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quarta-feira, outubro 10, 2007

Entradas Perigosas - As guerrinhas do futebol à portuguesa



Tenho sempre a infeliz ideia de, quando leio a página online do Record, ir espreitar os comentários mas hoje serviu-me de inspiração.

Em causa está uma notícia que falava sobre Sporting e Benfica e que dizia que entre os dois clubes da 2ª Circular não existe uma aliança, que as declarações dos presidentes dos dois clubes antes do Derby apenas mostram uma intenção de haver paz entre SLB e SCP.

Resultado:

Uma cambada de "índios" e "trogloditas" que se apressam a falar em "guerra", em "mais vale sozinho que unidos com esse clube", em ver tudo como uma guerra (mais uma vez) contra o FCP e Pinto da Costa, e nas velhas disputas de ver quem é o maior e quem é o melhor clube.

Aqui há uns tempos manifestei-me completamente contra a rivalidade actualmente injustificada entre Académica e Guimarães.
Esta rivalidade assenta em factos já antigos, que envolvem pessoas que já nem estão ligadas aos dois clubes e, na minha visão, nada legitima a fervorosa antipatia entre os elementos das claques dos dois emblemas.



Entre os "três grandes" a rivalidade é levada ao extremo, com os adeptos a exibir cachecóis onde não só torcem pela sua equipa como também insultam um dos dois rivais. O mesmo acontece entre Braga e Guimarães, por exemplo...


E o pior? As direcções dos clubes estimulam estas guerrinhas.

Custa-me a crer que seja assim tão difícil haver uma rivalidade como em Itália (em que os clubes se dão tão bem que até combinam resultados, mas isso é uma outra história). Quantos jogadores já vimos representar Milan, Inter, Parma, Juve, Fiorentina, etc, saindo amigavelmente e não sendo insultados quando passam para outro clube? Ou pelo menos sendo tão insultados como os restantes colegas de equipa...

Em Portugal isso é quase impossível. Acho que tirando o caso da troca entre Rui Jorge e Bino por Peixe e Costinha (acho que foram estes os jogadores) não me lembro de outras trocas entre clubes rivais que fossem consensuais.

Neste país não nos basta ser deste clube ou daquele, temos de ser contra alguém. Aliás, é preciso ser contra todos os outros e especialmente contra um (e ás vezes até mais que um) clube.



Os clubes, respectivas direcções e adeptos, vivem não para o futebol mas para a rivalidade. Interessa mais que o outro clube tenha tido uma vitória polémica do que o próprio clube tenha feito um bom jogo.

Não sei se esta é uma ENTRADA PERIGOSA mas acho que não faz mal nenhum reflectir e decidir se é este o futebol que queremos...

quarta-feira, outubro 03, 2007

Muito se fala...

Estes últimos tempos deixam irritado o mais pacato adepto de futebol.
São casos atrás de casos e, quando não os há, os media criam algum.

Sem recuar muito, temos o penalty por assinalar no Estrela da Amadora-Sporting, o assinalado no Estrela da Amadora-Benfica, o não assinalado no Sporting-Vitória de Setúbal, o golo do Vitória de Guimarães contra o SC Braga e agora a grande confusão do Benfica-Sporting.

Para ser sincero, das 4 situações do Derby nas quais se diz que o árbitro poderia ter apitado, para mim apenas duas deixam dúvidas:
1. Ronny dá um encosto em Rodriguez dentro da área. O jogador do Benfica cai mas não me parece que haja motivo suficientemente forte para apitar penalty.
2. Romagnoli é rasteirado por Katsouranis. Diz-se que não é penalty porque os jogadores do Sporting não protestaram...ok...bom critério! O jogador do Benfica tentou jogar a bola, nem lá chegou, pelo caminho derruba o 30 do Sporting.
3. Bola bate no braço de Katsouranis. O árbitro auxiliar levanta a bandeirola e chama Pedro Henriques dizendo que tinha sido mão, que era falta, que era penalty. Todos os jogadores ouviram. Não me parece que o grego do Benfica pudesse desviar os braços mais do que ja estava a fazer, com eles colados ao corpo.
4. Adu é rasteirado por Moutinho na área leonina. Penalty, tal como no caso de Romagnoli, no entanto o árbitro manteve o critério. Moutinho não consegue desviar a perna e acaba por obstruir a passagem do norte-americano. Se não considerou a falta de «Katso» sobre o argentino, pela mesma lógica também não assinalou esta.

Muito se disse, mas pouco pode ajudar alguma coisa o futebol português. Duarte Gomes foi criticado por admitir que errou ao aceitar a indicação do seu auxiliar, Pedro Henriques também foi criticado por não aceitar. Se antes concordava com as críticas a Vítor Pereira na questão dos atrasos ao guarda-redes, neste caso acho que não faz sentido comparar os dois jogos e, muito menos, meter Vítor Pereira ao barulho. É sobejamente sabido que a última palavra é do árbitro, que pode aceitar ou recusar a indicaçao do auxiliar. Ambos fizeram o que tinham a fazer. O que não entendi ainda foi uma questão. Afinal Pedro Henriques disse ou não disse que não viu o lance? É que eu li que o «Major» teria dito que não ia assinalar o penalty porque não tinha visto. Nesse caso, o que defendi já aqui em cima cai por terra e, caso não tenha visto o lance, o árbitro tem de confiar no que observam os seus auxiliares.
Algo que também me intriga é o facto de um dos critérios para ser assinalada uma falta ou ser mostrado um cartão seja o comportamento de quem sofre a falta. Vejam-se dois exemplos. Romagnoli e Vukcevic. Estes dois jogadores caem e levantam-se, procuram a bola e, inclusivamente, o Montenegrino chegou a levar um «Amarelo» por protestar com um Árbitro por este assinalar um livre quando o 10 do Sporting já se tinha levantado e corria sozinho pela ala. É esta mentalidade que se deve combater. Os jogadores sempre no chão, sempre a fazer fita... a mim irrita-me. Assim como me irritavam as 10 cambalhotas do Derlei sempre que sofria um toque, assim como me irrita que o Liedson caia sempre que leva um encosto. Porque depois sofrem faltas de verdade e não são assinaladas...

Em jeito de conclusão, vou agora para a verdadeira «Entrada Perigosa».
Toda a discussão na praça pública sobre o comportamento dos árbitros e das palavras dos treinadores sobre os árbitros, as críticas prematuras ao trabalho de Camacho, são como um incêndio que ganha proporções gigantescas tendo como catalizadores os comentadores especializados. Estes especialistas, estes sábios da bola são os que mais contribuem para que haja mais e mais casos no futebol português.

Ao invés de analisarem com serenidade e objectividade e terem em conta a capacidade humana para errar, todos os dias lançam mais lenha para a fogueira.
Miguel Sousa Tavares e Rui Santos são dois magos, dois foras de série. E são-no por uma razão muito simples. Basta pegar no que escreveram e disseram nestas últimas semanas para perceber que usam apenas uma porção mínima dos seus cérebros, o que explica que tenham visões tão parciais e ridículas do futebol. Julgava que fosse impossível conseguir falar ou escrever quando a função cerebral é tão reduzida...
No caso de Rui Santos é comum, por isso não sei se dará para mais, mas MST é um homem inteligente. Não sei o porquê das tão frequentes paragens cerebrais.
Recomendo a leitura da teoria de MST sobre a Cigarra (SLB), o Kalimero(SCP) e a Formiga(FCP) n'A Bola de Terça-feira. Aí sim, vão encontrar uma série de ENTRADAS PERIGOSAS!

sábado, setembro 08, 2007

Entradas Perigosas - As regras

Depois do FC Porto - Sporting muito se discutiu sobre o lance que originou o golo.


Ora, esta semana, o jogo entre Sporting e Belenenses veio contribuir para a confusão.


E, esta terça, Vitor Pereira, enquanto representante da Comissão de Arbitragem da Liga, veio dar razão a Pedro Proença...e a Carlos Xistra.


Ou seja, as regras são objectivas, a interpretação do árbitro das mesmas é subjectiva.
Faz quase lembrar os "pais" da Constituição da República Portuguesa que emitem pareceres contra e a favor o mesmo caso baseados na lei...


O que seria um garante da legitimidade do futebol, é afinal um garante da legitimidade das descisões dos homens do apito sejam elas quais forem. Quem diz legitimidade diz, por associação, impunidade.


Em Inglaterra, um árbitro que assinalou erradamente uma grande penalidade a favor do Chelsea contra o Liverpool não apitou na semana seguinte.


Onde é que isso sucede em Portugal?


Ainda me lembro de Paulo Costa se ter recusado a apitar um jogo do Sporting e não lhe ter acontecido nada...


Ora bem, no caso específico do "desarme" VS "atraso para o GR", ficámos a saber que a palavra "deliberadamente" fica sem efeito devido à palavra "pode", como se pode ler de seguida:


"Ao contrário do que foi veiculado em diversos meios de informação, se um defensor efectua um pontapé que leve a bola no sentido da linha de baliza, seja esse pontapé um corte ou um passe, pode ser punido com pontapé-livre indirecto, no caso de o guarda-redes tocar a bola com as mãos", de acordo com Vitor Pereira."


Bonito... Portanto, um árbitro PODE marcar grande penalidade se um jogador for rasteirado dentro da grande área adversária? Assim como PODE não marcar, como sucede imensas vezes...

Basicamente cabe ao árbitro decidir o que vai marcar, isso já sabíamos, mas pensavamos que, de acordo com as regras, as decisões dos homens do apito poderiam ser consideradas certas ou erradas. Utopicamente, até há quem pense que, baseando-se no mesmo pressuposto, em caso de haver uma decisão tomada contra as regras, o árbitro seria punido.


Pura ilusão!


Já agora, e para encerrar, outra polémica que ainda dura é a da questão do penálti contra o Belém e expulsão de Costinha.


Realmente vê-se que Liédson é derrubado pelo guardião do emblema da cruz de Cristo e também é verdade que é discutível que tenha havido intenção de Costinha de derrubar o Levezinho.


Mas consideremos que Costinha não teve intenção de mandar Liédson ao chão.


Não é penálti? Com ou sem intenção, o avançado é rasteirado pelo guarda-redes quando ia marcar golo.


E considerando que é mesmo penálti mas que não houve intenção de derrubar... Aí não seria cartão vermelho? Ora, as regras não dizem que se o jogador ficasse isolado em frente à baliza, tem de ser mostrado o vermelho?


Voltemos lá ao início.... se calhar o árbitro marcou o penálti mas os jogadores do Belenenses são especialistas em regras do futebol tal como o Vitor Pereira e provavelmente ficaram com a impressão que Carlos Xitra PODIA não ter marcado a grande penalidade. Tal como pôde não marcar livre quando o guardião dos azuis segurou com as mãos uma bola vinda dos pés de um colega de equipa...


Só espero que não haja nada que diga que o árbitro PODE sancionar estas ENTRADAS PERIGOSAS.

quarta-feira, agosto 29, 2007

Entradas Perigosas - Pepe na Selecção?

Tenho lido algumas palavras sobre a possibilidade de representar Portugal e decidi meter a minha colherada.

É certo que a muitos custa ver Pepe a usar a camisola das Quinas, mas porquê?
Porque nao é português? Está a tirar o lugar a um português? Ou só mesmo porque é brasileiro?
A verdade é que quando Deco foi convocado pela primeira vez muita gente protestou e hoje em dia ouve-se por aí "Mas porque é que ele não mete o Deco?".
Mas vejamos esta questão por um prisma diferente.
Será que todo este sururu só se vê porque é o futebol que está em causa?
Alguém faz ideia de quantos norte-americanos jogaram com a camisola portuguesa pela selecção de basquetebol?

Nem eu... mas não foram poucos e é um hábito que só recentemente se começou a perder.

E, ainda me recordo, alguns deles representavam a selecção portuguesa para adquirirem o estatuto de jogadores comunitários e poderem assim saltar para ligas europeias mais bem pagas, esquecendo logo de seguida a nossa selecção.

E mais ainda.
No voleibol, quantos e quantos brasileiros já representaram a selecção?
Alguém reclamou?

Nestes dois casos, se ninguém o fez foi porque esses jogadores traziam um acréscimo de qualidade à equipa nacional.

Resultado? Com o passar dos anos, quer o basquetebol quer o voleibol acabaram por ter equipas totalmente compostas por jogadores portugueses e uma quota parte deve-se à aprendizagem com os talentos vindos de fora...

E os casos de Francis Obikwelu ou Nelson Évora? Sabem que eles não nasceram em Portugal, ou não sabem? E o país não vibra com as suas conquistas de medalhas?Abordando ainda uma outra vertente da questão, o que dizer de Oceano, Cadete, Nelson ou Nani?
Os dois primeiros nasceram em ex-colónias quando estas ainda não carregavam o "ex", os dois últimos não.
E ninguém questiona a sua utilização?
Talvez isso tenha que ver com uma questão de (antigu)idade.
As gerações ainda vivas são compostas em grande número por pessoas que viveram numa época em que Portugal ainda incluía uma parte de África, talvez por isso não se estranhe que jogadores nascidos em Angola, Moçambique ou Cabo-Verde sejam portugueses e os que chegam do Brasil, já independente há "uns anitos mais" não o sejam.

A verdade é que a mim também me faz confusão o caso de Pepe.
Apesar de ter de aplaudir o facto de não ter mudado o discurso de preferir envergar a camisola lusa a envergar a canarinha mesmo estando no Real de Madrid, julgo que a posição que ocupa tem várias e boas soluções. Ricardo Rocha, Tonel, Nunes, Bruno Alves são centrais de qualidade mais que suficiente para acompanhar os do costume (Meira, Carvalho e Andrade ou mesmo Caneira).

Talvez incomode o facto de Pepe ter representado o Porto...tal como Deco.

Mas isso são só...Entradas Perigosas!


P.S. Eu não sou Portista.

quarta-feira, maio 30, 2007

Entradas Perigosas - E vão dois...

O Manchester United acabou de confirmar na sua página oficial as contratações de Nani e Anderson.
Futebol Clube do Porto e Sporting arrecadam, cada um, 25 milhões de euros.


Estas duas vendas vêm confirmar que os clubes portugueses continuam a não ter poder económico para conservar os seus jovens valores. Acabam por confirmar também que já não o fazem por "tuta e meia".


O FCP já tinha aprendido aquando da venda de jogadores da "Era Mourinho", o Sporting aprendeu a lição depois de Cristiano Ronaldo.
Estas duas vendas confirmam também que, e pelo que se viu até agora em que a procissão ainda vai no adro, apenas os dois primeiros classificados desta temporada têm jogadores apetecíveis e vendíveis a preços irrecusáveis.

Se formos até ao Estádio da Luz o panorama é bem diferente. Parece que apenas Simão é um jogador que pode ser pretendido por grandes emblemas europeus. E, ainda assim, nenhum deles parece estar disposto a desembolsar os 20 milhões pedidos pelo Benfica.

O que aparece no seguimento destas duas vendas é a questão da sucessão.
Quem serão os sucessores de Nani e Anderson?

Os dois jovens de 19 anos tinham um peso preponderante nos onzes das respectivas equipas.


E veja-se, no caso do Sporting, produtor de jogadores como Luis Figo, Simão, Quaresma e Ronaldo, nenhum dos referidos quatro tinha aos 19 anos a influência e a responsabilidade que Nani teve ao longo da temporada. Ainda pra mais, Nani acabou por ter de ficar mais forte psicologicamente ao jogar sob o coro de assobios que o foram apupando jornada atrás de jornada.


Quanto a Anderson, a sua importância foi visível quando este ficou lesionado, embora o Porto se tenha "aguentado" bem, mas sem deslumbrar, usando apenas a eficácia a que nos habituou.

Agora resta ver quem os clubes vão escolher para os lugares deixados vagos.

Acredito que o Porto já esteja à procura de um jogador à altura de Anderson, embora seja difícil encontrar alguém do calibre do brasileiro e com a sua idade.
O Sporting deve optar por canalizar a maior parte da verba para tapar um pouco do passivo e a parcela mais pequena irá fortalecer o orçamento disponibilizado pela SAD leonina para as aquisições.
Da academia sportinguista saem todos os anos novas promessas e, parece-me, este ano não vai ser excepção.
Há um rapaz que nos últimos dois ou três anos tem vindo a ser apontado como "craque". Falo de Fábio Paim, um médio ofensivo que, ao que dizem, é dotado de enormes qualidades técnicas mas têm a estabilidade mental de um Carlos Martins.
Se formos acreditar nas declarações de Miguel Veloso, a passagem pelo Olivais e Moscavide pode ter feito bem ao "puto".

Entretanto, vamos esperar para ver quem serão as próximas compras de Verão dos clubes estrageiros em Portugal.

Uma última menção para Tello.
O esquerdino chileno fez a sua melhor temporada ao serviço dos leões e estava com tudo acordado (segundo se fez constar por toda a imprensa desportiva portuguesa) com o emblema de Alvalade.
No entanto, faltou aos testes médicos e à assinatura no novo vínculo.
Soube-se hoje que já se comprometeu com o Besiktas por quatro temporadas.
Não sei quais os valores acordados com o Sporting, mas se estavam acordados o mais normal era assinar. Ainda para mais depois de ter estado a ganhar durante seis anos sem ter rendido nadinha. Só à sétima é que se viu alguma coisa de Tello.
O chileno vem mostrar que Portugal tem um qualquer magnetismo para jogadores sem honra e com uma ambição que faz com que a sua palavra valha zero. Jardel, Marcel...etc, e agora Tello.
Desejo-lhe uma muito boa viagem e, se demorar a adaptar-se à Turquia o que demorou a adaptar-se a Portugal, lá para os 30 e tal anos deve ser titular indíscutível no onze do Besiktas!

Quando ao assunto principal, temos duas saídas prometedoras ao invés de ENTRADAS PERIGOSAS.

quarta-feira, maio 23, 2007

Entradas Perigosas - Benfica na Bolsa

O Sport Lisboa e Benfica está a partir de ontem cotado na Bolsa.


Fabuloso!
Acredito sinceramente que o Benfica, enquanto clube com mais sócios portugueses, vá ter sucesso...ou talvez não.
O meu conhecimento bolsista é praticamente nulo por isso vou tentar não me alongar por aqui.
Simplesmente lanço uma pequena farpa.
Será que quem acha que o facto de o SLB ter muitos simpatizantes isso signifique que haja uma tradução a nível da valorização das acções?
Será que, sendo o Benfica um clube do povo (sem qualquer tipo de elitismo), alguém acha que aqueles que deram uma parcela do seu salário para ajudar na defunta Operação Coração vão fazer algum tipo de investimento bolsista em acções do SL Benfica?


Passando à frente, vou continuar a falar do clube da Luz.

O Benfica faz-me lembrar aquelas famílias com sobrenomes hifenados, famílas outrora abastadas e que vivem da história dos seus antepassados.
Essas famílias vivem, por vezes, em casarões seculares, recheados com tudo do bom e do melhor, e com o frigorífico vazio.
Vão vendendo as jóias para ter dinheiro para comer mas, na grande parte das vezes, preferem endividar-se para não se desfazerem das posses e assim manterem uma aparente austeridade.
O Benfica é um clube falido e desengane-se quem pense o contrário.
O Benfica gasta e gasta e gasta, foi buscar o Simão áo Barcelona há uns anos e foi um negócio da China!
Ficou de pagar o número vinte só alguns anos depois de o ter a envergar a camisola encarnada e a receber um chorudo ordenado.
E tal como Simão, muitos jogadores adquiridos pelas "águias" recebem salários astronómicos.
Onde é que o Benfica vai buscar dinheiro para os pagar?
Patrocínios?
Bilheteira?
Venda de kits?
Exploração da marca e da imagem dos seus activos?
O Benfica gasta mais do que tem e, por este andar, vai acabar por se afundar cada vez mais.
O FC Porto continua a aumentar o seu passivo e ainda há pouco tempo vendeu Deco, Ricardo Carvalho, Derlei, Paulo Ferreira, Costinha e Maniche, por somas astronómicas!
O Sporting anda a vender património para não ter de vender jogadores e tentar diminuir o passivo.
E o Benfica?
O Benfica vai contrair um empréstimo obrigacionista...
Neste Portugal onde se continua a viver da história e das aparências, onde se continua a viver acima da lei (e os clubes de futebol são um bom exemplo do que é viver acima da lei), o Benfica é um bom exemplo do que estou a escrever.
Mas parece que sem jogadores de renome e sem uma equipa cheia de pseudo-estrelas o Benfica não conseguiria chamar os adeptos ao estádio.
É um ciclo vicioso do qual o SLB não parece ter condições ou vontade de sair.
Terá sido uma Entrada Perigosa...


Nota:

Parabéns ao campeão Futebol Clube do Porto e parabéns ao "meu" Sporting e ao prazer que foi ver os "putos" a jogar nesta segunda volta.
E fico feliz de ver a "minha" Briosa na principal liga do futebol português.
No entanto, não posso deixar de notar que fica mais um estádio do Euro fora do escalão maior.
Já não bastava o Estádio do Algarve...




Esta foi uma Entrada Perigosa fora de tempo.

sexta-feira, maio 11, 2007

Entradas Perigosas - Jogadores da "bola"

José Mourinho auto-intitula-se o "Special One" e ninguém duvida que ele tem algo de especial.
Infelizmente (para ele) os últimos tempos não lhe têm corrido bem.
Talvez haja alguma relação entre os resultados do Chelsea e as suas declarações infelizes, talvez a (recente) ausência de sucesso leve o treinador dos "blues" a ser ainda mais polémico nas suas palavras...
Difícil de entender é a sucessão de palavras pouco simpáticas para com Cristiano Ronaldo.
No entanto, vejo alguma injustiça, quer na visão de Mourinho, quer nas críticas que lhe são feitas.
José Mourinho falou recentemente nas origens humildes do 7 dos "Red Devils" mas com palavras menos abonatórias, algo como "fraca educação".
Infeliz, é um facto.
Mas igualmente infeliz é quem o critíca.
Mourinho tem toda a razão.
Só que Mourinho não se pode esquecer que, tal como Ronaldo, a maior parte dos futebolistas troca bem cedo os livros pelas chuteiras.
A cultura geral de um futebolista, na grande generalidade dos casos (e, atenção que estou a generalizar) , é muito baixa. A própria escolha lexical é, por vezes, miserável.
O mesmo acontece com a sua educação, quer escolar quer caseira.
Somos algumas vezes enganados quando vemos e ouvimos as declarações de algum jogador e não conseguimos detectar nenhuma "calinada" e até nos parece que estamos perante alguma sensatez e eloquência...
Mas basta reparar que as declarações de futebolistas, treinadores e dirigentes são tiradas a papel químico.
"Jogámos bem, a equipa está bem, estamos a atravessar um bom momento de forma e esta vitória foi muito boa a nível anímico"; "Prefiro não comentar o trabalho do árbitro mas julgo que teve influência no resultado".
Frases feitas, daquelas que saem automaticamente da boca dos futebolistas de tantas vezes que as ouviram.
E, pior, é quando temos Jaime Pacheco, Carlos Brito, Jorge Jesus (medo...muitoooo medo!) ou mesmo Manuel Machado (que ostenta o título de professor) em conferência de imprensa. São ataques constantes aos ouvidos e à gramática.
Mas não são os únicos.
Paulo Sousa, Secretário, por exemplo, são comentadores desportivos!
Deus Meu!
Mas vão comentar o quê?
"ah, sim, o 4-4-2 montado pelo professor Neca pode ser a solução para este jogo porque encaixa na estratégia de 5-4-1 do Leiria".
Ena...sabem contar!
O mundo do futebol é um mundo de homens que foram crianças com um sonho, um sonho de jogarem à bola, de serem famosos e de serem ricos, um mundo de putos que trocaram a educação pelo relvado.
Uns chegam a um período da vida em que, por eles, acabam por evoluir e adquirir outros conhecimentos, outros, a grande maioria, estagna e acabam por chegar aos 40 e tal anos como dois elementos da escola de laterais direitos do FC Porto: João Pinto e Secretário são atentados autênticos a quem tem um mínimo de exigência intelectual.
São o espelho do mundo da bola, em que se pensa com os pés e se usa a cabeça para acertar na bola...
Mas desengane-se quem pensa que este tipo de discurso é um discurso elitista.
Pior mesmo é acompanhar as palavras de Joaquim Rita ou Rui Santos, de Miguel Sousa Tavares ou Leonor Pinhão.
Esses, com uma formação diferente, têm uma responsabilidade acrescida e fazem questão de serem irresponsavelmente parciais e até ignorantes.
Pior que não saber é saber e não usar o que se sabe.
Não há nada pior que ser inteligente e depois mostrar o oposto.
Sinceramente estou cansado (e julgo que não sou o único) de ouvir comentários que só dão para rir (e por vezes para chorar) ou de ler crónicas que parecem ter sido escritas sob o efeito de umas 20 cervejas e muita clubite.
Estas são palavras complicadas mas alguém tem de pôr o dedo na ferida.
Mais complicadas ainda são as opções dos "media" que insistem em publicar ou colocar no ar quem tem provado incessantemente que não possuiu qualidade.
Talvez seja mais que complicado, talvez seja perigoso...talvez sejam...Entradas Perigosas.

quinta-feira, maio 03, 2007

Entradas Perigosas – Peseiro II?

Depois de um fim-de-semana com clássicos no Porto e em Lisboa, é incontornável ter de dedicar umas palavras aos dois jogos.

Surpreendentemente, o FC Porto perdeu no Bessa. Duas notas para este jogo: O FCP jogou mal como não é costume, o Boavista jogou como ainda não tinha jogado este ano.
Um bom tónico para o jogo da Luz.

Previa-se que Sporting e Benfica entrassem em campo para lutarem por encurtar a distância para o líder, no entanto, ainda o árbitro não tinha apitado quando se soube que Simão nem no banco iria estar. Menos um artista para o espectáculo.
Os “leões” entraram tal como o Benfica tinha entrado em Alvalade: a ganhar desde cedo.
Nos encarnados, apenas Micolli fazia a diferença. O Sporting jogava bem e o clube da casa não parecia ser capaz de responder.
E foi numa falha da defesa leonina que o sempre eficaz e oportuno “Topo Gigio” empatou. Mas o Benfica nem assim melhorou.
A imagem do resto do jogo ficou simbolicamente marcada por um episódio.
Ao intervalo, a turma de Alvalade demorou imenso a subir ao relvado, deixando o trio de arbitragem e os adversários alguns minutos à espera.
E o que se viu foi que o Sporting não voltou dos balneários.
E se o Benfica já pouco fazia e o futebol que se via era dos “putos” de verde e branco, a segunda metade foi paupérrima. Não se viu futebol e foi um suplício aguardar pelo apito final.
Casos da arbitragem terá havido mas o empate foi mais que justo.
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Nota: Nos momentos que antecederam o apito de Pedro Henriques para o começo do encontro, a águia Vitória falhou o poleiro com o símbolo do SLB, aterrando no relvado. Provavelmente sofrerá de SNG, ó Síndrome de Nuno Gomes, o mesmo que faz com que o avançado do Benfica não acerte uma...
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Por incrível que pareça, os “dragões” podem ter conseguido ganhar o campeonato com uma derrota!

Entre Douro e Tejo fica o Mondego e na terra dos estudantes jogou-se o Académica – Sp.Braga.
Um jogo com um golo que, a mim, pareceu ter sido obtido em posição duvidosa, com um golo (mal) anulado aos da casa e um penalty perdoado nos minutos finais.
A luta pela Europa tem destas coisas…

Agora o assunto principal.

Mourinho, o treinador amado por muitos e odiado por muitos mais, falou do Liverpool como uma equipa que apenas luta pela Liga dos Campeões.
Esta semana que passou, Mourinho viu o Manchester United ganhar distância depois dos “Blues” terem empatado.
Na noite passada, Mourinho jogou a 2ª mão das Meias-Finais em casa dos “Reds” de Anfield Road e estava em vantagem.
Estava também sem Shevchenko, sem Ballack e sem Ricardo Carvalho. (Lembre-se que o United jogou a primeira-mão com o AC Milan sem a defesa habitual devido às lesões de Ferdinand, Vidic e Neville, com um banco de desconhecidos e ainda assim venceu o AC Milan. Ausências talvez não sejam desculpa).
Com a eliminatória empatada no final dos 90 minutos regulamentares veio o prolongamento e, meia hora de jogo depois, as grandes penalidades.
O Chelsea tinha aquele que Mourinho considera o melhor guarda-redes do mundo na sua baliza, o Liverpool tinha um “keeper” que saiu do Barça pela porta pequena.
No final, Reina foi o herói, Cech não travou nem um remate da marca de penalty.

Contas feitas, Mourinho foi eliminado da Champions, terá perdido a hipótese de ganhar a Premier League e ainda vai encontrar o Man Utd na final da Taça.
Será que estamos na presença de um José Mourinho a seguir as pisadas de José Peseiro?
Com tudo para ganhar, o “Special One” tudo pode perder.
Será mais um técnico português a passar de bestial a besta?

Não sei se é boa ideia entrar por aí…
São…entradas perigosas.

quinta-feira, abril 26, 2007

Entradas Perigosas - Xenofobia e Futebol

Esta é uma estreia e a responsabilidade de estrear uma crónica neste blog fez o meu cérebro entrar em ponto de ebulição.
Em semana que antecede o Benfica- Sporting e o Boavista Porto, que viu a reeleição de Pinto da Costa, vou fugir do que todos falam.


Vou abordar um assunto mesmo assim actual.
Todos têm bem presente a questão do PNR e do cartaz no Marquês de Pombal, especialmente depois da "brincadeira" dos meninos do Gato Fedorento.
E o que tem isto a ver com a bola?
Enquanto adepto de futebol e da Académica, fui habituado a ver uma equipa com inúmeros jogadores portugueses, alguns deles estudantes, e um moçambicano, Dário, que era um dos símbolos da equipa.
Recentemente deu-se uma mudança na política de contratações do clube.
Tal como diz o spot da Rádio Universidade de Coimbra, "dois contentores de brasileiros" são descarregados ano após ano em Coimbra.
E o mesmo sucede nos restantes clubes portugueses, uns mais, outros menos.
Mas pior que a questão dos critérios que regem as contratações é a mentalidade que se instituiu no adepto português.

O Moretto é mau porque é brasileiro...e como o Moretto é mau, o Beto também é mau. E brasileiro. E o Derlei, por acaso também é mau e brasileiro.
Já no Sporting, o Polga também podia ir embora porque não andava a jogar bem e só despertou porque queria renovar. O que também é uma característica de quem? Dos brasileiros! Até porque o Liedson tinha feito algo semelhante. E o Jardel já tinha alinhado pelo mesmo diapasão.
No caso do Porto, temos o Pepe, que é considerado excelente, o Anderson que é considerado um génio... Mas depois temos o mal-amado do Adriano, que até esteve para ser dispensado, e o Jorginho, que até já safou o FCP algumas vezes. E há ainda uns flops como Leandros, Leandros Bonfins e um outro jovem que não me recordo, que foi contratado ao Marítimo e recambiado para o lado de lá do Atlântico.
A fidelidade do jogador brasileiro é algo discutível, como pudémos ver no caso de Jardel, Marcel ou até de Liédson e Polga, há que admitir, mas estamos a falar do mundo do futebol, não de um mundo ideal.
Neste mundo do futebol, Figo amava o Barça mas foi para o Real, Simão e Quaresma não jogariam noutro clube em Portugal que não o Sporting. E agora são as estrelas principais do Benfica e do Porto. O próprio Cristiano Ronaldo estava fortemente inclinado para se tranferir para Espanha.
Não podemos cair no erro de ser xenófobos. Não é por ser deste ou daquele país que um indivíduo tem certo tipo de características. É por querer o melhor para si ou para a sua família. Assim como não podemos achar que os jogadores brasileiros são todos maus.
Afinal, foi o Brasil que deu ao mundo Pelé, Ronaldo, Ronaldinho, Romário e Bebeto, Rivaldo...e muitos outros do meio campo para trás.
Não sejamos mesquinhos, não entremos por aí.

São...Entradas Perigosas...