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quarta-feira, julho 16, 2008

Novo seleccionador - Reflexão

Foi hoje apresentado Carlos Queirós como novo seleccionador nacional português. Lembrei-me de dar algumas considerações sobre esta nova era da selecção nacional e por outro lado suscitar o debate entre todos.


Na minha opinião Carlos Queirós deve ter, como qualquer novo seleccionador, o benefício da dúvida. Há no entanto, no meu entender, demasiada euforia inicial com a escolha do ex-adjunto de Alex Ferguson no Manchester United. Qualquer treinador de futebol é avaliado em função dos resultados que consegue atingir. A verdade é que, como treinador principal, Carlos Queirós conta no seu curriculo "apenas" com dois títulos mundiais de juniores, o último dos quais à 17 anos. A partir daí, só insucessos.
Muitos poderão dizer "foi campeão europeu como adjunto de Ferguson no Man. United". Na minha opinião, transpor esse êxito para um êxito que o transforme num grande treinador é a meu ver arriscado.

Além do problema das elevadas expectativas que todos têm para com Queirós relativamente aos resultados, penso que ele tem em mãos uma outra grande "empreitada" entre mãos e tem a oportunidade de marcar novamente o futebol português. Com a sua experiência no aproveitamente de novos talentos e de organização do futebol jovem, espero sinceramente que Carlos Queirós seja capaz de colocar a organização de todas as Selecções Nacionais no nível que já atingiu há uns anos atrás e consiga passar uma esponja nos insucessos dos últimos anos, muito deles devido à trágica organização que Luís Filipe Scolari trouxe ao conjunto dos escalões de formação da selecção portuguesa.

Da minha parte, boa sorte professor!

E vocês meus caros, o que pensam sobre o assunto?

quinta-feira, junho 12, 2008

Scolari Blue


Já foi escolhido o novo treinador do Chelsea FC. O seu nome é Luiz Felipe Scolari, seleccionador português, e o anúncio foi feito ontem, tanto no site do clube, como no site da Federação Portuguesa de Futebol. Scolari ainda não se pronunciou sobre o assunto, assim como a FPF e o Chelsea também não teceram nenhum tipo de comentário, uma vez que a selecção portuguesa disputa o Euro 2008. A partir de 1 de Julho, Scolari rumará a Londres para auscultar o plantel blue e fazer as remodelações necessárias. Termina assim uma ligação do seleccionador brasileiro com a FPF, onde alcançou excelentes resultados e lançou vários atletas. Nem sempre bem visto por várias secções da sociedade portuguesa, Scolari demonstra enorme talento na hora de fazer a gestão humana do plantel e de o defender. Com Portugal já foi Vice-Camapeão europeu em 2004 e semifinalista em 2006. Com o Brasil já foi campeão do mundo em 2002. Scolari continuará assim a treinar Paulo Ferreira, Bosingwa, Hilário e talves Ricardo Carvalho, se este não sair.

domingo, junho 08, 2008

Estreia Prometedora


Finalmente aí está o Campeonato da Europa de Futebol. Para quem adora futebol, a altura destas grandes competições internacionais são, de facto, o auge dessa paixão. Portugal, à procura da glória que lhe tem escapado por muito pouco, teve uma estreia auspiciosa, derrotando a Turquia, em Genebra, por 2 - 0. E pode dizer-se que o resultado foi escasso para aquilo que os 'Viriatos' produziram nos noventa minutos.

Portugal fez uma óptima exibição, perante a selecção do grupo tida, à partida, como a mais difícil de bater. De facto, a exibição colectiva lusa foi até algo surpreendente, se tivermos em conta a fase de apuramento sofrível e as dúvidas que existiram nos últimos tempos em redor da equipa. Domínio absoluto do jogo, futebol bonito e envolvente, procura constante do golo, poucas ou nenhumas veleidades concedidas ao ataque turco, alguns magníficos desempenhos individuais. Tudo somado resultou numa vitória incontestável, que convenceu não só os portugueses, como a generalidade da imprensa europeia. Todos os jogadores estiveram em bom plano, com particular destaque para três homens: João Moutinho, Pepe e Deco. Os golos apenas surgiram no segundo tempo, embora pudessem ter acontecido mais cedo, caso a pontaria não estivesse particularmente direccionada para os postes.

Scolari apresentou o habitual sistema 4-3-3, sem qualquer surpresa no onze inicial. Acabou por acertar em todas essas opções, já que todos cumpriram o seu papel de forma adequada. Apenas um reparo: a substituição de Nuno Gomes por Nani e a passagem de Ronaldo para avançado-centro, após o tento inaugural, não me pareceu uma boa solução. A partir daí Portugal recuou em demasia sem necessidade e teve menos bola, expondo-se mais a um lance fortuito que pudesse resultar no empate, quando poderia ter perfeitamente mantido a mesma toada. Mesmo que optasse por um normal abrandamento, poderia tê-lo feito mais longe da nossa baliza, até porque os turcos nunca contituíram uma verdadeira ameaça para as redes de Ricardo. No entanto, a lei do mais forte imperou e Portugal deu uma demonstração de que é mesmo um dos principais favoritos a ser campeão da Europa. Em termos individuais somos fortíssimos. E a jogar assim, como um bloco homogéneo e entrosado, somos mesmo, na minha opinião, o candidato número 1.

Agora, um a um, a nota dos jogadores portugueses no jogo de ontem (0 a 10) e uma breve análise individual:
Ricardo (6): Jogo de pouco trabalho, que se resumiu a algumas saídas a cruzamentos fáceis e recolhas de alguns atrasos dos seus companheiros.
Bosingwa (6): Pleno de força e velocidade, foi intratável na defesa e apoiou o ataque de forma quase constante. Uma ou outra perda de bola, um ou outro passe falhado, não mancharam uma exibição de bom nível.
Pepe (8): Magnífica exibição do central 'merengue', coroada com um belo golo, surgido de uma das suas habituais subidas no terreno. Marcou ainda outro golo, anulado por fora-de-jogo e, na defesa, esteve sempre intransponível.
Ricardo Carvalho (7): A costumeira classe e serenidade, garantia de solidez e qualidade no centro da defesa. A experiência acumulada fazem dele um central calmo mas soberbo. Forma com Pepe a melhor dupla de centrais do torneio. Há dúvidas?
Paulo Ferreira (6): Muito bem a fechar o flanco esquerdo e a dobrar as subidas dos centrais, teve tempo para apoiar o ataque de forma pausada mas eficaz. Não é um jogador exuberante, mas sabe exactamente o que tem de fazer no relvado.
Petit (6): Bom jogo do trinco benfiquista. Funcionou bem à frente da defesa, quer a ocupar o espaço e a dificultar as trocas de bola turcas, quer a iniciar os ataques portugueses. Jogou simples mas sempre bem. Veloso está bem no banco e vai lá continuar.
João Moutinho (8): Enorme Moutinho. Do meu ponto de vista, foi o jogador mais valioso do encontro. Sempre em movimento, foi o jogador português que mais correu e isso reflectiu-se positivamente na sua actuação. Apareceu em todo o lado, recuperou bolas, participou com critério no jogo ofensivo, chegou a zonas de finalização e ainda teve tempo para assistir Meireles para o segundo golo. A defender e a atacar, é intenso, tecnicista, inteligente. É o verdadeiro médio do futebol moderno.
Deco (8): O verdadeiro Deco começa a ressurgir, depois de uma temporada desastrosa no Barcelona. Jogou e fez jogar, foi o cérebro da equipa, o toque de classe, além de ter estado permanentemente em acção. Por vezes, parece jogar de forma displicente e demasiado descontraída (errou 2/3 passes sem necessidade), mas o belo jogo de Portugal deveu-se muito à sua qualidade. Na retina, um fantástico passe de um flanco ao outro, executado de primeira.
Simão (7): Carrilou muitos lances ofensivos e foi sempre perigoso para o último reduto da Turquia. É um jogador rápido, de equipa, que solta a bola no momento certo e participa no processo ofensivo quase sempre correctamente.
Cristiano Ronaldo (7): Para um jogador do seu nível, fez um jogo mediano. Concentrou muitos adversários em seu redor e isso retirou-lhe espaço para ensaiar algumas das suas jogadas, mas em compensação libertou ou seus colegas e isso foi bem visível ao longo da partida. Ainda assim, enviou uma bola ao poste de livre directo, fez o passe para Moutinho na jogada do segundo golo e esteve sempre bastante interventivo.
Nuno Gomes (7): Uma bola no poste, outra na trave e uma assitência primorosa para Pepe inaugurar o marcador, foram os lances em que esteve mais em evidência. Belo jogo do capitão português, que foi substituído de forma prematura e incorrecta.
Nani (5): Entrou rápido e mexido, ensaiando algumas jogadas pelo lado direito. Numa fase de adiantamento turco, pôs sempre a defesa contrária em sentido. Sofreu uma entrada assustadora de Mehmet Aurélio, a pedir o vermelho, mas nem falta foi assinalada.
Raúl Meireles (6): Acabou com as ténues esperanças da Turquia, ao marcar o segundo golo mesmo ao cair do pano. O toque final foi o mais fácil, mas teve o mérito de ter acompanhado a jogada e dado a linha de passe a Mountinho. Uma opção credível sempre que fôr chamado.
Fernando Meira (-): Entrou apenas para fazer parte da ficha do jogo e somar mais uma internacionalização.

quinta-feira, março 27, 2008

Selecção Nacional: Ponto de Situação



Acabou o jogo e fui jantar, silenciosamente, a meditar e a reflectir sobre o que se passou hoje em Düsseldorf, sobre o momento que a minha selecção atravessa. Já tinha em mente publicar um artigo de opinião sobre o estado da equipa nacional do meu país e decidi esperar pelo fim do duelo contra a Grécia para que os meus argumentos ganhassem consistência e acima de tudo para clarificar algumas dúvidas que ainda persistiam no meu espírito e estão agora dissipadas.

Esta noite, Portugal perdeu e perdeu bem. Frente a uma Grécia que já nos habituou a uma solidez defensiva e uma organização táctica acima da média, os jogadores portugueses não foram capazes de se superiorizar. Eu diria que esta só não foi a reedição da final do Euro 2004 porque, se da outra vez a derrota foi injusta, desta vez não deixou grandes dúvidas.

Passo a uma análise por sectores, antevendo o Euro 2008...


* Guarda-Redes

Continuo a discordar das convocatórias feitas nos últimos tempos por Luiz Felipe Scolari. A começar pela baliza. Quim e Eduardo, os dois guarda-redes em melhor forma na actualidade, não foram chamados. No seu lugar, o Sargentão convocou Ricardo e Rui Patrício. Ora, Ricardo voltou hoje a provar que o seu lugar na selecção é injusto. No Euro 2004 achei mais do que imerecida a sua titularidade (Vítor Baía acabara de ser considerado o melhor guarda-redes da Liga dos Campeões); no Mundial 2006 acreditei que ele era um digno titular; para o Euro 2008 volto a ser da opinião de que não é a melhor opção para a baliza. No jogo de hoje, voltou a ter mais duas ou três saídas infantis e despropositadas que poderiam ter originado golos e nos livres não fez o que podia para tirar a bola do caminho da baliza. Ficar com os pés presos ao chão não resolve nada e mostrou clara falta de atitude. Parece-me que um verdadeiro guardião, no primeiro livre do Gladiador Katsouranis teria evitado o golo.
Falemos agora de Rui Patrício, um jovem que considero altamente promissor e com inúmeras qualidades. Não sei, sequer, se merece ser titular no Sporting, mas uma coisa é certa: Rui Patrício não tem lugar na selecção nacional. Pelo menos, para já. É um jovem, tem apenas 20 anos, e ainda denota uma grande dificuldade em reagir à pressão. Apesar das grandes potencialidades, que, repito, lhe reconheço, parece-me que ainda não tem estofo para ser o terceiro guarda-redes de Portugal. Porque os azares acontecem e acredito que não será capaz de responder à pressão no caso de ocorrer uma catástrofe.
Pela lógica, o guarda-redes titular deveria ser Quim. É um futebolista muito experiente, já conta com dezenas de internacionalizações, já esteve presente em grandes competições – nomeadamente o Euro 2004 e o Mundial 2006 –, tem feito uma boa época ao serviço do Sport Lisboa e Benfica e parece-me a opção mais sensata. Como alternativa, teríamos Ricardo, um jogador que, apesar de muito frágil (realmente mau, em muitas circunstâncias) a sair dos postes, e das frequentes "diarreias mentais" é um bom guarda-redes entre os postes, com bons reflexos (como o provam os penalties que defende) e um jogador importante no balneário, que esteve presente nas últimas três grandes competições internacionais em que a turma lusitana esteve envolvida. Em terceiro, e como Scolari gosta de levar um guarda-redes jovem, teríamos duas hipóteses: Beto, a menos válida, um guarda-redes de 25 anos (jovem para a posição), tem feito uma excelente temporada no Leixões e evidenciado qualidades acima de média; e Eduardo, aquele de quem já todos falavam antes da final da Taça da Liga, e que tem o apoio de grande parte dos adeptos portugueses após esse fatídico dia. Com a mesma idade, 25 anos, é a solução mais atilada.



* Laterais

Se temos defesas direitos em abundância e qualidadeBosingwa (quanto a mim, o titular), Miguel, Paulo Ferreira e Abel –, o mesmo não se pode dizer dos canhotos. Carlos Queirós disse, há poucos dias, que essa é uma das principais lacunas da selecção nacional portuguesa. Eu não acho o problema tão grave como outros – designadamente a ausência de um fio de jogo, de sentido de equipa, de mecanismos colectivos e também a ausência de um avançado centro –, agora que é uma situação desfavorável, é. Quanto a mim há quatro hipóteses e vou citá-las com ordem de preferência: ou se joga com Caneira a lateral esquerdo como aconteceu hoje, frente aos helénicos, na primeira parte; ou se coloca Jorge Ribeiro a cumprir essa função; ou se adapta Paulo Ferreira à faixa esquerda (que não é a sua de origem), como sucedeu na segunda parte do desafio diante da Grécia; ou se dá uma hipótese ao jovem, imaturo e pouco rotinado Antunes. Nomes como Miguelito ou César Peixoto, que já li em algum lado, não me parecem credíveis. Talvez deixasse de fora do Europeu Paulo Ferreira porque não tem jogado; Miguel, Caneira e Bosingwa parecem-me suficientes.


* Defesas Centrais

Aqui não há problemas. Ou melhor, é um problema bom. Há excesso de jogadores para esta posição. E normalmente só se levam 4 às grandes competições. As minhas escolhas recairiam sobre: Ricardo Carvalho, Bruno Alves, Fernando Meira e Pepe. De fora, custa-me deixar um grande jogador, Jorge Andrade, só que a verdade é que depois da sua lesão nunca mais voltou a ser o mesmo. Além deste, de fora deverão ficar os experientes Nunes e Ricardo Rocha, os ainda jovens Tonel e Ricardo Costa e a promessa Manuel da Costa. Difícil é mesmo constituir a dupla de centrais titular. Aposto na dupla de hoje, composta por Ricardo Carvalho e Pepe. Será vital criar automatismos entre estes dois durante o estágio em Viseu, antes do Europeu.


* Médios

Em teoria, vão ser chamados seis médios centro: dois mais defensivos, dois mais ofensivos, dois box-to-box. Os possíveis convocados? Mais do dobro, pelas minhas contas: treze. É certo que estou a incluir nomes como nunca chamados, como Pelé e Pedro Mendes; e alguns que não têm grandes possibilidades pelas épocas pouco brilhantes que têm vindo a fazer, como Hugo Viana e Tiago. Já exclui quatro. Restam nove: Petit, Costinha, Miguel Veloso, Raúl Meireles, Manuel Fernandes, Maniche, João Moutinho, Carlos Martins e Deco. Quem deixar de fora? Eu deixaria Costinha e Carlos Martins, simplesmente porque acho que a sua utilidade seria pouca. Há nº6 em muito melhor momento do que Costinha, que seria apenas útil pela sua vastíssima experiência (já jogou em França, Espanha e Itália; já foi campeão europeu pelo FC Porto e fez inúmeros jogos internacionais e, mais do que isso, esteve presente em dois Europeus e dois Mundiais), e Carlos Martins é demasiado irregular para ser uma aposta segura (além de que João Moutinho, Simão ou Nani poderão fazer tão bem ou melhor a posição 10). Resta-me excluir um, e não sei bem quem. Possivelmente, Petit. O problema é que, excluindo Petit, o nosso meio-campo fica demasiado verde. Miguel Veloso e Raúl Meireles como nº6 (ambos pouco habituados a estas andanças e sem experiência em nenhuma grande competição de selecções); Maniche e Manuel Fernandes como nº8 (apenas Maniche é experiente, mas Manuel Fernandes provou hoje, nos sub-21, a sua maturidade); João Moutinho e Deco como nº10 (ao contrário de Deco, João Moutinho nunca marcou presença num Europeu ou num Mundial).
O nosso meio-campo está repleto de qualidade. Faltam-lhe os mecanismos e os automatismos próprios de quem joga em equipa para se tornar no meio-campo unido, equilibrado e sólido que Portugal tanto necessita. Disso falarei mais à frente.


* Extremos

Há alguns bons jogadores nesta posição que não terão hipóteses de ser convocados, como Boa Morte ou Duda, pura e simplesmente porque há quatro grandes executantes que têm lugar cativo nesta selecção: Cristiano Ronaldo, Quaresma, Nani e Simão. E não se fala mais nisso, penso eu! Nani e Quaresma deverão lutar por um lugar a titular, tendo em conta que Ronaldo é a estrela e deverá fazer parte do onze em todos os jogos.


* Pontas-de-Lança

O maior handicap da nossa querida equipa nacional, como Carlos Queirós disse. Nuno Gomes, Makukula, Hugo Almeida e Hélder Postiga parecem ser as únicas soluções. Isto, excluindo João Tomás. Quanto a mim, o melhor ponta-de-lança português da actualidade é mesmo Hugo Almeida e, num esquema que usa somente um avançado, ele é, sem dúvida, o meu avançado de eleição. Makukula é um jogador interessante para colocar em campo quando é necessário poder físico na área mas não poderá ser titular porque não tem a mobilidade que se exige ao avançado no nosso modelo de jogo. Hélder Postiga e Nuno Gomes são jogadores que não resultam – está mais que visto – num sistema de um só avançado. Sentem-se perdidos, alheios ao jogo, a tentar criar espaços para ninguém. O primeiro é ainda jovem e tem qualidade, falta-lhe consistência e regularidade. Ao segundo, fustigado por lesões, já começa a pesar a idade e perdeu o fulgor que tinha noutros tempos, tempos em que funcionava a “vitamina selecção”. Longe vão os jogos em que era decisivo com as quinas ao peito. Com um Villa, um Torres, um Henry, um Rooney, um Podolski, um Kuyt, um Babel, um Van Persie, um Baros, ou um outro qualquer, não tenho dúvidas que o nosso ataque seria muito mais mortífero. Mas não vale a pena chorar, é acreditar nos nossos "mininuiss"



* Ausência de Colectivo - O maior problema de Portugal...

Portugal não apresenta mecanismos, não joga como uma equipa e vive à custa de rasgos individuais dos excelentes jogadores que possui. Matéria-prima não falta: grandes jogadores temos nós! Scolari está a falhar muito redondamente nesta fase de transição da selecção nacional. Começo a concordar com aqueles que defendem a tese de que ele se aproveitou do trabalho de Mourinho para alcançar o que alcançou no Euro 2004 e no Mundial 2006. Agora, sem Costinha, com um Deco em queda e um Maniche mais inconstante, o meio-campo já não é o que era e o motor de Portugal deixou de funcionar. É inacreditável que não tenhamos ganho nenhum jogo, em seis, às selecções da Sérvia, da Finlândia e da Polónia. É inaceitável que o nosso último resultado digno de registo seja a nossa vitória sobre o Brasil há mais de um ano. O que me preocupou ao ver o jogo de hoje frente à Grécia não foi o resultado, foi o futebol apresentado. Temos uma defesa razoável, que, acredito, poderá funcionar muito bem no Europeu após os longos dias de preparação pré-Euro que se vai desenvolver em Viseu e na Suíça; mas do meio-campo para a frente temos um amontoado de jogadores, um grupo de homens desorganizados, desnorteados, com francas dificuldades nas transições, que amiúde se atropelam e desconhecem o seu posicionamento e o dos seus colegas. Dizia eu, ainda há bem pouco tempo, que Cristiano Ronaldo falhava demais, era egoísta e não jogava tão bem na selecção como no Manchester United. Dou agora razão àqueles que contestaram esta minha opinião. Porque, apesar de continuar a achar que Ronaldo poderia produzir muito mais (afinal é o melhor do mundo…), a verdade é que uma selecção com aspirações a chegar a uma final de um Europeu não poderá funcionar através de jogadas individuais, mas sim como um todo, como uma equipa. Porque o futebol é um jogo colectivo e é com um grupo coeso, unido, experiente e conhecedor de si próprio que Portugal poderá chegar longe no Campeonato da Europa. Quaresma joga mal porque não tem jogo para si e não tem para quem cruzar; Ronaldo não rende metade do que podia porque as bolas lhe chegam em más condições. Meira não pode jogar a trinco. E por aí fora... O grande problema de Portugal está na ausência de fio de jogo. E isso, meus amigos, é incompetência do treinador. Parece-me a mim, agora…


Em jeito de conclusão, deixo a minha convocatória para o Euro 2008 (algo irreflectida):

Quim
Ricardo
Eduardo

José Bosingwa
Miguel

Marco Caneira

Fernando Meira
Ricardo Carvalho
Bruno Alves
Pepe

Raúl Meireles
Miguel Veloso
Manuel Fernandes
Maniche
Deco
João Moutinho

Nani
Cristiano Ronaldo
Ricardo Quaresma
Simão Sabrosa

Hugo Almeida
Nuno Gomes
Makukula


De fora, deixo jogadores como: Beto, Rui Patrício; Abel, Paulo Ferreira, Jorge Ribeiro, Antunes, Jorge Andrade, Tonel, Ricardo Rocha, Nunes, Manuel da Costa, Ricardo Costa; Costinha, Petit, Hugo Viana, Pelé, Pedro Mendes, Tiago, Carlos Martins, Duda; Boa Morte, Hélder Postiga, João Tomás, Vaz Tê, entre outros...

O post já vai tão longo, mas fico com a sensação de que ainda tinha tanto para dizer...

FORÇA PORTUGAL !!!

quinta-feira, novembro 22, 2007

Euro 2008 aqui vamos nós

Local: Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 49 mil espectadores
Árbitro: Lubos Michel (Eslováquia)



PORTUGAL – Ricardo; Bosingwa, Pepe, Bruno Alves e Caneira; Fernando Meira, Maniche (Raul Meireles, 72 m) e Miguel Veloso; Ricardo Quaresma (Nani, 84 m), Nuno Gomes (Makukula, 76 m) e Cristiano Ronaldo.
Treinador: Luiz Felipe Scolari

FINLÂNDIA – Jasaslelainen; Pasanen, Hyypia, Tihinen e Kallio; Kolkka (Johansson, 74 m), Tainio (Yeremenko, 68 m) Heikkinen e Sjolund; Forssell e Litmanen (Vavrynen, 67 m).
Treinador: Roy Hodgsnon

Resultado final: 0-0
Acção disciplinar: cartão amarelo a Sjolund, Hyypia, Forssell, Caneira, Pasanen e Makukula.

Missão cumprida, é a esta a principal ilação que se tira, não só do final do jogo, como também desta fase de apuramento. Portugal cumpriu os objectivos mínimos neste jogo, empatou, poderia ter ganho, é verdade, mas o mais importante é que garantiu a presença no Euro’2008.

Fotografia gentilmente cedidas pela City Files

Scolari surpreendeu tudo e todos ao colocar Pepe a titular e Fernando Meira a trinco, relegando Simão Sabrosa. Penso que, tendo em conta que o empate até pode ser encarado como um bom resultado, o seleccionador nacional ganhou a aposta, pois a equipa portuguesa demonstrou uma grande segurança em termos defensivos e conseguir “secar” o jogo aéreo finlandês, um dos pontos fortes da formação nórdica.

Fotografia gentilmente cedidas pela City Files

Os jogadores nacionais foram sempre superiores, faltou-lhes, porém, aquela pontinha de sorte na finalização das boas jogadas. Os alas estiveram muito mais em jogo do que na partida anterior, sendo uma grande dor de cabeça para a defensiva contrária. O seleccionador da Finlândia, Roy Hodgsnon, nunca arriscou verdadeiramente e, portanto, não obstante algum sufoco para a nossa defesa na parte final do encontro, os finlandeses raramente criaram um lance organizado de perigo.

No final, os “heróis do mar” souberam gerir bem este resultado que lhes era favorável, acabando por festejar o já previsível, mas não menos sofrível apuramento.



Melhor em campo:
Pepe: foi a grande surpresa no onze de Luiz Felipe Scolari. A responsabilidade não assustou o mais recente internacional português, que foi irrepreensível na defesa. Foi muito graças a ele que os ataques finlandeses foram praticamente inofensivos. Jogava pela primeira com a camisola das quinas, no entanto deu a sensação de já estar integrado. Refira-se, contudo, que no quarteto defensivo só Caneira lhe era “estranho”.

Arbitragem:
Um dos melhores árbitros do futebol actual. Excelente arbitragem. Apenas um erro ou outro de pormenor, mas sem muita revelância.

Podemos dizer que não foi uma fase de qualificação de sonho. Mas, recorde-se, que em muitos jogos o seleccionador nacional não pôde contar com algumas peças importante, como Ricardo Carvalho, Jorge Andrade, Petit e Deco. Enfim, estamos qualificados, não estamos? O resto é conversa…

A 2 de Dezembro, lá vamos ver o que nos calha na rifa.

Fotografia gentilmente cedidas pela City Files

Heróis do Mar, nobre povo …

domingo, novembro 18, 2007

Estamos quase lá



Estádio: Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria
Árbitro: Mike Riley (Inglaterra)
Espectadores: 22 048



Portugal: Ricardo; Bosingwa, Fernando Meira, Bruno Alves e Caneira; Miguel Veloso e Maniche; Simão (Nani, 77'), Ricardo Quaresma (Manuel Fernandes, 60'), Cristiano Ronaldo e Hugo Almeida (Makukula, 68').
Treinador: Flávio Teixeira

Arménia: Roman Berezovski, Sergis Hovsepyan, Robert Arzumanyan, Karen Dokhoyan, Aleksander Tadevosyan, Artur Voskanyan, Ararat Arakelyan, Levon Pchajyan, Romik Khachatryan (Hamlet Mkhitaryan, 59'), Artavazd Karamyan (Agvan Mkrtchyan, 76)' e Samvel Melkonyan (Edgar Manucharyan, 63').

Treinador: Vardan Minasyan

Disciplina: Cartões amarelos a Caneira (64') e Bosingwa (79'), de lado de Portugal, Cartões amarelos a Levon Pchjyan (46') e Robert Arzumanyan (69'), do lado da Arménia

Golo: Hugo Almeida, aos 42 minutos

Portugal está agora a um ponto do Euro’2008: o que em tempos pareceu difícil está à distância de um empate. Porém, isso não esconde o facto dos comandados de Luiz Filipe Scolari terem feito uma paupérrima exibição, que não agradou ao público, que exprimiu o seu desagrado com assobios.



A equipa nacional até não começou mal, com Simão a rematar à barra da baliza da baliza de Berezovski logo aos três minutos. Mas quem pensou que isso seria um embalar para uma grande exibição, enganou-se, pois os arménios foram incómodos e só não gelaram ainda mais o Municipal de Leiria porque, primeiro, Melkonyan não teve engenho para fazer um chapéu certeiro a Ricardo e, depois, com os mesmos protagonistas, o inglês Mike Riley acabou por ser amigo ao não assinalar uma carga evidente do guardião português ao dianteiro arménio.

O público que se tinha deslocado a um Estádio, que apresentava uma das suas maiores enchentes de sempre, já demonstrava o seu desagrado, assobiando claramente os jogadores nacionais, na altura em que Bosingwa, que finalmente acertava um cruzamento, serve Hugo Almeida de modo a este fazer o mais difícil: inaugurar o marcador.

Os lusos partem para a segunda parte a vencer e, como tal, os adeptos esperavam uma equipa diferente daquela que jogou no primeiro tempo. No entanto, o desacerto na equipa das quinas continuava, com as vedetas a não se entenderem dentro de campo.

Só na parte final, com a entrada de Nani, em dia de aniversário, os pupilos de Scolari ganharam outra dinâmica, contudo insuficiente para aumentar a vantagem lusa.



Melhor em campo:
Cristiano Ronaldo: O nosso puto maravilha não fez um jogo brilhante, foi, contudo, o grande motor do ataque português. No final do jogo fez uma declaração digna de um capitão, defendendo a equipa dos assobios dos adeptos.

Arbitragem:
Quase perfeita. Apenas errou ao não assinalar penalti a favor da Arménia aos 33 minutos.

Não foi deslumbrante, todavia o que interessa é que os objectivos foram cumpridos. Flávio Teixeira deixa o comando do banco a Luiz Filipe Scolari com um saldo de três vitórias e com o simplificar daquilo que parecia tão difícil. Todos esperamos, quarta-feira, que o Estádio do Dragão seja o palco talismã para Selecção Nacional conquistar pelo menos um ponto, frente à traiçoeira Finlândia, e arrumar às malas rumo ao Áustria/Suiça 2008.

domingo, outubro 14, 2007

Portugal regressa às vitórias

Estádio: Replubican Stadium, em Baku
Assistência: 30 mil pessoas
Arbitro: Ivan Bebek (Croácia)

Azerbaijão
Farhad Valiyev, Aslan Karimov, Sasha Yuinisoglu, Samir Abason, Elvin Aliyev, Aleksander Chertaganov, Ilgar Gurbanov (Khagani Mammadov, 56), Emin Guliyev, Emin Imamaliyev (Zaur Hashimov, 07), Samir Aliyev (Farrukh Ismayilov, 73) e Branimir Subashich.
e Khagani Mammadov).
Treinador: Shakhin Diniyev

Portugal
Ricardo, Miguel (Jorge Ribeiro, 75), Bruno Alves, Ricardo Carvalho, Paulo Ferreira, Miguel Veloso, Maniche, Deco, Ricardo Quaresma (Nani, 70), Cristiano Ronaldo e Hugo Almeida.
Treinador: Flávio Teixeira

Acção disciplinar: Cartão amarelo para Ricardo (28), Sasha Yunisoglu (66) e Jorge Ribeiro (93). Cartão vermelho directo para Aslan Karimov (27).

Marcadores: 0-1, por Bruno Alves aos 12 minutos; 0-2, por Hugo Almeida, aos 45 minutos

Finalmente, após quatro jogos sem vencer, a Selecção Nacional não facilitou e regressou às vitórias, ante um modesto Azerbeijão, num jogo marcado por estreias: Flávio Teixeira como responsável máximo no banco; Miguel Veloso é o mais recente internacional português; Bruno Alves e Hugo Almeida estrearam-se a marcar com a camisola das quinas.



Contudo, parecia que as coisas iam começar mal para a equipa nacional, quando no aquecimento Nuno Gomes sofre uma lesão que o impediria de jogar. Solução: Hugo Almeida, avançado do Werder Bremen, renderia o ponta-de-lança do Benfica.

Portugal entrou com vontade, a todo o gás, muito diferente da equipa que foi surpreendida na Arménia. Logo, ninguém se surpreendeu quando Bruno Alves – antes Hugo Almeida já tinha deixado um aviso – saltou mais altos que os defesas azeris para inaugurar o marcador.

A vencer Portugal preferiu gerir o jogo e beneficiou de uma infantilidade do capitão do Azerbeijão para ficar com mais um homem em campo. No entanto, os primeiros minutos com mais um homem em campo foram de alguma tensão e os azeris – numa jogada em que deu a sensação que Bruno Alves parece ter sofrido falta – quase marcavam, valendo a atenção de Ricardo.

Deco respondeu, numa daquelas jogadas que só o médio do Barcelona sabe fazer, mas o poste impediu que a bola entrasse. Aos poucos, os portugueses voltaram a tomar o controlo do jogo e ao cair do pano Hugo Almeida, no seu estilo acrobático, mostrou a Scolari que pode ser opção, ao marcar o segundo tento luso, que já se adivinhava.

No segundo tempo, a vencer por 2-0, os jogadores nacionais fizeram uma gestão inteligente do resultado, provavelmente a pensar no encontro de quarta-feira no Cazaquistão.

Houve, todavia, um festival de golos perdidos da parte da equipa das quinas, com Deco e Ronaldo, que cumpriam a 50ª internacionalização, a serem os mais perdulários.




Melhor em campo:
Deco – O médio luso-brasileiro está em claro ascendente de forma. Embora ontem tenha estado longe dos tempos em que jogava sob as orientações de Mourinho, a sua magistral forma de jogar foi importante na transição para as jogadas de ataque.

Arbitragem:
Boa arbitragem desde árbitro croata. Esteve bem na expulsão de Kerimov. Ficam dúvidas se Bruno Alves é carregado em falta aos 38 minutos, numa jogada em que Subacic poderia ter empatado a partida.

Conclusão:
Não foi uma exibição exuberante, nem precisava de ser. Bastava-nos um desempenho quanto baste para vencer a Selecção do Azerbeijão, e assim foi.

As contas voltaram a estar mais facilitadas – Portugal está em segundo, lugar qualificável para o Euro 2008 –, muito devido aos empates de Sérvia e Finlândia

Se Portugal vencer os próximos dois jogos, pode ser que o último jogo, com a Finlândia no Estádio do Dragão, não seja necessário para as contas finais rumo à Suiça e à Áustria.

Notícia de última hora: Makukula rende Nuno Gomes

Após a lesão de Nuno Gomes, Scolari só tinha um ponta-de-lança disponível para o jogo de quarta-feira, no Cazaquistão. Como tal, o Seleccionador Nacional chamou o avançado do Marítimo Makukula para render o jogador do Benfica.

Ariza Makukula nasceu no Congo, mas tem nacionalidade portuguesa, tendo representado as selecções jovens de Portugal. Numa fase complicada da sua carreira, o avançado luso-congolês mostrou vontade para representar o seu país de origem. Tal nunca aconteceu e nos últimos tempos o jogador do Marítimo revelou que teria muito gosto em vestir a camisola principal da equipa das quinas. Pelos vistos, poderá ter essa oportunidade já no próximo dia 17.



Recorde-se que Makukula tem feito um bom início de campeonato ao serviço dos verde-rubros e já marcou quatro golos em seis jogos que disputou. A 30 de Setembro, Scolari foi ao Estádio José Gomes, na Reboleira, assistir ao Estrela da Amadora 1-1 Marítimo, com intuito de observar o jogador do Marítimo. Ao que parece, o Seleccionador Nacional gostou do que viu, porém, refira-se, que as alternativas não são muitas.

sábado, outubro 13, 2007

Primeira derrota na era Caçador



Estádio: Vasil Levski
Assistência: 5 mil espectadores
Árbitro: Meir Levi (Israel)

Bulgária: Mihaylov; Bandalovski, Ivanov, Bodurov e Fidanin; Bozhinov, Petrov (Starkin, 75m) e Gadjev; Popov, Domovchiyski (Kurdov, 78m) e Dimitrov (Blatenov, 91m)

Portugal: Ricardo Baptista; Vasco Fernandes, Nuno André Coelho, João Pedro e Antunes; Paulo Machado, Pelé e João Coimbra (Nuno Coelho, 58m); Vieirinha, João Moreira (Cícero, 66m) e Yannick (Hélder Barbosa, 75m)

Disciplina: Cartão amarelo para Bandalovski (16m), Petrov (71m) e Popov (87m)

Marcadores: 1-0, Domovchiyski (42m g.p.);

As esperanças lusas perderam na Bulgária, num jogo em que os pupilos de Rui Caçador ressentiram-se das ausências de Manuel da Costa, Manuel Fernandes, Ricardo Vaz Tê e Miguel Veloso, este último convocado à selecção principal.

Uma primeira parte em que Portugal não esteve bem foi fatal para o desfecho final do encontro. Os jovens jogadores portugueses até tomaram o controlo do jogo, mas não conseguiram levar perigo à baliza contrária. Eram imensas as dificuldades dos jogadores nacionais, e com o golo búlgaro – que aconteceu ao minuto 42, através de uma grande penalidade convertida por Domovchiyski - tudo se complicou ainda mais.

No segundo tempo, os Sub-21 entraram com outra atitude e Vieirinha, por duas vezes, podia ter restabelecido a igualdade. Rui Caçador ainda mexeu no onze, colocando Nuno Coelho, Hélder Barbosa e Cícero em jogo, porém até final o resultado não se alterou, e o dilúvio nos últimos 15 minutos só veio prejudicar as cores portuguesas.

Recorde-se que esta é a primeira derrota da Selecção Nacional na fase de qualificação. Portugal é segundo classificado no grupo, com menos três que a Inglaterra.



Melhor em campo:
Vieirinha – o mais inconformado, foi sem dúvida aquele que tentou inverter o resultado.

Arbitragem:
Arbitragem regular. Apenas errou ao não mostrar o cartão amarelo a João Pedro no lance do penalti

sexta-feira, outubro 05, 2007

Sub-21: Convocados para a Bulgária e Montenegro

O Seleccionador Nacional da equipa de Sub-21, Rui Caçador, divulgou, logo a seguir a Scolari, os convocados para o duplo confronto das esperanças lusas contra a Bulgária (12 de Outubro) e Montengegro (16 de Outubro).



O destaque desta convocatória vai para o lateral do Belenenses Mano, um dos jogadores castigados após o Mundial de Sub-20. Sublinhe-se os regressos de Mário Felgueiras e de João Pedro.

Refira-se que Manuel Fernandes, Manuel da Costa e Ricardo Vaz Tê, jogadores importantes na estratégia dos Sub-21, não foram convocados por se encontrarem lesionados.


Eis a lista completa de convocados:

AS Roma: Antunes;
A Académica de Coimbra: Hélder Barbosa;
CD Nacional: João Moreira e João Coimbra;
CF ‘Os Belenenses’: Gonçalo Brandão e Mano;
FC Dinamo de Moscovo: Cícero;
Fulham FC: Ricardo Batista;
FC Inter de Milão: Pelé;
FC Penafiel: João Pedro;
GD Estoril Praia: Celestino;
Leixões SC: Paulo Machado e Vieirinha;
Portimonense SC: Nuno André Coelho, Nuno Coelho e Mário Felgueiras;
Sporting CP: Yannick;
UD Salamanca: Vasco Fernandes;
Villarreal CF: Feliciano Condesso;
Vitória SC de Guimarães: Targino.

A concentração da comitiva está marcada para o próximo domingo, sendo que a partida para a Bulgária está prevista para quarta-feira.

Fotografia gentilmente cedida pela City Files

Convocados para o Azerbeijão e Cazaquistão

O Seleccionador Nacional, Luiz Felipe Scolari, divulgou esta manhã os convocados para as deslocações ao Azerbeijão (13 de Outubro) e ao Cazaquistão (17 de Outubro), jogos que contam para a fase de apuramento para o Euro 2008.



As principais novidades são as chamadas de Tonel, Duda e Miguel Veloso, e a ausência de Tiago, jogador que tem sido pouco utilizado na Juventus.

Guarda-Redes
Quim – SL Benfica
Ricardo – Real Bétis

Defesas
Tonel – Sporting CP
Bruno Alves – FC Porto
Fernando Meira – VFB Stuttgart
Bosingwa – FC Porto
Miguel – Valencia CF
Paulo Ferreira – Chelsea FC
Ricardo Carvalho – Chelsea FC

Médios
Deco – FC Barcelona
João Moutinho – Sporting CP
Miguel Veloso – Sporting CP
Maniche – Atlético Madrid
Raul Meireles – FC Porto
Duda – Sevilha FC

Avançados
Cristiano Ronaldo – Manchester United FC
Hugo Almeida – SV Werder Bremen
Nani – Manchester United FC
Nuno Gomes – SL Benfica
Ricardo Quaresma – FC Porto
Simão – Atlético Madrid

A comitiva da Selecção Nacional concentra-se na próxima terça-feira em Porto Salvo, partindo para o Azerbeijão na próxima quarta-feira para o Azerbeijão.

Fotografia gentilmente cedida pela City Files

quinta-feira, setembro 13, 2007

Scolari: rua ou permanência?



Luiz Felipe Scolari teve uma atitude altamente reprovável, ontem à noite, no Estádio de Alvalade. É certo que Felipão foi o homem que uniu os portugueses em torno da selecção nacional, foi o homem que conduziu Portugal à final do Euro 2004 e foi o homem que, na Alemanha, comandou a equipa na mítica meia-final do Mundial. A quantidade de mérito do treinador em todas estas situações é discutível, pode ter tido mais ou menos influência nos resultados obtidos, mas o mérito continua a estar lá.

No Euro 2004, Scolari contava com uma defesa composta por um Nuno Valente, um Paulo Ferreira e um Ricardo Caralho em excelente forma e acabadinhos de se sagrar campeões europeus de clubes, com um Jorge Andrade na plenitude das suas capacidades e com um Miguel a mais de 100%; contava com um meio-campo mágico, o meio-campo do FCPorto campeão europeu – Maniche, Costinha e Deco – com os acrescentos de Rui Costa ou Petit e um ataque cheio de estrelas, Cristiano Ronaldo a despontar, Luís Figo com vontade de fazer um brilharete, com Pauleta à beira do recorde de golos, Simão depois de uma grande época no Benfica e os avançados que sofrem do “síndrome de selecção”, Nuno Gomes e Postiga, bem mais produtivos com a camisola das Quinas. Acrescente-se o facto mais do que relevante de jogarmos em casa.

No Mundial 2006, Portugal inteiro tinha os olhos postos na selecção nacional de futebol. Gerou-se um ambiente absolutamente magnífico em redor da equipa e a euforia era geral e contagiante. A equipa era idêntica, dois anos mais velha, experiente, com um espírito vencedor. A ausência de Jorge Andrade foi complementada pelo formidável Fernando Meira, Cristiano Ronaldo era agora um futebolista mais maduro e incisivo, Figo estava ainda mais confiante, Maniche protagonizou exibições do outro mundo, Ricardo Carvalho passou de um central promissor para um dos melhores do mundo, etc.

A verdade é que Scolari teve, ao longo de todo o tempo em que liderou – e continua, para já, a liderar – a selecção portuguesa, um conjunto de jogadores de craveira internacional e de qualidade muito acima da média prontos a serem chamados. No entanto, muitas são as histórias de selecções feitas de maravilhosas individualidades que não obtêm resultados e de clubes endinheirados que, mesmo possuindo um vasto leque de craques, não alcançam os objectivos pretendidos. E todos vocês, amantes do futebol, conhecem algumas dessas histórias. Scolari, mesmo tendo tantos recursos à disposição, podia ter fracassado. E não fracassou. Apesar de tudo, tem (muito) mérito por isso, na minha opinião.



Scolari é um grande treinador? Do meu ponto de vista, é. Scolari percebe muito de futebol? Do meu ponto de vista, não. Scolari não é conhecido por “Sargentão” por acaso. O brasileiro é um autêntico líder, um gestor de homens e alguém que consegue motivar imenso os seus pupilos. Extrai o melhor futebol de cada um, obriga os jogadores a deixarem a pele em campo e dá liberdade à equipa, feita de craques, para jogar à sua maneira. É lógico que não é um ignorante completo em termos tácticos – não poderia ser –, todavia o seu conhecimento ao nível da estratégia do jogo é muito mais reduzida do que a de muitos outros grandes nomes dos bancos internacionais. Importante é também a sua personalidade, defendendo constantemente os seus jogadores e dando o corpo ao manifesto. Assume responsabilidades e retira-a dos que estão dentro de campo. É certo. E era precisamente aqui que eu queria chegar.

O seleccionador nacional levou longe demais o seu sentido protector. Ou então isso foi uma mísera desculpa para justificar a agressão. Aquilo que ontem vimos em pleno estádio Alvalade XXI foi uma vergonha para o futebol português e uma mancha negra e enorme na imagem de Scolari. Depois de uma pálida, para não usar um adjectivo ainda mais forte, exibição, Portugal, que se via em vantagem desde os 11 minutos, sofreu um golo. Acho que só a cinco minutos do fim vi alguns jogadores a correr durante a segunda parte. Foi incrível o ritmo imprimido pelos futebolistas portugueses, parecia um jogo entre casados e solteiros. A verdade é que estávamos a ganhar, mesmo jogando de forma incrivelmente passiva. Com o golo – irregular, diga-se – da Sérvia, a vida complicou-se e era tarde demais para correr atrás do prejuízo. Como se isso não bastasse, vimos uma cena desprestigiante de Scolari. Scolari, um homem experiente, habituado a vencer, já perto dos 60 anos e que vive do futebol há décadas, teve uma atitude irreflectida, irresponsável e digna de um mal-educado, sem carácter e bronco. Felipão bateu e fugiu, feito cobarde. Scolari, que deveria ser um exemplo para todos os jogadores, que deveria ser o modelo, o paradigma da personalidade e a cabeça fria nos momentos dificieis, decidiu espetar um soco a um rapaz com metade da idade dele e que, segundo as imagens, não o estava a provocar, nem a ele, nem a Quaresma.

Ainda assim, parece-me que o mais grave de tudo foi o não assumir das responsabilidades. Na conferência de imprensa, Scolari afirma ter defendido Quaresma, quando as imagens não comprovam nada disso. O próprio Ricardo Quaresma ficou incrédulo com a atitude tomada pelo seu superior. Primeiro, diz que Dragutinovic lhe ia bater. Ia mesmo? Não me parece. Depois diz que foi para defender Quaresma. Afinal, foi para se defender a ele ou a Quaresma? E alguém viu Dragutinovic ameaçar alguém?



Depois de uma série de maus resultados e depois desta atitude, Scolari tem o seu lugar em risco. Acho que o brasileiro, se quer conservar o seu contrato milionário, deveria pedir desculpas aos adeptos da selecção nacional pelas paupérrimas prestaões e deveria pedir desculpas a Dragoutinovic e a todos os que gostam de futebol, reconhecendo o seu erro e admitindo que, a quente, teve uma atitude idiota. É o mínimo.

João Vieira Pinto agrediu um árbitro no Mundial 2002, já depois de Sá Pinto ter batido em Artur Jorge. Mais recentemente, vimos Zequinha a perder a cabeça e a tirar o cartão a um árbitro. Ontem, isto. Enfim, acho que já chega de transmitir ao resto do mundo uma imagem de arruaceiros. Não somos arruaceiros. E ser um treinador a agredir um jogador é muito mais grave do que o contrário. É quase inacreditável. Estou em estado de choque e ainda não posso crer que Scolari possa ter descido tão baixo. Bateu no fundo?

A pergunta que eu vos faço é: será que Luiz Felipe Scolari deve permanecer ao leme da selecção nacional de Portugal? Esta é apenas uma fase passageira – três empates e três jogos muito fracos diante da Arménia (fora), da Polónia (casa) e da Sérvia (casa)? Merece continuar a tentar levar Portugal ao Europeu? E será que consegue? Mais do que isso, será que depois de um acto tão repugnável terá condições para continuar a exercer funções? Eu, sinceramente, ainda nem sei o que responder a estas perguntas…

Assim não vamos lá



Estádio: José Alvalade XXI, em Lisboa
Assistência: 40 mil pessoas
Árbitro: Marklus Merg (Alemanha)



PORTUGAL
Ricardo; Bosingwa, Fernando Meira, Bruno Alves e Paulo Ferreira; Maniche (Raul Meireles, 82 m), Petit e Deco (João Moutinho, 76 m); Cristiano Ronaldo, Nuno Gomes (Ricardo Quaresma, 64 m) e Simão.•
Treinador: Luís Felipe Scolari

SÉRVIA
Stojkovic; Rukavina, Dragutinovic, Vidic e Ivanovic; Tosic (Zigic, 61 m), Stankovic, Kovacevic e Krasic (Pantelic, 61 m); Kuzmanovic (Duljav, 71 m) e Jovanovic.
Treinador: Javier Clemente

Acção disciplinar: Cartão amarelo a Stojkovic (36), Dragutinovic (51), Vidic (58) e Petit (85). Cartão vermelho a Dragutinovic (93)

Ao intervalo: 1-0
Golos: 1-0, Simão (10 m); 1-1, Ivanovic (87 m).

Os últimos minutos voltaram a ser fatais para a Selecção Nacional. Novamente, as tropas de Luiz Felipe Scolari voltaram a ser incapazes de segurar uma vantagem mínima. Conclusão, mais dois pontos perdidos, num jogo em que Portugal até entrou bem e em que Simão aproveitou um livre à entrada da área para marcar pelas equipa das quinas sete meses depois.



Parecia tudo a correr a favor de Portugal, a defensiva portuguesa tinha os atacantes sérvios sob escolta e a linha atacante poderia ter ampliado o resultado, não fosse o poste e depois Stojkovic negarem o golo a Nuno Gomes e Deco, respectivamente.

Até ao intervalo, assistiu-se a uma exibição aceitável da formação nacional. No entanto, chegou a segunda parte e chegou o descalabro total. A Sérvia, como é óbvio, tinha de ir atrás do prejuízo. Javier Clamente apostou no gigante Zigic para tentar chegar ao empate.



Esperava-se, portanto, um Portugal inteligente, que pautasse o jogo com coerência, e explora-se o contra-ataque. Mas nada disso! Uma miséria, atrás de miséria. As transições de bola simplesmente não aconteciam. Assistíamos a um Portugal acomodado com a vantagem, sem, no entanto, a saber gerir da melhor forma. Um pontapé na monotonia foi apenas um remate de Paulo Ferreira às malhas laterais da baliza de Stojkovic.

A Sérvia aproximava-se lentamente da baliza de Ricardo. Aos 79 minutos, Zigic escapa aos centrais portugueses e cabeceia por cima. Isto seria um aviso para o que aconteceria a seguir, quando Ivanovic, em posição irregular, atira para dentro da baliza de Ricardo. Um erro clamoroso, que acaba por ter influência no resultado.



Porém, não foi apenas por causa de Marklus Merg e companhia que Portugal perdeu dois pontos, mas, sobretudo, por mais uma vez os jogadores lusos pensarem que a vitória estava garantida.
O jogo terminou com cenas lamentáveis, que nada têm a ver com a magia do futebol e que só afasta os espectadores do estádio



Melhor em campo:
Bosingwa
Volto a destacar o lateral do FC Porto. Mais uma vez, com uma energia inesgotável, correu que se fartou, e foi dos seus pés que teve origem a melhor jogada do encontro.

Arbitragem:
O que há a dizer? Até o lance do tento sérvio apenas ficam dúvidas na verdadeira razão do cartão amarelo a Stojkovic. Com o erro gravíssimo no golo de Ivanovic, a sua actuação descarrilou completamente. Houve um fora-de-jogo mal tirado a Zigic e depois terminou o jogo ao minuto 91 e por volta do segundo 40, o que até seria aceitável com os dois minutos dados, mas esqueceu-se do jogador sérvio que ficou mais de meio minuto a ser assistido.



Conclusão:
Um resultado para não repetir, um jogo para esquecer e cenas extra-futebol para punir. São as principais elações que um português retira deste jogo. Agora a margem para o erro é … nula. Não podemos voltar a errar! Nos quatros jogos, a Selecção Nacional terá de somar 12 pontos. Caso contrário, há uma grande probabilidade de assistirmos a um Europeu sem Portugal, 16 anos depois.
Nos jogos que restam, os heróis das quatro linhas têm demonstrar o quão nobre é o povo português. Contra o Azerbeijão, Cazaquistão, Arménia e Finlândia, vamos ganhar, ganhar.

quarta-feira, setembro 12, 2007

E já vão duas vitórias



Local: Estádio Jorge Sampaio, em Vila Nova de Gaia
Assistência: 8 mil pessoas
Árbitro: Jan Jilek (República Checa)

Portugal
Ricardo Baptista; Vasco Fernandes, Nuno André, Manuel da Costa e Antunes; Pelé, Miguel Veloso e Manuel Fernandes; Vieirinha (Pereirinha, 80 m), João Moreira (Cícero, 74 m) e Paulo Machado (Targino, 51 m).
Treinador: Rui Caçador

Montenegro
Janusevic; Bozovic, Kaluderovic, Rajovic e Igumanovic; Tiodorovic (Milic aos 65), Zverotic e Fatic; Jovetic, Vujovic (Jovanic aos 70) e Stjepanovic (Durisic aos 70)
Treinador: Dusan Vlaislavljevic

Ao intervalo: 1-0
Marcadores: 1-0, João Moreira (18 m); 2-0, Nuno Coelho (59); 3-0 Manuel Fernandes (69); 4-0 Manuel Fernandes (89 m).

Soma e segue a Selecção Nacional de Sub-21. Ontem, as esperanças lusas voltaram a assinar uma boa exibição e somam duas vitórias em outros tantos jogos.



Ainda antes do primeiro golo português, já se antevia que o jogo seria de sentido único. Aos 18 minutos, não foi, por isso, surpresa quando João Moreira traduziu o domínio inicial num golo pleno de oportunidade. Portugal dominava, enquanto que Montenegro apenas assustou num lance em que Nuno André Coelho complica, mas rectifica o erro de seguida.

Se na primeira parte o domínio já foi significativo, então na segunda foi deveras avassalador. Portanto, o segundo golo não tardou e por volta do quarto de hora da etapa complementar Nuno André Coelho desviou para o fundo da baliza montenegrina um livre de Miguel Veloso.



A Sérvia ainda tenta reagir, com o seu Seleccionador a mudar algumas peças, porém nada parava Manuel Fernandes – que viria a bisar mais tarde – e Companhia, sendo que aos 66 minutos o jogador do Valência dá o xeque-mate na equipa balcânica, após um cruzamento de Vieirinha.

Três eram os golos marcados até então, o mesmo número de pontos que os Sub-21 tinham praticamente assegurado. No entanto, apesar de a vantagem ter atingido um certo volume, os jovens portugueses não abrandaram o ritmo e Janusevic, o guardião montenegrino, ainda teve de ir buscar mais uma bola bombardeada por Manuel Fernandes – embora com colaboração de um jogador adversário – a dentro da baliza.



Melhor em campo:
Manuel Fernandes: Fez uma exibição ao seu nível e grande parte do jogo português, que pautou de forma coesa, passou pelos seus pés, bem como muitas das melhores jogadas do encontro. Todo o seu esforço foi premiado com dois golos.

Arbitragem:
Boa arbitragem. Nada a apontar.

Conclusão:
Os comandados de Rui Caçador venceram e, além do mais, convenceram, parecendo certo que estão no bom caminho para atingir a fase final do Campeonato da Europa, em 2009. Portugal lidera o grupo, com os mesmo que a Inglaterra.
Refira-se que os próximos desafios dos Sub-21 portugueses são na Bulgária e no Montenegro, a 12 e 16 de Outubro, respectivamente.

domingo, setembro 09, 2007

Um empate com sabor a derrota




Local: Estádio da Luz, em Lisboa
Assistência: cerca de 50 mil pessoas
Árbitro: Roberto Rosetti (Itália)



PORTUGAL
Ricardo; Bosingwa, Fernando Meira, Bruno Alves e Caneira (Miguel, 12m); Petit, Deco e Maniche; Cristiano Ronaldo, Nuno Gomes (Quaresma, 69m) e Simão (João Moutinho, 81m)

POLÓNIA
Boruc; Jop, Bronowicki (Golanski, 55m), Dudka e Wasilewski; Zewlakow, Blaszczykowski e Lewandowski; Krzynowek, Zurawski (Matusiak, 56m) e Smolarek (Lobodzinski, 73m)

Acção disciplinar: Cartão amarelo para Boruc (21m), Petit (24m), Wasilweski (30m), Bronowicki (38m)

Ao intervalo: 0-1
Marcadores: 0-1, Lewandowski (44m); 1-1, Maniche (49m); 2-1, Cristiano Ronaldo (72m); 2-2, Krzynowek (87m)

É frustrante lutar para alterar um resultado e, quando o objectivo parecia conseguido, levar com um balde de água fria, num lance fortuito. As tropas de Luiz Felipe Scolari, ainda tentaram, mas o tempo já era escasso.



O jogo começou morno, com os jogadores portugueses a demonstrarem poucas soluções para ultrapassar a muralha polaca. Ainda nem tinha chegado ao quarto de hora, Scolari, que tinha feito seis alterações em relação ao onze de há duas semanas em Yereven, tinha a sua primeira contrariedade com a lesão de Caneira. Com Paulo Ferreira na bancada, a única solução no banco era Miguel, que, porém, não está habituado ao lado esquerdo da defesa, o que se notou ao longo do jogo.

A partida aqueceu quando Deco, que descobriu uma daquelas linhas de passe que só o mágico luso-brasileiro vislumbra, desmarcou Nuno Gomes que proporcionou Boruc a primeira grande intervenção da noite. De seguida, é a vez de Cristiano Ronaldo marcar um livre que estremeceu a baliza polaca. A Polónia não ficou a ver e Zurawski deixou o aviso para aquilo que aconteceria aos 44, quando Lewandowski aproveitou uma defesa incompleta de Ricardo para gelar o Estádio da Luz.

Ao intervalo, era os polacos que faziam a festa, gritando: “Hoje, Lisboa vai ser colorida de vermelho e branco”.



Esperava-se uma outra atitude no segundo tempo, que de facto aconteceu. Portugal entrou com garra de mudar os acontecimentos e Maniche, que, neste regresso, demonstrou o grande jogador que sempre foi, aproveitou uma brecha da defesa polaca para restabelecer a igualdade.

Este novo procedimento da Selecção Nacional impôs um outro ritmo ao jogo. Scolari abdica do único ponta-de-lança disponível, ficando Ronaldo como homem mais adiantado. A estratégia do seleccionador da equipa das quinas acaba por dar frutos, quando o nosso puto maravilha sentencia a reviravolta no marcador.



A partir daí, Portugal dominou, controlou, poderia inclusive ter chegado ao terceiro tento em rápidos contra-ataques. O “sargentão” ainda lançou o aniversariante João Moutinho em jogo. No entanto, a três minutos do fim, um lance fortuito do ataque polaco resulta num autêntico balde de água fria para as aspirações portuguesas.

Os representantes da nação portuguesa ainda tentaram chegar a vitória, era, contudo, tarde.


Melhor em campo

Bosingwa: No seu primeiro jogo a doer como titular, o lateral do FC Porto demonstrou estar à altura. Correu quilómetros, deu grande dinâmica ao flanco direito, recuperou muitas bolas, lançando-as para o contra-ataque.



Arbitragem:
O árbitro italiano até não esteve mal, mas poderia ter feito bem melhor. Pareceu ter ficado algumas faltas por assinalar e outras que não eram infracções de todo.

Conclusão:
Um empate desolador, com um claro sabor de derrota e que, para além do mais, não poderia ter acontecido nesta altura da qualificação, pois agora a margem de erro é cada vez menor. A verdade, todavia, é que aconteceu e agora é tempo de levantar a cabeça, de modo a preparar mais uma final que se realizará quarta-feira contra a Sérvia.

sábado, setembro 08, 2007

Portugal entra a vencer



Local: Estádio Turners Cross, em Cork
Assistência: cerca de 4 mil
Árbitro: Manuel Grafe (Alemanha)



República da Irlanda
Randolph, Nolan, Keogh, O'Dea, O'Halloran, Gregg (Garvan, 46), Gleesson (Collins, 68), Quinn, O'Brian, Clarke e Adam Rooney (Sammon, 74).
Treinador: Don Givens

Portugal
Ricardo Baptista, Vasco Fernandes, Manuel Da Costa, Nuno André Coelho, Antunes, Miguel Veloso (João Coimbra, 85), Pelé, Manuel Fernandes, Paulo Machado (Hélder Barbosa, 81), Vieirinha e João Moreira (Cícero, 89).
Treinador: Rui Caçador

Acção disciplinar: Cartão amarelo para Clarke (09), Vasco Fernandes (62), Keogh (84), Manuel da Costa (84) e João Coimbra (92).

Ao intervalo: 0-1
Golos: 0-1 por Paulo Machado aos 3; 0-2 por Miguel Veloso aos aos 54

Paulo Machado, após uma assistência de João Moreira, deu logo aos três minutos o mote para uma boa e tranquila exibição das esperanças lusas por terras irlandesas, no jogo que marcava a estreia dos Sub-21 na fase de qualificação para o Euro 2009, que se realizará na Suécia.



A vencer, os comandados de Rui Caçador geriram o jogo a seu belo prazer, perante uma Selecção da República da Irlanda que raramente causou problemas de maior. Miguel Veloso e Manuel Fernandes pautavam todo o jogo português, Manuel da Costa era uma torre impenetrável, Vierinha e Paulo Machado ponham colocavam a cabeça dos laterais irlandeses em água, enquanto que João Moreira batalhador nato.

No segundo tempo, pouco mudou. A Selecção Nacional continuou a dominar, voltando a marcar, desta feita por Miguel Veloso, novamente a passe de João Moreira. Um golo que selava a vitória portuguesa, que até final foi gerida serenidade e inteligência. Só na parte final é que os anfitriões deram um ar da sua graça, podendo inclusive ter chegado ao golo, mas Ricardo Baptista evitou males maiores para a equipa nacional.

Num jogo fácil de arbitrar, a equipa de arbitragem esteve em bom plano, com apenas um ou outro erro de pormenor.



João Moreira foi, em minha opinião, o melhor elemento dentro de campo. Apesar do empenho de outros jogadores, como Manuel da Costa e Paulo Machado, destaco o avançado do Nacional pelas assistências nos golos, bem como por todo o seu esforço nos 89 minutos que esteve em campo.




Portugal entra a vencer nesta nova etapa que todos nós esperamos que termine da melhor forma daqui em dois anos em terras escandinavas. Montenegro é o adversário que se segue, na próxima terça-feira, em Vila Nova de Gaia.