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terça-feira, janeiro 08, 2008

Estrelas Atacantes dos Pequenos


15º Capítulo: Hélder Barbosa (Académica)

Idade: 20 anos
Posição: Extremo Direito
Naturalidade: Paredes
Altura: 1,72m
Peso: 67kg
Internacionalizações: nenhuma
Estreia na 1ª Liga: Boavista 1 – 1 FC Porto (06-05-2006)
Treinador que o lançou na 1ª Liga: Coo Adriaansen
Títulos: Campeão Europeu de sub-17; Campeão Português 05/06

Nas últimas semanas fiquei rendido às exibições de um homem: Hélder Barbosa. Um “puto”, assombrado por uma grave lesão, logo na sua primeira época como sénior, mas que confirma todo o potencial que se conferia nele.

Esta vai ser uma das crónicas mais pequenas, pois deste jogador pouco passado existe. Apenas representou dois clubes, em dois anos e meio de sénior, mas três em toda a sua carreira. Este extremo direito junta técnica e finta a uma segurança fantástica e uma facilidade de mobilidade que deixa qualquer um rendido. A forma como segura a bola, para visionar o posicionamento dos jogadores em campo, para saber pensar o jogo, demonstra uma maturidade e inteligência de mestre.

Natural de Paredes, foi lá que deus os primeiro passos como jogador de bola. Com a sua qualidade, não foi difícil subir um degrau na carreira, e aos 14 anos foi jogar para o FC Porto.

No FC Porto mostrou a alto nível nas camadas jovens, chegando rapidamente à selecção nacional das camadas jovens. Foi campeão europeu sub-17 com apenas 15 anos, e aos 16 estreou-se na equipa principal do Porto, na inauguração do Estádio do Dragão, contra o Barcelona. Uma qualidade enorme, que levou um grupo de fãs a criar um blog em sua consideração.
Em 05/06 subiu aos seniores em definitivo para jogar na equipa B. Sendo sempre titular, mostrou-se a alto nível, o que levou Coo Adriaansen apostar nas suas qualidades e deu-lhe uma oportunidade na equipa A.

Em 06/07 foi emprestado à Académica, onde prometia uma grande época. E até começou bem a época, até que me lesão grave o “arrumou” e não pôde ajudar mais a equipa. Em consequência, voltou a ser emprestado para a equipa de Coimbra em 07/08.

Esta temporada foi entrando aos pouco, mas desde que entrou em forma a Académica tem estado melhor, começando a ganhar jogos e Hélder Barbosa lá vai fazendo estragos, na esperanças de chegar à equipa A do Porto. E com o que lá anda, era um crime se isso não acontecesse.

quinta-feira, janeiro 03, 2008


14º Capítulo: Fernando ÁVALOS (Nacional)

Idade: 29 anos
Posição: Defesa Central/Médio Defensivo
Naturalidade: Posadas (Argentina)
Altura: 1,84m
Peso: 80 kg
Internacionalizações: nenhuma
Estreia na 1ª Liga: V. Setúbal 1 – 1 Boavista (22-08-2002)
Treinador que o lançou na 1ª Liga: Jaime Pacheco
Títulos: não tem.

Na Madeira mora um argentino que se tornou uma das figuras do Nacional, estando nos melhores anos dos negro-rubros. Fala-vos de Ávalos, jogador que vai estar ligado aos melhores momentos de duas grandes equipas portuguesas: Nacional e Boavista. O seu profissionalismo, fez dele, um dos jogadores mais respeitados no nosso campeonato. E a chave do sucesso, está no seu imperialismo defensivo, onde comanda de uma forma segura e agressiva a sua defesa.

Tudo começa em Posadas, na Argentina, localidade do central. Começou a dar os seus primeiros passos no clube da terra, onde era conhecido como “Ruggeri de Posadas”, sendo comparado ao grande central argentino. O seu talento despertou atenção de grandes equipas do país, e aos 14 anos transfere-se para o Huracán.

Foi no Hurácan que se estreou como sénior e fez parte das selecções de sub-17 e sub-19 da argentina. Logo na sua primeira temporada como sénior (1999), fez nada mais nada menos que 28 encontros. Este início de carreira fulgurante fez com que chegasse à selecção olímpica do país (mas acabou por não ser convocado), e despertou o interesse de grandes clubes.

Em 2000 transferiu-se para o Corinthians, um dos melhores clubes brasileiros da altura. Na equipa brasileira, poucas oportunidades teve para se mostrar, sendo que a sua juventude relegou-o vezes sem conta para o banco, e apenas realizou 2 jogos.

A meio da época, vai ser emprestado ao Basileia da Suiça, onde dividiu a titularidade e o banco. Jogava um tal de Yakin no clube suíço, que não dava hipóteses. Ainda assim, surpreendeu pela sua maturidade e agressividade, mas o clube suíço não teve condições para o manter no plantel.

Regressou ao Corinthians, onde foi dado como dispensado. Ficou 6 meses sem jogar, e foi em Janeiro de 2002 que o Boavista o fez regressar à competição. O clube do Bessa era o campeão português e surpreendia todo e todos na Champions. O empréstimo de Ávalos foi acordado por 2 épocas, e na equipa do Bessa foi bastante importante. Na primeira época, que foi a 2ª volta de 2001/2002, foi suplente utilizado, quase sempre na posição de trinco.
Na segunda época (02/03), foi o trinco titular da equipa, tendo chegado às meias-finais da Taça UEFA. Para a história vai ficar os dois fantásticos jogos de Ávalos frente a Ronaldinho Gaúcho, que actuava no PSG. O argentino “secou” completamente o futuro melhor jogador do mundo, e o Boavista passou a eliminatória.

Mas os problemas no Bessa em termos financeiros começavam a notar-se, e o Boavista não tinha dinheiro para pagar a cláusula ao Corinthians. Aqui, surpreendentemente, entra o Nacional, que pagou pelo passe do argentino. Foi uma contratação de sonho, a melhor de sempre da história do clube. Nas últimas 4 temporadas, Ávalos chegou a capitão de equipa, tendo sido sempre titular, e chegando por duas vezes à Taça UEFA, mas pouco mais acabou por ganhar.

Mesmo assim o argentino, regularíssimo na equipa, tem imenso mercado e todos os anos se fala de uma transferência. Mas uma coisa é certa: a esta hora os homens do Corinthians muito se arrependem de não ter ficado com o central.

terça-feira, dezembro 18, 2007

Estrelas Atacantes dos Pequenos

Antes de começar a minha rubrica, terei de justificar a minha ausência durante as últimas três semanas. Tive durante estas últimas três semanas doente, com uma grave pneumonia, da qual ainda estou a recuperar, mas em condições de fazer voltar esta rubrica, que defende o talento da nossa liga.
Peço então desculpas a todos os estimados leitores, prometendo que agora nunca irei falhar uma semana.

12º Capítulo: Hugo Faria (União de Leiria)

Idade: 24 anos
Posição: Médio
Naturalidade: São Brás de Alportel
Altura: 1,82m
Peso: 75 kg
Internacionalizações: nenhuma
Estreia na 1ª Liga: Académica 0 – 1 U. Leiria (07-11-2004)
Treinador que o lançou na 1ª Liga: Vítor Pontes
Títulos: não tem

Poucos se devem lembrar de algum jogador das escolas dos clubes algarvios, mas um deles lançou-se na nossa liga na época passada e vai fazendo sucesso. Falo de Hugo Faria, o médio, conhecido pela sua raça e bravura, é denominado pelo “Pitbull de Leiria”. O seu estilo de jogo, que é bastante igual a Petit, médio do Benfica, fez com que lhe fosse adaptado tal nome.

Hugo Faria, é um médio que surpreendeu o futebol português, tendo sido lançado no onze inicial da primeira jornada da época 06/07, quando era apontado como dispensado. Esse jogo foi no Estádio do Dragão, frente ao Campeão Nacional. Mas o jovem não quis saber da pressão, e fez um belo jogo, ganhando com muito mérito um lugar no “onze” e no plantel da equipa. Com a sua capacidade lutadora, é um jogador bastante disciplinado e profissional, com uma boa capacidade de transição defesa/ataque, boa capacidade de passe e recuperação de bolas.

Este algarvio foi formado nas escolas do Louletano, clube onde brilhou nos primeiros anos de carreira. Tem sido algumas vezes convocado para as selecções mais jovens, fez umas boas épocas nas camadas jovens, estreando-se a sénior em 01/02, onde entrou aos poucos na equipa da Loulé. Nas duas épocas seguintes tornou-se titular na equipa algarvia, e pela sua juventude muitos clubes foram até ao Algarve para observar este jovem talento.

Em 04/05 foi contratado pela União de Leiria, e muitos apontavam para a sua dispensa antes de a época iniciar. Mesmo assim, Vítor Pontes apostou no médio e na sua juventude, mas pouco o utilizou. Parecia ser mais um caso de uma dispensa inevitável, e de um atleta a qual não davam oportunidades.

Na época seguinte, foi emprestado ao Olhanense, regressando a casa, ao seu Algarve. Fez uma excelente época, tal como o clube que representava, com 27 encontros realizados, foi dos pilares de um forte Olhanense, que se tornou o maior clube da zona algarvia.

Regressou então ao Leiria, mas na pré-temporada a sua dispensa era anunciada. Já todos apontavam o seu regresso ao Algarve, para voltar a ser emprestado. Domingos nunca tinha dito que o queria, e nunca desmentiu as notícias que este sairia. Mas Hugo Faria lá foi ficando na equipa, até ao início da temporada, altura em que aparece como titular da equipa. Uma surpresa agradável de um jogador desconhecido que se praticamente se estreava no Dragão, impondo o seu futebol com uma naturalidade incrível.

Hugo Faria é ainda o titular do meio-campo da complicada União de Leiria desta temporada. A luta pela manutenção vai ser dura e o seu futuro é, portanto, incerto. Mas com o seu talento, o salto para um clube com objectivos certos, não vai ser muito complicado.

quinta-feira, novembro 22, 2007

Estrelas Atacantes dos Pequenos


12º Capítulo – Paulo Santos (SP. Braga)

Idade: 34 anos
Posição: Guarda-redes
Naturalidade: Lisboa
Altura: 1,84m
Peso: 86 kg
Internacionalizações: 1 – (Irlanda do Norte 1 – 1 Portugal)
Estreia na 1ª Liga: Boavista 1 – 0 Benfica (02-06-1994)
Treinador que o lançou na 1ª Liga: Toni
Títulos: Campeão Nacional 93/94

Um guarda-redes com cara de maluco, é talvez uma das melhores definições para designar Paulo Santos. O redes do Braga, é dono de umas capacidades invejáveis, com reflexos fantásticos que durante 3 anos caracteriza a defesa segura da equipa do Minho. Em também uma enorme experiência, passando por grandes clubes e até pela selecção, além do excelente profissional que todos o reconhecem.

Formou-se no Benfica, seu clube do coração e de família, mas poucas oportunidades lá teve, apesar da maior parte da sua carreira se dever a Lisboa. Estreou-se nos seniores em 91/92, mais concretamente no Mirense, por empréstimo do clube da Luz. No ano seguinte representou o Olivais e Moscavide, em duas épocas bastante produtivas na II Divisão B, que fez com que Toni apostasse na sua qualidade em 93/94, e o jogador voltasse ao Benfica. Mas nessa temporada, apenas realizou um jogo e esteve sempre tapado pelos nomes fortes da baliza da Luz. Mesmo assim, foi nessa temporada que conquistou o único título da sua carreira: Campeão Nacional. Nunca mais Paulo Santos iria ver outro troféu de tal distinção.

Foi naturalmente dispensado, para ir para o Penafiel na II Liga. Fez uma época razoável, algo desanimado pelo seu talento não ter sido aproveitado no seu clube do coração. Mesmo assim, acabou por regressar à I Liga em 95/96.
O clube foi o Estrela da Amadora, marcando o seu regresso à sua cidade natal. Esteve no clube da Reboleira durante 3 temporadas, sendo titular absoluto nas duas primeiras. Foi uma peça fundamental para duas grandes temporadas do clube lisboeta, mas em 97/98 uma lesão fez com que perdesse a titularidade para nunca mais a recuperar. Parecia que sua a carreira estava a decair novamente e o seu destino não iria ser muito risonho.

Em 98/99 saiu do Estrela, para relançar a carreira. Manteve-se na cidade, e assinou pelo então recém-promovido à I Liga, o Alverca. Foi lá que mais se destacou e que brilhou ao mais alto nível. Logo na primeira temporada, foi titular absoluto e esteve bastante bem, caracterizado pelo seu ar de pouca elegância e bastante excentricidade. Mas em 99/00, a vinda de Ovchinnikov para o clube, relegou Paulo Santos para o banco de suplentes, que deixaria na época seguinte para voltar a ser das peças fundamentais e um Alverca sobrevivente.

Em 01/02 recebeu a proposta mais invulgar que alguma vez teve, e se calhar a melhor de todas da sua carreira: assinou pelo FC Porto. Foi aliás titular em 8 jogos, e se estreou na Liga dos Campeões, tendo sido treinado por José Mourinho. Acabou por ser dispensado pelo Special One na época seguinte, sendo emprestado ao Varzim, onde realizou uma época bastante má. Parecia que tinha ido do Paraíso ao inferno.
Em 03/04 nem jogou. Esteve encostado na equipa B do Porto, enquanto seus companheiros eram campeões europeus.

Em 04/05 assinou pelo clube, onde por vários factores, acabou por ter mais sucesso. O Sp. Braga, treinado por Jesualdo Ferreira, precisava de um substituto para Quim e viu em Paulo Santos o redes ideial.
Depois de uma época bastante incerta, sendo titular mas dando erros graves que demonstravam falta de confiança, o guarda-redes lisboeta fez em 05/06 a melhor época da sua carreira numa defesa que parecia impenetrável, e que culminou com a sua chamada para a selecção e para o Campeonato do Mundo de futebol entre selecções, na Alemanha.

Neste momento, o guarda-redes mantém-se como titular na equipa de Manuel Machado, depois de um inicio de temporada com lesões. Paulo Santos deverá ser o terceiro guarda-redes da selecção no Europeu de 08 e certamente acabará a carreira quando o seu contrato finalizar.
Mas não existe melhor forma do que começar mal, e acabar a alto nível…

quinta-feira, novembro 15, 2007

Estrelas Atacantes dos "Pequenos": Matheus (Vitória Setubal)


11º Capítulo: Matheus (Vitória Setubal)
Idade: 24 anos
Posição: Ala esquerdo
Naturalidade: Ribeirópolis (Brasil)
Altura: 1, 75m
Peso: 68 kg
Internacionalizações: nenhuma
Estreia na 1ª Liga: Sp. Braga 1 - 1 Est. Amadora (12-02-2006)
Treinador que o lançou na 1ª Liga: Jesualdo Ferreira
Títulos: não tem.

Este jogador já passou por muito. Já esteve lá no alto e lá em baixo. Um homem que toca os extremos, pois essa é a sua posição. Um atleta por qual poucos davam alguma coisa…Carvalhal deu, e não foi só a ele.
Falo de Matheus, a principal estrela da equipa sensação do Vitória, e um dos vários dispensados do Sp. Braga, e um dos vários jogadores emprestados ao Setúbal. Este extremo tem feito uma época fantástica, com golos e assistências de surpreender tudo e todos. Uma velocidade estonteante, dotado de uma enorme técnica que faz com que tenha uma capacidade para cruzar bastante perigosa, Matheus é uma da maiores estrelas do nosso futebol, na actualidade.

Mas tudo começa em Ribeirópolis, terra do extremo brasileiro. O clube designava-se Itabaiana, e foi onde cresceu e despontou para o futebol. Pertencente ao estado do Sérgipe, foi precisamente neste campeonato estadual que Matheus se destacou em 2005, marcando 10 golos nessa competição. Foram vários os clubes interessados, apesar de quase todos serem de divisões inferiores nos seus respectivos campeonatos. Soube-se da proposta do Vasco da Gama, mas surpreendentemente Matheus escolheu o Marco de Canavezes.

Em Portugal, a sua adaptação não podia ser mais rápida. Em meia época (05/06) marcou 6 golos em 14 partidas. Um início fantástico de carreira na Europa, que fez despertar a atenção dos clubes da I Liga. Um deles foi o Sp. Braga, treinado por Jesualdo Ferreira, e logo no mercado de inverno deu um salto gigante na carreira. Mas aqui começaram os problemas: Além de lesões sucessivas, Matheus nunca teve lugar no onze do Braga. Apenas realizou 4 partidas, sem qualquer destaque, sendo certo a sua dispensa no final da época.

No inicio da temporada seguinte, quando Matheus era dado como certo em clubes de baixo gabarito, Carlos Carvalhal decide apostar no brasileiro. Apesar de ter realizado poucas partidas, até ao mercado de inverno, o treinador foi o único apostar no talento do atleta, que teimava em não conseguir-se adaptar ao nível de um clube como o Sp. Braga, que tinha como objectivos a Europa.
Foi emprestado ao Beira-Mar a meio da época, um clube que tinha mudado nesse mesmo mercado quase toda a equipa, contratando 17 jogadores só em Janeiro. Um deles foi Matheus, mas apesar de ter realizado 14 partidas, não conseguiu singrar talvez devido à estabilidade vivida em Aveiro. No final da época, a equipa desceu de divisão.

Em 2007/2008, o Braga era um destino improvável. A equipa comunicou logo que não contava com o jovem brasileiro, que este iria ser cedido novamente. Mas desta vez, quem o iria contra era Carvalhal. O destino Vit. Setúbal prometia uma época complicada: os constantes e famosos problemas financeiros, e uma época sem jogadores de “nome” e bastante inexperiente. Além disso, não foi apenas Matheus que foi de Braga para Setúbal: Edinho, Chaves, Bruno Gama, Eduardo e Filipe também acabaram na equipa do Sado, para bom agrado Vitoriano.
A época não poderia ser melhor. Uma equipa com um futebol fantástico, com jogadores a relançarem carreiras (Pitbull, Chaves, Elias) e outros a surgirem de repente (Edinho, Eduardo ou Paulinho), e até agora sem qualquer derrota. Matheus é estrela principal, o jogador que mais depressa se mostrou, como em Marco. Já marcou 5 golos em 9 encontros, além de algumas assistências e muitas jogadas fantásticas, que deliciaram adeptos vitorianos.

Matheus é assim um dos bons talentos em Portugal, mas será que é para durar? Até onde pode ir este grande talento? Só o futuro dirá, e talvez só Matheus mesmo saberá…

quinta-feira, outubro 25, 2007

Estrelas Atacantes dos Pequenos


10º Capitulo: Tiago Gomes (Est. Amadora)
Idade: 23 anos
Posição: Médio Central
Naturalidade: Vila Franca de Xira
Altura: 1, 82m
Peso: 76kg
Internacionalizações: nenhuma
Estreia na 1ª Liga: Naval 2 – 0 Est. Amadora (27/08/2006)
Treinador que o lançou na 1ª Liga: Daúto Faquirá
Títulos: nenhum


Tem apelido de matador e nome de craque. Tiago Gomes é um dos maiores talentos a actuar no nosso futebol, e no seu primeiro ano de 1ª Liga surpreendeu tudo e todos.
Com um futebol bastante pensativo e técnico, é um lutador e ao mesmo tempo constrói o jogo de sua equipa, fazendo com que todo o futebol do E. Amadora passe por ele. È um jovem com muito para mostrar e uma maturidade que surpreende pela tenra idade e experiência.

Aos 19 anos estreou-se no futebol profissional, ao serviço do Estoril, na II Liga. Foi em 03/04, mas apenas realizou um jogo e foi no final da temporada dispensado, depois de uma excelente carreira ao serviço das selecções mais jovens e no próprio Estoril. Uma decisão que deixou um jovem talento incrivelmente à solta, e devido ao pouco nome que tinha ganho, acabou na II Divisão B.

Em 04/05 assina pelo Oriental, equipa que o ajudou e onde pôde demonstrar o seu valor. Teve uma época e meia de titularidade, sendo uma das principais peças da equipa. Ao longo deste tempo realizou 39 jogos, e marcou 9 golos, isto para um médio de transporte de jogo, comprovando todo o seu valor. Mas, deixou de ir às selecções jovens, um revés para um talento tão bom, que não merecia mais uma injustiça.

A meio da temporada 05/06, transfere-se para o Odivelas, onde se consegue impor rapidamente. Faz 17 jogos e contribui para uma segunda volta bastante boa do Odivelas. Todas estas prestações vão abrir as portas da II Liga. E como os clubes da I Liga passam por várias dificuldades económicas, também lhe abriram as portas e foram observar este talento de Vila Franca de Xira.

O Est. Amadora foi o clube que lhe ofereceu melhores condições para que Tiago Gomes desse o salto. Apesar de ser um clube completamente renovado e que teve bastante dificuldades no inicio da época, o médio começou por ser titular e nunca mais de lá saiu. Com bastante concorrência como Luís Loureiro ou Sérgio Marquês, jogadores mais velhos e conhecidos, só lhe deu ainda mais mérito para esta conquista, comprovada por Daúto Faquirá.
Surpreendeu muita gente, foi chamado aos sub-21 e fez 28 jogos na I Liga. Neste momento, é das peças mais importantes do xadrez de Daúto e clubes fortes do campeonato já o sondaram. Certamente, dará o salto e daí para a selecção nacional, pois é um médio que ainda tem bastante para progredir. Mas a carreira e o talento não mentem. Já não é um surpresa, mas sim uma certeza, daquele que é um dos melhores médio do nosso campeonato.

quarta-feira, outubro 10, 2007

Estrelas Atacantes dos Pequenos


9º Capítulo: Jorge Ribeiro (Boavista)
Idade: 25 anos
Posição: Lateral Esquerdo
Naturalidade: Lisboa
Altura: 1,72m
Peso: 68 kg
Internacionalizações: 1 - (Estreia: Liechtenstein - Portugal)
Estreia na 1ª Liga: Benfica 3 – 0 E. Amadora (02/02/2000)
Treinador que o lançou na 1ª Liga: Jupp Heynckes
Títulos: não tem.

E aproveitando o seu grande momento de forma e o seu, inesperado regresso à selecção, esta semana convido-vos a conhecer a carreira de Jorge Ribeiro.

Este polivalente jogador está a realizar um campeonato surpreendente. Depois de muitos problemas indisciplinares, poderá ser esta a retoma de Ribeiro a uma carreira que muitos apontaram como sendo bastante promissora. Com um pé-esquerdo de fazer inveja a muitos, tem uma excelente qualidade de passe que faz com que Pacheco o use no meio-campo. Acrescenta ainda mais velocidade e qualidade ao jogo atacante de qualquer equipa, com cruzamentos mortíferos.

E esta carreira não poderia começar melhor. O Benfica foi o clube que viu o seu irmão (Maniche) crescer, e foi também o clube que contou com Jorge Ribeiro nas suas fileiras. Sempre internacional pelas camadas jovens da selecção portuguesa, o lisboeta estreou-se na liga em 99/00, época em que alternava entre a equipa A e a B da equipa da Luz. Nos dois anos seguintes assim manteve esse estatuto, porém teve um pelo meio um empréstimo ao Santa Clara, onde pouco fez. Pelo meio foi treinado por Mourinho, e viu o seu irmão ser bastante mal tratado na Luz. Aliás, queixou-se de ter esse mesmo tratamento.

Na época 02/03 muda de vida, e assina pelo Varzim. Afirmou-se na altura que o lateral tinha assinado contrato com o Porto, mas tal não se sucedeu. Ficou na equipa nortenha durante duas épocas, sendo até ao momento o auge da sua carreira. Desceu de divisão em 02/03, mas por lá manteve-se e ganhou notoriedade.

Em 04/05 assina pelo Gil Vicente, naquela que foi a equipa mais cara do clube de Barcelos. Mas foi aí que começou o declínio da sua carreira. Depois de uma primeira volta em que o clube não se deu tão bem como o esperado, Jorge Ribeiro abandonou o clube sem mais nem menos. Não deu satisfações a ninguém, e muitos dizem que foi o seu empresário que forçou a saída, pois no Gil Vicente não iria a lado nenhum. E por cá andava um russo a comprar a torto e a direito, falo do Dínamo de Moscovo.
O seu irmão Maniche, tinha assinado nesse mesmo Inverno, contrato com os russos, e logo a seguir foi Jorge Ribeiro atrás, pensando que seria o maior passo da sua carreira. E foi, mas para trás.

Depois de muito pouco utilizado, e na altura em que quase todos os portugueses saíam do clube russo, que atravessava uma grave crise de resultados, Jorge Ribeiro é emprestado ao Málaga, de Espanha. Uma tentativa de relançar a sua carreira. Jorge tinha apenas 23 anos, mas apenas passou seis meses no clube. (época 05/06)
Mas nem tudo foi mau, no tempo em que teve em Moscovo. Conseguiu estrear-se ao serviço da selecção nacional, naquele empate doloroso frente à amadora selecção do Liechtenstein, para nunca mais integrar uma convocatória.

No início da época 06/07, Jorge Ribeiro estava sem clube. O Dínamo não o queria e mantinha-o de fora. O lateral nem queria acreditar que a decisão de deixar o país poderia tornar-se tão má.
A meio da temporada regressa ao país, juntamente com Nuno e Moreira, para ingressarem nos Desp. Aves. Uma oportunidade que Jorge Ribeiro não desaproveitou, fazendo boas exibições quer a lateral, quer a médio. Muito raçudo e esforçado, o lateral demonstrava que, com 25 anos tinha muito para dar ao nosso futebol.
Os avenses desceram de divisão, demonstrando sempre uma fraqueza de qualidade enorme.

Jorge Ribeiro fica sem clube definitivamente. Era o momento de saber escolher o próximo clube. Depois de recusar algumas propostas, assina pelo Boavista no último dia das transferências. A equipa do Bessa, apesar das dificuldades, foi o clube que Jorge pensou ser o melhor para relançar a carreira, e para já a nota tem sido bastante positiva. Desde que chegou foi sempre titular, mais a médio que a lateral, e acrescentou mais vivacidade, qualidade e velocidade ao estilo de jogo do Boavista… e a inesperada chamada de Scolari ajuda a demonstrar que as portas estão novamente abertas para Jorge Ribeiro.

Se for esperto e se aprendeu com os erros, o lateral da família Ribeiro pode-se tornar um internacional assíduo e uma referência no nosso futebol. Não há laterais-esquerdos, por isso Jorge agarra esta oportunidade com unhas e dentes!!

terça-feira, outubro 02, 2007

Estrelas Atacantes dos Pequenos


8º Capítulo: Bruno Silva “China” (Leixões)

Idade: 25 anos
Posição: Médio defensivo
Naturalidade: Matosinhos
Altura: 1,82m
Peso: 75 kg
Internacionalizações: Nenhuma
Estreia na 1ª Liga: Leixões 1 – 1 Benfica (18-08-2007)
Treinador que o lançou na 1ª Liga: Carlos Brito
Títulos: Campeão da II Liga 06/07; Finalista da Taça de Portugal 01/02; Finalista da Supertaça 02/03.

Talvez este seja o jogador mais desconhecido que até agora entrou nesta rubrica. Mas, tem sido dos melhores na nossa liga até ao momento. Falo-vos de um homem que parece não saber o que é jogar mal: Bruno China

Este trinco do Leixões tem feito um campeonato fantástico, com grandes exibições, surpreendendo tudo e todos. Com uma qualidade de passe bastante boa, é uma autêntica “carraça” para os seus adversários, recuperando bastante jogo, sendo rápido na transição de bola e na análise de jogo. Talvez seja mesmo o melhor trinco até ao momento, pelo menos o que esteve em melhor forma, na presente temporada.

Tem 25 anos, uma atitude de lealdade e de raça, que está a entusiasmar os adeptos portugueses. Em Matosinhos, é mais conhecido que o “tomate” e estas qualidades já lhe são conhecidas há bastante tempo. Mas, nunca surgiu uma proposta mais forte, e as que existiram não valiam mais que a sua lealdade, por uma terra que o fez crescer, e por um clube que lhe está no coração.

Tudo começou na temporada 00/01, andava o Leixões pela II Divisão B, onde tinha um sonho de puder, um dia, regressar para os grandes do nosso futebol. Lá, se estreava Bruno, que cedo foi apelidado de China, pelas suas parecenças com o povo, que mexe cada vez mais com os sistemas financeiros dos países ocidentais, tal como médio mexe cada vez mais com os nervos dos seus adversários. Como jovem que era, poucos jogos realizou, mas as suas qualidades de “carraça” e bom distribuir de jogo, começavam a desenvolver-se cada vez mais.
A prova disso é os 13 jogos, que logo na época seguinte à sua estreia, realizou. Na altura, andava um tal de Carlos Carvalhal, que decidiu levar as gentes de Matosinhos, historicamente, à final da Taça. A “carraça” não jogou, mas teve o seu mérito.

Em 02/03, Bruno China tem mais um marco histórico ao serviço da equipa do coração: Subida à II Liga. E desta vez, o “chinês” foi dos jogadores mais preponderantes, com 30 jogos realizados. Estava a crescer o seu percurso no Leixões, a sua carreira no futebol.

Passou quatro temporadas na II Liga, ao serviço do seu Leixões. Deixou de ser tão preponderante, baixando para uma média de 18 jogos por época. A entrada de jogadores mais velhos e “famosos”, que tinham como objectivo a subida divisão, taparam os caminhos a Bruno China de uma grande época, de uma grande transferência.

Em 06/07 o sonho tornou-se realidade. O primeiro título do Leixões, com o Bruno China a realizar 24 jogos, sendo dos jogadores mais importantes da equipa. Mas mais que Campeão da II Liga, os matosinhenses tinham conseguido a subida divisão, que na longínqua época 00/01 era apenas uma miragem.
O salto de um clube do norte, o salto de um médio com muito valor, o salto de umas gentes com muito sofrera e nunca desistiram.

Este ano o Leixões tem demonstrado um futebol bastante agradável, com a liderança de Carlos Brito, mas melhor tem jogado Bruno China. Não existe um jogo, até ao momento, em que se abra a página de um jornal, após jogo da equipa, e aquele médio que poucos dão conta no meio-campo, não tenha uma grande nota. Este jovem tem valor, e muito. Vai ser com certeza, uma das maiores surpresas desta Liga. Digo mais: tem pinta de jogador de selecção...

quarta-feira, setembro 26, 2007

Estrelas Atacantes dos Pequenos


7º Capítulo: Auri (Vit. Setúbal)


Idade: 33 anos
Posição: Defesa Central
Naturalidade: Nova Aurora (Brasil)
Altura: 1,80m
Peso: 82 kg
Internacionalizações: nenhuma
Estreia na 1ª Liga: Vit. Guimarães 0 - 0 Rio Ave (01/02/1998)
Treinador que o lançou na 1ª Liga: Quinito
Títulos: Vencedor da Taça de POrtugal 04/05

Há jogadores na I Liga que são tão antigos no nosso escalão que poucas vezes são lembrados. Um deles dá-se pelo nome de AURI. Defesa central vitoriano, com experiência enorme, consegue manter uma concentração e agilidade que poucos defesas de 20 anos têm. Tantos anos anda por estes lados, que o homem com nome de marca de carros vai passando despercebido, mas está sempre lá, a titular, a imperar.

A carreira deste velhinho jogador, remonta ao ano de 1993, onde começa a dar os seus primeiros passos de sénior no Coritiba, por lá ficando mais quatro anos. No último deles, mostrou-se ao mais alto nível e isso desperta o interesse do Vitória de Guimarães que o contrata em 1997.

Em Portugal manteve-se, mas não no Guimarães. Esteve no clube até 00/01, mas foi por duas vezes emprestado: Chaves e Gil Vicente. Nas duas vezes mostrou que poderia ajudar os vimaranenses, por isso ficava sempre no plantel nos inícios de temporadas. Mas a infelicidade de Guimarães iria acabar com a transferência para Chaves.

Na equipa do interior foi titularíssimo, despertando o interesse da Naval na época seguinte, estávamos em 2002. Foi titular na equipa da Figueira da Foz nessa temporada, e finalmente regressou ao principal escalão do nosso futebol com nova transferência: Vit. Setúbal. Clube no qual passou graves problemas, mas ao mesmo tempo os melhores anos da sua carreira.

2003 o ano de entrada na equipa do Sado. O defesa já experiente começa a titular ao lado de Veríssimo. Foi sempre titular, aliás quatro anos depois é o único titular na equipa há tanto tempo. Auri demonstrou ser de aço, nada o derruba, nem uma lesão. Só foi pena não ter chegado mais cedo ao Setúbal, pois Chaves não era clube para si, e o Guimarães teve sempre grandes nomes para a defesa.

Em 2005, Auri ganha o único título da sua longa e conturbada carreira: vencedor da taça de Portugal. Titular, sempre como habitual, foi um dos grandes ícones da equipa. A sua transferência chegou a ser dada como certa, mas a Académica não avançou para a contratação e Auri lá foi ficando num clube com graves problemas, mas sabe que foi onde passou os seus melhores momentos. Tudo deve ao Vitória, mas muito o Vitória lhe deve.

A experiência, a lealdade, o carácter, a agilidade, o jogo aéreo e a sua imperatividade na defesa, levaram a que Auri entrasse neste lote dos melhores da nossa liga, um jogador com uma carreira de pouco sucesso, jogando a titular apenas em clubes pequenos. O Vitória ajudou e ele não se fez rogado. Todos mudaram, laterais, médios, guarda-redes e até o seu companheiro de secção, mas Auri sempre a titular como um rochedo impenetrável.

É um dos jogadores mais respeitados na nossa liga e que merece este grandes destaque. Mas nada acabou, e parece que este ano, vamos ter mais um bocadinho de… Auri

FOTOS: CITY FILES

terça-feira, setembro 18, 2007

Estrelas Atacantes dos Pequenos

6º Capítulo: Bruno Amaro (Nacional)

Idade: 24 anos
Posição: Médio central
Naturalidade: Penafiel
Altura: 1,81m
Peso: 78 kg
Internacionalizações: nenhuma
Estreia na 1ª Liga: Gil Vicente 0 – 1 Penafiel (16-01-2005)
Treinador que o lançou na 1ª Liga: Luís Castro
Títulos: não tem.

Um dos médios mais completos a jogar no nosso futebol. Bruno Amaro é o líder do meio campo alvi-negro, na quarta época de I Liga. Uma imensa visão de jogo, uma qualidade de passe única, um meio que transmite confiança e liderança, podendo fazer todas as funções do meio-campo. Um pé direito fortíssimo, que ajuda a ser o mestre das bolas paradas da equipa.

Mas tudo começou na sua terra natal: Penafiel. Foi o clube onde iniciou a carreira e o clube que o empurrou para os grandes palcos do futebol português. Sempre titular nas camadas jovens do clube, o seu talento rapidamente o levou às selecções mais jovens e despontou o interesse dos “grandes”, que nunca avançaram com uma proposta concreta.
O fã de Rui Costa, nem sempre foi titular na selecção, pois era ofuscado pelos jogadores dos grandes, sendo ele um jovem de Penafiel, equipa que pouco sucesso tinha nas camadas jovens, e na altura, andava na II Divisão portuguesa.

Em 01/02 fez o seu primeiro ano como sénior, na equipa do norte do país. Realizou apenas dois encontros nessa época, mas prometia um sucesso imediato, pois o seu talento cativou os treinadores penafidelenses, que apostaram sempre na continuidade do jovem na equipa, fazendo com que o jovem nunca fosse emprestado.

Nas duas épocas seguintes, alternou entre o banco e a titularidade, realizando 15 jogos em média.
Foi, chamado mais vezes à selecção e ajudou em 03/04 ao regresso da equipa à I Liga. Uma facto bastante importante, pois iria ser visto mais atenciosamente pelos clubes do principal escalão português de futebol, e além disso era o primeiro marco da sua carreira.

Na primeira temporada de I Liga, realizou apenas 13 jogos, mas foi se mostrando ao mais alto nível. O Penafiel fez uma boa temporada e aguentou-se entre os maiores, mas um bom leque de jogadores ofuscou o talento e a ambição de Bruno Amaro. Mesmo assim, foi chamado pela primeira vez aos sub-21, indo inclusive aos jogos olímpicos.

Na época seguinte tudo correu mal em termos gerais à equipa do Penafiel. Ficaram em último lugar, numa equipa desorganizada e sem ambição, com dívidas preocupantes e bastante longe das outras 17 equipa da Liga. Mas, acabou por ser a melhor época de Bruna Amaro.
As muitas saídas e entradas de jogadores na equipa titular, levou a que o jogar tivesse imensas oportunidades para mostrar o seu talento, e foi o que fez. Agarrou o lugar com unhas e dentes, e seu pé direito ainda fez alguns estragos. Além claro, dos seus passes mortíferos em profundidade, poucas vezes aproveitados pelos maus atacantes do Penafiel 05/06.

No final da temporada, teve o seu prémio pela época fantástica: transferência para o Nacional da Madeira. Um clube que se tinha qualificado para a UEFA, com ambições muito diferentes do Penafiel, e com uma gestão financeira rigorosa e qualificada. Foi a maior oportunidade da carreira de Amaro.
Foi a sua melhor temporada: ganhou o lugar a Chainho no meio-campo alvi-negro; foi considerado melhor jogador da equipa; estreou-se na UEFA com boas exibições e mostrou-se sempre a um excelente nível: 25 jogos e 5 golos, tirando as assistências para golos, que ainda foram algumas.
Mesmo assim a época acabou mal para o Nacional, que acabou fora da UEFA e mudou de treinador na mesma temporada, o que não ofuscou o talento deste jovem médio português.

No futuro espera-se o salto para um dos “grandes”, de um atleta jovem e cheio de força e ambição, com umas qualidades de fazer inveja a muitos jogadores. E talvez chegar à selecção…

O seu empenho e qualidade assim o dirão num futuro bastante próximo.

quarta-feira, agosto 29, 2007

Estrelas Atacantes dos Pequenos

4º Capítulo: Marcinho (Marítimo)
Idade: 26 anos
Posição: Médio-ofensivo
Naturalidade: Petrolândia (Brasil)
Altura: 1,74 m
Peso: 65 kg
Internacionalizações: nenhuma.
Estreia na 1ª Liga: Penafiel 0 - 1 Marítimo (30-01-2005)
Treinador que o lançou na 1ª Liga: Mariano Barreto
Títulos: campeão brasileirão (2004)

É o um autêntico craque nº10, que todos os treinadores desejam. Uma técnica fantástica, mas um feitio que irrita qualquer adepto adversário. Hoje em dia, no futebol, isso acaba por ser mais uma qualidade. O problema é quando o feitiço se vira contra o feiticeiro.

A 25 do 03 de 1981, em Petrolândia, no estado de Santa Catarina, nascia Márcio Ivanildo da Silva, aquele que iria ser Marcinho para o mundo do futebol. Marcinho chegou aos seniores em 2002, quando o clube por o qual fez escola, o Campo Limpo apostou na sua juventude. O jovem de cabelo esquisito, fez por um ano as delícias dos adeptos, com uma irreverência fora do normal. A sua visão de jogo, voluntarismo e muita técnica, fez com que chegasse a um grande do futebol brasileiro, logo em 2003.

O São Caetano foi o seu primeiro grande clube, mas não deu hipóteses a Marcinho de demonstrar o seu futebol. Internacional sub-20 e não só, pelo Brasil, o médio passou maus momentos no clube de São Paulo, fazendo-se prever mais um jogador que daria pouco ao futebol brasileiro.

Foi emprestado a meio da temporada, ao CRB de Alagoas. Na Série B do brasileirão, calou a voz do treinador paulista, e espalhou o seu futebol pelos campos brasileiros, com aberturas fantásticas, dribles e fintas de deixar qualquer um no chão. Ajudou a manter o CRB na séria B.

O prémio foi a ida para o Santos, o maior clube do Brasil na altura. Na primeira metade de 2004, foi suplente de Diego e pouco mostrou no campeonato estadual. Previa-se outra má temporada para o médio, mas o jovem talento saiu para o Porto, no Verão de 2004. O técnico do Santos, viu e Marcinho substituto ideal.
O jovem médio não perdeu a oportunidade, e foi juntamente com Elano e Robinho, uma das peças fundamentais do título do brasileirão. Mas o estrelato de Robinho, tapou-lhe os caminhos da fama e a ida para outro grande clube europeu.

No Inverno da temporada 2004/2005 chegou ao Marítimo, dizendo que o seu sonho era, no ano seguinte, jogar no Real Madrid. O algo desconhecido médio deixou os adeptos madeirenses com água na boca. No resto da temporada mostrou-se a bom nível, apesar do objectivo falhados pelos madeirenses: a UEFA.
Nas duas temporadas a seguir, Marcinho tornou-se o patrão do meio-campo maritimista, o homem que abri defesas com passes fantásticos, uma velocidade e polivalência que deixavam os adeptos adversário de boca aberta, mas era o único na sua equipa.
Foram duas épocas para esquecer dos madeirenses. Ficaram em 10º e 11º lugar, respectivamente. Os vários problemas de balneário foram uma das principais razões os falhanços da equipa, e a comunidade brasileira foi bastante criticada. Marcinho passava, na maioria das vezes, ao lado de tudo isto. Poucas foram as vezes, em que o médio jogava por jogar.

Marcinho é jogador para um clube maior, e já está há duas épocas a tentar dar o salto, mas nem boatos existe em relação à sua transferência. Este ano, o Marítimo aposta forte com um orçamento de 8 milhões, e Marcinho é senhor do meio-campo, a magia e o coração da equipa madeirense. Ao lado de Kanu, Felício, Makukula ou Bruno, poderá ser este o ano do regresso aos grandes palcos europeus do Marítimo. E do salto do internacional jovem brasileiro.

terça-feira, agosto 21, 2007

Estrelas Atacantes dos Pequenos


3º Capítulo: Peterson dos Santos Peçanha (P. Ferreira)


Idade: 27 anos
Posição: Guarda-redes
Naturalidade: Rio de Janeiro (Brasil)
Altura: 1,82m
Peso: 77 kg
Internacionalizações: nenhuma
Estreia na 1ª Liga: Paços de Ferreira 0 – 1 Nacional (21-08-2005)
Treinador que o lançou na 1ª Liga: José Mota
Títulos: não tem.

Homem com nome de cidade brasileira, Peçanha em dois anos destacou-se imenso na Bwin Liga ao serviço da equipa da capital do móvel. Vindo numa geração que vai ficar na história do clube, como Didi, Luiz Carlos ou Mangualde, o guarda-redes foi considerado por muitos, como o melhor guarda-redes da época 2006/07, sendo um dos principais pilares de uma equipa que chegou pela primeira vez na sua história à Taça UEFA.

Tudo começa nas escolas de um dos maiores clubes brasileiros: o Flamengo. Fã de Zubizarreta, Peçanha cedo se destacou nas escolas da equipa do Rio, chegando mesmo a fazer três anos de seniores, saindo do clube sem grande notoriedade. Com tanta transferência que existe no Brasil, com tanto jogador, o jovem guarda-redes na altura, acabou a jogar na regional do Brasil.

Foi em 2001 que se transferiu para o Bangu, equipa com grandes historial, mas agora numa divisão fraca. Sempre titular, acabou sendo muito elogiado no seu rendimento, o que lhe permitiu a transferência para um clube de maior dimensão regional, o América. Este lá uma temporada, onde se lesionou várias vezes, e voltou a ser transferido, desta vez para o Novo Horizonte, em 2003.

Em 2004 e 2005 voltou a representar mais dois clubes diferentes: o Pauí e o S. Raimundo, do qual acabou por se transferir para o Paços de Ferreira. Não teve grandes destaques o Brasil, mas por todos os clubes que passou, Peçanha foi sempre titular e ganhou a sua notoriedade a nível regional, no Rio de Janeiro.

Em 2005 veio para Paços de Ferreira. Um autentico desconhecido, mas rapidamente foi titular, aproveitando as graves lesões de Pedro. Mesmo assim, ao início teve exibições que previam uma época bastante fraca, mas tal não se verificou. Fez um final de época muito bom, sendo a principal razão pela qual o Paços se manteve na Bwin Liga.

Em 2006 começou a sua grande época, a melhor da sua carreira. Fez os 30 jogos do campeonato, com enormes defesas, dotado de uma agilidade impressionante e de uns reflexos bem apurados, além de demonstrar imensa segurança as bolas pelo ar, tornando-se no guarda-redes mais regular do campeonato.

Peçanha é neste momento o jogador mais valioso do plantel de José Mota, e não demorará muito até dar uma salto maior para um clube que o meta, decisivamente, à prova. Para já faz parte do plantel europeu do Paços, e irá tentar se mostrar a toda a Europa e mostrar-se a todo o Brasil, depois de tantos saltos na carreira.

terça-feira, agosto 14, 2007

Estrelas Atacantes dos Pequenos



2º Capítulo: Andrés Madrid (Sp. Braga)

Idade: 26 anos
Posição: Médio defensivo
Naturalidade: Mal del Plata (Argentina)
Altura: 1,82m
Peso: 77kg
Internacionalizações: nenhuma
Estreia na 1ª Liga: Vit. Guimarães 1 – 0 Sp. Braga (12-02-2005)
Treinador que o lançou na 1ª Liga: Jesualdo Ferreira
Títulos: não tem.

Muitos são as razões do Braga ter ficado durante 4 época seguidas em 4º lugar e de repente ter-se transformado no 4º maior clube português dos últimos anos. Uma dessas razões chama-se Madrid.

Andrés é mano mais novo da família Madrid, natural de Mar del Plata, na Argentina. Cedo se viu os seus talentos para o futebol e a forma como apreciava… Simeone. Apesar de Maradona ser o ídolo da geração de Madrid, era o médio que actuou na Lázio e no Atl. Madrid que fazia as delicias do médio bracarense.
Assim sendo, o pai meteu-o a jogar com apenas 6 anos no clube da terra, onde chegou a ganhar um título regional. Aos 13 anos mudou-se para o clube que o lançou para o futebol sénior: o Platense.

Em 2000 estreou-se na equipa sénior e surpreendeu muita gente com o seu porte físico, a sua agressividade e raça, um recuperador de bolas “nato”, que nunca se cansava, sendo tacticamente um trinco perfeito que fazia lembrar… Simeone. O problema foi a sua tendência para lesões, se calhar a grande razão por ainda não estar num clube grande.

Em 2001 mudou-se a meio da época para o Gimnasia onde fez boas temporada para um jogador da sua idade, sendo meio titular, meio suplente. Foi considerado o jogador jovem do campeonato argentino em 2002, sendo que o prémio veio em 2004 quando se mudou para a Europa.

Era o Sp. Braga e Jesualdo Ferreira que tinham ido contratar, jogador algo desconhecido para os portugueses, mas que cedo se iria revelar uma enorme contratação.
Na primeira temporada fez 13 jogos, sendo que ganhou o lugar na equipa e viria a confirmar na época seguinte onde realizou 32 encontros. Na última temporada jogou apenas 16 encontros, tendo que uma grave lesão o proibiu de ajudar mais a sua equipa.

Mas estas boas temporadas não passaram despercebidas aos “grandes” do futebol português. Porto e Benfica surgem sempre como grandes candidatos à sua contratação, e este ano dava-se como certo a saída para o Dragão, o que levou o presidente do Braga a dizer que andavam a perseguir o argentino e fazer chantagens psicológicas.
Mas quando será que Madrid, com 26 anos conseguirá a sua grande transferência? Quando ganhará seu primeiro título, com uma carreira tão bem completa e recheado de grandes exibições?

Para já os bracarenses adoram-no e contam muito dele, esta temporada. Se algo de histórico acontecer finalmente em Braga, terá certamente o selo de Madrid, um trinco perfeito que à sua raça pela procura da bola, junta uma visão de jogo excelente.

quarta-feira, agosto 08, 2007

Estrelas Atacantes dos Pequenos


E hoje inicia se uma nova rubrica no nosso espaço: “Estrelas Atacantes dos Pequenos”. Tem como objectivo demonstrar os talentos do resto das equipas do nosso campeonato, pois nem só os “grandes” têm jogadores que honram este campeonato.
Nos “pequenos” existe talento, existe força, existe grandes jogadores, que só ganham nome quando chegam aos candidatos ao título. E com esta rubrica ficam a conhecer melhor, os jogadores que jogam no nosso campeonato, mas não têm o devido destaque na comunicação social.
A sua carreira, os seus atributos, os seus problemas e algumas curiosidades, para se conhecer melhor os jogadores dos clubes “pequenos”.

Todas as Terças-feiras irá ser apresentado um novo jogador, sem uma ordem planeada, e pode ser de qualquer dos 13 clubes “pequenos” da nossa Bwin Liga.

1º Capítulo: Zé Pedro (Belenenses)
Idade: 28 anos
Posição: Médio ofensivo
Naturalidade: Montijo (Portugal)
Altura: 1,85m
Peso: 75kg
Internacionalizações: nenhuma
Estreia na 1ª Liga: Académica 0 – 1 Boavista (19-09-2002)
Treinador que o lançou na 1ª Liga: Jaime Pacheco
Títulos: finalista da Taça de Portugal na época 2006/2007


Ele joga na equipa da Cruz de Cristo, treinado por Jesus e tem aspecto parecido com Cristo. Falo de Zé Pedro, médio ofensivo do Belenenses, que é um dos jogadores mais valiosos do nosso campeonato. Chegou, por parte de muita comunicação social, a fazer parte da equipa-tipo do nosso campeonato, na época passada. E por todo o lado chegam notícias do interesse dos “grandes” e de bons clubes europeus.
Extremo/médio ofensivo com uma visão de jogo fantástica, com aberturas que deixam os defesas especados, um físico de respeito, um pé esquerdo como poucos de onde por vezes resulta golos do outro mundo, um trabalhador enorme, por vezes com um temperamento fora do normal, mas que resulta num jogador de grande inteligência e resistência, um líder do ataque, um criador de golos.

Mas comecemos pelo pequeno e forte rapaz que nasceu no Montijo, e que apenas tinha o desejo de chegar à equipa principal do Barreirense, e ter uma vida simples a trabalhar noutro sítio. Mas o destino assim não quis, apesar de ter chegado tarde ao grande escalão do nosso futebol.
Decorria a época 97/98 quando se estreou como sénior, na equipa onde cresceu: o Barreirense. Jogou lá até aos 23 anos e foi a estrela da companhia. Era um homem aclamado num clube simples, sempre titular, mas nunca despertando interesse de ninguém. Andava lá a fazer golos e a marca-los na II Divisão, até que na época 01/02 fez 10 golos e 15 assistências, despertando o interesse de um dos maiores clubes do nosso campeonato naquele momento.

Em 02/03 deu o salto. E que grande salto! O Vice-campeão nacional estava interessado nos seus serviços, pois andava à procura de talentos na II Divisão. O Boavista e Jaime Pacheco tinham de baixar o orçamento, e o plano era encontrar jogadores de talento nestas divisões inferiores. Zé Pedro, juntava-se a Saul, Sanã ou Laurentino, mas no futuro se iria ver que o médio era, de longe, melhor que os seus futuros companheiros de equipa.
Jogou meio ano na equipa de Pacheco, onde se estreou na Taça UEFA. A pouca fama do jogador, o início de uma era complicadíssima para o Boavista levaram aquele leque de jogadores vindos da II Divisão a serem dispensados, e consequentemente emprestados a clubes inferiores. Pacheco não quis saber, e achou que até Zé Pedro ainda não tinha estaleca para lá jogar.
A Ovarense foi o destino, de onde pegou de estaca e fez uma boa segunda volta. Mas nem isso lhe valeu o regresso ao Bessa, já com Sanchez naquele momento e o médio volta a ser emprestado.

Desta vez vai ser emprestado ao clube, que na realidade, lhe deu hipóteses de se mostrar a um bom nível: Vit. Setúbal. A equipa do Sado encontrava-se na II Liga, e nesse ano conseguiu regressar ao escalão máximo, sendo a principal estrela o médio Zé Pedro. Era a oportunidade para regressar ao Boavista, agora novamente com Pacheco. Mas a grande temporada de Zé, desperta o interesse de vários clubes o que faz com que o jogador fique chateado com o estatuto que lhe dão no Bessa e decide rescindir com um Boavista em decadência.

A escolha foi o Belenenses. E foi, porque lá estava o treinador mais importante para a sua carreira e que no Setúbal muito o ajudou: Carlos Carvalhal. Iria começar a melhor era da carreira deste médio, que não teve muita sorte. O Belenenses não era o clube ideal e passava por uma fase má financeiramente.
Apesar de no primeiro ano ter estado em grande evidência, no segundo ano de “azul” o médio esteve bastante irregular, como quase toda a equipa e tudo se deve aos problemas financeiros, graves mesmo com que Zé Pedro teve que passar. Um médio de selecção, não tinha mesmo sorte.
As eleições em Belém mudaram tudo, Jorge Jesus era o novo treinador e o Belém conseguiu na secretaria manter-se na Bwin Liga. E Zé Pedro teve, decisivamente, a sorte que nunca tinha tido e a oportunidade de se mostrar ao mais alto nível.
E assim o fez. Uma época fantástico um dos maiores goleadores e um dos jogadores com mais assistência, além de ter conseguido a melhor classificação de sempre da sua carreira com o 5º lugar do Belém, a qualificação para a UEFA e foi finalista da Taça de Portugal. Mas tudo isto chegou apenas aos 28 anos.

Do futuro, apenas se sabe que se irá manter em Belém, jurando fidelidade ao clube. Rejeitou uma enorme proposta de Itália, para renovar com a equipa lisboeta e manter-se fiel a Jorge Jesus e aos seus companheiros, num Belenenses cada vez mais forte e unido. Talvez ainda esteja a tempo da selecção...