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sexta-feira, maio 11, 2007

Referências estrangeiras do futebol luso: Gaúcho


Depois de algumas semanas de ausência, a referências estrangeiras voltam e, em minha opinião, não podiam regressar da melhor forma, uma vez que a referência desta semana foi um dos grandes goleadores da nossa Liga nos últimos anos: falo-vos de Eric Freire Gomes, mais conhecido por Gaúcho, jogador que representou o Estrela da Amadora, o Marítimo, o Rio Ave e, actualmente, o Feirense.

A carreira profissional de Gaúcho começou no Guarani, em 1993. Depois passou pelo Ferroviário e Sp. Recife, sendo neste último que chamou a atenção do Estrela da Amadora.

Chegou ao futebol português na época 96/97 e deu logo nas vistas, pois marcou 21 nessa época.
Era um avançado rápido e oportuno, que aparecia sempre na cara do golo. Na época seguinte, o seu rendimento não foi o mesmo, marcando apenas 6 golos e em Dezembro de 98, sem qualquer golo marcado ainda, mudou-se para o Ourense da II Divisão Espanhola, onde efectuou 17 jogos e marcou dois golos. No entanto, isso tudo foi parte de uma estratégia para o jogador ir a custo zero para o Vitória de Guimarães, só que os planos lhe saíram furjados.

Regressou em força na temporada que se seguiu, que foi, sem dúvida, a sua melhor no nosso país. Marcou 21 golos, contribuindo para o 8º lugar da equipa amadorense. O ano seguinte foi bom para Gaúcho, que continuou a mostrar os seus dotes de goleador, mas péssimo para o Estrela que desceu após oito anos consecutivos na divisão principal.

O avançado brasileiro era um jogador muito bom para jogar na Liga de Honra e, portanto, a mudança para o Marítimo, clube que participaria na Taça Uefa na época 2001/2002, foi o cenário que se seguiu. Refira-se que Gáucho, em quatro épocas e meia, marcou 61 golos ao serviço do clube da cidade da Amadora.

No Funchal, o goleador rapidamente ganhou a simpatia dos adeptos verde-rubros. Era um atacante notável, com um grande sentido de orientação e movimentação, e com faro inegável para o golo. Na primeira época ao serviço da equipa madeirense, marcou um total de 19 golos; foi um dos melhores goleadores do campeonato e ajudou o Marítimo a conseguir uma das suas melhores épocas de sempre. Na época seguinte, mais uma vez esteve em grande nível, fazendo por 15 vezes o gosto ao pé, num ano particularmente difícil para os verde-rubros. Na abertura do mercado, em Dezembro, chegou-se a falar que Gaúcho poderia reforçar o FCSeul, algo que, felizmente, para a equipa da Madeira, não aconteceu.

A época 2003/2004, com Manuel Cajuda ao leme da formação insular, foi particularmente difícil para o jogador. Começou bem, marcando três golos nas primeiras cinco jornadas. Porém, ao longo da época não manteve um bom relacionamento com Cajuda e os exigentes adeptos maritimista começaram a ser pouco pacientes com o avançado. O jogador movimentava-se, fazia assistência, organizava bem o ataque maritimista, só que falta uma coisa que é essencial num ponta de lança: golos. Portanto, o jogador abandonou a equipa madeirense em Fevereiro de 2004, algo magoado com a forma como foi tratado pelo presidente, treinador e, até, adeptos.

Partiu para uma aventura na Coreia do Sul, no Busan Icons, e voltou no mesmo ano ao nosso país, desta feita para representar o Rio Ave. Voltou a demonstrar que continuava a ser o terror de qualquer guarda-redes e, refira-se, que em duas épocas marcou 14 golos.

O ano de 2006 foi um ano terrível para o Rio Ave. O clube foi relegado à Liga de Honra. Gaúcho não encontrou condições para continuar em Vila do Conde e mudou-se para Santa Maria da Feira, de modo a representar o clube local, o Feirense. O projecto da equipa do distrito de Aveiro aliciou o atacante brasileiro. Na corrente época o jogador já facturou por quatro vezes, em 17 jogos.

Gaúcho foi um dos melhores atacantes que já passaram pelo nosso país. Era um jogador fantástico, oportuno, capaz de decidir grandes jogos. Recorde-se que Gaúcho ultrapassou a barreira dos 100 golos no principal escalão do futebol português.

Ficha Técnica:
Nome: Eric Freire Gomes “Gaúcho”
Data de nascimento: 22/09/1973
Naturalidade: Recife
Nacionalidade: Brasileira
Posição: Ponta-de-Lança
Clubes que representou como jogador: Guarani, Ferroviário, Sp.Recife, Estrela da Amadora, Ourense, Marítimo, Busan Icons, Rio Ave e Feirense

domingo, abril 08, 2007

Feirense 0-0 Vitória SC


Estádio: Marcolino de Castro
Assistência: 3 000 pessoas
Árbitro: Jorge Sousa

Torna-se dificil fazer uma avaliação próxima do que realmente se passou em Santa Maria da Feira quando não se assistiu à partida.
O que consta por aí, é que foi um resultado injusto para os homens da casa, que o Vitória esteve longe de uma boa exibição e que se esqueceu completamente que só com vitórias, só com a conquista sucessiva de três pontos se consegue o objectivo primordial, que se chama Liga BWin.


A defesa continua de ferro ( oitavo jogo consecutivo sem sofrer golos ), mas o ataque apresenta o mesmo problema de sempre: eficácia. As oportunidades não são tão raras quanto isso e vão até surgindo com relativa frequência, o pior é que não se marca. Não há um goleador e as redes contrárias não balançam. Eterno problema do Vitória, que excluindo Saganowski, nos últimos anos não contou com nenhum homem de faro goleador.
Os jogos sucedem-se, o final do campeonato aproxima-se e as mais pessimistas previsões parecem começar a confirmar-se.
Nos jogos decisivos a equipa falha e não apresenta estofo para ocupar os lugares de acesso ao escalão principial.
A esperança deixou praticamente de existir a uma certa altura do campeonato e agora só nos resta esperar para ver.

fotos:Vitoria Sempre

MELHOR JOGADOR
Obviamente que não vou destacar nenhum jogador não tendo assistido à partida

ARBITRAGEM
Consultando os jornais desportivos, a avaliação ao juiz desta partida consiste em acções disciplinares não exercidas sobre os homens do Vitória e um penalty a favor do Feirense não assinalado. Se se resume a isto ou falta referir alguma coisa... só quem esteve presente poderá referir.

PONTOS POSITIVOS
- A defensiva vitoriana começa mesmo a ser o "abono de família" desta equipa. Há oito jogos sem sofrer golos, este sector vai disfarçando as carências ofensivas do Vitória.

PONTOS NEGATIVOS
- Quem não ganha, não sobe e nos jogos decisivos o Vitória teima em mostrar sempre mais do mesmo: insegurança.
- A palhaçada protagonizada pela direcção do Feirense em relação aos bilhetes para esta partida. Quem acompanhou esta "novela" não precisará de mais palavras concerteza...