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segunda-feira, agosto 18, 2008

Liga Sagres 2008/09

LEIXÕES SPORT CLUBE

Presidente: Carlos Oliveira
Treinador: José Mota
Estádio: do Mar (12.700 Lugares)
Assistência Média em 2007/08: 4.862 Espectadores
Classificação em 2007/08: 14º Classificado
Página WEB: www.leixoessc.pt

PREVISÃO ATACANTE
" Com José Mota agora ao comando da Equipa, o Leixões SC apresenta-se para esta Época com uma formação muito idêntica à do anterior Campeonato. Vai claramente lutar para se manter na Liga Sagres, esperando obviamente não passar por tantas dificuldades como na edição do ano passado, na qual se salvou na derradeira jornada.
A contratação de Wesley (ex-Paços de Ferreira) foi a melhor notícia que «Os Bebés» poderiam ter tido..."
João Ribas

OPINIÃO DO ADEPTO
Temos estado a crescer, começamos a entender as ideias do «Mister José Mota» e a partir de agora só podemos melhorar. Pretendemos entrar bem no campeonato e é importante dá confiança à equipa. Esperar pelo fim nem pensar, a experiência da última época não foi muito positiva...”
em www.leixoessc.pt

domingo, janeiro 13, 2008

SL Benfica 0-0 Leixões

Estádio: Estádio da Luz
Espectadores: 28.930
Árbitro: Paulo Costa

SL Benfica: Quim, Nelson, David Luiz, Luisão e Léo, Petit, Di María, Maxi Pereira e Rui Costa, Nuno Gomes e Cardozo.
Treinador: José António Camacho. Jogaram ainda: Nuno Assis, Mantorras e Adu.

Leixões: Beto, Filipe Oliveira, Nuno Diogo, Elvis e Ezequias, Bruno China, Jorge Gonçalves, Hugo Morais, Nwoko e Diogo Valente, Roberto.
Treinador: Carlos Brito. Jogaram ainda: Pedro Cervantes, Vieirinha e Tales Schutz.

Sinceramente começam-me a faltar as palavras para descrever as pavorosas exibições do Benfica nos últimos jogos. Começo a não perceber o que se passa naquele balneario, pois é certo que algo não está bem. Mas o que será que pretendem os jogadores? Sim porque são eles que estão em campo, são eles que falham os passes, são eles que não jogam, são eles que de certa forma, envergonham o nome do Benfica, ao não ganhar ao Leixões, que em vinte e duas deslocações à Luz, apenas por duas vezes conseguiu pontuar (Já com a de ontem incluida), enfim, são eles que vestem as camisolas, portanto é a eles que se têm que pedir explicações. Ou talves não, porque há alguns que não têm culpa de serem contratados por milhões, quando nem tostões valem.
Mas para falar do jogo, tenho que o dividir em dois pois, de certa forma, houve dois Benficas em campo. No primeiro tempo, o Benfica até conseguiu dominar o Leixões, que jogando com mais gente no meio campo, foi segurando algumas investidas dos homens que deveríam criar mais perigo, casos de Di María e Maxi Pereira, que actuaram nas alas. Em virtude da ausência de Katsouranis por causa do terrível episódio de Setubal, Camacho teve que alterar o esquema de jogo, passando a jogar com Petit a trinco e Rui Costa, a espaços, por perto. Nuno Gomes actuou ao lado de Cardozo, que voltou a ser uma nulidade, embora até tenha estado mais ou menos bem, nos primeiros minutos da partida. Desde cedo se percebeu que o Leixões não vinha talhado para tentar vencer, mas a falta de argúcia do futebol do Benfica, foi fazendo crescer a confiança na equipa adversária. Na primeira parte há dois momentos-chave. O golo mal anulado por Paulo Costa (!), quando Nuno Gomes se isolou após passe de Cardozo, e mais tarde, o penalti transformado em falta fora da área. Ainda assim, o futebol mastigado do Benfica não dava para mais. Note-se que nestas duas situações, o génio de Rui Costa funcionou e houve um pouco mais de velocidade no pensar do jogo.
Na segunda parte surgiu um benfica completamente diferente (a "b" pequeno é mesmo propositado...), para pior, e acabou por ser o Leixões a merecer a vitória. Logo a abrir, Nuno Diogo atirou á trave de Quim já na pequena área, mais tarde voltaría a desperdiçar ocasião de golo na sequência de um canto. Os jogadores do benfica começaram a perder o rumo, assim como o seu treinador. Se Cristian Rodriguez não estava em condições, não era convocado. Agora tê-lo no banco, ele que é extremo esquerdo, e fazer entrar Nuno assis, que não é extremo, muito menos esquerdo, para esse lugar, é de mestre!! Mais tarde, nova alteração incrível, retirando Dí Maria para fazer entrar Adu, que veio ocupar a faixa direita, sendo... esquerdo. Portanto, desnorte total na nau encarnada, incompreensivel.
O Leixões ainda teve nova bola no ferro a assustar os adeptos encarnados, aos 75 minutos, após excelente jogada de combinação, com Diogo Valente a acertar então no poste.
O futebol mastigado do benfica continuou, mas perto do fim, Petit podería ter mudado o rumo do jogo, á semelhança do que aconteceu na primeira volta, mas desta vez Beto fez enorme intervenção garantindo dois preciosos pontos para o Leixões.
Já depois no final, Rui Costa, sem dúvida o melhor em campo, ele que com 35 anos ainda corre mais que alguns jogadores mais jovens do plantel, viu o cartão amarelo por ter dito a Paulo Costa que no lance do golo anulado ao Benfica, havia mesmo golo.
Com este resultado, o Benfica aumentou a distancia para o FC Porto, que é agora de 11 pontos. Este resultado deita por terra as esperanças dos encarnados de chegar ao título, com toda a certeza. Pior que isso, é terem sido desperdiçados 10 pontos nos últimos cinco jogos. Mau de mais para ser verdade....

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Estrela semi-brilhante x Bébés muito tenros

Estádio José Gomes, na Reboleira
Assistência: 1000 gajos cheios de esperança numa vitória.
Árbitro: Augusto Duarte (Braga)

ESTRELA AMADORA
Nélson; Rui Duarte, Wagnão, Maurício e Hélder Cabral; Mateus , Fernando, Tiago Gomes e Yoni; Ndiaye e Anselmo

Suplentes: Pedro Alves, Pedro Pereira, Nuno Viveiros, Marco Paulo, Hugo Carreira, Jeremiah e Moreno

Treinador: Daúto Faquirá


LEIXÕES
Beto; Filipe Oliveira, Joel, Élvis e Ezequias; Bruno China, Jorge Duarte e Pedro Cervantes; Jorge Gonçalves, Roberto e Hugo Morais

Suplentes: Marco, Nuno Diogo, Paulo Vinicius, Paulo Machado, Livramento, Nwoko e Tales Schutz

Treinador: Carlos Brito


Mais um jogo que pelo inicio prometia ser uma “chachada” futebolistica e acabou por ser uma tarde mais ou menos bem passada.

A táctica embora muito melhor continua a apresentar uma ou duas “pedras” inconvenientes, como é o caso de Yoni, um claro caso de falta de qualidade para jogar na Bwin Liga. De resto a base da equipa salvo uma ou outra lesão parece já estar encontrada. Nelson, Rui Duarte, Mauricio e Wagnão, Fernando, Tiago Gomes e Mateus. Anselmo joga a titular porque os outros avançados estão lesionados. Já Hélder Cabral joga por ser a melhor opção embora seja cedo para dizer se ficará como titular definitivamente, e neste jogo tenha encontrado muitas dificuldades em parar Jorge Gonçalves. N´Diaye que parece ser um bom jogador, sempre que entra no onze de inicio parece que se perde a meio da partida, embora tenha qualidade.

O Leixões surpreende pela negativa, mas imenso. A equipa que jogou ontem não pode ser aquela que em 11 jogos tinha 8 empates e só duas derrotas. A equipa de Matosinhos que aqui se apresentou era muito fraca e sem ligações entre os sectores, mas a falta de qualidade tecnica era gritante, tanto que o Estrela a jogar muito mal teve duas ou três boas oportunidades flagrantes de golo e esteve quase sempre em cima do opositor que quase não ofereceu réplica. Para variar Anselmo falhou duas bolas isolado na grande area, uma de cabeça, outra com os pés, o que só vem comprovar que a falta de qualidade é completa.

A segunda parte deixou Yoni no banco, entrando Pedro Pereira, que precisa urgentemente de jogar mais, uma vez que parece ter qualidades muito superiores a Yoni e Nuno Viveiros. E o Estrela entrou sem duvida muito melhor e práticamente iniciou esta parte com um golo, de Mateus de livre directo. De seguida mais um ou dois falhanços e numa recarga a um remate de Anselmo, Mateus bisa e amplia. Assim em 7 minutos estava como que encontrado o vencedor da partida. Até final o Leixões tentou surpreender mas sem resultado e o jogo não acabaria sem uma cena que nem nos melhores filmes cómicos se vê. Os matosinhenses completamente no ataque, deixam que 4 jogadores do Estrela se isolem perante Beto, Tiago Gomes já na área e à saida do guarda-redes serve Anselmo para a um metro da baliza atirar ao lado. O público tendo em conta quem era e o resultado “partiu-se” a rir, mas se estivessemos empatados ou a perder era uma vergonha e se eu fosse presidente do clube esse jogador não vestiria mais o equipamento tricolor.

Melhor em campo:
Mateus, não só pelos golos, mas pelos pés que tem. É sem duvida a melhor peça do conjunto tricolor, pena é que só jogue quando lhe apetece e quase sempre a passo.

Arbitragem:
Duarte Gomes, apitou quase sempre bem. Beneficio da dúvida ao auxiliar no primeiro golo tricolor, que de qualquer maneira beneficiou quem atacava.

Conclusão:
A segunda parte valeu a pena, não só porque o Estrela jogou melhor, como o Leixões se predispôs também a atacar. Resultado disso foi um jogo muito mais aberto e muito mais agradável. Três pontos muito importantes frente a um adversário directo.

domingo, novembro 04, 2007

Leixões Vs SC Braga

Local: Matosinhos
Estádio: Mar
Assistência: 5.500 Espectadores
Àrbitro: Lucílio Baptista (AF Setúbal)

A deslocação do SC Braga ao Estádio do Mar para defrontar o Leixões não se apresentava fácil, quer pelo empenho que a equipa Leixonense costuma ter ao jogar no seu reduto, mas também pela substituição de Treinador que se tinha verificado na equipa Bracarense, com António Caldas a substituir Jorge Costa, provisoriamente.

O Ponta de Lança, Roberto, inaugurou o marcador, aos 35', após um cruzamento de Hugo Morais, dando justiça aquilo que se passava entretanto no relvado.
Ainda antes do Intervalo, os Matosinhenses festejaram novamente, com o golo de Bruno China, igualmente de cabeça.
Na 2ª parte, o SC Braga jamais conseguiu mostrar força anímica para reagir à desvantagem e foi sem surpresa que o Leixões viu premiada a sua boa exibição, com o último golo da partida, apontado por Jorge Gonçalves, entretanto saído do Banco de Suplentes.

Os números foram expressivos e atestaram bem a justiça da vitória dos «Bebés». A sede de vitórias deu em fartura! O SC Braga, esse, sofreu a derrota mais pesada da época e está cada vez mais distante dos lugares que tem conquistado nas últimas campanhas...
Consequência disto, a Comitiva Bracarense foi recebida com muitas manifestações de desagrado por muitos Adeptos. Não faltaram insultos e arremessos de objectos para os Jogadores, com os ânimos a acalmarem apenas aquando da intervenção do Presidente, António Salvador, que foi poupado à Ira da cerca de Três Centenas de Adeptos Arsenalistas, a maioria dos quais pertencentes ás suas Claques.

terça-feira, outubro 30, 2007

FC Porto Vs Leixões

Local: Porto
Estádio: Dragão
Assistência: 36.509 Espectadores
Árbitro: Rui Costa (AF Porto)

Continua imparável o FC Porto, neste Temporada! À Oitava Jornada, somou mais um Triunfo justíssimo, diante do Leixões, que teima em não conseguir uma única vitória neste regresso à Liga Bwin e, neste jogo em particular, fez jus ao Apelido pelo qual é carinhosamente conhecido (Bebés) de tão frouxa foi a sua exibição... Desta forma, os Dragões aumentaram a distância para 8 pontos do 2º Classificado, que é agora o Benfica.
Lisandro Lopez foi uma vez mais uma das figuras da partida, bisando nesta partida e aumentando a sua conta pessoal para 8 golos esta Época. Tarik Sektioui fez igualmente o «gosto ao pé», aos 10', elevando o resultado para 2-0 e praticamente sentenciando a partida.

O Melhor Jogador em Campo foi, a meu ver, Lucho Gonzalez. Esteve simplesmente perfeito, com grande frescura física, a coordenar todas as acções ofensivas dos Dragões, ajudando a dar um enorme "Toque de Classe" a esta Equipa, que a cada jogo que passa se mostra mais madura, confiante e segura. Mereceu os Aplausos, aquando da sua Substituição!
Mario Bolatti estreou-se a jogar a Titular pelo FC Porto, na Liga Bwin, e esteve bem posicionado, disfarçando bem a natural falta de ritmo de jogo. É claramente mais uma boa opção para Jesualdo Ferreira.

Rui Costa, o Árbitro, começou mal a Partida, ao não invalidar o 1º golo de Lisandro Lopez, dado que o Argentino ajeitou a bola com o braço direito, para depois fuzilar Beto. No resto do jogo esteve bem, embora suscitem algumas dúvidas nim empurrão de Elvis a Quaresma ainda na 1ª parte da Partida, já dentro da Área Leixonense.
No resto esteve bem, embora a sua actuação fique ligada aquele erro, logo aos 6' de jogo.

Estamos no Caminho Certo, para a reconquista do TRI, apresentamos uma regularidade incrível e já não sofremos um único golo na Liga Bwin, desde o jogo de Braga, na 1ª jornada. 7 Jornadas concecutivas sem uma única bola entrar na nossa baliza, a defesa menos batida da Europa, a par do AEK de Atenas, onde curiosamente joga Geraldo, irmão de Bruno Alves.

terça-feira, outubro 02, 2007

Estrelas Atacantes dos Pequenos


8º Capítulo: Bruno Silva “China” (Leixões)

Idade: 25 anos
Posição: Médio defensivo
Naturalidade: Matosinhos
Altura: 1,82m
Peso: 75 kg
Internacionalizações: Nenhuma
Estreia na 1ª Liga: Leixões 1 – 1 Benfica (18-08-2007)
Treinador que o lançou na 1ª Liga: Carlos Brito
Títulos: Campeão da II Liga 06/07; Finalista da Taça de Portugal 01/02; Finalista da Supertaça 02/03.

Talvez este seja o jogador mais desconhecido que até agora entrou nesta rubrica. Mas, tem sido dos melhores na nossa liga até ao momento. Falo-vos de um homem que parece não saber o que é jogar mal: Bruno China

Este trinco do Leixões tem feito um campeonato fantástico, com grandes exibições, surpreendendo tudo e todos. Com uma qualidade de passe bastante boa, é uma autêntica “carraça” para os seus adversários, recuperando bastante jogo, sendo rápido na transição de bola e na análise de jogo. Talvez seja mesmo o melhor trinco até ao momento, pelo menos o que esteve em melhor forma, na presente temporada.

Tem 25 anos, uma atitude de lealdade e de raça, que está a entusiasmar os adeptos portugueses. Em Matosinhos, é mais conhecido que o “tomate” e estas qualidades já lhe são conhecidas há bastante tempo. Mas, nunca surgiu uma proposta mais forte, e as que existiram não valiam mais que a sua lealdade, por uma terra que o fez crescer, e por um clube que lhe está no coração.

Tudo começou na temporada 00/01, andava o Leixões pela II Divisão B, onde tinha um sonho de puder, um dia, regressar para os grandes do nosso futebol. Lá, se estreava Bruno, que cedo foi apelidado de China, pelas suas parecenças com o povo, que mexe cada vez mais com os sistemas financeiros dos países ocidentais, tal como médio mexe cada vez mais com os nervos dos seus adversários. Como jovem que era, poucos jogos realizou, mas as suas qualidades de “carraça” e bom distribuir de jogo, começavam a desenvolver-se cada vez mais.
A prova disso é os 13 jogos, que logo na época seguinte à sua estreia, realizou. Na altura, andava um tal de Carlos Carvalhal, que decidiu levar as gentes de Matosinhos, historicamente, à final da Taça. A “carraça” não jogou, mas teve o seu mérito.

Em 02/03, Bruno China tem mais um marco histórico ao serviço da equipa do coração: Subida à II Liga. E desta vez, o “chinês” foi dos jogadores mais preponderantes, com 30 jogos realizados. Estava a crescer o seu percurso no Leixões, a sua carreira no futebol.

Passou quatro temporadas na II Liga, ao serviço do seu Leixões. Deixou de ser tão preponderante, baixando para uma média de 18 jogos por época. A entrada de jogadores mais velhos e “famosos”, que tinham como objectivo a subida divisão, taparam os caminhos a Bruno China de uma grande época, de uma grande transferência.

Em 06/07 o sonho tornou-se realidade. O primeiro título do Leixões, com o Bruno China a realizar 24 jogos, sendo dos jogadores mais importantes da equipa. Mas mais que Campeão da II Liga, os matosinhenses tinham conseguido a subida divisão, que na longínqua época 00/01 era apenas uma miragem.
O salto de um clube do norte, o salto de um médio com muito valor, o salto de umas gentes com muito sofrera e nunca desistiram.

Este ano o Leixões tem demonstrado um futebol bastante agradável, com a liderança de Carlos Brito, mas melhor tem jogado Bruno China. Não existe um jogo, até ao momento, em que se abra a página de um jornal, após jogo da equipa, e aquele médio que poucos dão conta no meio-campo, não tenha uma grande nota. Este jovem tem valor, e muito. Vai ser com certeza, uma das maiores surpresas desta Liga. Digo mais: tem pinta de jogador de selecção...

sábado, setembro 01, 2007

Leixões Vs Vitória SC : 2.2

Estádio: Prof. Dr. Vieira de Carvalho, Maia
Assistência: 7 000 espectadores
Árbitro: Paulo Batista


Leixões
Beto, Marco Cadete, Nuno Diogo, Elvis, Ezequias, Bruno China, Pedro Cervantes, Paulo Machado, Vieirinha, Roberto e Jorge Gonçalves
Jogaram ainda: Hugo Morais, Livramento e Nwoko


Vitória
Nilson, Luciano Amaral, Geromel, Radanovic, Sereno, Flávio, João Alves, Fajardo, Alan, Carlitos e Miljan
Jogaram ainda: Ghilas, Targino e Desmarets

Marcadores: Paulo Machado (6'), Vieirinha (36') e Fajardo (20' e 78')
Cartões amarelos: Vieirinha (36' e 70'), Flávio (43') e Sereno (73')
Cartões vermelhos: Radanovic (45'+1) e Vieirinha (70')

Foi acima de tudo um excelente jogo de futebol.
Golos, emoção, expulsões, garra, vontade, rivalidade, todos aqueles ingredientes que contribuem para que o futebol seja considerado um espetáculo.
A primeira parte do encontro foi completamente dominada pelo Vitória, que praticou um futebol atractivo e tomou as rédeas da partida, também, verdade seja dita, por estatégia do próprio Leixões que apostava mais no contra ataque para surpreender a defensiva vimaranense.
Contra a corrente do jogo, acontece o golo do Leixões, mas como já vem sendo hábito, isso não serviu para abalar as intenções vimaranenses que estabeleceram a igualdade ainda no primeiro tempo de jogo, ao minuto 20' por intermédio de Fajardo.
De novo, ao minuto 36', num (dos poucos) erros de Sereno, o Leixões a marcar, fazendo o Vitória pagar mais uma vez um preço bem alto pelos erros cometidos pela sua defensiva.
Começava aqui o tempo de superioridade do Leixões que moralizado pela vantagem no marcador empurrou o Vitória até à sua defensiva com maior frequência, o que se acentuou ainda mais com a expulsão de Radanovic aos 46'.
Mesmo com um intervalo pelo meio o Leixões continuava a carregar forte no acelerador fazendo tremer várias vezes os homens mais recuados de Manuel Cajuda.
Ao minuto 70', altura em que as equipas ficam a jogar com o mesmo número de atletas, devido à expulsão de Vieirinha, o Vitória voltou à mó de cima do jogo.
Mais pressionante, mais ofensivo, mais perigoso, com mais posse de bola ( aliás como aconteceu em todo o encontro ), materializou essa superioridade ao minuto 78' através de um fantástico golo de Fajardo.
Estava alcançada mais uma vez a igualdade no marcador e feita justiça no mesmo.
Foi um jogo muito bem jogado, muito bem disputado e com um resultado justo para ambas as equipas, que pelo esforço fantástico que fizeram e por nunca terem desistido de tentar algo mais, não mereciam sair derrotadas da Maia, ontem à noite.

Melhor em campo
Fajardo #17.

Sem dúvida e cada vez mais o abono de família deste Vitória. Três golos em outros tantos jogos e a alegria de jogar à bola bem estampada no rosto. Fantástico.

Arbitragem
Algumas dúvidas em relação a alguns lances, nomeadamente as expulsões que interferiram mais no jogo, mas aceita-se a maioria dos seus critérios.

Pontos positivos

- Atitude vitoriana. Nunca desistem estes homens. Deixam a pele em campo, orgulham-se de vestir o símbolo do Rei e têm sempre a baliza sempre como objectivo. Mesmo a perder, mostraram grande vontade de não trazer uma derrota para Guimarães e esse esforço saiu premiado no final.
- Fajardo. Fantástico jogo. Dois golos, tantos quantos a sua equipa conseguiu fazer, espirito de sacrificio, estava em todo o lado e ainda teve tempo para encantar com fintas estonteantes. Um belo jogador, este reforço do Vitória.

Pontos negativos

- Não se perde, não de perde mas ganhar que é bom também nada...
- Alan, Ghilas e Targino. Os dois primeiros porque "desapareceram" completamente. Não são estes os jogadores que eu conheço. O último pela completa inconsequência e individualismo no auge. Assim não dá.

domingo, agosto 19, 2007

"Bebés" de Matosinhos 1 x 1 Bebés cor de rosa

Local: Estádio do Bessa
Assistência: 18.000 espectadores
Árbitro: Jorge Sousa da A.F. Porto

Leixões: Beto; Marco Cadete, Nuno Diogo, Elvis, Ezequias; Pedro Cervantes, Bruno China, Paulo Machado; Vieirinha, Roberto e Jorge Gonçalves

Substituições: Jorge Gonçalves por Nwoko (72'), Roberto por Schutz (78'), Pedro Cervantes por Hugo Morais (85')

Benfica: Quim; Nélson, Katsouranis, David Luiz, Léo; Luís Filipe, Petit, Rui Costa, Nuno Assis; Nuno Gomes e Cardozo

Substituições: Nuno Gomes por Bergessio (59'), Luís Filipe por Fábio Coentrão (70'), Nuno Assis por Andrés Díaz (90')

Disciplina: Amarelos para Roberto (57'), Nuno Assis (67') e Rui Costa (90')

O adepto leixonense:
Carlos Brito fez-se apresentar com um 4-5-1 a desdobrar-se num 4-3-3 no Estádio do Bessa. Beto, guarda-redes com credenciais dadas ocupou o seu lugar habitual, Ezequias (na esquerda), Élvis (centro), Nuno Diogo (centro) e Marco Cadete (direita) ocuparam a defesa, enquanto que Bruno China (vértice), Paulo Machado (interior esquerda) e Pedro Cervantes (interior direita) ocuparam o triângulo invertido do meio-campo. Por sua vez, no ataque o Leixões fez apresentar Vieirinha na ala direita, Jorge Gonçalves na ala esquerda e Roberto bem na frente de ataque, como ponta-de-lança de referência.

Durante a primeira parte, foi frequente ver Marco Cadete a subir no terreno e Vieirinha a descair muitas vezes para o centro do terreno, o que tornou a vida díficil a Léo, que nem sempre teve a oportunidade de o fazer durante o primeiro tempo e quando o fez, não teve sucesso.

Na primeira metade, o destaque do Leixões vai para um remate supreendente de Paulo Machado, outro de Vieirinha a rasar a barra e um cabeceamento de Roberto, que só foi parado por uma defesa espectacular de Quim. O Benfica até começou melhor no encontro, mas a serenidade transmitida na posse de bola constante do meio-campo leixonense deu grandes "dores de cabeça" a um Benfica, que se apresentou sem Simão e Manuel Fernandes e ressentiu-se disso. Notou-se particularmente a falta de Simão nas alas (Nuno Assis na esquerda?) e a equipa lisboeta bem procurava jogar pela fase central mas sem sucesso, visto que é precisamente a zona mais forte dos matosinhenses.

Na segunda parte, o Leixões recuou naturalmente e o SL Benfica conseguiu um ascendente superior no entanto só ao minuto 89 conseguiu traduzir a supermacia em golos através de Petit. O golo benfiquista deve-se grande parte a uma falha monumental da defesa nortenha. Já na primeira parte, Beto havia avisado por três vezes da presença de Petit no interior da pequena área e o Leixões pagou caro este erro.

Todavia ao minuto 93', Nwoko aproveitou um ressalto na área benfiquista dando justiça ao resultado. Estabeleceu-se a loucura no Estádio do Bessa, com mais de 8 mil dos 15 mil presentes a gritarem pelo Leixões, no regresso da equipa ao escalão maior do futebol português.

Avaliação - Carlos Brito: O treinador leixonense pecou pela substituição tardia de Pedro Cervantes por Hugo Morais. Pedro Cervantes há muito demonstrava sinais de cansaço e a entrada de Hugo Morais teria dinamizado o meio-campo. No entanto, pela atitude da equipa na primeira parte e no final da partida, merece nota 4 em 5.

Avaliação - Jogadores:
GR-Beto: Excelente defesa na segunda parte negando o golo a Rui Costa. Erro também na segunda parte ao defender para a frente em vez de para o lado. Nota 4 em 5.
DE-Ezequias: Excelente prestação do defesa esquerdo leixonense não tendo subido muito no terreno. Nota 4 em 5.
DC-Élvis: Seguro defensivamente, tendo uma exibição ao nível que habituou os leixonenses. Nota 4 em 5.
DC-Nuno Diogo: Seguro defensivamente. Uma agradável surpresa. Nota 4 em 5.
DD-Marco Cadete: Bem a subir no terreno apoiando o ataque, foi fundamental na manobra da equipa na primeira parte. Nota 4 em 5.
MDC-Bruno China: Melhor na segunda parte do que na primeira, tendo feito importantes "tackles" numa fase mais pressionante da equipa visitante. Nota 3 em 5.
MC-Paulo Machado: Exibição regular coroada com um potente remate na primeira parte. Nota 3 em 5.
MC-Pedro Cervantes: Exibição com pormenores interessantes de Pedro Cervantes a denotar grande classe. Saiu esgotado para a entrada de Hugo Morais. Nota 4 em 5.
MAE-Jorge Gonçalves: Exibição algo apagada de um dos melhores jogadores leixonenses. Esperavamos mais. Nota 1 em 5.
MAD-Vieirinha: Exibição fantástica na primeira parte tendo-se apagado na segunda parte. Nota 3 em 5.
Av-Roberto: O brasileiro é um lutador e foi bastante massacrado, no entanto não chegou ao golo apesar de o seu cabeceamento na primeira metade ter o selo de golo. Nota 4 em 5, pelo esforço.

MAE-Nwoko: "Man of The Match" da turma leixonense, pelo golo do empate estabelecendo justiça ao resultado. Nota 5 em 5, pelo golo do empate ao fechar do pano. Entrou para o lugar de Jorge Gonçalves e resolveu.
Av-Tales: Entrou para o lugar do esforçado Roberto. Pouco podia fazer visto que entrou numa fase descendente do futebol rubro-branco mas esteve na origem do golo do empate. Nota 3 em 5.
MC-Hugo Morais: Pouco tempo e portanto pouco deu nas vistas, o "Quaresma" leixonense, como é conhecido pelo seu visual arrojado. Nota 1 em 5.

Arbitragem: Um ou outro erro no capítulo disciplinar mas sem influência no resultado final.



[Cláudio Carvalho]

O adepto benfiquista:

As coisas vão mal pelo reino da Luz. Essa a conclusão que mais nos vem à cabeça depois do jogo de ontem.
Depois de um resultado bem melhor do que a exibição na passada 3ª feira na Luz para a Liga dos Campeões, a massa adepta benfiquista precisava ontem urgentemente de um balão de ar fresco para acalmar as hostes. Algo que decididamente não aconteceu.

Até entrámos bem no jogo, com 15 a 20 minutos em que fomos controlando o jogo, principalmente devido à classe que Rui Costa espalha pelo relvado. Mas depois de uma grande defesa de Quim a cabeceamento de Roberto, a equipa tremeu e os restantes 25 a 30 minutos da 1ª parte foram assustadores. Não havia uma ideia, uma jogada com princípio meio e fim, Luis Filipe demonstrou que foi uma aposta falhada para o meio campo encarnado e apenas uma grande exibição de David Luiz que ia apagando os vários fogos que se iam ateando e a atenção de Quim, foram evitando males maiores.

Na 2ª parte penso que a equipa foi pressionando mais à frente, principalmente devido ao facto de Katsouranis cada vez mais jogar a medio do que a central e fruto do "estouro" físico dos bebés matosinhenses. Mas apesar dessa pressão, apenas Rui Costa é um jogador que faz a diferença no meio campo encarnado. E quando apenas se tem um jogador a comandar todo o jogo, as coisas tornam-se muito mais complicadas.

Destaque para um apontamento de Rui Costa aos 85 minutos para grande defesa de Beto. Incríveis também os falhanços de Bergessio, não se pode falhar golos completamente isolados em alta competição...

Depois o final da partida, electrizante. Quando poucos acreditavam, Petit inaugurava o marcador aos 90 minutos de cabeça (!), na sequência de um canto. E eis que parecia que do mal o menos se ia conseguir ganhar 3 pontinhos... Mas depois deste golo arrancado a ferros o impensável aconteceu. 3 desatenções seguidas na defesa/meio campo encarnados, com a terceira delas a culminar no golo leixonense... E eis que o pesadelo estava de volta...

Na minha opinião foi um resultado justo, que premiou a laboriosa exibição dos homens de Matosinhos, uma equipa que vai ser complicada de bater em casa.

Arbitragem: Os jogadores facilitaram, não houve casos, arbitragem positiva.

Melhor em campo: Estive na dúvida entre Rui Costa e David Luiz. Mas o "velho" é realmente um caso àparte nesta equipa. Dá gosto ver jogar Rui Costa. Embora seja preocupante fazer depender de um homem com 35 anos todo o seu jogo atacante...

Notas positivas:
Uma primeira nota muito positiva para o público do Leixões e para a sua claque. Excelentes no apoio à sua equipa, é bom vê-los de regresso ao escalão principal. E a festa foi bonita.

David Luiz. Está um senhor jogador. É decididamente o patrão da defesa encarnada e andou todo o jogo a tapar as asneiras defensivas dos colegas.

Notas negativas:
Fernando Santos. Não se entende o que pensa este homem. Na 3ª feira a sua primeira opção quando as coisas corriam menos bem foi Freddy Adu. Na semana passada afirmou que Diaz seria emprestado. Ontem deixou Adu na bancada e meteu no banco Diaz. Este é apenas um dos muitos exemplos de incoerência do engenheiro.

As declarações de Nuno Gomes na flash-interview. Este ponto não é uma crítica a Nuno Gomes mas sim um sinal de preocupação. Algo vai mal no balneário encarnado e urge resolver.

Conclusão:
Resultado justo e sinais preocupantes logo no início da temporada para o futuro do Benfica. É mau pensar no que vou dizer de seguida mas muito deste futuro está dependente dos 2 ou 3 jogadores que se irão contratar nos próximos 10 dias...

[NSC]

segunda-feira, maio 14, 2007

Lisboetas Orientais Vs Bébés Matosinhenses


Estádio: Estádio Alfredo Marques Augusto, em Moscavide - Lisboa Oriente
Espectadores: 3300
Árbitro: Olegário Benquerença

Mais um fim de semana para presenciar uma festa futebolistica. Desta feita em Moscavide, onde o Leixões garantiu a subida à Primeira Divisão, 18 anos depois de ter descido pela última vez.

A festa de uns acabou por ser a tristeza de outros, já que a equipa da casa só por milagre não descerá. Para tal precisa de ganhar em Santa Maria da Feira e esperar que o Portimonense perca em casa.

Mas vamos ao jogo, ou melhor, antes do jogo. Pelas ruas de Moscavide podia ver-se os adeptos Leixonenses, que prometeram vir aos milhares até Lisboa e cumpriram. Parecia estar-se a entrar em Matosinhos tal a quantidade de pessoas vestidas de Vermelho e Branco, com cachecois e pinturas no rosto.

O Estádio estava práticamente cheio, 3300 pessoas, das quais 3000 eram de certeza de Matosinhos e poucos apoiantes da equipa da casa, que dificilmente chegariam aos 300 restantes. Assim o Leixões jogava em casa para a eventual subida.

O jogo começou de feição para o Leixões que atacava fortemente e aos 5 minutos já tinha rematado ao poste. Contudo o jogo rolava interessante e o Olivais dava mostras de querer adiar a festa. E varias foram as vezes que chegou com perigo à area nortenha.

Apenas à meia-hora o Leixões conseguiu a primeira explosão de alegria, quando Hugo Morais desviu à boca da baliza um cruzamento de Jorge Gonçalves.

Se pensaram que estava aberta a porta da vitória enganaram-se porque a turma caseira continuou a pressionar alto e depois de vários falhanços marcou o merecido empate por Carlos Marques, de cabeça ao segundo poste, depois de mais uma excelente jogada colectiva.

Assim chegou o intervalo, e onde a subida era garantida uma vez que o adversário directo Rio Ave também empatava em Olhão e estava a 4 pontos.

No segundo tempo o bom futebol continuou de parte a parte e eis que pouco depois surge o segundo golo da partida numa falha de marcaçao monumental da defesa lisboeta, permitindo que Roberto sozinho à entrada da area fizesse o que tanto tem feito esta época, marcar golo. Foi a segunda explosão de alegria da tarde.

Eis que acontece então o "segundo caso" do jogo. Não falei ainda do primeiro e já vou falar do segundo? Estranho mas já vão perceber porquê. Quem é indiscutivelmente a maior vedeta do Olivais esta época? Hélio Roque! Pois para espanto geral Hélio Roque começou no banco, este seria o "primeiro caso" do jogo, e o segundo foi a retirada do melhor jogador da partida, Fabio Paim, que estava a dar que fazer e muito à defesa leixonense, para entrar... Hélio Roque.

Com a entrada do jovem atacante o Olivais foi ainda mais pressionante e acutilante, e num cruzamento para a "cabeça da area", Helio Roque remata à meia volta levando a bola a passar a centimetros do poste, teria sido um bonito e merecido golo.

Pouco depois alguma atabalhoação na área do Leixões levou a que a bola fosse salva na linha de golo, a "pontapé para a frente", quando já se gritava o empate.

O Leixões pressionava igualmente mas com menos perigo que no primeiro tempo e foi novamente a equipa "grená" a criar perigo, chegando mesmo a marcar golo prontamente anulado por Olegário Benquerença, por carga sobre o guarda-redes.

Entretanto em Olhão o Rio Ave já perdia, e o Leixões abrandou de sobremaneira, e aos lisboetas já faltava discernimento e pernas para algo mais. O jogo acabava pouco depois com a festa em campo e nas bancadas.



Melhor em campo:

Fabio Paim

Positivo do jogo:

A atitude das duas equipas, na procura da vitória.

MOSKA KNIGHTS! Poucos mas bons, para mim a melhor claque do país. Em casa e já meio descidos apoiaram a equipa, sempre. A meio do jogo na segunda parte o lider da claque foi puxar pelos adeptos do Leixões dizendo-lhes que a festa era deles, fazendo-os cantar ao som das suas palavras, recebendo com isso inumeros aplausos, apertos de mão e alguns cachecóis leixonenses. Passados dois ou três minutos voltou para apoiar o Olivais e Moscavide, sempre incitando os adeptos com canticos e palmas da "praxe". Estar no campo do Olivais com a claque é algo de extraordinário pelo ambiente que lá se vive e pela boa disposição.

Negativo do jogo:

Treinador do Olivais e Moscavide, um homem do Norte, entregou o jogo ao Leixões? Explique a não inclusão do Hélio Roque de inicio e a saída de Fabio Paim sff.

Arbitragem:

O que se conhece de Olegário dispensa palavras.

Extra-jogo:

Campo cheio! Os preços eram os normais praticados ao longo da época e é uma atitude tão rara como estranha por quem não se quis aproveitar da boa vontade do publico visitante. Os aproveitadores do bolso alheio, vulgarmente designados por "chulos" ponham os olhos nesta atitude.


Espaço Claque Moska Knights, um espectáculo dentro do espectáculo:


Alguns dos canticos do Olivais, para alem do espectacular barulho da mosca, das enormes bandeiras e seguramente do maior pano da Liga Vitalis que cobre a bancada toda onde esta a claque:

- "E quem não bate palmas é mosca morta! É mosca mortaaa!"

- "OLIVAIS..." e do outro lado espera-se que os sócios gritem ... "e Moscavide!"

- Quando qualquer jogador da casa ou forasteiro cai no chão e fica prostrado no mesmo "Perdeste a ganza na relva!!! Ganza na relva!!! Perdeste a ganza na relva!!!

- Ouvido no jogo da Taça contra o Tocha "Nós só queremos a Tocha a arder!!! A Tocha a arder!!! A Tocha a arder!!!"

entre outros...


COM O APROXIMAR DO FINAL DO DESAFIO FOI-SE OUVINDO O SPEAKER DIZER QUE NÃO SERIA PERMITIDA INVASÃO DE CAMPO, PARA TAL DESLOCOU-SE, NAQUELA ALTURA, MUITA POLICIA DE INTERVENÇÃO, PARA JUNTO DAS BANCADAS AFECTAS AO LEIXÕES, E INCLUSIVÉ UM POLICIA ARMADO DE CAÇADEIRA COMO PODEM VER NA IMAGEM... QUE SUCEDERIA SE HOUVESSE INVASÃO, HAVERIA TIROS??? NAS PESSOAS??? MUITO ESTRANHO E NO MÍNIMO ALGUÉM DEVERIA ESCLARECER AS PESSOAS DO PORQUÊ DE ESTAR UM INDIVIDUO ASSIM (ARMADO) NAQUELE LUGAR E PARA QUÊ ?!

sexta-feira, março 30, 2007

Vitória SC 0 x 0 Leixões


Estádio: D. Afonso Henriques, Guimarães
Assistência: 24 850 pessoas
Árbitro: Lucilio Batista

Sabe a muito pouco sair deste jogo com apenas um ponto, depois de ser a única equipa em campo a querer praticar um futebol minimamente atractivo e a querer ganhar.
Ainda com as emoções muito a quente depois de um jogo muito bom por parte do Vitória, apetece dizer que a tabela classificativa desta Liga Vitalis é mentirosa.
Se na era Norton de Matos o Vitória poucas vezes justificou o estatuto de candidato à subida de divisão e não praticou um futebol nem um pouco condizente com as caracteristicas deste campeonato, com o assumir de funções de Manuel Cajuda, os homens de Guimarães mostram jornada após jornada que merecem, pela equipa que são, estar num dos lugares de acesso à Liga BWin. Ninguém neste campeonato mostrou ainda superioridade em relação aoVitória e com o seu joguinho de matreirice lá vão conseguindo somar pontos na casa mais temida da segunda mais importante competição futebolistica nacional.
O Leixões, hoje, em Guimarães, foi apenas mais uma dessas equipas.
Com a lição muito bem estudada, e apenas com o empate no pensamento, os homens de Matosinhos, poucas vezes chegaram ao último reduto vitoriano em toda a partida, e quando o fizeram, na maioria das vezes de bola parada, não conseguiram sequer que Nilson tremesse.
Quando se viram a jogar apenas com dez, devido a expulsão de Jorge Duarte, os homens do Leixões fecharam-se ainda mais no seu joguinho e continuaram ainda mais fortes na marcação cerradissima que vinham a fazer ao Vitória.
No final, empate consumado, objectivo conseguido e festa como se de uma vitória de tratasse.



Quanto ao Vitória, foi a única equipa em campo empenhada em tentar aliar a um triunfo um bom espetáculo de futebol.
Ficou-se pela boa exibição, até onde o Leixões deixou jogar, e apesar das excelentes e flagrantes oportunidades de golo não conseguiu concretizar nenhuma delas.
Sempre vítimas de uma marcação cerradissima, os homens vitorianos tentaram da melhor maneira possivel levar o seu futebol até à área contrária, mas nunca o conseguiu fazer de forma certeira.
Pelas alas, Ghilas e Rissut iam tentando dar jogo a Henrique que sufocado pelos defesas leixonenses, pouco conseguiu fazer.
Um Tchomogo desastrado, dava lugar na segunda parte a Anderson e mais tarde Desmarets era substituido por Targino numa tentativa de Manuel Cajuda de fazer soltar Henrique da marcação sufocante que vinha a sofrer e de criar mais opções atacantes aos seus homens mais encostados às laterais.
Anderson chegou mesmo a ter tudo para mudar o marcador a favor do Vitória, mas um cabeceamento ao lado da baliza de Beto serviu apenas para fazer levantar das suas cadeiras os adeptos vitorianos mais uma vez em vão.
Muito determinado, Targino entrou bem em jogo a ganhou praticamente todos os duelos que travou, embora na prática isso não se revelasse decisivo.
Daí até ao final, Ghilas teve nos pés ( mais ) duas flagrantes oportunidades de oferecer os três pontos à sua equipa, numa delas depois de uma assistência perfeita de Flávio, mas voltou a atirar às mãos de Beto.
Foi um jogo de carácter, vontade e entrega dos homens vitorianos, que apesar de continuarem impenetráveis na sua defensiva ( mais um golo sem sofrer golos ), não encontraram desta vez, meio de fazer abanar as redes leixonenses e deixam as contas do campeonato sem alterações. Pelo menos até aos jogos de Domingo.

MELHOR JOGADOR
Flávio #26.
Para este 'lugar' tinha três opções hoje.
Ghilas, pelo que correu, pela entrega e pelas melhor ocasiões de golo terem saído do seus pés.
Rissut, pelas bolas que recuperou, pelos duelos ( quase todos ) que venceu e pelo pulmão inesgotável que teve durante todo o encontro.
E o Capitão. E optei pelo Capitão pelo simples facto de que é o 'moderador' desta equipa. A segurança, a voz de comando e a entrega que todos os outros têm como exemplo. Sendo o primeiro homem defensivo desta formação, apenas por uma vez em toda a partida se deixou ultrapassar por não estar bem colocado. De resto, durante todo o jogo, por ele nada passou, mostrou-se muito esclarecido no passe e na visão de jogo e ainda arranjou tempo para ir à frente, já perto do final, fazer um passe cheio de classe para Ghilas só colocar dentro da baliza do Leixões. O companheiro não cumpriu o seu papel, mas o capitão, interpretou o seu num nível muito bom.

ARBITRAGEMDeixou jogar e nunca interferiu de forma prejudicial, para qualquer dos lados, na partida. Disciplinarmente agiu em conformidade com o que as regras ditam e soube segurar um jogo que só por si tem as emoções à flor da pele.

PONTOS POSITIVOS

- Repetitivo? Eu só posso dizer que esta gente, esta gente não tem adjectivos qualificativos. Hoje estiveram muito próximos das 25 000 almas a marcar presença no apoio incondicional a esta equipa. Mais uma vez, de parabéns.
- Ambiente de primeira liga. O Estádio D. Afonso Henriques está habituado a noites de gala e esta, apesar do resultado, nas bancadas, foi mais uma delas.
- Defensiva de ferro. Mais um jogo sem sofrer golos por parte da defesa vitoriana que vai já na sétima partida sem ver as suas redes violadas. Tem sido o abono de familia desta equipa e a responsável pela grande maioria dos pontos conquistados neste 'recomeço'.

PONTOS NEGATIVOS

- Passo atrás. Depois de uma série de cinco vitórias consecutivas, o Vitória interrompeu esta noite o seu ciclo vitorioso e naquele que poderia ter sido o jogo que o colocaria em lugar de subida, deixou escapar uma importantissima oportunidade de assumir o lugar que lhe pertence por natureza.