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sexta-feira, agosto 31, 2007

Pepe convocado, mas lesionado

Ironia das ironias: no dia em que Pepe foi convocado pela primeira vez para a Selecção Nacional, o luso-brasileiro apresentou queixas no final de um treino. Foi submetido a uma ressonância magnética, tendo acusado uma rotura fribilar, que vai obrigar o central do Real Madrid a uma paragem de 2/3 semanas.

Com o veredicto da equipa médica do Real Madrid, Pepe ficará ausente da convocatória para os próximos jogos da Selecção Nacional. Ou seja, ainda não é desta que o luso-brasileiro, que afirmou saber o hino nacional todo, tem a tão ansiada estreia pela equipa das quinas.
Provavelmente, muitos dos não defensores da ida de Pepe à Selecção Nacional estão a dizer: “Deus escreve certo, por linhas tortas”.



Refira-se que nos próximos dias, Scolari deverá anunciar qual o jogador que irá substituir o central do Real Madrid.

quinta-feira, agosto 30, 2007

Convocados da Selecção Nacional de Sub-21

Rui Caçador, Seleccionador Nacional de Sub-21, divulgou hoje a convocatória para os primeiros jogos da fase de qualificação para o Campeonato da Europa da categoria, que se realizará na Suécia, em 2009. Os primeiros confrontos das esperanças lusas serão na República da Irlanda, a 7 de Setembro, e com Montenegro, dia 11, em Vila Nova de Gaia.


As principais novidades são os regressos de Miguel Veloso e Manuel Fernandes. Outros destaques são as presenças de Cícero, Fábio Coentrão e Pelé, que se podem estrear com a camisola dos Sub-21.

Eis a lista completa de convocados:

Académica de Coimbra: Hélder Barbosa;
CD Nacional: João Coimbra e João Moreira;
CF ‘Os Belenenses’: Gonçalo Brandão;
FC Dínamo de Moscovo: Cícero;
AS Roma: Antunes;
Fulham FC: Ricardo Batista;
FC Internazionale: Pelé;
Leixões SC: Paulo Machado e Vieirinha;
Portimonense SC: Nuno André Coelho;
PSV Eindhoven: Manuel da Costa;
Rio Ave FC: Vítor Gomes;
SC Olhanense: Vasco Fernandes;
SL Benfica: Fábio Coentrão;
Sporting CP: Bruno Pereirinha, Miguel Veloso, Rui Patrício e Yannick;
Valencia CF: Manuel Fernandes.

Refira-se que a concentração da comitiva é no próximo domingo, pelas 23 horas, sendo que a partida para a República da Irlanda está agendada para a próxima quarta-feira, dia 5.

Convocados para a Polónia e Sérvia

O que se temia, ou o que se ansiava, aconteceu: O luso-brasileiro Pepe é a grande novidade dos convocados de Luiz Felipe Scolari para os decisivos confrontos contra a Polónia, dia 8 de Setembro, no Estádio da Luz, e contra a Sérvia, dia 12 de Setembro, no Estádio Alvalade XXI. Pepe é o segundo jogador naturalizado a ter confiança de Scolari, logo a seguir a Deco.


Outra novidade desta convocatória é o regresso de Maniche, que é justificado “pelas suas recentes actuações ao serviço Atlético de Madrid”. Outros destaques vão para o regresso de Nani, Peti e Hugo Almeida, os dois últimos que regressam após castigo.
Houve rumores que Danny, jogador do Dínamo de Moscovo, havia sido pré-convocado, mas tal parece não se ter verificado.

A lista de convocados é a seguinte:

Quim SL Benfica
Ricardo Bétis de Sevilha


Pepe Real Madrid
Bruno Alves FC Porto
Fernando Meira Vfb Stuttgart
Jorge Andrade Juventus FC
Bosingwa FC Porto
Miguel Valencia CF
Caneira Valencia CF
Paulo Ferreira Chelsea FC


Maniche Atlético Madrid
Deco FC Barcelona
Petit SL Benfica
João Moutinho Sporting CP
Raúl Meireles FC Porto
Tiago Juventus FC
Cristiano Ronaldo Manchester United FC


Hugo Almeida SV Werder Bremen
Hélder Postiga FC Porto
Nani Manchester United FC
Nuno Gomes SL Benfica
Ricardo Quaresma FC Porto
Simão Sabrosa Atlético de Madrid

Refira-se que em relação à última convocatória saíram Miguel Veloso, por opção, e João Tomás, por lesão.

quarta-feira, agosto 22, 2007

Portugal empata na Arménia


Local: Replubican Stadium, em Yereven
Assistência: 15 mil espectadores
Árbitro: Claus Bo Larsen (Dinamarca)


Arménia:
Berezovski; Hovsepyan, Arzumanyan, e Tateosyan; Arakelyan (Khachatryan aos 90), Voskanyan, Pachajyan, Mkrtchyan; Karamyan (Melikian aos 70), Malkonyan, Mkhitaryan (Gazarian aos 59)

Treinador:Ian Porterfield

Portugal:
Ricardo; Miguel, Fernando Meira, Jorge Andrade (Bruno Alves aos 76), Paulo Ferreira; Tiago, Raúl Meireles e Deco; Cristiano Ronaldo, Hélder Postiga (Nuno Gomes aos 61) e Simão (Quaresma aos 63)

Treinador: Luiz Felipe Scolari

Acção disciplinar: Cartão amarelo para Jorge Andrade aos 68

Um empate frustrante, um resultado que deixa a Selecção Nacional sem margem para errar nos embates que ainda faltam.



Foi um conjunto luso com pouco ritmo de jogo que viu a Arménia a entrar a todo o gás e a chegar ao golo aos 11 minutos por Arzumanyan, que desviou para a baliza de Ricardo, após um livre de Karamyan. A Selecção Nacional demorava a reagir e nunca conseguiu pegar verdadeiramente no jogo. Refira-se que o péssimo estado do relvado também não ajudava a que a magia de Simão, Deco e Ronaldo se libertasse. Porém, o extremo madeirense, que recuperou uma jogada que parecia perdida para o ataque luso, proporcionou um momento de puro deleite, ultrapassando toda a defesa armena e restabelecendo o empate na partida, um resultado que era lisonjeiro para a equipa lusa.
O segundo tempo esperava-se uma outra atitude de Portugal, que, infelizmente, não se veio a confirmar. Os comandados de Scolari pareceram mais afoitos em algumas alturas da etapa complementar, mas não mostraram a garra suficiente para poder levar de vencida uma Arménia aguerrida, cujos jogadores tentavam a aproveitar da melhor forma os espaços concedidos na nossa linha defensiva. Valeu muitas a atenção de Ricardo.
Nem a entrada de Quaresma veio dar outra arte aos jogadores portugueses, que só perto do final tiveram uma grande oportunidade para chegar à vantagem, com Bruno Alves a falhar quase escandalosamente o golo da vitória, que, sejamos justos, seria penalizador para a selecção da casa.


Melhor em campo:
Ricardo: Num jogo em que nenhum jogador conseguiu se impor verdadeiramente, apenas o guardião nacional conseguiu manter a serenidade. Sem culpas no golo que sofreu, mostrou segurança nos remates de meia distância e ao sair-se aos lances

Arbitragem:
Esperava-se mais do árbitro dinamarquês. Teve um critério muito alargado e ficaram muitas faltas por assinalar perto da grande área armena.

Pontos positivos:
● o golo de Cristiano Ronaldo
● o público armeno, sempre fervoroso a apoiar a sua selecção

Pontos negativos:
● o desnorte do meio campo português na primeira parte
● a falta de ritmo dos jogadores nacionais
● a falha dos centrais portugueses no golo da Arménia
● o péssimo estado do relvado



Conclusão:
Este empate obtido na Arménia reduz a margem de erro da equipa nacional. A partir de agora é imperial não perder mais pontos. No princípio do próximo mês, Portugal tem dois jogos fulcrais - recebe a Polónia e a Sérvia - para a obtenção da qualificação para o Europeu. Como diz Scolari, agora começou o “mata-mata”.

Portugal 3-0 Malta





Local: Estádio dos Arcos, em Vila do Conde
Assistência: 2 mil pessoas
Árbitro: Rui Silva (Portugal)

Portugal
Ricardo Batista (Rui Patrício, 46), Gilberto Silva (Vítor Gomes, 46), Nuno André Coelho, Vasco Fernandes, Antunes (Gonçalo Brandão, 66), Stélvio Cruz, Paulo Machado (João Coimbra, 46), Bruno Pereirinha (Yannick Djaló, 58) Vieirinha (Daniel Carriço, 82), Nani (Hélder Barbosa, 66) e João Moreira

Treinador: Rui Caçador

Malta
Michael Montefort, Steve Borg, Andre Agius, Tyron Farrugia, Clayton Failla, Edmond Agius (Clofford Baldacchino, 86), Paul Fenech, Mathew Bartolo (Steve Meilaq, 65), Dyson Falzon, Edward Herrera (Ryan Fenech, 85) e Angus Buhagiar (Ian Zammit, 46)

Treinador: Mark Miller

Acção disciplinar: nada a assinalar

Golos: 1-0 por João Moreira (13); 2-0 por João Coimbra (58); 3-0 por Nuno Coelho (69)

A nova era da Selecção Nacional de Sub-21, sob a égide de Rui Caçador, começou com um teste positivo.


Como era de esperar, a Selecção Nacional foi aquela que entrou mais determinada no jogo e o minuto treze foi de sorte para João Moreira, que correspondeu da melhor forma a um cruzamento de Vieirinha. Após o golo, Portugal continuou com a mesma toada, com Vieirinha em plano de destaque. A equipa maltesa era quase inofensiva e quando dava um ar da sua graça, o lance era resolvido pela defensiva lusa. Pouco antes do intervalo, Nani cabeceia à barra e João Moreira não consegue a recarga, num lance em que se ficou a reclamar mão do jogador da Malta.
Na segunda parte, apesar de Rui Caçador ter utilizado todos os jogadores que se encontravam no banco, a atitude dos jovens portugueses foi a mesma, ou seja, continuaram a atacar, enquanto que os malteses defendiam como podiam. Como água-mole-em-pedra-dura-tanto-bate-até-que-fura, a equipa das quinas acabaria por chegar ao 2-0, através de um remate cheio de oportunidade de João Coimbra. Não muito depois, Nuno Coelho marca o terceiro, na cobrança de um livre directo.
Até final, o resultado não se alterou, muito por culpa do guarda-redes da Selecção da Malta, que esteve em bom plano na parte final do encontro.



Melhor em campo:
Vieirinha – o jovem extremo foi uma autêntica dor de cabeça para a defensiva maltesa. O jogador do Leixões tem demonstrado estar em excelente forma neste início de época. Assistiu João Moreira para o primeiro golo e no terceiro golo simulou que ia marcar o livre antes de Nuno Coelho o fazer.

Arbitragem:
Não foi um jogo difícil de arbitrar e o trabalho do juiz português acabou por ser positivo. No entanto, Rui Silva deixou-se levar pelo supostamente amigável e foi permissivo a algumas entradas mais duras durante o jogo. Parece ter ficado um penalty por assinalar no fim da primeira parte.

Pontos positivos:
● bom teste
● boa atitude dos jovens jogadores lusos
● os três golos

Pontos negativos:
● fraca moldura humana
● a fraca qualidade de Selecção da Malta




Conclusão:
Este foi o primeiro confronto da Selecção Nacional de Sub-21, com Rui Caçador ao leme. É, no entanto, o único teste que a jovem equipa lusa vai efectuar antes da qualificação dos jogos de qualificação para o Playoff de acesso ao Europeu de 2009. Recorde-se que a Inglaterra, República da Irlanda, Bulgária e Montenegro, são as selecções que fazem parte do grupo de Portugal, sendo que a Selecção Nacional entra em acção na Irlanda, dia 7 de Setembro, e recebe o Montenegro dia 11.

quinta-feira, agosto 16, 2007

Alves substitui Carvalho

Ricardo Carvalho saiu lesionado do jogo de ontem, na vitória do Chelsea no terreno do Reading. Por isso, não poderá dar o seu contributo à Selecção Nacional, na próxima quarta-feira, contra a Arménia.


Para o seu lugar o Seleccionador Nacional, Luiz Felipe Scolari, chamou Bruno Alves, defesa-central do FC Porto. O jogador azul e branco, que fez a sua estreia pela equipa das quinas no jogo contra o Kuwait, volta assim a merecer a confiança de Scolari.
Recorde-se que a selecção lusa defronta a Arménia, no próximo dia 22, em Yereven, no Republican Stadium, pelas 17 horas.

quarta-feira, agosto 15, 2007

Primeira convocatória de Rui Caçador

Foram ontem divulgados por Rui Caçador – que faz a sua primeira convocatória enquanto Seleccionador Nacional de Sub-21 –, os eleitos para o jogo amigável contra a Malta, que tem como objectivo preparar os jogos de qualificação para o Europeu de 2009 da categoria, que se realizará na Suécia.

Para esta partida, que inicia um novo ciclo nas esperanças lusas, no qual só poderão participar jogadores nascidos a partir de 1 de Janeiro de 1986, Rui Caçador chamou 20 jogadores, sendo a destacar a inclusão de Nani e Manuel da Costa. Promoveu a chamada de oito estreantes que poderão pela primeira vez vestir a camisola da Selecção de Sub-21.

A lista de convocados foi a seguinte:

Académica de Coimbra: Hélder Barbosa;
Bolton Wanderers FC: Vaz Té;
CD Nacional: João Coimbra e João Moreira;
CF ‘Os Belenenses’: Gonçalo Brandão;
FC Paços de Ferreira: Antunes;
Fulham FC: Ricardo Batista;
Leixões SC: Paulo Machado e Vieirinha;
Manchester United FC: Nani;
Portimonense SC: Nuno André Coelho;
PSV Eindhoven: Manuel da Costa;
Rio Ave FC: Vítor Gomes;
SC Braga: Stélvio Cruz;
SC Olhanense: Daniel Carriço e Vasco Fernandes;
Sporting CP: Bruno Pereirinha, Rui Patrício e Yannick;
SV Werder Bremen: Amaury Bischoff.

Refira-se que a concentração dos jogadores está marcada para o próximo dia 19 de Agosto, no Hotel Santana, em Vila do Conde, cidade onde se desenrolará o jogo frente à Selecção da Malta, na próxima terça-feira às 21 horas. Há que recordar que a Selecção Nacional inicia os seus primeiros jogos de qualificação em Setembro, primeiro contra a República da Irlanda (fora) e depois contra Montenegro (casa).

terça-feira, agosto 14, 2007

Lista de convocados contra a Arménia

O Seleccionador Nacional, Luiz Felipe Scolari, divulgou hoje a lista de convocados para o jogo da fase de Apuramento para o Euro2008 com a Arménia, a realizar no próximo dia 22, às 17 horas (hora de Lisboa) no Replubican Stadium, em Yereven.
O destaque vai para a estreia de Miguel Veloso na lista de convocados, uma presença que, segundo Scolari, se deve não só ao castigo de Petit, mas também pela «qualidade que vem demonstrando no Sporting e na Selecção de sub-21». Por outro lado, há a sublinhar a ausência de Nani, os regressos de Nuno Gomes, Simão e Cristiano Ronaldo – os dois primeiros após lesão e o último após castigo –, e a manutenção na aposta em João Tomás, que se pode explicar devido ao castigo de Hugo Almeida.

A lista de convocados foi a seguinte:

Quim SL Benfica
Ricardo Bétis de Sevilha

Fernando Meira Vfb Stuttgart
Jorge Andrade Juventus FC
Bosingwa FC Porto
Miguel Valencia CF
Caneira Valencia CF
Paulo Ferreira Chelsea FC
Ricardo Carvalho Chelsea FC

Deco FC Barcelona
João Moutinho Sporting CP
Miguel Veloso Sporting CP
Raúl Meireles FC Porto
Tiago Juventus FC
Cristiano Ronaldo Manchester United FC

Hélder Postiga FC Porto
João Tomás SC Braga
Nuno Gomes SL Benfica
Ricardo Quaresma FC Porto
Simão Sabrosa Atlético de Madrid

Refira-se que a concentração dos jogadores ocorrerá dia 19, pelo meio-dia, e a partida para a Arménia está marcada para dia 20, por volta das 11 horas da manhã.

quinta-feira, agosto 02, 2007

Reformulações técnicas nas diversas Selecções


Já está encontrado o substituto de José Couceiro. Após os maus obtidos na Holanda, no Europeu de Sub-21, e no Canadá, no Mundial de Sub-20, Rui Caçador foi escolhido por Madaíl para responsável da Selecção Nacional de Sub-21.

Rui Caçador terá como adjunto António Violante, que será o responsável pelos Sub-20. Por outro lado, Agostinho Oliveira coordenará toda a vertente técnica da área de formação e será responsável pela reformulação dos quadros competitivos do futebol jovem.
As selecções de formação (sub-19, sub-18, sub-17, sub-16 e a recém-criada Selecção de Sub-15) serão entregues a Edgar Borges, Carlos Dinis, João Santos e a outros dois treinadores a contratar brevemente.
Refira-se ainda que a Selecção Nacional feminina ficará ao cargo de Mónica Jorge, enquanto que nas Selecções de futsal não se prevêem alterações técnicas.

terça-feira, julho 31, 2007

Breves das Selecções


Dia 14 de Agosto, Luiz Felipe Scolari divulgará, no auditório “Manuel Quaresma” da sede da Federação, os convocados para o jogo com a Arménia, que se disputará no 22 de Agosto pelas 17 horas, hora de Portugal Continental, no Estádio Hanrapetakan/”Republican Stadium”, em Ierevan. Recorde-se que este é um jogo a contar para a fase de apuramento para o Europeu de 2008 e que Portugal parte para este jogo no 2ºlugar do Grupo A, posição que permite à Selecção Nacional se qualificar para o Campeonato da Europa, organizado pela Áustria e Suiça.

Logo a seguir serão divulgados os convocados para o jogo da Selecção de Sub-21 contra a sua congénere maltesa. Este jogo, que servirá de preparação para a fase de qualificação do Europeu de Esperanças em 2009, disputar-se-á dia 21, em Vila de Conde.

Outra notícia em destaque é o facto de o jovem jogador do Sporting Daniel Carriço ter sido considerado pela Uefa como um dos jogadores que deram nas vistas no recente Europeu de Sub-19, que se disputou na Áustria. O defesa-central, autor de dois golos durante a competição, mostrou qualidade e segurança a defender, bem como um grande oportunismo a atacar. Os outros distinguidos foram Miloš Bosanèiæ (Sérvia), Artem Dzyuba (Rússia), Manuel Konrad (Alemanha), Malaury Martin (França), Javier Martínez (Espanha), Aarón Ñíguez (Espanha), Sotiris Ninis (Grécia), Sokratis Papastathopoulos (Grécia), Marc Sand (Áustria), Sebastian Tyrala (Alemanha).

domingo, julho 29, 2007

Alterações nos quadros técnicos da Federação


A Federação Portuguesa de Futebol procedeu a alterações nos quadros técnicos, prescindindo dos serviços de José Couceiro e de Paulo Sousa.
A decisão foi anunciada, na passada sexta-feira, por Gilberto Madaíl em conferência de imprensa, onde foram abordadas as fracas prestações das selecções de Sub-19, Sub-20 e Sub-21.



No caso de José Couceiro, a direcção da FPF decidiu accionar a cláusula de rescisão do contrato, por achar que esta seria a melhor solução para o futuro da selecção de Sub-21. “Foi uma decisão tomada por unanimidade pela Direcção da Federação, mas gostaria de registar, com sinceridade e amizade, o profissionalismo e empenho demonstrados por José Couceiro enquanto técnico da FPF nas duas Selecções Nacionais e desejar-lhe as maiores felicidades pessoais e profissionais para o seu futuro”, referiu Madaíl.

No que concerne a Paulo Sousa, que era apontado como sucessor de Couceiro nos Sub-21, a Federação não quis prorrogar o contrato que havia acabado no final do mês passado.
Embora não tenha sido anunciado quem seria o sucessor de Couceiro, Madaíl sublinhou que o Rui Caçador ficará responsável pela Selecção de Sub-20, enquanto que o próximo Seleccionador Nacional de Sub-21 será conhecido nos próximos dias. O Presidente da FPF, porém, garantiu que será um treinador “português, conhecedor da realidade do nosso Futebol e das nossas Selecções e que entenda que terá de haver uma estreita colaboração com a Selecção Nacional – Clube Portugal”.
Os incidentes ocorridos no Mundial de Sub-20 foram igualmente abordados nesta conferência de imprensa. Na sequência dos mesmos, Mano e Zequinha, os jogadores expulsos no último jogo da Selecção de Sub-20 frente ao Chile, foram suspensos de todas as Selecções Nacionais por um período de 3 e 12 meses, respectivamente.

terça-feira, julho 24, 2007

Selecções Nacionais - Os Mais Recentes Fracassos

Pouco se tem falado sobre o estado das selecções jovens no nosso blog. Fora umas frases no Chat d’Ataque e uns parágrafos nos comentários aos posts, creio não ter visto ninguém dar a sua opinião concreta e formal acerca deste tema que, apraz-me dizer, é de extrema importância para nós – portugueses e amantes de futebol.

Parece-me extremamente grave o que se passou nos últimos dois meses com as selecções jovens. O primeiro resultado catastrófico veio da Holanda, onde os sub-21 não só não se apuraram para as meias-finais como perderam (ainda que injustamente, diga-se) o Play-Off de acesso aos Jogos Olímpicos de Pequim. O segundo resultado péssimo chegou do Canadá, palco de mais um desaire lusitano à luz do mundo: chegámos aos oitavos-de-final com sorte e ficámo-nos por aí. Como se não bastasse, demos uma péssima imagem, não só em relação ao futebol praticado e aos resultados, como ao tipo de jogadores que andamos a formar, com a cena dos últimos cinco minutos diante do Chile. Uma vergonha. O último dos desaires dos nossos jovens ocorreu na Áustria – não fomos capazes de superar a fase de grupos.

Não sei se chamar escândalo à fraca prestação de Portugal nestas três competições é exagero ou sensacionalismo mas se não é a palavra certa anda lá perto.

Como em tudo, é necessário reflectir, ponderar, apurar responsabilidades e perceber porque é que isto aconteceu e como podemos evitar que volte a acontecer.




Na minha opinião, houve uma série de factores que, conjugados, deram para o torto:

1. A Federação Portuguesa de Futebol tem que se mentalizar que o trabalho realizado pelos clubes não chega e é impossível juntar as estrelas dos grandes clubes para fazer uma selecção ganhadora. É vital que se crie um fio condutor entre os sub-16 e os sub-21, com uma filosofia igual em todos os escalões e todas as etapas da formação. Desde metodologias de treino, passando por modelos e sistemas tácticos, até chegar a uma mentalidade ganhadora e com objectivos mais ou menos idênticos, tudo tem que ser semelhante dos sub-16 aos sub-21. O trabalho na Federação tem que ser muito melhorado neste aspecto. Acima de tudo, tem que existir uma planificação rigorosa e um trabalho de base bem feito. Têm que se definir estratégias e pensamentos comuns a todas as selecções jovens nos campos do treino, táctico e estrutural. Parece-me ser este o primeiro passo a tomar.

2. A Federação Portuguesa de Futebol fez um mau trabalho na escolha do treinador. José Couceiro é um treinador perdedor e até agora não deu provas nenhumas de qualidade. É possível que daqui a vinte anos ele possa ter feito algo de positivo como técnico. Porém, e tendo como base os factos existentes até ao momento, só se pode concluir que Couceiro é um homem sem categoria para ser um treinador de elite ou de primeira linha. Não é treinador para as selecções nacionais de sub-21 e sub-20. Fala-se bastante no compadrio existente na Federação Portuguesa de Futebol. Eu não sei se ele existe ou não e não tenho provas de nada. Uma coisa é certa: um treinador que treina o Vitória de Setúbal e o Alverca (sem grandes resultados) e transita, com menos de três anos de carreira (!) para o FCPorto, voltando a não apresentar resultados, e logo a seguir é inserido nos quadros da Federação… Cheira a esturro. É certo que Couceiro foi jogador de futebol, foi dirigente, foi comentador, foi sindicalista e por isso conhece o meio e sabe movimentar-se dentro dele porque tem conhecimentos, mas daí a ter uma ascensão meteórica como a que teve até ao Porto e depois ficar como treinador da nossa Selecção de Esperanças… Cheira a esturro. É arrogante e presunçoso e não sabe impor-se. O trabalho da Federação ter que melhorar bastante e não me parece que José Couceiro seja a pessoa certa para por isso em prática. Como é possível Couceiro vir para a praça pública desculpar os maus resultados com terceiros (como aconteceu no Europeu sub-21)? Como é possível Couceiro vir para a praça pública advogar o bom trabalho que tem feito quando até agora ainda só fez asneiras? Como é possível Couceiro ir para uma competição como um Euro sub-21 e mudar o esquema táctico da equipa de jogo para jogo até encontrar a solução quando os jogadores já deveriam saber perfeitamente qual seria o esquema táctico adoptado (desde os sub-16, talvez. Lá está, o trabalho de base. A trabalhar do mesmo modo desde os sub-16, os sub-21 teriam muito mais probabilidades de sucesso)? Como é possível Couceiro por a equipa de sub-20 a jogar tão mal no Mundial? A culpa não é só de Couceiro? Não, mas também.

3. A falta de sorte. Faltou-nos a estrelinha que acompanha os vencedores. Mesmo assim, não esqueçamos o ditado: “a sorte protege os audazes”. É verdade que tivemos azar contra a Itália no Europeu Sub-21, é verdade que tivemos azar em jogos do Mundial Sub-20 (ainda que aqui não tenha sido tão flagrante a falta de sorte), é verdade que tivemos azar contra a Grécia no Europeu Sub-19. Sim, é verdade. Não podemos, todavia, desculpar-nos com o azar. Por vezes ele bate à porta, e bateu, mas quando há qualidade as probabilidades de o azar levar a melhor são menores.

4. A qualidade dos nossos adversários. Defendo que, enquanto portugueses, temos já obrigação de nos considerar das mais fortes selecções da Europa e do Mundo. É nosso dever abandonar a ideia de que somos os coitadinhos e que temos vitórias morais. Os bons resultados que já conseguimos elevam a fasquia e não podemos pensar que “já não foi mau chegarmos a tantas fases finais” porque, na actualidade, isso não passa da nossa obrigação. É verdade que tínhamos que fazer melhor em todas as competições de selecções jovens em que nos vimos envolvidos. Aceito isso e concordo. Agora, temos também de nos mentalizar que, como nós, há outras formações poderosas e com aspirações. Temos que reconhecer qualidade aos nossos adversários e pensar que isso também poderá estar na origem dos nossos fracassos. No Europeu Sub-21 devíamos ter derrotado a Bélgica e tínhamos passado. No Mundial Sub-20 devíamos ter ganho à Gâmbia. Mas nesse mesmo Mundial fomos eliminados pelo Chile. Muitos criticaram e disseram que o Chile era medíocre. O Chile ficou em 3º lugar. No Europeu Sub-19 devíamos ter ganho à Grécia. Mas isso não aconteceu. Estivemos perto. Enfim, são pormenores que beneficiam os outros e nos prejudicam a nós. Uma falha de atenção pode ser fatal, um segundo de distracção pode deitar tudo a perder. A qualidade dos adversários e a falta de sorte, quando conjugados, podem decidir tudo.

Antes de finalizar, queria aproveitar este post para dar as minhas alternativas a Couceiro. Não são muitas (3) e aceitam-se outras sugestões. É muito provável que me esteja a esquecer de alguém e peço-vos que, no caso de concordarem com a demissão de Couceiro, apresentem os vossos nomes para lhe suceder.

1ª Escolha – Domingos Paciência. Saiu da União de Leiria por desentendimentos com a direcção mas creio ser unânime o facto de ele ter feito um trabalho claramente positivo na sua primeira temporada de primeiro escalão do futebol português. Foi um dos bons jogadores do nosso campeonato durante anos e, agora como treinador, tem revelado categoria. Ao contrário de Couceiro, que apesar de ser treinador há pouco tempo, nunca conseguiu boas prestações, Domingos evidenciou as suas qualidades humanas e competência técnica para o cargo de treinador. Foi um jogador de selecção nacional, conhecendo os cantos à casa, e isso poderá ser um ponto a seu favor. Além disso, trabalhou com jovens na equipa B do FCPorto, no seu último ano de actividade. Sendo que a equipa B servia para integrar os jogadores nos seniores e a faixa etária dos futebolistas dessa equipa era precisamente 20/21 anos e as selecções de sub-20 e sub-21 têm a missão de integrar os jogadores no futebol profissional e, se possível, na selecção AA, então penso que estamos na presença de um elemento que poderá ser fulcral na decisão da Federação. É um homem com carácter e gabarito suficiente para assumir o cargo. Para mim, primeira escolha.



2ª Escolha – António Sousa. Foi também um jogador de futebol de alta competição e também ele foi jogador de selecção nacional. Fez um bom trabalho no Beira-Mar e penso que poderá ser uma escolha aceitável para o cargo. Está desempregado há algum tempo e é um bom treinador que, penso, não recusaria treinar as maiores esperanças do futebol português.

3ª Escolha – Luís Castro. Só é terceira escolha por estar empregado. Coordena o futebol de formação do Futebol Clube do Porto e acredito que, tendo abraçado esse projecto há tão pouco tempo, seja complicado inseri-lo nos quadros da Federação Portuguesa de Futebol. Porém, e tendo em conta o seu percurso em equipas mais fracas (ou seja, conhece mais profundamente o futebol português e dá destaque a jogadores de escalões mais baixos, ao contrário do que muitas vezes acontece em que só equipas dos primeiro e segundo escalões são observados com rigor) e o seu contacto frequente com jovens (a sua função actual, no Porto, não lhe foi atribuída por obra do acaso, com certeza) são indicadores que me levam a apontar o seu nome para suceder a José Couceiro.

Podem, ou não, ter reparado que todos os nomes que referi estão ligados ao Futebol Clube do Porto. Acreditem, só reparei nisso depois de me lembrar deles e não estou a querer ser tendencioso.

Esta é a minha análise a um problema que considero grave. As nossas selecções jovens têm necessariamente que ser mais competitivas e temos que nos mexer urgentemente para alterar o rumo actual dos acontecimentos. Necessitamos de vitórias. Desde o Europeu Sub-17, disputado em Viseu, que não ganhamos nada. E isso já foi em 2003, há 4 anos.

Não sei se estão cientes da dimensão das selecções jovens no futebol português. Não sei se sou eu que estou a dar demasiada importância a este caso. Mas acho que não. E, muito sinceramente, gostaria de escutar vozes que até agora estiveram caladas. Julgo que todos vocês, Atacantes Leitores e Atacantes Escritores, têm uma opinião sobre este tema. Parece-me fulcral que se fomente um debate em torno desta problemática e que todos os pontos de vista, sejam eles muito ou pouco esclarecidos e esclarecedores, sejam dados. Dou-vos a palavra.



Deverá José Couceiro continuar a assumir as funções de seleccionador nacional de Sub-20 e Sub-21? Se não, quem deverá suceder-lhe?

Está tudo bem na Federação Portuguesa de Futebol? Os maus resultados foram obra do acaso e não há nada a mudar? Se há, o quê?

Digam de vossa justiça o que têm para dizer sobre isto.

sábado, julho 21, 2007

Europeu de Sub-19: Portugal 2 - 0 Áustria

Estádio: Fill Metallbau Stadion
Árbitro: Pavel Královec (CZE)


A selecção nacional de sub 19 partia para a 3ª e última jornada da fase de grupos, na condição de mais uma vez, ter que vencer o seu jogo obrigatoriamente e a depender de terceiros, neste caso, da Grécia, que teria que vencer a Espanha. Mas isso não aconteceu, Portugal venceu a Áustria, anfitriã do Campeonato da Europa, por duas bolas a zero, mas o encontro entre Espanha e Grécia terminou empatado, um resultado que serviu perfeitamente a estas duas selecções mas afastou Portugal da qualificação para a fase seguinte, tendo ficado na 3ª posição do grupo A.

Portugal não se encolheu perante o ambiente adverso de apoio à equipa da casa, e criou perigo logo aos 4´ após remate de Stélvio. Passado um bocado voltou a dispor de nova oportunidade para abrir o activo, através de João Gonçaves mas o guardião contrário, Wolfgang Schober, opôs-se com qualidade. Uma primeira parte completamente dominada pela equipa lusitana, que ainda dispôs de mais uma oportunidade para marcar, desta vez Orlando Sá e Candeias desperdiçaram um golo praticamente feito, com a bola teimosamente a não querer entrar. A Áustria ainda reagiu nos últimos minutos, mas o resultado manteve-se nulo até ao intervalo.
Na segunda parte, fez-se justiça e Portugal chegou ao golo aos 51´ que tanto merecia, através de Bura que concluiu facilmente uma jogada de André Monteiro e Orlando Sá. Estava feito o 1-0. O segundo tento surgiu aos 70’ pelo defesa Daniel Carriço, após acorrer a um centro de Candeias.

Portugal ganhou bem mas esta vitória teve um sabor amargo… e é assim o terceiro desaire seguido dos escalões jovens de Portugal, depois das más campanhas no Europeu de sub-21 (Holanda) e no Mundial de sub-20 (Canadá).


quinta-feira, julho 19, 2007

Europeu de Sub-19: Portugal 1-1 Espanha


Local: Steyer
Estádio: Vorwards Steyer
Árbitro: Cuneyt Cakir (Turquia)

Portugal: Hugo Ventura; Luís Portela (João Gonçalves aos 59), Bura, Tiago Pinto, Daniel Carriço; João Martins (Pedro Ribeiro aos 79), André Castro, Stélvio Cruz, Ivan Santos (Fábio Paím aos 83); Daniel Candeias e André Monteiro
Treinador: Edgar Borges

Espanha: Felipe Ramos; Pablo Gil, Mikel José, Javier Cantero, Ion Echaide; Modrego, Montoro, Azpilicueta, Javier Martinez (Perejo aos 62); Emílio Nsue (Berrocal aos 84) e Aarón Níguez (Carlos Coto aos 77)
Treinador: Juan Santisteban

Acção disciplinar: Cartão amarelo para João Martins aos 11 minutos, Pablo Gil aos 12 minutos, Martinez aos 27 minutos, Sanjosé aos 32 minutos, Bura aos 94 minutos

Golos: 0 -1 por Niguez (GP aos 54 minutos); 1-1 por Daniel Carriço aos 71

O sonho de chegar às meias-finais continua vivo, mas os comandados de Edgar Borges estão dependentes de terceiros para ficarem entre os dois primeiros do grupo. É necessário, como é óbvio, uma vitória sobre a Áustria e esperar que a Grécia vença Espanha.

Desde do apito inicial do árbitro turco Cuneyt Cakir que se constatou que assistiríamos a um jogo muito aguerrido. Portugal até entrou bem, tentando empurrar o adversário para a sua linha mais recuada. Contudo, foi solo de pouca dura, pois o remate de Martinez à barra da baliza de Hugo Ventura foi o princípio do domínio espanhol no jogo.

Os espanhóis, com um futebol muito apoiado, faziam com que os portugueses jogassem atrás da linha da bola e lentamente construíam jogadas de perigo. Os jovens lusos, com Fábio Paím no banco, tinham dificuldades em segurar a bola e em partir para o contra-ataque.
Hugo Ventura ia evitando um golo espanhol, com grandes defesas, contudo, aos 27 minutos, o guarda-redes do F.C. Porto deu uma autêntica fífia. A sorte, porém, esteve do lado português, visto que Martinez acaba por introduzir a bola com a mão, sendo o golo prontamente anulado.
Após o golo invalidado aos espanhóis, á semelhança do que aconteceu no jogo com a Grécia, o árbitro interrompe a partida por breves minutos para os jogadores se refrescarem, sob um calor de 35º.
A primeira parte chegava ao fim, com a selecção espanhola a empurrar Portugal para o seu meio-campo e os portugueses, por sua vez, a defenderem como podiam.

Na segunda parte, se Portugal quisesse chegar à vitória teria claramente de acordar. Todavia, o cenário da primeira parte manteve-se e, aos 52 minutos, Daniel Carriço derruba Aarón e o árbitro assinalou prontamente a grande penalidade. Niguez não acusou a pressão e colocou a Espanha a vencer.

Portugal finalmente acordou e o primeiro esboço da reacção lusa surgiu com um remate de André Martins. Os jovens portugueses, a partir daí, mostraram uma outra atitude, premiada com o golo do capitão Daniel Carriço, que se redimiu do erro que proporcionou o golo à Espanha.
Desde então, o jogo ficou mais equilibrado com a bola a rondar as duas balizas. Nos minutos finais, os portugueses, já com Fábio Paím em campo, demonstraram alguma vontade de chegar à vitória, no entanto, aquando do apito final, a equipa que estava mais perto da vitória foi a Espanha.

Melhor em campo:

Daniel Carriço: o jovem jogador do Sporting foi quem mais se destacou neste jogo. Comandou a defesa portuguesa e, apesar do erro ao cometer o penalti, foi ao ataque marcar o golo que permitiu a Portugal o empate. Mais um bom jogador, vindo da da escola leonina.

Arbitragem:

Cuneyt Cakir esteve bem ao anular o golo a Martinez e bem ao assinalar a grande penalidade. Em minha opinião, deveria ter expulso Bura, já no final da partida, quando a defesa português derruba o avançado espanhol, que ia isolado para a baliza.

segunda-feira, julho 16, 2007

Europeu de Sub-19: Grécia - Portugal


Portugal iniciou da pior forma a sua participação no Campeonato da Europa de Sub-19, que decorre na Áustria, ao perder contra a sua congénere grega por 1-0. O jogo foi disputado sob uma temperatura de 35º, um factor que não ajudou a selecção portuguesa.

Portugal iniciou a partida com Hugo Ventura; Luís Portela, Bura, Daniel Carriço, Tiago Pinto, Stélvio, João Martins, André Castro, Candeias, Orlando Sá e Fábio Paím. As duas equipas começaram o jogo de forma cautelosa, com respeito mútuo, sendo que a primeira oportunidade surgiu aos 11 minutos através de um livre de João Martins. Os Helénicos responderam através Giannis Papadopoulos, que em boa posição não consegue bater Hugo Ventura.
A primeira parte decorreu perante um grande equilíbrio, onde os lances de perigo não abundaram.
O segundo tempo não poderia ter começado da pior forma para os jovens lusos. Ao minuto 52, Elin Dimoutsos colocou os gregos em vantagem numa jogada de insistência.
Portugal viu-se obrigado a ir atrás do prejuízo e apostou no ataque. Orlando Sá pôs duas vezes Androustos à prova. O seleccionador português, Edgar Borges, ainda colocou André Monteiro, Ivan Santos e Ruben Lima, para os lugares de Fábio Paim, Castro e Tiago Pinto, respectivamente, contudo todo o pendor ofensivo da equipas das quinas não se traduziu em golos.

Portugal volta a jogar quarta-feira com a Espanha, num jogo decisivo para as aspirações lusas neste torneio.

sexta-feira, junho 22, 2007

Play-Off Apuramento JO: Portugal 0x0 Itália (3-4)


Portugal 0 x 0 Itália (3-4)

Estádio: De Goffert, Nijmegen (Holanda)
Assistência: Desconhecida
Árbitro: Stéphane Lannoy (França)



Chegámos à Holanda com um sonho: conquistar o Euro Sub-21 (e, por consequência, a presença nos Jogos Olímpicos de Pequim). Hoje, percebemos que saímos da Holanda com um pesadelo, de mãos a abanar. Já não bastava não termos chegado às tão ansiadas meias-finais do Campeonato da Europa, como o segundo objectivo – Jogos Olímpicos – ficou por cumprir.

Portugal entrou hoje em campo com clara vontade de vencer e conseguiu mesmo superiorizar-se aos cínicos italianos. No estádio mais pequeno do Euro Sub-21, em Nijmegen, e depois do sempre comovente Hino Nacional entoado pelos 80% de portugueses que compunham a moldura humana, esta noite, Stéphane Lannoy, de França, fez soar o apito inicial.
Portugal apresentou-se com a formação mais forte, sendo a única alteração em relação ao 4-0 anterior (frente a Israel) a saída do capitão Hugo Almeida (suspenso) para a entrada de Silvestre Varela.

Paulo Ribeiro voltou a dar mostras do seu valor, executando uma série de defesas de média/elevada dificuldade e provando que o Porto tem nele e em Bruno Vale duas das maiores esperanças para as balizas portuguesas nos próximos anos. Sem dúvida, mais uma boa exibição, negando o golo por mais do que uma vez. João Pereira fez um jogo muito bom, mais uma vez cheio de determinação e vontade e com o seu estilo aguerrido. Foi capaz de excelentes e péssimos cruzamentos e foi o lateral que mais apoiou o ataque, sempre com inteligência e moderação nas subidas. Defendeu bem, fez poucas faltas e foi claramente um jogador em dia sim esta noite. Do lado oposto, o jovem Antunes, o mais novo de Portugal em campo, esteve relativamente bem. Subiu muitas vezes, ajudando Nani, mas na defesa foi em algumas ocasiões ultrapassado por Montolivo. A isto se acresce o facto de ter falhado o penalty. No centro da defesa, Manuel da Costa continuou a mostrar o seu enorme potencial, maturidade, inteligência e capacidade. É um central que aprecio imenso pois tem grande técnica para a sua posição, é forte no jogo aéreo, possui uma grande inteligência posicional e é uma autêntica muralha. Hoje, foi melhor coadjuvado do que nunca. Semedo exibiu-se a um nível que ainda não tinha sido capaz de exibir, muito forte em todos os aspectos, com desarmes providenciais e uma grande disponibilidade. Surpreendente para quem só o conhece da selecção. Miguel Veloso não esteve tanto em jogo como no jogo anterior, por motivos óbvios – este adversário requeria, claramente, mais atenção e contenção do médio defensivo. Fez um jogo muito bom, para não variar, ainda que no capítulo atacante não tenha estado tão exposto como já o vimos fazer. Manuel Fernandes, esse sim, foi uma peça fulcral no xadrez montado por José Couceiro para esta partida. O grande elemento de conexão entre os sectores, o verdadeiro transportador da “redondinha” e também um dos mais activos no capítulo defensivo. À sua frente esteve o regularíssimo João Moutinho. Hoje jogou muito bem, esteve em permanente movimento, ora descaindo nas faixas, ora optando pelo meio, trocando a bola ou levando-a por si mesmo para o ataque. Importantíssimo na distribuição do jogo e na execução de alguns remates perigosos. Nani esteve irrequieto na primeira parte, quebrando as cabeças dos laterais transalpinos, fazendo remates, cruzamentos e fintas, mas decresceu muito quando o jogo se encaminhava para o fim. Silvestre Varela, esse sim, conseguiu manter o ritmo elevado durante mais tempo, quebrando só no término do prolongamento. Ganhou imensas faltas, arrancou, fintou, rematou… muito dinâmico. Ricardo Vaz Tê teve a difícil tarefa de iludir os centrais italianos e chegou a estar perto de assinar um golo. Um bom jogo, que terminou cedo fruto dos problemas que nunca escondeu neste Europeu.

A selecção nacional de Portugal jogou a um ritmo alucinante na primeira parte, pressionando tão alto que em certos períodos asfixiou por completo a Itália. Mesmo quando os italianos tentavam segurar a bola para serem eles a comandar e pautar o jogo, logo os portugueses impunham velocidade e imprimiam ao jogo uma enorme dose de vivacidade e dinamismo. As oportunidades sucediam-se, em especial recorrendo aos remates de longe – Varela, Nani e Manuel Fernandes estiveram todos perto do golo. Portugal instalou-se no meio-campo italiano e, até ao intervalo, foi difícil para Itália sair a jogar. Portugal, durante uns minutos, ainda acalmou, trocando a bola passivamente na defesa. Contudo, esta foi uma estratégia para recuperar energias, pois o pedal do acelerador foi carregado a fundo durante a primeira parte, em especial a partir da meia hora, quando os laterais perderam a vergonha e começaram a posicionar-se mais à frente e a envolver-se nos lances atacantes. Num dinamismo a nível de meio-campo e ataque incrível, Portugal mostrou hoje maturidade posicional e muita cultura táctica, pois as compensações eram sempre feitas com sucesso e os jogadores tinham uma flexibilidade muito grande ao nível da sua colocação no terreno, nunca permanecendo no mesmo sítio, com e sem bola. Ainda apanhámos um susto quando Rossi, qual foguete, entrou na área após “comer” dois defesas portugueses, mas Paulo Ribeiro fez a defesa da noite com uma mancha fabulosa.

Veio o intervalo.

Na segunda parte, voltámos com a mesma toada. Porém, aos poucos e poucos, foi-se acumulando o desgaste e as pernas já não permitiam tanto – a pressão reduziu, o ritmo também e o efeito surpresa desvaneceu-se, caindo-se numa certa monotonia e encaixe táctico que, com velocidade, não era possível. A Itália foi-se aproximando até equilibrar o jogo e os centrais tiveram mesmo que brilhar. Manuel da Costa e Semedo revelaram ambos uma segurança, confiança e eficácia. Se houve momentos em que o jogo esteve fechado e as linhas de passe e de penetração eram escassas, houve outros em que os contra-ataques se sucediam, uns atrás dos outros, dando uma maior abertura ao jogo e tornando-o mais espectacular. Varela apareceu claramente nesta parte como grande impulsionador de Portugal, conquistando livres e levando os companheiros para o ataque. Pazzini, uma nulidade, e Rossina, pouco produtivo, saíram para os lugares de Pellé e Palladino respectivamente. A meio da primeira parte, o jogo começou a decair e a produção de muitos dos intervenientes também. Vaz Tê saiu para entrar João Moreira, que pouco acrescentou, a meu ver, à equipa. O cansaço ia-se acumulando até que Rossi, o melhor elemento ofensivo de Itália, foi expulso. Aí ganhámos forças extra e ainda conseguimos esboçar um retorno ao vigor atacante, pelo que isso não aconteceu. Fora alguns remates de longe, pouco de mais se passou. Nos últimos dez minutos, o desafio chegou mesmo a tornar-se aborrecido e empastado – as equipas já esperavam mais meia hora de jogo. Ainda deu tempo para a saída de Manuel da Costa, por questões do foro físico, para a entrada do jogador do Belenenses Rolando e para Pellé assustar Paulo Ribeiro, que defendeu com os punhos um remate rasteiro.

O prolongamento abriu com um forte remate de Nani depois de um envolvimento colectivo assinalável. A inferioridade numérica dos azurri veio ao de cima no prolongamento e Portugal dominou: João Moreira quase marcava se não fosse um defesa italiano a “tirar-lhe o pão da boca”; João Moutinho cabeceou ao lado, já dentro da pequena área; e Yannick Djaló, entrado no intervalo do prolongamento para o lugar do lateral João Pereira, de baliza semi-aberta e com tudo para abrir o marcador, disparou por cima, no falhanço mais escandaloso dos 120 minutos.

Sem justiça, a Itália segurou o empate durante todo esse tempo e o jogo acabou por se decidir na marcação de grandes penalidades. Os italianos não perdoaram e conseguiram a viagem a Pequim no próximo Verão. Moutinho e Nani converteram, assim como Pellé e Motovolio, mas Manuel Fernandes falhou ao passo que Triscito marcou. Depois, Miguel Veloso e Palladino marcaram e Antunes não podia falhar para Portugal ainda ter hipóteses… falhou. E todos sabíamos que ia falhar, Antunes é demasiado inexperiente e nervoso para ter nos pés todas as aspirações de uma selecção. Má escolha.

Como disse nas primeiras linhas deste post, Portugal entrou na Holanda com um sonho que, com o passar do tempo, virou pesadelo. Chegámos a ter a ilusão de ganhar o Euro e vimos para casa sem sequer garantirmos o apuramento para os Jogos Olímpicos. Hoje, merecíamos claramente ter ganho pois a nossa superioridade foi inegável, mas o futebol é mesmo assim, por vezes injusto e imprevisível. Com uma equipa como a nossa, é inglório chegar a Portugal sem nada na bagagem. Foi o que aconteceu. Está na altura de perceber o que falhou. Neste jogo, na minha opinião, faltou eficiência ofensiva e sorte.

Uma campanha negativa de Portugal em terras neerlandesas que terá que ser discutida por todos os Atacantes. O que correu mal e porquê? Que alterações? Há culpados?...


Melhor Jogador

Manuel Fernandes. Especialmente pelos primeiros 45 minutos. Manuel Fernandes foi, esta noite, o verdadeiro motor da equipa portuguesa. Na primeira metade, todos os portugueses actuaram exemplarmente mas Manuel Fernandes destacou-se. Não que as investidas e remates de Varela e Nani, as jogadas do incasável Moutinho ou a belíssima exibição dos centrais portugueses não merecessem destaque, mas “Manelelé” é, de facto, um jogador especial e que esteve em crescendo durante o Europeu (se bem que este jogo já não fizesse parte dessa competição). Foi uma exibição quase perfeita, escurecida apenas por um amarelo, claras marcas do desgaste físico na parte final e um penaltie mal batido e falhado. Mesmo assim, brilhante. No aspecto defensivo, demonstrou toda a sua disponibilidade, raça, inteligência na ocupação dos espaços e no posicionamento do corpo e foi capaz de cortes absolutamente deliciosos de tão “limpinhos” e complicados que eram. No ataque, foi o principal transportador da bola, foi o iniciador das jogadas. Se no jogo contra Israel partilhava essa função com Miguel Veloso, hoje notou-se uma maior contenção do leonino e um claro aproveitamento de Manuel Fernandes para aparecer e tomar a iniciativa. Fez remates perigosíssimos, passes muito bons (e alguns maus, também) e foi quem começou a mexer na interessantíssima dinâmica ofensiva portuguesa. Mais um grande jogo do nº8 luso.


Arbitragem

Viu-se, neste jogo, uma arbitragem globalmente positiva, com falhas de pouca relevância. Talvez tenha denotado algum critério dualista ao mostrar cartão amarelo a Manuel da Costa por mão na área adversária e, minutos depois, não ter sancionado disciplinarmente um italiano que levou a mão ao esférico. De resto, um erro logo no início do jogo, quando Antunes toca para canto e o árbitro assinala pontapé de baliza. Um erro crasso, numa altura em que a visão do árbitro estava tapada e o juízo era complicado. Acima de tudo, o árbitro soube controlar a partida, ter mão nos jogadores e, não dando espaço para protestos (foi a maior causa de cartões, inclusivamente o vermelho a Rossi), conseguiu não gerar uma atmosfera pesada entre os jogadores de ambas as equipas e o próprio árbitro. De uma forma geral, sem grandes defeitos – uma arbitragem mais.


Positivo do Jogo

• A boa imagem que Portugal deixou nesta partida.
• A coragem de José Couceiro em arriscar a saída de um defesa para colocar em campo um avançado.
• O “fair-play” demonstrado, salvo raras excepções, de ambas as partes. Não houve desentendimentos.
• A primeira parte fenomenal da selecção portuguesa.
• A mestria dos italianos na cobrança de grandes penalidades.


Negativo do Jogo

• A derrota e consequente impossibilidade de marcar presença no Torneio Olímpico a disputar-se para o ano em Pequim.
• Duas substituições, do lado português, motivadas por insuficiências físicas: Ricardo Vaz Tê e Manuel da Costa saíram em dificuldades.
• O desgaste e cansaço que os lusitanos demonstraram a partir do último quarto de hora a segunda parte e no prolongamento – motivou o “desaparecer” de alguns jogadores como Nani e mesmo Manuel Fernandes.

domingo, junho 03, 2007

Portugal, rumo ao Euro2008!

Estádio: Rei Balduíno, em Bruxelas
Árbitro: Martin Hansson (Suécia)
Assitência: Talvez mais portugueses que belgas

BÉLGICA - Stijnen; Hoefkens, Simons, Clement e Vermaelen; Defour, Mudingayi, Fellaini e Vertonghen; Sterchele e Émile Mpenza.
Treinador: René Vandereycken.

PORTUGAL - Ricardo; Miguel, Fernando Meira, Jorge Andrade e Paulo Ferreira; Tiago, Petit e Deco; Nani, Postiga e Quaresma.
Treinador: Luiz Felipe Scolari.

Portugal conquistou ontem a sua primeira vitória fora no Grupo A de qualificação para o Campeonato da Europa de 2008 e deu um passo importante rumo à fase final da prova.

O vice-campeão europeu venceu em Bruxelas. Um triunfo conseguido à custa de uma exibição que chegou a ter momentos de espectaculo, que deixaram encantados os cerca de 15 mil portugueses que estavam nas bancadas, que viram uma equipa personalizada, com classe e muita vontade de jogar e ganhar, o que é de enaltecer, tendo em conta que muitos destes jogadores portugueses têm mais de 50 jogos nas pernas.
Mas ontem isso não se notou. Assim como as ausências de Cristiano Ronaldo, Simão e Nuno Gomes, três jogadores influentes, mas ontem Nani, Hélder Postiga e Quaresma mostraram que esta segunda linha atacante também tem talento.

Quando Nani marcou, havia finalmente justiça no marcador, depois das muitas oportunidades criadas pelo ataque português e pelos médios. Petit, Tiago e Deco estiveram fenomenais. Souberam segurar o jogo a meio-campo, deram velocidade quando a situação assim aconselhou, tentaram o golo por diversas vezes e souberam abrir espaços.
Depois aparecia no ataque o talento de Quaresma, Nani e um Hélder Postiga inspiradíssimo. Uma exibição a que os belgas só conseguiam responder com muitos e longos lançamentos de bola com a mão para a área portuguesa, onde Mpenza era um quebra-cabeças para Jorge Andrade e Fernando Meira.

Depois do intervalo, porém, os belgas entraram muito fortes e determinados em anular a vantagem.

René Vandereycken colocou o “gigante” Fellaini mais perto de Mpenza e a defensiva portuguesa passou a ter maiores problemas para impedir os ataques junto à baliza de Ricardo. O golo de Fellaini, de cabeça, enfureceu Luiz Felipe Scolari, já que a equipa parecia relaxada pela vantagem conseguida nos instantes finais da primeira parte.

Portugal percebeu então que tinha de voltar à primeira fórmula. Havia que continuar a pressionar o adversário, correr, recuperar bolas e aproveitar o espaço que os belgas davam para criar situações de perigo através de contra-ataques ou ataques apoiados.
Petit, que ontem completou seis anos desde que se estreou na Selecção Nacional, tal como Ricardo, fez uma exibição de brilhante. Encheu o campo e festejou exuberantemente o golo que Hélder Postiga marcou e que deu a vitória.

Uma vantagem que os portugueses souberam segurar, num jogo em que Luiz Felipe Scolari estreou mais dois jogadores, Bosingwa e Duda, e viu Hugo Almeida ser expulso já no último minuto dos descontos.

Comentários de alguns dos intervenientes:

Ricardo: "Demonstrámos grande superioridade ao longo de todo o jogo», disse Ricardo, acrescentando: «Dependemos só de nós e isso é muito importante"

Postiga: "Tendo em conta os outros resultados [as vitórias de Sérvia e Polónia no Grupo A] tínhamos de vencer esta noite. Agora está feito, mas não era assim tão óbvio. Foi um jogo muito físico, nada fácil no fim da época"

Nani: "Simplesmente procurei fazer o golo, não senti nenhum contacto. Vi que podia marcar e arrisquei o remate. Estamos dependentes apenas de nós e ficámos felizes pela vitória. Vamos para a Arménia [22 de Agosto] com o mesmo pensamento"

Miguel: "Somos um país pequeno mas temos adeptos por todo o lado. Uma palavra de agradecimento para eles, pois apoiaram-nos bastante ao longo do jogo"; "O resultado não corresponde ao que fizemos dentro de campo. Falhámos muitos golos mas conseguimos a vitória e isso é o mais importante. Estamos na luta pelo apuramento"; "Foi um momento de raiva. Queria sair e não podia porque não podia mexer-me. O árbitro pensou que estava a fingir e isso deu-me raiva. Vou ter de conversar com o médico. Calcula-se que seja uma microrrotura. Acho que a época já acabou. Agora é recuperar e esperar pela próxima temporada"; "Bosingwa esteve bem. Fez uma excelente época e tem vindo a evoluir muito. Tem a energia de um cavalo".

Bosingwa: "Foi muito bom. Estou muito feliz pela primeira internacionalização e com a vitória. Num ambiente destes nem precisei de aquecimento. Entrei bem e procurei ajudar a equipa. Não tinha de acusar a estreia porque jogo num grande clube e tinha de fazer o que tenho feito e o que sei fazer. No final Scolari veio ter comigo e deu-me os parabéns pelo que demonstrei em campo."

Flávio Murtosa, adjunto de Scolari: "Tínhamos várias ausências mas os que jogaram estiveram muito bem e corresponderam. Portugal teve o domínio do jogo e penso que o resultado é justo e até podia ter sido mais dilatado. Fizemos uma previsão de pontuação e até ao momento foi atingida. Acredito que a divida está saldada"

René Vandereycken, treinador belga: "A selecção portuguesa é mais rápida e mais forte do que a da Bélgica. No entanto, nós demos tudo para conseguir vencer o jogo.";"É sempre uma decepção perder em casa, mas o nosso público compreendeu que fizemos tudo para vencer o desafio."

JÁ NA PROXIMA TERÇA FEIRA

A comitiva foi reduzida de 22 para 18 jogadores, uma vez que Ricardo e Miguel foram dispensados devido a toques sofridos no jogo de ontem, enquanto João Moutinho e Hugo Almeida vão já juntar-se à Selecção de sub-21 com vista ao Europeu da categoria.

À partida, Fernando Meira e João Tomás foram porta-vozes do grupo, salientando a vontade de cumprir com sucesso o compromisso particular no Kuwait, deixando, no entanto, alerta no que diz respeito à alta temperatura aguardada naquele país.

Novamente em directo no canal 1 da rede pública portuguesa, a não perder.