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segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Recordações Atacantes: 29 anos e nada de brinco

Faz hoje, dia 12 de Fevereiro, 29 anos sobre um momento marcante dos anos 70-80.

Nessa tarde jogou-se no Estádio da Luz um clássico, Benfica-Sporting. O que aconteceu foi isto: Vítor Batista, o avançado benfiquista dominou a bola no peito e dispara uma "bomba" indefensável ao ângulo superior esquerdo de Botelho.

Um golo fantástico. O Benfica marcava o primeiro (e único) mas a festa não foi total, para o seu marcador. Quando os colegas correram para o abraçar, houve um (Cavungi) que fez saltar o brinco ao Vítor.
Deixou os colegas e começou a resmungar enquanto procurava pelo seu brinco, os colegas ainda tentaram ajudar, mas sem êxito. Tiveram quase 5 minutos nisto, depois o Vitor Batista comentou que lhe tinha custado 12 contos (60 Euros) e o prémio de jogo era só de 8 (40 Euros). Não perdeu tudo, pois acabou por ficar satisfeito por ter ganho ao Sporting.


Nota: Consta-se que o brinco nunca chegou a aparecer.





O Vítor Baptista foi um jogador especial, muito bom jogador, mas com muitos problemas pessoais (foi futebolista "rico" e acabou como coveiro). Mais tarde vou voltar a falar deste MITO.

Nasceu a 18 de Outubro de 1948 - Faleceu a 1 de Janeiro de 1999

Naturalidade: Setúbal

Jogou nas seguintes equipas:


V. Setúbal, até 1971

Benfica, 1971 a 1978

V. Setúbal, 1978-79

Boavista, 1979-80

San José Earthquakes, EUA, 1980

Amora, 1980-81

Montijo, creio que 1981-82

União de Tomar

Atlético da Malveira(?)

Monte da Caparica

Estrelas do Faranhão



Fonte: Aquivo Pessoal

domingo, fevereiro 11, 2007

Não há fome que não dê em fartura

Completar uma caderneta de cromos era uma aventura, um gosto, um desafio e também um bocadinho da nossa educação, porque sem repararmos nisso aprendíamos sempre alguma coisa nova.







No meu tempo - todos os nostálgicos gostam muito de escrever "no meu tempo" -, as colecções de cromos eram a sério, e fazíamo-las com fervor, aplicação e os dedos pegajosos de farinha misturada com água (espécie de cola), entre os trabalhos de casa e os poucos programas que nos autorizavam que víssemos no único canal de televisão existente.





Cá por casa, não se compravam jornais desportivos(ainda), logo a melhor maneira de conhecer-mos "os jogadores" era através das colecções de cromos, pois os nomes eu sabia através da rádio e dos seus detalhados relatos.



Nessa altura práticamente não havia futebol na TV, ai se apanhasse um "joguito" do campeonato inglês ou espanhol como hoje. Tinhamos de nos contentar com a final da Taça de Inglaterra, uma vez por ano e um ou outro jogo da selecção portuguesa. Era quase a escuridão total.



Só mais tarde aos sábados á noite tinhamos o previlégio de assistir aos jogos do nosso campeonato, mas nada dos 3 grandes. Víamos com muita atenção os jogos do Vit. de Setúbal, Varzim, Belenenses, Académica,... e pouco mais.



Agora não são necessarios os cromos, basta ir à internet e está cá tudo. Nem é preciso comprar os cadernos de a Bola.



Agora, cada vez que me sento no sofá em frente à TV, lembro-me desses tempos de "fome de bola" e a chatisse que é... perder tantos e tantos jogos.