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quarta-feira, agosto 06, 2008

LIGA SAGRES 2008/09

FUTEBOL CLUBE PAÇOS DE FERREIRA
Presidente: Fernando Sequeira
Treinador: Paulo Sérgio
Estádio: Da Mata Real (15.000 Lugares)
Assitência Média em 2007/08: 2.035 Espectadores
Classificação em 2007/08: 15º Classificado
Página WEB: http://www.fcpf.pt/

PREVISÃO ATACANTE
" Com o fim da «Era José Mota», os «Castores» apresentam-se esta temporada apostados em não voltar a passar pelas mesmas dificuldades sentidas durante toda a época transacta, que se prolongou até aos Tribunais Desportivos, onde finalmente Fernando Sequeira conseguiu manter o seu Clube na Liga Sagres!
As contratações de Cássio e Bruno Conceição (ambos Guarda-Redes), Ricardo (ex-Beira-Mar), Filipe Gonçalves (ex-Vitória Setúbal) ou do melhor Marcador da Liga Vitalis, Leandro Tatu (ex-Aves), servirão para o Paços de Ferreira evitar os 2 últimos lugares da Classificação, mantendo a sua filosofia de ataque, agora com um Técnico Jovem, que chega pela primeira vez a este Escalão, Paulo Sérgio. Após os bons desempenhos em Olhão, Açores e mesmo em Aveiro, este Treinador é, juntamente com Lori Sandri (CS Marítimo), a grande incógnita para a maioria dos Adeptos.
Certamente os famosos Bonés Publicitários não ajudarão na sua Imagem, mas sempre ficará melhor que ao anterior Técnico dos «Castores»..."
João Ribas

OPINIÃO DO ADEPTO
"A nova época está prestes a iniciar-se e, com ela, está de regresso a nossa ilusão de uma participação positiva. Acreditamos que tal vai acontecer e que os calafrios e desilusões da época passada não acontecerão de novo."
em http://castores1950.blogspot.com

domingo, novembro 11, 2007

Vitória SC 0-0 Paços de Ferreira

Estádio: D. Afonso Henriques, Guimarães
Assistência: 16 905 pessoas
Árbitro: Paulo Costa

Ficha de jogo
Vitória SC

Nilson, Andrézinho, Geromel, Radanovic, Sereno, Flávio, João Alves (53'), Carlitos (37'), Desmarets, Alan (78') e Miljan
Suplentes utilizados: Ghilas (37'), Fajardo (53') e Targino (78')
Suplentes não utilizados: Nuno Santos, Moreno, Marcio e Rabiola
Treinador: Manuel Cajuda

Paços de Ferreira
Peçanha, Ferreira, Kiko, Tiago Valente, Valdir, Filipe Anunciação, Dedé, Pedrinha, Ricardinho (53'), Renato Queirós (69') e Cristiano (80')
Suplentes utilizados: Furtado (53'), Edson (69') e Fernando Pilar (80')
Suplentes não utlizados: Coelho, Luiz Carlos, Wesley e Márcio Carioca
Treinador: José Mota

Cartões amarelos: Pedrinha (35'), Cristiano (50'), Furtado (55'), Tiago Valente (63') e Filipe Anunciação (72')
Cartões vermelhos: -

Jogo muito pouco interessante ontem à noite no D. Afonso Henriques entre Vitória e Paços de Ferreira. A equipa pacense trouxe uma estratégia montada extremamente defensiva e o Vitória teve dificuldades em desenvolver o seu futebol perante tal postura.
Foi uma primeira parte praticamente sem lances dignos de registo sendo João Alves e Alan os únicos a tentar, de longa distância, bater Peçanha. Não conseguiram e o jogo continuou apático até ao final dos primeiros 45 minutos.
Na segunda parte, a qualidade de jogo não sofreu grandes alterações e apesar da maior determinação do Vitória, cedo se percebeu que o empate deveria ser o final resultado desta partida.
Miljan, aos 64', inacreditavelmente, perdeu a oportunidade de mudar esse cenário atirando ao lado um bom cruzamento de Fajardo.
Esta foi, aliás, a oportunidade mais flagrante de golo em toda a partida. Apesar de tudo, o Vitória dominou sempre o jogo, atacou, ainda assim, mais do que o Paços mas não esteve realmente num dos seus melhores dias. Foi uma exibição não muito conseguida, com muitos passes falhados no meio-campo e com a postura extremamente defensiva do adversário a ajudar à festa.
Desta vez, a vontade e o querer destes jogadores não foram suficientes para vencer o jogo mas como o próprio Manuel Cajuda afirmou, é mais um ponto na caminhada desta equipa que até agora tem sido irrepreensível.

Melhor em campo
Geromel #19
O inevitável Geromel. Tem classe e qualidade para dar e vender. Até ares de extremo mostrou ontem ( e não se saiu nada mal! ), voltando a mostrar toda a sua segurança na defensiva do Vitória tendo ainda disponibilidade para ir lá à frente dar uma ajudinha aos colegas. É delicioso ver este craque com a bola nos pés.

Arbitragem
Nada a apontar. Esteve bem o juíz do Porto.

Pontos positivos
- O intervalo do jogo de ontem serviu para homenagear a menina que esta semana marcou mais uma página na história deste clube: tornou-se a sócia número 28 000 e recebeu das mãos do presidente uma camisola com a devida alusão a esse feito. E a meta dos 30 000 aqui tão perto. Continuamos a crescer...

Pontos negativos
- Empatar em casa, apesar das características do jogo, não se pode considerar positivo.
- Miljan. Inacreditável o falhanço. É preciso mais qualidade no sector mais adiantado do Vitória. Muito mais.

domingo, outubro 28, 2007

Alê Vitória Alê



Estádio do Bonfim, em Setúbal

Assistência: 4000 espectadores

Árbitro: Hugo Miguel (A.F. Lisboa)


V. SETÚBAL: Eduardo; Janício, Robson, Auri e Adalto; Sandro, Elias e Ricardo Chaves (Filipe 84’); Paulinho (Edinho 64’), Leandro (Bruno Gama 54’) e Cláudio Pitbull

Suplentes: Milojevic, Hugo, Jorginho e Macaé.

Treinador: Carlos Carvalhal

PAÇOS DE FERREIRA:Peçanha; Mangualde (Pedrinha 72’), Tiago Valente, Luiz Carlos e Chico Silva; Filipe Anunciação (Fernando Pilar 51’), Dedé e Edson Di (Furtado 51’); Wesley, Edson e Ricardinho

Suplentes: Coelho, Rovérsio, Renato Queirós e Ferreira.

Treinador: José Mota

Disciplina: Cartão Amarelo: Tiago Valente (17’), Pitbull (52’), Robson (60’), Ricardinho (64’), Edson (65’), Sandro (72’), Chico Silva (76’), Furtado (81’) e Auri (88’).

Golos: 1-0 Auri (26’)
1-1 Luiz Carlos (62’) gp.
2-1 Edinho (67’)
3-1 Bruno Gama (79’)


E vão 11 jogos sem perder. Recebemos o Paços de Ferreira e vencemos por 3-1. Os sadinos mantêm a invencibilidade nos jogos oficiais. A turma de Carlos Carvalhal nem precisou de jogar muito bem, bastou saber aproveitar as oportunidades. Com alguns pontapés mal dados, lá começou a partida, e a verdade seja dita, a primeira parte não foi muito bem jogada. Mas desde o primeiro minuto que se conseguiu ver quem era a equipa com mais argumentos, ou vontade de vencer. O Vitória! Mais cedo ou mais tarde teria que aparecer o golo, o que aconteceu aos 26 minutos, com Auri a “responder sim” ,de cabeça, ao canto marcado por Paulinho. Os pacences tentaram reagir, mas sem objectividade. Tudo ao molho, e fé em Deus.... Não resultou, eos vitorianos pegaram de novo no jogo. Ao fim da primeira parte, o primeiro caso do jogo....

Começou a segunda parte, e o Paços voltou de cara lavada. Mais pressão, mais velocidade e mais eficiência no ataque. Parecia não haver resposta sadina, o visitante acabou mesmo por marcar o golo do empate de grande penalidade. O Vitória não conseguiu pegar no jogo, até Carlos Carvalhal fazer mudanças na equipa. Juntou Edinho ao recém entrado Bruno Gama, e juntos mudaram a corrente do jogo. Chegaram ao golo da vantagem, mas o melhor momento do jogo ainda estava para vir. Aos 79 minutos, Ricardo Chaves Passa para Bruno Gama, esse enche o pé....e é um golaço!!!

Jogo termina, e o resultado é justo. Os sadinos foram no conjunto dos 90 minutos melhores, com mais vontade e querer. Mais uma vitória. Não sabemos o que é perder....


Melhor em Campo:

Claudio Pitbull! Foi o melhor elemento em campo, pelo que jogou e fez jogar. Mesmo vindo de uma lesão mostrou estar a um bom nível e tentou o golo sempre que pôde, testando as capacidades de Peçanha. Tanto tentou que o segundo golo surgiu de uma defesa incompleta de um remate seu, que Edinho aproveitou bem. Fez uma boa exibição e merecia ter comemorado um golo no Bonfim. Um verdadeiro Pitbull....

Árbitro:

Não faço a minima quem é este senhor. Parece-me que foi a primeira vez que eu o vi a apitar....e aos 45 minutos deixou passar uma clara falta a Auri aos 45 minutos. Penalty por assinalar....

sexta-feira, agosto 31, 2007

Sorteio Taça UEFA

Hoje, ao meio-dia, no Mónaco, decorreu o sorteio da Primeira Eliminatória da Taça UEFA. Conseguimos colocar as 4 equipas nesta eliminatória, embora a União Leiria tenha de ter passado por duas pré-eliminatórias, uma delas na Taça Intertoto. O Sp. Braga, era a única equipa que partia para este sorteio como cabeça de série e o único que tinha a tarefa mais acessível. Belenenses, Paços Ferreira e União Leiria esperavam o menor “azar” possível.

Porém não foi isso que sucedeu, Os Belenenses, tiveram de longe o pior sorteio de todas as equipas europeias envolvidas nesta eliminatória, calhando com os alemães do Bayern Munique, que até agora é o maior favorito à vitória final nesta competição.

O Paços Ferreira também se pode queixar do sorteio, uma vez que calhou com uma equipa habituada a ir longe nesta competição. Os holandeses do AZ 67 Alkmaar devem contar não só com o seu potencial mas com a inexperiência europeia dos portugueses.

O União Leiria calhou também com uma equipa alemã, o Bayer Leverkusen, que neste momento é uma sombra da grande equipa europeia que foi em tempos nao muito idos. Contudo é sempre uma equipa alemã. No entanto a equipa do Lis pode ter uma palavra a dizer, a não ser que se perca na inexperiência como o Paços de Ferreira.

Por último o cabeça de série Sp. Braga, com um sorteio “assim-assim”, nem bom nem mau. Uma equipa Suéca do meio da tabela para cima e que acabou a época passada no terceiro lugar, mas com muita rodagem a nivel europeu. Foi campeão sueco em 2001. Encontram-se no 8º lugar do campeonato mas em casa mostram ser uma equipa fortíssima, e em 9 jogos tem 7 vitórias e 2 derrotas com 15 golos marcados e apenas 3 sofridos.

Em relação aos outros jogos temos alguns muito interessantes.

O Atlético Madrid de Simão, Maniche, e Zé Castro, parece ter uma tarefa muito simples defrontando os turcos do Kayseri Erciyesspor, que desceram de divisão. José Peseiro e o seu Panathinaikos encontram o Artmedia. Teremos portugueses dos dois lados também no Tottenham Hotspurs contra o Anorthosis. E em termos de eliminatórias interessantes, o Lens de JP Papin recebe o FC Copenhaga, e o “azarado” Dinamo Zagreb que também veio eliminado da Liga dos Campeões pelo Werder Bremen, agora encontra o não menos forte Ajax. Os espanhóis do Getafe defrontam o FC Twente da Holanda. Rapid Viena frente a Anderlecht e Nuremberga versus Rapid Bucareste, podem ser também jogos interessantes.

Pela parte “negativa” ou desnivelada do sorteio podemos encontrar: Everton contra o Metalist Kharkov (Ucrânia), Bolton Wanderers frente ao Rabotnicki (Macedónia) e Villareal versus BATE Borisov (Bielorrussia).

Os jogos sairam por esta ordem:

Midjityland – Lokomotiv Moscovo
Groningen – Fiorentina
Rabotnicki – Bolton Wanderers
AEK Athenas/Sevilha – Red Bull Salzburg
Nuremberga – Rapid Bucareste
Everton – Metalist Kharkov
FC Zenith – Standard Liège
Bayer Leverkusen – União Leiria
Villareal – BATE Borisov
Sion – Galatasaray
Atlético Madrid – Kayseri Erciyesspor
Bordéus – Tampere United
Panathinaikos – Artmédia
Sparta Praga – OB Odense
FC Zurique – Empoli
Sochaux – Panionios
Rapid Viena – Anderlecht
Paços Ferreira – AZ 67 Alkmaar
Sampdória – Aalborg
Spartak Moscovo – Haecken
Hammarby – Sp. Braga
Larissa – Blackburn Rovers
Mladà Boleslav – Palermo
Dinamo Zagreb – Ajax
Rennes – Lokomotiv Sófia
Brann Bergen – Club Brugges
Bayern Munique – Belenenses
Aberdeen – Dniepr
SC Heerenveen – Helsingborgs
Toulouse – CSKA Sófia
Hamburgo – Liteks Lovech
FK Sarajevo – Basileia
Austria Viena – Vaalerenga
AIK Estocolmo – Hapoel Telaviv
Aris Salónica – Zaragoza
Dinamo Bucareste – Elfsborg
Tottenham Hotspurs – Anorthosis
Lens – FC Copenhaga
Getafe – FC Twente
Groclin – Estrela Vermelha


Os jogos realizam-se a 20 de Setembro e 4 de Outubro, primeira e segunda voltas respectivamente.

Lembrem-se, não há vencedores antecipados... Vamos todos aos estádios apoiar as nossas equipas!

domingo, agosto 19, 2007

Leões das Ilhas 3-1 Europeus da Capital do Móvel



Local: Estádio dos Barreiros, no Funchal
Assistência: Cerca de 5 mil espectadores
Árbitro: Carlos Xistra (Castelo Branco)

Marítimo
Marcos; Ricardo Esteves, Ediglê, Antoine e Evaldo; Olberdam (Wênio, 83m); Marcinho, Bruno e Fábio Felício (Luís Olim, 86m); Kanu (Márcio Mossoró, 68m) e Makukula

Paços de Ferreira
Peçanha; Ferreira, Luiz Carlos, Kiko e Antunes; Dedé; Edson (Ricardinho, 66m), Filipe Anunciação, Fernando Pilar (Edson Di, 59m) e Cristiano; Márcio Carioca (Furtado, 53m)

Disciplina - Cartões amarelos para Olberdam, Evaldo e Marcos do Marítimo; e para Kiko, Edson, Ferreira, Furtado e Dede do Paços Ferreira.

Golos – Makukula (14 e 40m), Ediglê (24m) e Dedé (48m)

Finalmente, um Marítimo de garra, a jogar futebol de qualidade que não se via há algumas épocas pelos lados dos Barreiros. Lazaroni demonstrou que criou uma equipa coesa, organizada, com identidade táctica, algo que faltava nos tempos de Ulisses Morais e Alberto Pazos.



Uma primeira parte de luxo permitiu aos verde-rubros construir um resultado volumoso, para um resto de jogo sem muitas preocupações. Os reforços demonstraram que são uma mais valia e estiveram em destaque: Makukula bisou na partida; Ricardo Esteves com boas arrancadas pelo flanco direito; os centrais Edligê e Van Der Linden deram segurança ao último reduto; Bruno pautou todo o jogo verde-rubro; Fábio Felício deu grande dinâmica ao ataque; e Mossoró demonstrou bons pormenores.
Apesar de um segundo tempo menos conseguido, com o Paços de Ferreira a ir atrás do prejuízo, conseguindo inclusive reduzir, o Marítimo conseguiu gerir a vantagem e tentar aproveitar os espaços dados pelo o adversário, que procurava inverter o resultado. Objectivo conseguido contra um adversário sempre complicado e que, além do mais, será um dos representantes de Portugal nas competições europeias.

Melhor em campo:


Makukula – Tenho de confessar que fiquei impressionado com a forma do luso-congolês. Foram raros os lances que não ganhou, e correspondeu da melhor forma aos excelentes cruzamentos de Ricardo Esteves. O pendor físico de Makukula promete ser uma dor de cabeça para as defesas contrárias.



Arbitragem:
Carlos Xistra utilizou um critério muito alargado. O golo do Paços de Ferreira é precidido de uma falta de Cristiano sobre Kanu, um erro que acaba por não ter influência porque o resultado já estava definido. Foi permissivo com entradas duras de alguns jogadores pacenses.

Pontos positivos:
● o bom futebol da equipa verde-rubra da primeira parte
● os golos de Makukula
● uma boa moldura humana
● a equipa do Paços de Ferreira, que nunca virou a cara à luta

Pontos negativos:
● uma arbitragem passiva
● algumas entradas duras dos jogadores Paços de Ferreira



Conclusão:
Uma vitória justa, que nunca esteve em dúvida. Uma boa amostra daquilo que os exigentes adeptos verde-rubros esperam que seja uma constante durante a época. Finalmente, o Marítimo venceu e convenceu!

segunda-feira, maio 07, 2007

Estrela Vs Castores

Estádio: José Gomes, na Reboleira
Assistência: Mais do que o normal
Árbitro: João Ferreira

Antes da partida foi ver passar o festival de autocarros vindos do Norte, carregados de “castores”. Pareceu-me contar entre os 12 e os 13 veiculos. Quando as equipas jogam bem o povo acredita e vai ver a bola, seja onde for. A não ser que sejam equipas “fantoches”, algo que não acontece no Paços Ferreira, equipa que sempre gostei, apesar dos constantes maus resultados do Estrela com eles, seja em casa ou fora. A sua postura de jogar por jogar aliado ao bom futebol que na maioria das vezes pratica, sempre me agradou.

E não é que finalmente voltámos a ganhar em casa ao Paços Ferreira, algo que já não acontecia há mais de 13 anos? E que grande jogo de futebol, ontem na Reboleira, com a bola raramente a parar no meio campo em jogadas perdidas, com ataques constantes dos dois lados.

O jogo prometia, uma vez que em nossa casa dificilmente nos deixamos perder e o Paços queria a todo o custo ganhar, para manter a hipotese de ir à Taça UEFA.

Assim o jogo começou com ritmo forte de ambos os lados mas com pendor mais ofensivo para o Paços que queria surpreender logo de inicio. Passado o impeto dos 10 minutos iniciais o Estrela começou a equilibrar e a empurrar os “amarelos” para trás.

Assim e até ao intervalo o possante Moses e o semi-anedótico Nuno Viveiros podiam ter marcado em várias ocasiões. Numa cavalgada impressionante, desde o meio campo, Moses livra-se de dois defesas e entra na área, so que em vez de rematar quis ganhar melhor ângulo e tentou fintar novamente os dois defesas que vinham à ilharga e a hipótese gorou-se. Noutra situação Moses remata forte para defesa apertada de Peçanha e mais tarde, Nuno Viveiros, a cruzamento e de cabeça atira à barra.

Mais uma ou outra jogada de perigo com os remates a sairem muito perto da baliza nortenha e do outro lado o Paços aparecia sempre em ataques velozes e perigosos mas pecava sobretudo pela não conclusão em remate à baliza, por isso raras foram as defesas de Pedro Alves em toda a partida.

Reparem bem os minutos a que acontecem as situações, em catadupa, e já podem ver o futebol que tivemos, ao melhor nível:

28' - Moses deixa para trás Emerson e Williams, mas perde tempo no remate acabando depois por fazer falta sobre um defesa pacense

30' - Boa jogada de Viveiros, mas Luiz Carlos consegue travar o ataque

32' - Pontapé de canto para o Paços. Cristiano coloca a bola na grande área, Emerson tenta o cabeceamento mas José Fonte impede e o guardião Pedro Alves salta mais alto e agarra a bola

34' - Peçanha não segura um remate de longe de Tiago Gomes, mas Jaime falha a emenda

36' - Tiago Gomes marca o livre na esquerda, para o cabeceamento de Amoreirinha, mas o guardião do Paços agarra sem problemas

37' - Boa jogada de Cristiano, que remata sem perigo à baliza de Pedro Alves

A bola saia de um lado e no minuto seguinte era jogada perigosa para o outro. Grande jogo.

A segunda parte teve mais do mesmo, com o Estrela a falhar remates atrás de remates e a ver os “Castores” serem mais afoitos e a baralhar a defesa tricolor.

Logo de entrada há cruzamento de Yoni para o coração da área onde aparece Moses a cabecear... com a mão... cartão amarelo bem mostrado.

Os 10 minutos seguintes tiveram mais predominio dos pacenses mas sem ser muito diferente da primeira parte, e as oportunidades surgiam mais por atabalhoamento da defesa tricolor, já na área.

Aos 70 minutos dupla substituição no Estrela, entrando o há já muito pedido pelo público, Rui Borges e Anselmo.

Daí para o final o Paços só teve mais uma situação, aos 75 minutos, a melhor dos nortenhos em toda a partida, quando Rui Duarte perde a bola na área e Elias isolado remata fraco ao poste.

A partir daí o Paços “acabou”.

Aos 79 minutos Tiago Gomes centra com selo de golo para Moses cabecear e todos gritarmos gol..... foi ao lado!!! Inacreditável, havia algo mais na baliza do Paços do que Peçanha. Havia também muita sorte e já cheirava a injustiça.

Aos 84 uma falta sobre Moses à entrada da área, leva o árbitro a assinalar livre directo.

Chamado à cobrança Tiago Gomes marca finalmente o golo, que era mais que merecido. Contou ainda com a ajuda de Peçanha que diz não ter visto a bola partir.

O jogo terminava pouco depois, sem mais registos de promenor.

Positivo do jogo:

O próprio jogo em si. Grande jogo de paragem e resposta constante. Duas boas equipas que quando querem sabem mostrar muito bom futebol.

Negativo do jogo:

Vitória escasa para as oportunidades flagrantes.

Arbitragem:

Boa arbitragem embora com erros pontuais e de olhar trocado, uma vez que houve cantos para o Estrela que foram transformados em pontapés de baliza e faltas ao mesmo sabor.

Melhor em Campo:

Tiago Gomes no meio campo e Moses no ataque.


Extra:

O Estrela deve ser a equipa que melhor trabalha as bolas paradas em termos de livres directos. Esta época já ganhou vários jogos, merecidamente, mas apenas na transformação de livres directos. E não só: Os marcadores dos livres nunca são os mesmo. Já tivemos golos de livre directo por: Jaime, Edu Silva, Luis Loureiro e ontem foi Tiago Gomes a juntar-se à lista. Não há duvida que há treino individual destas situações para não se depender de um só jogador que esteja em dia mau ou lesionado. Palmas para Daúto Faquirá neste aspecto.

Moses é uma parede. Levar com este jogador é o mesmo que andar aos pontapés a uma árvore.
Segundo informações pacenses, 3 são os jogadores da defesa que estão condicionados devido à disputa directa com o Ganês. E posso afiançar que não houve faltas marcadas a Moses por carga sobre nenhum jogador. Ele é mesmo uma força bruta da natureza, muito forte... compensando com isso a possível pouca técnica.

segunda-feira, abril 02, 2007

Boavista - P. Ferreira

Local: Porto
Estádio: do Bessa
Assistência: 3000
Árbitro: Vasco Santos

O Boavista voltou finalmente às vitórias numa bela exibição, no Estádio do Bessa. E com a equipa voltou também um artilheiro à sua profissão: o de goleador. Estou a falar de Roland Linz, que se com este jogo tornou-se o segundo melhor marcador da Liga, depois de oito jornadas sem marcar.

A equipa apresentou num 4x3x3 atacante, contrariamente ao 4x3x3 defensivo com três médios mais defensivos. Desta vez, Jaime Pacheco quis demonstrar que quer ver quem pode ficar para a próxima época e por isso resolveu por a equipa a jogar um futebol bastante dinâmico, rigoroso e curto.
Livramento e Kazmierczak foram os grandes obreiros do meio-campo, fazendo a defesa pacense abrir que nem manteiga, com passes e jogadas fantásticas. Atrás, Ricardo Silva, Cissé e Tiago foram bastante rigorosos na marcação e recuperaram imensas bolas. O ataque esteve igualmente bem e bastante trabalhoso, com Grzelak a estar num plano mais baixo, com a pior exibição da noite nos axadrezados, enquanto Linz e Zé Manel com ajuda de um meio-campo dinâmico e fizeram um belo jogo, compensando a má exibição dos laterais Lucas e Nuno Pinto.

No primeiro tempo, o Paços entrou melhor, com um futebol bastante rápido e flanqueado, causando logo a primeira oportunidade que Renato Queirós desperdiçou quando tinha apenas um defesa do Boavista na baliza. O Boavista foi-se encaixando no jogo e aos poucos foi subindo, sempre com Linz a dar imenso trabalho a Luiz Carlos. Aliás, antes de causa oportunidades o austríaco sacou de um penalty que o árbitro não assinalou.
Depois a equipa foi ameaçando com jogadas de algum perigo, mas nunca com oportunidades reais de golo. Roland Linz obrigou por duaz vezes o guarda-redes a aplicar-se.
Aos 37m, Luiz Carlos agarra Linz à entrada da área, falta e no livre Kazmierczak manda uma bomba para a baliza de Peçanha fazendo o primeiro. O polaco já tinha marcado na semana passada o quinto golo da sua selecção frente ao Azerbeijão.

Na segunda parte, o Boavista intensificou o ataque e marcou logo o segundo golo, frente a um Paços menos aguerrido. Pontapé que isola Kaz, que passa para Linz encostar e fazer o segundo. Logo a seguir, Antunes vai reduzir para o Paços com um remate fantástico.
O jogo tinha passada de resolvido para um suspense, mas a o Boavista controlou sempre as operações e nunca deixou que o Paços comandasse a partida.
Aos 70m, já com Hugo Monteiro em campo, Roland Linz isola-se e faz de primeira o terceiro golo da equipa axadrezada, resolvendo a partida em absoluto.
Depois jogou-se 20 minutos de “engonhar”, já que Pacheco decidiu tirar o motor da equipa Livramento para por o mais que parado Ricardo Sousa. O Paços controlou o resto da partida, nunca criando perigo real para a baliza de William.

Vitória justa da melhor equipa em campo, a equipa que mais lutou e que melhor jogou, voltando a fazer uma exibição fantástico. Era bom que conseguisse manter este ritmo nos próximos jogos, para conseguir no mínimo a ida à Intertoto.

Melhor em campo: Roland Linz

Até podia por Kazmierczak ou Livramento, mas o melhor foi o austriaco que muito trabalhou: 2 golos, ganhou a falta no outro golo, ganhou um penalty que o árbitro não viu, jogou imenso nas alas, e ainda criou oportunidades... ele diz que tem de ir mais vezes à Austria, eu digo o mesmo... e que honra foi vê-lo no Saint-Dennis.


Árbitro:


É jovem e por isso esteve mal no critério dos cartões. Luiz Carlos não deveria ter acabado a partida e se calhar Zé Manel também não. O penalty sobre Linz é uma palhaça, o jogador do Paços tira a camisola aos austriaco de tanto oa agarrar e mesmo vendo não assinalou. É proíbido assinalar penaltys a favor do Boavista?

Pontos Positivos:

O jogo em si foi muito bom...
Livramento e Kazmierczak um meio-campo dinâmico, forte, técnico e veloz

Bons discursos dos técnicos
Pontos Negativos:

Lesão de Mangualde que prejudicou imenso os pacenses

Poucos público no Bessa, mais uma vez...:(
Ricardo Sousa, entrou e acabou o futebol.

terça-feira, fevereiro 27, 2007

SL Benfica 3-1 Paços de Ferreira


Estádio: Estádio da Luz

Espectadores: 35.000

Árbitro: Paulo Paraty (Porto)



SL Benfica:
Quim, Nelson, Luisão, Anderson e Léo, Petit, Katsouranis, Karagounis e Simão, Nuno Gomes e Miccoli.
Treinador: Fernando Santos. Jogaram ainda: Dérlei, Paulo Jorge e Jõao Coimbra.



Paços de Ferreira:
Peçanha, Mangualde, Geraldo, Luiz Carlos e Antunes, Paulo Sousa, Edson, Fahel e Elias, Cristiano e João Paulo.
Treinador: José Mota. Jogaram ainda: Leanderson, Ricardinho e Mojica.

Bom jogo de futebol, que terminou com a vitória benfiquista, mantendo assim a invencibilidade no Estádio da Luz. O Paços bateu-se bem, mas não teve argumentos para contrariar o Benfica.


O Benfica teve um início de jogo bastante forte, e isso reflectiu-se no golo marcado cedo, e nas oportunidades criadas nos primeiros minutos de jogo. Fernando Santos fez apenas uma alteração, em relação ao jogo de Bucarest, deixando Dérlei no banco, voltando Nuno Gomes á titularidade. No lado do Paços, Cristiano, autor do golo frente ao Sporting na passada jornada, foi titular, ao lado de João Paulo.
O Benfica entrou forte e começou logo a criar perígo, e Simão aos cinco minutos teve o primeiro lívre da partida, mas a bola acabou afastada por João Paulo. Três minutos depois, o capitão abriu o marcador, na sequência de um lívre directo, castigando falta sobre Karagounis. Bem ao jeito de Simão, descaido para a esquerda, a bola entrou sem hipoteses para Peçanha, que estava relativamente mal colocado na baliza.
O Benfica continuou a pexercer bastante pressão sobre a defesa do Paços, pricipalmente através de um endiabrado Simão, que arrancou um cartão amarelo a Elias.
O Paços de Ferreira, um pouco atordoado pela entrada encarnada, apenas conseguiu fazer uma jogada aos 16 minutos de jogo, através de Edson, que conseguiu furar bem entre dois jogadores benfiquistas e depois caiu reclamando falta, mas o árbitro nada assinalou.
O Benfica continuou apressão, e teve duas excelentes oportunidades para mapliar a vantagem, através de Nuno Gomes e Miccoli, com o internacional português a rematar forte, mas ao lado, e depois o italiano a proporcionar uma excelente defesa a Peçanha, depois de bem desmarcado por Simão. Adivinhava-se o segundo do Benfica, que não tardou muito, pois ao 33 minutos, Nuno Gomes, num remate pleno de oportunismo apontou o 2-0 e acabou com uma série de jogos sem marcar, que vinha a estender-se desde Dezembro. A jogada é inicíada em Karagounis do lado esquerdo, que driblou várias vezes Elias e arrancou um cruzamento milimétrico, com Nuno Gomes a antecipar-se a Luiz Carlos e rematar sem hipoteses para Peçanha.
Estranhamente, o Benfica depois do 2-0, baixou a intensidade do seu futebol, e permitiu ao Paços que subisse no terreno. Neste período o Paços teve excelentes oportunidades de marcar, mas Quim conseguiu evitar o golo o mais que pôde, primeir a remate de Edson aos 35 minutos de jogo e depois já perto do intervalo, num remate á meia volta de Geraldo, de fora da área, com o guardião encarnado a desviar para canto. Do canto, surgiu o golo do Paços, com alguma confusão dentro da área benfiquista, e a bola a sobrar para Fahel marcar.
O intervalo chegou segundos depois, e deixava antever uma segunda parte difícil para o Benfica, caso não altera-se a sua forma de jogar.
E como se esperava, o Paços tentou forçar o empate e teve uma excelente ocasião logo na reabertura do jogo, para o conseguir. Fahel, conseguiu passar por Luisão junto á linha lateral, embora me tenha parecido em falta, e entrou na área do Benfica, servido João Paulo que estava lívre de marcação. O remate do jogador pacense saiu rente ao poste da baliza do Benfica, com Quim batido. Luisão foi tirar satisfações com Paraty e viu o amarelo que o deixa de fora da partida com o Aves.
José Mota apostou no ataque e aos 63 minutos retirou de jogo Fahel e fez entrar Leanderson, mas sería o Benfica a marcar o terceiro golo, minutos depois. Jogada de Miccoli do lado esquerdo do ataque, com o italiano a fazer um centro-remate de forma acrobatica fazendo passar a bola por cima de Peçanha. A bola encaminhava-se para a baliza, mas Simão, por via das dúvidas, foi lá confirmar o golo com a cabeça. Os jogadores do Paços ficaram a reclamar fora de jogo, mas nada foi marcado, e o Benfica caminhava assim para a vitória.
Até ao fim, o Paços voltou as dispôr de uma excelente oportunidade para marcar, mas Edson, só com Quim pela frente, desperdiçou.
O Benfica continuou a procurar mais um golo, mas o duelo entre Miccoli e Peçanha, foi ganho pelo guardião mais uma vez, ao minuto 80, com o guarda-redes a fazer mais uma boa defesa a remate do italino. Luisão já perto do fim tentou a sua sorte de longe, mas o remate saiu desenquadrado com a baliza.
O jogo terminou pouco depois, com o Benfica a manter a boa série de vitórias em casa, sendo que é, a par deste Paços, o único clube que ainda não foi derrotado no seu estádio. Com este resultado, o Benfica consolida o segundo lugar e continua a perseguir o FC Porto.


O Melhor em Campo



Simão. Esteve endiabrado, e vem confirmando o excelente momento de forma que está a passar. Marcou dois golos, colando-se assim a Postiga no topo da lista dos melhores marcadores, assistiu os seus companheiros de forma mortifera ( lance de Miccoli no primeiro tempo) e conseguiu arrancar dois amarelos aos jogadores do Paços, por faltas cometidas sobre ele.



O Positivo do Jogo



*Esta vitória foi muito importante, pois permitiu aos encarnados manter os quatro pontos de atraso para o FC Porto, continuando a fazer pressão sobre os dragões, e permitiu também afastar-se do Sporting, beneficiando do empate dos leões na passada 6ª Feira.
* A assistência e o apoio do público encarnado. Cerca de 35 mil pessoas num jogo televisionado, e numa segunda feira, as 20:30 da noite, revela uma excelente relação entre público e equipa, fundamental para alcançar bons resultados.


O Negativo do jogo.



* O abrandar do futebol encarnado depois do segundo golo, permitiu ao Paços acreditar e conseguir marcar um golo. Esse abrandar podería ter efeitos nefastos, caso João Paulo tivesse marcado o golo da igualdade na reabertura do jogo.
* A atitude de Karagounis ao ser substituido, revela alguma falta de companheirismo entre ele e o treinador. Karagounis estava a ser dos melhores, é certo, mas já tinha dado tudo o que podería dar ao jogo. Estava na altura de ceder o lugar e há que saber aceitar esse facto.


O Árbitro.



Paulo Paraty, não teve um jogo difícil de apitar. Teve algumas falhas, como por exemplo deixar Elias em campo, que fez duas faltas sucessivas para expulsão, mas no geral teve uma boa apreciação dos lances. Os auxiliares também estiveram bem, pricipalmente na apreciação dos foras de jogo retirados ao ataque encarnado. Foram ao milimetro, mas foram bem assinalados.

domingo, fevereiro 18, 2007

P. Ferreira 1 - 1 Sporting CP



Estádio da Mata Real, em Paços de Ferreira

Assistência: Cerca de 4000 espectadores

Árbitro: Pedro Proença (Lisboa)




PAÇOS DE FERREIRA
– Peçanha; Mangualde, Luís Carlos, Paulo Sousa e Antunes; Geraldo, Elias, Fahel e Ricardinho (Cristiano, 59m); João Paulo e Edson (Leanderson, 89m).



Treinador: José Mota

Acção disciplinar: Cartão amarelo para Peçanha (64m).


Golo: Cristiano (71m)




SPORTING
– Ricardo; Caneira (Romagnoli, 81m), Tonel, Polga e Ronny; Miguel Veloso, Nani, João Moutinho e Yannick Djaló (Carlos Martins, 67m); Liedson e Bueno (Alecsandro, 67m).



Treinador: Paulo Bento

Acção disciplinar: Cartão amarelo para Carlos Bueno (64m) e Tonel (90m).

Golo: Liedson (51m)



Encontraram-se duas equipas invencíveis, uma em casa - o Paços de Ferreira que não perde no seu estádio à mais de um ano , e outra fora – o Sporting que esta época ainda não conheceu o sabor da derrota fora de “casa”. Como tal, as expectativas eram muitas em torno de um jogo que seria um autêntico “braço de ferro”... Qual das duas equipas iria quebrar a parede da invencibilidade? Ou então o resultado mais provável diante das circunstâncias... um empate? Estas foram as perguntas, que certamente, muitas pessoas tal como eu fizeram para si mesmas... e no fim de tudo, quem pensou mais na primeira hipótese errou… a mais “evidente” iria estar correcta.



O jogo na primeira parte foi intenso, o Sporting entrou como costuma entrar nas segundas partes, e a partir dos 15´ o meio-campo em losango pegou no jogo e os remates começaram a aparecer. Miguel Veloso dava segurança, Nani e Moutinho estavam nos vértices, e com Djaló mais à frente tentavam solicitar Bueno e Liedson nas linhas, cabendo aos avançados fazerem as diagonais em direcção à baliza do Paços de Ferreira. Perante as transições rápidas e os passes bem medidos para as laterais, os castores pouco criavam pânico aos defesas leoninos. Aliás, as jogadas da turma de José Mota morriam no sector intermediário. Com o 4x3x3, havia menos um homem ao meio e por isso era difícil passar pelos jovens de Alvalade. Excepção feita para o único lance de relativo perigo, quando Edson apareceu bem dentro da área e rematou para o céu. Assim sendo, o jogo decorria mediante a velocidade introduzida pelos homens de Paulo Bento. Bueno e Nani num bom remate podiam ter feito balançar as redes pacences, mas Peçanha demonstrou grande segurança aos vários remates dos verdes e brancos.



A segunda parte começou praticamente com um golo dos leões, através de um passe espantoso de Miguel Veloso, Liedson apareceu na esquerda, fez mais uma diagonal e chutou para o fundo das redes pacenses. O Sporting a partir daqui, controlava calmamente a vantagem, algo raro nos jogadores leoninos, que costumam ficar nervosos, muitas vezes, quando se encontram a vencer. E a meio da segunda parte o guarda-redes pacense foi bombardeado por três “tiros”, primeiro de Moutinho, depois Bueno e, finalmente, Yannick Djaló, mas Peçanha manteve-se firme entre os postes e, de forma incrível, inviabilizou o tento aos “leões”. Após a entrada de Cristiano por Ricardinho, e numa altura que nada indicava que o Paços chegasse ao golo, eis que aos 71´ Cristiano, conseguiu ultrapassar Caneira e efectuar um remate fortíssimo, sem dar hipóteses de defesa a Ricardo. O jogo estava partido e muito vivo, a bola andava de baliza a baliza. A 10’ do final da partida, Paulo Bento tirou Caneira colocando em campo um jogador mais ofensivo, Romagnoli. O Sporting tentou o tudo por tudo, lutando ao máximo para repor a justiça no marcador. Liedson ainda rematou ao poste, aos 87´mas a sorte estava do lado do Paços.



E assim, com este empate o Sporting voltou a perder pontos para o primeiro classificado, ficando agora a 5.



Melhor jogador:




Esteve sempre muito seguro nas suas acções defensivas e graças aos seus bons reflexos impediu que o Sporting conquistasse os 3 pontos.




Arbitragem:



Esteve razoável no aspecto técnico, com o senão de duas “mãos” na bola de jogadores do Paços, uma no ataque e outra dentro da sua área, embora esta última, com o jogador pacense a pouca distância do centro de Nani. A equipa da casa também reclamou um penalty por suposta mão de Veloso na bola, é certo que o jovem arriscou-se e muito ao movimentar os braços para cima, mas pelas repetições não me pareceu que chegasse a tocar na bola… No aspecto disciplinar, a arbitragem procurou "deixar" jogar, com uma falta ou outra por assinalar, sem gravidade, daí os poucos amarelos e um total de faltas inferior à média habitual, num jogo muito disputado por ambas as equipas.




Aspectos Positivos:



  • A boa entrada do Sporting na partida – rápido e com vontade de resolver cedo o jogo;
  • O jogo, que foi quase sempre muito intenso, vivo;
  • Liedson, que voltou a marcar e parece estar novamente em boa forma.




Aspectos Negativos:



  • Fraca assistência;
  • O empate, injusto... O Sporting jogou bem, rematou, criou várias oportunidades de golo e empatou... mas o fubebol é mesmo assim, só contam os que "entram"!

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Maritimo 1 Vs 1 Paços de Ferreira

Olá a todos,



Ontem, no Funchal, o Marítimo recebeu e empatou com o Paços de Ferreira, um jogo em que Ulisses aproveitou para estrear Douglas, o novo reforço Maritimista, um jogador Holandês que veio do Ultrech, joga a extremo.



O jogo começou com um bom 11, se bem que Marcinho estava mal colocado e Mbsuma isolado no ataque.



Zé Gomes regressou e Olberdam foi titular.



O Paços de Ferrreira, sinceramente não sei quem são os jogadores, pouco posso falar da equipa, certo é que entraram em campo para defender o 0-0, recuadinhos, com medo e pouco ambiciosos, nada de novo por estas bandas quando se fala das equipas adversárias, alias este ano só o CDN, o SCP e o Estrela é que vieram cá de peito aberto, o resto são ratos de defesa e escondidinhos.



O jogo começou, praticamente com uma situação de golo, Diogo Valente assiste Zé Gomes que faz um chapéu ao guarda-redes visitante, a bola saiu a poucos cm da Barra.



A 1ª parte do jogo foi toda ela jogada em PONTA A PONTA, o Marítimo bombeava para o lado dos visitantes estes respondiam com o mesmo, nada de futebol ou coisa que o valha, simplesmente jogar a bola para longe e mantê-la lá.



Sobre esta primeira parte do jogo, nada mais há a acrescentar



Intervalo nos Barreiros, Casa 0 – 0 Visitantes.








A segunda parte reservou-nos algumas surpresas, Zé Gomes deu lugar a Lipatin, o Marítimo ganhou mais profundidade e Mbesuma mais espaço.



A cereja em cima do bolo, é o Penalti que Paulo Pereira e só ele, não viu, o defesa central do Paços, que não sei quem é, mete a mão escandalosamente à bola, ficou por assinalar a pena máxima, gritos nas bancadas, mas segue jogo.



Mbesuma conseguiu tirar dois remates perigosos à baliza adversária, não resultaram em golo por pouco.



A defesa do Paços estava consistente e impenetrável, o Marítimo tentava arranjar alguns espaços, mas era complicado furar 9 gajos.



Lipatin trouxe outro fôlego à equipa e marcou um golo à passagem dos 30m, o fiscal de linha assinalou, fora de jogo, só ele é que viu o lance, na minha opinião mal ajuizado e consequentemente mal anulado o golo.



Milton do Ò, amarelado, saiu para dar lugar a Douglas, o tal extremo Holandês.



Ainda Douglas não estava na sua posição, assistimos a um golaço de Lipatin que coloca o Marítimo em vantagem, valeu a jogada e o golaço do avançado.



O Marítimo ganhava por 1-0.



O Paços de Ferreira passou então a comer relva, subiram com tudo e mais alguma coisa, resolveram que estavam ali para jogar a bola, surpreendentemente eles afinal até tinham jogadores de futebol em campo.



O jogo aqueceu e o futebol apareceu, o Paços subiu com tudo, descorou a defesa e o Marítimo podia ter alargado a vantagem por duas vezes, valeu a ineficácia de Mbesuma que falhou escandalosamente e depois foi Diogo Valente e Douglas, uma jogada de flancos que não deu em golo porque o Guarda redes visitante estava atento.



Ao cair do pano, faltava 1m de jogo, o árbitro assinala um canto que não existe, e na sequência o paços empata o jogo.



Final do jogo, empate.



Arbitragem:


Horrível, Paulo Pereira e os assistentes estivaram mal, vejam só os erros graves:



-Foras de jogo mal assinalados, de parte a parte,

-Penalti que ficou por assinalar a favor do Marítimo

-Golo Mal anulado a Lipatin, por fora de jogo inexistente

-Foi assinalado um canto que não existe, na sequencia do mesmo o Marítimo perde 2 pontos.



Pontuação mínima a este quarteto.



Melhor jogador do Marítimo:



-Foi LIPATIN, pelo golo que marcou e pela dinâmica que trouxe ao jogo, Diogo Valente e Arvid Smit tambem estiveram bem.



Pior jogador do Marítimo:



-Filipe Oliveira, que mesmo sem jogar mal foi o elemento menos produtivo, só pelo facto de ter perdido muitas bolas, porque de resto não esteve mal,Zé Gomes, compreensivelmente desmoralizado e com poucos jogos, tambem esteve irregular.



Melhores momentos:


-O entrosamento Maritimista, tiveram bem os jogadores ontem

-O golo do Lipatin

-Duas jogadas brilhantes de Diogo Valente, que não resultaram em golo por pouco

-Douglas, o novo jogador mostrou rapidez, bom toque de bola e boa técnica de passe.



Piores Momentos:


-A má equipa do Paços de Ferreira, não acertam um passe, jogam muito defensivo, fraquinhos

-O penalti que não foi assinalado

-O canto mal assinalado que resultou no golo

-O Golo mal anulado

-Marcinho novamente colocado a jogar na ala

-As declarações em C.I do treinador do Paços de Ferreira

-As cores horríveis do equipamento dos visitantes, uma coisa lastimável e que ate fere os olhos aos adeptos.



Conclusão:



Ontem, foi claro e nítido, os jogadores do Marítimo querem “fazer a folha” ao treinador, quando estavam a ganhar, em vez de tentar segurar a posse de bola deixavam infantilmente e até descaradamente a bola à mercê do adversário.

O 11 inicial de ontem é o ideal, se bem que Marcinho deveria ter jogado a meio e não nas alas, como aconteceu durante quase todo o jogo. O resultado foi injusto e pecou por defeito, os visitantes foram claramente beneficiados em todos os sentidos.

O rapazola que treina a equipa do Paços, devia ter consciência das asneiras que disse na C.I, porque o Paços nem o empate merecia quanto mais a vitória, e o Sr. vir a publico dizer que “ACREDITOU SEMPRE” é uma comédia, porque a única coisa em que eu vi o Paços de Ferreira acreditar foi no 0-0, mais nada.



Curiosidades:


O Marítimo não fica alheio à solidariedade, ontem, José António Reis, Atleta deficiente motor do Marítimo, recebeu uma nova cadeira de rodas oferecida pelo C.S.Maritimo, o momento foi saudado por todo o publico no estádio, quando o atleta entrou na pista de tartã na sua antiga cadeira de rodas e recebeu presencialmente e das mãos do Presidente do Marítimo a sua nova cadeira.



Ontem, tivemos uma boa casa nos Barreiros, 6 mil pessoas acompanharam o jogo nas bancadas, foi dia de alegria em mais um jogo do Marítimo, só foi pena o resultado que foi injusto.



O Marítimo não ganha há 5 jogos, 4 para a Bwin e 1 para a taça de Portugal, no computo geral e em 4 jogos pontuáveis, fizemos dois pontos.



Sr. Presidente, tome atenção porque há qualquer coisa que está mal, e não são os jogadores.



FORÇA MARITIMO…..


*Peço desculpa por não ter usado o nome dos jogadores e do treinador do Paços, mas sinceramente não sei o nome de um jogador que seja da equipa e do treinador idem.