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domingo, novembro 11, 2007

Lobos do Mar, 0 x Canarinhos, 0

Local: Póvoa de Varzim
Estádio: Varzim SC
Espectadores: 1000
Árbitro: Lucílio Baptista

Varzim: Bruno Conceição; Pedrinho, Nuno Gomes, Alexandre e Telmo; Tito; Malafaia (Candeias, 45'), Emanuel, Nuno Rocha (Ukra, 78'); Chico (Yazalde, 65'), Roberto

Estoril: Ernesto; Celestino (Dejan, 89'), Dorival, Emerson (Luís Carlos, 65'), Pedro Duarte; André Cunha, Miguel Oliveira, Eduardo; Marco, Marco Bicho, Dagil

Disciplina
Cartão Amarelo a Chico (30'), Eduardo (43'), Telmo (47'), Roberto (87')


Cordas vocais desgastadas e nervos em franja…
Começo a chegar à conclusão que isto do futebol faz mas é mal à saúde.

Depois de uma primeira parte que ‘não foi carne nem peixe’, fizemos um segundo tempo de luxo: encostámos o adversário às cordas… atacámos, atacámos, cruzámos, rematámos vez após vez… por cima, ao lado, para as pernas dos defesas, para as mãos do guarda redes estorilista.
E desta vez, nem nos podemos queixar das más opções do treinador (se excluirmos a escolha por Malafaia em vez da introdução de Candeias no 11 inicial).
O médio ex-Leixões assinou uma exibição infeliz e durou apenas 45 minutos em campo. Deu o lugar a Candeias que voltou a provar porque deve ser mais considerado nas opções de Diamantino Miranda.
Na frente, Chico voltou a fazer um jogo menos bem conseguido e, já na segunda parte deu lugar ao fresco e sempre electrizante Yazalde. A diferença também se notou como do dia para a noite.
Pezinhos de lã, o #14 alvi-negro pôs a defensiva estorilista em sentido em duas ou três situações... e numa deles esteve perto do golo.
Tentou servir Roberto por duas ou três vezes e até se desentendeu com ele já perto do fim do encontro: cruzamento de Ukra da esquerda e Yazalde surge ao primeiro poste, com Roberto nas costas a pedir para fuzilar as redes de Ernesto. Falhou o diálogo entre os dois avançados varzinistas e o lance acabou nas mãos do guardião forasteiro.
Pelo meio dois ou três calafrios com a defesa do Varzim a abrir verdadeiras auto-estradas e a baliza de Bruno Conceição a ficar em apuros. Mas o guarda redes menos batido desta Liga Vitalis esteve sempre em grande plano.
Valeu também o desacerto e a ineficácia dos avançados forasteiros que acusavam uma certa ansiedade face à avalanche alvi-negra.
O resultado? 0-0… outro empate. O quarto consecutivo.
À hora em que esta curta crónica de mais um jogo sem golos está a ser escrita, há ainda jogos a decorrer.
Ninguém sabe o que acontecerá com os nossos mais directos adversários… se ganham, se perdem, se se adiantam ou se marcam passo na tabela classificativa.
Nós é que não andamos para cima… e com estes resultados corremos o risco de vir cada vez mais para baixo.
Nada está perdido… é um facto. Mas ganhar jogos é agora…porque se a nossa aposta é, de facto, a promoção à Bwin Liga, convém que não percamos as primeiras carruagens do comboio.
E o meu receio é que estes pontos que temos perdido nos obriguem a fazer contas de cabeça lá para Abril ou Maio.
Ou pior do que isso… nos obriguem a ficar mais um ano no escalão secundário.
Uma última nota: num plantel curto e (fatalmente) barato como é o deste Varzim, as ausências de jogadores chave assumem muitas vezes um papel preponderante nos desfechos. Marco Cláudio, a contas com uma lesão há já algumas semanas tem feito imensa falta. É ele o cérebro pensante da manobra alvi-negra. Rápidas melhoras e urgente regresso... são os meus votos... e os de todos os varzinistas.
MELHOR EM CAMPO: Yazalde - Sempre que entra revoluciona o ataque do Varzim. Desta vez não entrou tarde demais... mas não teve a felicidade de marcar e/ou dar a marcar.



ARBITRAGEM: Lucílio Baptista é um dos melhores árbitros portugueses. É, pelo menos, o que se diz por aí. A verdade é que, na minha concepção de adepto de futebol, um juiz não deve ter nenhuma espécie de pré-conceito ou de birra pré-determinada com certo e determinado emblema.
A verdade é que de cada jogo do Varzim que este árbitro apita, fico com a sensação cada vez mais vincada de que, de facto, este senhor de Setúbal não nos grama nem a tiros.
Esquisito este comentário… poderão alguns dizer.
A partida não ficou marcada por nenhum episódio escabroso como muitos outros protagonizados por este senhor.
Mas se puxar a cassete do jogo um pouco atrás, verifico que, numa ou noutra situação, Lucílio Baptista terá usado a sua autoridade para empurrar o Varzim para trás e para intimidar os jogadores.

terça-feira, outubro 09, 2007

FCP de Penafiel, 0 x Lobos do Mar, 0

Local: Penafiel
Estádio: Municipal 25 de Abril
Espectadores: 1000
Árbitro: Artur Soares Dias (AF Porto)


Penafiel: Palatsi; Celso, Vinicius, João Pedro, Kelly; Helder Sousa (Marcones, 49'), Ferreira, Lourenço; Fernando (Dias, 78'), Guedes, Bakero

Varzim: Bruno Conceição; Pedrinho, Nuno Gomes, Alexandre, Telmo; Tito, Pedro Santos, Malafaia (Emanuel, 55'); Candeias (Campinho, 78'), Chico, Roberto (Yazalde, 62')


Nenhum varzinista terá saído do municipal de Penafiel com a sensação de que ganhámos um ponto.

PERDEMOS DOIS!!!

O Penafiel é uma equipa fraquíssima, sem fio de jogo, com uma defesa periclitante, com um meio campo altamente frágil (exemplo disso, as muitas bolas que perderam para o ataque varzinista principalmente na primeira parte) e um ataque que, de cabeça, fez perigo não mais do que duas vezes... e nada por aí além. Justifica absolutamente a posição que ocupa na tabela.

Nem parecia que tinha trocado de treinador na última semana.

O Penafiel não deu aquele salto que costuma ocorrer em semana de chicotada psicológica. Não existiu na primeira parte, foi inexistente na segunda.

Do outro lado, aquela que já provou ser uma das melhores equipas desta Liga Vitalis: um Varzim de combate, montado na nova estratégia 4x3x3, com mais posse de bola, bem organizado na defesa e no meio campo, irrepreensível na troca de bola e muito mais equipa na hora de criar lances de perigo.

Faltaram, no entanto, ingredientes decisivos: serenidade suficiente na hora de 'matar' e, fundamentalmente, remates... verdadeiros remates à baliza.

Se associarmos a isso opções questionáveis do técnico Diamantino Miranda, encontra-se a explicação para o nulo.

Não me vou armar em treinador de bancada. Dou apenas um exemplo: tal como eu poucos terão percebido como é que, numa altura em que a equipa estava a encostar o Penafiel aos arames, se retira um ala rapidíssimo como o Candeias e se introduz Campinho, um médio defensivo. Só encontro uma explicação possível para essa substituição: uma eventual lesão do #11... fora isso, digo eu, nada explica tal substituição.

E o Ukra? Porquê que não se optou por meter em campo um jogador acutilante e tecnicamente tão bem dotado, capaz de revolucionar a manobra ofensiva, quando o que se impunha era marcar?




Alguém disse na bancada, para Diamantino ouvir, 'jogos para empatar é no computador'.

O mesmo que perguntar: afinal, a quem é que interessava um empate com um Penafiel?

Em tese, diz-se que uma divisão pontual fora de portas é sempre um resultado positivo... mas julgo que desta vez era escusado jogar para o pontinho.

Os poveiros foram superiores em toda a linha e tinham o Penafiel completamente a jeito!



MELHOR EM CAMPO: Candeias - num acesso incompreensível de Diamantino Miranda, foi sacrificado para dar lugar a Campinho. Durante o tempo que esteve em campo foi uma dor de cabeça para os laterais do Penafiel. Qualquer dia, num estádio perto de si, este jovem ainda acaba multado por excesso de velocidade.





ARBITRAGEM: não jogar o suficiente, ou falhar muitos golos é da responsabilidade de quem não aproveita.
Agora, penalties nítidos não sancionados é outra coisa. E penso que nesse capítulo o Varzim se pode queixar da sorte.
Aliás, foi incrível a forma como o portuense Artur Soares Dias assassinou em escassos dois minutos uma arbitragem que até estava a ser razoável: perto do minuto 90, num lance de perigo do Varzim, fiquei com a nítida sensação que há um remate à baliza penafidelense que é neutralizado pelo braço de um defesa da casa. No lance seguinte, contra-ataque venenoso do Penafiel, a bola sai pela linha de fundo, tocada em último por um jogador da casa.
Sanção do árbitro? Canto. Vá lá que, a bem da justiça, não deu em nada.
Definitivamente há coisas na arbitragem (às quais, infelizmente, já nos vamos habituando) que, se não são erros humanos, se não são pura coincidência, então só podem ser cozinhadas.
E, no caso concreto, não serão cozinhadas por adversários do calibre deste fragilizado Penafiel. São pensadas e decididas noutros redutos. Daqueles que, quiçá incomodados pelo bom arranque do Varzim, procuram puxá-lo cá para baixo... se não for a bem, é a mal!
Desculpem... admito que posso estar a exagerar... mas lá que elas acontecem... E o pior de tudo: é que, muito provavelmente, acontecem com a complacência ou eventual colaboração de quem tutela o futebol profissional no nosso país.

segunda-feira, outubro 01, 2007

Lobos do Mar, 2 x Capões, 0

Local: Póvoa de Varzim
Estádio: Varzim SC
Assistência: +/- 2000 espectadores
Árbitro: Jorge Sousa (AF Porto)

Varzim: Bruno Conceição; Pedrinho, Nuno Gomes, Alexandre e Telmo; Tito, Pedro Santos (Emanuel, 59'), Marco Cláudio (Malafaia, 40'); Candeias (Yazalde, 70'), Chico, Roberto
Marcadores: Roberto (80'), Chico (85')

Freamunde: Tó Figueira; Cuco, Nelson, Marcão (Coelho, 36'), Heslley; Rui Costa, Brandão, Traoré, Nemouthé (Milton, 66'); Evandro, Bock (Miguel, 77')

Ao intervalo: 0-0

Disciplina
Cartão Amarelo a Heslley (12'), Nuno Gomes (23'), Coelho (43'), Chico (56'), Traoré (69')

Aquilo que o Varzim prometeu na primeira parte, materializou na segunda.
Ante um Freamunde, por sinal muito limitado para aquilo que se pede a uma equipa deste escalão, a turma poveira foi sempre melhor... mas na etapa inicial faltou sempre qualquer coisa.

Ou se perdia tempo e espaço com mais uma fintinha, ou os jogadores queriam levar a bola para casa ou simplesmente os remates não levavam destino de golo.

Houve inclusive unidades fundamentais da manobra ofensiva cujos rendimentos na primeira parte deixaram muito a desejar. Refiro-me a Chico - que, apesar de voluntarioso, não conseguiu fazer quase nada - e a Roberto - que teve pelo menos duas boas chances de fazer a festa mas errou o alvo... isto quando não era apanhado em fora de jogo, o que aconteceu várias vezes ao longo do encontro. Ao contrário, o jovem Candeias assumiu os comandos do ataque pelo lado direito e foi um dos melhores em campo. Rapidíssimo de pernas, com um sentido de domínio do esférico absolutamente notável, o #11 trocou completamente as voltas aos defesas do Freamunde. Teve nos pés uma boa oportunidade para abrir o activo... minuto 10, posição frontal à baliza de Figueira... a bola passou ao lado. Mas a sua tarefa fundamental era mesmo assistir.
Cruzou, cruzou e cruzou... mas estava escrito... na primeira parte havia de ser 0-0.

Do outro lado, os 'capões' montaram um esquema marcadamente defensivo, e perigo só mesmo em contra-ataque.

Mas se duas ou três situações preocupantes criaram, já foi muito... Bruno Conceição não teve de trabalhar muitas vezes.

Foi com nulo no marcador que se atingiu o intervalo e foi com nulo que se chegou quase ao fim do encontro. Pelo meio fica uma segunda parte em que foi tudo nosso. O Freamunde encostou todo aos últimos 20 metros e nem um único contra-ataque.

A equipa do Varzim estava completamente espalhada no campo e o massacre era constante e absoluto. Mas faltavam os golos!

O jogo caminhava do meio para o fim e já eu a pensar que esta seria mais uma crónica em que teria que dizer que o Varzim jogou muito mais, mas simplesmente não conseguiu rebentar com o autocarro que o adversário pôs à frente da baliza.

Até que entra Yazalde. O jogo ficou eléctrico!

O jovem avançado, chamado ao último estágio da selecção sub 19, foi decisivo na construção do triunfo.

Deu um ar da sua graça assim que entrou... ao ir à linha, pelo lado esquerdo, e a cruzar para Roberto que errou o tempo de salto e falhou o golpe de cabeça que poderia abrir o marcador.

O Freamunde podia considerar-se avisado. O golo estava por minutos.

E assim foi: aos 80, Yazalde esgueirou-se até à linha de fundo, assistiu Roberto que, de cabeça, enviou (mais em jeito do que em força) a bola lá para dentro. Um golo com responsabilidades para o guardião do Freamunde que se fez ao lance tarde de mais.

O ESTÁDIO EXPLODIU DE ALEGRIA!!!

Foi um orgulho enorme ver um miúdo da casa a sacar um lance de génio daqueles e a assistir um companheiro para o tão merecido golo.

Foi a primeira pedrada no autocarro do Freamunde. E isso teve consequências imediatas: os visitantes acusaram o nervosismo da desvantagem e abriram o jogo para correrem atrás do prejuízo.


Resultado? Levaram que contar outra vez. Cinco minutos depois do primeiro golo, Emanuel recebe a bola à entrada da área, descaído sobre a direita, e chama Figueira para fora dos postes. O #7 varzinista viu Chico isolado, em posição regular e sem oposição dos centrais do Freamunde, isolou o #25 que de baliza aberta só teve que encostar para o 2-0 final.

MELHOR EM CAMPO: Yazalde - entrou a 15 minutos do fim... foi o suficiente para ligar o ataque do Varzim à corrente. Ao assistir Roberto para o primeiro, abriu caminho ao triunfo alvi-negro.

ARBITRAGEM: Jorge Sousa não teve nenhum erro digno de ser baptizado de CASO DO JOGO, mas errou táctica e disciplinarmente em alguns casos.

segunda-feira, setembro 24, 2007

Aves, 2 x Varzim, 1

Local: Vila das Aves
Estádio: CD Aves
Assistência: 1000 espectadores
Árbitro: Pedro Proença (AF Lisboa)

Aves: Rui Faria; Leandro, Sérgio Nunes, Nuno Mendes, Pedro Geraldo; Marcelo (Grosso, 70'), Mércio, Luís Rafael; Diego (Rui Miguel, 85'), Pascal (Robert, 90' + 2'), Tatu
Marcadores: Tatu (13', 25')


Varzim: Bruno Conceição; Pedrinho, Nuno Gomes, Alexandre e Telmo; Tito, Emanuel (Pedro Santos, 45' + 1'), Malafaia (Ukra, 35') e Marco Cláudio (Ukra, 68'); Roberto, Chico (Candeias, 35')
Marcadores: Marco Cláudio (65')

Ao intervalo: 2-0

Disciplina
Cartão Amarelo a Alexandre (46'), Telmo (48'), Diego (65'), Tatu (66', 81'), Grosso (75')
Cartão Vermelho a Tatu (81' acum.)

Há dias em que a revolta faz todo o sentido! Não porque a equipa tenha feito um mau jogo… pelo menos na segunda parte… mas porque a experiência nos meandros do futebol acaba por confirmar um facto indesmentível: quem mais verbera contra as arbitragens na semana antes dos jogos é quem mais sai beneficiado na jornada seguinte. Foi o que aconteceu este domingo nas Aves.

A equipa da casa fez exposições à Liga, alegando prejuízos de arbitragens, tentando encobrir a evidente incapacidade para sair da cepa torta. E eis que a segunda parte do Aves x Varzim foi um roubo completo! Ele foi fora de jogo mal tirados, um penalti por assinalar ao cair do pano sobre Marco Cláudio, uma permissividade absurda em relação ao anti jogo dos avenses nos últimos minutos do encontro. Tudo sem que Pedro Proença (um dos mais cotados árbitros nacionais) tomasse qualquer atitude.

Mas vinha eu de regresso a casa a ouvir a conferência de imprensa do encontro quando José Gomes, questionado sobre a arbitragem, afirmou com uma conveniente convicção que não viu nada de malicioso nas decisões do juiz lisboeta e da sua equipa de arbitragem. Isto só não dá para rir porque a amargura que sinto por este desfecho injusto não me deixa margem para maiores ironias. Mas o melhor ainda estava para vir: então não é que o técnico que tinha guia de marcha assinada, se hoje averbasse nova derrota, teve a desfaçatez de dizer que o Aves podia ter ganho o jogo por quatro ou cinco a zero? Mas quê? Eles são os galácticos e nós a ralé? Nós é que somos os últimos? Ou eles é que estão a olhar para a classificação de pernas pró ar?

Assim se encontra a razão para a equipa que José Gomes orienta só hoje, após cinco semanas de prova, ter amealhado a primeira vitória. Com um entendido destes ao leme, estamos conversados. É de quem, na verdade, não percebe nada de futebol!! Melhor ficaria ao distinto treinador se admitisse que deu ordens expressas aos seus jogadores para se mandarem para o relvado, simulando lesões nos últimos minutos do encontro… ou então não seria pior se admitisse que Marco Cláudio foi puxado pelas costas dentro da grande área no último lance do encontro e o árbitro nada assinalou… ou então que, com o jogo já nos 2-1, Ukra recebeu uma bola vinda da direita e isolou-se à frente de Rui Faria em posição perfeitamente legal e o fiscal de linha (erradamente) assim não entendeu.

Ou então porque não ser homenzinho e admitir que o guardião avense simulou uma lesão na sequência de um pontapé de baliza que tinha como intuito único queimar tempo já de compensações? É óbvio e evidente que quem leu estes primeiros parágrafos ficará a pensar que atribuímos o desaire à arbitragem. Não, nada disso. Mas, a bem da verdade, é preciso dizer que Pedro Proença e seus pares tiveram uma exibição de envergonhar a arbitragem. E depois ainda há por aí uma meia dúzia de energúmenos que afirmam à boca cheia que estamos a ser levados ao colo? Fará se não estivéssemos! Adiante!

O resultado final não é justo… e o contrário só dirá quem nada perceber de futebol. Mas se razões existem para justificar a nossa primeira derrota no campeonato estão todas no baixo rendimento da equipa no primeiro tempo. A partir dos primeiros 10 minutos, o Aves foi superior. Carregou um bocadinho no acelerador e explorou as fragilidades do sector recuado do Varzim. A jogada do primeiro golo é exemplo disso: numa arrancada pela esquerda, Pascal ultrapassa a oposição de Pedrinho, vai à linha e cruza para Leandro Tatu que aproveitou o largo espaço que os centrais do Varzim abriram para aparecer à frente de Bruno Conceição e fuzilar sem apelo nem agravo. Voltaram a vir ao de cima as dificuldades da defensiva alvi-negra em travar este tipo de lances em que a apertada marcação à zona é absolutamente decisiva. O tento inaugural deu aos avenses a capacidade de se agigantarem e de melhor espalharem a sua estratégia no relvado. E começam os calafrios: aos 24 minutos, uma infantilidade do meio campo varzinista deixa liberto Luís Rafael que, vendo o adiantamento de Bruno Conceição, picou uma chapelada que errou o alvo por escassos centímetros. Nessa altura do jogo o Varzim estava completamente encostado e nem sequer teve hipótese de esboçar reacção. No minuto seguinte, Mércio desarma o desprevenido Malafaia e solta para o supersónico Tatu fazer o 2-0 por baixo das pernas de Bruno Conceição.

No segundo tempo, o Varzim foi muito mais agressivo, desligou o complicómetro e fez-se ao caminho. Logo na primeira jogada da etapa complementar, Alexandre envia ao poste uma bola de canto. Era o Varzim a avisar que, se perdesse, venderia cara a derrota. E assim foi: o Aves passou a dispor de cada vez menos oportunidades e os poveiros foram gradualmente superiorizando-se ao adversário. Em 20 minutos, lembro-me de pelo menos duas situações em que o Varzim esteve perto do 2-1: uma por Roberto (56’) que na hora H perdeu a bola entre as pernas dos centrais do Aves e outra por Pedrinho que, de frente para a baliza, mandou um petardo que passou a escassos centímetros da baliza. Ficou mesmo a sensação que a bola teria entrado! Mas foi aos 66 minutos que o resultado assumiu proporções mais ajustadas. Candeias ganha a bola a um adversário na ala direita, ganha a linha e serve Marco Cláudio que nas alturas bate Rui Faria sem hipótese de defesa. A partir daí foram os piores 20 minutos da vida do Aves: o Varzim instalou-se completamente no meio campo do adversário entregou-se à missão de igualar a partida com total afinco. Marco Cláudio voltou a estar em evidência e por duas vezes podia mesmo ter feito o golo do empate… falhou sempre por milímetros.

Melhor em campo - Marco Cláudio: Começou desinspirado acabou o jogo com um golo marcado e duas oportunidades flagrantes que, se tivessem entrado, tinham valido pelo menos a divisão de pontos.

Arbitragem - É triste mas tenho que o dizer: o Sr. Pedro Proença tem qualquer coisa contra o Varzim. Eu só gostava de saber o quê...

segunda-feira, setembro 17, 2007

Varzim, 0 x Vizela, 0

Local: Póvoa de Varzim
Estádio: Varzim SC
Assistência: 1400 espectadores
Árbitro: Pedro Henriques (AF Lisboa)


Varzim: Bruno Conceição; Pedrinho, Nuno Gomes, Alexandre e Telmo; Tito, Emanuel (Bruno Moreira, 83'), Malafaia e Marco Cláudio (Ukra, 68'); Roberto, Chico (Candeias, 78')

Vizela: Riça; Machado, Claudio, Rodrigão, Quim Berto; Ricardo Jorge (Kata, 75'), Neto (Serjão, 45'), Guerra, Hélder Sousa; Nuno Sousa, Ríncon (Kita, 90' + 2'.)

Ao intervalo: 0-0

Disciplina - Cartão Amarelo a Roberto (34'), Hélder Sousa (81')


TANTO DOMÍNIO... QUE SÓ FALTOU MESMO MARCAR!
De um jogo sem golos há muito pouco a dizer.


E deste Varzim x Vizela fica-me claramente a sensação de que fomos sempre superiores ao adversário (lembro-me, de cabeça, que o primeiro remate com verdadeiro perigo à baliza do Bruno Conceição foi mesmo em cima do intervalo) e de que a equipa de Carlos Garcia apresentou poucos argumentos de candidato à subida

Do outro lado, o Varzim foi sempre uma equipa de combate. Estruturalmente organizada mas com pedras fundamentais com um rendimento um pouco aquém do habitual: no meio campo, Marco Cláudio esteve apagado e na frente Roberto e Chico estiveram desinspirados. Quando assim é, a coisa não funciona.

Do avançado ex-Trofense não fica na memória nenhum lance de perigo iminente; já do ponta de lança brasileiro, alguns remates de cabeça mas sempre facilmente anulados pelo guardião Riça.

E por falar em guarda-redes, no dia da estreia de Bruno Vale como suplente no banco varzinista, o seu concorrente e (para já) titular da baliza alvi-negra rubricou uma exibição tranquila.
O Vizela também 'fez por isso'. Salvo um ou dois lances de perigo, a equipa minhota foi inofensiva, mas denotou uma enorme solidez no meio campo e na defesa.

Aí se explica muito deste empate: o Varzim sempre em cima, em constante 'chuveirinho' para a grande área vizelense (principalmente na ponta final do segundo tempo) e uma defesa sempre pronta a desviar o perigo para longe.

Nota muito positiva para o regresso de Tito. O médio defensivo do Varzim voltou a desempenhar bem o seu papel de complemento ao último reduto alvi-negro e isso teve resultados visíveis: a defesa actuou com muito mais segurança. O #6 chegou mesmo a ter o golo nos pés na primeira parte, aproveitando um remate de meia distância em posição frontal, que passou a escassos milímetros do poste da baliza de Riça.

Destaque ainda para a garra de Candeias que entrou a poucos minutos do fim para o lugar de Chico. O jovem emprestado pelo FC Porto deu novo ânimo às incursões de ataque do Varzim mas, creio eu, entrou tarde demais na partida. Foi uma dor de cabeça para os laterais do Vizela, mas isso em nada mudou o score. O resultado penaliza a falta de inspiração de um Varzim algo dependente dos bons desempenhos de algumas das suas unidades fundamentais, e premeia um Vizela lutador e organizado.

Melhor em campo - Tito. No regresso, o 'Guerreiro' voltou a dar a solidez necessária ao meio campo varzinista. Merece nota máxima.

foto: JN

segunda-feira, agosto 27, 2007

Varzim, 2 x Fátima, 0

ESTÁDIO: Varzim SC

ESPECTADORES: 1200
ÁRBITRO: Cosme Machado


Varzim: Bruno Conceição; Pedrinho, Alexandre, Nuno Gomes, Telmo; Campinho, Emanuel, Malafaia; Marco Cláudio, Roberto, Chico. Jogaram ainda: Candeias, Nuno Rocha, Ukra

Fátima: Pedro Duarte; Duarte Machado, Bispo, Veríssimo, Samuel; João Fonseca, Joel, Falardo; Marinho, Ricardo Jorge, Carlos Saleiro. Jogaram ainda: Moreira, Marco Airosa, Nuno Gomes

Golos: Roberto (25' g.p.), Chico (45')
Cartões: Alexandre (6'), Chico (75'), Bispo (76')




O Fátima explicou este domingo na Póvoa o porquê de um arranque tão promissor na Liga Vitalis.
Os homens de Rui Vitória entraram extremamente motivados para o embate com o Varzim
, muito fruto do triunfo (surpresa, ou talvez não?...) sobre o Trofense na ronda inaugural.
O encontro foi o primeiro da história entre os dois clubes e deu água pela barba aos poveiros que defrontaram uma equipa inexperiente (é certo) mas sem medo de jogar de igual para igual. Ainda para mais, o Varzim esteve aquém das expectativas criadas depois do jogo brutal de há uma semana em Portimão. Ao contrário do que aconteceu no jogo da primeira jornada, o Varzim entrou controlador mas muito pouco sereno, principalmente do meio campo para trás.
Campinho substituiu o titularíssimo Tito (a contas com uma lesão) e durante algum tempo andou longe da partida. Os visitantes chegaram mesmo a responder com perigo e aproveitaram a intranquilidade nas hostes poveiras para, a espaços, lançar terror no último terço do terreno.
Mas, porque a Natureza (mais cedo ou mais tarde) faz a selecção natural, venceu a persistência dos mais experientes.
O lance que dá origem ao primeiro golo alvi-negro é bem o exemplo disso: Chico recebe uma assistência de Roberto e esgueira-se a alta velocidade para a área de rigor. Acaba derrubado por Veríssimo (num erro infantil do defesa do Fátima) e o árbitro não teve dúvidas.
Penalty claro aos 25 minutos de jogo!
Na conversão, Roberto disparou para o primeiro golo do Varzim, e isso teve efeitos imediatos para a formação visitante.
20 minutos depois do primeiro, o Fátima encaixava o segundo golo: Chico recebe dos pés de Campinho um passe bem medido e parte para a luta com os adversários. Um a um foi vencendo a oposição e do meio da rua, fez mira para atirar de pé esquerdo lá para dentro!
As bancadas voltaram a levantar-se.
Golaço de Chico e contas do jogo fechadas ao cair da primeira parte.
No segundo tempo, o Varzim consentiu algum ligeiro domínio aos visitantes, mas a ordem era clara: dominar sem sofrer e, se possível, ampliar o score. Isto faz-se com inteligência e também com alguma felicidade.
Com um Fátima mais forte, o Varzim foi controlando mas não evitou o atrevimento dos visitantes.
Aliás, a grande oportunidade de golo para o Fátima acontece a pouco mais de um quarto de hora do fim do jogo e é nada mais nada menos do que um remate de cabeça enviado ao ferro da baliza de Bruno Conceição. O perigo repetiu-se mas menos iminente com um remate de livre que passou a escassos centímetros do alvo.
Mas a marca final do jogo era a do Varzim: o mesmo Roberto que, na primeira jornada, percorreu quase todo o meio campo do Portimonense para marcar o terceiro golo, desenrolou, ao cair do pano, um lance em quase tudo semelhante.
Só que desta vez errou a baliza.
Era o 3-0... e dava mesmo a sensação que a bola ia entrar. Não entrou por milímetros.

MELHOR EM CAMPO
CHICO #25. Volta a ser decisivo para o resultado. Sofreu o penalty que abriu o caminho para a vitória e disparou um remate canhão que resultou num 2-0 de belo efeito. Confirma as melhores expectativas: tal como em Portimão, jogou com uma alegria e uma energia absolutamente contagiantes. Ao seu lado conta com o não menos inspirado Roberto. A ambos se deve o bom arranque do Varzim nesta Liga Vitalis. Os seis golos apontados pela formação alvi-negra têm a assinatura da dupla maravilha. Isto promete.

ARBITRAGEM: Há quem venha com a tese do rico e do pobre para acusar Cosme Machado de ter beneficiado o Varzim no lance do penalty. Desculpa de mau pagador. Veríssimo comete falta clara sobre Chico. Castigo máximo incontestável.


PONTOS POSITIVOS


100%. Dois jogos igual a duas vitórias e liderança garantida

Dupla maravilha. Chico e Roberto marcaram os seis golos que o Varzim marcou até ao momento. Os dois pontas de lança entendem-se às mil maravilhas. São do melhor que o Varzim tem este ano.

Gestão. Há quem diga que depois do segundo golo o Varzim fez uma gestão pouco racional do resultado. E isso interessa a alguém? No fim do jogo contam os três pontos. E esses ficaram na Póvoa.

Entrega. Definitivamente o Fátima entrou nesta Liga Vitalis para incomodar. A formação aos comandos de Rui Vitória é aguerrida e, a julgar por este início de campeonato, promete dar luta a quem com ela se cruzar.

PONTOS NEGATIVOS


Defesa. A ausência de Tito é notória. Campinho acabou por estar à altura de substituir o inquestionável #6. Mas quando Tito não joga, a defesa passa por alguns maus bocados.




segunda-feira, agosto 20, 2007

Marafados, 0 x Lobos do Mar, 4

Estádio: Municipal de Portimão
Assistência: 1200
Árbitro: Augusto Duarte


Portimonense: Mário Felgueiras; Ricardo, Miguel, Carlos Manuel, Maxi Bevacqua; Ricardo Vaz, Rui Ferreira, Diogo; Raphael, Nuno André, Emídio
Jogaram ainda: Cissé, Gonzalo Marronkle, Pimenta

Varzim: Bruno Conceição; Pedrinho, Alexandre, Nuno Gomes, Telmo; Tito, Emanuel, Malafaia; Marco Cláudio, Roberto, Chico
Jogaram ainda: Pedro Santos, Bruno Moreira, Candeias

Golos:
Chico (19' e 36') Roberto (53' e 56')
Cartões:Malafaia (21'), Cissé (86')


Queriam ver o Varzim? Foi o Varzim que tiveram!

A má imagem que a turma da Póvoa deixou há uma semana frente ao Leixões foi o objecto de trabalho de Diamantino Miranda para preparar a equipa para o embate com o Portimonense. Escusado será dizer que, a julgar pela atitude dos jogadores, a abordagem ao desaire foi positiva. A resposta foi notória.

O Portimonense entrou na contenda como entram as equipas da casa: ao ataque, a tentar impor as regras do jogo.Nos minutos iniciais, os comandados de Luís Martins estiveram mesmo a dominar as operações. Exemplo disso são as rajadas de ataque sucessivas dos algarvios. Numa delas, Maxi Bevacqua mandou um petardo cruzado às redes alvi-negras mas Bruno Conceição travou o remate que levava selo de golo. Foi o melhor que se viu do Portimonense que aos 19 minutos já estava a sofrer o primeiro golo. Jogada pela esquerda de Roberto que ao chegar à área, cruza para o interior... o esférico passa por Marco Cláudio... e Chico troca as voltas aos centrais algarvios, rematando em jeito sem hipóteses para Mário Felgueiras. Foi o suficiente para o Portimonense desmoronar, qual baralho de cartas.
Veio ao de cima a maturidade táctica dos pupilos de Diamantino.
Os poveiros assenhoraram-se do jogo e passado um quarto de hora, eis que surge o 0-2: uma jogada fabulosa de entendimento que começa em Emanuel que, encostado à lateral, serve Marco Cláudio no miolo, que de imediato solta para Pedrinho servir (quem mais??!) o inevitável Chico. À boca da baliza o #25 só teve de encostar o pé.

No reinício da partida, o Varzim confirma a superioridade desta vez por Roberto: aos oito minutos da segunda parte, o #9 isolou-se a alta velocidade para a baliza e, à saída de Mário Felgueiras (que ainda tocou no esférico), rematou para o fundo. Era quase o fim da festa, mas ainda faltava mais um. Novamente por Roberto. Chico devolveu a assistência da primeira parte ao avançado brasileiro e serviu-o para, de cabeça, fazer o 0-4 final.

Triunfo incontestável.


MELHOR EM CAMPO


CHICO #25. Como se não bastassem os dois golos que marcou, ainda assistiu Roberto para mais um. O ponta de lança ex-Trofense é, talvez, o melhor reforço do Varzim esta pré-temporada. É matador, tem sentido posicional dentro da área. Vê-lo jogar faz crer que a ciência da bola é fácil. Mas há lances que estão ao alcance só dos melhores. A excelência com que aproveitou as oportunidades para marcar está à vista. Contou com o contributo excepcional de unidades centrais da manobra varzinista. Seria, por isso injusto não sublinhar o papel do cérebro que é Marco Cláudio e o desempenho decisivo de Tito à frente da defesa. Simplesmente irrepreensíveis.


ARBITRAGEM: Discreta a actuação de Augusto Duarte. O único erro que cometeu foi não expulsar o central varzinista Nuno Gomes que, na sequência de um canto, POSITIVAMENTE agrediu Nuno André.


PONTOS POSITIVOS


Inteligência. Para golear nem sempre é preciso jogar muito. O que o Varzim não produziu de futebol espectáculo capitalizou em eficácia.


Mescla. A experiência de jogadores como Emanuel, Marco Cláudio ou Alexandre cruzam-se com a energia de Chico, Roberto, Tito ou Pedrinho. O Varzim é esta mescla que, salvo o jogo da Taça da Liga frente ao Leixões, é marca de sucesso dos alvi-negros.


PONTOS NEGATIVOS

Imaturidade. O Portimonense sofreu o primeiro golo e colapsou. À atenção de Luís Martins: é preciso trabalhar mais e melhor.

segunda-feira, maio 14, 2007

Lisboetas Orientais Vs Bébés Matosinhenses


Estádio: Estádio Alfredo Marques Augusto, em Moscavide - Lisboa Oriente
Espectadores: 3300
Árbitro: Olegário Benquerença

Mais um fim de semana para presenciar uma festa futebolistica. Desta feita em Moscavide, onde o Leixões garantiu a subida à Primeira Divisão, 18 anos depois de ter descido pela última vez.

A festa de uns acabou por ser a tristeza de outros, já que a equipa da casa só por milagre não descerá. Para tal precisa de ganhar em Santa Maria da Feira e esperar que o Portimonense perca em casa.

Mas vamos ao jogo, ou melhor, antes do jogo. Pelas ruas de Moscavide podia ver-se os adeptos Leixonenses, que prometeram vir aos milhares até Lisboa e cumpriram. Parecia estar-se a entrar em Matosinhos tal a quantidade de pessoas vestidas de Vermelho e Branco, com cachecois e pinturas no rosto.

O Estádio estava práticamente cheio, 3300 pessoas, das quais 3000 eram de certeza de Matosinhos e poucos apoiantes da equipa da casa, que dificilmente chegariam aos 300 restantes. Assim o Leixões jogava em casa para a eventual subida.

O jogo começou de feição para o Leixões que atacava fortemente e aos 5 minutos já tinha rematado ao poste. Contudo o jogo rolava interessante e o Olivais dava mostras de querer adiar a festa. E varias foram as vezes que chegou com perigo à area nortenha.

Apenas à meia-hora o Leixões conseguiu a primeira explosão de alegria, quando Hugo Morais desviu à boca da baliza um cruzamento de Jorge Gonçalves.

Se pensaram que estava aberta a porta da vitória enganaram-se porque a turma caseira continuou a pressionar alto e depois de vários falhanços marcou o merecido empate por Carlos Marques, de cabeça ao segundo poste, depois de mais uma excelente jogada colectiva.

Assim chegou o intervalo, e onde a subida era garantida uma vez que o adversário directo Rio Ave também empatava em Olhão e estava a 4 pontos.

No segundo tempo o bom futebol continuou de parte a parte e eis que pouco depois surge o segundo golo da partida numa falha de marcaçao monumental da defesa lisboeta, permitindo que Roberto sozinho à entrada da area fizesse o que tanto tem feito esta época, marcar golo. Foi a segunda explosão de alegria da tarde.

Eis que acontece então o "segundo caso" do jogo. Não falei ainda do primeiro e já vou falar do segundo? Estranho mas já vão perceber porquê. Quem é indiscutivelmente a maior vedeta do Olivais esta época? Hélio Roque! Pois para espanto geral Hélio Roque começou no banco, este seria o "primeiro caso" do jogo, e o segundo foi a retirada do melhor jogador da partida, Fabio Paim, que estava a dar que fazer e muito à defesa leixonense, para entrar... Hélio Roque.

Com a entrada do jovem atacante o Olivais foi ainda mais pressionante e acutilante, e num cruzamento para a "cabeça da area", Helio Roque remata à meia volta levando a bola a passar a centimetros do poste, teria sido um bonito e merecido golo.

Pouco depois alguma atabalhoação na área do Leixões levou a que a bola fosse salva na linha de golo, a "pontapé para a frente", quando já se gritava o empate.

O Leixões pressionava igualmente mas com menos perigo que no primeiro tempo e foi novamente a equipa "grená" a criar perigo, chegando mesmo a marcar golo prontamente anulado por Olegário Benquerença, por carga sobre o guarda-redes.

Entretanto em Olhão o Rio Ave já perdia, e o Leixões abrandou de sobremaneira, e aos lisboetas já faltava discernimento e pernas para algo mais. O jogo acabava pouco depois com a festa em campo e nas bancadas.



Melhor em campo:

Fabio Paim

Positivo do jogo:

A atitude das duas equipas, na procura da vitória.

MOSKA KNIGHTS! Poucos mas bons, para mim a melhor claque do país. Em casa e já meio descidos apoiaram a equipa, sempre. A meio do jogo na segunda parte o lider da claque foi puxar pelos adeptos do Leixões dizendo-lhes que a festa era deles, fazendo-os cantar ao som das suas palavras, recebendo com isso inumeros aplausos, apertos de mão e alguns cachecóis leixonenses. Passados dois ou três minutos voltou para apoiar o Olivais e Moscavide, sempre incitando os adeptos com canticos e palmas da "praxe". Estar no campo do Olivais com a claque é algo de extraordinário pelo ambiente que lá se vive e pela boa disposição.

Negativo do jogo:

Treinador do Olivais e Moscavide, um homem do Norte, entregou o jogo ao Leixões? Explique a não inclusão do Hélio Roque de inicio e a saída de Fabio Paim sff.

Arbitragem:

O que se conhece de Olegário dispensa palavras.

Extra-jogo:

Campo cheio! Os preços eram os normais praticados ao longo da época e é uma atitude tão rara como estranha por quem não se quis aproveitar da boa vontade do publico visitante. Os aproveitadores do bolso alheio, vulgarmente designados por "chulos" ponham os olhos nesta atitude.


Espaço Claque Moska Knights, um espectáculo dentro do espectáculo:


Alguns dos canticos do Olivais, para alem do espectacular barulho da mosca, das enormes bandeiras e seguramente do maior pano da Liga Vitalis que cobre a bancada toda onde esta a claque:

- "E quem não bate palmas é mosca morta! É mosca mortaaa!"

- "OLIVAIS..." e do outro lado espera-se que os sócios gritem ... "e Moscavide!"

- Quando qualquer jogador da casa ou forasteiro cai no chão e fica prostrado no mesmo "Perdeste a ganza na relva!!! Ganza na relva!!! Perdeste a ganza na relva!!!

- Ouvido no jogo da Taça contra o Tocha "Nós só queremos a Tocha a arder!!! A Tocha a arder!!! A Tocha a arder!!!"

entre outros...


COM O APROXIMAR DO FINAL DO DESAFIO FOI-SE OUVINDO O SPEAKER DIZER QUE NÃO SERIA PERMITIDA INVASÃO DE CAMPO, PARA TAL DESLOCOU-SE, NAQUELA ALTURA, MUITA POLICIA DE INTERVENÇÃO, PARA JUNTO DAS BANCADAS AFECTAS AO LEIXÕES, E INCLUSIVÉ UM POLICIA ARMADO DE CAÇADEIRA COMO PODEM VER NA IMAGEM... QUE SUCEDERIA SE HOUVESSE INVASÃO, HAVERIA TIROS??? NAS PESSOAS??? MUITO ESTRANHO E NO MÍNIMO ALGUÉM DEVERIA ESCLARECER AS PESSOAS DO PORQUÊ DE ESTAR UM INDIVIDUO ASSIM (ARMADO) NAQUELE LUGAR E PARA QUÊ ?!

Gondomar 0 x 2 Vitória SC



Estádio: S. Miguel, Gondomar
Assistência: 3 000 pessoas
Árbitro: Pedro Henriques

Já está!

O Vitória conseguiu assegurar ontem à tarde em Gondomar a subida de divisão na próxima temporada, beneficiando da derrota do Rio Ave em Olhão.
Um ano depois de ter descido ao inferno da Liga de Honra, a equipa de Guimarães volta ao lugar que se habituou a ocupar, depois de ter estado a largos pontos do lugar de acesso ao principal escalão do futebol português.
Para isso teve de vencer o Gondomar e foi com essa determinação bem presente que entrou ontem em campo, no estádio de S. Miguel.
Com o apoio de cerca de 1 800 adeptos ( aqueles que eram permitidos ), o Vitória chegou ao golo logo ao minuto 14, por intermédio de Ghilas. O francês voltou a realizar um jogo de muito bom nível e abriu mesmo o marcador para a sua equipa, dando o melhor seguimento a um perfeito cruzamento de Brasília, cabeceando para o fundo das redes do Gondomar.
Estava feito o primeiro golo da partida e nesta altura, com os resultados a manterem-se inalteráveis, o Vitória tinha os dois pés na BWin Liga.
A julgar pelo poderio e domínio exercido sobre o seu adversário nesta primeira parte, esta vantagem era plenamente justa para os homens de Guimarães que iam para o intervalo confiantes, embora o resultado não fosse ainda tranquilo.



Foto: VitoriaSempre.net
Na segunda parte, foi a vez do Gondomar se afirmar fazendo o Vitória subir um pouco no terreno, algo que os vitorianos conseguiram, no entanto, controlar sempre da melhor maneira.
Pedia-se nesta altura o golo da tranquilidade para os homens do Vitória e os mesmos protagonistas do primeiro tento, satisfizeram essa vontade dos adeptos vitorianos no minuto 78 da partida.
Assistência de Ghilas e Brasilia em remate rasteiro faz o segundo para o Vitória que agora sim podia respirar de alivio.
Daí até ao final, os meninos de Cajuda, como o próprio os classificou, limitaram-se a gerir o resultado e esperar o apito final para fazer a festa com os seus fiéis adeptos.

Depois de uma uma temporada de muito sofrimento, o Vitória volta assim à principal Liga portuguesa um ano depois de ter caído no inferno da Honra.

Parabéns equipa.

ARBITRAGEM
Exemplar.

PONTOS POSITIVOS
- Subimos. Acho que está tudo dito...
Parabéns jogadores pela união, por nunca terem desistido e por terem lutado até ao fim.
Parabéns a todo o grupo de profissionais que tornou possivel algo que chegou a parecer apenas uma miragem.
Mas acima de tudo, parabéns e obrigada Manuel Cajuda por ter calado todas as bocas que desmoralizavam os "seus meninos" e por ter feito de um grupo destroçado, uma verdadeira equipa.
Estamos de volta.

PONTOS NEGATIVOS
- Nada a assinalar.

domingo, maio 06, 2007

Vitoria SC 6 - 0 Portimonense

Estádio: D. Afonso Henriques, Guimarães
Assistência: 26 631 pessoas
Árbitro: Jorge Sousa

Grande Vitória! É a única coisa que me ocorre dizer depois de uma tarde de futebol como a de hoje.
Finalmente Manuel Cajuda conseguiu colocar esta equipa em lugar de subida e agora mais do que nunca se respira confiança em Guimarães.


Vamos ao jogo que até nem começou muito favorável para o Vitória.
Minutos iniciais muito apagados dos vimaranenses com o Portimonense, ainda que timidamente, a tentar ser ofensivamente superior sendo mesmo a única equipa a criar perigo na baliza adversária.
Não demorou muito, no entanto, o Vitória a responder e parece ter sido mesmo isso a despertar os miudos de Cajuda para mais uma bela exibição, marcada sobretudo pela eficácia.
Corria então o minuto 9 e Ghilas, aquele que viria a revelar-se o homem do jogo, inaugura o marcador. Cruzamento de Brasília e o francês a cabecear para o fundo das redes de Michael. Primeira explosão de alegria no D. Afonso Henriques e arranque para mais uma tarde memorável no reduto vimaranense.
Não tardou muito até a nova coqueluche vitoriana dizer 'presente' e marcar o seu primeiro golo com a camisola do Vitória. Minuto 12, e Rabiola faz o 2-0 depois de remate de Heldér Cabral que o jovem vitoriano desviou oportunamente batendo mais uma vez Michael.
O Vitória era por esta altura uma equipa já estabilizada, segura e pronta para gerir um resultado que já se mostrava satisfatório até pelas (boas) notícias que chegavam de Vila do Conde.
O Portimonense que nos primeiros instantes de jogo parecia mostrar alguma determinação, era agora uma equipa pouco atrevida, sem grande criatividade e força para incomodar Nilson.
Isso apenas aconteceu por mais uma vez, no minuto 41, num cabeceamento de Bevacqua que sair ao lado das redes vitorianas.
Chegava pois o intervalo, com justissima vantagem para o Vitória que começava a desenhar mais um resultado positivo, embora longe de imaginar por tão larga margem.


Na segunda parte, o Portimonense voltou a entrar, pelo menos aparentemente, mais motivado a atacar e explorar o seu sector ofensivo e conseguiu por algumas vezes até incomodar Nilson que se viu obrigado a algumas defesas apertadas, não perdendo nunca, no entanto, a segurança que o caracteriza.
O Vitória encontrava-se então mais recuado no terreno mas voltava a desibinir-se não sendo preciso passar muito mais tempo.
E nada melhor do que mais um golo para 'soltar' de vez os homens vitorianos.
Brasilia, ao minuto 72, converte uma grande penalidade, cometida sobre si próprio, no terceiro golo da sua equipa carimbando assim, definitivamente o rumo do jogo.
O Vitória era agora dono e senhor da partida, já que o Portimonense, já de si desiquilibrado emocionalmente, se limitava a ver jogar.
Ao minuto 80, troca de 'papeis' entre os protagonistas do primeiro golo do Vitória. Desta vez é Ghilas quem faz o cruzamento e Brasilia, oportunissimo, cabeceia para o fundo das redes do Portimonense, fazendo o quarto golo da sua equipa e o segundo da sua conta pessoal.
Daí até ao final houve tempo ainda para mais dois golos do Vitória.
Um por Targino, que havia entrado para substituir Rabiola, ao minuto 82, que se limitou a encostar a bola depois de um excelente trabalho de Ghilas que tirou Michael do caminho e ofereceu o golo ao companheiro, o outro por Ghilas, sempre ele, ao minuto 91, que aparecendo isolado ultrapassou mais uma vez o guarda-redes algarvio e fez o seu segundo golo e o sexto para a sua equipa.

Mais uma tarde de luxo em Guimarães, com o Vitória a apresentar uma motivação e confiança excepcionais recebendo como prémio da sua fé, o segundo lugar da Liga, lugar de subida.
Algo que chegou a ser dado como praticamente impossivel, está agora finalmente apenas dependente dos homens de Cajuda que têm mais duas finais pela frente, rumo à subida de divisão.
Agora sim, finalmente, há razões para acreditar.

MELHOR JOGADOR
Ghilas #5.
Excelente exibição do francês.
Esteve em praticamente todos os lances de perigo criados pela sua equipa.
Marcou dois golos, deu outros dois a marcar, deu muitas dores de cabeça à defensiva dos algarvios, sempre muito irrequieto, assinando assim uma exibição de encher o olho.
O criativo vimaranense esteve, hoje, irrepreensível.

ARBITRAGEM
Nada de significativo a assinalar. Ajuizou correctamente a maioria dos lances da partida.

PONTOS POSITIVOS
- Pela primeira vez, o Vitória conseguiu atingir os lugares de subida de divisão e depende agora exclusivamente de si para alcançar o objectivo traçado para esta temporada e regressar ao campeonato a que pertence. Finalmente!
- Rabiola, jovem promessa da escola vimaranense, repetiu a titularidade e marcou o seu primeiro golo com a camisola do Vitória. Parabéns!
- Goleada das antigas. Seis golos marcados e nenhum sofrido para uma equipa que foi várias vezes humilhada neste campeonato. Irrepreensível recuperação.
- Manuel Cajuda é o homem do sonho em Guimarães. Conseguiu transformar uma equipa amargurada numa candidata à subida de divisão. O que apetece dizer é que demorou muito a cá chegar...
- Maior enchente da temporada no D. Afonso Henriques. 26 631 assistiram a esta partida e sobre isto... Bem, sobre isto já não há nada a dizer. Muito orgulho!

PONTOS NEGATIVOS
- Hoje não houve. Definitivamente, hoje não houve.

domingo, abril 29, 2007

Vitória SC 3 x 0 Rio Ave

Estádio: D. Afonso Henriques, Guimarães
Assistência: 21 810 pessoas
Árbitro: Pedro Proença

Excelente exibição e excelente vitória do Vitória esta tarde em Guimarães.
Deixando para trás a pressão que normalmente acusa nos jogos decisivos, o Vitória foi esta tarde uma equipa poderosa, dominadora e capaz de juntar a um excelente resultado um futebol bastante agradável.
A primeira parte foi mesmo totalmente dominada pelos pupilos de Manuel Cajuda que entraram determinados a "despachar" os homens de Vila do Conde o mais cedo possível. Logo aos 4 minutos de jogo, Franco em passe longo lança Desmarets que cruza para Rabiola, que substituiu o lesionado Henrique fazendo assim a sua estreia como titular pelo Vitória, fazer o desvio obrigando Mora a defesa com alguma dificuldade.
Era o Vitória a mostrar convictamente a sua vontade de levar de vencida este jogo sendo a única equipa a produzir lances perigosos de ataque.
O Rio Ave apenas por duas vezes conseguiu chegar à baliza de Nilson neste primeiro tempo sendo que uma delas foi num pontapé de canto.
O Vitória tomava então as rédeas da partida desde o inicio mas só ao minuto 40 viu o seu mérito recompensado com um golo saído dos pés Rissut. Depois de um lance de alguma confusão na área dos vilacondenses, a bola sobra para o lateral vitoriano que só teve de encostar nas redes de Mora fazendo explodir de alegria os milhares de adeptos vitorianos presentes do D. Afonso Henriques.
Estava feita justiça no marcador e o intervalo chegava pouco tempo depois trazendo a tranquilidade tão desejada e merecida para o Vitória.


Na segunda parte, maior determinação da equipa do Rio Ave que apesar de ter realizado alguns remates à baliza de Nilson nunca conseguiu fazer tremer o guardião vitoriano, que se apresentou sempre segurissimo no pouco trabalho que teve, não demonstrou o seu querer de forma mais perigosa e foi o Vitória que acabou por voltar ao domínio dos acontecimentos carimbando esse domínio com o segundo golo, ao minuto 54 saído dos pés do melhor jogador desta partida, Desmarets. O jovem Rabiola depois de uma boa recuperação de bola, passa o esférico a Danilo que deixa para Desmarets trabalhar na área e bater pela segunda vez Mora.
Mais uma explosão de alegria nas bancadas do estádio vimaranense e as coisas complicavam-se de vez para o Rio Ave.
Depois deste golo, a equipa de Vila do Conde caiu mesmo animicamente e Fábio Coentrão conseguiu tornar o cenário da sua equipa ainda pior. Expulsão do jovem vilacondense alegadamente por palavras proferidas ao árbitro.
O Rio Ave viu-se sem mais forças para lutar pela reviravolta no marcador e viu ainda o Vitória aumentar a vantagem, ao minuto 58 por Ghilas que matou o jogo definitivamente.
A partir daí, mais nada de significativo a apontar ( apenas um remate falhado por Brasilia ao minuto 92 apenas com Mora pela frente ) com as duas equipas a gerirem apenas o tempo de jogo que ainda tinham até aos 90'.


Em suma, foi talvez o melhor jogo desta temporada realizado pelo Vitória frente aos seus adeptos. Excelente exibição, actuação excelente, prestações individuais muito satisfatorias e a esperança na subida cada vez maior nos adeptos, jogadores e responsáveis desta equipa.
Parabéns Vitória.

MELHOR JOGADORDesmarets #20.
Muito irrequieto, aproveitou todo o flanco esquerdo sempre com grande qualidade e eficácia. Aproveitou de forma satisfatória quase todos os lances de que dispôs e provocou desiquilibrios no seu meio-campo. Autor do segundo golo da sua equipa, que mereceu e muito, foi o homem que mais se destacou em toda a partida.

ARBITRAGEM
Extremamente tendenciosa, a verdade é que Pedro Proença a certa altura do jogo perdeu o controlo em termos disciplinares da partida. Acabou por ser Fábio Coentrão a pagar a "factura" numa exibição pouco satisfatória do juiz de Lisboa.

PONTOS POSITIVOS
- Mais uma vez, moldura humana do estádio do Vitória. Desta vez foram quase 22 mil e foram novamente incansáveis no apoio.
- Exibição do Vitória. Excelente em todos os capitulos, o Vitória começa finalmente a mostrar argumentos válidos para se manter na luta pela subida de divisão. E que injustiça será se estes homens não forem recompensados no final da Liga...

PONTOS NEGATIVOS
- Fábio Coentrão. Reforço do SLB e assumido como uma das principais figuras da Liga, esperava deste jovem muito, mas muito mais. Desiludiu-me em todos os aspectos de jogo e para além de em todo o tempo que esteve em campo, mal ter tocado na bola, ainda se perdeu em fitas e mais fitas com o objectivo de perder tempo de jogo em beneficio da sua equipa. Acabou expulso e digamos que não deixou grande pena...

domingo, abril 22, 2007

Trofense 0 x 1 Vitória SC

Estádio: Estádio do Trofense
Assistência: ( cerca de ) 3 000 pessoas
Árbitro: João Ferreira

Deixando um pouco de lado o bom futebol, o Vitória conquistou hoje mais três pontos fora de casa, fundamentais para continuar a alimentar o objectivo da subida.
Mesmo não tendo conseguido juntar aos três pontos uma brilhante exibição, o Vitória foi sempre superior em todos os capitulos do jogo mostrando-se segurissimo na sua defensiva, como aliás já vem sendo hábito, em contraponto com o ataque que nunca conseguiu concretizar as algumas oportunidades de golo existentes.

Foi então uma primeira parte completamente dominada pelos homens do Vitória, sempre muito seguros e apontados para a baliza adversária.
Brasilia e Ghilas iam combinando lances que vezes demais não eram bem aproveitados, especialmente pelo desacerto mostrado hoje pelo francês, mas que marcavam ainda assim a superioridade vitoriana, apesar da ineficácia.

Foi portanto num lance de alguma sorte que aos 16 minutos de jogo o Vitória chegou à vantagem no marcador. Vítor, guarda-redes do Trofense, em defesa incompleta larga a bola para a frente e Otacilio no sitio certo à hora certa, só teve de encostar para as redes adversárias e fazer assim o 0-1 para a sua equipa.
Apesar de tudo, vantagem justissima para o Vitória que daí até ao final da primeira parte foi tentando aumentar a distância no placard a seu favor, embora sem resultados práticos já que a ineficácia no ataque vimaranense se ia revelando cada vez mais acentuada.
Brasilia ainda tentou a sorte num livre muito bem executado, mas Vítor apresentou-se segurissimo desta vez.

Na segunda parte, foi a vez do Trofense crescer.
Mais irreverente, a equipa que se tinha apresentado algo baralhada no primeiro tempo, encontrava-se agora bem mais motivada em busca de um resultado mais favoravel para si.
Ainda assim, o Vitória conseguiu manter a superioridade e segurança no jogo, embora o deva muito a Nilson que realizou um par de defesas preciosas nos derradeiros minutos de jogo quando o Trofense dava o tudo por tudo.
Houve tempo ainda para colocar mais uma vez em jogo a nova atracção vitoriana, Rabiola, que mostrou alguns lances interessantes, a provar que a ansiedade e nervosismo que seriam naturais para a sua idade, não o afectam e que pode lutar de igual para igual com qualquer adversário.
Em suma, longe de uma boa exibição, o Vitória mostrou-se inteligente, forte emocionalmente e confiante num desfecho feliz deste campeonato, agora que regressou à rota dos triunfos.

MELHOR JOGADOR

Nilson #1.
Nos momentos em que a sua equipa permitia que o Trofense subisse mais no terreno e atacasse a sua baliza, mostrou-se segurissimo entre os postes e descançou os corações vitorianos.
Nos minutos finais do encontro, fez duas defesas excelentes que permitiram ao Vitória trazer para a cidade berço mais três pontos.
Mais uma exibição cheia de segurança e atitude.

ARBITRAGEM

Ajuizou justamente a maioria dos lances da partida.

PONTOS POSITIVOS

- O Vitória foi 'brindado' na Trofa com uma recepção amigável e com muito boas condições ao nível das infraestruturas. Um exemplo a seguir na Liga Vitalis.
- Esta equipa voltou a colocar-se na senda dos bons resultados e tem cumprido a sua parte, os adversários ajudem ou não. Resta esperar para ver se será suficiente...


PONTOS NEGATIVOS

- Ineficácia do ataque vimaranense. Mesmo não deslumbrando, o Vitória foi criando alguns lances de perigo para a baliza de Vitor, que só não foram concluidas em golo devido ao cada vez mais acentuado defice de eficacia dos homens de Guimarães.

domingo, abril 08, 2007

Feirense 0-0 Vitória SC


Estádio: Marcolino de Castro
Assistência: 3 000 pessoas
Árbitro: Jorge Sousa

Torna-se dificil fazer uma avaliação próxima do que realmente se passou em Santa Maria da Feira quando não se assistiu à partida.
O que consta por aí, é que foi um resultado injusto para os homens da casa, que o Vitória esteve longe de uma boa exibição e que se esqueceu completamente que só com vitórias, só com a conquista sucessiva de três pontos se consegue o objectivo primordial, que se chama Liga BWin.


A defesa continua de ferro ( oitavo jogo consecutivo sem sofrer golos ), mas o ataque apresenta o mesmo problema de sempre: eficácia. As oportunidades não são tão raras quanto isso e vão até surgindo com relativa frequência, o pior é que não se marca. Não há um goleador e as redes contrárias não balançam. Eterno problema do Vitória, que excluindo Saganowski, nos últimos anos não contou com nenhum homem de faro goleador.
Os jogos sucedem-se, o final do campeonato aproxima-se e as mais pessimistas previsões parecem começar a confirmar-se.
Nos jogos decisivos a equipa falha e não apresenta estofo para ocupar os lugares de acesso ao escalão principial.
A esperança deixou praticamente de existir a uma certa altura do campeonato e agora só nos resta esperar para ver.

fotos:Vitoria Sempre

MELHOR JOGADOR
Obviamente que não vou destacar nenhum jogador não tendo assistido à partida

ARBITRAGEM
Consultando os jornais desportivos, a avaliação ao juiz desta partida consiste em acções disciplinares não exercidas sobre os homens do Vitória e um penalty a favor do Feirense não assinalado. Se se resume a isto ou falta referir alguma coisa... só quem esteve presente poderá referir.

PONTOS POSITIVOS
- A defensiva vitoriana começa mesmo a ser o "abono de família" desta equipa. Há oito jogos sem sofrer golos, este sector vai disfarçando as carências ofensivas do Vitória.

PONTOS NEGATIVOS
- Quem não ganha, não sobe e nos jogos decisivos o Vitória teima em mostrar sempre mais do mesmo: insegurança.
- A palhaçada protagonizada pela direcção do Feirense em relação aos bilhetes para esta partida. Quem acompanhou esta "novela" não precisará de mais palavras concerteza...