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terça-feira, junho 12, 2007

Anos 80 - Vítor Paneira

Vítor Paneira foi um dos melhores jogadores que vi actuar com a camisola do Benfica nos últimos 25 anos. Grande profissional, benfiquista, e um dos grandes extremos do futebol português. Vítor Paneira foi um dos jogadores dispensados por Artur Jorge que mais me custou ver partir. Depois de tudo o que fez, não merecia aquele tratamento.
Vítor Paneira, foi descoberto em Famalicão (clube onde já passaram grandes nomes do futebol português como Fernando Couto ou Secretário), chegou ao Benfica, viu e venceu. Ponta de lança de raiz, reconvertido a médio extremo, ficou para a história como um dos mais talentosos médios do Benfica e do futebol nacional. Primoroso, como partia para cima do adversário e o ultrapassava, centrando com precisão para o avançado. Vitima do poeta rei Artur

Tendo feito toda a sua formação nas camadas jovens do Famalicão – de onde é natural –, foi descoberto pelos olheiros do Benfica com apenas 20 anos. A inexperiência da juventude não o deixou assegurar um lugar no plantel de um poderosíssimo Benfica e Ebbe Skovdahl acabou por aconselhar o seu empréstimo a um clube mais modesto, onde pudesse assegurar titularidades consecutivas e, assim, crescer como futebolista… o Vizela, da antiga 2ª Divisão, acabou por ser o escolhido na temporada 1987/88.

Quando foi do Vizela para o Benfica foi alvo de chacota por parte do Sr. Jorge Nuno Pinto da Costa. No início da época de 1988/89:
"Com contratações como Vítor Paneira e Vata, devem ser campeões!".
Não só foram campeões, como o Paneira foi a grande revelação da temporada e o Vata o melhor marcador.
Após uma época bastante positiva na equipa vizelense, e no seguimento da Final da Taça dos Campeões Europeus perdida para o PSV de Ronald Koeman, o jovem Paneira foi incorporado na pré-época do Benfica de Toni... e conseguiu conquistou um lugar no plantel. Com grande determinação em lançar talentos precoces, o jovem treinador benfiquista – ao ter ficado descontente com a performance de Hernâni numa vitória escassa em Portimão –, lançou Paneira “às feras” numa Luz repleta, num confronto com o Penafiel. A jornada era a 1ª do Campeonato 1988/89 mas jogada entre a 3ª e 4ª semana de competição… sinceramente, não sei o motivo do adiamento do jogo mas mesmo assim o Benfica acabou por vencer por 2-1.
O #7 deu-se, assim, a conhecer ao Portugal benfiquista e, mesmo com Toni a insistir no actual capitão da Selecção de Futebol de Praia nos dois jogos seguintes, Paneira agarrou o lugar e nunca mais o perdeu nos subsequentes 7 anos em que vestiu de águia ao peito.

Apesar de titular indiscutível na sua primeira época no clube, Vítor Paneira mostrou-se algo tímido, sendo pouco frequentes os seus raids pela ala direita... Chalana e Pacheco brilhavam no corredor contrário! Fez apenas um golo no Campeonato,O Benfica sagrou-se Campeão Nacional com apenas duas derrotas, num ano onde foi protagonista de uma série final de 18 jogos sem perder, com bonitas e categóricas vitórias que deram origem a uma festa de consagração antecipada, e apenas 3 empates … um dos quais resultou noutra festa, a despedida de Shéu a terminar o Campeonato.

Com a chegada de Sven-Göran Eriksson, em 1989/90, deu-se a “explosão” definitiva do #7 benfiquista, assumindo-se como uma das grandes figuras da equipa e num dos melhores e mais promissores futebolistas portugueses.
Titular em 7 dos 8 jogos que levaram o Benfica à Final da Taça dos Campeões Europeus frente ao AC Milan, é dos seus pés que saiu a melhor oportunidade do jogo… num remate ao poste. Teria o Olimpo em Viena!
Sóbrio a defender – o sueco chegou a colocá-lo como defesa-direito, na ausência de Veloso, e até como médio-interior –, desequilibrador por excelência e com uma regularidade impressionante… nunca jogava mal!
A excelente capacidade técnica que possuía e usava sempre em progressão, aliada ao oportunismo do golo, originou-lhe várias épocas com um bom plafond. No 2º ano de Eriksson, em 1990/91, e numa época onde Rui Águas foi o melhor marcador com 25 golos, Vítor Paneira seguiu-se logo atrás com 9 tentos apontados.

Os seus milimétricos cruzamentos na direita ficaram famosos e é dos seus pés que saíram inúmeros golos… alguns muito importantes, que praticamente deram títulos: uma assistência, a sar origem ao primeiro golo, no 0-2 no Dragão no título de 1990/91, e duas no 3-6 em Alvalade no título de 1993/94.
Nenhum benfiquista esquecerá aquele golo ao Boavista em 1992/93, na mais brilhante Final da Taça de Portugal de sempre. Arranque de João Pinto que mete em Paneira, tabelinha com Rui Águas e após uma desmarcação primorosa… uma finalização impecável para um golo de antologia!



O 5-2 final espelhou o poderio de uma equipa maravilhosa, com Futre, Rui Costa, Paulo Sousa, João Vieira Pinto, Mozer…

Uma história curiosa sobre o Paneira foi um problema com a justiça militar, terá faltado à tropa e foi incorporado mais tarde, quase simbolicamente, um caso falado na altura, tenho idéia de ter lido uma entrevista num jornal deportivo, onde se falava nos jogos entre militares no quartel e das qualidades do Vítor, mencionadas por todos.

A tal “limpeza de balneário” em 1996, foi completamente banalizada quando Paneira e a sua equipa vieram à Luz, 2 ou 3 meses depois, e “despediram” Artur Jorge com um empate tardio e justo. Terá sido a vingança de Paneira sobre o treinador que mais o prejudicou ao longo da sua carreira, mostrando que tinha mais que valor para continuar de manto sagrado vestido e até capitanear a equipa – já vi algumas entrevistas dele sobre o que se passou e ainda há muita mágoa na forma como foi “empurrado” do clube.

Paneira era um grande jogador, sendo um regalo vê-lo jogar. Mais tarde houve quem lhe chamasse "FIGO sem trabalho de ginásio".

Nome: Vitor Manuel da Costa Araújo
Nacionalidade: Portugal
Nascimento: 1966-02-16 (41 anos)
Naturalidade: v.N.Famalicão
Posição Médio
Altura 177 cm

2000/01 Académica
1999/00 Académica
1998/99 V. Guimarães
1997/98 V. Guimarães
1996/97 V. Guimarães
1995/96 V. Guimarães
1994/95 Benfica
1993/94 Benfica
1992/93 Benfica
1991/92 Benfica
1990/91 Benfica
1989/90 Benfica
1988/89 Benfica
1987/88 Vizela
1986/87 Vizela
1985/86 Famalicão

quarta-feira, abril 18, 2007

Ex-Padeiro adjunto de Mourinho

Silvino - Excelente Guarda -Redes dos anos 80


Nome: Silvino Almeida Louro
Data nascimento: 1959-03-05
Altura: 182 cm
Naturalidade: Praias Sado / Setúbal

Clubes: Vitória Setúbal, Vitória Guimarães, Benfica, Desportivo das Aves, FC Porto, Salgueiros, e Selecção Portugal.
Os momentos mais altos da sua carreira foram atingidos no Benfica, onde entrou em 1984.

Antes do futebol que iniciou na época 73-74, na categoria de iniciados, Silvino teve uma experiência no andebol, nos jogos infantis de Setúbal, na altura com 11 anos, chegando a fazer parte de uma seleção orinetada pelo ex-selecionador nacional da modalidade Manuel Manita.

Mas era do futebol que mais gostava, decidindo, sob a influência de Francisco e Quim (jogadores do Vitória), ir treinar ao estádio do Bomfim. O treinador dos iniciados era um senhor chamado Orlando e o Silvino... NÃO FICOU! Que havia melhores, foi a explicação.

Silvino não desistiu, esperou e mais tarde (um pouco mais altito) foi de novo ao estádio do Setúbal. Aí o mesmo senhor, resolveu dar-lhe uma oportunidade, ao jovem que demonstrava tão grande vontade de jogar futebol.

Fazendo parte de uma familia de 10! irmãos (4 rapazes e 6 raparigas), Silvino não teve uma vida facilitada. Terminada a 4ª Classe, viu-se na contigência de procurar trabalho e panificador foi a profissão possível, a qual manteve até ao primeiro contrato como profissional de futebol.

Nesse primeiro ano de iniciado (73/74) foi campeão distrital na companhia de um rapazinho da sua idade, natural da Moita, que havia aparecido por lá a tentar também a sua oportunidade. O nome desse rapaz era (e é) Diamantino Miranda.

Aos 15 anos o jovem de Praias do Sado jogava aos Sábados pelos Juvenis, e aos domingos de manhã pelos juniores e, à tarde pelos seniores do... Praiense, clube da sua terra.
Daí à equipa principal do Vit.Setúbal foi um pequeno "voo", que passou por um 3º lugar no campenoato nacional de juniores (atrás do Benfica de Chalana, José Luís, Jorge Silva, Bastos Lopes, José António, Pereirinha,...) e uma época como suplente de Vaz e Jorge Martins.

Com 4 anos de futebol, em 77/78, Carlos Cardoso-Treinador do Vitória (já passaram 30 anos e o treinador é o mesmo!!!!!!) lança Silvino na primeira equipa. Era a chegada à primeira divisão, com 18 anos. Era um tempo em que ainda se lançavam jovens.

5 anos depois aceitou um convite do Vit. Guimarães para substituir o Damas. Manuel José era o treinador. Ficou por lá 2 anos, onde atingiu a Selecção "A" de Portugal.

No dia 7 de Janeiro de 1984, foi jogar à Luz com o Benfica de Eriksson. O Benfica era terrível na altura. Silvino fez uma boa exibição, se descontarmos o pormenor de ter sofrido... 8 golos! Júlio Borges (Resp. Futebol) não se impressionou e convidou-o, nesse mesmo dia, a ingressar no "glorioso".Entretanto Erikson foi embora e veio o Csernai que o emprestou (Bento era titular indiscutível) ao Aves, onde fez exibições espantosas. Regressou em 86/87 para ser titular (Bento estava lesionado).

A partir daí, ganhou campeonatos nacionais, Taças de Portugal, finais europeias e mais de uma dezena de internacionalizações.

Em 1994 regressa ao Vit.Setúbal, para ingressar no F.C. Porto no ano seguinte, onde esteve uma época como suplente.

Termina a carreira no Salgueiros em 1999.

Actualmente é Treinador Guarda Redes do Chelsea/Inglaterra.

sexta-feira, novembro 18, 2005

Apresentação da Equipa: Luis Nobre


Nome: Luis Nobre


Data de Nascimento: 24-12-1965


Clube preferido: Benfica, CRI Alhos Vedros


Localidade onde reside: Alhos Vedros


Clubes estrangeiros que aprecia: Manchester United e Real Madrid.


Ídolos do futebol: Rui Costa


Função no Futebol de Ataque: Atacante Residente, responsável pelo futebol nos anos 70 e 80.


Breve Descrição: Como todo o benfiquista espera que o clube volte aos gloriosos tempos do "Inferno da Luz", e das boas campanhas europeias em que só não se sabia por quantos era a vitória.