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terça-feira, outubro 09, 2007

SpicedBlond: 2 anos depois


Hoje, dia 9 de Outubro de 2007, são passados 2 anos que a nossa querida SpicedBlond, fundadora deste blog em conjunto com mais outros 5 jovens, nos deixou, vítima de leucemia. Como sempre, esta data não é nunca esquecida por nós, visto que a SpicedBlond é uma figura presente todos os dias neste espaço.

A Dani foi, é e será a grande inspiração de todos os nossos atacantes. Daniela, onde quer que estejas, estás concerteza feliz com o rumo que demos ao nosso (TEU) projecto.

E não há melhor homenagem que possamos fazer do que reproduzir novamente a carta que nos deixaste antes de falecer:

Para o Blog

É com muita tristeza que nós Futebol de Ataque comunicamos que a nossa querida SpicedBlond, fundadora do Futebol de Ataque, a Daniela, nos deixou no passado Domingo, dia 9 de Outubro de 2005. Segue abaixo o último post escrito pela Daniela para nós, mas com a certeza que a Daniela estará sempre presente no nosso blog, contagiando-nos com o seu sorriso e alegria. O blog está naturalmente de luto, e mesmo sabendo que a Dani não gosta destas lamechices, o nosso sentimento de tristeza é demonstrado através do luto na nossa página.
No logotipo, uma pequena homenagem, para uma grande Atacante!... Onde quer que estejas, estarás sempre no nosso coração!...



"Olá amigos.

Certamente quando lerem isto, eu já não estarei cá, por isso resolvi pedir ao meu Pai que vos entregasse isto, afim de poder dar uma ultima palavra não só aqueles que mais foram importantes para mim, como a todos os outros que mal ou bem falei.
Quando tomei a iniciativa de escrever isto, foi numa altura em que realmente senti que o meu tempo aqui já não seria muito longo, não sei… estes assuntos são estranhos… mas de uma forma qualquer que me superioriza e muito eu sei, eu sinto que a minha vida está prestes a terminar.
Para muita gente fora do nosso grupo, isto pode parecer uma lamechice qualquer, de uma tipa que escreveu umas palavras bonitas a pessoal que nem se conhece….mas para mim…o blog foi um projecto que ajudei a criar de ínicio, foi como um filho que vi crescer e que muito me orgulho e sempre tive vontade de o defender o melhor possível, por isso mesmo não me poderia despedir sem lhe prestar uma justa homenagem, não poderia deixar de dizer a todos vocês um enorme OBRIGADO por juntos termos conseguido criar algo de especial.
Não quero que se sintam tristes por aquilo que o destino me reservou, faz parte da vida, todos temos a nossa altura, a minha foi esta.



Sei que muitos pensam que sou tão nova, sim é verdade tenho 26 anos e uma vida inteira pela frente, mas se querem saber….neste momento estou feliz….estou feliz porque aproveitei a vida da melhor maneira possível, diverti-me e cometi as maiores loucuras, chorei, curti, gritei, e amei de uma forma tão fantástica que neste momento e olhando para trás acho que tive 26 anos fabulosos. Não me arrependo de nada que tenha feito, enfim esta é a vida, uns veêm outros vão, o ciclo começa e termina a todo o momento, passa por nós sorrateiramente e tentamos esquecer que ele existe e só quando toca a quem mais nos está perto é que nos lembramos que: Somos Humanos e a todos acontece.
De início temi pelo que me podia acontecer, mas com o passar do tempo e com todas as batalhas que fui travando, apercebi-me que triste não era morrer depois de ter tido uma vida recheada de coisas boas…triste era nunca poder ter vivido nem conhecido todos aqueles que fizeram, fazem, e farão parte do meu coração para sempre.
Não quero tornar isto muito melancólico, até porque os amigos do blog que mais lidaram comigo sabem muito bem que odeio lamechices, apenas tomei a decisão de escrever algo, para poder dizer aquilo que senti em relação ao nosso núcleo nestes últimos momentos, e se para muitos é apenas algo virtual, para mim é algo muito importante e mesmo doente nunca vos esqueci, tentando de vez em quando dar o ar da minha graça com posts e até isso acho que foi bem programado, porque terminei a minha existência aqui no blog com uma entrevista à pessoa mais importante da minha vida o meu Pai, tentei entrevistar o Nuno, mas infelizmente não consegui!!
Não quero terminar sem dizer (escrever) algo pessoal aos fundadores. Não quero com isto dizer que os outros não foram importantes, porque todos para mim foram…amigos como beto, vera, mizé, tarcio, libelinha e garras entre outros, foram sem dúvida bons companheiros, bons ouvintes e sem dúvida bons apoiantes nesta minha cruzada, mas sem dúvida nenhuma aqueles que mais AMO, foram aqueles 5 que juntamente comigo iniciaram a cruzada para aquilo que o blog é…O MELHOR DO PAIS!!! Tenho orgulho nesta maravilhosa equipa e por isso mesmo, onde quer que esteja, vocês estão comigo!!!
Estrela – Estrelinha sei que não és dado a muitas foleirisses e talvez por isso nos tenhamos dado tao bem, agradeço acima de tudo a capacidade de discernimento que sempre tiveste para comigo, pois apesar de tudo sempre foste capaz de me fazer rir como ninguém. Adoro-te. Sempre foste um dos meus meninos favoritos.
João – Ai chato, o velho chato de sempre. Passávamos a vida a discutir saudavelmente e acho que as coisas mais simpáticas que dissemos um ao outro foi “Olá Anti-Social”, mas apesar de tudo a irritância que havia em nós era tão agradavel que eu gostava de te picar. Nunca cheguei a provar o tal bife não é? Adoro-te!
Ribas – O careca tripeiro. Falámos tão pouco mas mesmo assim sempre foste muito acessivel e brincalhão. Apesar de seres do terrível clube dos azuis, acho que nos teríamos dado imensamente bem, porque tu estavas sempre pronto para a galhofa! Adoro-te!
Nuno – Oh Nuno o que hei-de dizer de ti ham? Simplesmente o mais espectacular, o meu grande amigo e confidente. Enfim criámos uma relação tão forte que posso mesmo dizer que te tornaste um dos meus melhores amigos, o ombro sempre disponível e enfim uma pessoa mais que especial. Nuno Cardoso és um grande homem, e sem dúvida nenhuma a pessoa mais especial que passou pela minha vida nos últimos tempos. Adoro-te!
Paulo – Malaquias!!!!!!! Acho que nunca ninguem na vida se lembraria de te chamar isto, ham?? Como eu gosto de ti miúdo, a sério sempre foste um verdadeiro amigo, sempre disponível, preocupado e bem disposto, demo-nos tão bem desde o início que tenho a certeza que se não fosse isto, a nossa amizade seria algo tão eterno e tão verdadeiro que até a duda e o becker iriam ser obrigados a gostar um do outro. Adoro-te!
Não posso terminar sem dizer ao Daniel meu Pai que te AMO, e estarei sempre a teu lado onde quer que vás!...
Termino com um grande OBRIGADO a todos e é com muita honra que humildemente digo a todos vocês que foi um prazer vos ter conhecido. Adoro-vos a todos!!!

Daniela Godinho
[SpicedBlond]


[SpicedBlond]

Para ti, de toda a equipa do Futebol de Ataque, onde quer que estejas, deixamos um sorriso igual àquele que diariamente acompanha o topo da nossa página.
Obrigado Daniela Godinho.

quinta-feira, março 29, 2007

Memória Atacante LVII

Mais um post para recordar da nossa eterna SpicedBlond, desta vez fala-nos sobre a forma como a Suécia garantiu o apuramento para as meias finais do Europeu Feminino de 2005 frente à selecção da casa, as Inglesas...

A Suécia garantiu, perante os 25.694 espectadores presentes em Ewood Park, em Blackburn, um lugar nas meias-finais graças a um golo de Anna Sjöström, que colocou fora de prova a anfitriã Inglaterra

Adeus da equipa da casa



Apesar de ter estado sempre ao nível da Suécia, a Inglaterra não conseguiu o golo do empate e as finalistas de 2001 terminaram na liderança do Grupo A, tudo graças à vitória da Finlândia, por 2-1, sobre a Dinamarca, resultado que deixou a equipa treinada por Hope Powell no quarto e último lugar do grupo. Obrigada a vencer, a equipa da Suécia entrou ao ataque e aproveitou um canto para marcar. O pontapé de Therese Sjögran desviou em Katie Chapman e a bola foi parar aos pés de Sjöström, que marcou com um toque de calcanhar.

Mudança de guarda-redes



Ambas as equipas fizeram duas alterações em relação aos jogos de quarta-feira. Rachel Brown substituiu a lesionada Josephine Fletcher na baliza de Inglaterra, que havia sofrido dois golos nos instantes finais da derrota por 2-1 com a Dinamarca, e Eniola Aluko jogou no lugar de Amanda Barr. Nas nórdicas, Caroline Seger e Sjöström ocuparam os lugares de Malin Andersson e de Lotta Schelin no meio-campo, isto em relação à equipa que foi titular no empate sem golos frente à Finlândia.

Remate de Yankey



As esperanças que a Inglaterra tinha em segurar o nulo caíram por terra e os 25 mil espectadores aumentaram o barulho para incentivar a equipa da casa, especialmente quando a irrequieta Aluko atacava a defesa sueca. Rachel Yankey fez o primeiro remate de Inglaterra, mas a bola saiu à figura de Hedvig Lindahl, que, depois, teve de mergulhar corajosamente para evitar o desvio de Kelly Smith.
Yankey marcou um livre que Seger desviou de cabeça, fazendo a bola rasar a trave da própria baliza e, depois de um período de acalmia, a velocidade de Aluko quase provocou um golo bizarro aos 33 minutos, quando interceptou um alívio de Lindahl. A bola subiu muito e foi por pouco que não entrou na baliza, junto ao poste esquerdo.
Pouco antes do intervalo, a pressão inglesa quase deu resultado. Karen Carney marcou um canto, Faye White cabeceou e Jane Törnqvist evitou o golo. A recarga de Yankey saiu por alto. Nos segundos finais, White foi obrigada a fazer um carrinho para evitar um remate de Hanna Ljungberg.

Chapman perto



Smith continuou em campo para a segunda parte pela primeira vez na fase final e desviou um cruzamento de Yankey para Carney, cujo remate foi desviado para canto, na sequência do qual Chapman cabeceou por cima. Esta jogada levou a seleccionadora da Suécia, Marika Domanski-Lyfors, a lançar em jogo Frida Östberg para reforçar o meio-campo.
Foi uma boa alteração, pois o jogo passou a desenrolar-se junto à baliza da equipa da casa. Svensson, lançada em profundidade, fez a bola passar sob o corpo da guarda-redes inglesa, mas Brown defendeu a bola com os pés. A Inglaterra respondeu e um cruzamento de Alex Scott permitiu a Yankey rematar de calcanhar, mas Lindahl defendeu com atenção.

Última aposta



Powell apostou em Barr para o lugar de Carney, reforçando o ataque nos últimos 20 minutos, mas não foi por acaso que a Suécia foi finalista do Campeonato do Mundo de 2003. Com uma boa posse de bola, as nórdicas garantiram que o último campeonato de Domanski-Lyfors no posto de seleccionadora vai continuar nas meias-finais, face ao segundo classificado do Grupo B, em Warrington, na quinta-feira. A Inglaterra, cujas jogadoras e adeptos nunca desistiram, só tem a lamentar os golos que sofreu frente à Dinamarca há três dias.

[SpicedBlond a 26 de Junho de 2005]

sexta-feira, março 23, 2007

Memória Atacante LVI

Regressa a Memória Atacante, e continuamos a recordar o acompanhamento da eterna SpicedBlond ao Europeu Feminino de 2005, desta vez recordamos a análise a uma das grandes surpresas da prova, a vitória da Finlândia sobre a Diamarca...



Este foi um jogo impressionante. Superou todas as expectativas de quem assistiu a este Europeu, pois não só, a estreante Finlândia em fases finais de grandes competições, conquistou um improvável lugar nas meias-finais, como derrotou a grande potência futebolistica a Dinamarca.



Consistência defensiva





Laura Kalmari colocou as finlandesas em vantagem logo aos seis minutos, aproveitando da melhor forma um erro defensivo das suecas, que se viram em desvantagem por duas bolas de diferença, mercê de um excelente cabeceamento de Heidi Kackur, que colocou as cerca de cinco centenas de finlandeses que se deslocaram daquele país nórdico em completo delírio. A Dinamarca reduziu através de Cathrine Paaske Sørensen, mas a consistente defesa finlandesa resistiu face à crescente pressão e conseguiu o apuramento para as meias-finais.



Poucas alterações





A Dinamarca, que começou o jogo sabendo que um ponto bastava para assegurar um lugar na fase seguinte, fez duas alterações relativamente à equipa que derrotou a Inglaterra, voltando a chamar as laterais Mie Olsen e Mariann Knudsen. Depois de uma fantástica actuação defensiva frente à Suécia, que lhe valeu um nulo, a Finlândia apenas achou por bem mexer no meio-campo, com a extremo Jessica Thorn a render Minna Mustonen no lado direito, partindo, assim, à procura da vitória que lhe daria o apuramento para umas inesperadas meias-finais, caso o resultado da partida entre a Inglaterra e a Suécia, que se defrontavam em Ewood Park, em Blackburn, assim o propiciasse.

O seleccionador da Finlândia, Michael Käld, avisou a sua equipa dos perigos que corria caso partisse para o ataque logo desde o apito inicial, mas as suas jogadoras parecem ter feito orelhas moucas, uma vez que não demoraram muito a chegar a uma vantagem de dois golos. O primeiro chegou logo aos seis minutos, devido a uma falha defensiva das dinamarquesas. Gitte Andersen falhou o alívio e a bola foi parar aos pés da ponta-de-lança Kalmari, que, entretanto, se isolou, antes de bater inapelavelmente Tine Cederkist.



Reacção dinamarquesa





A Dinamarca, que derrotara a Finlândia de forma esclarecedora na última vez em que as duas equipas se haviam defrontado, ainda tentavam recuperar do golpe disferido por Kalmari quando se viu a perder por duas bolas de diferença. Dessa vez, foi Heidi Kackur a marcar, saltando mais alto que a estática defesa das dinamarquesas e cabeceando um livre cobrado por Anne Mäkkinen no lado direito.

Era difícil iludir as finlandesas, cuja defesa estava extremamente tranquila, o meio-campo mostrava-se ameaçador e o ataque capaz de ultrapassar o último reduto adversário em qualquer ocasião. Por isso, a Dinamarca somente aos 12 minutos criou a sua primeira ocasião de perigo. A extrema-direita Johanna Rasmussen foi lançada pelo seu flanco, de onde cruzou para a cabeça da ponta-de-lança Merete Pedersen, cujo cabeceamento foi defendido pela guardiã Satu Kunnas por cima da trave.



Guarda-redes em destaque





A Finlândia ainda manteve o domínio dos acontecimentos, com Thorn a justificar a titularidade com algumas descidas pelo lado direito. Numa delas, descobriu Kalmari na área, a qual apenas não marcou porque Cederkvist efectuou uma espantosa defesa. À medida que o intervalo se aproximava, a Dinamarca aumentou a pressão, tendo a guarda-redes Kunnas voltado a brilhar entre os postes das finladesas, ao negar outro golo a Pedersen.



Sørensen reduz para as dinamarquesas





Parecia quase inevitável que as dinamarquesas conseguiriam finalmente marcar, o que veio a acontecer instantes antes do intervalo, quando o remate de longa distância de Johansen foi desviado por Sørensen. O golo surgiu numa altura crucial para as dinamarquesas, que só precisavam de mais um golo para prosseguirem em prova, algo que viriam a perseguir durante todo o segundo tempo.

A capacidade aérea de Sørensen afigurava-se como a maior fonte de perigo para as dinamarquesas. A dianteira desperdiçou uma boa ocasião para igualar a partida aos 65 minutos, ao cabecear centímetros acima da barra. À medida que o jogo se aproximava do final, a Finlândia passou a defender mais próximo da área contrária e, aos 73 minutos, Mäkinen quase sentenciou o encontro, através de um chapéu que foi direitinho á trave. Um último esforço das dinamarquesas não foi suficiente,para impedir a progressão da Finlândia na prova, e esta surpreendentemente atingiu o que ninguém esperava: as meias finais.



[SpicedBlond a 26 de Junho de 2005]

quinta-feira, março 08, 2007

Memória Atacante LV

Hoje recordamos a análise da Daniela ao Alemanha - Itália do Europeu de Futebol Feminino de 2005, numa altura em que se disputa em Portugal uma das mais prestigiadas provas do calendário ineternacional do futebol feminino, nada melhor que recordar mais um excelente post da Daniela de propaganda à modalidade!



Alemanha X Itália



Com a vitória sobre as Azurre, a campeã em título, Alemanha, ascendeu ao comando do Grupo B e terminou com as possibilidades de a Itália se qualificar para as meias-finais.



Sem dar hipótese





A Alemanha entrou fulminate no jogo e Birgit Prinz abriu o marcador aos 11 minutos, dando o melhor seguimento a uma assistência de Anja Mittag. Depois, foi a vez de Conny Pohlers fazer o segundo golo, através de um remate de pé direito. Stephanie Jones colocou o seu nome na lista de marcadoras aos 55 minutos. Aos 74 minutos, Anja Mittag perdeu a oportunidade de marcar, depois de a sua grande penalidade ter sido brilhantemente defendida por Carla Brunozzi.



Selecções Inversas





O jogo demonstrou toda a qualidade da favorita Alemanha, superior à Itália em termos físicos e técnicos. As transalpinas não só eram mais baixas, como, também, raramente pareceram acreditar numa vitória. A já remota possibilidade das italianas chegarem à vitória transformou-se em missão impossível quando as alemãs confirmaram que Prinz poderia estrear-se nesta fase final.

A Itália fez uma alteração em relação à equipa que foi derrotada pela França no jogo de abertura. A lesionada Chiara Gazzoli cedeu o seu lugar a Elena Ficarelli, num 4-1-4-1 desenhado para manter a consistência defensiva. A mudança permitiu a Sara Di Filippo proteger o quarteto defensivo, com Patrizia Panico a jogar sozinha na frente.



Batalha táctica




Se a Itália tivesse conquistado um ponto nesta partida, Carolina Morace acreditava no apuramento. Assim, foi uma Itália clássica aquela que se apresentou em jogo. No entanto, os primeiros minutos mostraram uma Alemanha com outras ideias, impondo o seu jogo de ataque e classe, com Renate Lingor e Jones a ficarem muito perto de inaugurar o marcador.

Apesar de todo o aparato de elegância, técnica e velocidade que as Alemãs imprimiam no jogo foi Prinz a estrela mais cintilante da Alemanha, a marcar. A poderosa avançada respondeu bem a uma assistência de Mittag, antes de ultrapassar a desesperada Brunozzi e apontar o seu 84º golo na selecção, colocando a Alemanha em vantagem ao intervalo. Tal como a Itália descobrira frente à França, um golo nunca vem só, tendo sofrido o segundo sete minutos depois.



Golo de génio





Kerstin Garefrekes ganhou um livre directo na esquerda e Lingor jfez um passe curto para para Pohlers, que rematou ao ângulo superior da baliza de Brunozzi. A Itália teve as suas oportunidades para marcar, mas Panico e Conti falharam no momento mais importante.

A Alemanha voltou ao seu melhor aos 55 minutos. Britta Carlson rematou à meia-volta, mas a guarda-redes defendeu e Jones não falhou na recarga. Mittag, autora de uma bela exibição, marcou o último golo a 16 minutos do final, numa grande penalidade cometida por Brunozzi sobre a mesma. A Alemanha repetiu, assim, perante 1,279 espectadores, a vitória obtida sobre as italianas em 2001, também na fase final de um Europeu.



[SpicedBlond a 23 de Junho de 2005]

quinta-feira, março 01, 2007

Memória Atacante LIV

Depois de um post sobre o homem que lançou as sementes deste projecto, a Daniela voltou ao Europeu de futebol feminino, desta vez analisou o França - Noruega da primeira fase do Mundial!



França X Noruega



O primeiro golo de Isabell Herlovsen pela sua selecção manteve a Noruega na luta por um lugar nas meias-finais e impediu a França de assegurar igual presença antes da realização dos encontros da derradeira jornada.




Cabeceamento ESPECTACULAR


O seleccionador Bjarne Berntsen lançou Isabell Herlovsen, de apenas 16 anos, ao intervalo, numa altura em que a continuação da Noruega na prova estava seriamente em risco. Passados 20 minutos de ter entrado, efectuou um belo cabeceamento, instantes depois, de um erro critico de Siri Nordby ter permitido a Mugneret-Béghé abrir o marcador para as francesas, quando estavam decorridos 20 minutos.



Restruturação defensiva




A indisponibilidade da titular do lado direito da defesa norueguesa, Marianne Paulsen, que ficou doente na manhã do dia do jogo, levou a que o seleccionador das nórdicas optasse pela mudança de lado, da lateral-esquerda, Gunhild Følstad, a qual, por seu turno, foi rendida no seu lugar original por Nordby. A única alteração promovida pelas francesas relativamente à equipa que derrotou a Itália por 3-1 foi o regresso da experiente Peggy Provost para o lugar de Anne Laure Casseleux.
O meio-campo das francesas esteve excelente em jogos passados, pelo que era fundamental para as aspirações das norueguesas que Solveig Gulbrandsen, não só conseguisse travar a sua opositora directa, Sonia Bompastor, mas também, que comandasse o jogo ofensivo da formação escandinava. A jogadora, de 24 anos, tentou cumprir a última dessas missões logo desde o apito inicial, conseguindo, até, dois perigosos cabeceamentos em posições privilegiadas.



Pichon incisiva







Marinette Pichon também parecia bem activa na manobra ofensiva francesa, mostrando bastante critério e visão de jogo sempre que teve a bola em seu poder. Já havia tirado Marit Fiane Christensen do caminho uma vez, quando a defesa evitou que, isolada perante a guardiã Bente Nordby, marcasse para as francesas.



Mau atraso




Gulbrandsen foi a jogadora mais activa nos primeiros 20 minutos, mas coube a Bompastor criar o primeiro golo da partida, através de uma mudança da esquerda para a direita, onde descobriu Mugneret-Béghé. Siri Nordby ainda interceptou o lance de cabeça, tentando de imediato o atraso para a sua guardiã, mas Mugneret-Béghé apercebeu-se da intenção da norueguesa e captou a bola, rematando rasteiro, fora do alcance da guardiã nórdica.

Apesar do sucedido, Gulbrandsen não deixou a sua intenção de guiar a Noruega ir a baixo até um resultado positivo da sua equipa e, à passagem da meia-hora, fez um dos seus tradicionais raides pelo meio-campo adversário, mas, talvez a pensar porque não passou a bola para nenhum dos flancos, optou por um remate que saiu frouxo e ao lado. O que é certo é que goleadoras natas não têm destas dúvidas e Pichon foi bem mais perigosa instantes depois, proporcionando a Nordby uma excelente defesa na resposta ao seu remate de pé esquerdo, já bem perto do intervalo.



Mais poder de fogo




A entrada da jovem Herlovsen proporcionou à Noruega maior poder de explosão e foi o catalisador para uma reacção enérgica, culminada com um golo aos 66 minutos, através de um cabeceamento na sequência de um pontapé que a mesma Herlovsen conquistara instantes antes. A Noruega estava mais possante e, dois minutos depois, Gulbrandsen fez um passe a desmarcar Mellgren nas costas da defesa gaulesa, mas a escandinava perdeu a calma em frente á baliza e desperdiçou um golo por demais evidente.

Aos 69 minutos, Nordby negou o golo a Pichon com uma defesa para o lado esquerdo e, na sequência de outro canto, Herlovsen quase voltava a marcar de cabeça. Já nos instantes finais, Gulbrandsen rematou ao poste e Sandrine Soubeyrand viu um golo ser-lhe anulado por fora de jogo.



[SpicedBlond a 23 de Junho de 2005]

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Memória Atacante LIII

No meio do excelente trabalho da nossa Daniela sobre o Europeu de Futebol Feminino, ela oferece-nos uma pequena apresentação de um dos nossos Fundadores, o Nuno Cardoso.

Foi o rapaz que a trouxe para o Futebol de Ataque e esta foi uma forma que a Daniela encontrou de homenagear um dos carismáticos Fundadores do Blog!




Apresentação de NSC por SpicedBlond



Tardou mas aqui está, o nosso mentor bloguistico o senhor Nuno Cardoso, mais conheçido por NSC.



Como já deu para perceber este jovem é do Benfica, clube que estima com todo o gosto e que defende com muito amor. Pode-se dizer que o Nuno é um fanático pelo futebol e principalmente pelo seu Benfica, mas apesar de tudo é diplomata e por isso consegue-se ter uma boa discussão de qualquer assunto (até de politica), sem que haja batatada pelo meio...






O Nuno é um optimo conversador, e decerto já encontrou uma nova profissão como “descobridor de talentos”, pois ele descobriu a maior parte dos novos “ criticos futebolisticos” com que privamos aqui no Blog, e diga-se de passagem, descobriu pessoal com imenso talento e potêncial, enfim têm bom instinto!!!!!

Já foi mais participativo no Blog, mas como é um “berdadeiro homem de negócios do norte”, por vezes fica algum tempo sem aparecer, ossos do oficio...



A ti, é um bocadinho dificil lançar reptos, mas deixo a proposta de escolheres semanalmente uma equipa Europeia Grande e Pequena e nos faças uma apresentação do que os outros paises nos ofereçem a nivel futebolistico...



[SpicedBlond em 22 de Junho de 2005]

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Memória Atacante LII

Continuamos a relembrar todo o trabalho da nossa eterna Spicedblond por alturas do Europeu de Futebol Feminino realizado em 2005 na Inglaterra!
Desta vez relembramos o Dinamarca - Inglaterra da primeira fase do Europeu.
Vale a pena recordar o fantástico trabalho da Spiedblond...




Dinamarca X Inglaterra



As Dinamarquesas começaram bem o Europeu e a esta altura já se encontravam somente a um ponto de garantir o apuramento para as meias finais , após uma ponta final dramática que garantiu às nórdicas o triunfo sobre as anfitriãs inglesas.



Sem alterações





Os "onze" iniciais não apresentaram quaisquer surpresas. A capitã de Inglaterra, Faye White, conseguiu recuperar a tempo para ocupar o seu lugar no quarteto defensivo, o que permitiu à seleccionadora britânica manter-se fiel à mesma equipa que venceu a Finlândia por 3-2 no jogo de abertura do Europeu. A Dinamarca também não efectuou qualquer alteração e adoptou uma formação em 4-3-3, com Rasmussen e Nanna Mølbach Johansen à espera de causar às inglesas os mesmos problemas que colocaram à Suécia, no empate (1-1) verificado no dia 6.



Bom Começo





A Inglaterra começou melhor o jogo, incutindo uma grande velocidade e uma boa capacidade técnica nos flancos, mas apesar desse dominio, as atacantes inglesas não conseguiam finalizar os bons lançes criados. Logo no primeiro minuto Kelly Smith sofreu uma falta e, do consequente livre directo, Katie Chapman rematou a meia altura, mas a bola saiu ao lado da baliza de Tine Cederkvist.Passado um minuto, Smith voltou a apanhar a equipa da Dinamarca desprevenida, enquadrou-se com a baliza dentro da grande área e rematou às malhas laterais. A seguir, Rachel Yankey, a jogadora que o seleccionador da Dinamarca, Peter Bonde, apontou como sendo a mais perigosa das inglesas, conseguiu ultrapassar duas adversárias no flanco esquerdo, mas o cruzamento "morreu" nas mãos da guarda-redes.

A melhor oportunidade da Inglaterra na primeira metade surgiu aos 35 minutos. Yankey, mais uma vez, fugiu à sua marcadora directa no flanco esquerdo e cruzou com precisão para Amanda Barr. Contudo, com a baliza à sua mercê, a jogadora cabeceou ao lado.



Oportunidade para a Dinamarca





Apesar da intensa actividade dentro da sua grande área, as dinamarquesas mostraram-se satisfeitas por conseguir suster o ímpeto inicial de Inglaterra. Aos 21 minutos, as nórdicas tiveram mesmo uma oportunidade para marcar, mas Pedersen cabeceou à figura de Jo Fletcher, após um livre apontado por Rasmussen.



Grande penalidade





Com toda a pressão Inglesa, parecia tratar-se apenas de uma questão de tempo até a Inglaterra abrir o marcador e aos seis minutos do segundo tempo, a paciência demonstrada pela equipa deu finalmente os seus frutos. Yankey, cuja velocidade foi sempre um quebra-cabeças para as Dinamarquesas, acorreu a um passe rasgado de Williams e foi derrubada na grande área por Mariann Knudsen.

Os 14,000 espectadores ingleses nas bancadas suspiraram de nervosismo com a opurtinidade criada para se avançar no marcador, Williams mostrou toda a sua tranquilidade e apontou agrande penalidade com um remate rasteiro ao canto inferior direito, longe demais para Cederkvist conseguir chegar. Uma vantagem totalmente justa para as inglesas, que poderiam ter garantido a vitória pouco depois, mas Williams e White desperdiçaram excelentes ocasiões.



Justiça cega





No entanto, apesar de se manterem na frente, a Dinamarca quis mostrar porque é considerada uma das melhores selecções do Mundo e com um impeto de Justiça num espaço de poucos minutos virou o jogo a seu favor, um livre directo apontado aos 80 minutos por Merete Pedersen igualou o encontro a um golo. Já perto do final do encontro quando todos pensariam que a partida terminaria numa igualdade, Catherine Sørensen gelou as bancadas e os adeptos ingleses ao apontar de cabeça o golo do triunfo dinamarquês, na sequência de um perigoso centro de Johanna Rasmussen. As inglesas sabiam que a vitória as colocaria na fase seguinte, e conseguiram dominar a maior parte do jogo, mas não conseguiram bater a forte defesa dinamarquesa. Assim a Dinamarca fez com que as contas da Inglaterra se virassem do avesso, tendo que vençer obrigatoriamente a Suécia, uma selecção muito forte para passar ás meias finais, enquanto que á Dinamarca bastar-lhe-ia um empate frente é Finlândia.


[SpicedBlond a 22 de Junho de 2005]

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Memória Atacante LI


A "nossa" Daniela continuava com o excelente trabalho de acompanhamento ao Europeu Feminino de 2005, desta vez recordamos o derby Nórdico entre a Suécia e a Finlândia...



8 de Junho – Suécia X Finlândia



O Jogo entre Suécia e Finlândia terminou empatado o que fez com que todas as equipas do grupo A, ficassem com esperança de alcançar as meias-finais do Europeu.



Bengtsson ao poste





Muito se conhece do talento ofensivo ao dispor das selecções da Suécia e da Finlândia, contudo, foram as defesas que estiveram em destaque em Bloomfield Road. Foi também uma defensora que esteve perto de marcar, Kristin Bengtsson, aos 78 minutos, com um centro que enganou toda a gente e foi embater na base do poste da baliza da Finlândia.



Marcas importantes




No domingo anterior, a Suécia empatou a uma bola com a Dinamarca e nessa partida, as dinamarquesas superiorizaram-se no meio-campo. Por essa razão, a treinadora Marika Domanski-Lyfors apostou em Malin Andersson e deu-lhe a braçadeira de capitã, na ocasião da sua 150ª internacionalização. Therese Sjögran entrou para o flanco esquerdo, com Caroline Seger e Frida Östberg a ficar de fora. A única alteração na Finlândia foi a saída de Jessica Thorn para a entrada de Heidi Kackur, que somou a 50ª internacionalização.



Posse de bola



A Suécia voltou a entrar bem no jogo e aos 13 minutos, Hanna Ljungberg colocou duas defensoras finlandesas fora do caminho com um excelente toque de calcanhar para Victoria Svensson, que efectuou um passe rasgado para Malin Moström. Contudo, Satu Kunnas interceptou o lance. A Suécia usufruiu de muita posse de bola nos minutos iniciais do encontro, frente a um adversário que as suecas haviam batido em 23 dos 29 encontros anteriores entre as duas formações. No entanto, a posse de bola não se traduziu em oportunidades de golo, especialmente devido à má qualidade no último passe, em comparação com o bom jogo colectivo.



Ljungberg perigosa





Decorria já o minuto 22 quando a Finlândia conseguiu o seu primeiro lance de perigo. A capitã Anne Mäkinen combinou com Anna-Kaisa Rantanen, mas o remate saiu por cima. As finlandesas pareciam satisfeitas por conseguirem travar as suecas, com a especial preocupação de manter Ljungberg o mais longe possível da sua baliza. A avançada foi obrigada a recuar bastante no terreno para procurar a bola e foi na zona entre o meio-campo e o ataque que Ljungberg conseguiu mostrar o seu vasto leque de recursos técnicos.



Finlândia reage





Aos 34 minutos, Ljungberg iniciou uma jogada que culminou com um livre directo à entrada da grande área finlandesa, a punir falta sobre Therese Sjögran. Andersson converteu o lance, mas o seu remate saiu por cima da barra da baliza contrária. Pela posição privilegiada do livre, Andersson poderia ter feito melhor, mas esta jogada não foi mais do que o reflexo de uma série de lances de bola parada que a Suécia foi incapaz de aproveitar. Porém, a Finlândia não estava a ser, de forma alguma, esmagada pelas opositoras, e perto do intervalo, Mäkinen e Kalmari obrigaram a guarda-redes sueca Hedvig Lindahl a trabalho difícil.



Suécia mais forte





Thorn entrou na segunda parte para o lugar de Kackur e deu outro ânimo ao ataque da Finlândia. Josephine Öqvist foi também lançada, para o lugar de Lota Schelin, para ocupar o flanco direito. A substituta sueca poderia ter colocado a sua equipa em vantagem pouco depois dos 60 minutos, não fosse Bengtsson ter entrado na jogada na sequência de um lançamento, o que anulou o golo.



Pressão final





As suecas continuaram a pressionar até ao final do encontro, mas apenas um cruzamento de Bengtsson incomodou Kunnas, com a bola a embater no poste. Outro final dramático teria sido demais para a Finlândia após a derrota contra a Inglaterra.



[SpicedBlond a 22 de Junho de 2005]

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Memória Atacante L

Desta vez a Daniela falou-nos sobre o jogo que uma espécie de antevisão daquela que seria a grande final deste Europeu de Futebol Feminino de 2005, Alemanha - Noruega!
Relembrem a crónica da Daniela, eternamente presente no Futebol de Ataque...




Alemanha X Noruega



As duas Selecções que disputaram a final do dia 19, encontraram-se muito antes para se defrontarem, num jogo entusiastico que deixou antever uma grande luta da parte destas duas potencias do futebol para chegar á final.



Finalização eficaz




Pohlers foi a melhor marcadora da Taça UEFA feminina, ganha no mês passado pelo seu clube, o 1. FFC Turbine Potsdam, com 14 golos, e voltou a mostrar a sua capacidade finalizadora, desferindo um remate colocado que bateu Bente Nordby, depois de um passe de Navina Omilade.



Equipa mais forte




A Noruega alinhou com a sua equipa mais forte, utilizando a jovem de 21 anos, Stine Frantzen, que somou a sua quarta internacionalização, como única ponta-de-lança, auxiliada por Dagny Mellgren na esquerda e Unni Lehn no flanco oposto. A seleccionadora alemã, Tina Theune-Meyer, não pôde contar com Birgit Prinz, que não recuperou de uma lesão numa coxa, e também apostou na juventude no ataque, dando a titularidade à mais jovem jogadora da equipa, Anja Mittag, que alinhou à frente de Pohlers e Kerstin Garefrekes.



Jogo aberto




Os esquemas 4-3-3 trouxeram a promessa de um jogo aberto e isso foi cumprido duas vezes nos primeiros 90 segundos, nos quais a defesa da Noruega pareceu sentir dificuldades para travar os ataques alemães. As guarda-redes Bente Nordby e Gunhild Følstad foram mesmo forçadas a atirar a bola para a bancada. Na outra área, a alemã Sandra Minnert também foi pressionada, numa jogada em que Solveig Gulbrandsen e Mellgren combinaram para criar espaço para um remate de Lehn, cujo remate foi defendido para canto por Silke Rottenberg.



O jogo teve qualidade técnica e as duas equipas utilizaram muitas vezes os flancos. Mittag esteve em destaque na selecção germânica e, aos nove minutos, fez um remate em arco que foi bem controlado por Nordby. A Noruega respondeu por Ingvild Stensland, que tentou fazer um "chapéu" de meio-campo a Rottenberg. O remate foi perfeito, mas a bola saiu um pouco ao lado, quando a guarda-redes já estava batida.



Remate perigoso




Garefrekes desperdiçou a melhor oportunidade da Alemanha na primeira parte, a oito minutos do intervalo, numa jogada em que Pohlers combinou com Marianne Paulsen e fez um cruzamento que levou a bola até Mittag. Esta serviu Garefrekes, que atirou para fora. No segundo tempo, as duas equipas continuaram a atacar. Inka Grings, pela Alemanha, e Mellgren, pela Noruega, remataram sem sucesso. Grings pensou que tinha marcado , depois de ultrapassar Nordby, mas Ane Stangeland estava bem colocada e desviou a bola quando esta se encaminhava para a baliza.



Depois de Frantzen ter estado perto do golo, Mellgren aproveitou um bom passe de Gulbrandsen, mas Hingst estragou-lhe os planos. A Noruega esteve quase a marcar, mas não o conseguiu e seria a Alemanha a fazê-lo, aos 61 minutos, num lance em que Omilade dominou a bola com o peito e serviu na esquerda Pohlers, que finalizou de forma eficaz.



A seguir, Mellgren cabeceou para mais uma defesa de Rottenberg e, cinco minutos depois, Gulbrandsen rematou por cima da barra. A sorte não estava do lado da selecção norueguesa.



[SpicedBlond a 21 de Junho de 2005]

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Memória Atacante XLIX


A Daniela continuava a rever o Europeu de futebol feminino disputado em 2005, desta vez escreveu sobre o França - Itália, jogo que as Francesas venceram por 3-1 relegando as Italianas para uma posição muito complicada na tabela classificativa...




França X Itália



A França começou o Campeonato da Europa de Futebol Feminino da melhor forma, levando, claramente, a melhor sobre a Itália, numa partida jogada em Preston.



Instinto goleador







Hoda Lattaf abriu o activo, após um excelente passe de Sandrine Soubeyrand, com a avançada Marinette Pichon a marcar, de seguida, por duas vezes, colocando as gaulesas a ganhar por 3-0 ao intervalo. Sara Di Filippo ainda reduziu, já na parte final da partida, mas já nada podia evitar que as francesas atingissem o topo do Grupo B, com os mesmo pontos da Alemanha, que ganhou à Noruega, por 1-0.



Panico apta





A seleccionadora francesa, Elisabeth Loisel, teve todas as jogadoras à sua disposição para esta partida, o que deu ao animado público de Deepdale a oportunidade de ver ao vivo o enorme talento de Pichon. Do lado das italianas, também as notícias eram as melhores, pois puderam contar com o concurso da melhor marcadora da fase de apuramento, Patrizia Panico, que passou no derradeiro teste físico e foi escolhida por Carolina Morace para fazer dupla com Ilaria Pasqui, ficando Elisa Camporese no apoio.

Foi a Itália quem começou melhor, com Panico a mostrar a suapreponderância na equipa transalpina ao ultrapassar a defesa francesa e isolar Pasqui com um excelente passe. Mas, com apenas Sarah Bouhaddi pela frente, Pasqui rematou à figura, num lance em que a italiana podia ter feito bastante melhor.



França adianta-se





Com o andar do relógio, a França começou a distinguir-se no domínio do jogo e a mostrar-se mais ameaçadora, pelo que foi sem surpresa que o golo apareceu. Soubeyrand, cuja espontaneidade e velocidade vinham causando problemas à defesa italiana, efectuou um excelente passe sobre duas defesas contrárias, proporcionando um grande golo a Lattaf, que fez passar a bola por cima da guardiã Brunozzi, colocando as gaulesas na frente do marcador.

Apesar do golo, as francesas continuaram no comando, com Soubeyrand a coordenar o ataque, procurando a velocidade de Pichon ou a capacidade técnica de Lattaf. Morace bem tentava, do banco de suplentes, fazer com que o seu meio-campo se mantivesse unido, mas nada parecia capaz de parar uma forte França de aumentar a vantagem.



Classe de Pichon





Desta feita, foi Stéphanie Mugneret-Béghé que iniciou o movimento, escapando pela direita, de onde cruzou para os pés de Lattaf. Depois de ter visto o seu remate ser salvo na linha de golo por Elisabetta Tona, Lattaf voltou a enviar a bola à barra, vindo a bola parar aos pés de Pichon, que fez o 2-0.

Sem abrandar, as francesas fizeram o 3-0. O forte remate de Soubeyrand acertou na barra, com Pichon, de novo, a mostrar o seu instinto goleador ao marcar o seu segundo tento, na recarga.



Itália reduz





As italianas tiveram oportunidades para reduzir, com Tatiana Zorri e Panico a desperdiçarem, enquanto, no outro lado, Soubeyrand acertou, outra vez, na trave. A Itália, por fim, chegou ao golo, por Di Filippo, mas já era tarde demais, e ficaram numa situação muito complicada na classificação do grupo.



[Spicedblond a 21 de Junho de 2005]