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sábado, julho 07, 2007

Marítimo 2007/2008


Após o fracasso das últimas duas épocas, o Marítimo apresentou-se aos sócios na última segunda-feira com a ambição de voltar às competições europeias. Para tal, Carlos Pereira contratou um treinador experiente, sete reforços – sendo o Brasil o mercado preferencial –, e dispensou uma série de jogadores, como de costume.











No entanto, o plantel ainda não está fechado, pois Marcinho e Gregory ainda podem sair, alguns jogadores, como Martin Prest e Fahel, não têm a situação definida, e ainda devem chegar mais alguns reforços, nomeadamente para a linha atacante.

Guarda-Redes:

Permanências: Marcos, Cristopher
Dúvidas: Fábio

Na baliza, Marcos é rei e senhor, devendo continuar a titular. O capitão verde-rubro já não deverá contar com a concorrência de Fábio, pois este, que está insatisfeito por ser pouco utilizado, deverá ser emprestado. Também na disputa pelas defesas das redes maritimistas está o internacional sub-20, Cristopher, que já deu provas de estar à altura de defender a baliza madeirense, em caso de acontecer alguma eventualidade ao guardião brasileiro. Marcos e Cristopher deverão contar com a companhia do guarda-redes da equipa B, Pedro Fernandes.


Defesa:
Entradas: Van Der Linden (ex-FC Groningen), Fábio Mariano (equipa B), Edder Perez (ex-FC Caracas), Rogério (ex-Santos), Ricardo Esteves (ex- Reggina), Ediglê (ex-Internacional)
Saídas: Milton do Ó, Zé Gomes Alex
Permanências: Fernando, Briguel, Evaldo
Dúvida: Gregory


A linha defensiva foi aquela que sofreu mais alterações. Alex, Milton do Ó e Zé Gomes foram dispensados. Para compensar essas saídas, de modo a melhorar o sector defensivo, foram contratados 4 jogadores, sendo que Fábio Mariano transitou da equipa B.
Van der Linden é holandês, joga preferencialmente a central, embora também possa no lateral esquerdo e a trinco. Do Brasil os centrais Rogério e Ediglê. O principal destaque vai Edder Perez, lateral-esquerdo, que está de momento na Copa América, onde está a dar boas indicações.
Na linha mais recuada dos verde-rubros há uma dúvida: Gregory. O central francês é cobiçado por clubes ingleses e já manifestou que tem o sonho de jogar em terras de sua majestade.

Meio-campo:
Entrada: Bruno (ex-Nacional)
Saídas: Diogo Valente, Ricardo
Permanências: Luís Olim, Filipe Oliveira, Arvid Smit, Wênio, Douglas, Olberdam, Balu
Dúvidas: Marcinho, Martin Prest, Fahel


O meio-campo foi o sector com menos mudanças. A única cara nova – é mais um regresso que uma cara nova – é o experiente jogador madeirense Bruno, vindo do rival Nacional. De resto, saídas já confirmadas são as de Diogo Valente, que apenas jogou cinco jogos oficiais com a camisola verde-rubra, e Ricardo, que não chegou a vestir a camisola do Marítimo em jogos oficiais.
Refira-se que o mágico Marcinho está a ser cobiçado por clubes turcos e a sua permanência ainda não está assegurada, bem como as situações de Fahel e Martin Prest, dois jogadores que não fazem parte dos planos de Sebastião Lazaroni, que não têm o futuro definido

Ataque:
Entradas: Bruno Fogaça (ex- Xanti), Djalma (equipa B), Ytalo (equipa B), Ytalo (equipa B), Fidelis (equipa B)
Saídas: Mbessuma e Moukori
Permanências: Kanu, Lipatin, Gonçalo













Este tem sido o sector mais deficitário da equipa verde-rubra desde a época 2003/2004. A falta de um goleador faz com que o Marítimo seja uma equipa que marque poucos golos e, por conseguinte, tenha sempre um dos piores ataques da Liga. Por enquanto, além dos jogadores da equipa B, só foi contratado Bruno Fogaça, jogador que já passou pela Naval, tendo marcado seis golos, em 28 jogos.
Uma permanência importante é de Lipatin , que, a par de Mbessuma, foi o melhor marcador dos verde-rubros no época transacta.
Refira-se que Carlos Pereira já assumiu que deverão ser contratado mais um ou dois jogadores para esta posição.

EQUIPA TÉCNICA
Sebastião Lazaroni (treinador)
João Abel (treinador-adjunto)
Milton Mendes (treinador-adjunto)
Humberto Fernandes (treinador de guarda-redes)
Carlito Macedo (preparador-físico)


Carlos Pereira apostou em Sebastião Lazoroni para colocar os verde-rubros de novo na rota europeia. O brasileiro é um autêntico globerotter do futebol, com passagens pelos campeonatos italiano, turco, japonês, entre outros. Recorde-se que Lazaroni foi seleccionador do Brasil entre 88 e 90, sendo da sua responsabilidade uma das piores campanhas de sempre da selecção brasileira em campeonatos do mundo.
Sebastião Lazaroni trouxe consigo Milton Mendes, para adjunto, e Carlito Macedo, preparador-físico, e conta com João Abel e Humberto Fernandes, que transitam da época passada.

Figura:
Marcos – Marcos é, sem dúvida, a grande referência dos verde-rubros. O capitão verde-rubro prepara-se para cumprir a sexta época na Madeira. Seguro entre os postes, é reconhecido como um dos melhores guarda-redes que joga em Portugal. Tem o dom de simplicar aquilo que parece difícil.


Destaque:

Bruno – o bom filho a casa torna, e Bruno, após passagens pelo FC Porto, Moreirense e Nacional, regressa ao clube do seu coração cinco épocas depois. A experiência do médio madeirense poderá ser determinante para ajudar os verde-rubros a atingirem os seus objectivos, bem como para devolver a mística maritimista, que, ao longo dos últimos anos, parece que está a ser perdida.




Conclusão:
Os dados estão lançados e os exigentes adeptos mariitimistas exigem um regresso ás competições europeias. Depois de três épocas em que o Marítimo não termina a época com o mesmo treinador que a começou, espera-se que Lazaroni cumpra os objectivos delineados pela direcção. Conta com um conjunto de jogadores ambiciosos e experientes, que podem levar avante o sonho europeu.

terça-feira, junho 26, 2007

MARITIMO PRÉ TEMPORADA NEWS

Olá a todos,

O Marítimo encontrou finalmente o seu treinador, a noticia já foi postada aqui, portanto não me vou alargar muito sobre o assunto.

Lazaroni, é no entanto e para já, o treinador do escalão maior do futebol Português com melhor curriculum, vamos lá ver se corresponde às expectativas.



A grande noticia desta semana e a melhor dos últimos tempos, é a renovação de João Abel por mais um ano, o menino de ouro do Marítimo fica assim vinculado ao CSM por mais uma época, foi com muita alegria que a noticia se espalhou pelos Maritimistas, João Abel integrará assim o quinteto técnico do Marítimo, constituído por Milton Mendes, Carlito Macedo e Humberto Fernandes, João Abel e Lazaroni, o quinteto começará a actuar oficialmente no próximo sábado, data prevista para a chegada de Lazaroni e Carlito ao Funchal.

A grande apresentção do Marítimo 07/08 está marcada para dia 2 de Junho, no Estádio dos Barreiros, segundo chegou a publico duas surpresas estão incluídas nas festividades, uma delas e é quase certa, trata-se de MATUSIAK, jogador Polaco que esta ao serviço do Parma deverá assinar pelo Marítimo ainda esta semana é um ponta de lança puro e vem de encontro às necessidades Maritimistas para essa posição.



Garantido para já é o empréstimo de Edder Perez, um jovem jogador venezuelano de 23 anos, o jogador estava cobiçado por BELENENSES e BRAGA. O jogador optou pelo Marítimo, para já o empréstimo é valido por um ano. Joga na posição de defesa esquerdo e é uma jovem promessa do futebol sul-americano, integra também a selecção A da Venezuela.



Quem está de regresso, e desta feita definitivamente é Bruno (Cabeças), o médio já integrou o plantel e será “reapresentado” no dia 2 com o restante plantel que inclui ainda os recém contratados Bruno Fogaça e Van der Linden.

Na senda do Boato, estão para integrar no Marítimo Edgar (União da Madeira), Alan (FCP), e o pior de todos, o gajo que cuspiu na camisola do MARITIMO e a ser verdade vai ser apedrejado, SOUZA, ao que parece LAZARONI indicou o jogador para o plantel Maritimista, para quem não sabe, Souza já foi jogador do Marítimo por duas vezes, foi talvez o pior ponta de lança que alguma vez passou pelo futebol Português, não obstante esta época ter sido o melhor marcador do Brasileirão, dai a indicação de LAZARONI.



A pré temporada do CSM inicia-se já dia 2 de Junho, até dia 16 o CSM trabalhará na região, estão agendados alguns jogos com equipas regionais e treinos intensivos.
Dia 16 o Marítimo parte para o Continente, fará um jogo de cortesia que já é tradição contra o Torreense no dia 17, depois ruma ao Egipto para participar no torneio internacional que terá lugar na capital do Pais Africano.

Dia 27 o Marítimo regressa ao Continente Português e vai assentar arraiais em Melgaço, como tem vindo a ser habitual.Estão agendados alguns jogos de preparação, designadamente frente ao Celta de Vigo, Boavista e Santa Clara.

O regresso à Região Autónoma está agendado para 5 de Agosto, data a partir da qual o plantel fará o warm down para o início da época.

E assim vão as coisas no Marítimo, FORÇAAAAAA ALLEZZ…

quinta-feira, junho 21, 2007

Quem não tem Boloni, caça com Lazoroni


Depois de muito se anunciar que Laslo Boloni estaria perto de um acordo com os verde-rubros, o Le Monsieur Je Suis Três Content à preferé os petrodólares aos Euros. Depois da recusa do romeno havia que chegar a uma solução. O que pensou, então, Carlos Pereira: “Quem não tem Boloni caça com Lazaroni”. E assim foi, e Sebastião Lazaroni é o novo técnico do Marítimo.
Agora vocês, caros atacantes, devem-se estar a perguntar: quem é esse Lazaroni?


Sebastião Lazaroni é brasileiro e tem 56 anos. Lazaroni introduziu ao futebol brasileiro, pela década de 80, mais velocidade e a aplicação táctica. Tentou, sem sucesso, introduzir o libero no futebol canarinho.

Após ter sido campeão carioca pelo Flamengo e pelo Vasco da Gama, foi o escolhido para substituir Carlos Alberto Silva no comando da Selecção Brasileira, após a recusa de Carlos Alberto Parreira. Pela canarinha, venceu a Copa América em 1989, mas o Mundial de 1990 foi um desastre. Lazaroni orientou um grupo dividido por brigas internas, que, após três vitórias pouco convincentes na primeira fase, caiu aos pés da Argentina nos oitavos-de-final, naquela que foi a pior prestação brasileira desde 1966.
A seguir ao desastre do Mundial, Lazaroni decidiu ficar por Itália, a treinar Fiorentina, sendo esta a sua primeira experiência fora do Brasil. Depois de Florença, onde permaneceu duas épocas, passou pelo Al-Hilal (Arábia Saudita), Bari e Leon (México), antes de regressar ao seu país, para voltar a treinar o Vasco da Gama. Fenerbache, Shanghai Shenhua (China) e a Selecção da Jamaica, foram as experiências estrangeiras que anteciparam um novo regresso ao Brasil em 2001, desta feita para orientar o Botafogo.

Em 2002, o antigo seleccionador brasileiro teve uma experiência bem sucedida no Japão, onde levou o Yokohama Marinos à conquista da Taça Liga Japonesa. O Al Arabi (Quatar) foi o destino que se seguiu, antes de um regresso à selecção jamaicana e ao futebol brasileiro, agora como treinador do Juventude.
Trabzonspor, da Turquia, foi o último clube treinado por Lazaroni e o Marítimo é agora o desafio que se segue. O treinador, cuja experiência internacional pode ser uma mais valia para os madeirenses, chega esta quinta-feira ao Funchal, de modo a preparar a época com os dirigentes maritimistas.

Após a definitiva escolha de um treinador, refira-se que, segundo o jornal O Jogo, Bruno, ex-Nacional – mais conhecido como “O Cabeças” -, volta ao clube que o viu nascer para o futebol. É caso para dizer que o bom filho à casa torna. Bruno junta-se, assim, aos já confirmados Bruno Fogaça (ex- Xanthi), Van der Linden (ex-Groningen) e Edder Perez (ex-Caracas FC).

terça-feira, junho 05, 2007

DEFESO DOS LEÕES DAS ILHAS




Olá a todos,

Após uma epoca para esquecer, o Maritimo voltou ao ataque, e já prepara a próxima epoca, a transata so trouxe uma coisa de boa a TAÇA DA MADEIRA, o Maritimo foi finalista da competição defrontou e ganhou a equipa de RUI AVES....... ALVES, desculpem là mas depois do jogo contra o Aves o sr ficou conhecido por Aves e eu ainda nao me habituei, o Nacional arrecadando assim mais um titulo importantissimo para o seu palmarés.

Albero Pazos, rescindiu o seu contrato com o C.S.M, segundo a imprensa regional o ex treinador do Marítimo teceu algumas criticas a equipa e chegou mesmo a afirmar que falta administração e estabilidade a este plantel.

Assim, PAZOS voltou para a GALIZA e espero sinceramente que lá só regresse para o Nacional ou para o SCP.

Noticia fresquinha, é a que dá conta de Abel Braga ser o novo técnico Verde Rubro, segundo fontes noticiosas, o campeão mundial pelo Internacional na época transacta, conta com 54 anos, já esteve em Portugal ao serviço do BELEM, Rio Ave e Belenenses, nas décadas de 80 e 90.




No Brasil, como jogador foi campeão várias vezes e chegou mesmo a fazer alguns jogos ao serviço da selecção Brasileira. Como treinador, teve o seu inicio de carreira no Goytacaz em 1985, já passou pelo Vasco da GAMA, Marselha, Flamengo e Fluminense, actualmente orientava o Internacional, equipa onde conquistou a Taça Libertadores da América e o Mundial de Iterclubes em 2006.

Tem a alcunha de ABELÃO e no Brasil dizem que é um clone profissional do FELIPÃO (LUIZ FILIPE SCOLARI) caracteriza-se por ser um excelente profissional e com uma personalidade vincada, não admite interferências externas no seu trabalho e tem um temperamento forte, dá prioridade aos jogadores mais jovens e utiliza os experientes para formar os mais jovens nos treinos.

Segundo se apurou, o CSM está a ultimar a contratação deste senhor, vamos esperar para ver e saber se vale o investimento.

Em termos de jogadores, o Marítimo contratou a custo 0 e já a contar para a próxima época, BRUNO FOGAÇA, este jogador esteve ao serviço da Naval 1º Maio, e na época transacta jogou ao serviço do XANTHI na Grécia, assinou um contrato com os verde Rubros por duas épocas com mais um de opção, assim o jogador de 25 anos é o primeiro reforço do Marítimo.




Outra contratação sem custos, é a de Antoine Van der Linden, o Holandês de 31 anos, joga na posição de Lateral e é canhoto, estava ao serviço do Groningen, o contrato é valido por dois anos de vinculo ao serviço Verde Rubro.




Lipatin renovou o seu vínculo com o CSM por mais uma época, o contrato foi firmado durante a semana passada, assim os insulares contam novamente com o uruguaio nas suas fileiras para a próxima época.

Quem sai do Marítimo, e a titulo definitivo são Martin Prest, Ricardo Ferreira, Alex, Milton do Ó e Zé Gomes, os jogadores não cumprem os requisitos mínimos para as exigências Maritimistas.

Os emprestados, Diogo Valente e Collins Mbesuma, regressaram às origens.

Fahel, regressou ao Marítimo após empréstimo e esta de saída para o Cruzeiro, clube que em principio, tudo indica que fará negocio com o Marítimo na contratação do jogador.

A titulo experimental, o Marítimo incorporou nas suas fileiras os jogador SIMON JOHSON e Mohamed Humaida , o jovem jogador inglês revela aptidões técnicas acima da média e rapidez de execução, caso agrade ao novo técnico dos insulares, o jogador poderá integrar o plantel, quanto a Mohamed apenas se sabe que tem 25 anos e que vem do Al-Hali, continua a ser observado sem que a publico tenham vindo noticias do seu desempenho.






Da Inglaterra e Turquia vêm ventos de interessem em Gregory e Marcinho, para já são meros boatos mas onde há fumo há fogo, é esperar para ver.

De pedra e cal, para já, continuam o nosso capitão MARCOS, KANU, ARVID, DOUGLAS, BRIGUEL, GONÇALO, DJALMA,EVALDO, FILIPE OLIVEIRA e OLBERDAM, estes jogadores foram dados como certos com a camisola verde-rubra por mais épocas.




Luís Olim, foi “BOATADO” como futuro jogador do CDN, não deixa de ser uma excelente noticia, aliás grande noticia mesmo, o gajo sai e vai enterrar o Nacional é muito bom para ser verdade.

Quanto a outros boatos, segundo se diz por ai BRUNO (CABEÇAS) e AVALOS, actualmente vinculados ao CDN, podem ingressar no MARITIMO, sinceramente não acredito muito mas é o que se diz por ai, inclusive o Diário chegou mesmo a avançar esta notícia.

Interesse directo, tem o CP em ROSSATO, fala-se no negócio mas até ver nada no papel, por resolver continua a situação de NECA e o negócio (Marítimo Manduca SLB) o clube da luz contínua em divida com os verde-rubros.

A direcção do CSM continua atenta às notícias e movimentações do Ex Maritimista PEPE que actualmente alinha no FCP, o Clube da Madeira arrecadará 15% do valor de uma eventual transferência deste jogador.

E estas são as últimas notícias do Clube Sport Marítimo, até ver, tudo na mesma e BOM BOM só mesmo o treinador ter ido embora, o resto é conversa e há que esperar para ver.

Fontes: A Bola, Record, Diário de Noticias da Madeira, GLOBOESPORTE.COM, O jogo

terça-feira, maio 22, 2007

Maritimo 1 vs Boavista 2




Olá a todos,

O Post de hoje é dois em um, em primeiro porque vou fazer o comentário do jogo da jornada, e depois uma espécie de revisão do que se passou com o CSM esta época.

No sábado, em jogo antecipado da última jornada da Bwin 06/07, o Marítimo recebeu no seu reduto o Boavista.

A equipa do Porto entrou em campo com um onze habitual, à excepção de Ricardo no centro da defesa. O Marítimo entrou com uma equipa coesa e com um 11 que vem sendo habitual nas escolhas de Pazos.

Os da casa entraram bem no jogo, jogavam com a bola no chão, algum ritmo e velocidade, sempre impulsionados para o ataque ora por ARVID ora por OLBERDAM.

Logo à passagem dos 15m de jogo o Marítimo poderia ter inaugurado o marcador por intermédio de Kanu, o jogador teve uma oportunidade fulcral para fazer 1-0, valeu o guardião Boavisteiro a segurar o empate.

Em contra-ataque o Boavista saiu rapidamente e veloz pela ala direita do seu ataque, apanhou a defesa do Marítimo em contra-pé e um cruzamento potente acabou por deixar a bola à mercê do ala esquerda do Boavista que inaugurou o marcador.

Foi um balde de àgua fria, o Marítimo até então jogava bem, atacava e até tinha tido boas chances de fazer o primeiro da partida, o resultado era injusto.

Até ao intervalo, o Boavista meteu uma bola à barra da baliza insular, o Marítimo por seu lado teve 3 tentos fulcrais para igualar a partida, não conseguiu por mérito do guardião Boavisteiro, o jogo estava bonito e tínhamos futebol.



Ao intervalo 0-1, vai tudo para a casota, o Boavista revelava muitas fragilidades defensivas, o Marítimo atacava bem e dominava.

Logo no inicio da 2 parte, já com Douglas em campo, o Marítimo empata por intermédio de Arvid.

A partir desse momento, a história do jogo resume-se à incompetência técnica da equipa de arbitragem, uma dualidade de critérios gritante e assustadora penalizava o Marítimo, Hélio Santos pura e simplesmente cortava tecnicamente os lances de ataque do Marítimo, que dominava e caia bem em cima do adversário, mas por faltas invisíveis e mal assinaladas não conseguia chegar à baliza adversária.

Por outro lado, o Boavista fazia igual ou pior na área Maritimista, mas não era sancionado, simplesmente jogava-se a belo prazer.

Tanto é que aos 73m, resultado de uma falta inexistente, o Boavista ganha um livre que é batido para o extremo Direito dos axadrezados, o mesmo cruz para Linz, que fora de jogo, e sublinho completamente fora de jogo faz o segundo golo para os visitantes, o lance é de tal forma escandaloso que os próprios jogadores do Boavista nem festejaram o golo de imediato, esperaram uns segundos até que o àrbitro da partida ratifica-se a decisão passiva do Fiscal de linha, ratificado o lance ai sim, os Boavisteiros ainda meio surpreendidos festejaram o golo e fizeram-no ainda incrédulos.

Até ao fim, foi mais do mesmo e de forma escandalosa a dualidade de critérios punia o Marítimo, uma punição pesada e sem tino.

Terminou o jogo, o Marítimo sofre mais uma derrota e termina o campeonato em 11º lugar.

Arbitragem:

Para esquecer, a incompetência de Hélio Santos é de tal forma gritante que só vendo para crer, e vou citar o comentador da TSF “Quando as coisas assim são é natural que os adeptos demonstrem a sua insatisfação e se isto acontecesse num dos jogos amanhã provavelmente teríamos uma guerra civil no pais, o Marítimo tem muitos motivos para se queixar do Sr. Hélio Santos e auxiliares”…nota 0 para a pandilha.

Melhor jogador do Marítimo:

Destaco Olberdam e Arvid, os dois jogadores seguraram bem o meio campo e tiveram irrepreensíveis durante todo o jogo, só Pazos não viu isto e acabou mesmo por tirar de campo Olberdam..




Pior jogador do Marítimo:

Sem duvida Filipe Oliveira, um jogador muito fraco fisicamente, sem visão de jogo e acima de tudo muito perdulário, este jogador não consegue segurar uma bola e não consegue ganhar um lance em 1x1.

Conclusão:

O jogo terminou com a vitória do Boavista, a meu ver foi injusta, a equipa do Porto não jogou para ganhar, aliás, tem 3 lances de perigo durante todo o jogo, 2 deles deram golo e outro foi à barra, foi beneficiada pela arbitragem que afastou constantemente o perigo criado pelo Marítimo do seu meio-campo.O Marítimo, até não jogou mal, foi prejudicado mas pelo futebol que apresentou merecia ter ganho os três pontos.


Retrospectiva Liga Bwin 06/07

O Marítimo entrou na Bwin com boas expectativas, uma equipa que se acreditava ser de bons valores futebolísticos e que se queria na Europa, os objectivos delimitados eram esses, uma posição Europeia e uma final da Taça.

Pecava por defeito, na orientação técnica, os Maritimistas não acreditavam que Ulisses Morais, seu timoneiro, pudesse ser o homem ideal para atingir os objectivos acima descritos.



O Marítimo dá o ponta-pé de arranque na Bwin com um activo superior ao passivo em termos de finanças, era uma equipa em que todos nós tínhamos orgulho e esperançados de bons resultados o estádio começa cheio e em festa, pesava embora o jogo ser contra o Nacional da Madeira.

As expectativas não saíram frustradas e os 3 pontos saíram dos pés de Moukori, num golo singelo que fez a alegria dos adeptos.

Nas jornadas seguintes o Marítimo depara-se com uma derrota em Paços de Ferreira, empate com o Aves nos Barreiros, e uma roubalheira que deu a vitória ao Leiria na cidade do Lis.

A contestação entrava ao rubro, Ulisses demonstrava inaptidão para conseguir dar um rumo a este navio verde rubro, o plantel vivia de instabilidade, rotatividade e pouca rotina de jogo, os jogadores ora eram convocados ora ficavam no banco, uma loucura técnica.

As vitórias regressaram com a recepção ao Estrela, uma vitória gorda por 3 golos, mas em que o Marítimo chegou a estar em desvantagem, num jogo que não deslumbrou mas ganhou, seguiu-se uma derrota pesada no Dragão 3-0 para os bi-campeões nacionais, e depois uma visita dos despromovidos aveirenses, deram mais 3 pontos ao Marítimo, mais uma vez um jogo em que o Marítimo teve grandes dificuldades e esteve mesmo a perder por 1-0.

As exibições em casa eram horríveis e fora de casa para esquecer, adivinhava-se um pesadelo, os adeptos não gostavam do que viam e a contestação subia a olhos vivos e raiados de sangue, Ulisses continuava a fazer das suas.

O Marítimo sai de portas para jogar duas vezes fora do seu reduto, ora contra o BRAGA ora contra a Naval, surpreendentemente goleia os arsenalistas com 4 golos e timidamente ganha 3 pontos pela margem mínima na Figueira da Foz, regressa ao Funchal para receber o SCP, as esperanças dos sócios e adeptos subiram no gráfico das boas graças.

Com o SCP, um jogo para esquecer, muito perdulário e com um plantel estranho, Ulisses sofre uma derrota por 0-1, era a desgraça, não pelo resultado mas pelo que se assistiu, uma desorganização táctica, digna de uma criança inexperiente e sem qualquer conhecimento de futebol.

Nos Barreiros o ambiente andava pesado, as pessoas contestavam tudo e todos e interrogavam-se o que se passava com o seu Marítimo.



O Marítimo sai para o estádio da Luz e leva na bagagem a esperança de todos os Maritimistas, mais uma vez Ulisses faz o impensável e que não tinha resultado contra o SCP e FCP, mas a teimosia de burro é assim, 3 centrais para defrontar o SLB na Luz.
O resultado foram menos 3 pontos e uma asneirada tamanha, um jogo que poderia ser fácil tornou-se uma tormenta 2-1 o resultado final, tendo ficado um penalti por assinalar a favor do Marítimo.

A visita do Setúbal à Madeira teve o mesmo desfecho da posterior visita a Coimbra, a vitória e mais 6 pontos em dois jogos, pontos esses que viriam a ser muito importantes para a manutenção, ainda não adivinhavam os Maritimistas o que vinha a caminho.

Estamos em Dezembro e a primeira volta a terminar, o Marítimo recebe o Belenenses e sofre a derrota mais pesada do campeonato, 1-4 para os azuis de Lisboa, um peso na testa dos Maritimistas que viam assim a Europa a poder escapar como areia pela palma da mão, e areia é a especialidade do Presidente do Marítimo, que continuava a manter Ulisses no comando técnico dos verde-rubros, todos os dedos apontados na direcção de Ulisses as vozes Madeirenses pediam ao pai natal e a São Silvestre que este se fosse embora.



Em Janeiro, recomeça a liga e os reis não trazem boas prendas, trazem sim mais um resultado duvidoso, sofrível e desastroso, o Marítimo em vantagem no marcador, contra o Boavista, deixa-se empatar infantilmente ao ultimo segundo e novamente devido às opções de U.Morais, era o desespero na Madeira, as pessoas começavam a descabelar.

O jogo mais importante da jornada vinha já no fim de semana seguinte, depois de uma derrota e consequente afastamento da taça de Portugal em Penafiel, o Marítimo tinha de ganhar na Choupana, o jogo prometia emoção e bom futebol. Quem foi à choupana viu de facto e mais uma vez, um Ulisses Morais completamente desorientado e com a cabeça a fumegar, novos erros tácticos e infantis deram uma vitória ao Nacional por 3-2.

A visita do Paços à Madeira e a posterior ida à Aves resultam em 2 pontos, novamente consentidos, em ambos os jogos o Marítimo esteve em vantagem e deixou-se empatar nos últimos segundos da partida, novamente por causa das substituições visionárias de Ulisses.

Nem o maior crente em Deus conseguia ter fé no que se passava com os Verde-Rubros.

O Leiria vinha ao Funchal, e por cá ninguém acreditava, aliás, esse era o jogo da contestação massificada contra Ulisses e a Direcção, resultou num desastre futebolístico, uma abébia de Marcos dá um golo ao Leiria, as coisas aquecem nas bancadas mas o Marítimo acaba, com sorte, por dar a volta ao resultado e ganha 3 pontos preciosos, só por sorte e há quem diga que foi porque Ulisses ficou limitado às substituições antes do intervalo.

Os Jornais da região bombardeavam as opções da Direcção, e questionavam o porquê de manter um treinador daqueles nos verde-rubros…eram a voz dos adeptos.

O Marítimo visita o Estrela, e perde por 1-0, a gota de água foi derramada, inadmissível um resultado tão paupérrimo para uma exibição ainda pior. Seguiu-se o FCP aqui no Funchal, o Porto sem jogar a bola acabou por vencer por 1-2, não havia justificação para tanta passividade e tanta desorganização, até então o MARITIMO ainda não tinha apresentado um 11 inicial igual, este plano de rotatividade resultava desastroso e transformara-se num pesadelo para os Madeirenses, era a tristeza um espelho da alma Martimista que sentia um abalo inigualável desde há 22 anos.

GRITAVA-SE NÃO DEIXEM MORRER O MARITIMO….



Foi em Aveiro que o comboio descarrilou, mais uma exibição desastrosa, o Marítimo em vantagem acaba por empatar num jogo podre e muito mau.

Foi na recepção ao Braga, que a vergonha assumiu contornos insuportaveis, uma derrota num jogo que tinha tudo para ser fácil, 1-2. Ulisses sai do Marítimo e dá por finalizado o seu trabalho horrível, o publico aplaudiu e esperança depositada no que estava para vir, a grande mudança que se esperava de qualidade e coerente, alem disso Domingos paciência tinha saído do Leiria nesse mesmo dia, acalentava-se a esperança de Domingos vir a dirigir os desígnios Maritimistas.

Ze Luís assegurou o jogo Marítimo Naval, com um empate a 1 bola, e um futebol manso e lento.

A estreia de Alberto Pazos, um treinador escolhido a dedo pelo Presidente Carlos Pereira, foi um espelho da contratação, um desastre, não só porque o próprio jogo trás um record para a Liga, o golo mais rápido do campeonato, LIEDSON aos 15 segundos, mas como pela goleada em Alvalade. Tudo por àgua abaixo, esperanças Europeias, futebolísticas, resultados tudo pelo cano…



A visita à luz resultou em mais uma goleada sem resposta, o Marítimo tinha perdido o rumo e o norte, agora só para sul e para o fundo da tabela, o pesadelo tornava-se cada vez mais real e as possibilidades de termos um Marítimo medíocre eram crescentes.

Para a frente era o caminho, com o sonho Europeu cada vez mais no fundo do oceano, Fomos a setúbal garantir 1 ponto, a Académica veio cá e garantimos um ponto, fomos a Belém regressamos sem pontos.

Ontem terminou o campeonato, com o Marítimo em 11º, uma segunda volta com 15 jogos e uma vitória apenas, um Marítimo medíocre, mal orientado e sofrível é aquele que nos deixa em termos de Bwin 06/07.

Termina assim uma das épocas mais negras da equipa Madeirense nos últimos 22 anos, neste momento os sócios e adeptos estão amargurados e descontentes com as politicas de uma direcção tendenciosa e duvidosa, as vozes criticas levantam-se em todas as direcções, mas a direcção parece continuar alheia ao que se passa à sua volta e mantém a politica do diz que disse e faço o que quiser.

Ao longo da época, a passividade da Direcção mostrou algumas fragilidades, e relembro o caso Carlitos, em que literalmente o Marítimo foi usado como “palhaço” para um negócio mal contado e cheio de artimanhas. A direcção nada fez e continua sem nada fazer.

Diogo Valente, o jogador vem para o marítimo por empréstimo, faz 3 jogos, farta-se disto, arranja uma lesão foge para o Porto, e a Direcção, mantém-se na indiferença e ainda alimenta a história da lesão tramadíssima que impede o jogador de jogar, palhaçada para inglês ver.

Manduca, a divida do SLB continua por saldar, e ao que parece a direcção do Marítimo continua a rir para o clube de Lisboa e com uma atitude de subserviência, querem ver que o gajo ainda regressa?!?!?!?!?

Neca, um jogador que tinha todo o potencial para jogar pelo Marítimo, é dispensado e emprestado a uma equipa Turca em Dezembro, BOA OPÇÂO Sr Presidente, o jogador foi só o melhor marcador da equipa Turca.

O pior disto tudo, é, Ulisses que devia ter levado guia de marcha em Novembro, aguenta até Abril, e como se não bastasse é substituído por um gajo que de futebol entende tanto como um bailarino em fim de carreira.

Posto isto, resta-me despedir da época desportiva que ora finda, felicitar o FCP pelo titulo nacional alcançado, dar as boas vindas ao VFC e ao Leixões, espero sinceramente que o Marítimo apareça renovado na época vindoura e que acima de tudo, apresente um bom futebol e vitórias, acima de tudo vitórias.

Entretanto, as ultimas noticias indicam que Pazos saiu do Maritimo, mais uma vez e neste momento, estamos sem treinador, fala-se em Nelo Vingada, vamos esperar para ver e durante o defeso voltarei com notícias.

Desta epoca, resta-me deixar-vos com uma imagem que ilustra aquilo que os jogadores, as equipas técnicas e a direcção fizeram aos adeptos:





A todos os leitores do Blog, um grande abraço e até à próxima.



VIVA O MARITIMO……..

domingo, maio 13, 2007

Belenenses 2-0 Marítimo



Local: Estádio do Restelo, em Lisboa
Árbitro: Paulo Costa (Porto)
Assistência: cerca de 7 mil pessoas



Num jogo em que a entrada era gratuita, o Marítimo deslocou-se ao reduto do Belenenses, onde, para não variar, não conseguiu obter um bom resultado.

O jogo começou com algum ascendente azul, embora aos 11 minutos Lipattin, isolado por Luís Olim, permitiu a defesa de Marco Aurélio. Logo a seguir. Daddy poderia ter marcado, após um canto, mas Marco desvia ligeiramente.
O Belenenses continuava a dominar, enquanto que os insulares só de contra-ataque assustavam o adversário. E foi após uma jogada de contra-ataque maritimista que os azuis inauguram o marcador: Cândido Costa centra e Garcés antecipa-se a Gregory, inaugurando o marcador.
Os madeirenses tentaram reagir, contudo os anfitriões controlavam as operações. Assim, chegávamos ao intervalo.

Para o segundo tempo, os visitantes entraram com uma outra atitude, estando por diversas vezes perto do empate. Com as entradas de Kanu e Mbesuma, os verde-rubros estavam mais dinâmicos em termos atacantes. Mas nem Arvid, nem Kanu, nem Mbesuma, acertaram com a baliza de Marco Aurélio.


Aos 69 minutos, acontece o caso do jogo: Gonçalo, isolado, atrapalha-se com a bola e Rolando, já no chão, desvia a bola com a mão, ficando um penalty por assinalar. Logo a seguir, o mesmo Gonçalo corta a bola com a mão na sua área e, desta feita, Paulo Costa viu o lance e assinalou a respectiva grande penalidade. Daddy, com o Estádio a chamar pelo seu nome, converte o castigo máximo em golo, e praticamente mata o jogo.
Os madeirenses ainda tentam reagir, porém o tempo já era escasso para alterar a situação. Gonçalo ainda introduziu a bola, é certo, mas em fora-de-jogo.

Melhor jogador do Marítimo:
Arvid Smit: controlou bem as operações no meio-campo e manteve Silas debaixo de olho.

Melhor jogador do Belenenses:
Daddy: fantástico este jogador. Avançado possante, rápido, com uma grande mobilidade, capaz de deixar qualquer defesa em água.

Arbitragem:
Uma arbitragem manchada por um grande erro. Aos 69 minutos, Paulo Costa não assinalou um penalty claro, que castigaria mão de Rolando

Aspectos positivos:
• o apoio incondicional dos adeptos azuis
• um jogo bem disputado
• oportunidades de golo de parte a parte

Aspectos negativos:
• apesar de algumas secções do estarem de portas abertas, o público mesmo assim foi escasso
• o Marítimo já não conhece o sabor da vitória desde 26 de Fevereiro
• a falta de inspiração do ataque verde-rubro
• a claque do Belenenses a entoar o “bailinho da Madeira”, em tom de gozo

Conclusão:
Num jogo bem disputado, o Marítimo continua a marcar passo na Liga Bwin. No entanto, refira-se que a sorte também não esteve do lado dos comandados de Alberto Pazos.
O Belenenses, uma equipa que joga muito à imagem do seu treinador, demonstrou por que razão neste momento é a quarta melhor equipa portuguesa.

Curiosidades:
• Estava eu a dormir na manhã de sexta-feira, quando recebo uma mensagem de um número então desconhecido. Felizmente, a pessoa, proprietária do número de telefone, identificou-se. Era o nosso grande Estrela, que me informava que o jogo Belenenses – Marítimo era à borla. Lá fui eu ao Estádio, acompanhado pelo já referido Estrela, pelo Paulo Matias, por um amigo deste, e por duas amigas minhas. Depois do resultado final, fiz a seguinte interrogação: porra, porquê que eu ainda vou à bola?
• No final dos jogos, os madeirenses, prometeram pagar um copo aos continentais, mas, no fim, cada um pagou o seu …

sexta-feira, maio 11, 2007

Referências estrangeiras do futebol luso: Gaúcho


Depois de algumas semanas de ausência, a referências estrangeiras voltam e, em minha opinião, não podiam regressar da melhor forma, uma vez que a referência desta semana foi um dos grandes goleadores da nossa Liga nos últimos anos: falo-vos de Eric Freire Gomes, mais conhecido por Gaúcho, jogador que representou o Estrela da Amadora, o Marítimo, o Rio Ave e, actualmente, o Feirense.

A carreira profissional de Gaúcho começou no Guarani, em 1993. Depois passou pelo Ferroviário e Sp. Recife, sendo neste último que chamou a atenção do Estrela da Amadora.

Chegou ao futebol português na época 96/97 e deu logo nas vistas, pois marcou 21 nessa época.
Era um avançado rápido e oportuno, que aparecia sempre na cara do golo. Na época seguinte, o seu rendimento não foi o mesmo, marcando apenas 6 golos e em Dezembro de 98, sem qualquer golo marcado ainda, mudou-se para o Ourense da II Divisão Espanhola, onde efectuou 17 jogos e marcou dois golos. No entanto, isso tudo foi parte de uma estratégia para o jogador ir a custo zero para o Vitória de Guimarães, só que os planos lhe saíram furjados.

Regressou em força na temporada que se seguiu, que foi, sem dúvida, a sua melhor no nosso país. Marcou 21 golos, contribuindo para o 8º lugar da equipa amadorense. O ano seguinte foi bom para Gaúcho, que continuou a mostrar os seus dotes de goleador, mas péssimo para o Estrela que desceu após oito anos consecutivos na divisão principal.

O avançado brasileiro era um jogador muito bom para jogar na Liga de Honra e, portanto, a mudança para o Marítimo, clube que participaria na Taça Uefa na época 2001/2002, foi o cenário que se seguiu. Refira-se que Gáucho, em quatro épocas e meia, marcou 61 golos ao serviço do clube da cidade da Amadora.

No Funchal, o goleador rapidamente ganhou a simpatia dos adeptos verde-rubros. Era um atacante notável, com um grande sentido de orientação e movimentação, e com faro inegável para o golo. Na primeira época ao serviço da equipa madeirense, marcou um total de 19 golos; foi um dos melhores goleadores do campeonato e ajudou o Marítimo a conseguir uma das suas melhores épocas de sempre. Na época seguinte, mais uma vez esteve em grande nível, fazendo por 15 vezes o gosto ao pé, num ano particularmente difícil para os verde-rubros. Na abertura do mercado, em Dezembro, chegou-se a falar que Gaúcho poderia reforçar o FCSeul, algo que, felizmente, para a equipa da Madeira, não aconteceu.

A época 2003/2004, com Manuel Cajuda ao leme da formação insular, foi particularmente difícil para o jogador. Começou bem, marcando três golos nas primeiras cinco jornadas. Porém, ao longo da época não manteve um bom relacionamento com Cajuda e os exigentes adeptos maritimista começaram a ser pouco pacientes com o avançado. O jogador movimentava-se, fazia assistência, organizava bem o ataque maritimista, só que falta uma coisa que é essencial num ponta de lança: golos. Portanto, o jogador abandonou a equipa madeirense em Fevereiro de 2004, algo magoado com a forma como foi tratado pelo presidente, treinador e, até, adeptos.

Partiu para uma aventura na Coreia do Sul, no Busan Icons, e voltou no mesmo ano ao nosso país, desta feita para representar o Rio Ave. Voltou a demonstrar que continuava a ser o terror de qualquer guarda-redes e, refira-se, que em duas épocas marcou 14 golos.

O ano de 2006 foi um ano terrível para o Rio Ave. O clube foi relegado à Liga de Honra. Gaúcho não encontrou condições para continuar em Vila do Conde e mudou-se para Santa Maria da Feira, de modo a representar o clube local, o Feirense. O projecto da equipa do distrito de Aveiro aliciou o atacante brasileiro. Na corrente época o jogador já facturou por quatro vezes, em 17 jogos.

Gaúcho foi um dos melhores atacantes que já passaram pelo nosso país. Era um jogador fantástico, oportuno, capaz de decidir grandes jogos. Recorde-se que Gaúcho ultrapassou a barreira dos 100 golos no principal escalão do futebol português.

Ficha Técnica:
Nome: Eric Freire Gomes “Gaúcho”
Data de nascimento: 22/09/1973
Naturalidade: Recife
Nacionalidade: Brasileira
Posição: Ponta-de-Lança
Clubes que representou como jogador: Guarani, Ferroviário, Sp.Recife, Estrela da Amadora, Ourense, Marítimo, Busan Icons, Rio Ave e Feirense

segunda-feira, abril 30, 2007

Vitória Futebol Clube Vs Clube Sport Maritimo

Publico: 2000 pessoas

Arbitro: João Vilas Boas

Resultado: 1-1


Olá a todos.

Após duas semanas de ausência, cá estou eu de regresso aos comentários. A três jornadas do fim da Liga Bwin.com, o C.S.Maritimo visitou a cidade de Setúbal para defrontar os locais.

Alberto Pazos, que em dois jogos ao comando dos da Madeira, ainda não tinha conseguido pontuar e tinha na bagagem 7 golos sofridos e 0 marcados, ontem fez alinhar os verde-rubros em 4x3x3.

Lipatin encaixado a meio dos centrais dos da casa, Kanu e Douglas fizeram as alas atacantes e a meio campo, Olberdam e Oliveira travaram a escalada sadina.

O Marítimo jogou bem, mostraram classe e uma boa organização táctica, com grande luta deram espectáculo e jogaram a grande nível na terra das sardinhas e do choco frito.

A primeira parte fica marcada por 3 lances, duas vezes por intermédio de Douglas e uma por Olberdam, podiam ter inaugurado o marcador, o guarda-redes do Vitória teve todo o mérito na manutenção do nulo que marcou o apito para intervalo.

Até então, Marcos era um mero espectador, os adeptos da casa mostraram algum inconformismo apontando o dedo a Carlos Cardoso, “ÂH PÂ!!!!!!!! CARRDOSO MEXE NA EQUIPA SOCÊ!!!!!” como se diz por aqueles lados.




Intervalo no Bonfim empate a 0 bolas.

A segunda parte, abre com o golo Maritimista, estavam decorridos 50m da etapa complementar, Lipatin, aproveitou uma falha do Guarda-redes Sadino e inaugurou o marcador, bom golo do Uruguaio ao serviço do Marítimo.

O Setúbal sentiu a pressão, e aumentou a corrente atacante do jogo, subiu e foi à procura do golo, que aconteceu por intermédio de Varela, estavam decorridos 25m de jogo da segunda parte. Com o golo, os da casa ganharam animo e o Marítimo chegou a sentir alguns momentos de aflição.

Até ao fim do jogo, o Marítimo conseguiu aguentar a pressão e virou o tabuleiro, dominou e controlou o jogo até ao apito final de Vilas Boas.

O Jogo terminou com os Verde-rubros todos instalados no meio campo adversário à procura do golo da vitória e com os adeptos da condenada equipa Vitoriana em constante protesto.

O jogo terminou, com o empate a 1 bola

Arbitragem:

João Vilas Boas, mostrou ontem como não se deve arbitrar, completamente desconcentrado e com muitas falhas técnicas, dualidade de critérios aberrantes que prejudicaram a equipa visitante, más decisões no que respeita à mostragem de cartões.
Os da casa reclamaram uma grande penalidade, Vilas Boas atendeu à indicação do assistente e não assinalou, sinceramente estou convicto que não foi penalti.

Melhor jogador do Marítimo:



Sinceramente, e pelo que vi na RTP Madeira (resumo alargado), destaco não 1 ou 2 jogadores, mas sim o colectivo, a equipa esteve muito bem e teve algum azar na finalização, mérito ainda para o guarda-redes do vitória que segurou um resultado positivo para os da casa, destaco a estreia do jovem Gonçalo na equipa Madeirense, esteve muito bem este jovem Madeirense, parabéns e bem-vindo à equipa principal.

Pior jogador do Marítimo:

Destaco a má organização defensiva do Marítimo, apesar de já os ter visto pior esta época, ontem foram o elemento mais perdulário da equipa, apesar de mostrarem algumas melhorias, continuam a ser o elo mais fraco.

Conclusão:

O Marítimo, tem a época feita, nada resta à equipa Madeirense se não preparar a próxima época, isto no que respeita à liga Bwin.com. Para salvar a honra do convento, vem ai a final da taça da Madeira, jogo grande na Madeira que vai opor o MARITIMO ao NACIONAL, espero sinceramente uma vitória Maritimista sem sal e amargura.Destaque ainda para a estreia na Liga do Jovem Gonaçalo, vindo das escolas Maritimistas temos aqui uma excelente promessa para o futebol Português, o jovem ganhou a titularidade na BWIN.com, depois das sucessivas boas prestações nos jogos da Taça da Madeira.
O Setúbal, está condenado à descida, a crise toca a todos e em especial à equipa Sadina, a falta de fundos, um plantel amorfo e uma direcção decadente, motivam a desgraça na terra da sardinha, ontem a equipa ainda tentou lutar contra a crise mas não surtiu efeitos, resta esperar pelo fim da liga para saber o futuro desta equipa.

Curiosidades:

Uma hora antes do inicio do jogo, o sistema de rega do Bonfim, activou-se, os responsáveis pela manutenção do estádio, só deram conta do sucedido 1h depois, o resultado foi um relvado ensopado o que motivou algumas quedas dos jogadores durante o decorrer do jogo, estratégia ou acaso, seja o que for não surtiu grande efeito pois as quedas foram para ambos os lados.

Encontra-se ancorado no porto do Funchal, o famoso Iate do empresário Russo, ABRAMOVIC, eu tinha de colocar isto aqui meus senhores, porque sinceramente é um fenómeno a embarcação deste bilionário, estive a 5metros do “veiculo” e digo-vos que nunca vi nada assim, e por estes lados passam muitos navios desde o Queen Mary , traineiras japonesas de pesca do atum, navios da Coast Guard americana, plataformas de petróleo e barcos de logística dos EUA para a guerra do Golfo (há 2 meses um desses navios trazia 120 HUMMERS completamente destruídos) agora este, é uma autêntica maravilha moderna, é composto por 3 partes, o Iate Central, um mais pequeno do Staff e uma balsa inclusa que, nem mais nem menos, é maior que o iate do empresário Madeirense PESTANA, da Pestana Hotéis e Resorts, atenção que este do Pestana alem de ser o maior e mais confortável da região é um dos maiores do Pais e só rivaliza com o do Belmiro e com o dos Espírito Santo.

Segundo noticias que vieram a publico, Abramovic não está na região, o seu iate fez uma escala de 3 dias, 1 no Porto Santo e 2 na Madeira, a fim de reabastecer na totalidade para rumar às Caraíbas, zona onde, após o términos da época desportiva, o empresário passará 15 dias de férias e irá ter com o seu “brinquedo” no jacto particular.
A particularidade mais impressionante, é o heliporto do iate, funciona sem “wrinch” e tem um pequeno helicóptero em cima, há coisas fantásticas não há?



Ora, por cá, uma série de boatos vieram a publico, um deles dizia que Abramovic estava na região para negociar a compra do Clube Sport Marítimo, outra delas, ahahahaha e esta está magnifica, Abramovic estava na região para assistir ao jogo União da Madeira Vs Infesta a contar para a divisão 2B…ahahahah, brincalhões.

Ah, já agora, e voltando ao navio de Logística dos EUA, é sem duvida uma autêntica máquina do futuro, o navio tem o tamanho de um cargueiro superior, é enorme, os porões estão preparados para carregar toneladas de material logístico, incluindo tanques de guerra, o Navio não atraca no porto, fica ao largo e é expressamente proibido qualquer tipo de embarcação se aproximar a 2 milhas do mesmo sob pena de ser abatido, e tudo isto meus senhores é comandado por 5 tripulantes, tudo o resto é robotizado e comandado à distancia, o barco visita a região trimestralmente e fica ancorado ao largo durante 3 semanas em média, é assim desde o inicio da guerra do golfo, o mais surpreendente é que, durante a noite o navio faz um efeito magnifico, pois todo ele é uma autêntica fortaleza Marítima com milhares de LEDS amarelos, o que produz um show de luz no oceano fora do vulgar.

FORÇA MARITIMO……….

domingo, abril 22, 2007

Leões das Ilhas - Águias

Local: Estádio dos Barreiros, no Funchal
Árbitro: Paulo Baptista (Portalegre)
Espectadores: 9 mil

Visão Maritimista:

Triste, triste, triste… tão triste que até é difícil escrever esta crónica.

Num fim tarde, com o sol ainda a bater e com um Estádio bem composto, o Marítimo recebeu no seu reduto um dos grandes de Portugal. O jogo prometia, muito devido à série de resultados negativos que assolavam as duas equipas.

Como se esperava, os encarnados, sem Simão, entraram melhor no jogo, sendo que logo aos dois minutos Micolli isolou-se e atirou a bola ao poste de Marcos. Aos poucos o Marítimo, com Douglas, Marcinho e Gregory, de regresso ao onze, susteve a pressão do adversário e aproxima-se da baliza de Quim, através de remates de Mbessuma e de Wênio.


Aos 20 minutos, Petit toca com a mão dentro e Paulo Baptista nada assinalou.

Até o intervalo, tivemos um domínio benfiquista apesar de o Marítimo ter dado uma boa réplica.

Na segunda parte, Alberto Pazos, incompreensivelmente, coloca Luís Olim no lugar de Wênio. Como tal, Marcinho recuou no terreno e a equipa perdeu ao rigor em termos defensivos. Algo que foi aproveitado pelos dianteiros encarnados, que aos 54 minutos inauguraram o marcador por intermédio de Micolli. Estava feito o primeiro golo da partida.

Os verde-rubros não baixaram os braços e bem se podem queixar da arbitragem, quando Mbessuma, isolado, é carregado à entrada da grande área adversária. Paulo Baptista, novamente, nada vê, numa jogada em que David Luiz deveria ter sido expulso.

O técnico dos madeirenses muda as peças, faz entrar Filipe Oliveira e Kanu, para os lugares de Zé Gomes e Filipe Oliveira, respectivamente. Com isto a equipa ganha continua com pendor atacante, mas soluções, essas, eram poucas …

Ao ir à procura do empate, a equipa maritimista acaba por abrir espaços na defesa, o que foi por Micolli que, após um passe magistral de Rui Costa, aumenta a vantagem benfiquista.

Já pouco havia a fazer por parte dos anfitriões de modo a alterar o rumo dos acontecimentos. No entanto, Douglas, o melhor maritimista, ainda tem nos pés a melhor oportunidade em todo o jogo para bater Quim, só que David Luiz evita males maiores para a sua equipa.

O jogo não acabaria, porém, sem que Paulo Baptista se notabiliza-se como uma das figuras do jogo, ao considerar faltosa uma entrada de Milton do Ó sobre Manu, quando o defesa verde-rubro jogou apenas a bola. Com isto, Katsouranis fixa o resultado final em 0-3, o que acabaria por ser um pouco pesado para os comandados de Alberto Pazos.

Melhor jogador do Marítimo:

Douglas – o jogador mais dinâmico do ataque maritimista. Voluntarioso, como é seu hábito, fez a vida negra a Leo e foi dos seus pés a melhor oportunidade que os verde-rubros tiveram em todo o encontro.

Arbitragem:

Um fim de tarde para esquecer de Paulo Baptista e os seus súbditos. Para além dos lances referidos anteriormente, isto é, a mão de Petit, o perdão do cartão vermelho a David Luiz e o penalty inexistente que no último minuto, ainda há a assinalar um fora de jogo mal tirado a Miccoli e uma falta mal assinalada a castigar uma carga de Nuno Gomes sobre Gregory, quando o dianteiro benfiquista ia isolado para a baliza.

Aspectos positivos:

• Estádio cheio, o que infelizmente só acontece em jogos com os grandes
• Bom espéctaculo

Aspectos negativos:

• Resultado pesado para a equipa do Marítimo
• Má arbitragem
• O Marítimo está constantemente a marcar Pazos
• O facto de o Marítimo ser a pior equipa da segunda volta

Conclusão:

Num jogo em que ninguém discute a justiça da vitória do Benfica, o encontro fica, não obstante, marcado por erros graves de Paulo Baptista, que prejudicaram a equipa verde-rubra.
Mais um jogo sem vencer, algo que infelizmente vem a ser hábito para os lados do Almirante Reis este ano.
Realce-se que o Marítimo esta época não pontuou com os grandes, algo que, recorde-se, só havia acontecido na época 1977/78, ano de estreia dos verde-rubros no escalão maior.

[Miguel Pereira]

Visão Benfiquista:

O Benfica, venceu ontém o Marítimo e quebrou a série de 5 jogos sem vencer. O Marítimo, no entanto, pode queixar-se de alguns erros da arbitragem.

Simão ficou de fora do jogo de ontém, ao sofrer de uma tendinite impedítiva de dar o contributo á equipa. Foi uma maneira de o poupar para o importante jogo do próximo fim de semana, contra o Sporting. Fernando Santos pôde assim apresentar o losango que foi treinado no início de época, quando não se sabia se Simão sairía ou não. O treinador encarnado tinha outros problemas, desde logo alguns atletas á beira da suspensão, caso vissem mais um cartão amarelo, casos de Petit, Léo e Karagounis. Miccoli voltou ao onze e fêz com Nuno Gomes o duo atacante.
Do lado do Marítimo, Pazos, promoveu Marcinho ao onze, algo que não tinha acontecido em Alvalade assim como Gregory e Douglas, relegando assim para o banco, Alex, Filípe Oliveira e Luís Olim.
O Benfica podería ter entrado logo a vencer, caso Miccoli não tivesse acertado mais uma vez no poste da baliza de Marcos, depois de ganhar sobre os centrais insulares. Alias, apesar de um início de jogo lento de ambos os conjuntos, o Benfica chegou mais vezes perto da baliza de Marcos que o contrário durante os primeiros minutos. O primeiro remate do Marítimo aocnteceu só ao minuto 7 por intermedio de Wênio, após perda de bola perto da grande área. O Benfica teve nova oportunidade de golo ao minuto 11, quando Rui Costa bateu uma falta, por entrada dura de Wênio sobre Léo, e Anderson não chegou por pouco á bola. Os primeiros quinze minutos foram de algum domínio benfiquista, tendo Nuno Gomes o golo nos pés pouco depois, quando Miccoli, bem desmarcado, ganhou a linha e centrou atrasado. O avançado português atirou para as nuvens. O Benfica teve sempre o controle da partida, atacando preferencialmente pelo lado direito, com Nelson muito activo, mas a não conseguir centrar em condições. O Marítimo rebateu esta pressão inícial, tapando precisamente esse corredor, onde Evaldo não dava conta do recado, fazendo lá cair Olberdam, segurando assim o lateral encarnado. Os insulares, que até ao momento tinham apostado no contra ataque, com lancamentos rápidos para Mbesuma e Douglas, tentando aproveitar a velocidade destes, começaram a pressionar mais o Benfica e criaram algumas situações de embaraço para a defesa encarnada, príncipalmente aos 25 e 27 minutos. Na primeira, uma boa troca de bola entre os jogadores do Marítimo, com a conivência da defesa encarnada, deu a Mbesuma a oportunidade de remate, mas este saíu á figura de Quim. Aos 27 minutos, na sequência de um canto da direita do ataque insular, Gregory quase consegue desviar uma bola que acabou por se perder, tendo passado á frente da baliza de Quim, esperando um desvio. Neste período de pressão maritimista, foram muitos os cantos ganhos pelo ataque insular, aproveitando alguma incipiência da defesa benfiquista que tudo permitia. Alias, foi nessa fase, que o Marítimo reclamou uma grande penalidade, por suposta mão na área de Petit. Pelas imagens televisivas, dá a impressão que os jogadores do Marítimo têm razão nos protestos. No entanto, foi o Benfica a retomar o pendor atacante dos primeiros minutos, e Rui Costa apareceu em jogo em duas ocasiões onde podería ter marcado, primeiro depois de uma assistência de Miccoli, com o maestro a rematar de primeira para defesa de Marcos, a segunda já perto do intervalo, com Rui Costa a rasgar a defesa maritimista e a rematar um nada ao loado do poste da baliza de Marcos. Até ao intervalo , mais dois remates perígosos do Benfica, com Nuno Gomes e Karagounis a atirarem ao lado. O Benfica acabou a primeira parte a pressionar o Marítimo e podería mesmo ter chegado ao golo. Do lado dos insulares, tudo foi feito para contrariar a supremacia encarnada, mas sem o terem conseguido na plenitude, podendo no entanto queixar-se de uma grande penalidade não assinalada, que podería mudar o rumo dos acontecimentos.

No segundo tempo, Alberto Pazos deixou Wênio nos balnearios e fez entrar Luís Olim. O Marítimo teve uma boa ocasião logo a abrir, com Douglas a fugir a Léo, que não teve pernas para o segurar, conseguindo centrar para Lipatin, mas a defesa do Benfica resolveu quando o uruguaio se preparava para atirar. O Benfica voltou ao comando das operações, e Nuno Gomes teve mais duas oportunidades de golo, mas em ambas atirou para Marcos segurar.
O golo dos encarnados surge ao minuto 55. Jogada de entendimento entre o meio campo encarnado, com Rui Costa a deixar em Katsouranis e este a rasgar a defesa do Marítimo com um passe por entre dois jogadores a apanhar Miccoli, que em velocidade bateu a defesa e rematou cruzado e na passada sem hipoteses para Marcos. Estava feito o 0-1, que punha alguma justiça no marcador. O Marítimo tentou reagir, mas o melhor que conseguiu nesta fase, foi um remate de Marcinho dois minutos depois do golo, mas Quim segurou sem problemas. O Benfica voltou a dispôr de uma ocasião para marcar, com Petit a atirar de fora da área sem hipoteses para Marcos, que apenas seguiu a bola com os olhos, tendo esta saido a rasar o poste da sua baliza.
No minuto seguinte, aos 65, o Marítimo volta a ter razões de queixa de Paulo Baptista. Mbesuma vai fugir a David Luiz e o central agarra o avançado do Marítimo com este a cair dentro da área. Falta indiscutível que o árbitro não assinalou, mas a marcar sería fora da área e tería que dar o cartão vermelho ao central brasileiro. Momentos depois, voltou a fazer o mesmo, mas desta feita com Lipatin, sem o árbitro nada assinalar. Entretanto, Alberto Pazos mexe novamente no onze, substituindo José Gomes e Mbesuma, por Filipe Oliveira e Kanu, metendo assim mais homens na frente de ataque, com Filípe Oliveira a fazer toda a ala esquerda. Fernando Santos respondeu, tirando Nuno Gomes e fazendo entrar Dérlei, inibindo assim as subidas do jogador cedido pelo Chelsea ao Marítimo, anulando assim as pretensões do treinador espanhol. Os insulares tentaram nesta fase, chegar ao empate, mas os remates não levavam a melhor direcção.
E como quem não marca acaba sempre por sofrer, o Benfica chega ao segundo golo. Lancamento longo para Miccoli, com a defesa do Marítimo a cortar, mas Rui Costa, que ganhou a segunda bola, serviu logo de primeira o italiano, que não enjeitou a hipotese, e fez o 0-2 á saida de Marcos. O pequeno bombardeiro assume papel fundamental na equipa e acaba por fazer o seu 7 golo na prova, tornando-se o segundo melhor marcador dos encarnados, atrás de Simão. Confirma também que a Madeira é a sua ilha de eleição, fazendo 4 dos cinco golos do Benfica nos confrontos com Marítimo e Nacional. O Marítimo percebeu que ia somar o sétimo jogo sem vencer para a Bwin Liga e o melhor que conseguiu foi uma tentatíva de chapeu de Douglas a Quim, mas a defesa encarnada resolveu. Fernando Santos ainda teve tempo de fazer entrar Manú e João Coimbra, e sería o extremo a protagonizar novo lance polémico, já nos descontos, desta feita na área do Marítimo. Conseguiu ganhar a bola e fugir ao defesa que o marcava e já dentro da área, Milton do Ó tem lance arriscado, com um corte em carrinho. O jogador do Marítimo joga apenas a bola, não evitando o contacto. Paulo Baptista assinala grande penalidade, que Katsouranis converteu, com o guardião ainda a tocar na bola. O jogo chegou ao fim momentos depois, com o Benfica a quebrar a série de cinco jogos sem vencer, três para o campeonato e dois para a UEFA, e o Marítimo a aumentar para sete os jogos sem vencer no campeonato, com cinco derrotas e dois empates. A vitória é justa, embora tenham havido erros da arbitragem, que favoreceram os encarnados. Assim o plantel pôde dedicar os três pontos a Eusebio, que esteve internado no hospital, não podendo assistir ao encontro.

O Melhor em Campo

Marcou dois golos, mas não só. Assistiu duas vezes Nuno Gomes e uma vêz Rui Costa, mas estes não aproveitaram. No seu regresso ao onze, Miccoli revelou-se fundamental, num jogo onde o Benfica estava proíbido de perder qualquer ponto. A nível pessoal, o pequeno bombardeiro confirma também, o estatuto da Madeira de ilha talismã. Dos sete golos apontados no campeonato, quatro foram aqui.

Do lado do Marítimo gostava de realçar a exibição de Douglas. É muito rápido e deixou Léo sempre em segundo plano. Teve duas oportunidades de golo, mas não conseguiu marcar. Por ele, o Marítimo não tinha perdido.

Aspectos positivos:

• O regresso ás vitórias do Benfica, quebrando assim uma série de cinco jogos sem vencer.

• Pela segunda vez na liga, Simão não actuou e o Benfica venceu. Sínal de que há equipa sem o capitão.

• Com esta vitória, o Benfica mantém a pressão sobre o Sporting, adversário da próxima jornada. Era importante não perder pontos, até porque o Benfica recupera assim o segundo posto, ainda que á condição.

• Dos jogadores em perígo de exclusão, nenhum viu o cartão amarelo, podendo assim defrontar o Sporting.

Aspectos negativos:

• O futebol do Benfica sem Simão não tem criatividade e fica ainda mais lento.

• A arbitragem de Paulo Baptista, em claro prejuizo do Marítimo.

Arbitragem

Mau. Mau de mais. Paulo Baptista foi uma nulidade em campo. Foi frequente vê-lo a apitar o que não devía e a não apitar o que devía. Esteve mal na lei da vantagem. Será que sabe o que isso é? É que não a aplicou em nenhum lance para as duas equipas, favorecendo sempre o infractor. Muito longe dos lances, não viu dois agarrões de David Luiz a Mbesuma e Lipatin, quando estes caminhavam para a área de Quim. Em qualquer dos lances se justificava a marcação de um lívre directo, pois as faltas foram fora da área, embora os jogadores caíssem sempre dentro dela, e o respectico cartão vermelho ao central. Mal posicionado, não viu uma grande penalidade para o Marítimo, na primeira parte por mão na bola de Petit, e viu uma inexistente por suposta falta de Milton do Ó sobre Manú, já nos descontos. Pelo menos, esteve bem na amostragem de dois cartões amarelos no primeiro tempo, um para cada lado, a púnir entradas duras de Wênio e Anderson, mas voltou a estar mal no amarelo amostrado a Kanu, pois aqui justificava-se o vermelho. Quim já tinha a bola no seu poder, quando o avançado insular vai lá com o pé ostensivamente

domingo, abril 15, 2007

Leão do Continente Vs Leão das Ilhas

Estádio: Alvalade XXI
Assistência: 31.476 Espectadores
Árbitro: Jorge Sousa

Visão Leonina

Que belo jogo!
O Sporting entrou na partida com o Marítimo a todo o gás e marcou o golo mais rápido da liga – 11 segundos!
Com 1-0 logo a abrir, o Sporting pôde praticar o futebol que mais gosta e fê-lo com grande classe. O jogo Leonino foi fluído, com rápidas trocas de bola e sem dar grandes hipóteses ao adversário.
Foi com normalidade que os comandados de Paulo Bento chegaram ao 2-0, através do “Gasóleo Man” - Pippi Romagnoli! Um grande golo do argentino a passe do 31 leonino.


Até ao intervalo e ao contrário de outros jogos, o Sporting não tirou o pé do acelerador e podia ter marcado mais três golos, todos por Liedson. Primeiro após um cruzamento de Djaló com uma boa intervenção de Marcos. Depois, numa incursão pela esquerda, o “Levezinho” atira cruzado mas ao lado. A terminar, um cruzamento de Tello (de pé direito!!!!!) e Liedson cabeceia para boa defesa do GR Maritimista.


A segunda parte começa da mesma forma e, após outro cruzamento de Veloso de pé direito (outro esquerdino a utilizar o pé que sobe para o Eléctrico!), Djaló atira à barra!
Liedson volta a estar em boa posição para marcar mas a defesa Maritimista foi mais rápida.
De livre, Rodrigo Tello obrigou Marcos à defesa da noite.
Ainda houve tempo para Liedson voltar a marcar mas o golo foi bem anulado por fora-de-jogo!
Aos 75’, Moutinho marcou numa bela jogada colectiva do Sporting!
Sobre o final os Leões encerraram a contagem, talvez no melhor golo da noite. Pereirinha desmarca Liedson que em esforço cruza para Alecsandro e este “pica” sobre Marcos. Belo golo!

MELHOR JOGADOR
Liedson. Que grande jogo! Correu, marcou, assistiu e defendeu. Fez tudo o que sabe. Duas assistências para golo e um golo revelam bem a bela jogatana que o 31 fez.




POSITIVO DO JOGO
- A bela exibição dos Leões, com um jogo personalizado e a explanar um futebol prático, objectivo e com muita classe.
- 3 Pontos fundamentais para o objectivo Leonino.
- A juventude e irreverência da equipa, que quando as coisas correm bem são muito difíceis de bater.
- Mais um jogo sem sofrer golos, tornando-nos a defesa menos batida da Europa.

NEGATIVO DO JOGO
Nada a assinalar!

ARBITRAGEM
Num jogo que foi fácil, o Árbitro esteve regular, mas com algumas falhas. De assinalar, uma falta grosseira de Olberdan a atingir Liedson no pescoço(!) sem qualquer punição.
No final, dúvidas para um contacto na área Maritimista. Felizmente não teve influência no resultado.




Visão Verde-Rubra

Alberto Pazos tinha dito, na conferência de imprensa que antecedeu o jogo, que não acreditava em superstições. Não sei, contudo, se a sexta-feira 13 teve influência, ou não, mas nada correu bem ao Marítimo em Alvalade.

Apenas doze segundos após o apito inicial, Liedson marcou aquele que, provavelmente, é o golo mais rápido da época. Pior começo para equipa verde-rubra era impossível.

Os comandados de Alberto Pazos esboçaram, ainda, uma pequena reacção, com um livre de Olberdam que obrigou Ricardo a aplicar-se. A partir daí, o Sporting pegou no jogo e aos 18 minutos Romagnoli aproveitou a enorme pacificidade na defesa maritimista para aumentar a vantagem leonina. Estava feito o 2-0…

O Marítimo não esboçava reacção: as alterações do novo treinador não surtiam efeito. Douglas ainda entrou, para o lugar de Luís Olim, só que sem resultados práticos. Aliás, era a equipa da casa que continuava a dominar.



Na segunda parte mais do mesmo e nem a entrada de Marcinho modificou o jogo dos insulares. O Marítimo era uma equipa desorganizada e o sector defensivo parecia não se entender. A entrada de Gregory, que rendeu o lesionado Alex, veio dar alguma ordem ao sector mais recuado verde-rubro. Marcinho bem tentou se infiltrar pelo meio-campo adversário, porém, ou algum defensor leonino se sobreponha, ou então havia receio de tentar um remate e a bola … perdia-se.

O Sporting, por sua vez, dominava a seu belo prazer e Marcos, o único maritimista que parecia saber qual era a sua função dentro de campo, ia evitando males maiores para a sua equipa. Aos 75 minutos, Liedson introduz a bola dentro da baliza, só que o lance foi invalidade por fora-de-jogo. Todavia, aos 80 minutos, a bola voltou a entrar sem que ninguém o anulasse: João Moutinho aproveita mais uma falha incrível de Milton do Ó para aumentar a vantagem leonina.

Os jogadores do Marítimo e os seus adeptos já desejavam que o jogo acabasse, a fim de o descalabro não ser maior. No entanto, Alecsandro, após uma assistência do levezinho, fecha o resultado.

Melhor jogador do Marítimo:
Marcos – num jogo destes é difícil definir quem pode ser melhor ou pior. Contudo, numa noite ingrata, penso que o guardião verde-rubro esteve ao nível a que nos habituou, evitando que o descalabro se tornasse em humilhação.





Arbitragem:
Jorge Sousa e os seus pares praticaram uma arbitragem regular, talvez com um ou outro erro menor. Anula um golo a Liedson, numa decisão que me parece acertada.

Positivo do jogo:
• quatro golos é sempre um bom registo num jogo
• o golo de Romagnoli
• boa moldura, que infelizmente só acontece em jogos das equipas grandes
• boa arbitragem

Negativo do jogo:
• a má entrada no jogo, diria até péssima, do Marítimo
• a desorganização dos verde-rubros, nomeadamente do sector da defesa
• má estreia de Alberto Pazos
• opções algo estranhas do novo treinador

Conclusão:
Era uma vez uma equipa que queria chegar à Taça Uefa, mas não entra bem alguns jogos, ou então sofre golos nos últimos minutos. Em suma, assim nem Uefa nem nada.
Alberto Pazos não teve a estreia ideal e as suas mudanças na equipa causaram alguns estragos.
O Sporting entrou literalmente a ganhar no jogo e venceu de forma concludente. Com este triunfo, os leões (de Lisboa) pressionam os seus mais directos adversários e, por conseguinte, continuam na luta pelo título.

[Miguel Pereira]