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sábado, agosto 18, 2007

Referências estrangeiras do futebol luso: Stojczo Mladenov




A referência estrangeira desta semana foi um dos muitos jogadores búlgaros que passou por Portugal, mas sem o mediatismo e sucesso de outros seus compatriotas, como Kostadinov e Balakov. Falo-vos de Stoycho Mladenov, atacante que representou o Belenenses, o Vitória de Setúbal, o Estoril e o Olhanense.
A carreira de Mladenov começou a carreira em 1976, ao serviço do Beroe Stara Zagora. Na quarta época ao serviço do clube do Centro-Sul da Bulgária, o avançado marcou 9 golos, chamando a atenção do gigante CSKA Sofia.
Mudou-se para a capital búlgara, onde representou o CSKA por seis temporadas.Durante esse tempo marcou um total de 66 golos. As suas boas exibições não passaram despercebidas ao então Seleccionador Nacional da Bulgária, Ivan Vutzov, que o convocou para o Mundial de 86, no México.
Aos 29 anos, Mladenov aceitou um novo desafio na sua carreira, transferindo-se para capital portuguesa, de modo a representar o Belenenses. Durante as três épocas com a cruz de Cristo ao peito, o búlgaro ajudou a equipa de Belém a conseguir um terceiro lugar e uma Taça de Portugal. Depois troca o Belenenses pelo Vitória de Setúbal, onde facturou por 17 vezes em duas época. No entanto, a época 90/91 não foi de boa memória para os Sadinos, que, devido a redução do número de equipas de 20 para 18, foi relegado para a II Divisão de Honra. O jogador, porém, continuou na principal divisão lusa, desta feita ao serviço do Estoril. Com a camisola dos canarinhos não jogou com tanta regularidade como no Belenenenses e no Vitória, sendo que em 93 partiu para o Algarve, para representar o Olhanense, na II Divisão de Honra, naquele que seria o último clube da sua carreira.
Voltou para a Bulgária e para o “seu” CSKA, como director desportivo. Voltou em 1997 ao Belenenses, agora como treinador. Contudo, o seu legado não foi para recordar. Nem completou metade da época, e os maus resultados que obteve foram fulcrais para que o Belenenses fosse o lanterna vermelha nas contas finais.
Voltou para o seu país, desta vez para ser o responsável pela Selecção de Sub-21 da Bulgária. Sem conseguir objectivo de colocar as esperanças búlgaras no europeu da categoria, voltou para Sofia e para Director Desportivo do CSKA. Na campanha de qualificação da selecção búlgara para o Mundial de 2002, Mladenov foi o seleccionador que não conseguiu que os búlgaros atingissem a sua terceira fase final consecutiva.
Saiu da Federação, regressou novamente ao CSKA para ser definitivamente treinador do clube que o lançou para a ribalta. Ainda hoje ocupa o cargo e já conquistou dois campeonatos búlgaros, uma Taça da Bulgária e uma Supertaça da Bulgária. Recentemente, Furtado, ex-jogador do CSKA Sofia e actualmente no Paços de Ferreira, acusou Mladenov e outros elementos do clube búlgaro de racismo.

Mladenov foi um avançado importante nas equipas que representou. Por terras lusas, marcou cerca de 60 golos. No entanto, como treinador, não tem tido a mesma sorte, apesar dos títulos que já conquistou pelo CSKA Sofia.


Ficha Técnica:
Nome: Stoycho Mladenov
Data de nascimento: 12/04/1957
Naturalidade: Dimitrovgrad
Nacionalidade: Búlgara
Posição: Avançado
Clubes que representou como jogador: Stara Zagora, CSKA Sofia, Belenenses, Vitória de Setúbal, Estoril e Olhanenense
Clubes que treinou: Belenenses, Selecção Búlgara de Sub-21, Selecção A da Bulgária e CSKA Sofia
Internacionalizações: 59 (15 golos)

Palmarés como jogador:
Dois campeonatos búlgaros
Duas Taças da Bulgária
Uma Taça de Portugal

Palmarés como treinador:
Dois campeonatos búlgaros
Uma Taça da Bulgária
Uma Supertaça da Bulgária

sexta-feira, agosto 10, 2007

Promessa Atacante da Semana: Daniel Carriço

Daniel Carriço é mais uma prova da enorme qualidade que tem a cantera do leão. O jovem central do Sporting foi o melhor elemento da Selecção Nacional de Sub-19 no recente europeu da categoria. Além de ter marcado dois golos, fez parte dos onze jogadores que a Uefa destacou como estrelas em ascensão.


Para muitos sportinguistas, Daniel Carriço já deixou de ser uma promessa e passou a ser uma certeza. Muitos já o antevêem como um jogador que possa vir a ser capitão leonino e comandar a equipa a grande triunfos.
A sua voz ecoa de comando ecoa dentro das quatro linhas, ouvindo-se um pouco por todo o campo. É um líder nato, dotado humildade, inteligência e dedicação. Sabe que tem um longo caminho a percorrer para no futuro se tornar um central de referência.
Na época passada, Carriço chegou a ser convocado por Paulo Bento para o jogo contra o União da Madeira, para a Taça de Portugal. Para já, segue-se um empréstimo ao Olhanense, onde o jovem central poderá jogar com regularidade. Regressará a Alvalade mais maduro, a fim de lutar por um lugar no onze leonino.


Ficha Técnica
Nome: Daniel Filipe Martins Carriço
Data de nascimento: 04/08/1988
Local de nascimento: Cascais
Altura: 1,80
Peso: 75 kg
Posição: Defesa-central
Clube: Olhanense (por empréstimo do Sporting)

domingo, janeiro 14, 2007

Nova era, velha história.


Estádio: José Arcanjo, Olhão
Assitência: 6 000 pessoas
Árbitro: Lucílio Batista

Se Manuel Cajuda esperava ter a sua cidade natal como talismã para um começo promissor à frente do Vitória, o que aconteceu esta tarde em Olhão não correspondeu claramente às suas expectativas. Aliás, estreia pior para o novo técnico vimaranense seria difícil de acontecer.
Com um onze muito diferente daquele que vinha a ser utilizado até aqui ( Cajuda fez alinhar Sereno e Tchomogo pela primeira vez e fez regressar Moreno e Otacílio ), o Vitória entrou no jogo com motivações ofensivas e até conseguiu ser a equipa com o maior nível de posse de bola, bem como a equipa que conseguiu o maior número de oportunidades de golo.
Nada que fosse traduzido em golos ( como já vem sendo habitual! ). Aliás, a primeira parte da partida foi jogada muito lentamente e sem apresentar grandes motivos de interesse. Não foi de estranhar por isso, que o intervalo tivesse chegado com um nulo no marcador.

Na segunda parte, se era esperado que fosse o Vitória a entrar determinado e fortemente inclinado para a baliza adversária, ( mais uma vez ) aconteceu precisamente o contrário. O Olhanense entrou plenamente convicto de que queria ganhar o jogo, e fez pela vida logo nos primeiros minutos, pondo Nilson à prova um par de vezes. O Vitória apresentava-se apático e sem capacidade de resposta, limitando a assistir à luta do Olhanense pela vitória.
A partir do minuto 58, um jogo até então morno, muda completamente de rumo. Manuel Cajuda substitui Moreno e Brasília por Flávio e Targino, respectivamente, certamente com o objectivo de tornar mais dinâmico o seu ataque.
Objectivo falhado muito por culpa de Franco. Na pior altura do jogo, o central vitoriano sem pensar que se com onze já estava difícil então com dez seria praticamente impossível, comete falta e recebe ordem de expulsão, após ver o segundo cartão amarelo. Desespero total dos homens de Guimarães que três minutos depois, como já não era de admirar, sofre o golo, por Djalmir.
Se a igualdade já estava a ser pensada como um bom resultado, este golo veio deitar por terra todas as expectativas de empate e desde o golo do Olhanense o Vitória limitou-se a esperar que Lucilio Batista apitasse para o final do encontro.
Pelo meio, ainda houve tempo para Henrique, após alegadamente ter agredido um homem do Olhanense, ser expulso com um cartão vermelho directo.

Estreia demasiadamente má para Cajuda que terá claramente muito trabalho pela frente, com esta equipa. Quanto aos jogadores, esses continuam a gozar com as gentes que os seguem para onde quer que seja, e envergonham a cada Domingo que passa este clube. Já nem existem palavras adequadas para esta vergonhosa situação.

MELHOR JOGADOR

Sereno #4. É realmente muito frustrante chegar a este ponto e não ter vontade de escolher nenhum dos homens que veste a camisola do Rei. Porque o que apetece mesmo pensar é que nenhum deles merece vesti-la. De qualquer maneira, e guiando-me pelo relato do jogo que é a única base que existe, Sereno, total estreante nesta Liga de Honra, jovem vimaranense que actuou esta tarde como lateral-direito, no lugar de Vítor Moreno, parece ter feito uma partida de bom nível, mostrando a Manuel Cajuda que também pode fazer parte das suas contas.

ARBITRAGEM

Obviamente que é muito dificil avaliar correctamente a arbitragem quando o único suporte que existe é o relato do encontro, mas pelo que me foi dado perceber, Lucilio Batista esteve bem em praticamente todos os lances que ajuizou e não teve qualquer tipo de influência no resultado final.

PONTOS POSITIVOS

- Positivos? Além das mais 200 pessoas que sairam de madrugada de Guimarães para estarem presentes no Algarve, não encontro nenhum. Aliás, num clube em ruinas, a única coisa positiva que ainda se encontra é realmente a sua inigualável massa humana.

PONTOS NEGATIVOS

- A atitude.
- A ingratidão.
- A falta de liderança.
- O medo de ganhar.
- A inconsciência do clube que representam.
- Os jogadores mediocres que representam o Vitória.
- Quando me começarem a "ouvir" talvez já seja tarde. Enquanto não tivermos uma equipa, estruturada de acordo com os objectivos a que este clube se deve propor sempre, enquanto não tivermos uma liderança forte, o Vitória continuará a cair, cair, cair...