E nesta semana foram divulgadas as convocatórias para as selecções de sub-15 e sub-18.
A selecção nacional sub-15 vai realizar um estágio entre os dias 18 e 21 de Dezembro, enquanto os sub-18 irão defrontar a França em 18 e 20 deste mês.
Selecção Sub-15: Eis a lista dos convocados:
Boavista FC: Flávio Cardoso;
CF “Os Belenenses”: Eloi;
FC Porto: André Teixeira, Carlos Marques, Igor Rocha, Ruben Teixeira, Tiago Ferreira e Tó Zé;
GD Tourizense: Diogo Almeida;
Manchester United FC: Rico Gomes;
SC Braga: Vitor Hugo;
SC Salgueiros: Quirino;
SL Benfica: André Costa, Bruno Gaspar, Fábio Leite, Gonçalo Dias, Pedro Almeida e Rui Silva;
Sporting CP: Alberto Coelho, Hugo Airosa, João Mário, Mateus Fonseca, Ricardo Esgaio e Rodolfo Simões;
Vitória SC: André Pereira e Cafú
É de realçar a presença de um atleta dos Manchester United nesta selecção.
Selecção Sub-18:
Boavista FC: Ivo Pinto;
CD Candal: Jony;
CF Estrela Amadora: Vítor Pacheco;
CF “Os Belenenses”: Tiago Almeida;
FC Porto: Jorge Chula e Ruca;
Merelinense FC: José Manuel;
Olympique Lyonnais: Anthony Lopes;
SL Benfica: Abel Pereira, André Soares, David Simão e Leandro Pimenta;
Sporting CP: Amado, Michael, Pedro Mendes e Viana;
Vitória SC: Cristiano e Dinis.
Aqui o único "estrangeiro" é o guardião Anthony Lopes. A título de curiosidade, os clubes a estarem presentes nestas duas convocatórias são o Boavista FC, Belenenses, os "três grandes" e Vitória de Guimarães. O clube com mais presenças nestas duas selecções é o Sporting CP.
Estou a pensar em criar o ranking das selecções em que constavam os clubes com internacionais e o número de atletas. Penso que perceberam a ideia. Qualquer dúvida ou questão é favor escrever nos comentários. Já agora dêem o vosso feedback acerca dos meus textos e apresentem novas ideias. Peço a vossa colaboração.
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sexta-feira, dezembro 14, 2007
domingo, dezembro 09, 2007
Convocatórias das Selecções Jovens Portuguesas
O meu primeiro texto mais objectivo e, como tal, servirá para nos situarmos relativamente às selecções nacionais. Assim sendo, irei apresentar, as últimas convocatórias de todas as selecções, as principais estrelas e as competições em que está envolvido. Depois escreverei regularmente assim que se justifique.
Selecção Sub-15: Esta selecção é a mais recente, como tal ainda não se disputaram quaisquer encontros, apenas houve um estágio, no final do mês de Maio. Esta selecção é liderada por João Santos, sendo ajudado por Emílio Peixe. Eis os atletas convocados:
SL Benfica: Diogo Coelho, José Graça, Nelson Cunha, Ruben Pinto e Tiago Ribeiro;
Sporting CP: André Oliveira, Diogo Freitas, João Figueiredo, Mauro Antunes, Miguel Serôdio, Peter Caraballo e Rui Coentrão;
Boavista FC: Bruno Valente, Daniel Silva e Pedro Casados;
FC Porto: David Carneiro, Filipe Barros, Flávio Moreno, Hugo Filipe, João Amorim, Rafael Sousa, Sérgio Oliveira, Tiago Silva e Tiago Xavier;
Leixões SC: Francisco Moura e João Beirão.
Selecção Sub-16: Uma selecção já com chamadas mais regulares e recentes. Os últimos encontros desta selcção foi um jornada dupla de amigávieis frente à Geórgio, tendo os dois o mesmo desfecho, ou seja, um empate a 0. Os últimos convocados foram os seguintes:
Académica: Sérgio Marques;
ADR Pasteleira: Cavadas;
Naval 1º Maio: André Grou;
FC Barcelona: Luis Gustavo;
FC Porto: Amorim, Hugo Sousa, Rafael Sousa e Sérgio Oliveira;
Leixões SC: João Beirão;
Padroense FC: Telmo Castanheira e Tiago Silva;
SL Benfica: José Graça, Ruben Pinto e Tiago Ribeiro;
Sporting CP: Afonso Taira, Miguel Serôdio, Peter Caraballo e
Rui Coentrão;
Vitória FC: Miguel Lourenço;
Vitória SC: João Amorim.
Destaque nesta selecção para a presença de um único "estrangeiro": Luís Gustavo que já representa as cores do Barcelona.
Selecção Sub-17: Será já no próximo dia 11 e 12 Dezembro que se realizará um estágio, tendo em vista a participação portuguesa na Ronda de Elite, contra a República da Irlanda, Alemanha e Grécia, no próximo mês de Maio. A convocatória foi anunciada dia 6 de Dezembro e é a seguinte:
Académica: Flávio Ferreira;
Naval 1º Maio: César Jesus e Pedro Santos;
Boavista FC: Nuno e Esmael;
FC Penafiel: Ângelo e João Carlos;
FC Porto: Caetano, Cardoso, Claro e Dias;
Leixões SC: Pedro e Ricardo;
SC Braga: Tiago Gomes;
SL Benfica: André Campos e Nelson Oliveira;
Sporting CP: Alex Zahavi, Cédric Soares, Januário,
Luis Almeida, Nuno Reis, Ricardo Alves e William;
UD Leiria: Michael e Fábio Cunha;
Vitória SC: Rafael.
Aqui destaca-se o sportinguista Alex Zahavi, que já passou pelas fileira do FC Barcelona.
Selecção Sub-18: A selecção orientado por Carlos Dinis, teve há poucos dias um estágio de preparação para dois amigáveis frente à França, em Dezembro. E os últimos presentes no estágio foram:
Boavista FC: Ivo Pinto e João Reis;
CD Candal: Jony;
CD Gouveia: João Pedro;
CF Estrela Amadora: João Coito, Ricardo Caetano e Vítor Pacheco;
CF "Os Belenenses": Alfredo Ribeiro e Tiago Almeida;
FC Porto: Figueiredo, Jorge Chula e Ruca;
GD Estoril Praia: Aragão;
Merelinense FC: José Manuel;
Real SC: Hugo Figueiredo
SC Braga: Edu;
SL Benfica: Abel Pereira, André Soares, João Pereira, Leo e David Simão;
Sporting CP: Diogo Amado, Diogo Viana, Michael e Pedro Mendes;
Vitória SC: Cristiano.
A ter em conta a elevada presença de atletas que representam clubes que militam nas divisões secundárias do Futebol Português. Em termos individuais, destaque, mais uma vez, para um leonino: o médio Diogo Amado.
Selecção Sub-19: Numa selecção comandada por Agostinho Oliveira, aqui já são vários os atletas conhecidos e de inegável qualidade. Os próximos encontros oficiais desta selecção serão na Ronda de Elite para o Europeu Sub-17 contra Lituânia, Hungria e Chipre. E a convocatória foi a seguinte (Stélvio Cruz, do SC Braga e Rabiola, do Vitória SC, foram dispensados da selecção e chamado, André André do FC Porto):
A.D.C.E. Diogo Cão: Mário Palmeira;
Boavista FC: Ricardo Neves e Rui Rainho;
CF Estrela Amadora: Jaló;
CD Nacional: Carlos Pita;
FC Porto: André Pinto, Tengarrinha e Valter Fernandes;
Leixões SC: Arsénio e Cacheira;
Rio Ave FC: Fábio Faria;
SC Braga: Pizzi, Ricardo e Stélvio;
SL Benfica: Carvalhas, Miguel Rosa, Miguel Vítor, Romeu Ribeiro e Ruben Lima;
Sporting CP: Adrien Silva, André Santos, Diogo Rosado, Marco Matias, Wilson Eduardo e Rui Figueiredo;
Vitória SC: Rabiola.
Aqui já são vários os atletas que integram os plantéis sénior das respectivas equipas como Adrien Silva, no Sporting, e Miguel Vítor e Romeu Ribeiro no Benfica. Contudo, existem jovens à espreito nos Júniores, como, por exemplo, Tengarrinha, Diogo Rosado, entre outros.
Espero que tenham gostado deste primeiro texto e, por favor, comentem.
Selecção Sub-15: Esta selecção é a mais recente, como tal ainda não se disputaram quaisquer encontros, apenas houve um estágio, no final do mês de Maio. Esta selecção é liderada por João Santos, sendo ajudado por Emílio Peixe. Eis os atletas convocados:
SL Benfica: Diogo Coelho, José Graça, Nelson Cunha, Ruben Pinto e Tiago Ribeiro;
Sporting CP: André Oliveira, Diogo Freitas, João Figueiredo, Mauro Antunes, Miguel Serôdio, Peter Caraballo e Rui Coentrão;
Boavista FC: Bruno Valente, Daniel Silva e Pedro Casados;
FC Porto: David Carneiro, Filipe Barros, Flávio Moreno, Hugo Filipe, João Amorim, Rafael Sousa, Sérgio Oliveira, Tiago Silva e Tiago Xavier;
Leixões SC: Francisco Moura e João Beirão.
Selecção Sub-16: Uma selecção já com chamadas mais regulares e recentes. Os últimos encontros desta selcção foi um jornada dupla de amigávieis frente à Geórgio, tendo os dois o mesmo desfecho, ou seja, um empate a 0. Os últimos convocados foram os seguintes:
Académica: Sérgio Marques;
ADR Pasteleira: Cavadas;
Naval 1º Maio: André Grou;
FC Barcelona: Luis Gustavo;
FC Porto: Amorim, Hugo Sousa, Rafael Sousa e Sérgio Oliveira;
Leixões SC: João Beirão;
Padroense FC: Telmo Castanheira e Tiago Silva;
SL Benfica: José Graça, Ruben Pinto e Tiago Ribeiro;
Sporting CP: Afonso Taira, Miguel Serôdio, Peter Caraballo e
Rui Coentrão;
Vitória FC: Miguel Lourenço;
Vitória SC: João Amorim.
Destaque nesta selecção para a presença de um único "estrangeiro": Luís Gustavo que já representa as cores do Barcelona.
Selecção Sub-17: Será já no próximo dia 11 e 12 Dezembro que se realizará um estágio, tendo em vista a participação portuguesa na Ronda de Elite, contra a República da Irlanda, Alemanha e Grécia, no próximo mês de Maio. A convocatória foi anunciada dia 6 de Dezembro e é a seguinte:
Académica: Flávio Ferreira;
Naval 1º Maio: César Jesus e Pedro Santos;
Boavista FC: Nuno e Esmael;
FC Penafiel: Ângelo e João Carlos;
FC Porto: Caetano, Cardoso, Claro e Dias;
Leixões SC: Pedro e Ricardo;
SC Braga: Tiago Gomes;
SL Benfica: André Campos e Nelson Oliveira;
Sporting CP: Alex Zahavi, Cédric Soares, Januário,
Luis Almeida, Nuno Reis, Ricardo Alves e William;
UD Leiria: Michael e Fábio Cunha;
Vitória SC: Rafael.
Aqui destaca-se o sportinguista Alex Zahavi, que já passou pelas fileira do FC Barcelona.
Selecção Sub-18: A selecção orientado por Carlos Dinis, teve há poucos dias um estágio de preparação para dois amigáveis frente à França, em Dezembro. E os últimos presentes no estágio foram:
Boavista FC: Ivo Pinto e João Reis;
CD Candal: Jony;
CD Gouveia: João Pedro;
CF Estrela Amadora: João Coito, Ricardo Caetano e Vítor Pacheco;
CF "Os Belenenses": Alfredo Ribeiro e Tiago Almeida;
FC Porto: Figueiredo, Jorge Chula e Ruca;
GD Estoril Praia: Aragão;
Merelinense FC: José Manuel;
Real SC: Hugo Figueiredo
SC Braga: Edu;
SL Benfica: Abel Pereira, André Soares, João Pereira, Leo e David Simão;
Sporting CP: Diogo Amado, Diogo Viana, Michael e Pedro Mendes;
Vitória SC: Cristiano.
A ter em conta a elevada presença de atletas que representam clubes que militam nas divisões secundárias do Futebol Português. Em termos individuais, destaque, mais uma vez, para um leonino: o médio Diogo Amado.
Selecção Sub-19: Numa selecção comandada por Agostinho Oliveira, aqui já são vários os atletas conhecidos e de inegável qualidade. Os próximos encontros oficiais desta selecção serão na Ronda de Elite para o Europeu Sub-17 contra Lituânia, Hungria e Chipre. E a convocatória foi a seguinte (Stélvio Cruz, do SC Braga e Rabiola, do Vitória SC, foram dispensados da selecção e chamado, André André do FC Porto):
A.D.C.E. Diogo Cão: Mário Palmeira;
Boavista FC: Ricardo Neves e Rui Rainho;
CF Estrela Amadora: Jaló;
CD Nacional: Carlos Pita;
FC Porto: André Pinto, Tengarrinha e Valter Fernandes;
Leixões SC: Arsénio e Cacheira;
Rio Ave FC: Fábio Faria;
SC Braga: Pizzi, Ricardo e Stélvio;
SL Benfica: Carvalhas, Miguel Rosa, Miguel Vítor, Romeu Ribeiro e Ruben Lima;
Sporting CP: Adrien Silva, André Santos, Diogo Rosado, Marco Matias, Wilson Eduardo e Rui Figueiredo;
Vitória SC: Rabiola.
Aqui já são vários os atletas que integram os plantéis sénior das respectivas equipas como Adrien Silva, no Sporting, e Miguel Vítor e Romeu Ribeiro no Benfica. Contudo, existem jovens à espreito nos Júniores, como, por exemplo, Tengarrinha, Diogo Rosado, entre outros.
Espero que tenham gostado deste primeiro texto e, por favor, comentem.
quinta-feira, outubro 18, 2007
Cazaquistão Vs Portugal
Portugal deu um grande passo na Grupo de Qualificação para o EURO 2008, após uma vitória muito suada diante da Selecção do Cazaquistão. Ariza Makukula estreou-se da melhor forma pela Selecção Portuguesa, apontando o 1º golo do jogo, enquanto que Cristiano Ronaldo «matou» o jogo já no período de descontos, sendo que o «tento de honra» Cazaque, no último minuto do jogo, não chegou para assustar a Selecção Lusa.
OPINIÃO PORTUGUESA, por João Ribas«Está quase! Sem surpresas no Onze Titular, Portugal sofreu a bom sofrer para levar de vencida o Cazaquistão, jogou a um ritmo muito lento e raramente conseguiu criar verdadeiro perigo junto da baliza Cazaque. Nem mesmo em acções individuais conseguimos criar desiquilibrios, face à grande desinspiração de Ronaldo e Quaresma, especialmente o jogador do "meu" FC Porto. Face a estas "dificuldades", Portugal limitava-se a dominar a partida, parando sempre e bem toda e qualquer tentativa do Cazaquistão em sair para o Contra-Ataque.
Na 2ª parte o panorama do jogo não se alterou. Hugo Almeida, face à desinspiração dos seus "servidores" jamais apareceu em jogo e foi necesário aguardar pelos 60', para Nani entrar em jogo, no lugar de Maniche, substituição essa que esteve na base da melhoria verificada na exibição de Portugal, até porque 5' depois, a entrada de Makukula deu mais vivacidade e mobilidade ao Ataque Português.
O jogador do Marítimo acabou por abrir o marcador, aos 84'! Finalmente apareceu um "rasgo" de Ricardo Quaresma no jogo, servindo na perfeição o Ponta de Lança, que só teve de encostar a bola para o fundo da baliza, colocando finalmente a Selecção Lusa na frente.
A partir daqui a resistência da Cazaquistão terminou. Abriram-se espaços para Nani e Ronaldo darem "asas" à sua fantasia e, foi sem surpresa que, aos 90', o "Capitão" Madeirense fixou o resultado final, após assistência do seu companheiro do Manchester United, dando-lhe o exemplo de como é fácil fazer golo, sem "inventar", já que Nani segundos antes havia desperdiçado incrivelmente uma oportunidade de golo. O jogo estava decidido!
Apesar de haver apenas mais 1' para jogar, o Cazaquistão teve ainda o seu merecido prémio, com o golo de Dmitriy Byakov, a aproveitar a enorme "descompressão Lusa"...
Resultado Óptimo pelos 3 pontos e uma Exibição muito Pobre da nossa Selecção, que agora está a 4 pontos de se classificar para o Euro 2008.
sexta-feira, julho 13, 2007
Mundial Sub-20: Oitavos de final - Portugal-Chile
Portugal despediu-se ingloriamente do Mundial de sub-20 com uma derrota lisonjeira por 1-0 frente à bem organizada equipa do Chile e mais uma vez demonstrou mau perder na hora da derrota.Mau demais para ser verdade. É a conclusão que se pode tirar desta última participação da selecção portuguesa no Mundial de sub-20 a decorrer no Canadá. Péssima exibição em termos de futebol e mais do que isso um péssimo mau perder no final da partida. A acrescer a tudo isto a frase final de Couceiro no comentário à derrota. Mas vamos por partes.
Portugal apresentou um esquema um pouco diferente do habitual, jogando num 4-4-2 com Fábio Coentrão a fazer dupla com Zequinha na frente de ataque e com Fabio Felicio a substituir o lesionado e capitão da equipa, Bruno Gama.
O que se passou em campo, principalmente na 1ª parte, foi mau demais, para um país que se habituou a proporcionar ao mundo do futebol equipas competitivas e com mentalidade vencedora. Conseguimos passar toda a primeira parte a despejar bolas para a frente, à boa maneira de uma selecção tipo Nova Zelândia, não criando perigo absolutamente nenhum... O Chile, por seu lado, praticou um futebol bem organizado, colectivo, assente no seu melhor jogador, Alexis Sanchez, colocando em apuros vários vezes o guardião Rui Patrício.

Deve-se precisamente ao jovem guarda redes do Sporting o resultado lisonjeiro que Portugal conseguiu. Foi ele que ia conseguindo suster os lances de bastante perigo criados pelo ataque chileno, efectuando uma mão cheia de boas defesas.
Quanto ao resto da equipa, o ataque andava perdido (não lhes chegavam as bolas), o meio campo não pressionava e a defesa ia fazendo o que podia e com imensas falhas.
Sendo assim, não foi de estranhar o golo chileno, quase no final da 1ª parte, na sequência de um livre. Isla coloca a bola na área e Arturo Vidal remata para o fundo da baliza, após a não intercepção da bola por parte da defensiva portuguesa.

Na segunda parte José Couceiro tira Pelé e faz entrar Zezinando. A equipa melhora um pouco mas continua a jogar "sem balizas". No entanto, a lesão de Alexis Sanchez, o melhor jogador chileno, também acaba por piorar o futebol praticado pela selecção sul-americana, mas mesma assim continuam a ser, em contra-ataque, a equipa com mais oportunidades. Um exemplo disso foi um remate de Isla a rasar o poste direito da baliza de Rui Patrício. A equipa chilena ia controlando o jogo a seu bel-prazer.

Só quem não estivesse a ver o jogo pensaria que o resultado de 1-0 para o Chile era perigoso para os chilenos. Estávamos a chegar ao final da partida e então o impensável (ou não) aconteceu. Depois de uma entrada perigosa de um jogador chileno sobre Fábio Coentrão, Mano perde a cabeça e vai tirar de esforço ao defesa contrário agredindo-o. Naturalmente o árbitro pega no cartão vermelho para mostrar ao lateral direito português. E Zequinha, provavelmente a tentar fazer-se a um qualquer casting para uma série cómica tem um dos momentos mais hilariantes que eu já vi no futebol: Rouba o cartão vermelho ao árbitro da sua mão!... Escusado será dizer que o árbitro Malaio de seguida volta a pegar no dito cartão e expulsa também o avançado de Portugal. Demonstrámos mais uma vez um mau perder gritante e fizemos o contrário do que o presidente da FPF havia pedido antes da competição: Fair-Play! Lamentável!
Por fim, queria deixar aqui as palavras de José Couceiro no final da partida: "A primeira parte é muito má, mas no segundo tempo fizemos tremer o Chile!"Fizeram tremer o Chile?... Sou tentado a dizer que ou o fizeram tremer de sono ou de frio, porque Portugal nem os conseguiu fazer aquecer. Chegou a hora deste senhor meter a violinha no saco e deixar-nos em paz! Adeus Sr. José Couceiro!
sexta-feira, julho 06, 2007
Mundial de Sub-20: Portugal-México
O segundo jogo de Portugal neste Mundial de sub-20 foi o primeiro grande teste da selecção portuguesa nesta competição e acabou por se saldar numa inglória derrota por 2-1 frente ao México, um resultado que acabou por ser injusto face ao futebol apresentado por ambas as equipas.Tratou-se de um jogo intenso, entre duas equipas que gostam de ter a bola no pé e comandar as operações. Daí não se estranhar um equilíbrio notável na posse de bola e uma partida bastante equilibrada.
Na primeira parte o jogo iniciou-se com Portugal parecendo querer ser "mandão", com dois ou três bons apontamentos de Bruno Gama sobre o lado direito a entusiasmar os emigrantes portugueses que mais uma vez acorreram em bom número e deram um incansável apoio à equipa de todos nós.
No entanto os mexicanos logo ripostaram através da sua grande vedeta Giovanni dos Santos que em duas ou três jogadas magistrais colocou em água a defensiva portuguesa. A melhor oportunidade desta primeira parte é mesmo dos mexicanos, mal concluída por Cuellar, após jogada brilhante de Dos Santos pelo lado esquerdo, passando por dois defesas nacionais.

A selecção portuguesa respondia sempre a preceito, por intermédio de Fábio Coentrão e Bruno Gama, os dois fantasistas da equipa portuguesa e que tentavam sempre servir o esforçado ponta de lança Zequinha. O intervalo chegou com um justo empate a zero bolas.
A segunda parte inicia-se praticamente com uma grande penalidade bastante duvidosa a favorecer o México por eventual falta de Paulo Renato na área restritiva. Ficaram-me bastantes dúvidas, mas o árbitro é quem manda e Dos Santos acabou por concretizar o castigo máximo e inaugurar o marcador. Portugal reagiu bastante bem e nos 5 minutos seguintes podia ter igualado a partida com dois bons lances de ataque protagonizados por Fábio Coentrão. Apesar de mais uma boa exibição, o extremo benfiquista terá que moderar o seu individualismo, sob pena de não conseguir vingar no futebol "adulto".
Aos 56 minutos o México marca um segundo golo, bem anulado, visto que Moreno tenta ludibriar o árbitro e apontar um golo com a mão. Era Portugal quem tomava então conta do jogo e os mexicanos apenas assustavam a defensiva portuguesa em rápidos contra ataques, conduzidos normalmente por Vela ou Dos Santos, nitidamente os dois melhores jogadores da equipa.

Lá atrás, o esteio da equipa mexicana era o seu guarda-redes Blanco, que fez uma exibição notável e ia obstando ao golo português. A entrada de Guedes para o lugar do apagado Pereirinha ainda intensificou mais a pressão portuguesa, com o avançado do Penafiel a ter dois excelentes apontamentos, um pontapé de bicicleta que saiu pouco acima da barra e um cabeceamento para grande defesa de Blanco.
Apesar deste domínio português, aos 65 minutos o México acabaria por chegar ao 2-0 por Barrera, que havia entrado há dois minutos, num lance em que a apatia da equipa portuguesa foi quase geral, deixando que os mexicanos fossem trocando a bola facilmente no último terço de terreno, até à concretização final. O México tinha na mão a vitória.
A partir daí os jogadores portugueses bem continuaram a tentar diminuir a vantagem, tiveram várias oportunidades, a maioria das quais o guarda redes Blanco se opôs com notável categoria. E em contra ataque os mexicanos lançavam o pânico na selecção nacional. Aos 87 minutos viria o golo da selecção portuguesa, num grande pontapé livre apontado por Antunes, embora Blanco pudesse ter feito melhor. Mas face à violência do remate, não seria certamente fácil a sua intervenção.
O resultado na minha opinião foi injusto, Portugal merecia o empate neste jogo frente ao México e os aztecas foram para mim uma desilusão em termos de espectacularidade do seu futebol. Na selecção portuguesa gostaria de destacar as boas exibições de Fábio Coentrão e Guedes e a decepção Pereirinha. Nos mexicanos, Dos Santos e Blanco foram sem dúvida os melhores.
No próximo Domingo a selecção portuguesa necessita de um empate para se apurar para os oitavos de final da prova, objectivo que está perfeitamente ao alcance dos comandados por José Couceiro.
terça-feira, julho 03, 2007
Mundial Sub-20: Portugal entra a ganhar
Entrou com o pé direito a selecção portuguesa de sub-20 no Mundial da categoria a disputar no Canadá, batendo a frágil selecção da Nova Zelândia por duas bolas a zero.Num relvado sintético de relativa boa qualidade, Portugal apresentou-se inicialmente com alguns receios, fruto de se tratar do primeiro jogo da competição e talvez também devido ao relavado sintético e sua consequente adaptação. No entanto a partir do primeiro quarto de hora que se revelou algo equilibrado, o jogo pendeu a 100% para a nossa selecção que o dominou até ao fim.
Portugal assentou o seu jogo ofensivo principalmente na virtuosidade dos seus dois alas, Fábio Coentrão (Benfica) e Bruno Gama (Porto). O primeiro mais vistoso, com várias jogadas de grande recorte técnico a pôr em água a cabeça dos defesas neozelandeses. O segundo menos vistoso mas ainda assim bastante importante na manobra da equipa e o marcador dos dois golos.

No meio campo realçou-se Pélé (Vitória Guimarães), um poço de energia! Foi para mim a grande surpresa que este jogo me deu pois não o conhecia ainda suficientemente para aquilatar das suas qualidades. Possante, com boa leitura de jogo, foi a formiguinha da selecção, recuperando um número impressionante de bolas.
A partir dos 15 minutos iniciais Portugal acantonou-se no meio campo adversário e fruto de duas ou três boas arrancadas de Fábio Coentrão poderíamos facilmente ter chegada à vantagem, vantagem essa que surgiu a poucos minutos do final da primeira parte num livre superiormente executado por Bruno Gama! O "capitão" efectuou um remate com o pé direito, fazendo-a sobrevoar a barreira para entrar junto ao ângulo superior esquerdo da baliza de Spoonley. Chegávamos então ao intervalo com uma preciosa vantagem que daria mais tranquilidade à equipa para a etapa complementar.
Na segunda parte a toada não se alterou e Portugal ainda intensificou mais o seu domínio. Fábio Coentrão continuava endiabrado e Zequinha (Porto) nesta segunda parte mostrou-se bastante, com alguns bons pormenores. Um ponta de lança a seguir com atenção.E aos 59 minutos o árbitro assinala uma grande penalidade sobre Zequinha. Bruno Gama encarrega-se de marcar o castigo máximo e dilata a vantagem para duas bolas a zero.
No resto do jogo a selecção lusa continuou a mandar no jogo e poderia ter ampliado a vantagem, com várias ocasiões desperdiçadas, perante neozelandeses que se remeteram a tarefas defensivas e a explorar o contra-ataque, desfrutando de uma grande ocasião para reduzir, aos 87 m , através de Brockie.
Destaque ainda para o fantástico apoio que a selecção portuguesa teve por parte dos seus emigrantes. Arrepiante!
Vitória inteiramente justa de Portugal, que inicia assim da melhor forma a sua participação no Mundial. Na próxima 5ª feira, um verdadeiro teste de fogo frente à selecção mexicana, uma das grandes favoritas da competição.
FORÇA PORTUGAL!
sexta-feira, junho 22, 2007
Play-Off Apuramento JO: Portugal 0x0 Itália (3-4)
Portugal 0 x 0 Itália (3-4)
Estádio: De Goffert, Nijmegen (Holanda)
Assistência: Desconhecida
Árbitro: Stéphane Lannoy (França)
Assistência: Desconhecida
Árbitro: Stéphane Lannoy (França)

Chegámos à Holanda com um sonho: conquistar o Euro Sub-21 (e, por consequência, a presença nos Jogos Olímpicos de Pequim). Hoje, percebemos que saímos da Holanda com um pesadelo, de mãos a abanar. Já não bastava não termos chegado às tão ansiadas meias-finais do Campeonato da Europa, como o segundo objectivo – Jogos Olímpicos – ficou por cumprir.
Portugal entrou hoje em campo com clara vontade de vencer e conseguiu mesmo superiorizar-se aos cínicos italianos. No estádio mais pequeno do Euro Sub-21, em Nijmegen, e depois do sempre comovente Hino Nacional entoado pelos 80% de portugueses que compunham a moldura humana, esta noite, Stéphane Lannoy, de França, fez soar o apito inicial.
Portugal apresentou-se com a formação mais forte, sendo a única alteração em relação ao 4-0 anterior (frente a Israel) a saída do capitão Hugo Almeida (suspenso) para a entrada de Silvestre Varela.
Paulo Ribeiro voltou a dar mostras do seu valor, executando uma série de defesas de média/elevada dificuldade e provando que o Porto tem nele e em Bruno Vale duas das maiores esperanças para as balizas portuguesas nos próximos anos. Sem dúvida, mais uma boa exibição, negando o golo por mais do que uma vez. João Pereira fez um jogo muito bom, mais uma vez cheio de determinação e vontade e com o seu estilo aguerrido. Foi capaz de excelentes e péssimos cruzamentos e foi o lateral que mais apoiou o ataque, sempre com inteligência e moderação nas subidas. Defendeu bem, fez poucas faltas e foi claramente um jogador em dia sim esta noite. Do lado oposto, o jovem Antunes, o mais novo de Portugal em campo, esteve relativamente bem. Subiu muitas vezes, ajudando Nani, mas na defesa foi em algumas ocasiões ultrapassado por Montolivo. A isto se acresce o facto de ter falhado o penalty. No centro da defesa, Manuel da Costa continuou a mostrar o seu enorme potencial, maturidade, inteligência e capacidade. É um central que aprecio imenso pois tem grande técnica para a sua posição, é forte no jogo aéreo, possui uma grande inteligência posicional e é uma autêntica muralha. Hoje, foi melhor coadjuvado do que nunca. Semedo exibiu-se a um nível que ainda não tinha sido capaz de exibir, muito forte em todos os aspectos, com desarmes providenciais e uma grande disponibilidade. Surpreendente para quem só o conhece da selecção. Miguel Veloso não esteve tanto em jogo como no jogo anterior, por motivos óbvios – este adversário requeria, claramente, mais atenção e contenção do médio defensivo. Fez um jogo muito bom, para não variar, ainda que no capítulo atacante não tenha estado tão exposto como já o vimos fazer. Manuel Fernandes, esse sim, foi uma peça fulcral no xadrez montado por José Couceiro para esta partida. O grande elemento de conexão entre os sectores, o verdadeiro transportador da “redondinha” e também um dos mais activos no capítulo defensivo. À sua frente esteve o regularíssimo João Moutinho. Hoje jogou muito bem, esteve em permanente movimento, ora descaindo nas faixas, ora optando pelo meio, trocando a bola ou levando-a por si mesmo para o ataque. Importantíssimo na distribuição do jogo e na execução de alguns remates perigosos. Nani esteve irrequieto na primeira parte, quebrando as cabeças dos laterais transalpinos, fazendo remates, cruzamentos e fintas, mas decresceu muito quando o jogo se encaminhava para o fim. Silvestre Varela, esse sim, conseguiu manter o ritmo elevado durante mais tempo, quebrando só no término do prolongamento. Ganhou imensas faltas, arrancou, fintou, rematou… muito dinâmico. Ricardo Vaz Tê teve a difícil tarefa de iludir os centrais italianos e chegou a estar perto de assinar um golo. Um bom jogo, que terminou cedo fruto dos problemas que nunca escondeu neste Europeu.
A selecção nacional de Portugal jogou a um ritmo alucinante na primeira parte, pressionando tão alto que em certos períodos asfixiou por completo a Itália. Mesmo quando os italianos tentavam segurar a bola para serem eles a comandar e pautar o jogo, logo os portugueses impunham velocidade e imprimiam ao jogo uma enorme dose de vivacidade e dinamismo. As oportunidades sucediam-se, em especial recorrendo aos remates de longe – Varela, Nani e Manuel Fernandes estiveram todos perto do golo. Portugal instalou-se no meio-campo italiano e, até ao intervalo, foi difícil para Itália sair a jogar. Portugal, durante uns minutos, ainda acalmou, trocando a bola passivamente na defesa. Contudo, esta foi uma estratégia para recuperar energias, pois o pedal do acelerador foi carregado a fundo durante a primeira parte, em especial a partir da meia hora, quando os laterais perderam a vergonha e começaram a posicionar-se mais à frente e a envolver-se nos lances atacantes. Num dinamismo a nível de meio-campo e ataque incrível, Portugal mostrou hoje maturidade posicional e muita cultura táctica, pois as compensações eram sempre feitas com sucesso e os jogadores tinham uma flexibilidade muito grande ao nível da sua colocação no terreno, nunca permanecendo no mesmo sítio, com e sem bola. Ainda apanhámos um susto quando Rossi, qual foguete, entrou na área após “comer” dois defesas portugueses, mas Paulo Ribeiro fez a defesa da noite com uma mancha fabulosa.
A selecção nacional de Portugal jogou a um ritmo alucinante na primeira parte, pressionando tão alto que em certos períodos asfixiou por completo a Itália. Mesmo quando os italianos tentavam segurar a bola para serem eles a comandar e pautar o jogo, logo os portugueses impunham velocidade e imprimiam ao jogo uma enorme dose de vivacidade e dinamismo. As oportunidades sucediam-se, em especial recorrendo aos remates de longe – Varela, Nani e Manuel Fernandes estiveram todos perto do golo. Portugal instalou-se no meio-campo italiano e, até ao intervalo, foi difícil para Itália sair a jogar. Portugal, durante uns minutos, ainda acalmou, trocando a bola passivamente na defesa. Contudo, esta foi uma estratégia para recuperar energias, pois o pedal do acelerador foi carregado a fundo durante a primeira parte, em especial a partir da meia hora, quando os laterais perderam a vergonha e começaram a posicionar-se mais à frente e a envolver-se nos lances atacantes. Num dinamismo a nível de meio-campo e ataque incrível, Portugal mostrou hoje maturidade posicional e muita cultura táctica, pois as compensações eram sempre feitas com sucesso e os jogadores tinham uma flexibilidade muito grande ao nível da sua colocação no terreno, nunca permanecendo no mesmo sítio, com e sem bola. Ainda apanhámos um susto quando Rossi, qual foguete, entrou na área após “comer” dois defesas portugueses, mas Paulo Ribeiro fez a defesa da noite com uma mancha fabulosa.
Veio o intervalo.
Na segunda parte, voltámos com a mesma toada. Porém, aos poucos e poucos, foi-se acumulando o desgaste e as pernas já não permitiam tanto – a pressão reduziu, o ritmo também e o efeito surpresa desvaneceu-se, caindo-se numa certa monotonia e encaixe táctico que, com velocidade, não era possível. A Itália foi-se aproximando até equilibrar o jogo e os centrais tiveram mesmo que brilhar. Manuel da Costa e Semedo revelaram ambos uma segurança, confiança e eficácia. Se houve momentos em que o jogo esteve fechado e as linhas de passe e de penetração eram escassas, houve outros em que os contra-ataques se sucediam, uns atrás dos outros, dando uma maior abertura ao jogo e tornando-o mais espectacular. Varela apareceu claramente nesta parte como grande impulsionador de Portugal, conquistando livres e levando os companheiros para o ataque. Pazzini, uma nulidade, e Rossina, pouco produtivo, saíram para os lugares de Pellé e Palladino respectivamente. A meio da primeira parte, o jogo começou a decair e a produção de muitos dos intervenientes também. Vaz Tê saiu para entrar João Moreira, que pouco acrescentou, a meu ver, à equipa. O cansaço ia-se acumulando até que Rossi, o melhor elemento ofensivo de Itália, foi expulso. Aí ganhámos forças extra e ainda conseguimos esboçar um retorno ao vigor atacante, pelo que isso não aconteceu. Fora alguns remates de longe, pouco de mais se passou. Nos últimos dez minutos, o desafio chegou mesmo a tornar-se aborrecido e empastado – as equipas já esperavam mais meia hora de jogo. Ainda deu tempo para a saída de Manuel da Costa, por questões do foro físico, para a entrada do jogador do Belenenses Rolando e para Pellé assustar Paulo Ribeiro, que defendeu com os punhos um remate rasteiro.
O prolongamento abriu com um forte remate de Nani depois de um envolvimento colectivo assinalável. A inferioridade numérica dos azurri veio ao de cima no prolongamento e Portugal dominou: João Moreira quase marcava se não fosse um defesa italiano a “tirar-lhe o pão da boca”; João Moutinho cabeceou ao lado, já dentro da pequena área; e Yannick Djaló, entrado no intervalo do prolongamento para o lugar do lateral João Pereira, de baliza semi-aberta e com tudo para abrir o marcador, disparou por cima, no falhanço mais escandaloso dos 120 minutos.
Sem justiça, a Itália segurou o empate durante todo esse tempo e o jogo acabou por se decidir na marcação de grandes penalidades. Os italianos não perdoaram e conseguiram a viagem a Pequim no próximo Verão. Moutinho e Nani converteram, assim como Pellé e Motovolio, mas Manuel Fernandes falhou ao passo que Triscito marcou. Depois, Miguel Veloso e Palladino marcaram e Antunes não podia falhar para Portugal ainda ter hipóteses… falhou. E todos sabíamos que ia falhar, Antunes é demasiado inexperiente e nervoso para ter nos pés todas as aspirações de uma selecção. Má escolha.
Como disse nas primeiras linhas deste post, Portugal entrou na Holanda com um sonho que, com o passar do tempo, virou pesadelo. Chegámos a ter a ilusão de ganhar o Euro e vimos para casa sem sequer garantirmos o apuramento para os Jogos Olímpicos. Hoje, merecíamos claramente ter ganho pois a nossa superioridade foi inegável, mas o futebol é mesmo assim, por vezes injusto e imprevisível. Com uma equipa como a nossa, é inglório chegar a Portugal sem nada na bagagem. Foi o que aconteceu. Está na altura de perceber o que falhou. Neste jogo, na minha opinião, faltou eficiência ofensiva e sorte.
Uma campanha negativa de Portugal em terras neerlandesas que terá que ser discutida por todos os Atacantes. O que correu mal e porquê? Que alterações? Há culpados?...
Melhor Jogador
Manuel Fernandes. Especialmente pelos primeiros 45 minutos. Manuel Fernandes foi, esta noite, o verdadeiro motor da equipa portuguesa. Na primeira metade, todos os portugueses actuaram exemplarmente mas Manuel Fernandes destacou-se. Não que as investidas e remates de Varela e Nani, as jogadas do incasável Moutinho ou a belíssima exibição dos centrais portugueses não merecessem destaque, mas “Manelelé” é, de facto, um jogador especial e que esteve em crescendo durante o Europeu (se bem que este jogo já não fizesse parte dessa competição). Foi uma exibição quase perfeita, escurecida apenas por um amarelo, claras marcas do desgaste físico na parte final e um penaltie mal batido e falhado. Mesmo assim, brilhante. No aspecto defensivo, demonstrou toda a sua disponibilidade, raça, inteligência na ocupação dos espaços e no posicionamento do corpo e foi capaz de cortes absolutamente deliciosos de tão “limpinhos” e complicados que eram. No ataque, foi o principal transportador da bola, foi o iniciador das jogadas. Se no jogo contra Israel partilhava essa função com Miguel Veloso, hoje notou-se uma maior contenção do leonino e um claro aproveitamento de Manuel Fernandes para aparecer e tomar a iniciativa. Fez remates perigosíssimos, passes muito bons (e alguns maus, também) e foi quem começou a mexer na interessantíssima dinâmica ofensiva portuguesa. Mais um grande jogo do nº8 luso.
Arbitragem
Viu-se, neste jogo, uma arbitragem globalmente positiva, com falhas de pouca relevância. Talvez tenha denotado algum critério dualista ao mostrar cartão amarelo a Manuel da Costa por mão na área adversária e, minutos depois, não ter sancionado disciplinarmente um italiano que levou a mão ao esférico. De resto, um erro logo no início do jogo, quando Antunes toca para canto e o árbitro assinala pontapé de baliza. Um erro crasso, numa altura em que a visão do árbitro estava tapada e o juízo era complicado. Acima de tudo, o árbitro soube controlar a partida, ter mão nos jogadores e, não dando espaço para protestos (foi a maior causa de cartões, inclusivamente o vermelho a Rossi), conseguiu não gerar uma atmosfera pesada entre os jogadores de ambas as equipas e o próprio árbitro. De uma forma geral, sem grandes defeitos – uma arbitragem mais.
Melhor Jogador
Manuel Fernandes. Especialmente pelos primeiros 45 minutos. Manuel Fernandes foi, esta noite, o verdadeiro motor da equipa portuguesa. Na primeira metade, todos os portugueses actuaram exemplarmente mas Manuel Fernandes destacou-se. Não que as investidas e remates de Varela e Nani, as jogadas do incasável Moutinho ou a belíssima exibição dos centrais portugueses não merecessem destaque, mas “Manelelé” é, de facto, um jogador especial e que esteve em crescendo durante o Europeu (se bem que este jogo já não fizesse parte dessa competição). Foi uma exibição quase perfeita, escurecida apenas por um amarelo, claras marcas do desgaste físico na parte final e um penaltie mal batido e falhado. Mesmo assim, brilhante. No aspecto defensivo, demonstrou toda a sua disponibilidade, raça, inteligência na ocupação dos espaços e no posicionamento do corpo e foi capaz de cortes absolutamente deliciosos de tão “limpinhos” e complicados que eram. No ataque, foi o principal transportador da bola, foi o iniciador das jogadas. Se no jogo contra Israel partilhava essa função com Miguel Veloso, hoje notou-se uma maior contenção do leonino e um claro aproveitamento de Manuel Fernandes para aparecer e tomar a iniciativa. Fez remates perigosíssimos, passes muito bons (e alguns maus, também) e foi quem começou a mexer na interessantíssima dinâmica ofensiva portuguesa. Mais um grande jogo do nº8 luso.Arbitragem
Viu-se, neste jogo, uma arbitragem globalmente positiva, com falhas de pouca relevância. Talvez tenha denotado algum critério dualista ao mostrar cartão amarelo a Manuel da Costa por mão na área adversária e, minutos depois, não ter sancionado disciplinarmente um italiano que levou a mão ao esférico. De resto, um erro logo no início do jogo, quando Antunes toca para canto e o árbitro assinala pontapé de baliza. Um erro crasso, numa altura em que a visão do árbitro estava tapada e o juízo era complicado. Acima de tudo, o árbitro soube controlar a partida, ter mão nos jogadores e, não dando espaço para protestos (foi a maior causa de cartões, inclusivamente o vermelho a Rossi), conseguiu não gerar uma atmosfera pesada entre os jogadores de ambas as equipas e o próprio árbitro. De uma forma geral, sem grandes defeitos – uma arbitragem mais.
Positivo do Jogo
• A boa imagem que Portugal deixou nesta partida.
• A coragem de José Couceiro em arriscar a saída de um defesa para colocar em campo um avançado.
• O “fair-play” demonstrado, salvo raras excepções, de ambas as partes. Não houve desentendimentos.
• A primeira parte fenomenal da selecção portuguesa.
• A mestria dos italianos na cobrança de grandes penalidades.
Negativo do Jogo
• A derrota e consequente impossibilidade de marcar presença no Torneio Olímpico a disputar-se para o ano em Pequim.
• Duas substituições, do lado português, motivadas por insuficiências físicas: Ricardo Vaz Tê e Manuel da Costa saíram em dificuldades.
• O desgaste e cansaço que os lusitanos demonstraram a partir do último quarto de hora a segunda parte e no prolongamento – motivou o “desaparecer” de alguns jogadores como Nani e mesmo Manuel Fernandes.

sábado, junho 16, 2007
Euro Sub-21: Israel 0 x 4 Portugal

Israel 0 x 4 Portugal
Estádio: Euroborg, Groningen (Holanda)
Assistência: Desconhecida
Árbitro: Zsolt Zsabo (Hungria)
Assistência: Desconhecida
Árbitro: Zsolt Zsabo (Hungria)

Portugal está de fora do Euro Sub-21! A equipa das Quinas entrou hoje em campo sem certezas quanto à presença ou ausência nas meias-finais da competição. Era necessário vencer por mais do que um golo e esperar que os anfitriões do torneio, Holanda, conquistassem três pontos, com uma vitória frente à Bélgica. Conseguimos massacrar os israelitas mas o empate em Heerenveen carimbou o passaporte a belgas e holandeses, deixando Portugal de fora.
Ainda antes do apito inicial, houve alguma polémica em torno deste jogo. O húngaro Zsolt Zsabo, que apitou o jogo entre Portugal e Bélgica e foi quarto árbitro no Holanda contra Portugal, foi o responsável pela expulsão de José Couceiro diante da Holanda e questionava-se o grau de imparcialidade do senhor de preto de hoje. A arbitragem não foi positiva, contudo, e felizmente, acabou por não ter consequências nefastas, nomeadamente ao nível do resultado final.
Groningen foi o palco de um jogo interessante, absolutamente dominado pelos portugueses. Só a vitória interessava a Portugal e foi com esse espírito guerreiro, batalhador e com clara tendência para controlar que o onze escalonado pela dupla José Couceiro/Rui Caçador entrou em campo.
Quando, aos 9 minutos, Mirallas inaugurou o marcador no desafio que opunha a Bélgica à Holanda, todos ficámos com o coração nas mãos e a réstia de esperança que nos invadia – a nós, portugueses – diminuiu a uma migalha. Porém, três minutos mais tarde, o possante avançado Rigters (holandês) voltou a conceder-nos alguma esperança, ao empatar. Portugal, ao quarto de hora de jogo, tinha qualquer coisa como 70% de posse de bola e estava a actuar de forma avassaladora. Com Paulo Ribeiro na baliza a ter que intervir poucas vezes, os centrais (Semedo e da Costa) apresentaram-se em bom plano, mas é justo oferecer especial destaque ao impressionante luso-francês, Manuel da Costa, perfeito nos cortes e desarmes, no posicionamento e a sair a jogar, cheio de classe (no fim do jogo, chegou a ter um lance individual no lado direito do ataque, passando por três jogadores para ganhar falta). Os laterais, João Pereira e Antunes, emprestaram sempre uma grande força ao ataque já que Ben Sahar, 17 de Israel, era o único “plantado” no meio-campo português. No meio-campo, notou-se uma enorme mobilidade e, desta vez (ao contrário do jogo anterior), os futebolistas sabiam o que tinham que fazer, quais as suas missões. Miguel Veloso apresentou-se mesmo à frente dos centrais, procurando sempre a bola para iniciar as transições, assim como Manuel Fernandes, o segundo homem a contar de trás. João Moutinho foi o nº10, tentando investir pelo meio e flanquear o jogo quando necessário, distribuindo o jogo o melhor que pode. Hugo Almeida, fixo na área de Al Madon, era auxiliado pelos inspirados Nani e Ricardo Vaz Tê que, entre trocas de flancos e diagonais, foram fazendo a cabeça em água aos adversários.
Israel ia encostando o autocarro à baliza, até que o placard se alterou. Depois de Manuel da Costa ameaçar num livre de longe e de Nani fazer um espectacular mas inconsequente pontapé acrobático, foi Manuel Fernandes que inaugurou o marcador: num remate estrondoso, a bola bate na barra e acaba por entrar, estava feito o mais difícil. Mas como uma boa notícia nunca vem só (ou vem?), chegou a Groningen a notícia de que a Holanda acabara de passar para a liderança do marcador por intermédio de Drethe, a Promessa Atacante desta Semana. O médio esquerdo holandês obteve o golo através da cobrança de um livre directo.
Ao cair do pano, eis que o jogador do Bolton, Vaz Tê, mergulha para marcar o segundo. Um cruzamento magnifico do lateral João Pereira e sozinho, “na cara do golo”, Vaz Tê não perdoa e marca de cabeça, com um mergulho a fazer lembrar os melhores pontas-de-lança.
Nani, na primeira parte, acabou por ser o melhor jogador em campo – jogou como melhor sabe, cheio de alegria contagiante, fantasia, pormenores técnicos fantásticos e jogadas individuais e colectivas perigosas.
Nani, na primeira parte, acabou por ser o melhor jogador em campo – jogou como melhor sabe, cheio de alegria contagiante, fantasia, pormenores técnicos fantásticos e jogadas individuais e colectivas perigosas.

Veio o intervalo e parece que o técnico português, Rui Caçador (como já referido, José Couceiro foi para a bancada por ter sido expulso no jogo contra a selecção holandesa) deve ter tido um discurso moralizador no balneário pois Portugal entrou ainda com mais garra e pujança, se é que era possível. Logo aos 48 minutos, Miguel Veloso cobra um pontapé livre na extrema direita do campo e faz um cruzamento/remate que acaba por trair o guardião israelita por não tocar em ninguém. A bola descreveu um arco perfeito, a pedir a cabeça de alguém. Isso acabou por não acontecer e foi Portugal que ficou beneficiado. Miguel Veloso fez então o seu segundo golo no torneio, figurando agora no topo da lista de melhores marcadores da competição e tornando-se o melhor da equipa ao nível da finalização.
Mas se o jogo já estava mais ou menos decidido, Nani decidiu sentenciar a partida. Um remate de longe, mesmo à entrada da área, indefensável. O 4-0 estava feito e restava esperar pelos desenvolvimentos do jogo que decorria em paralelo, entre Holanda e Bélgica.
Entretanto, Paulo Machado, melhor marcador do apuramento para o Euro Sub-21 e um dos mais influentes durante essa Fase, acabou por entrar, substituindo João Moutinho estreando-se apenas no terceiro encontro e jogando escassos 30 minutos. Enganei-me ao pensar que Manuel Fernandes iria subir no terreno para permitir ao recém-entrado ocupar o seu lugar. Na verdade, Paulo Machado entrou bem, cheio de fulgor, decidido e chegou a criar perigo com um ou dois remates. Ocupou o lugar de distribuidor e organizador de jogo muito bem, uma faceta que, pessoalmente, desconhecia.
Empolgados pelos golos marcados e pelo que se ia passando em Heerenveen, os jovens lusos iam dando tudo o que tinham para aumentar a diferença e chegar à mão cheia de golos. Hugo Almeida por diversas vezes recebeu cruzamentos mas nunca conseguiu marcar e alguns remates longínquos dos médios tomaram o mesmo fim. O capitão português, presença constante na área adversária, levou um amarelo na primeira parte e, com vista a ir preparando rotinas ofensivas sem o gigante de Bremen, foi feita a substituição: saiu Hugo Almeida, cedendo o seu lugar ao jovem do Valência, João Moreira.
Pouco tempo depois, teve que se proceder à última substituição, esta sem ser premeditada visto ter sido provocada por uma lesão. Bondarv, que entrara pouco tempo antes, entrou de forma duríssima sobre uma das novas coqueluches do Manchester United, Nani, magoando-o com alguma gravidade. Confirma-se somente que é um traumatismo no tornozelo esquerdo. Assim, foi o avançado Silvestre Varela a entrar. Porquê um avançado? Porque se uma boa notícia nunca vem só, uma má notícia também não. No preciso momento em que Nani recebia assistência médica, a Bélgica empatou, com um golo do defesa esquerdo Pocognoli. Foi a notícia do 2-2 em Heerenven, o desgaste físico, a perda da capacidade mágica de improvisação de Nani e a perda de um jogador importante no meio-campo em detrimento de mais um avançado (desligando as ligações entre os três sectores) que ditaram um notório abrandamento do ritmo de jogo. Com a inclusão de mais um jogador para a linha da frente por um jogador de meio-campo, Manuel Fernandes viu-se obrigado a tomar ainda mais a iniciativa, trazendo sucessivamente a bola do sector mais recuado para o sector mais avançado. Sempre com mestria. O jogo estava ganho, por margem mais do que suficiente, e roíam-se as unhas, no banco de suplentes, nas bancadas e nos nossos sofás, ansiando-se por um golo holandês que acabou por nunca suceder. A perto de 20 minutos do fim, Portugal tinha 24 remates feitos contra 2 de Israel. Estes são números que patenteiam a tão já mencionada superioridade sufocante protagonizada por Portugal durante os 90 minutos. A partir da quebra de ritmo, o jogo endureceu, proporcionando cartões. Ainda houve tempo para um cabeceamento de Vaz Tê que bateu no jogador que estava junto do poste, depois de um pontapé de canto, e para uma pequena zaragata entre o nº5 israelita, Keinan e Manuel da Costa que resultou na amostragem de amarelo para cada um dos dois.
Neste jogo, Portugal foi quase perfeito – jogou como uma verdadeira equipa, denotando grande envolvência colectiva e claros progressos no funcionamento da engrenagem. Muito melhores posicionalmente, os centro-campistas portugueses conseguiram definir o jogo com muito mais clareza e não se atabalhoaram como no jogo diante da Holanda. Vários factores podem estar relacionados com a boa prestação “tuga”: os índices de motivação, a inclusão de Vaz Tê e, claro, a menor capacidade da selecção de Israel. Estou, todavia, convicto de que, a este nível nos outros dois jogos, poderíamos ter atingido as meias-finais com relativa facilidade. É pena que a categoria e também a humildade tenham vindo ao de cima tão tarde. Tarde demais, diga-se. Portugal, neste jogo, conseguiu demonstrar o seu real valor. Portugal, neste jogo, conseguiu apagar parcialmente a má imagem que deixou neste Europeu. É triste que não consigamos atingir as meias-finais mas há que erguer a cabeça e tentar perceber o que se passou de negativo. Mesmo assim, com um 4-0 a fechar, parece inglório ficar por aqui. Para a próxima, há que delinear estratégias e um onze base mais cedo e há que saber manter a cabeça no lugar e apresentar mais humildade. Muitos craques não fazem uma equipa e há inúmeras provas disso. Hoje, sim, hoje jogaram como uma equipa. Hoje jogaram como deveriam ter sempre jogado… Mesmo assim, os meus parabéns.
Mais uma vez, foi o médio defensivo de Portugal o melhor jogador no Europeu – se o ano passado tinha sido Raúl Meireles, este ano coube a Miguel Veloso o destaque. Mesmo assim, há que salientar outros nomes como Manuel Fernandes, Manuel da Costa e o trabalhador João Moutinho, além de Nani (se bem que este só tenha aparecido verdadeiramente neste jogo). Já agora, as melhoras para Nani.
Deste modo, Portugal despede-se do Euro Sub-21, ainda sem saber se terá garantida ou não uma presença nos Jogos Olímpicos de Pequim (se Inglaterra se apurar para as meias-finais, o apuramento será feito através de um Play-Off entre os dois terceiros classificados).
Melhor Jogador
Miguel Veloso. Não só ele, mas um dos melhores. Manuel da Costa e Nani estiveram também muito bem, mas a minha grande dúvida prendia-se com a selecção de Veloso ou Manuel Fernandes. O jogador do Benfica fez um jogo soberbo mas acabei por seleccionar o leonino face à prestação global no Europeu e ao facto de Veloso não ter sido sujeito a nenhuma acção disciplinar. Na minha opinião foram os dois melhores jogadores lusos nesta campanha em terras neerlandesas. Quanto à exibição de Miguel Veloso, foi irrepreensível, tanto no aspecto defensivo como ofensivo. Apareceu como “pivot” defensivo na equipa portuguesa mas, com o passar do tempo, Israel começou a retrair-se cada vez mais e não raras vezes o vimos em investidas atacantes, ora em busca de um grande passe, ora do remate de longe. Acabou por ter a felicidade de marcar um golo e tornar-se no melhor marcador português neste Europeu. Mais um jogo pautado por classe, maturidade, técnica, inteligência e uma capacidade posicional muito acima da média.
Arbitragem
O árbitro da partida, Zsolt Zsabo, não esteve propriamente bem, mas não influiu no resultado. O amarelo mostrado a Manuel da Costa é algo incompreensível, mas ridículo foi mesmo o cartão mostrado a Manuel Fernandes, por pretenso jogo perigoso sobre o pobre Al Madon, guarda-redes de Israel. Revelou-se um pouco exagerado na amostragem de cartolinas amarelas. De resto, com uma falha aqui e outra ali, foi mostrando que não é muito mais do que medíocre. Num jogo sem grandes casos também não havia margem para grandes invenções, por isso… uma arbitragem razoável, sem grandes casos e sem possibilidades para ter importância no resultado.
Positivo do Jogo
• Os 4 golos obtidos.
• As belas exibições de Manuel da Costa, Miguel Veloso, Manuel Fernandes, Nani e de outros jogadores portugueses.
• A forma como Portugal mostrou o seu carácter e grande capacidade de dominar o adversário (tarde demais…).
• O jogo colectivo e qualidade ao nível do posicionamento, compensações e passe.
• Os rasgos individuais de alguns dos intervenientes e as excelentes trocas de bola no ataque.
• A atitude dos jogadores (só neste jogo…).
• A forma como Vaz Tê se apresentou após uma lesão – muito bem.
• O facto de Paulo Machado, vital no apuramento, ter participado no jogo.
• A clara supremacia portuguesa no que à estatística diz respeito – posse de bola, número de remates, etc. – tudo dominado por Portugal.
Negativo do Jogo
• Resultado insuficiente para cumprir do objectivo primordial que era alcançar as meias-finais da competição.
• Apatia e insuficiência qualitativa demonstrada pela selecção de Israel.
• O jogo duro que se começou a praticar a determinada altura por parte dos israelitas.
• Lesão de Nani (se bem que o médico da selecção já tenha vindo a público referir que, em princípio, Nani estará apto a um possível jogo de Play-Off).
• Lance, no término da partida, em que o capitão israelita Keinan atinge Manuel da Costa com um empurrão (escusado…).
• Grande número de cartões mostrados.
Melhor Jogador
Miguel Veloso. Não só ele, mas um dos melhores. Manuel da Costa e Nani estiveram também muito bem, mas a minha grande dúvida prendia-se com a selecção de Veloso ou Manuel Fernandes. O jogador do Benfica fez um jogo soberbo mas acabei por seleccionar o leonino face à prestação global no Europeu e ao facto de Veloso não ter sido sujeito a nenhuma acção disciplinar. Na minha opinião foram os dois melhores jogadores lusos nesta campanha em terras neerlandesas. Quanto à exibição de Miguel Veloso, foi irrepreensível, tanto no aspecto defensivo como ofensivo. Apareceu como “pivot” defensivo na equipa portuguesa mas, com o passar do tempo, Israel começou a retrair-se cada vez mais e não raras vezes o vimos em investidas atacantes, ora em busca de um grande passe, ora do remate de longe. Acabou por ter a felicidade de marcar um golo e tornar-se no melhor marcador português neste Europeu. Mais um jogo pautado por classe, maturidade, técnica, inteligência e uma capacidade posicional muito acima da média.Arbitragem
O árbitro da partida, Zsolt Zsabo, não esteve propriamente bem, mas não influiu no resultado. O amarelo mostrado a Manuel da Costa é algo incompreensível, mas ridículo foi mesmo o cartão mostrado a Manuel Fernandes, por pretenso jogo perigoso sobre o pobre Al Madon, guarda-redes de Israel. Revelou-se um pouco exagerado na amostragem de cartolinas amarelas. De resto, com uma falha aqui e outra ali, foi mostrando que não é muito mais do que medíocre. Num jogo sem grandes casos também não havia margem para grandes invenções, por isso… uma arbitragem razoável, sem grandes casos e sem possibilidades para ter importância no resultado.
Positivo do Jogo
• Os 4 golos obtidos.
• As belas exibições de Manuel da Costa, Miguel Veloso, Manuel Fernandes, Nani e de outros jogadores portugueses.
• A forma como Portugal mostrou o seu carácter e grande capacidade de dominar o adversário (tarde demais…).
• O jogo colectivo e qualidade ao nível do posicionamento, compensações e passe.
• Os rasgos individuais de alguns dos intervenientes e as excelentes trocas de bola no ataque.
• A atitude dos jogadores (só neste jogo…).
• A forma como Vaz Tê se apresentou após uma lesão – muito bem.
• O facto de Paulo Machado, vital no apuramento, ter participado no jogo.
• A clara supremacia portuguesa no que à estatística diz respeito – posse de bola, número de remates, etc. – tudo dominado por Portugal.
Negativo do Jogo
• Resultado insuficiente para cumprir do objectivo primordial que era alcançar as meias-finais da competição.
• Apatia e insuficiência qualitativa demonstrada pela selecção de Israel.
• O jogo duro que se começou a praticar a determinada altura por parte dos israelitas.
• Lesão de Nani (se bem que o médico da selecção já tenha vindo a público referir que, em princípio, Nani estará apto a um possível jogo de Play-Off).
• Lance, no término da partida, em que o capitão israelita Keinan atinge Manuel da Costa com um empurrão (escusado…).
• Grande número de cartões mostrados.

terça-feira, junho 12, 2007
Anos 80 - Vítor Paneira
Vítor Paneira foi um dos melhores jogadores que vi actuar com a camisola do Benfica nos últimos 25 anos. Grande profissional, benfiquista, e um dos grandes extremos do futebol português. Vítor Paneira foi um dos jogadores dispensados por Artur Jorge que mais me custou ver partir. Depois de tudo o que fez, não merecia aquele tratamento.
Vítor Paneira, foi descoberto em Famalicão (clube onde já passaram grandes nomes do futebol português como Fernando Couto ou Secretário), chegou ao Benfica, viu e venceu. Ponta de lança de raiz, reconvertido a médio extremo, ficou para a história como um dos mais talentosos médios do Benfica e do futebol nacional. Primoroso, como partia para cima do adversário e o ultrapassava, centrando com precisão para o avançado. Vitima do poeta rei Artur
Tendo feito toda a sua formação nas camadas jovens do Famalicão – de onde é natural –, foi descoberto pelos olheiros do Benfica com apenas 20 anos. A inexperiência da juventude não o deixou assegurar um lugar no plantel de um poderosíssimo Benfica e Ebbe Skovdahl acabou por aconselhar o seu empréstimo a um clube mais modesto, onde pudesse assegurar titularidades consecutivas e, assim, crescer como futebolista… o Vizela, da antiga 2ª Divisão, acabou por ser o escolhido na temporada 1987/88.
Quando foi do Vizela para o Benfica foi alvo de chacota por parte do Sr. Jorge Nuno Pinto da Costa. No início da época de 1988/89:
"Com contratações como Vítor Paneira e Vata, devem ser campeões!".
Não só foram campeões, como o Paneira foi a grande revelação da temporada e o Vata o melhor marcador.
Após uma época bastante positiva na equipa vizelense, e no seguimento da Final da Taça dos Campeões Europeus perdida para o PSV de Ronald Koeman, o jovem Paneira foi incorporado na pré-época do Benfica de Toni... e conseguiu conquistou um lugar no plantel. Com grande determinação em lançar talentos precoces, o jovem treinador benfiquista – ao ter ficado descontente com a performance de Hernâni numa vitória escassa em Portimão –, lançou Paneira “às feras” numa Luz repleta, num confronto com o Penafiel. A jornada era a 1ª do Campeonato 1988/89 mas jogada entre a 3ª e 4ª semana de competição… sinceramente, não sei o motivo do adiamento do jogo mas mesmo assim o Benfica acabou por vencer por 2-1.
O #7 deu-se, assim, a conhecer ao Portugal benfiquista e, mesmo com Toni a insistir no actual capitão da Selecção de Futebol de Praia nos dois jogos seguintes, Paneira agarrou o lugar e nunca mais o perdeu nos subsequentes 7 anos em que vestiu de águia ao peito.

Apesar de titular indiscutível na sua primeira época no clube, Vítor Paneira mostrou-se algo tímido, sendo pouco frequentes os seus raids pela ala direita... Chalana e Pacheco brilhavam no corredor contrário! Fez apenas um golo no Campeonato,O Benfica sagrou-se Campeão Nacional com apenas duas derrotas, num ano onde foi protagonista de uma série final de 18 jogos sem perder, com bonitas e categóricas vitórias que deram origem a uma festa de consagração antecipada, e apenas 3 empates … um dos quais resultou noutra festa, a despedida de Shéu a terminar o Campeonato.
Com a chegada de Sven-Göran Eriksson, em 1989/90, deu-se a “explosão” definitiva do #7 benfiquista, assumindo-se como uma das grandes figuras da equipa e num dos melhores e mais promissores futebolistas portugueses.
Titular em 7 dos 8 jogos que levaram o Benfica à Final da Taça dos Campeões Europeus frente ao AC Milan, é dos seus pés que saiu a melhor oportunidade do jogo… num remate ao poste. Teria o Olimpo em Viena!
Sóbrio a defender – o sueco chegou a colocá-lo como defesa-direito, na ausência de Veloso, e até como médio-interior –, desequilibrador por excelência e com uma regularidade impressionante… nunca jogava mal!
A excelente capacidade técnica que possuía e usava sempre em progressão, aliada ao oportunismo do golo, originou-lhe várias épocas com um bom plafond. No 2º ano de Eriksson, em 1990/91, e numa época onde Rui Águas foi o melhor marcador com 25 golos, Vítor Paneira seguiu-se logo atrás com 9 tentos apontados.
Os seus milimétricos cruzamentos na direita ficaram famosos e é dos seus pés que saíram inúmeros golos… alguns muito importantes, que praticamente deram títulos: uma assistência, a sar origem ao primeiro golo, no 0-2 no Dragão no título de 1990/91, e duas no 3-6 em Alvalade no título de 1993/94.
Nenhum benfiquista esquecerá aquele golo ao Boavista em 1992/93, na mais brilhante Final da Taça de Portugal de sempre. Arranque de João Pinto que mete em Paneira, tabelinha com Rui Águas e após uma desmarcação primorosa… uma finalização impecável para um golo de antologia!
O 5-2 final espelhou o poderio de uma equipa maravilhosa, com Futre, Rui Costa, Paulo Sousa, João Vieira Pinto, Mozer…
Uma história curiosa sobre o Paneira foi um problema com a justiça militar, terá faltado à tropa e foi incorporado mais tarde, quase simbolicamente, um caso falado na altura, tenho idéia de ter lido uma entrevista num jornal deportivo, onde se falava nos jogos entre militares no quartel e das qualidades do Vítor, mencionadas por todos.
A tal “limpeza de balneário” em 1996, foi completamente banalizada quando Paneira e a sua equipa vieram à Luz, 2 ou 3 meses depois, e “despediram” Artur Jorge com um empate tardio e justo. Terá sido a vingança de Paneira sobre o treinador que mais o prejudicou ao longo da sua carreira, mostrando que tinha mais que valor para continuar de manto sagrado vestido e até capitanear a equipa – já vi algumas entrevistas dele sobre o que se passou e ainda há muita mágoa na forma como foi “empurrado” do clube.
Paneira era um grande jogador, sendo um regalo vê-lo jogar. Mais tarde houve quem lhe chamasse "FIGO sem trabalho de ginásio".
Nome: Vitor Manuel da Costa Araújo
Nacionalidade: Portugal
Nascimento: 1966-02-16 (41 anos)
Naturalidade: v.N.Famalicão
Posição Médio
Altura 177 cm
2000/01 Académica
1999/00 Académica
1998/99 V. Guimarães
1997/98 V. Guimarães
1996/97 V. Guimarães
1995/96 V. Guimarães
1994/95 Benfica
1993/94 Benfica
1992/93 Benfica
1991/92 Benfica
1990/91 Benfica
1989/90 Benfica
1988/89 Benfica
1987/88 Vizela
1986/87 Vizela
1985/86 Famalicão
Vítor Paneira, foi descoberto em Famalicão (clube onde já passaram grandes nomes do futebol português como Fernando Couto ou Secretário), chegou ao Benfica, viu e venceu. Ponta de lança de raiz, reconvertido a médio extremo, ficou para a história como um dos mais talentosos médios do Benfica e do futebol nacional. Primoroso, como partia para cima do adversário e o ultrapassava, centrando com precisão para o avançado. Vitima do poeta rei ArturTendo feito toda a sua formação nas camadas jovens do Famalicão – de onde é natural –, foi descoberto pelos olheiros do Benfica com apenas 20 anos. A inexperiência da juventude não o deixou assegurar um lugar no plantel de um poderosíssimo Benfica e Ebbe Skovdahl acabou por aconselhar o seu empréstimo a um clube mais modesto, onde pudesse assegurar titularidades consecutivas e, assim, crescer como futebolista… o Vizela, da antiga 2ª Divisão, acabou por ser o escolhido na temporada 1987/88.
Quando foi do Vizela para o Benfica foi alvo de chacota por parte do Sr. Jorge Nuno Pinto da Costa. No início da época de 1988/89:
"Com contratações como Vítor Paneira e Vata, devem ser campeões!".
Não só foram campeões, como o Paneira foi a grande revelação da temporada e o Vata o melhor marcador.
Após uma época bastante positiva na equipa vizelense, e no seguimento da Final da Taça dos Campeões Europeus perdida para o PSV de Ronald Koeman, o jovem Paneira foi incorporado na pré-época do Benfica de Toni... e conseguiu conquistou um lugar no plantel. Com grande determinação em lançar talentos precoces, o jovem treinador benfiquista – ao ter ficado descontente com a performance de Hernâni numa vitória escassa em Portimão –, lançou Paneira “às feras” numa Luz repleta, num confronto com o Penafiel. A jornada era a 1ª do Campeonato 1988/89 mas jogada entre a 3ª e 4ª semana de competição… sinceramente, não sei o motivo do adiamento do jogo mas mesmo assim o Benfica acabou por vencer por 2-1.O #7 deu-se, assim, a conhecer ao Portugal benfiquista e, mesmo com Toni a insistir no actual capitão da Selecção de Futebol de Praia nos dois jogos seguintes, Paneira agarrou o lugar e nunca mais o perdeu nos subsequentes 7 anos em que vestiu de águia ao peito.

Apesar de titular indiscutível na sua primeira época no clube, Vítor Paneira mostrou-se algo tímido, sendo pouco frequentes os seus raids pela ala direita... Chalana e Pacheco brilhavam no corredor contrário! Fez apenas um golo no Campeonato,O Benfica sagrou-se Campeão Nacional com apenas duas derrotas, num ano onde foi protagonista de uma série final de 18 jogos sem perder, com bonitas e categóricas vitórias que deram origem a uma festa de consagração antecipada, e apenas 3 empates … um dos quais resultou noutra festa, a despedida de Shéu a terminar o Campeonato.
Com a chegada de Sven-Göran Eriksson, em 1989/90, deu-se a “explosão” definitiva do #7 benfiquista, assumindo-se como uma das grandes figuras da equipa e num dos melhores e mais promissores futebolistas portugueses.
Titular em 7 dos 8 jogos que levaram o Benfica à Final da Taça dos Campeões Europeus frente ao AC Milan, é dos seus pés que saiu a melhor oportunidade do jogo… num remate ao poste. Teria o Olimpo em Viena!
Sóbrio a defender – o sueco chegou a colocá-lo como defesa-direito, na ausência de Veloso, e até como médio-interior –, desequilibrador por excelência e com uma regularidade impressionante… nunca jogava mal!A excelente capacidade técnica que possuía e usava sempre em progressão, aliada ao oportunismo do golo, originou-lhe várias épocas com um bom plafond. No 2º ano de Eriksson, em 1990/91, e numa época onde Rui Águas foi o melhor marcador com 25 golos, Vítor Paneira seguiu-se logo atrás com 9 tentos apontados.
Os seus milimétricos cruzamentos na direita ficaram famosos e é dos seus pés que saíram inúmeros golos… alguns muito importantes, que praticamente deram títulos: uma assistência, a sar origem ao primeiro golo, no 0-2 no Dragão no título de 1990/91, e duas no 3-6 em Alvalade no título de 1993/94.
Nenhum benfiquista esquecerá aquele golo ao Boavista em 1992/93, na mais brilhante Final da Taça de Portugal de sempre. Arranque de João Pinto que mete em Paneira, tabelinha com Rui Águas e após uma desmarcação primorosa… uma finalização impecável para um golo de antologia!
O 5-2 final espelhou o poderio de uma equipa maravilhosa, com Futre, Rui Costa, Paulo Sousa, João Vieira Pinto, Mozer…
Uma história curiosa sobre o Paneira foi um problema com a justiça militar, terá faltado à tropa e foi incorporado mais tarde, quase simbolicamente, um caso falado na altura, tenho idéia de ter lido uma entrevista num jornal deportivo, onde se falava nos jogos entre militares no quartel e das qualidades do Vítor, mencionadas por todos.
A tal “limpeza de balneário” em 1996, foi completamente banalizada quando Paneira e a sua equipa vieram à Luz, 2 ou 3 meses depois, e “despediram” Artur Jorge com um empate tardio e justo. Terá sido a vingança de Paneira sobre o treinador que mais o prejudicou ao longo da sua carreira, mostrando que tinha mais que valor para continuar de manto sagrado vestido e até capitanear a equipa – já vi algumas entrevistas dele sobre o que se passou e ainda há muita mágoa na forma como foi “empurrado” do clube.
Paneira era um grande jogador, sendo um regalo vê-lo jogar. Mais tarde houve quem lhe chamasse "FIGO sem trabalho de ginásio".
Nome: Vitor Manuel da Costa Araújo
Nacionalidade: Portugal
Nascimento: 1966-02-16 (41 anos)
Naturalidade: v.N.Famalicão
Posição Médio
Altura 177 cm
2000/01 Académica
1999/00 Académica
1998/99 V. Guimarães
1997/98 V. Guimarães
1996/97 V. Guimarães
1995/96 V. Guimarães
1994/95 Benfica
1993/94 Benfica
1992/93 Benfica
1991/92 Benfica
1990/91 Benfica
1989/90 Benfica
1988/89 Benfica
1987/88 Vizela
1986/87 Vizela
1985/86 Famalicão
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
Brasil 0 - 2 Portugal

Local: Londres
Estádio: Emirates Stadium
Assistência: 60 000 espectadores
Árbitro: Martin Atkinson (Inglaterra)
Visão Portuguesa:
Londres foi o cenário escolhido para um jogo amigável entre dois países irmãos. Um encontro entre portugueses e brasileiros cria sempre muitas expectativas, e aqui não foi excepção. Sem Ronaldinho Gaúcho, as atenções centraram-se no nosso Ronaldo.
Na selecção portuguesa as principais novidades eram as inclusões de Quaresma e Postiga no onze inicial. Pelo lado do Brasil, a principal curiosidade, nesta bem organizada equipa por Dunga, era a terceira internacionalização de Helton, guarda-redes do F.C. Porto.
Às 20 horas em ponto, hora de Lisboa, o senhor Martin Atkinson dava início à partida.
Entraram melhor os canarinhos, mais descontraídos, a jogar um futebol bonito. Por outro lado, a equipa de todos nós entrou nervosa, havendo uma evidente descoordenação quer no ataque quer na defesa.Portanto, não admira que as melhores oportunidades pertencessem aos brasileiros: logo aos 5 minutos, um livre de Elano, que todos esperavam que fosse um cruzamento, acabou por ir directo à baliza, valendo a atenção de Ricardo. Oito minutos depois, Sóbis, a quem chamam o Beckam brasileiro, aproveita um mau corte de Petit para se isolar na área, mas Ricardo acabou por, felizmente, levar a melhor.
Portugal tentava responder através da velocidade de Quaresma e Ronaldo, contudo havia sempre problemas no último passe. Porém, aos 21 minutos tudo foi perfeito; Tiago isolou Postiga que, só com Helton pela frente, não consegue levar a melhor.
O jogo foi prosseguindo com nítidas melhoras da selecção das quinas e com boas jogadas de parte a parte, com destaque para um remate Lúcio à trave da baliza de Ricardo, após um livre de Elano, pouco antes do descanso.
Ao intervalo, com um resultado, a meu ver, injusto, adivinhava-se mudanças nas duas equipas. No caso português era visível que Caneira estava em dificuldades, e Scolari optou por deixar o jogador do Sporting no balneário e colocar Paulo Ferreira no seu lugar. No Brasil, Dunga resolveu colocar, o nosso bem conhecido, Luisão e Adriano, para os lugares de Juan e Sóbis, respectivamente.
Os comandados de Felipão entraram com outra atitude e beneficiando da alteração táctica elaborada por Dunga. Foi um Portugal mais determinado aquele que jogou no segundo tempo no Emirates Stadium. A jogar em contra-ataque, os lusos exploravam a velocidade dos alas, só que continuavam a pecar no último passe.
O jogo foi prosseguindo, a um ritmo mais rápido do que o da primeira parte, com substituições pelo meio, como é costume em jogos particulares, onde destaco a entrada, pela selecção brasileira, dos nossos conhecidos Diego e Tinga. Pelo lado português, Deco e Ronaldo, as principais figuras da actual selecção, deram, respectivamente, o lugar a Hugo Viana e a Simão Sabrosa.
Aos 65 minutos, houve um momento de mau futebol que manchou a festa que se criou em volta do jogo. Antes da execução de um lançamento, Lúcio arremessa a bola contra Quaresma, sem razão aparente. Para o bem do espectáculo, o árbitro interveio prontamente para e serenou os ânimos entre os dois jogadores.
Não obstante o bom ritmo a que o jogo prosseguia, chegou a uma altura que dava a entender que as duas equipas estavam conformadas com o empate. No entanto, quando já poucos esperavam, Portugal, num lance de contra-ataque, muda o rumo dos acontecimentos. Numa jogada de progressão de Quaresma pelo lado direito, que assiste magistralmente Simão que, à meia volta, inaugura o marcador.
Estava dado um novo rumo ao jogo e Dunga parecia estar a antever a sua primeira derrota como seleccionador do escrete. Os brasileiros mudaram de atitude e foram atrás do prejuízo. Porém, o adiantamento e a cabeça perdida dos brasileiros só criaram mais espaços e possibilitaram o segundo golo da selecção portuguesa, desta feita por intermédio de Ricardo Carvalho, depois de mais um cruzamento de Hugo Viana.O jogo acabava pouco depois, sem antes se ouvir “olés” sempre que a selecção nacional fazia um passe.
Melhor em campo:
Quaresma – Melhor na segunda-parte do que na primeira. Embora tenha entrado nervoso, aos poucos foi ganhando confiança e esteve nos dois golos. Este foi, sem réstia de dúvida, o seu melhor jogo com a camisola das quinas. Outros jogadores também estiveram bem, como Jorge Andrade, Ricardo Carvalho, Petit, Paulo Ferreira e Simão, estes dois últimos que entraram muito bem no jogo.Arbitragem:
Martin Atkinson esteve no geral bem. Na primeira parte, assinalou algumas faltas duvidosas, nomeadamente uma falta à entrada da área a castigar falta de Maicon sobre Caneira. No segundo tempo, esteve mais regular, embora houvesse uma jogada duvidosa na área brasileira.
Pontos positivos:
*Um estádio cheio
* O ambiente criado à volta do jogo
* A vitória da nossa selecção frente ao líder do ranking da Fifa
*A atitude de Portugal na segunda parte
* A boa exibição de Quaresma, que se revela como uma mais valia
* Os golos
* Um bom teste, onde Scolari poderá tirar diversas elações
Ponto negativos:
• A falta de emoção do jogo
• A atitude de Lúcio ao arremessar a bola contra Quaresma
• A má entrada da selecção portuguesa no jogo
Conclusão:
Num Emirates Stadium ao rubro, a equipa de todos nós venceu uma sempre favorita selecção brasileira, que apenas foi 5 vezes campeã do mundo. O resultado acaba por ser justo, se tivermos em conta a garra lusa na segunda parte, porém pesado, se tivermos em conta a superioridade brasileira na primeira parte. Podemos concluir que foi um teste positivo para as duas equipas, no qual os respectivos seleccionadores poderão retirar as respectivas elações. Normalmente, nestes jogos o resultado é o que menos interessa; no entanto, vencer o Brasil é sempre uma motivação para os jogos que se seguem, esses, sim, o resultado interessa ( e muito).
P.S. Ontem disse que nunca tinha visto Portugal perder com o Brasil em selecções A e que estava convicto de que iria continuar sem conhecer essa realidade. Pelos vistos, felizmente, a minha convicção estava certa.
Heróis do mar, nobre povo...
[Miguel Pereira]
Visão Brasileira:
Comandados por Felipão, Portugal venceu o Brasil por 2 a 0 em Londres, Inglaterra, e acabou com a invencibilidade de Dunga, que já durava seis jogos. É a segunda vez que Portugal vence o Brasil, desde que Luiz Felipe Scolari assumiu o posto de treinador da Seleção.
O domínio do jogo foi dividido, os brasileiros estavam melhores no início do primeiro tempo, chegando com uma certa facilidade à área de ataque, porém, esbarravam nas mãos de Ricardo e de sua sorte, sempre presente companheira. O toque de bola era eficiente e Portugal apenas aproveitava os erros adversários, mas a partida foi equilibrando-se e caracterizou-se pela forte marcação das Seleções, o jogo truncado no meio de campo.
Na volta do intervalo, Portugal veio com gás novo e partiu para cima da defesa brasileira, mostrou entusiasmo e extrema vontade de marcar gols, aspecto que pareceu-me um pouco ausente à equipe de Dunga.Quaresma fez tudo muito direitinho, caia bem pela direita, dava velocidade ao ataque, armava bem os contra-ataques e se mostrava presente para receber a bola, destaque da partida. Um dos gols, inclusive, teve sua participação direta, após descer pela direita, colocou para o voleio de Simão. O placar foi definido após uma rápida cobrança de falta em que a defesa brasileira ficou parada, Hugo Viana cruzou na área e Ricardo Carvalho desviou do goleiro Hélton.
Acredito que o resultado foi muito merecido, mesmo nos momentos em que não estava tão bem no jogo, Portugal procurava manter o Brasil no meio de campo e buscava o gol em todas as oportunidades, os brasileiros deixaram a desejar nisso, até que chegavam ao ataque, mas o gol não parecia o objetivo principal.Foi importante para testar novos jogadores, adequar os restantes ao novo esquema de jogo “imposto” por Dunga.
Parabéns portugueses, parabéns Felipão.
[Mary]
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