolver o jogo. Vários remates de fora de área e um golo importante que valeu 3 pontos. Está de regresso o verdadeiro Nuno Gomes?...



Pontos positivos:

- A assistência. De regresso ao Norte do país, os adeptos nortenhos do Benfica mostraram que estão com a equipa e em nenhum momento, mesmo com o jogo menos conseguido do Benfica, pressionaram ou assobiaram o Benfica. Sinceramente só tenho pena de não termos adeptos destes em todos os jogos. É esta a verdadeira essência deste clube e os seus verdadeiros adeptos!



- Quim. É justo homenagear Quim neste jogo, mesmo tendo pouquíssimo trabalho. Mas é uma forma de homenagear também a fantástica época que Quim está a fazer ao serviço do Benfica. E continua a ser importantíssimo na solidez defensiva da equipa e a garantir pontos. Sempre concentrado, a defesa do penalty foi decisiva para o desfecho do jogo.



Pontos negativos:

- Fernando Santos. Quando é que o Eng. consegue explicar porque só faz substituições aos 90 minutos???? Além da borrada (a meu ver) da construção inicial da equipa, continua a insistir em desmoralizar jogadores como João Coimbra que só serve para entrar em campo e jogar 2 ou 3 minutos de compensação. Há coisas que não se entendem...

- Aves. É uma caricatura de equipa. Fraca, fraquinha e que duvido não desça de divisão.

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Leão Seco 0-0 Aves Recheadas


Estádio: Alvalade XXI

Espectadores: 26.168

Arbitro: Carlos Xistra



Sem garra, sem classe, sem... treinador!

O Sporting está espremido como uma laranja seca! O modelo esgotou-se, não há soluções e felizmente o 4.º classificado está a 10 pontos...

Os 70% de posse de bola só por si não dizem nada, pois o Sporting não existe ofensivamente.

É penoso fazer a análise de um jogo em que não se consegue ganhar ao vulgar Aves, último classificado da Bwin e a minha revolta como adepto é enorme!

A sucessão de maus resultados exige uma mudança rápida de atitude e o repensar de toda a estratégia leonina.



Melhor em Campo:



Abel. Não jogou e esse foi o problema…devia ter jogado!



Positivo do Jogo:



Nada a assinalar.



Negativo do Jogo:

Paulo Bento, Alecsandro, Custódio e o resto dos matrecos que por ali se “arrastaram”!



Arbitragem:



Dois golos bem anulados.

domingo, fevereiro 18, 2007

Aves 1-1 Marítimo



Local: Vila das Aves

Estádio: Estádio do Clube Desportivo das Aves

Árbitro: Paulo Costa (A.F. Porto)



Quis o calendário que na 18ª jornada o Marítimo se deslocasse ao reduto do lanterna vermelha da Liga Bwin, o Desportivo das Aves.

Em relação ao último jogo, Ulisses Morais retirou o lateral-direito Zé Gomes, fazendo recuar para o lugar deste Filipe Oliveira, sendo que Darl Douglas, um dos reforços de Inverno dos verde-rubros, estreou-se a titular, na ala direita do ataque. Outro facto a sublinhar é a ausência de madeirenses na convocatória maritimista, algo do qual eu não me recordo de acontecer recentemente. Pelo lado da equipa do Aves, equipa mais defensiva da Liga, o Prof. Neca não pôde contar com Nené e Filipe Anunciação, baixas de última hora.




Eram 15 horas quando Paulo Costa deu ordem para que se iniciasse a partida. Por aquilo que parece o Marítimo entrou mais agressivo no jogo e mais ambicioso. O Aves, por sua vez, como é seu costume, jogava em contra-ataque puro. Era um jogo incaracterístico, com muita luta e sem nenhum fio condutor. Até que numa bela jogada efectuada pelo lado direito do ataque verde-rubro, Filipe Oliveira cruza e Diogo Valente aparece de rompante e inaugura o marcador,acordando adeptos e comentadores que assistiam ao jogo.



O golo marcado incentivou os madeirenses e desnorteou os avenses. Logo a seguir ao golo, Mbesuma falha escandalosamente o segundo golo, apesar de Nuno, guarda-redes do Aves, ter tido mérito no lance.

O Aves lá se encontrou e aos poucos chegava à baliza maritimista, mas sem criar muito perigo. Mesmo em cima do intervalo, porém, num lance fortuito para os avenses e de puro azar para os maritimistas, os locais chegam ao empate através de um corte defeituoso de Filipe Oliveira que traiu Marcos.



Chegava-se ao intervalo com um empate, que só castigava as duas equipas pelo mau futebol e a, consequente, falta de espectáculo.



Na segunda-parte mais do mesmo. O Marítimo parecia mais esclarecido, como na primeira parte, mas o Aves continuava a jogar em contra-ataque. E as meias oportunidades que houveram na etapa complementar do jogo pertenceram aos pupilos de Neca. Uma delas foi proporcionada por Gregory e por Marcos que se ao se atrapalharem quase permitiam que Octávio chega-se ao golo.

Até ao fim do jogo, Ulisses Morais ainda adiantou a sua equipa no terreno, com as saídas de Diogo Valente e Alex para as entradas de Lipatin e Wénio, respectivamente, de modo a tentar mudar o rumo do jogo e chegar à vitória. No entanto, essa estratégia só fez com que o Aves aproveitasse ainda mais o contra-ataque e cria-se algum perigo para a baliza de Marcos.



Melhor jogador do Marítimo:


O jogador cedido pelo F.C.Porto tem demonstrado que está motivado com a camisola verde-rubra. Marcou o seu primeiro golo ao serviço dos madeirenses e, aos 72 minutos, fez um excelente desarme a Leandro dentro da sua área, impedindo que o avense se isolasse.



Arbitragem:



Aparentemente regular. Reclamou-se uma grande penalidade na área maritimista aos 72 minutos, mas, segundo a comunicação social, Paulo Costa ajuizou bem o lance.



Positivo do jogo:



• o golo de Diogo Valente e a entrega deste extremo

• a ambição verde-rubra na primeira metade da primeira parte



Negativo do jogo:



• o mau espectáculo

• o pouco público

• a estratégia do Prof. Neca, que não privilegia, em nada, o espectáculo

• as opções de Ulisses Morais ,nomeadamente o facto de colocar Filipe Oliveira a lateral-direito em vez do mais experiente Zé Gomes

• o auto-golo de Filipe Oliveira

• a trapalhada na defesa maritimista

• a falta de madeirenses nos convocados verde-rubros



Conclusão:



No domingo que antecedeu a terça-feira de Carnaval, Aves e Marítimo repartiram pontos, naquele que foi um mau espectáculo de futebol. Este foi o terceiro jogo entre Desportivo das Aves e Marítimo na Vila das Aves e, para não variar, o resultado voltou a ser 1-1.

Com este resultado, muito fruto da estratégia de Ulisses Morais, o Marítimo continua a atrasar-se na luta por um lugar na Uefa. Por outro lado, o Aves é cada vez mais lanterna vermelha, o que não admira pois é a equipa mais defensiva da Liga, muito devido a um treinador fraco, que não tem categoria para treinar um clube da Liga Bwin.

Costuma-se dizer que é Carnaval e ninguém leva a mal. Contudo, com jogos de futebol com tão fraca qualidade, nós, adeptos, só podemos levar a mal.