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sexta-feira, agosto 22, 2008

Liga Sagres 2008/09

SPORTING CLUBE DE PORTUGAL
Presidente: Filipe Soares Franco
Treinador: Paulo Bento
Estádio: José Alvalade XXI (52.000 lugares)
Assistência Média em 2007/08: 25.601 espectadores
Classificação em 2007/08: 2º Classificado
Página WEB: http://www.sporting.pt

PREVISÃO ATACANTE
"Aí está um dos Planteis mais equilibrados da Liga Sagres! Não saiu ninguém de relevo e entraram Fabio Rochemback (ex-Middlesbrough), Marco Caneira (ex-Valência) e Helder Postiga (ex-FC Porto), factor que mostra bem a aposta total dos Leões na tentativa de ganharem uma maior homogeneidade no seu Plantel.
Paulo Bento tem, uma vez mais, a oportunidade de ser Campeão e destronar o FC Porto.
João Ribas

OPINIÃO DO ADEPTO
"A Equipa parece-me mais consistente e a isso não é também alheio a permanência dos jogadores mais importantes e a contratação de jogadores de qualidade e já identificados com o Sporting, que só reforçaram um grupo já com 2/3 anos de "rodagem". Temos equipa para fazer um bom campeonato e, salvo alguma desgraça, acredito que estamos na corrida!"
Rui Sampaio in http://www.forumscp.com

segunda-feira, agosto 11, 2008

Testes

FC Porto, Benfica e Sporting continuam a sua preparação tendo em vista a época 2008-09. Este fim-de-semana todos entraram em campo, precisamente em casa, vencendo os seus jogos e protagonizando boas exibições, talvez com os 'leões' a estarem uns furos abaixo dos outros dois. Os adversários foram de respeito e os testes, portanto, muito positivos, tendo já começado a definir algumas situações individuais e colectivas, isto numa altura em que os jogos a sério estão aí à porta.



FC PORTO - LÁZIO 2 - 1

Magnífica primeira parte do FC Porto, defronte de uma das mais prestigiadas equipas italianas. Os portistas vulgarizaram autenticamente a Lázio durante os primeiros 45 minutos. Jesualdo Ferreira apostou no seu habitual 4-3-3 e, na realidade, não há qualquer razão para mudar, pois é um sistema que já está completamente enraízado na equipa e que deu os frutos que todos conhecemos. Em termos individuais, destaque para a colocação de Benítez a lateral-esquerdo e de Guarín a pivot-defensivo, as posições onde há mais dúvidas sobre o seu dono. De resto, tudo normal: Helton na baliza, Sapunaru, Bruno Alves e Pedro Emanuel a completarem a defesa, Raúl Meireles e Lucho a manterem-se no meio-campo e o trio Mariano-Lisandro-Rodríguez na frente. Pode até dizer-se que o onze para defrontar o Sporting, sábado no Algarve, está encontrado.

Na primeira metade, o jogo portista foi de alta rotação, com velocidade e fluídez em posse de bola, movimentações constantes dos jogadores, objectividade nos ataques e pressing incessante na recuperação. Resultado: dois golos e um domínio avassalador do FC Porto, pontuado por alguns momentos de marcado brilhantismo. A máquina parece estar já bem oleada, o que entusiasmou o muito público presente no Dragão.

Cristian Rodríguez rubricou uma exibição soberba e caiu definitivamente no goto dos portistas. O extremo uruguaio alia a capacidade ofensiva (ultrapassou várias vezes o seu marcador directo, com velocidade e técnica) à disponibilidade defensiva (impressionante a forma como pressiona e luta pela bola), o que faz as delícias de qualquer treinador e o leva a encaixar às mil maravilhas no esquema azul e branco. Realizou várias arrancadas fenomenais, numa das quais serviu Lucho para o segundo golo. Já antes, Bruno Alves abrira o activo com um portentoso livre do meio da rua.

O entrosamento revelado é de enaltecer, se atendermos a que ainda estamos na pré-época. Todos os jogadores se integraram nos processos colectivos, não vi ninguém deslocado ou sem saber o que fazer. Lucho foi o cérebro de sempre e, além do habitual entendimento com Lisandro, parece querer tê-lo igualmente com Rodríguez. Mariano também esteve bem e, apesar de sempre muito criticado e incompreendido, é um jogador que me agrada. Meireles foi voluntarioso e esclarecido, como de costume. Guarín participou sempre correctamente no processo ofensivo, mostrando bons pés, boa visão e arrojo, tendo subido várias vezes e até tentado o ramate. A verdade é que, para quem joga na posição '6', sai muito do seu espaço e é ainda muito imaturo a nível posicional, o que pode por a equipa em dificuldades defensivas. Por isso, não o acho a melhor opção para substituir Paulo Assunção, pelo menos para já, sendo mais prudente apostar em Meireles para essa função. A defesa esteve geralmente acertada, tanto os centrais como os laterais.

Na segunda parte, com as inúmeras substituições e umas invenções de Jesualdo, como o 'double-pivot' ou o encosto de Lucho à direita, a equipa deixou de jogar como tal e o espectáculo baixou drasticamente de qualidade. Hulk foi mesmo o único que aproveitou para brilhar, com uma fantástica jogada individual - mal concluída - e mais uns apontamentos técnicos interessantes, embora ainda lhe falte perceber o momento certo para largar a bola. Mas pode ser um elemento bastante importante no plantel portista nesta temporada. De referir que o golo dos romanos foi apontado por Ledesma, num lance em que Nuno não está isento de culpas.



BENFICA - FEYENOORD 1 - 0

Boa exibição e vitória justa do Benfica, materializada com um grande golo de Cardozo, após uma assistência primorosa de Aimar. Quique Flores começa a assentar ideias, as indefinições quanto a jogadores vão diminuindo e, com isso, a tendência é de crescimento colectivo. Neste teste com o Feyenoord, houve uma evolução evidente em relação aos jogos anteriores efectuados pelos encarnados. O 4-4-2 clássico é o sistema eleito.

Quique optou por jogar com Katsouranis a central ao lado de Luisão, entregando o meio-campo a Yebda e Carlos Martins, com Ruben Amorim à direita e Urreta à esquerda. Maxi Pereira actuou do lado direito da defesa e Léo do lado contrário. Na frente, Cardozo foi o homem mais adiantado, tendo Aimar um pouco mais atrás.

O destaque da partida vai para o domínio benfiquista em termos de posse de bola, especialmente na primeira parte, graças à dinâmica e entrosamento revelados, mas também à pressão alta feita sobre os holandeses, que levou o Benfica a recuperar várias vezes a bola de forma rápida e em zonas adiantadas. O perigo rondou sempre muito mais a baliza de Timmer que a de Quim. O paraguaio Cardozo foi o principal responsável pelos sobressaltos provocados ao guardião holandês, já que, além do golo, enviou uma bola ao poste e ainda lhe proporcionou duas óptimas paradas. O 'Tacuara' teve uma noite em grande e foi o melhor em campo.

Carlos Martins foi dos jogadores mais activos e o futebol benfiquista passou invariavelmente pelos seus pés. Apesar de ter cometido alguns erros no passe, mostrou ao seu técnico que pode contar com ele para titular. Por seu turno, Yebda é fisicamente imponente, mas não é só isso. É um bom jogador, tem bons pés, sabe os terrenos que pisa e normalmente não complica, além de ter boa capacidade de pressão. Parece-me uma alternativa muito válida para jogar à frente da defesa. No entanto, julgo que Katsouranis continua a ser a melhor escolha para '6' e que é um desperdício colocá-lo no sector mais recuado. Nas alas, Amorim jogou à direita e esteve discreto, embora tenha tido uma oportunidade de golo soberana, tendo Urreta jogado à esquerda. O jovem uruguaio de 18 anos foi um dos melhores do primeiro tempo, fazendo da velocidade a sua principal arma. Revela ainda muita imaturidade, mas pode ser uma bela surpresa ao longo da época e constituir-se como opção constante para uma ala, já que na frente será mais difícil. Cá atrás, Léo e Katsouranis estiveram acima dos seus colegas de sector.

Agora, um apontamento individualizado para Aimar. O internacional argentino foi, a par de Reyes, a contratação mais sonante do clube da Luz até ao presente momento. Ninguém duvida da sua categoria. Mas estou em crer que o sistema instituído por Quique não o favorece nem um pouco. Jogar nas costas de Cardozo, como um dos avançados, retira-o do centro de jogo, faz com que entre em acção reduzidas vezes e não lhe permite ser o 'patrão' do futebol ofensivo da equipa. Seria mais adequado posicioná-lo mais atrás, onde tivesse uma visão maior do campo e dos colegas, distribuisse jogo ao critério do seu talento, pautasse os ritmos colectivos e pudesse também fazer passes a rasgar ou partir embalado de zonas mais recuadas em direcção à área. O problema que aqui se coloca é que Aimar não tem intensidade de jogo nem disponibilidade física suficientes para jogar no miolo apenas com mais um jogador. Conclusão: o 4-4-2 clássico não favorece as características de Aimar (o 4-4-2 losango - se bem que este não privilegiasse os extremos do plantel... - ou mesmo o 4-2-3-1 - embora Cardozo jogue melhor quando acompanhado... - seriam mais ajustados), o que, atendendo ao facto de ele ser um dos melhores jogadores do Benfica, pode vir a constituir um problema bicudo.

O internacional espanhol Reyes fez a sua estreia de águia ao peito e esta foi, quanto a mim, uma magnífica contratação. O jovem vindo do Atlético Madrid será certamente um dos grandes desequilibradores encarnados, servindo-se da sua capacidade técnica apurada e estonteante velocidade com a bola colada ao pé esquerdo. Aliás, neste encontro, já deu para ver um 'cheirinho' de Reyes, concretamente no espectacular remate ao poste e em mais um ou dois excelentes pormenores. Este vai dar cartas.



SPORTING - SAMPDÓRIA 2 - 0

Deste jogo, pouco posso falar, pois apenas o vi a espaços. Ao que se consta, a exibição leonina não foi brilhante, mas convém não esquecer que pela frente estava o 6º classificado da última liga italiana. Marcar dois golos e não sofrer nenhum é sempre positivo, sendo que o tento inaugural, marcado por Derlei, resultou de uma belíssima combinação com Yannick Djaló. Já o segundo nasceu de uma grande penalidade convertida por João Moutinho, que foi aplaudido mais que assobiado, uma novidade após as suas recentes declarações.

No Sporting, o losango é para manter, existindo apenas dúvidas quanto aos seus integrantes, sendo certo que, com os oito centrocampistas disponíveis, as combinações possíveis são imensas. E as discussões em redor desta problemática também. Moutinho e Rochemback são peças indiscutíveis, seja em que posição for, os restantes terão de fazer pela vida. Na minha opinião, a posição ideal para 'Roca' é a '6', mas para aí já existe Miguel Veloso, que por acaso vem de uma temporada muito abaixo do que pode produzir e se continuar na mesma corre o risco de ir para o banco. Moutinho rende mais como interior. Romagnoli é talvez a melhor alternativa para '10'. Vukcevic, em forma, tem de jogar, e aqui devo dizer que, devido às suas características, o acho mais talhado para jogar na frente que propriamente no losango. O 'problema' é que Liedson, quando recuperar, será titular, e Derlei é o avançado perfeito para jogar neste esquema. Moral da história: há homens a mais para os lugares existentes e uma gestão equilibrada e rotativa do plantel é aquilo que se pede a Paulo Bento.

Na defesa, tudo mais claro, com Abel e Grimi nas laterais e Polga incontornável no eixo. Resta saber qual o parceiro para o internacional brasileiro, se Tonel ou Caneira. Note-se que Caneira pode também facilmente ser adaptado a qualquer das laterais, algo que é potencialmente um ponto a seu favor na luta pela titularidade. Rui Patrício continua firme na baliza, embora seja minha convicção de que nesta época não vai dispor de tanta margem de erro, sob pena de poder perder o seu posto.

domingo, janeiro 06, 2008

Boavista 2 - 0 Sporting - visão axadrezada



Estádio: do Bessa Séc. XXI
Assistência: cerca de 4000 espectadores
Árbitro:
Bruno Paixão

Boavista: Peter Jehle; Gilberto, Ricardo Silva, Marcelão, Bruno Pinheiro; Diakité, Fleurival e Jorge Ribeiro (Pedro Moreira 90'); Zé Kalanga, Mateus (Laionel 70') e Fary (Rissutt 62').

Sporting: Rui Patrício; Abel, Tonel (Bruno Pereirinha 72'), Polga e Ronny; Miguel Veloso, João Moutinho, Romagnoli (Izmailov 45') e Vukcevic; Purovic (Luís Paez 72') e Liedson;

Golos: Marcelão 38' e Jorge Ribeiro 86'.

Visão Boavisteira

Grande vitória do Boavista!! Foi alucinante a festa no final do encontro, demonstrando como os adeptos do Boavista pouco acreditavam na vitória frente a um dos "grandes".


Foi um jogo em que tivemos bastante sorte, mas também muita raça e espírito de sacrifício e uma exibição fantástica de Peter Jehle, que negou por várias vezes o golo à equipa de Alvalade.
Marcelão e Ricardo Silva estiveram bastante bem, tal como o "puto" Bruno Pinheiro, que jogou numa posição adaptado e cada vez cria mais experiência como jogador. E de destacar o bom jogo de Zé Kalanga no ataque, Jorge Ribeiro na circulação da bola no meio-campo e da dupla Diakité/Fleurival, que surpreenderam pela excelente capacidade lutadora e até de aberturas para as alas.

Também tivemos sorte do nosso opositor estar claramente em baixo. Só nos 15' iniciais o Sporting dominou por completo, criando 3 a 4 oportunidades. Depois, com a entrada do Rissutt o Boavista equilibrou o meio-campo e conseguiu criar espaços e o respectivo golo.

Vitória justa, da equipa que mais lutou, que melhor defendeu e que concretizou, frente a uma equipa em baixo, com alguns jogadores a não se esforçarem, e completamente perdida na defesa.

Força Boavista!! Ainda não morremos...!!!

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Taça UEFA e sorteios

E eis que finalmente acabou a fase de grupos da Taça UEFA. O Sp. Braga recebeu e venceu com facilidade o Est. Vermelha com dois golos sem resposta. Triunfo simples, construído logo aos 10 minutos por... Linz, pois então.

Era preciso de antemão ganhar este jogo e por mais de um golo, na tentativa de salvaguardar um empate entre Bayern Munique e Aris Salónica. Se tem acontecido um empate em Munique e o Sp. Braga só ganhasse por um golo, os minhotos teriam sido afastados. Afinal não houve problemas de maior, porque os alemães, que até agora tinham mostrado muito pouco, cilindraram os gregos por seis golos sem resposta, sendo que quatro deles foram da autoria de Luca Toni. Parece que as palavras de Oliver Khan a meio da semana passada surtiram finalmente efeito.

Assim Bayern Munique, Sp. Braga e Bolton Wanderers, foram apurados em detrimento de Aris Salónica e Est. Vermelha. Não sabemos se o segundo lugar dos portugueses é tão bom assim, uma vez que essa posição obriga-os a jogar com uma equipa que venha da Liga dos Campeões.

Destaques da jornada:

Ao contrário da semana passada, hoje há muitos destaques, quer positivos, quer negativos. Comentemos alguns, começando pois pelos positivos.
O Everton teve uma campanha absolutamente sensacional, nada condizente com o que tem mostrado ao longo destas duas decadas, quer em Inglaterra quer na UEFA. De equipa media-fraca mas com muito espirito de união, ganhou os jogos todos do grupo e acabou assim em primeiro lugar.
O Bayer Leverkusen parece ter despertado e foi a Zurique marcar cinco golos sem resposta, num jogo em que estava em disputa o primeiro lugar do grupo.
Em termos negativos e a maior surpresa da ronda foi a derrota do FC Copenhaga, em Edimburgo frente à fraquinha equipa do Aberdeen, mas não acaba aí, os dinamarqueses não só perderam sendo eliminados, como foram goleados por 0-4, e todos os golos apontados na segunda parte... inacreditável.
Aponta-se também a derrota do AZ em casa frente ao Everton, que assim foi eliminado.

Equipas apuradas:

Everton, Zenith FC, Nuremberga,
Getafe, Tottenham Hotspurs, Anderlecht,
Villareal, Fiorentina, AEK Athenas,
Bordéus, Helsingborgs, Galatasaray,
Bayer Leverkusen, Spartak Moscovo, FC Zurique,
Hamburgo, Basileia, Brann Bergen,
Atl. Madrid, Panathinaikos, Aberdeen
Bayern Munique, Sp. Braga, Bolton Wanderers

Equipas divididas por grupos para o apuramento:

Vindas da Liga Campeões:

Sporting, Benfica, Glasgow Rangers, PSV Eindhoven, Slavia Praga, Rosenborg, Werder Bremen, O. Marselha.

Jogarão com o Grupo das segundas classificadas que são:

Sp. Braga, Fiorentina, Nuremberga, Spartak Moscovo, Basileia, Tottenham Hotspurs, Panathinaikos, Helsingborgs.

Grupo dos Primeiros classificados:

Bayern Munique, Bayer Leverkusen, Bordéus, Getafe, Atl. Madrid, Everton, Hamburgo, Villareal.

Serão sorteados com as equipas deste grupo:

FC Zurique, Zenith FC, Galatasaray, AEK Athenas, Bolton Wanderers, Aberdeen, Anderlecht, Brann Bergen.


Aqui fica o sorteio decorrido hoje:

Werder Bremen – Sp. Braga
Benfica – Nuremberga
Sporting – Basileia
Glasgow Rangers – Panathinaikos
O. Marselha – Spartak Moscovo
Rosenborg – Fiorentina
Slavia Praga – Tottenham Hotspurs
PSV Eindhoven – Helsingborgs
Aberdeen – Bayern Munique
AEK Athenas – Getafe
Bolton Wanderers – Atl. Madrid
Zenith FC – Villareal
Galatasaray – Bayer Leverkusen
Anderlecht – Bordéus
Brann Bergen – Everton
FC Zurique – Hamburgo

Curiosidades do sorteio:

Duelo de antigamente com um Benfica – Nuremberga, sendo que a maior goleada europeia que os alemães sofreram foi mesmo com o Benfica e por 0-6 no Estádio da Luz.
Sp. Braga volta a calhar com uma das melhores equipas alemãs da actualidade, com um meio campo e um ataque fortíssimos. Regresso de Hugo Almeida e Diego Ribas a Portugal.
Sporting calhou com a equipa do ex-benfiquista Carlitos, que está a atravessar um excelente momento de forma.
Panathinaikos de Peseiro volta a defrontar escoceses, depois de ter tido o Aberdeen no grupo.
Slavia Praga vai ter que voltar a Londres, depois de ter calhado com o Arsenal na Liga dos Campeões.
Pessoalmente acho que a maior curiosidade, acaba por ser o duelo Germano-helvético. Hamburgo que na última jornada não conseguiu vencer em casa os suiços do Basileia, desloca-se de novo à Suiça desta vez para defrontar o FC Zurique. FC Zurique que por outro lado na última jornada tinha defrontado os alemães do Bayer Leverkusen e que foi copiosamente derrotado em casa por 0-5.

Sorteio do emparelhamento seguinte:

Nos dezasseis avos de final será assim:

Anderlecht ou Bordéus VS Bayern Munique ou Aberdeen
Glasgow Rangers ou Panathinaikos VS Werder Bremen ou Sp. Braga
Bolton Wanderers ou Atl. Madrid VS Sporting ou Basileia
Galatasaray ou Bayer Leverkusen VS FC Zurique ou Hamburgo
AEK Athenas ou Getafe VS Benfica ou Nuremberga
Rosenborg ou Fiorentina VS Brann Bergen ou Everton
Slavia Praga ou Tottenham Hotspurs VS PSV Eindhoven ou Helsingborgs
O. Marselha ou Spartak Moscovo VS Zenith FC ou Villareal


Possibilidade do Sporting defrontar Simão, Maniche e José Castro. Do Benfica reencontrar Manú e Moretto entre outros, e o Sp. Braga de encontrar José Peseiro.

Ainda do FC Zurique e do Bayer Leverkusen se encontrarem já de seguida, tendo em conta o que eu disse acima. E ainda das duas únicas equipas russas e norueguesas em prova, também se encontrarem já.

Espaço final para a Liga dos Campeões:

Celtic Glasgow - Barcelona
O. Lyon - Manchester United
Schalke 04 - F.C. Porto
Liverpool - Inter
AS Roma - Real Madrid
Arsenal – AC Milan
Olympiacos - Chelsea
Fenerbahçe - Sevilha


Ao FC Porto calhou uma equipa bastante acessível, e vai ser interessante seguir o duplo-duelo Anglo-Italiano. Destaque para o estranho jogo Fenerbahçe – Sevilha, equipas sem grande tradição nesta Liga dos Campeões.

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Maritimo 1-2 Sporting C.P.

13.ª jornada da Bwin Liga
Estádio dos Barreiros
Árbitro: Jorge Sousa (Porto)

Marítimo:Marcos; Ricardo Esteves, Ediglê, Van der Linden (Fernando, 67 m) e Evaldo; Wênio, Bruno, Mossoró e Fábio Felício; Kanu e Fogaça.
Treinador: Sebastião Lazaroni.
Suplentes não utilizados: Marcelo, Edder Perez, João Luiz, Briguel.
Disciplina: cartões amarelos a Kanu (32 m), Ediglê (76 m), Gregory (90 m) e Fábio Felício (90m +3). Golo: Bruno Fogaça (60 m)

SPORTING: Rui Patrício; Abel, Tonel, Polga e Ronny (Bruno Pereirinha, 71 m); Miguel Veloso, Adrien Silva (Romagnoli, 57 m), Vukcevic e João Moutinho; Purovic (Gladstone, 88 m) e Liedson.
Treinador: Paulo Bento.
Suplentes não utilizados: Tiago, Celsinho, Luís Paez e Paulo Renato. Disciplina: cartões amarelos a Polga (32 m), Adrien Silva (50 m), Abel (59 m), Vukcevic (85 m), Gladstone (89 m).
Golos: Vukcevic (71 a meias com Ediglê e 87 m).

Jogo muito fraco, com um Sporting desmotivado, desgarrado e a mostrar sinais preocupantes!
O que se passa com Liedson?
O que quer Miguel Veloso?
Onde poderemos encontrar um bom lateral esquerdo?
São muitas perguntas num clube que parece andar à deriva. O Sporting, a 26 minutos do fim estava em 7º lugar!!!!!
Valeu o golo de Simon Vukcevic que espicaçou a equipa. Depois o Marítimo caiu e os leões (mesmo moribundos) aproveitaram.


Melhor em campo: Vukcevic. Garantiu quase sozinho os 3 pontos!
Salvou-se o resultado, uma importante vitória, mas há muito para pedir neste Natal!
Atitude, entrega, determinação, confiança e eficácia! 2008 tem que nos trazer tudo isto, sob pena de se tornar dramático para os lados de Alvalade!

Aproveito para desejar a todos um Bom Natal e um próspero ano novo!

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Sporting tranquilamente na UEFA

O Sporting confirmou a passagem à Taça UEFA ao vencer esta noite tranquilamente o Dínamo de Kiev, em Alvalade, por 3-0, em jogo da última jornada do Grupo F da Liga dos Campeões.
Na estreia de Adrien Silva (bom jogo) como Titular dos Leões, os Ucranianos nunca se mostraram capazes de assustar a Equipa de Paulo Bento. Anderson Polga (de GP), João Moutinho e Liedson fizeram os golos da vitória do Sporting.

segunda-feira, dezembro 03, 2007

FANATISMO ATACANTE - SPORTING C.P.

TEMPOS NEGROS

Depois de Braga, fomos afundados no Mar! empate a um golo, sem brilho nem glória.
Old Traford? Reis durante uma parte, ingénuos no final e uma derrota que custou muito a engolir….
Chegados a casa, recebíamos o ÚLTIMO classificado da Bwin. O Sporting jogou sempre intranquilo, mas mesmo assim devia ter ganho o jogo com facilidade. Marcou primeiro e FALHOU MAIS UM PENALTY!!!!!!!!
Já é sina, o Sporting este ano em 5 grandes penalidades falhou 3!!! Diga-se que é assumido por todos como o remate mais fácil do futebol, por isso, treinem seus preguiçosos!
O leiria, começou a acreditar e empatou numa "capoeira" de Rui Patrício. Vê-se que este jovem Guarda Redes é coerente, 3 frangos em 3 jogos!
Bem vistas as coisas continua o nosso treinador a pedir tranquilidade…Mais?!
A paciência tem limites e este Sporting joga mal e não ganha. Assim é difícil ter adeptos no estádio, pedir apoio e não apresentar resultados.
A falta de ambição é gritante e algo vai ter que mudar! Bem sei que já conquistamos um título este ano, mas o Sporting tem que apresentar um futebol mais atractivo e mais dominador.
Com este treinador, os Leões estão espremidos, sem ideias e sem rumo.Urge tomar uma atitude. Com tranquilidade…

segunda-feira, novembro 12, 2007

3 Secas! E sem espinhas...



Estádio: Axa
Espectadores: !8.000
Árbitro: Carlos Xistra (Castelo Branco)

Miserável. Foi a pior exibição que me lembro de ter visto ao Sporting! Foi tanto assim que aos 60’ ponderei abandonar o estádio de braga!
O mais revoltante como adepto foi a falta de entrega ao jogo por parte dos jogadores do Sporting. Até Polga e Veloso estiveram mal!
O Braga venceu e convenceu, sem que o Sporting tenha mostrado nada em campo! Paulo Bento pode acrescentar às suas declarações que também ele esteve horrível! Especialmente nas substituições. Izmailov que era o mais esforçado saiu por alma de quem?
O Djaló não tem lugar nem na 2.ª divisão, quanto mais falar-se em Manchester United! Tonel está um desastre e nem o capitão escapa a esta onda de mau futebol. Bem sei que as soluções de banco são menos que razoáveis, mas é confrangedor ver esta equipa NÃO JOGAR À BOLA!!!!!!
Ficou o resultado e uma noite bem negra e fria em Braga! Os adeptos do Sporting Clube de Portugal merecem mais e melhor! Sejam profissionais, corram um bocadinho, nem que seja, tentem disfarçar!
Estou totalmente desiludido com esta equipa e não vejo luz ao fundo do túnel. Quem salva o Sporting?

quinta-feira, novembro 08, 2007

Sporting C.P. 2-2 AS Roma


Estádio: José Alvalade
Árbitro: Frank De Bleeckere (Bel.).Árbitros assistentes: Peter Hermans e Alex Verstraeten. 4.º Árbitro: Johan Verbist.
SPORTING – Tiago, Abel, Tonel, Polga e Ronny, Miguel Veloso, João Moutinho, Izmailov (Pereirinha, 88 m), Romagnoli, Yannick Djaló (Vukcevic, 62 m) e Liedson.
Treinador: Paulo Bento.
Suplentes não utilizados: Rui Patrício, Paredes, Purovic, Farnerud e Gladstone.
Cartão amarelo para Abel (58 m), Miguel Veloso (80 m).
Golos: Liedson (22 e 64 m).
AS ROMA– Doni, Cicinho, Juan, Mexes (Ferrari, 45 m), Pizarro, Vucinic, Giuly (Brighi, 89 m), De Rossi, Perrota (Esposito, 79 m), Mancini e Cassetti.
Treinador: Luciano Spalletti. Suplentes não utilizados: Curci, Antunes, Pit e Barusso. Cartão amarelo para Cicinho (28 m), Vucinic (43 m), Cassetti (50 m), Perrota (67 m) .
Golo: Cassettti (4 m) e Polga (89 m n.p.b.).

Um empate a saber a derrota, é esta a sensação que o jogo de ontem me deixa! O Sporting entrou a perder e, contra uma equipa italiana temi o pior.
Mas este bravos leões mostraram toda a sua garra e viraram o resultado! O Sporting fez o mais difícil e quando tinha “apenas” que controlar o jogo, falhou!
Falhou não porque a Roma fosse muito perigosa (aliás, foi uma autentica desilusão), mas falhou dizia eu porque é uma equipa “verdinha”, muito imatura e sem pingo de malícia. Os jogadores, são na sua maioria, uns autênticos “anjinhos”. E isso contra estas equipas paga-se caro!
Bem sei que o golo do empate da Roma não lembra ao diabo (um auto-golo aos 89’), mas quem nunca viu este filme antes, principalmente com equipas italianos?
Mesmo assim estou orgulhoso deste Sporting!
Quanto ao melhor em campo, escolho dois: Liedson, claro está que finalmente se afirma na Liga dos Campeões (e se continuar assim deve ir marcar golos para outras paragens) e Izmailov. O russo é dos poucos sportinguistas que assume os jogos da Champions com total naturalidade e ontem voltou a fazer uma magnifica exibição!

quarta-feira, outubro 24, 2007

AS Roma 2-1 Sporting C.P.


3.ª Jornada da Liga dos Campeões
Estádio Olímpico de Roma
Espectadores: meia casa
Árbitro: Terge Hauge (Noruega)

AS Roma:
Doni; Christian Panucci; Philippe Mexes, Juan e Tonetto; de Rossi, Pizarro, Cassetti, Giuly (Brighi, 72 m) e Mancini (Cicinho, 85 m); Totti (Vucinic, 34 m).
Treinador: Luciano Spalletti.
Suplentes não utilizados: Gianluca Curci, Cicinho, Antunes, Barusso, Ferrari.Disciplina: Cartões amarelos a Cassetti (44 m), Vucinic (69 m) e Juan (89 m).
Golos: Juan (15 m), Vucinic (69 m)
Sporting: Tiago; Abel, Miguel Veloso, Tonel e Ronny (Purovic, 76 m); João Moutinho, Vukcevic (Paredes, 70 m), Izmailov (Celsinho, 80 m), Romagnoli; Yannick e Liedson.
Treinador: Paulo Bento.
Suplentes não utilizados: Rui Patrício, Marian Had, Gladstone e Adrien Silva. Disciplina: cartões amarelos para Tonel (53 m) e João Moutinho (86 m).
Golo: Liedson (18 m).

Erros, erros e mais erros! Foi assim a exibição do Sporting. Paulo Bento foi o primeiro a errar!
Bem sei que tem um plantel longe de ser o ideal, mas o treinador português teima em inventar… e nestas competições os erros pagam-se muito caro.
A verdade é que o Sporting entrava em campo sem o melhor jogador desta época: Anderson Polga.
Isto depois de Stojkovic ter ficado em Lisboa por questões disciplinares. Ora os leões, sem 2 habituais titulares tremeram!
Mesmo assim e apesar do golo infantilmente consentido a Juan, o Sporting reagiu e logrou empatar por Liedson. Finalmente um golo do levezinho na Liga dos Campeões!
O jogo estava controlado, com a Roma desinspirada, mas os erros voltaram à defesa verde e branca e Vucinic aproveitou a fífia de Abel, o mau posicionamento de Tonel e deu os 3 pontos aos romanos.
Logo após o golo, Paulo Bento mete Paredes!!!!Para quê? Para evitar a goleada? Não era preciso, pois a Roma estava a jogar mal.
Djaló dá asco a ver jogar, mas ficou em campo. Ao invés foi tirando Vukcevic e Izmailov. O russo foi um dos melhores do Sporting e assim metendo mais gente na frente (o poste Purovic) o Sporting perdeu o fio de jogo!
Derrota muito amarga, pois senti que o Sporting podia ter ganho este jogo, mas com tantos erros só poderíamos sair derrotados do Olímpico de Roma!
Melhor em Campo: Izmailov. Viu-se que tem experiência internacional, não se intimidou e levou o Sporting para a frente. Para surpresa geral, foi substituído…
Romagnoli também esteve bem.

quinta-feira, outubro 11, 2007

Referências estrangeiras do futebol luso: Beto Acosta


A referência estrangeira desta semana foi um jogador que ficará para sempre no coração dos adeptos sportinguistas, pois foi um dos obreiros do título conquistado em 2000, depois de 18 anos de jejum. Falo-vos de Beto Acosta, conhecido em Alvalade por “El Matador”.

Acosta deu os seus primeiros passos no Union Santa Fé. Marcou 15 golos, em duas épocas. Mudou-se depois para o San Lorenzo, onde a sua veia goleadora chamou a atenção do Toulouse. Em França, tem a sua primeira experiência fora da Argentina, sem muito sucesso.

Acosta regressa à Argentina e ao San Lorenzo, onde só no Torneio de Abertura de 92 consegue se destacar, conseguindo um passaporte para o Boca Juniores. No clube de Maradona, ficou apenas uma época, ingressando depois no Universidade Católica do Chile.

Por terras chilenas, marcou 43 golos em duas épocas, transferindo-se para Yokohama Marinos, do Japão, para voltar depois ao clube chileno em 1997. Regressa novamente ao San Lorenzo, onde desperta atenção do Sporting.

Chega a Lisboa, na época de transferências de Dezembro, na temporada de 98/99. Numa das piores épocas de sempre do Sporting, em que os Leões terminaram no quarto lugar, Acosta apenas marcou três golos.

No entanto, o início do novo milénio seria mágico para o Sporting e para Acosta. Dezoito anos depois o Sporting voltaria a ser campeão nacional e Acosta foi um dos jogadores mais importante na conquista do título, marcando 22 golos. Na época seguinte, as expectativas em torno dos leões eram muitas. Com o ingresso de João Pinto e com o regresso de Sá Pinto, esperava-se muito mais deste Sporting, que cedo ficou arredado do título. Acosta, mesmo assim, esteve em bom plano, marcando 14 golos.

Voltou para o seu país, para o clube que sempre o recebeu, o San Lorenzo, dando por terminada a sua carreira em 2003.

Acosta foi um dos melhores avançados que passou pelo nosso país, com um sentido de baliza impressionante. Será certamente recordado para sempre para os lados de Alvalade.


Ficha Técnica:
Nome: Alberto Frederico Acosta
Data de nascimento: 23/08/1966
Naturalidade: Aerocena
Nacionalidade: Argentina
Posição: Avançado
Clubes que jogou: Union Santa Fé, San Lorenzo, Toulouse, Boca Juniores, Universidade Católica do Chile, Yokohama Marinos, Sporting
Internacionalizações: 19 (2 golos)

Palmarés como jogador:
Um campeonato português
Uma Supertaça de Portugal
Uma Taça Interamericana
Uma Taça Mercosul
Uma Taça sul-americana
Um Torneio de Abertura (Chile)
Melhor marcador do Torneio de Abertura, em 92
Melhor marcador do Campeonato Chileno em 94

segunda-feira, outubro 08, 2007

Sporting 3-0 Vitória SC

Estádio: Alvalade XXI
Assistência: 31 099 pessoas
Árbitro: Jorge Sousa

Ficha de Jogo
Sporting:
Stojkovic, Abel, Polga (76'), Tonel, Ronny (45'), Miguel Veloso, João Moutinho, Vukcevic, Romagnoli, Djaló (45') e Liedson
Jogaram ainda: Izmailov (45'), Purovic (45') e Marian Had (76')
Treinador: Paulo Bento

Vitória Guimarães: Nilson, Andrézinho, Geromel, Sereno, Luciano, Flávio (70'), João Alves, Desmarets, Alan, Carlitos (64') e Ghilas
Jogaram ainda: Miljan (64') e Rabiola (70')
Treinador: Manuel Cajuda

Cartões amarelos: Izmailov (63'), Miguel Veloso (69'), João Moutinho (88') e Sereno (14')
Cartões vermelhos: Nada a assinalar

OPINIÃO SPORTINGUISTA, por Acosta11
Grande jogo de futebol! Finalmente assisti a um bom jogo na Liga Bwin! O Sporting encontrou muitas dificuldades frente ao bem organizado Guimarães.

Começo pela arbitragem, que esteve abaixo da qualidade do jogo. Jorge Sousa errou no lance do 1º golo. Isto porque há falta sobre Vukcevic, o árbitro nada assinala e depois é o Montenegrino que faz falta. Condicionado pelo não assinalar da 1ª falta, o árbitro deixa seguir e surge dali uma jogada ofensiva que origina o 1º golo. Também os auxiliares estiveram em mau plano. Na 1ª parte Liedson cabeceia para golo, a bola passa a rasar o poste, mas o árbitro auxiliar assinalou MAL, um inexistente fora-de-jogo. Sorte para o trio de arbitragem que a bola não entrou. Na segunda parte, outra vez Liedson e outro lance que tirou tinta ao poste, com o auxiliar a marcar outra vez fora-de-jogo. Por tudo isto, má actuação da equipa de arbitragem.

Quanto ao jogo, gostei do Vitória na 1ª parte, embora muito tenro a defender e pouco acutilante no ataque. Cajuda abdicou do ponta-de-lança, mas o Sporting entrou com receio. Na segunda parte, boa atitude dos Leões, com um grande golo de Izmailov, a mostrar classe.
O segundo do Russo é já uma imagem de marca, com uma bomba a furar as mãos de Nilson (mal batido, diga-se).
No 3º golo, destaco que o Sporting tinha 3 homens na área, que foram suficientes para bater a defesa vimaranense. Tonel mostrou a Liedson como se faz.

Melhor em Campo: Izmailov. Só jogou 45’? Pois, mas mexeu com o Sporting e de que maneira. Foi o abre latas de uma defesa que embora com falhas ia chegando para um ataque fraquinho do Sporting.

Negativo do Jogo: Liedson e Djaló. O «Levezinho» anda arredado dos golos, mas pior que isso, não cria oportunidades de golo…
Quanto a Djaló, já disse tudo. Não tem classe para jogar nos Leões.

Positivo do Jogo:Os 3 pontos, os 3 golos e o golaço de Izmailov.



OPINIÃO VIMARANENSE, por Cláudia Bragança
Parece rídiculo dizer que uma equipa que perdeu 3-0 foi superior durante grande parte do jogo. Mas a verdade é que foi isso que aconteceu ontem à noite no Alvalade XXI e Manuel Cajuda tinha todas as razões e mais algumas para acreditar que este ainda não seria o jogo em que perderia a invencibilidade que durava há já largos meses.
Apresentou uma equipa que com um futebol ao nível a que tem habituado os seus adeptos, muito ofensiva, com jogo de qualidade e com o objectivo sempre centrado na baliza do Sporting.
Resultado disso, foi um domínio total da primeira parte não deixando que Nilson fosse uma única vez incomodado de forma séria pelos Leões.

Na segunda parte, Izmailov entrou e resolvou o jogo. Chega ao golo aos 60' e isso parece ter atordoado os homens do Vitória. Ao minuto 69' com a ajuda do relvado (?!) volta a bater Nilson num remate de longa distância e a partir daqui o Vitória perdeu-se completamente dando ainda oportunidade de Tonel colocar o resultado final em 3-0, aos 85 minutos.
É no entando um resultado extremamente pesado para uma equipa que mostrou atitude e futebol suficientes para sair de Alvalade com algo mais do que isto. Não temeu um minuto que fosse o adversário e mostrou mais uma vez o excelente momento que atravessa.
A derrota engana os ansiosos para que o Vitória caia, porque com estes jogadores e com esta qualidade, ainda vão ter de nos suportar em grande nível por mais algum tempo.
É pena o campeonato parar agora, porque o jogo com o Leiria seria, digo eu, digno de registo.

Melhor em campo
Geromel #19
Um senhor jogador. Brilhante. O melhor central do campeonato português. Relembro para quem possa duvidar, perante tamanha qualidade, que (só) tem 22 anos.

Arbitragem
Errou no lance que deu origem ao primeiro golo do Sporting, não assinalando falta sobre o Flávio. A decisão acabou por influenciar o desenrolar da partida, não permitindo por isso considerar uma arbitragem positiva de Jorge Sousa.

Pontos Positivos
- O Vitória continuar a dar festival em qualquer campo onde entra. Assim sim, vale a pena ver e ganhar jogos, a trabalhar para isso e a trabalhar bem.
- Geromel. Com muita pena minha, não deve continuar por muito tempo por Guimarães. Puro talento e pura classe do jovem central vitoriano.

Pontos Negativos
- Perder 3-0 a jogar assim? Até parece piada.

quarta-feira, outubro 03, 2007

Dínamo Kiev 1-2 Sporting C.P.



Liga dos Campeões – Grupo F – 2ª jornada
estádio: Estádio Olímpico de Kiev, na Ucrânia

Árbitro: Bertrand Layec (França)
Árbitros Assistentes: Eric Dansault e Christian Thoison.


Dínamo Kiev: Shovkovskiy; Vaschuk, Ghioane (Gusev, 55 m), Mikhalik, Gavrancic, El Kaddouri, Yussuf, Corrêa, Rincón, Milevskiy (Kleber, 57 m) e Shatskikh.

Treinador: Jozsef Szabo.
Suplentes não utilizados: Rybka, Fedorov, Rotan, Ninkovic e Markovic.
Disciplina: Cartão amarelo para Corrêa (54 m), Mikhalik (61 m) e Kleber (84 m).
Golo: Vaschuk (27 m).

Sporting: Stojkovic; Abel, Polga, Tonel, Ronny; Miguel Veloso, João Moutinho, Vukcevic (Izmailov, 67 m), Romagnoli (Paredes, 77 m), Yannick Djaló (Gladstone, 90 m) e Liedson.

Treinador: Paulo Bento.
Suplentes não utilizados: Tiago, Purovic, Farnerud e Celsinho.
Disciplina: Cartão amarelo para Polga (20 m) e Vukcevic (64 m).

Golo: Tonel (13 m) e Polga (38 m).

Finalmente a vitória que faltava! O Sporting conseguiu a sua primeira vitória fora na Liga dos Campeões, graças aos seus defesas centrais, que além de defenderem foram lá à frente mostrar como se faz!
O Dínamo de Kiev está claramente numa má fase, mas mesmo assim tem bons valores e criou muitas dificuldades aos comandados de Paulo Bento. O Sporting entrou bem no jogo e num canto marcou por Tonel. Quando pensava que íamos controlar e trocar a bola, veio à tona um Sporting tímido, sem experiência e com pouco estofo europeu. Foi com naturalidade que sofremos o empate.
Mesmo assim, a defesa do Dínamo continuava a dar brindes atrás de brindes e POLGA, digo bem, Polga, marcou ao fim de 1502 dias ao serviço dos Leões!
O Sporting teve mais uma ou outra oportunidade e o Dínamo também. Na segunda parte, os ucranianos entraram fortes e Polga e Stojkovic foram salvando os Leões. A comprová-lo está um mau atraso de Veloso, com Polga após vários metros de atraso a conseguir desarmar Kleber. Mesmo assim a bola ia para a baliza, valendo o sérvio Stojkovic.
A partir dos 65’ os ucranianos entraram em desespero e bombearam bolas para a área. Aí foi importante a entrada de Paredes e finalmente Veloso (até ali só tinha feito asneiras!).

Fora uma ou outra oportunidade esporádica, o jogo ficou mais controlado mas sem grande confiança, pois a bola quando rondava a área leonina era sempre um “ai Jesus!”. O Sporting sofreu porque não tem no ataque quem faça a diferença! Djaló isolado falhou o tranquilizador 1-3 e assim sofremos até ao fim.
No final valeu a vitória, histórica, num campo que tradicionalmente é difícil. O Sporting teve sorte: com o tempo (tão bom ou melhor que em Portugal), com o mau momento do Dínamo, mas soube aproveitar e isso é muito positivo.

Arbitragem: Globalmente bem.

Melhor em Campo: POLGA! Finalmente um golo e um jogo de sonho. Cortou tudo que havia para cortar, defendeu, distribuiu, atacou e organizou a equipa quando ela estava à deriva.

domingo, setembro 30, 2007

Derby Alfacinha - Benfica 0-0 Sporting

Estádio: Estádio da Luz, em Lisboa
Hora: 19:15
Assistencia: 48 222 espectadores
Árbitro: Pedro Henriques (Lisboa)

Benfica: Quim; Nélson, Luisão, Edcarlos e Léo; Katsouranis, Rui Costa; Maxi Pereira, Di María; Rodríguez; Nuno Gomes.
Suplentes: Butt,Cardozo, Zoro, Binya, Luís Filipe, Nuno Assis e Adu
Treinador: José Antonio Camacho

Sporting: Stojkovic; Abel, Tonel, Polga e Ronny; Moutinho, Romagnoli, Miguel Veloso e Vukcevic; Liedson e Yannick.
Suplentes:Tiago, Paredes, Adrien, Purovic, Farnerud, Gladstone e Celsinho.
Treinador: Paulo Bento

Muitas expectativas antes de um jogo que prometia decidir alguma coisa no campeonato, pelo menos para quem não espera que se repita a história habitual das equipas de Jesualdo Ferreira durante a segunda volta...

Visão Benfiquista por Paulo Matias

Pelo segundo ano consecutivo o estádio da Luz não esgotou para o derby eterno da cidade de Lisboa, na época passada o mau momento do Benfica justificou a “não enchente”, esta época a chuva aliada ao mau momento das duas equipas justificam os 10 mil bilhetes por vender. Não deixa de ser preocupante, quando já se tinha adquirido o hábito de ver os estádios cheios para os grandes jogos em Portugal...

Camacho decidiu lançar Luisão na equipa titular e deixar “Cardos9” no banco de suplentes, o primeiro foi o elo mais fraco da defesa encarnada e o segundo notou-se pela ausência de golos marcados, se bem que ele por si só não os garanta!
A luta no miolo era titânica, Maxi Pereira, Katsouranis e Rui Costa estavam muito bem nas marcações e respectivas compensações ao meio campo leonino, especialmente o Uruguaio que esteve em grande nível. Uma primeira parte bem dividida resultou em alguns lances de perigo para uma e outra baliza, Rui Costa de um lado e Miguel Veloso e Djalo do outro quase marcaram...

Na segunda parte ficou a ideia que os 2 técnicos estavam satisfeitos com o empate, Camacho esperou nitidamente que Paulo Bento mexesse na equipa para reagir – apenas aos 70’ após a primeira alteração no Sporting colocou alguém a aquecer – e nem assim o espanhol arriscou alguma coisa, limitou-se a executar trocas simples entre jogadores para a mesma posição.

Houve polémica para alimentar este derby, 3 lances prometem fazer colocar este jogo na actualidade durante vários dias, primeiro pareceu-me claro o derrube de Katsouranis sobre Romagnoli, mais tarde fiquei com a ideia que o arbitro auxiliar se precipitou ao interromper o jogo para assinalar mão do mesmo grego, ele tinha o braço colado ao corpo e penso que Pedro Henriques esteve bem em não assinalar nada. Para terminar Moutinho derruba Adu dentro da área, tenho quase a certeza que se não são os outros 2 lances polémicos Pedro Henriques assinalava esta grande penalidade clara, mas desta forma ficam as 2 comadres em pé de igualdade!

O meu destaque neste jogo vai para Edcarlos, após a boa exibição em Braga este Brasileiro a provar que Luisão é o elo mais fraco na defesa encarnada esta época, vou ter pena de ver David Luiz ou mesmo este Edcarlos sentados no banco de suplentes devido à “eterna titularidade” de Luisão, e após toda a classe que o melhor central a jogar em Portugal demonstrou do outro lado, fiquei ainda mais parvo como pode ele representar a selecção brasileira...

Resumindo, faltou um estádio cheio e alguns golos para animar o povo, pois o resto esteve lá!...

Visão Sportinguista por Antero Almeida

Final de tarde molhada na Luz (infelizmente pude sentir isso na pele), onde a ansiedade era mais que muita dos dois lados da barricada, pois era fulcral ambas as equipas ganharem, para não verem o Porto “fugir”.

O início do jogo mostrou um Benfica mais empenhado e organizado, em muito empurrado pelo seu público, demonstrando mais objectividade que os pupilos de Paulo Bento. Passado esse fulgor inicial (cerca de dez minutos), em que o Benfica pressionou mais, ainda que sem grandes lances de perigo – excepção feita ao remate de Rui Costa aos 8’ que Stojkovic consegui suster com alguma dificuldade - , o Sporting foi-se impondo aos poucos e instalou-se no meio campo benfiquista, à medida que a chuva ia abrandando.

O Sporting ia controlando as operações, até que surgiu um dos lances do jogo, aos 20’ e em que Romagnoli é derrubado por Katsouranis quando aquele se dirigia à baliza. Pedro Henriques pareceu ficar intimidado pelos adeptos benfiquistas que protestaram com veemência TODAS as faltas assinaladas no jogo contra a sua equipa, e mandou jogar. O jogo continuou disputado até ao intervalo, esperando-se, no entanto, que a segunda parte trouxesse novidades que pudessem animar a partida.

No intervalo singela “homenagem” aos “Lobos” (nota para a JUVE LEO que cantou o hino para contrapor as tímidas palmas do resto do estádio).

Regresso das equipas ao relvado sem alterações. O Benfica volta a entrar melhor, mas desta feita o Sporting reage mais rapidamente, voltando a dominar o jogo e a criar as melhores oportunidades – aos 52’ o “Levezinho” que já deixou de resolver há muito, falha na cara de Quim, o mesmo acontecendo a Tonel na sequência do canto. Faltavam os golos para aquecer a noite, até que Paulo Bento, talvez impedido de raciocinar por causa da chuva, decide substituir Vukcevic – que efectivamente não entrou no jogo – pelo Sueco Farnerud, um jogador homogéneo e valor garantido de más exibições. Não tem banco? Efectivamente não, mas Farnerud na Luz? Não contente decide, já perto do final do jogo mandar entrar, para o lugar de Djaló (que não esteve tão mal como em Guimarães – era complicado fazer pior), uma cópia do Ronaldinho, de que ninguém conhece ainda alguma qualidade (em Guimarães mete o Abel quando podia lançar o puto para partir os centrais, e em pleno Estádio da Luz é que lhe quer dar confiança?!!?)

Aos 71’, mais uma palhaçada de Pedro Henriques que apita com veemência o penalti (por mão de Katsouranis) prontamente assinalado pelo assistente, que afinal se transformou... numa bola ao solo... ... !!?!?!!

Nota ainda para a grande jogada de Romagnoli, a merecer golo, aos 81’. Nos últimos minutos as equipas, mais o que ganhar, não quiseram perder e arriscaram pouco, ainda que o Benfica fosse mais pressionante, contudo sem consequências.
No fim, o empate acaba por ser benéfico para o Porto, que assim escapa aos rivais, sendo no entanto o resultado mais justo. A haver um vencedor, este teria de vestir de verde e branco, pois as melhores oportunidades de golo durante o jogo foram criadas pelos homens de Alvalade.

Nota negativa (mas negativa com pontos negativos) a Pedro Henriques que foi apitar o “Derby” em estado de graça pela terceira vez consecutiva e saiu em vergonha (se a tiver), depois de dois penaltis não assinalados ao Sporting e um ao Benfica; três cantos que não viu a favor dos Leões e dois ao clube da Luz e várias faltas merecedoras de cartão que passaram impunes, pois é um árbitro que “deixa jogar”. Esperemos pelo comunicado do Sr. Vítor Pereira.

Nota igualmente negativa para os treinadores, que não tiveram ambição. Qualquer deles podia ter ganho o jogo se fizesse um pouco mais. Incompreensíveis as substituições de Paulo Bento.

Chegou a Alvalade como desconhecido para a maioria, e depois de um normal processo de adaptação acabou por vingar. Fui um dos que duvidei da sua qualidade, mas hoje Romagnoli é um valor seguro no plantel do Sporting. Correu quilómetros, jogou e fez jogar, partindo várias vezes a defesa benfiquista com passes rasgados e diagonais que os avançados leoninos trataram de desperdiçar.

Fotografias gentilmente cedidas pela City Files

segunda-feira, setembro 24, 2007

Leões Amadores vs Setubalenses com Garra

Estádio José Alvalade, em Lisboa
Árbitro: Paulo Baptista (Portalegre)
Espectadores: 35.000

SPORTING: Stojkovic; Abel, Gladstone (Izmailov, 45 m), Polga, Ronny, Miguel Veloso, Farnerud (Romagnoli, 45 m), Vukcevic (Yannick Djaló, 72 m), João Moutinho, Purovic e Liedson.
Treinador: Paulo Bento.
Suplentes não utilizados: Rui Patrício; Paredes, Tonel e Celsinho.
Disciplina: Nada a assinalar.
Golos: João Moutinho (64 m g.p.) e Purovic (86 m).
V. SETÚBAL: Eduardo; Janício, Auri, Robson, Jorginho, Sandro, Ricardo Chaves (Filipe, 82 m), Elias, Paulinho (Bruno Ribeiro, 57 m), Pitbull (Leandro, 62 m) e Matheus.
Treinador: Carlos Carvalhal. Suplentes não utilizados: Marco Tábuas, Hugo, Edinho e Leo Macaé.
Disciplina: Cartão amarelo para Auri (63 m) e Ricardo Chaves (79m).
Golos: Elias (42 m) e Matheus (78 m).


OPINIÃO SPORTINGUISTA POR ACOSTA

Para minha desgraça o Sporting empatou e empatou bem. Tinha-me queixado da qualidade dos jogos da liga portuguesa, pois tinha visto os jogos da Figueira da Foz, Braga e Paços de Ferreira e de facto o jogo de Alvalade foi diferente desses todos. O Setúbal veio de peito aberto, a explorar bem o contra-ataque e aproveitou a falta de atitude dos Leões.
Com naturalidade saiu de Alvalade com um ponto e o Sporting vê os Dragões fugirem num inicio de Liga periclitante.
Paulo Bento “inventou” e deu-se mal. O Setúbal provou que não era a equipa ideal para promover a rotatividade no plantel. Esta ousadia do jovem treinador pagou-se caro, com a perda de 2 preciosos pontos.
Bem sei que pelo meio houve muita ineficácia (quer atacante, quer defensiva), mas há coisas que não se percebem! Mudar de central num jogo com uma equipa que contra-ataca bem? Meter o sueco Farnerud e apagar Moutinho colocando-o a 10? Foi penoso…
Gostei particularmente das exibições de Moutinho (que grande atitude) e Vukcevic, que incompreensivelmente foi substituído por Paulo Bento.
Simplesmente horrível estiveram Stojkovic, Ronny, Farnerud (esteve em campo???), Gladstone (é internacional Brasileiro? Sim sr., que belas convocatórias faz o Dunga) e Paulo Bento, que falhou totalmente neste jogo!
No meio desta desgraça escolhi Abel como o melhor em campo. Pois é, apesar do próprio 78 ter reconhecido que fez uma “primeira parte horrível!”, a verdade é que na segunda impediu males maiores para o Sporting. Primeiro evita em esforço que Matheus faça o 0-2, depois sofre a falta que nos dá o 1º golo, e finalmente, já com os jogadores desesperados e o público à beira de um ataque de nervos cruza para Purovic empatar de cabeça.
Purovic, que teve nos pés a vitória, mas rematou cruzado e sem eficácia, também ele esbanjando dois pontos.
Arbitragem: Não assinalou um penalty evidente de Gladstone sobre Matheus quando estava 0-0. No resto, é um árbitro complicativo e que detesto ver apitar. Queima tempo que é um disparate e quebra qualquer ritmo de jogo. Deve ter estado a ouvir o relato do seu clube antes e veio para o campo com alguma azia…


OPINIÃO VITORIANA POR MIX

Depois de sete jornadas, e já ter recebido o Sp. Braga e se ter deslocado a Alvalade, quem diria que o Vitória nesta altura do campeonato já tivesse 7 pontos e continuasse invicto? Lindo! Por falar em lindo,....



Mas vamos ao que interessa. Ao ver as constituições das equipas, apercebi-me logo que o Paulo Bento estava a subestimar o Vitória. 4 alterações, e deixar Romagnoli de fora, que nesta altura é imprescindivel no meio-campo ofensivo do Sporting (quem diria), mostrou uma clara falta de respeito pelo adversário. Mas o que não mata, torna-nos mais fortes, portanto, o jogo começou e o Sporting não conseguiu pegar no jogo e a gente lá foi avançando no terreno pondo algum veneno no jogo. Os “gatinhos” fizeram uma péssima primeira parte, apontando só 2 remates com perigo que Eduardo defendeu em grande estilo. Já os gofinhos pareciam verdadeiros tubarões. Perto do final da primeira parte, Elias fez o gosto ao pé, e o resultado que transitou para segunda metade foi justo.

Paulo Bento pôs a mão na consciência e mexeu logo duas vezes ao intervalo com o objectivo de atacar mais. Aos poucos foi conseguindo, mas o Vitória tinha a lição bem estudada. Pareciamos uma equipa italiana que sabia defender e sair para o contra-ataque exemplarmente. Uma hora de jogo e o resultado na mesma, fez com que se começasse a notar o peso das camisolas. O Sporting empatou de grande penalidade por João Moutinho, e 14 minutos depois o Matheus fez das suas (com alguma ajuda do relvado) e colocou os sadinos de novo na frente do marcador. E penso que foi a partir deste instante que o Sporting começou a jogar à bola. O poder ofensivo, a pressão e com a ajuda dos adeptos, os atuais vice-campeões fuzilavam o Vitória até marcar já a 4 minutos do fim. Já satisfeitos com o empate, começamos a defender e tivemos de sofrer imenso até ao fim. Resultado final: 2-2 “Mais” que justo! E este “mais” demonstra alguma da minha insatisfação e tristeza com o facto de não termos ganho. Porquê? A resposta tem a ver com a arbitragem.

O Sporting empatou com uma grande penalidade que deveria ter sido um livre fora da área. O segundo golo dos leões foi irregular pois antes do Abel cruzar, Liedson jogou a bola com a mão. Os critérios foram variando ao longo do jogo, e quando havia razão para marcar falta na àrea do Sporting (devido a falta sobre Matheus), o apito pura e simplesmente continuou em silêncio. Triste! A haver um vencedor justo neste encontro, teria que ser o Vitória. Se não o foi, só há um culpado: Sr. Árbitro Paulo Baptista. Já estamos habituados a essas coisas cá em Portugal, é certo, mas já começa a chatear um pouco? Ou não? Valerá a pena eu classificar a arbitragem? Penso que não...

Mais uma vez o melhor em campo foi o Matheus. Mas desta vez com mais mérito, porque defrontou uma equipa candidata a Campeão cheio de jogadores que jogam pelas suas selecções. Baralhou completamente as contas à defesa sportinguista com as suas fintas e mudanças de velocidade repentinas. Brilhante! Só me pergunto uma coisa: Como é que o Braga empresta um jogador destes?

sexta-feira, setembro 21, 2007

Referências estrangeiras no futebol luso: Elpídio Silva



O jogador que hoje vos trago é conhecido de todos vós – não só porque foi, durante um determinado período, um dos máximos goleadores a jogar em Portugal mas também porque esse período faz parte de um passado recente. Elpídio Pereira da Silva Filho, ou apenas Silva, é a Referência Estrangeira de hoje.

Nascido no Brasil, mais precisamente em Campina Grande, Silva começou a jogar no Atlético Mineiro. Contudo, a permanência no seu país de origem foi muito curta e cedo, com 22 anos, se aventurou em terras asiáticas. O Japão foi o destino e o Kashima Reysol o clube que o acolheu. Depois de jogar duas épocas no outro lado do planeta, veio para o nosso país, onde se tornou relativamente conhecido internacionalmente. Foram os responsáveis do Sporting de Braga que se interessaram pelos seus golos marcados com a camisola do conjunto nipónico e decidiram avançar para a sua contratação.

No Braga, rapidamente se integrou. Pegou de estaca, como costuma dizer-se. Os 16 golos marcados na primeira temporada no nosso campeonato fizeram logo mudar o olhar dos adeptos que olhavam agora para Silva como um avançado temível. Corpulento e letal, Silva alcançou uma média de 0,5 golos por jogo – 32 jogos, 16 golos. Na segunda época só apontou 5 golos em 25 jogos mas continuou a ser uma pedra importante para a manobra arsenalista.

O que é certo é que, mesmo contando apenas com meia dezena de golos, o Boavista decidiu ir buscá-lo. A equipa do Bessa alcançara um soberbo 2º lugar no campeonato português em 1998/99 e quedara-se pela 4ª posição em 1999/00. Assim sendo, com vista a retomar o pódio, em 2000/01 avançou para a compra do brasileiro. Resultado: campeões nacionais. Silva tornou-se a principal referência no ataque boavisteiro e com 21 jogos e 11 golos caiu nas graças dos adeptos do Boavista. Em 2001/02 não chegou a um número de golos com dois dígitos – ficou-se pelos 8 golos – mas a sua importância manteve-se. Prova disso são os 27 jogos disputados. Além disso, o Boavista jogou nessa época na Liga dos Campeões – histórico. Silva vai ficar eternamente marcado na história do clube por ter sido o artilheiro de serviço numa época de glória europeia. Se o campeonato e consequente qualificação para a Liga Milionária eram, desde já, um dado surpreendente, o facto de o Boavista ter garantido o apuramento para a 2ª Fase de Grupos é ainda mais. Desde dois empates, 1-1, diante do Liverpool, passando por vitórias sobre Dínamo de Kiev e Borussia de Dortmund, o Boavista fez o que ninguém esperava. Na 2ª Fase de Grupos ainda conseguiram bater o Nantes e ficar à sua frente no grupo. Mesmo assim, Manchester United e Bayern de Munique foram demasiado poderosos para serem ultrapassados.

Em 2002/03 fez a sua última época pelo Boavista. 30 jogos e 10 golos no campeonato é o seu registo. Além disso, a destacar a mítica meia-final a que o Boavista, com glória, chegou. Foi um percurso notável. Deixando para trás clubes como Maccabi Tel Aviv, Anorthosis Famagusta, Paris Saint-Germain, Hertha de Berlim ou Málaga, o Boavista só foi travado pelos escoceses do Celtic de Glasgow, que viriam a perder a final para os arqui-rivais do Boavista, o FCPorto.

Estava na altura de dar o salto. É claro que os anos em que Silva andou de xadrez ao peito foram os anos mais fantásticos da história do Boavista. No entanto, o Sporting ainda conservava um estatuto superior e acabou por se mudar do Porto para Lisboa, do Bessa para Alvalade, dos Pumas para os Leões. A experiência é que não foi muito positiva e aqui se iniciou o processo de declínio da carreira do jogador.

Após uma época menos conseguida no Sporting acabou por jogar uma época emprestado ao Vitória de Guimarães, sempre longe da forma que havia exibido no Braga e especialmente no Boavista.

A ida para o estrangeiro, para representar equipas como o Derby County (Inglaterra) ou o Corinthians Alagoano (Brasil) não foi muito bem sucedida. Ainda tentou voltar a jogar no Oriente, desta vez na Coreia, pelo FC Bluewings mas parece que definitivamente Silva deixou de ter o sucesso de outrora. Esta época chegou a ser falado para reforçar algumas equipas da Liga Bwin, em Portugal, algo que nunca chegou a ser consumado. Assim, e depois de ter ficado cerca de um mês no Iraklis da Grécia, mudou-se definitivamente para o Chipre a fim de jogar ao serviço do Alki Larnaca.

Hoje, aos 32 anos, Silva é recordado como o “Pistoleiro” e um dos grandes nomes do momento de maior destaque do Boavista a nível nacional e europeu. Depois de duas épocas de bom nível no Braga, onde colheu a simpatia de muitos, fez três temporadas de grande categoria no Bessa e é por essas três temporadas que figura na lista das Referências Estrangeiras do Futebol Luso. Quem não se lembra dos seus golos, da sua “raça à Pacheco”, do seu futebol físico e eficaz? Quem não se lembra do seu modo de festejar os golos, como que a dar tiros na cabeça e a atirar-se para o chão? Elpídio Silva, um nome que nunca os portugueses, em particular os boavisteiros, deverão deixar de recordar.

Ficha Técnica:

Nome: Elpídio Pereira da Silva Filho
Data de nascimento: 19/07/1975
Naturalidade: Campina Grande
Nacionalidade: Brasil
Posição: Avançado
Clubes que representou como jogador: Atlético Mineiro, Kashiwa, Sp. Braga, Boavista, SportingCP, Vitória de Guimarães, Derby County, Corinthians, FCBluewings, Iraklis e Alki.
Internacionalizações: -

Palmarés:
1 Campeonato Português (2001)

quinta-feira, setembro 20, 2007

Leõezinhos vs Man. United


Estádio: Estádio Alvalade XXI
Árbitro: Herbert Fandel (Alemanha)
Espectadores: 40.000

Sporting: Stojkovic; Abel, Polga, Tonel e Ronny (Pereirinha, 73 m); Miguel Veloso, João Moutinho e Izmailov (Vukcevic, 56 m); Romagnoli (Purovic, 67 m), Yannick Djaló e Liedson. Treinador: Paulo Bento

Manchester United: Van Der Sar; Wes Brown, Ferdinand, Vidic, Evra; Carrick, Scholes e Nani; Giggs (Anderson, 77 m), Cristiano Ronaldo (Carlos Tévez, 85 m) e Rooney (Saha, 71 m). Treinador: Alex Fergunson

Golo: Cristiano Ronaldo (62 m).

Os milhões fizeram a diferença! Foi num detalhe que o Sporting perdeu o jogo, uma perda de bola a meio campo, um bom cruzamento e o prodígio da nossa “cantera” a atraiçoar-nos…
O jogo foi bom, bem jogado e com oportunidades de golo para ambas as partes. Até ao intervalo dominamos nós e do Man. United pouco se viu!
Depois, na segunda parte veio o tal lance, o detalhe e o nosso sonho acabou. A equipa caiu muito e não acreditou que podia sequer empatar. Respeito sim, mas subserviência não! Os leõezinhos de Paulo Bento acabaram por ser subservientes e encararam o 0-1 como um resultado normal. Não devia ser assim, devíamos ter ido para cima deles…Mas os milhões deles correm mais, têm mais técnica e melhor cultura táctica.
Como adepto fiquei triste, mas gostei de partes do jogo, principalmente dos primeiros 55 minutos.
O facto do golo de Ronaldo ser aplaudido? Mostra apenas que em Portugal e na Europa somos diferentes, mas mostra também a nossa debilidade competitiva!

Nada está perdido, mas com uma super Roma e um Dínamo de Kiev bem organizado, o Sporting vai sofrer. No Sporting gostei do jogo de Polga e Veloso. Ao invés, Moutinho, Djaló, Ronny e companhia não existiram. Mesmo assim o melhor em campo não foi verde e branco, foi o trintão

(36) Van der Sar, que com 3 boas defesas deu outros tantos pontos ao United!
Estar na Champions é bom, mas é necessário entrar de outra forma, mais realista. Mas na globalidade, o jogo do Sporting foi aceitável: mais remates, mais remates à baliza, mais posse de bola, mas sem marcar…
O Negativo, mesmo muito negativo, foi o estado do relvado: Péssimo!