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segunda-feira, maio 14, 2007

Lisboetas Orientais Vs Bébés Matosinhenses


Estádio: Estádio Alfredo Marques Augusto, em Moscavide - Lisboa Oriente
Espectadores: 3300
Árbitro: Olegário Benquerença

Mais um fim de semana para presenciar uma festa futebolistica. Desta feita em Moscavide, onde o Leixões garantiu a subida à Primeira Divisão, 18 anos depois de ter descido pela última vez.

A festa de uns acabou por ser a tristeza de outros, já que a equipa da casa só por milagre não descerá. Para tal precisa de ganhar em Santa Maria da Feira e esperar que o Portimonense perca em casa.

Mas vamos ao jogo, ou melhor, antes do jogo. Pelas ruas de Moscavide podia ver-se os adeptos Leixonenses, que prometeram vir aos milhares até Lisboa e cumpriram. Parecia estar-se a entrar em Matosinhos tal a quantidade de pessoas vestidas de Vermelho e Branco, com cachecois e pinturas no rosto.

O Estádio estava práticamente cheio, 3300 pessoas, das quais 3000 eram de certeza de Matosinhos e poucos apoiantes da equipa da casa, que dificilmente chegariam aos 300 restantes. Assim o Leixões jogava em casa para a eventual subida.

O jogo começou de feição para o Leixões que atacava fortemente e aos 5 minutos já tinha rematado ao poste. Contudo o jogo rolava interessante e o Olivais dava mostras de querer adiar a festa. E varias foram as vezes que chegou com perigo à area nortenha.

Apenas à meia-hora o Leixões conseguiu a primeira explosão de alegria, quando Hugo Morais desviu à boca da baliza um cruzamento de Jorge Gonçalves.

Se pensaram que estava aberta a porta da vitória enganaram-se porque a turma caseira continuou a pressionar alto e depois de vários falhanços marcou o merecido empate por Carlos Marques, de cabeça ao segundo poste, depois de mais uma excelente jogada colectiva.

Assim chegou o intervalo, e onde a subida era garantida uma vez que o adversário directo Rio Ave também empatava em Olhão e estava a 4 pontos.

No segundo tempo o bom futebol continuou de parte a parte e eis que pouco depois surge o segundo golo da partida numa falha de marcaçao monumental da defesa lisboeta, permitindo que Roberto sozinho à entrada da area fizesse o que tanto tem feito esta época, marcar golo. Foi a segunda explosão de alegria da tarde.

Eis que acontece então o "segundo caso" do jogo. Não falei ainda do primeiro e já vou falar do segundo? Estranho mas já vão perceber porquê. Quem é indiscutivelmente a maior vedeta do Olivais esta época? Hélio Roque! Pois para espanto geral Hélio Roque começou no banco, este seria o "primeiro caso" do jogo, e o segundo foi a retirada do melhor jogador da partida, Fabio Paim, que estava a dar que fazer e muito à defesa leixonense, para entrar... Hélio Roque.

Com a entrada do jovem atacante o Olivais foi ainda mais pressionante e acutilante, e num cruzamento para a "cabeça da area", Helio Roque remata à meia volta levando a bola a passar a centimetros do poste, teria sido um bonito e merecido golo.

Pouco depois alguma atabalhoação na área do Leixões levou a que a bola fosse salva na linha de golo, a "pontapé para a frente", quando já se gritava o empate.

O Leixões pressionava igualmente mas com menos perigo que no primeiro tempo e foi novamente a equipa "grená" a criar perigo, chegando mesmo a marcar golo prontamente anulado por Olegário Benquerença, por carga sobre o guarda-redes.

Entretanto em Olhão o Rio Ave já perdia, e o Leixões abrandou de sobremaneira, e aos lisboetas já faltava discernimento e pernas para algo mais. O jogo acabava pouco depois com a festa em campo e nas bancadas.



Melhor em campo:

Fabio Paim

Positivo do jogo:

A atitude das duas equipas, na procura da vitória.

MOSKA KNIGHTS! Poucos mas bons, para mim a melhor claque do país. Em casa e já meio descidos apoiaram a equipa, sempre. A meio do jogo na segunda parte o lider da claque foi puxar pelos adeptos do Leixões dizendo-lhes que a festa era deles, fazendo-os cantar ao som das suas palavras, recebendo com isso inumeros aplausos, apertos de mão e alguns cachecóis leixonenses. Passados dois ou três minutos voltou para apoiar o Olivais e Moscavide, sempre incitando os adeptos com canticos e palmas da "praxe". Estar no campo do Olivais com a claque é algo de extraordinário pelo ambiente que lá se vive e pela boa disposição.

Negativo do jogo:

Treinador do Olivais e Moscavide, um homem do Norte, entregou o jogo ao Leixões? Explique a não inclusão do Hélio Roque de inicio e a saída de Fabio Paim sff.

Arbitragem:

O que se conhece de Olegário dispensa palavras.

Extra-jogo:

Campo cheio! Os preços eram os normais praticados ao longo da época e é uma atitude tão rara como estranha por quem não se quis aproveitar da boa vontade do publico visitante. Os aproveitadores do bolso alheio, vulgarmente designados por "chulos" ponham os olhos nesta atitude.


Espaço Claque Moska Knights, um espectáculo dentro do espectáculo:


Alguns dos canticos do Olivais, para alem do espectacular barulho da mosca, das enormes bandeiras e seguramente do maior pano da Liga Vitalis que cobre a bancada toda onde esta a claque:

- "E quem não bate palmas é mosca morta! É mosca mortaaa!"

- "OLIVAIS..." e do outro lado espera-se que os sócios gritem ... "e Moscavide!"

- Quando qualquer jogador da casa ou forasteiro cai no chão e fica prostrado no mesmo "Perdeste a ganza na relva!!! Ganza na relva!!! Perdeste a ganza na relva!!!

- Ouvido no jogo da Taça contra o Tocha "Nós só queremos a Tocha a arder!!! A Tocha a arder!!! A Tocha a arder!!!"

entre outros...


COM O APROXIMAR DO FINAL DO DESAFIO FOI-SE OUVINDO O SPEAKER DIZER QUE NÃO SERIA PERMITIDA INVASÃO DE CAMPO, PARA TAL DESLOCOU-SE, NAQUELA ALTURA, MUITA POLICIA DE INTERVENÇÃO, PARA JUNTO DAS BANCADAS AFECTAS AO LEIXÕES, E INCLUSIVÉ UM POLICIA ARMADO DE CAÇADEIRA COMO PODEM VER NA IMAGEM... QUE SUCEDERIA SE HOUVESSE INVASÃO, HAVERIA TIROS??? NAS PESSOAS??? MUITO ESTRANHO E NO MÍNIMO ALGUÉM DEVERIA ESCLARECER AS PESSOAS DO PORQUÊ DE ESTAR UM INDIVIDUO ASSIM (ARMADO) NAQUELE LUGAR E PARA QUÊ ?!

domingo, fevereiro 25, 2007

Vitória SC 4 - 0 Olivais e Moscavide

Estádio: D. Afonso Henriques, Guimarães

Assistência: 13 123 pessoas

Árbitro: Paulo Costa



Agora é para nunca mais parar!



O Vitória fez esta tarde talvez a exibição mais segura e serena de todo o campeonato, demonstrando já mentalidade de Liga de Honra e postura de candidato à subida. Postura um pouco tardia, dirão alguns, mas suficiente para fazer renascer nos apaixonados corações vitorianos a esperança da promoção.

Passando ao jogo, o Vitória foi dono e senhor de toda a partida. Entrou em campo muito moralizado e com mais de 13 mil pessoas a empurra-lo para a frente não demorou muito a convencer que esta seria uma tarde de conquista folgada.

Sempre muito irrequieto no ataque, as investidas em forma de remate à baliza do Olivais foram uma constante e Rissut, que entrou para substituir o lesionado Mohma, estreou-se a marcar pelo Vitória, ainda não estavam decorridos 30 minutos de jogo. Remate cheio de convicção do lateral-direito vitoriano a abrir o marcador e a levantar pela primeira vez as bancadas do estádio do Rei.

Não foi preciso muito mais tempo para os vitorianos entrarem de novo em euforia. Apenas alguns minutos depois, Otacílio remata forte, o guarda-redes do Olivais e Moscavide estica-se e defende para a frente, deixando a bola sobrar para Ghilas que só teve de encostar, fazendo assim o segundo golo vitoriano.

Tranquilidade mais do que conseguida, com este segundo golo a traduzir claramente o avassalador dominio do Vitória na primeira parte.

Do Olivais e Moscavide pouco ou nada de viu, destacando-se apenas Hélio Roque com algumas tentativas ( falhadas ) de ataque, tornando assim Nilson um mero espectador desta primeira parte do encontro entre lisboetas e vimaranenses.

Dos primeiros 45 minutos não havia nada mais a assinalar e o intervalo chegava com a plena esperança dos vimaranenses em ver a vantagem alargada.





Se a primeira parte tinha apresentado um futebol agradável, a segunda parte, que prometia a manutenção desses níveis, não desiludiu quem assim acreditava.

Mesmo tendo diminuido o ritmo de jogo imposto, o que deu azo a algumas investidas perigosas do Olivais e Moscavide ( muito graças também à excelente entrada do irrequieto Fábio Paim que deu algum trabalho a Sereno ), o Vitória controlou plenamente os acontecimentos nesta segunda metade do encontro e nunca deixou que os homens de Lisboa colocassem em causa a sua superioridade.

Perto do final da partida, conseguiu mesmo sentenciar o jogo com mais dois golos. Brasilia primeiro e Targino depois foram os autores do resultado final que deixou em pleno estado de loucura os adeptos vitorianos que mais uma vez conferiram a este jogo um ambiente de primeira liga.

Está consumado assim o bom momento que o Vitória atravesa, um Vitória com nova postura, mais consciente e lutador e acima de tudo goleador, já que esta época os vimaranenses nunca tinham ganho com uma diferença superior a dois golos.
Agora em Guimarães reza-se para que as palavras de Manuel Cajuda sejam seguidas e consumadas na prática: "Quando o Vitória começar a ganhar nunca mais vai parar".


MELHOR JOGADOR


Brasilia #11. Mostrou sempre grande atrevimento e pulmão para percorrer de alto a baixo o lado ofensivo da sua equipa. Executante de um livre perigosissimo que por pouco nao deu em golo, e ainda de alguns perigosos cruzamentos teve a recompensa de todo o seu esforço no segundo tempo de jogo ao 'apanhar' uma bola bem a jeito de um dos seus potentes remates, fazendo deste modo o terceiro golo do Vitória.



ARBITRAGEMMuito condescendente com o grande contacto físico provocado pelos jogadores do Olivais e Moscavide, ainda assim conseguiu uma exibição possitiva, o juiz Paulo Costa, bem como os seus auxiliares.



PONTOS POSITIVOS

- O 'novo' Vitória. Nova atitude, nova consciência e nova vontade. Ingredientes essenciais para dar uma imagem digna dos profissionais que vestem a camisola com o símbolo do Conquistador.

- Ambiente de primeira liga nas bancadas do D. Afonso Henriques. Arrepiante e inexplicável. Só isso.

- Dois jogos, seis golos marcador, zero golos sofridos. O Vitória começa a apresentar estatisticas de candidato...

- E a esperança renasce...



PONTOS NEGATIVOS

- Lesão de Mohma. Depois de uma excelente exibição frente ao Penafiel, o jogador vitoriano foi hoje vitima do azar e viu-se impedido de dar o seu, concerteza importante, contributo à equipa.