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sexta-feira, setembro 21, 2007

B. LEVERKUSEN 3 - U. LEIRIA 1



FICHA DE JOGO

A União de Leiria viajou até à Alemanha, ao mítico BayArena para defrontar o Bayer Leverkusen, numa partida a contar para a 1.ª mão da 1.ª eliminatória da Taça UEFA, onde chegou através da Taça Intertoto. Temia-se o pior para os portugueses, que apesar de derrotados deram a ideia de puderem fazer mais.

BayArena, em Leverkusen
Hora: 16:15 (hora portuguesa, mais uma na Alemanha)
Árbitro: Vladimir Hrinak (Eslováquia)



B. LEVERKUSEN:
Adler, Castro, Friedrich, Hagui e Gresko; Vidal, Rolfes, Schneider, Kiessling e Barnetta; Gekas

Suplentes: Fernandez, Faty, Sinkiewicz, Serpei, Barbarez, Bulykin e Papadopoulos

Treinador: Michael Skibbe

U. LEIRIA:
Fernando, Éder, Bruno Miguel, Éder Gaúcho e Laranjeiro; Alhandra, Tiago, Cadú e Paulo César; João Paulo e Lukasiewicz

Suplentes: Rafael, Hugo Costa, Toñito, Marco Soares, Faria, Sougou e Maciel

Treinador: Paulo Duarte

Ao Intervalo: 2-1
Marcadores: (Kiessling 18’; João Paulo 28’; Rolfes 31’ e Kiessling 78’)
Disciplina:
Cartão Amarelo: Gresko (47’e 79’), Lukas (47’), Faria (51’e 87’), Vidal (55’) e Sougou (79’)
Cartão Vermelho: Gresko (79’) e Faria (87’)

ANÁLISE LEIRIENSE:
Antes de mais, peço desculpa aos senhores da comunicação social pelas maldições que eu lhes roguei: o jogo foi transmitido pela SporTV 2. Mas não tinha sido anunciado na grelha de programação, daí o meu rol de maldições mais profundas.

O jogo foi um pouco aquilo que esperava. A minha UDL saiu derrotada, mas mostrou uma classe superior à da equipa alemã, historicamente mais forte. Paulo Duarte optou por apostar no meio campo, com Tiago e o estreante Lukas – o poderoso polaco, que faz lembrar Slusarsky. O ataque foi entregue a João Paulo (dois golos na Liga), Paulo César e Cadu da Silva. Na defesa, os mesmos: Éder Bonfim, Éder Gaúcho, Bruno e Laranjeiro, a capitão. Surpresa na inclusão de Alhandra.

João Paulo voltou a justificar a sua contratação e o golo marcado, é um claro sinal para que Paulo Duarte continue a apostar nele. O guarda-redes Fernando foi enormeeeeee… foi, sem sombra de dúvida, o melhor activo leiriense. Cheguei a temer quando houve uma carga sobre ele.

Mas resumindo e baralhando, fiquei muito satisfeita com a atitude da equipa: deram luta e não mostraram nervosismo por estarem a defrontar uma das míticas equipas europeias. Certo que o Bayer Leverkusen de hoje, não é o mesmo de há 10, 15, 20 anos… mas o respeito conquista-se com os anos. Se acredito num melhor resultado na 2.ª mão? Sim, acredito! Talvez em Leiria, o clube alemão não relativize tanto a UDL como o fez, e tenhamos um bom espectáculo de futebol.

Arbitragem: Já vi melhores arbitragens. Fico com a dúvida se, na recta final do jogo, não deveria ter sido assinalada grande penalidade de falta sobre Sougou. Mas dou o benefício da dúvida, porque não houve repetição desse lance.

Pontos Positivos: A exibição foi francamente positiva, apesar do resultado. Os alemães sentiam-se muito mais pressionados do que os portugueses. Com os golos fomos perdendo alguma estabilidade emocional, mas nada que se compare com a supresa que criámos ao Bayer. Tínhamo-los melhor estudados do que eles a nós.

Pontos Negativos: A (nova) expulsão de Paulo DUARTE – não é engano, mas tanto na TV, como na Internet, os senhores jornalistas insistiam em Paulo Renato.
A expulsão de Hugo “Tractor” Faria – muita falta faz este rapaz. Mas ele devia ter cabecinha fria o suficiente para não fazer asneira depois do 1.º amarelo. Arriscou e a equipa é que o perdeu para a 2.ª mão.

Melhor em Campo: FERNANDO. O guarda-redes brasileiro é gigante. Arrisco-me a dizer que a UDL começa a ser demasiado pequena para o seu talento. Se não fosse o “Fernandão Grandão”, a UDL não teria perdido só por três golos.

sexta-feira, agosto 31, 2007

Sorteio Taça UEFA

Hoje, ao meio-dia, no Mónaco, decorreu o sorteio da Primeira Eliminatória da Taça UEFA. Conseguimos colocar as 4 equipas nesta eliminatória, embora a União Leiria tenha de ter passado por duas pré-eliminatórias, uma delas na Taça Intertoto. O Sp. Braga, era a única equipa que partia para este sorteio como cabeça de série e o único que tinha a tarefa mais acessível. Belenenses, Paços Ferreira e União Leiria esperavam o menor “azar” possível.

Porém não foi isso que sucedeu, Os Belenenses, tiveram de longe o pior sorteio de todas as equipas europeias envolvidas nesta eliminatória, calhando com os alemães do Bayern Munique, que até agora é o maior favorito à vitória final nesta competição.

O Paços Ferreira também se pode queixar do sorteio, uma vez que calhou com uma equipa habituada a ir longe nesta competição. Os holandeses do AZ 67 Alkmaar devem contar não só com o seu potencial mas com a inexperiência europeia dos portugueses.

O União Leiria calhou também com uma equipa alemã, o Bayer Leverkusen, que neste momento é uma sombra da grande equipa europeia que foi em tempos nao muito idos. Contudo é sempre uma equipa alemã. No entanto a equipa do Lis pode ter uma palavra a dizer, a não ser que se perca na inexperiência como o Paços de Ferreira.

Por último o cabeça de série Sp. Braga, com um sorteio “assim-assim”, nem bom nem mau. Uma equipa Suéca do meio da tabela para cima e que acabou a época passada no terceiro lugar, mas com muita rodagem a nivel europeu. Foi campeão sueco em 2001. Encontram-se no 8º lugar do campeonato mas em casa mostram ser uma equipa fortíssima, e em 9 jogos tem 7 vitórias e 2 derrotas com 15 golos marcados e apenas 3 sofridos.

Em relação aos outros jogos temos alguns muito interessantes.

O Atlético Madrid de Simão, Maniche, e Zé Castro, parece ter uma tarefa muito simples defrontando os turcos do Kayseri Erciyesspor, que desceram de divisão. José Peseiro e o seu Panathinaikos encontram o Artmedia. Teremos portugueses dos dois lados também no Tottenham Hotspurs contra o Anorthosis. E em termos de eliminatórias interessantes, o Lens de JP Papin recebe o FC Copenhaga, e o “azarado” Dinamo Zagreb que também veio eliminado da Liga dos Campeões pelo Werder Bremen, agora encontra o não menos forte Ajax. Os espanhóis do Getafe defrontam o FC Twente da Holanda. Rapid Viena frente a Anderlecht e Nuremberga versus Rapid Bucareste, podem ser também jogos interessantes.

Pela parte “negativa” ou desnivelada do sorteio podemos encontrar: Everton contra o Metalist Kharkov (Ucrânia), Bolton Wanderers frente ao Rabotnicki (Macedónia) e Villareal versus BATE Borisov (Bielorrussia).

Os jogos sairam por esta ordem:

Midjityland – Lokomotiv Moscovo
Groningen – Fiorentina
Rabotnicki – Bolton Wanderers
AEK Athenas/Sevilha – Red Bull Salzburg
Nuremberga – Rapid Bucareste
Everton – Metalist Kharkov
FC Zenith – Standard Liège
Bayer Leverkusen – União Leiria
Villareal – BATE Borisov
Sion – Galatasaray
Atlético Madrid – Kayseri Erciyesspor
Bordéus – Tampere United
Panathinaikos – Artmédia
Sparta Praga – OB Odense
FC Zurique – Empoli
Sochaux – Panionios
Rapid Viena – Anderlecht
Paços Ferreira – AZ 67 Alkmaar
Sampdória – Aalborg
Spartak Moscovo – Haecken
Hammarby – Sp. Braga
Larissa – Blackburn Rovers
Mladà Boleslav – Palermo
Dinamo Zagreb – Ajax
Rennes – Lokomotiv Sófia
Brann Bergen – Club Brugges
Bayern Munique – Belenenses
Aberdeen – Dniepr
SC Heerenveen – Helsingborgs
Toulouse – CSKA Sófia
Hamburgo – Liteks Lovech
FK Sarajevo – Basileia
Austria Viena – Vaalerenga
AIK Estocolmo – Hapoel Telaviv
Aris Salónica – Zaragoza
Dinamo Bucareste – Elfsborg
Tottenham Hotspurs – Anorthosis
Lens – FC Copenhaga
Getafe – FC Twente
Groclin – Estrela Vermelha


Os jogos realizam-se a 20 de Setembro e 4 de Outubro, primeira e segunda voltas respectivamente.

Lembrem-se, não há vencedores antecipados... Vamos todos aos estádios apoiar as nossas equipas!

quinta-feira, maio 17, 2007

Final da Taça UEFA

Numa Final Espanhola, em Glasgow, o Sevilha conseguiu o feito de vencer a Taça UEFA em 2 anos concecutivos, tal como o Real Madrid em 1985 e 1986, após bater o Espanyol na decisão por GP!


Numa final muito disputada, os Catalães começaram melhor, mas foram os Andaluzes que obtiveram a vantagem, aos 18', através de um contra-ataque, iniciado no GR Palop e concluído por Adriano!
10' mais tarde, já Riera lograva igualar o marcador, após uma grande jogada individual, culminada com um remate de Pé Direito, que embateu num defesa do Sevilha e traiu o seu GR... O Extremo-Esquerdo foi sempre o Melhor Jogador dos «Azuis e Brancos».

O Espanyol, que já havia perdido a Final de 1988 por GP, começou muito melhor a 2ª parte, imprimindo dinâmica ofensiva ao seu Futebol e encostando os Sevilhanos «às cordas». Contudo, a expulsão de Moises, quase deitou tudo a perder...
Já no Prolongamento, Fredéric Kanouté restableceu a vantagem para os Andaluzes, mas uma vez mais, os Jogadores do Espanyol foram autênticos Heróis e Jônatas tornou a empatar a contenda para desespero de Palop!

O GR do Sevilla porém, acabou por ser o Melhor Jogador em Campo, pois na decisão pelas GP, Palop defendeu praticamente todas, dando assim o Triunfo ao Sevilha...

sexta-feira, abril 13, 2007

SL Benfica 0-0 Espanyol

Estádio: Estádio da Luz
Espectadores: 55.000
Árbitro: Claus Bo Larsen (Dinamarca)

SL Benfica: Quim, Nelson, Anderson, David Luiz e Léo, Petit, Karagounis e Rui Costa, Simão, Miccoli e Nuno Gomes.
Treinador: Fernando Santos. Jogaram ainda: Mantorras, Dérlei e Katsouranis.

Espanyol: Gorka, Zabaleta, Torrejón, Jarque e Chica, Ito, Moisés, Riera, Luís García e De la Peña, Pandiani.
Treinador: Ernesto Valverde. Jogaram ainda: Eduardo Costa, Corominas e Jonatas.

O Benfica acordou do sonho de chegar á final de Glasgow. A falta de sorte, aliada á falta de eficácia voltaram a ser determinantes para o desfecho da eliminatória.

Fernando Santos operou algumas alterações no onze encarnado, deixando Katsouranis no banco e promovendo a entrada do maestro Rui Costa, que tão bons resultados tem dado, após a sua entrada. Com esta alteração, o Benfica passou a jogar em 4x3x3, com Simão encostado á esquerda e Miccoli á direita, mas sempre em rotação, ou seja, trocando constantemente as posições na tentativa de baralhar o sector mais recuado do Espanyol. Do lado dos visitantes, já se sabía, vinham tentar defender o resultado obtido na primeira mão, e assim jogaram em 4x2x3x1, com Ito e Moisés como jogadores mais recuados do meio campo, e Pandiani sozinho na frente, ele que é o melhor marcador da competição, com 10 golos apontados. Riera e Luís García caíam nas alas e De laPeña foi o motor da equipa, por onde passava todo o jogo do Espanyol.
O Benfica entrou ligeiramente diferente dos outros jogos, mas ainda assim não ao nível daquilo que nos habituou. Karagounis foi o primeiro a criar perígo, ao minuto 7, mas o remate espontanêo do grego, do meio da rua, acabou por sair ao lado do poste da baliza de Gorka. O Espanyol tentou responder e na sua melhor arma, o contra-atque e sempre utilizando a ala esquerda, com Riera a pôr a cabeça em água a Nelson, á semelhança do que já tinha acontecido na primeira mão, e também Pandiani, que descaía para essa zona, surge a melhor oportunidade de golo dos forasteiros, com o uruguaio a tentar uma espécie de cruzamento-remate, com a bola a bater com estrondo no poste da baliza de Quim. No seguimento da jogada, novamente Riera a cruzar, mas a defesa afastou. A resposta encarnada não tardou, e veio através dos pés de Simão, mas o remate do jogador acabou desviado para canto, do qual não surgiu nada digno de registo. Depois de um primeiro quarto de hora algo emocionante, o jogo começou a decair de intensidade, muito por culpa da atitude defensiva dos jogadores do Espanyol, que jogavam todos atrás da linha da bola, o que deixou os jogadores mais criativos do Benfica sem espaço para sair a jogar. Ainda assim, o perígo voltou a rondar a baliza de Gorka, mas apenas através de lances de bola parada. Aos 25 minutos, um lívre apontado por Rui Costa levou algum perígo á área do Espanyol, mas Pandiani, que também defendeu, acabpou por afastar. Minutos depois, a melhor situação de golo para os encarnados, através de um canto apontado por Simão, com Nuno gomes a desviar ao primeiro poste, e David Luiz a chegar atrasado á emenda ao segundo. O Benfica continuou a pressionar e a empurrar os jogadores do Espanyol para o seu meio campo, o que resultou numa sequência de faltas e de paragens, que fez com que o final da primeira parte fôsse algo aborrecido. Ainda assim o Benfica dispôs de nova oportunidade, após passe a rasgar a defesa de Simão, mas Miccoli não conseguiu o remate pois Gorka saíu com rapidez. O intervalo chegou pouco depois, com a sensação de que se o Benfica tivesse apertado mais um pouco, tinha conseguido um golo nos primeiros 45 minutos.

No reatamento, o Benfica surgiu mais decidio a tentar alterar o rumo dos acontecimentos, onde apenas um golo chegava. As primeiras situações de algum perígo pertenceram ao benfica, que foi o único a atacar no segundo tempo. Logo a abrir, Simão teve uma boa ocasião para marcar, ao minuto 47, mas o remate saiu fraco e á figura de Gorka. Ernesto Valverde tentou segurar o maior ímpeto atacante dos encarnados, e retirou Ito, que já acusava algum cansaço, além de já ter um cartão amarelo e fêz entrar Eduardo Costa para o seu lugar. Os minutos continuavam a passar e os jogadores e o público da Luz comaçaram a ficar cada vez mais nervosos, pois não viam o golo surgir. Mas ao minuto 65 surgiu a primeira de três grandes ocasiões de golo desperdiçadas pelo ataque encarnado. Rui Costa entrou na grande área pela direita do ataque e rematou cruzado, e com a baliza completamente á mercê, Nuno Gomes atirou precisamente para onde estava o guardião espanhol, permitindo assim a defesa do guarda-redes. Minutos depois, Fernando santos mexeu na equipa e retirou precisamente o avançado e fêz entrar o outro talismã, Pedro Mantorras. O público começou então a puxar pela equipa, que arrancou para um bom período. Logo após a entrada de Mantorras, surge nova oportunidade de golo para o Benfica, com Rui Costa e Simão a tabelarem e o extremo encarnado a deixar em Miccoli, que de fora da área arrancou um remate potente e colocado, sem hipoteses para Gorka, mas que acabou por embater no poste e depois nas costas do guardião acabando por não entrar na baliza. Dois minutos depois, foi a vez de Rui Costa atirar com estrondo ao mesmo poste, na sequência de uma falta apontada a 25 metros da baliza do Espanyol, com o guarda-redes Gorka completamente batido. A entrada para o último quarto de hora do jogo, Rui Costa voltou a ter hipótese de remate dentro da área, mas o tiro saiu frouxo. Ernesto Valverde e os poucos adeptos do Espanyol, estavam a ver o Benfica massacrar os seus jogadores e estes a não conseguirem sacúdir a pressão.
Fernando santos apostou tudo no ataque e retirou de campo, Nelson e Karagounis a dez minutos do fim da partida, fazendo entrar Dérlei e Katsouranis, acabando o jogo com quatro jogadores no ataque. Ernesto Valverde, que já tinha substituido Pandiani por Coro, a vinte minutos do fim, abdicando do ataque, ainda retirou De la Peña e fez entrar Jonatas, que teve paepl preponderante nesta fase final da partida, nomeadamente a segurar a bola e a ganhar faltas inteligentes aproveitando o nervosismo dos jogadores encarnados. Ainda assim, o Espanyol pode queixar-se de uma grande penalidade que o árbitro não apontou, quando Léo derruba dentro da área Luís García, depois deste ter desviado a bola do defesa e preparar-se para rematar. Na resposta, a bola chegou rápidamente a Mantorras, que sofreu falta, com o árbitro desta vez a apitar e a distribuir cartões amarelos aos jogadores do Espanyol por protestos. A falta, a entrada da área, não causou estragos. Nesta fase final do jogo, o espanyol surgiu mais vezes no ataque, algo que não fêz durante practicamente todo o jogo e teve algumas situações de perígo, aproveitando o balnceamento ofensivo do Benfica. Jonatas passou com arte por Katsouranis a três minutos do fim do jogo, mas acabou por rematar ao lado. Já nos descontos, Riera voltou a conseguir centrar a bola sem oposição e do outro lado foi Coro que rematou torto. O jogo chegou ao fim momentos depois com o nulo a subsistir e com a consequênte eliminação do Benfica. Os responsáveis do Espanyol fizeram a festa no relvado, juntamente com a equipa. Nas bancadas da Luz, a festa fêz-se do lado dos poucos adeptos azuis e brancos, presentes no estádio.

O Melhor em Campo.

* Simão. Esteve sempre muito activo, em trocas constantes com Miccoli e Nuno Gomes, tentando baralhar a defesa do Espanyol. Nas bolas paradas que ele apontou, sairam alguns lances de perígo. No lance em que Nuno Gomes atirou á figura de Gorka, podería ter marcado, caso a comunicação entre ambos tivesse funcionado.

* Rui Costa. Distribuiu sempre bem o jogo, e teve várias oportunidades de golo nos pés, das quais a mais flagrante é a bola ao poste aos 73 minutos, após marcação de um lívre a 25 metros da baliza de Gorka.

* Gorka. Mais uma vez fundamental e desta feita com alguma sorte á mistura. Batido nos lances em que a bola embateu no poste, teve ainda a sorte de na primeira, a bola lhe bater nas costas e ainda assim não entrar. No lance de Nuno Gomes, teve o mérito de estar no sítio certo, na altura certa. Na primeira parte teve algumas intervenções seguras, uma das quais já perto do intervalo, quando não permtiu que Miccoli rematasse para golo.

O Positivo do Jogo.

O Benfica pode agora concentrar-se na única competição em que ainda está envolvido, que é o campeonato. Apenas três pontos separam os encarnados dos líderes e tudo pode acontecer. Sem o desgaste dos jogos á quinta-feira, o Benfica pode ainda tentar chegar ao título, mas no mínimo tem tudo para garantir o segundo lugar na prova.

O Negativo do Jogo.

A falta de sorte dos avançados foi mais uma vez notória. Os postes evitaram outro resultado, é certo, mas também os jogadores não estiveram no seu melhor no capítulo da finalização, permitindo ao guarda-redes algumas defesas que poderíam ter dado golo, nomeadamente a de Nuno Gomes. É certo que é umaboa defesa, mas o avançado tinha meia baliza a sua mercê....

O Benfica continua sem atingir uma meia final de uma grande competição, continuando também sem conseguir eliminar um clube espanhol, depois de o último ter sido o Betis, precisamente á 25 anos atrás.

O Árbitro.

O dinamarquês Claus Bo Larsen, foi um árbitro que não esteve muito bem na noite de ontém. Teve algumas decisões difíceis de ajuizar, como um lance dentro daárea do benfica já perto do final da partida, onde Léo rasteirou claramente Luís García, com o árbito a nada apitar. Foi talvêz o maior erro do juiz, que teve alguma dualidade de critérios na amostragem de cartões amarelos.

sexta-feira, abril 06, 2007

Espanyol 3-2 SL Benfica


Estádio: Olímpico de Montjuic
Espectadores: 25.100
Árbitro: Eric Bramhaar (Holanda)

Espanyol: Gorka, Zabaleta, Torrejón, Jarque e Chica; Moisés, Rufete, e Riera; Tamudo, De la Peña e Luís Garcia.
Treinador: Ernesto Valverde.
Jogaram ainda: Pandiani, Lacruz e Ito.

SL Benfica: Quim, Nelson, David Luiz, Anderson e Léo, Petit, João Coimbra e Karagounis, Dérlei, Simão e Nuno Gomes.
Treinador: Fernando Santos.
Jogaram ainda: Rui Costa e Miccoli.

Mais uma vez o Benfica voltou a dar minutos de avanço ao adversário. Os primeiros 35 minutos de jogo foram uma nódoa, e só um grande espirito de sacrifício matém o sonho de chegar ás meias finais.

Fernando Santos apostou num 4x3x3, dando a titulariade a João Coimbra e voltando a apostar num muito apagado Dérlei, em detrimento de Rui Costa e Miccoli, que começaram o jogo do banco. Katsouranis castigado e Luisão ainda a recuperar da lesão contraída frente ao PSG, foram as baixas de maior importancia na equipa da Luz. Do lado do Espanyol, Ernesto Valverde deixou o melhor marcador da prova no banco, o uruguaio Walter Pandiani.
O início de jogo, foi do Espanyol, que jogou numa espécie de 4x2x3x1, com Riera e Támudo nas alas e De la Penã por trás de Luis Garcia, homem mais adiantado dos "periquitos".
O futebol do Benfica foi mais uma vez lento, e isso proporcionou ao Espanyol algumas situações de perígo logo no início de jogo, o que acabou por valer um cartão amarelo a Anderson, logo aos 4 minutos de jogo. O Benfica tentou responder, e Simão efectuou um cruzamento para a área, onde Nuno Gomes cabeceou, mas a bola acabou por bater num defesa, ficando o atacante encarnado a pedir grande penalidade. O Espanyol, sempre mais rápido e a tentar aproveitar o erro do adversário, marcou logo á passagem do quarto de hora, após.... um erro do adversário. Lançamento para o Benfica, que logo perde a posse de bola, Luis Garcia executa um passe a rasgar a defesa encarnada e Tamudo, depois de tornear David Luiz, atirou a contar. Este golo surge devido á passividade com que a defesa abordou o lance e ao facto de estarem a defender muito atrás, proporcionando aos jogadores do Espanyol, a oportunidade de ganharem bolas no último terço do terreno de jogo benfiquista. O Benfica tentou responder, mas era tudo feito de forma atabalhoada e sem qualquer tipo de organização. João Coimbra que tinha como função levar a bola para a frente, não conseguiu sair uma única vez com a bola jogavel, o que motivou pouco depois do golo, que Rui costa começa-se a fazer exercícios de aquecimento. Na frente, Dérlei não tinha argúcia para ultrapassar os defesas que o marcavam, prícipalmente Chica, e do outro lado Simão era bem segurado por um impetuoso Zabaleta. O melhor que o Benfica conseguiu no período entre o primeiro e o segundo golo do Espanyol, foi uma espécie de cruzamento-remate de Nelson, que Gorka não teve problemas em segurar. Pouco depois da meia hora de jogo, novo balde de água fria para os encarnados. Tamudo voltou a fugir a Léo, e centrou largo, com Quim a exitar entre a saída e o ficar na baliza, acabando a bola por cair nos pés de Riera, que de primeira ramtou para a baliza, mas a bola sofreu em desvio em Nelson antes de entrar e transformar o jogo para o Benfica ainda mais difícil.
Mas o Benfica surgiu em campo a partir do minuto 35. Altura em que Fernando Santos dá a oportunidade a Rui Costa de entrar em jogo. Antes disso o Benfica podería ter chegado ao golo, numa jogada de Nelson, que terminou com o cabeceamento de Simão e grande defesa de Gorka.
Á semelhança do jogo de Domingo, o Benfica subiu uns furos depois da entrada do "maestro". Mais rápido e mais compacto, começou a encostar os jogadores do Espanyol mais perto da sua área e começaram a surgir as oportunidades de golo... e Gorka. Primeiro ao minuto 43 após uma emenda de Nuno Gomes, e no minuto seguinte, a remate de Petit com Nuno Gomes a não conseguir emendar de cabeça. O Benfica estava outra vez dentro do jogo e era injusto ir para o intervalo a perder por 2-0.

No reatamento, as equipas subiram iguais, mas o Benfica voltou a descer os padrões de jogo. Embora com domínio de bola, o Benfica não conseguia chegar parto da área de Gorka com perígo. Ernesto Valverde lançou então Pandiani no lugar de Tamudo ao minuto 53 e Fernando Santos respondeu com o lançamento de Miccoli no lugar de Dérlei.
E foram necessários apenas cinco minutos em campo para o uruguaio facturar o seu décimo golo na competição e elevar para terrorífico o resultado no Olímpico de Montjuic. A jogada +e iníciada no ataque encarnado, com Nelson a tentar ludibriar Riera, mas a perder a bola. Depois de rápidas combinações entre os jogadores o Espanyol chega a área do Benfica e Riera, sem oposição de qualquer jogador encarnado, centra á vontade, onde Pandiani consegue vir de trás e antecipar-se a Anderson, marcando assim o terceiro da noite e pondo as bancadas em delírio.
Mas por pouco tempo. Cinco minutos depois, e já com o esquema de jogo em 4x4x2, o Benfica reduz para 3-1. Miccoli é bem desmarcado por um dos únicos inconformados com o resultado, o jovem David Luiz, e já no límite do fora de jogo, consegue ver Nuno Gomes sozinho no centro da área e dá-lhe a bola para o atacante facturar. Primeira explosão de alegría, dos cerca de três mil adeptos encarnados presentes no estádio. Pouco depois, exactamente 2 minutos após o golo de Nuno Gomes, Simão tem uma excelente incurssão pela esquerda, ultrapassando dois adversários e remata cruzado para o fundo das redes de Gorka, contando ainda com a ajuda do central Torrejón. O Benfica em dois minutos voltava a entrar na eliminatória, depois de estar completamente afastado. A equipa encarnada, mais rápida e compacta a jogar, explorou bem a deficiencia da equipa catalã, o sector defensivo.
O jogo não morreu aqui, e as duas equpas tiveram ainda oportunidades para marcar. Mais o Benfica que dispôs de excelentes oportunidades, por intermédio de Rui Costa, mas a bola saiu um pouco acima da barra de Gorka, A um quarto de hora do fim do jogo, Miccoli teve nova oportunidade golo, quando um corte deficiente de um defesa lhe pôs a bola nos pés, mas o remate do italiano volotu a ser desviado por um defesa catalão. Ernesto Valverde efectuou algumas alterações neste período e substituiu o amarelado Zabaleta por Lacruz, e o esgotado Rufete por Ito. Estas alterações proporcionaram algum equilibrio perdido a meio campo pelo Espanyol, que nos minutos finais dispôs de duas excelentes ocasiões para marcar, com Quim em grande nível a evitar. Primeiro a remate de Ito, a cinco minutos do fim da partida e depois já nos descontos a remate de Pandiani, que ganhou uma bola perdida por Simão em zona proibida.
O resultado final não se alterou e deixa uma ponta de esperança para o jogo da Luz, tendo que ser corrigida no entanto, a má fase pela qual a defesa e o colectivo encarnado estão a passar.

O Melhor em Campo.

Há vários jogadores a serem destacados.

* Tamudo: Foi o jogador mais mexido do Espanyol. O Capitão dos catalães esteve nos dois primeiros golos da equipa, marcando o primeiro e demonstrando um excelente sentido de oportunidade e no segundo deixando Léo para trás e arrancando um excelente cruzamento.

* Gorka: Na altura de maior pressão do Benfica, o guardião basco ao serviço do Espanyol, correspondeu com excelentes defesas. O Benfica não foi para o intervalo com a desvantagem miníma, graças a ele. E já no período em que o Benfica perdía por 3-2, teve algumas intervenções de bom nível.

* David Luiz: Continua em grande o miúdo. Esteve mal apenas no lance do primeiro golo do Espanyol, deixando-se ultrapassar por Tamudo. Mas no geral, esteve bem, bastante seguro e sempre com vontade de sair a jogar. Demonstrou uma excelente visão de jogo, ao ver Miccoli sozinho no lance do primeiro golo encarnado.

* Rui Costa: Coincidência ou não, o futebol encarnado foi diferente após a sua entrada, logo há que dar mérito ao maestro. Endossou a bola a Simão para que este marcasse o segundo e ele mesmo tentou o remate por várias vezes, sendo que o mais perigoso foi aos 70 minutos, com a bola a passar por cima da barra de Gorka. Leu bem o jogo e executou quase sempre bem.

O Positivo do Jogo.

* O resultado, embora sendo uma derrota, acaba por ser positivo, pois foi uma derrota com golos e na margém minima. De positivo, há que destacar o não baixar dos braços do conjunto após o 3-0, que, pensavam os espanhois, tinha matado o jogo. Este resultado mantém a esperança da passagem as meias finais.

O Negativo do Jogo.

* Á semelhança do jogo de Domingo, o Benfica deu 35 minutos de avanço ao adversário. Não se compreende o porquê de uma atitude tão passiva e comprometedora. A defesa esteve practicamente toda mal, salvando-se apenas David Luiz. Nelson está numa fase negra desta temporada e é inadmeissivel a forma como perdeu sempre para Riera, e é inadmissivel como perdeu a bola no lance do terceiro golo, quando a equipa estava toda balançada no ataque, e depois deixou o extremo centrar á vontade. Falta-lhe claramente concorrência no plantel. Dérlei é outro jogador que não justificou para já a sua vinda. Apagado e pouco batalhador, apenas efectuou um remate á baliza de gorka. Muito pouco.

O Árbitro.

Eric Bramhaar esteve bem. Apenas parece ter errado no lance em que Simão fica a pedir grande penalidade, logo a seguir ao terceiro golo do Espanyol. De facto parece ter sido carregado por Chica. De resto, bem no capítulo disciplinar, num jogo que foi fácil de gerir.

sexta-feira, março 16, 2007

Benfica 3-1 PSG


Estádio: Estádio da Luz

Espectadores: 55.000

Árbitro: Florien Mayer (Alemanha)



SL Benfica: Moretto, Nelson, David Luiz, Anderson e Léo, Petit, Katsouranis, Karagounis e Simão, Nuno Gomes e Miccoli.

Treiandor: Fernando Santos.

Jogaram ainda: João Coimbra, Dérlei e Paulo Jorge



PSG: Landreau, Mabiala, Rosenhal, Traoré e Dramé, Diané, Mulumbu Gallardo e Rothen, Pauleta e Luyindula.

Treinador: Paul Le Guen.

Jogaram ainda: Kalou, Ngog e Mendy.



O Benfica conseguiu vencer o PSG e apurou-se para os quartos-de-final da Taça UEFA. O jogo teve momentos em que parecia que o Benfica ia golear e outros em que esteve á beira da eliminação.



O PSG entrou em campo com uma equipa com muitas alterações. Foram sete os novos jogadores lançados no onze por LeGuen, que não actuaram no jogo da primeira mão em Paris. No Benfica, David Luiz voltou a estar presente no onze, e a surpresa de Fernando Santos chamou-se Moretto. Quim, que se lesionou no jogo frente á U. Leiria, não recuperou, e quando toda a gente esperava que fosse Moreira o títular, eis que surge o guardião brasileiro.
O PSG começou ao ataque. E até podería ter marcado primeiro, num lance em que Moretto respondeu as assobiadelas inícias com uma grande defesa. O ataque começou pelo lado direito da defesa encarnada, com Rothen a deixar Nelson para trás, e depois a ver bem a desmarcação de Pauleta, que sozinho permitiu a defesa do brasileiro. O Benfica entrou instável e permitiu ao PSG continuar a criar algum perígo, muito por culpa da ausência de pressão na equipa parisiense para este jogo, pois segundo o treinador francês, a prioridade é a Liga e não a Taça UEFA. O Benfica começou a equilibrar as contas, a partir do momento em que começou a pressionar mais o jogador do PSG que tinha a bola e imediatamente começaram a surgir os erros por parte dos jogadores franceses, que começaram a perder bolas e a falhar passes, e isso acabou por resultar em golo ao minuto 12, quando Nuno Gomes desmarcou muito bem Simão, depois de um brinde de Traoré.



O capitão correu com a bola e já dentro da área bateu Landreau, para a primeira grande explosão de alegria no "Tribunal da Luz". O jogo virou completamente de sentido, e apenas tinha a direcção da baliza do PSG. Três minutos depois do golo, a trave da baliza voltou a ser madrasta para Katsouranis. Depois de uma guerra com os ferros das balizas no jogo frente ao Boavista, ontém voltou a ver a bola esbarrar com estrondo, quando já toda a gente pulava e festejava o golo. Simão cruzou largo da esquerda, Nuno Gomes amorteceu já perto da linha de fundo para o grego, que dentro da pequena área bateu de primeira contra os ferros. O lance prosseguiu, e sería Karagounis a ver o poste negar-lhe o golo, depois de um excelente remate cruzado, em que Landreau ainda teve algo a dizer, com um desvio subtil. O Benfica tinha tomado conta do jogo, a partir do golo de Simão, golo esse que lhe dava o apuramento. O PSG, depois de 10 minutos de grande pressão sobre os encarnados, desapareceu por completo. Aos 20 minutos de jogo, o Benfica podería ter aumentado a contage, se Nuno gomes tivesse o pé mais calibrado. Miccoli ganhou bem a bola e rematou de fora da área, Landreau não segurou e defendeu para a frente e na recarga o internacional português atirou ao lado da baliza. E o melhor desta partida estava guardado para o minuto 26. Depois de uma jogada de insistência junto da área do PSG, a bola sobrou para Petit. E quando toda a gente esperava a bomba do centrocampista encarnado, eis que surge um monumental chapéu com conta peso e medida, a fazer lembrar o de Poborski a Vitor Baía no Euro 96. Ainda assim a bola tinha que esbarrar na trave antes de entrar na baliza de Landreau.



O Benfica tinha o jogo controlado, a eliminatória na mão, mas eis que surge outro ilustre conhecido, a complicar as contas. Pauleta, acorreu de forma sagaz ai um cruzamento de Rothen, quatro minutos após o 2-0, e antecipando-se a Anderson, bateu Moretto, que também ficou mal na foto, com um golpe de cabeça. A eliminatória estava empatada, e começou aqui o calvário do Benfica, até aos últimos minutos da partida. O PSG voltou a crescer, aproveitando a falta de confiança que se voltou a instalar na defesa encarnada, aliada aos assobios recorentes da bancada que chamavam por Moreira cada vez que Moretto tocava na bola, e dispôs de alguns lances de perígo, e talvês de uma grande penalidade que Florien Mayer poderá não ter visto. Mas antes desse lance, Pauleta voltou a ter nos pés o golo da igualdade, depois de Anderson ter deixado o açor rematar a vontade, após um passe longo do meio campo francês. Fernando Santos nem quería acreditar no que se estava a passar e saltou que nem uma mola do banco para corrígir o seu jogador. O lance dúvidoso, surge então já ao minuto 43, quando Diané aparece isolado face a Moretto. Nelson surge na jogada e parece que empurra o avançado do PSG. A bola, que entrentanto andou as três tabelas entre o guarda-redes e o defesa benfiquista, acaba por passar muito perto perto do poste da baliza benfiquista. Mais uma vêz pede-se Moreira nas bancadas, mas desta vez com moretto no chão, depois de ter ficado tocado no lance. O intervalo chegou e das bancadas continuaram os assobios.



No reatamento, Fernando Santos trouxe alterações dos balneareos, tendo deixado Karagounis e lançando João Coimbra. O segundo tempo foi de algum sufoco para o Benfica, que voltou a ceder a iníciativa de jogo aos forasteiros, mostrando algum receio nas saidas para o ataque, pois mais um golo do PSG obrigava o Benfica a marcar mais dois para poder seguir em frente. O Benfica passou a atacar apenas pela certa, enquanto que o PSG tentava chegar com algum perígo á baliza de Moretto, mas é certo que também não havía argumentos nos parisiênses para incomodar realmente Moretto, que apenas teve que se aplicar em pontapés de canto (muitos) conquistados pelo PSG, e em remates de fora da área, de Rothen ou Gallardo.

Le Guen mexeu na equipa ao minuto 70, na tentative de forçar mais o miolo encarnado, completamente dominado pelos franceses. Retirou Gallardo e Luyindula e fêz entrar Ngog e Kalou. Mais tarde retirou Mabiala e fêz entrar Mendy. Mas nem assim o PSG criou uma clara oportunidade golo. Fernando Santos tentou espicaçar mais o ataque encarnado e retirou Miccoli, que não ficou muito satisfeito com a troca e fêz entrar Dérlei. O italiano não esteve tão mexido, nem foi tão perígoso quanto costuma ser. O ninja trouxe algo de novo ao conjunto encarnado, pelo menos, mais velocidade relativamente áquela com que o Benfica vinha a jogar. Ao minuto 80, o Benfica dispôs de uma excelente jogada de conjunto, cúlminada com uma tábela entre Katsouranis e Dérlei, com o grego a atirar forte, mas Traoré a ser providêncial.



E já nos minutos finais, quando toda a gente pensava no prolongamento, Léo tem uma iníciativa pela esquerda, que lhe valeu uma grande penalidade. Depois de passar por um defesa do PSG, Léo é completamente abalrroado por Mulumbu já dentro da área. O árbitro não teve dúvidas, estava em cima do lance, e apontou de pronto para a marca da grande penalidade, expulsando o jogador do PSG, por acumulação de amarelos, pois tinha já sido admoestado logo no primeiro minuto, por falta dura sobre Simão. O capitão, chamado a marcar, demonstrou enorme sangue frio e concentração, tendo enganado Landreau com a paradinha, enviando a bola para um lado e o guarda-redes para o outro. Antés do final da partida, ainda ouve momentos de alguma irritação entre os jogadores de ambas as equipas, quando Dérlei apareceu caído no relvado. Dois jogadores do PSG tentaram levantar o atacante encarnado, mas Nuno Gomes, que acorreu de pronto, não o permitiu e começaram alguns empurrões, logo sanados pelo árbitro da partida. Minutos depois o jogo chegou ao fim, e o Benfica acabou por vencer e seguir em frente.



Comentário final:



No conjunto das duas mãos, vê-se que o PSG não era aquela equipa de coitadinhos que ocupa a penúltima posição do campeonato gaulês. Jogadores como Rothen, Gallardo, Rosenhal ou Pauleta, demonstraram excelentes capacidades para uma equipa que ocupa posição tão má no campeonato. O Benfica pode queixar-se de alguma falta de sorte no jogo da primeira mão, pois após a saida de Luisão, aconteceu a derrocada fatal, mas também de sí próprio, pois a instabilidade da equipa foi notória sempre que sofreu um golo. Notou-se também que o Benfica sempre que imprimiu mais velocidade no jogo foi súperior e conseguiu fazer notar as enormes dificuldades do conjunto de Le Guen, prícipalmente no sector defensivo. O Benfica acaba por ser um justo vencedor na eliminatória, embora fique a impressão, que terá que rever o aspecto psicologico para os próximos jogos na competição.



Melhor em Campo:



Destaco três jogadores:



* Petit. Que grande jogo deste jogador, príncipalmente na primeira parte. Recuperou bolas que se fartou, e foi sempre o primeiro jogador a iníciar o ataque dos encarnados. O grande golo que marcou foi a prenda merecida. Na segunda parte teve uma acção mais de recuperador de bola, e de estanque das iníciativas dos forasteiros e aqui destacou-se príncipalmente por um motivo: Não cometeu nenhuma falta. Notavel.






* Simão. Decidiu a eliminatória. Dos quatro golos do Benfica, conjunto dos dois jogos, três foram da sua autoría. A excelente antecipação a Mendy na primeira mão, aliada a frieza demonstrada nos dois golos que apontou ontem, fazem dele um dos melhores, senão o melhor jogador dos encarnados na prova e nesta fase da época. E numa altura em que era necessário ter muita concentração e sangue frio para decidir o jogo, Simão teve e decidiu.



* David Luiz. Depois de dez minutos desastrosos no jogo da primeira mão, não lhe augurei bom futuro. A segunda parte do jogo em Paris, o jogo frente á União e o jogo de ontém, mudaram por completo a minha opinião. Tem um excelente sentido de antecipação aos lances, fruto de uma boa leitura do jogo, é rápido, não complica, e ontém foi o jogador que mais segurança teve no sector defensivo. Aos poucos vai adquirindo confiança e será mais uma dor de cabeça para o engenheiro, quando Luisão voltar.



O Positivo do Jogo:



* Os vinte minutos que se seguiram ao primeiro golo do Benfica. Notável a pressão exercida sobre os adversários, que foram obrigados a errar e foram castigados por isso.



* A presença de 55 mil gargantas nas bancadas da Catedral a apoiar a equipa.



O Negativo do Jogo:



* A desconcentração da equipa após o golo sofrido. Não havia motivos para se sentirem tão inseguros, até porque o Benfica dominava o jogo. Bastava continuar a jogar da mesma forma e não havia problemas.



* A atitude dos adeptos benfiquistas para com Moretto. Nâo são obrigados a gostar do guardião, mas também não há o direito de o assobiar e de pedir outro guarda-redes, inclusivé quando o jogador está caído. É certo que teve culpas no golo sofrido, mas também evitou um logo a abrir o jogo. Essa atitude dos adeptos pedería ter tido repercussões mais desastrosas, pois os jogadores do PSG aperceberam-se da instabilidade criada e pressionaram ainda mais. Sorte que o guardião pareceu imune aos assobíos e não comprometeu.



O Árbitro:



Flrien Mayer esteve bem. Não complicou e demonstrou que quería dominar a partida logo desde o início, ao mostar o cartão amarelo a Mulumbu logo no primeiro minuto, após entrada dura deste sobre Simão. No lance de Nelson, parece haver carga do jogador benfiquista. O árbitro entendeu que era legal, e aceita-se, embora já tenha visto penaltis por menos. No lance de Léo, é indiscútivel a falta de Mulumbu, logo esteve bem ao assinalar a falta e púnir o jogador, neste caso com o segundo amarelo e consequente expulsão. No sururu final, foi autoritário e não permitiu mais que uns empurrões.

terça-feira, março 13, 2007

Taça UEFA - É já na Quinta-feira!!!


Esta semana é muito importante para o futebol português em termos de competições europeias, nomeadamente Taça UEFA.



Temos dois clubes envolvidos em jogos que prometem ser verdadeiramente emocionantes. O Benfica recebe na Luz o PSG, para uma segunda mão que promete ser escaldante.



Isto porque os encarnados, depois de uma amarga derrota em Paris, vão fazer tudo para conseguir seguir em frente e basta marcar um golo para isso acontecer. Os adeptos, como sempre e ainda para mais em noite europeia vão proporcionar um ambiente escaldante, o famoso "Inferno da Luz" o que vai ser mais um obstáculo para a equipa francesa ultrapassar.



Não vai ser nada fácil, mas eu estou convicto que os encarnados vão vencer esta batalha.



No outro jogo, temos um Sporting de Braga a defrontar o Tottenham Hotspurs em terras de sua majestade.



A coisa não esta mesmo nada fácil para o Braga, depois daquela derrota consentida na primeira mão em casa, tem obrigatoriamente que vencer. E já todos sabemos que vencer em Inglaterra não é para todos. O ambiente vai ser escaldante e certamente que a equipa de Jorge Costa vai sentir tremendas dificuldades.



Mas o futebol é uma caixa de surpresas e nunca se sabe o que pode acontecer.




Espero sinceramente que ambos os clubes sigam em frente, e dignifiquem ainda mais o nosso país. Boa sorte!!!!!!!!!!



[Fabio Caetano in Linha de Fundo]

sexta-feira, março 09, 2007

PSG 2-1 SL Benfica


Estádio: Parque dos Príncipes

Espectadores: 45.ooo

Árbitro: Graham Poll (Inglaterra)



PSG: Landreau, Mendy, Sakho, Rozenhal e Armand, Chantome, Cessé, Kalou, Frau e Rothen, Pauleta.

Treinador: Paul Le Guen. Jogaram ainda: Gallardo, Luyndula e Dramé.



SL Benfica: Quim, Nelson, Luisão, Anderson e Léo, Petit, João Coimbra, Karagounis e Simão, Miccoli e Dérlei.

Treinador: Fernando Santos. Jogaram ainda: David Luiz, Nuno Gomes e Beto.



Dez minutos bastaram ao Benfica para descer do céu ao inferno. Após a saida de Luisão devido a lesão no joelho, a defesa tremeu e o PSG aproveitou para virar o marcador.



O Benfica até começou bem o jogo. Algumas alterações na equipa de Fernando Santos, que teve uma primeira mão para esquecer em termos de gestão de difículdades no plantel, levaram a que Katsouranis, a braços com uma gastroenterite, tivesse que ceder o lugar a João Coimbra. No ataque, e á semelhança do jogo em Bucarest, o parceiro de Miccoli foi Dérlei.

O PSG entrou forte nos primeiros minutos, mas cedo o Benfica tomou conta do jogo e partiu para uma primeira meia hora de grande qualidade, pressionando os jogadores do meio campo e da defesa, que demonstrava uma passívidade enorme. Paul Le Guen jogou numa espécie de 4x5x1, com Pauleta sozinho no meio dos centrais, mas quando a equipa tinha a bola, facilmente se desdobrava num 4x3x3, com Rothen e Frau a aparecerem na alas. A primeira grande oportunidade de golo pertenceu ao Benfica, logo aos 7 minutos, com Simão a ver bem a desmarcação de Dérlei e a dar-lhe a bola, mas o avançado benfiquista recebeu mal e deixou-se antecipar na hora do remate por Rozenhal, que esteve em bom plano em toda a partida. Do pontapé de canto não surgiu grande perígo, mas três minutos depois surgiria o golo de Simão. Jogada de Nelson pela direita, a deixar Armand e Rothen para trás e a ir á linha arrancar um excelente cruzamento para Simão, em antecipação a Mendy, cabecear sem hipoteses para Landreau. Era a explosão de alegria dos adeptos portugueses presentes nas bancadas do Parque dos Prícipes. O Benfica continuou a carregar, e nesta altura o PSG practicamente não atacava, nem esboçava qualquer capacidade para reagir ao melhor e mais rápido futebol encarnado, que jogando sempre de forma apressionar o jogador que tinha a bola, obrigava os locais a falhar muitos passes, o que proporcionava ao Benfica uma maior posse de bola e gestão do esforço. O melhor que o PSG conseguiu neste período, foi um remate que saiu por cima da baliza de Quim ao minuto 21, da autoría de Rothen. O Benfica continuou a jogar de forma rápida e fazer as transições ofensivas com velocidade e neste particular, João Coimbra esteve em bom plano, fazendo o papel de transportador de bola, assim como Karagounis, um dos melhores em campo.

Aos 22 minutos o Benfica podería ter sentenciado a partida. Boa combinação entre Simão e Miccoli, mas o italiano na hora do remate adiantou muito a bola e permitiu o corte do defesa para canto. Do canto batido por Simão, Dérlei surgiu lívre para cabeçear a contar, mas o remate saíu ao lado. O PSG começou a tentar alguma reacção, fruto de algum adormecimento do conjunto encarnado e Nelson tem uma desconcentração que podería ter sido fatal não fôsse a intervenção de Luisão a evitar que o jogador parisiense caminha-se sozinho para a baliza, estava decorridos 24 minutos de jogo.

Aos 30 minutos, o momento do jogo. Luisão tenta fazer o corte sobre Frau, mas além de fazer falta, agravou a lesão que já tinha no joelho e que o manteve em dúvida para este jogo. O jogador não conseguiu contiuar em jogo e teve que ser substituido, dando o seu lugar a David Luiz, reforço de inverno, que fêz assim a sua estreia com a camisola do Benfica, e logo numa competição europeia. Do lívre, um remate perigoso, mas Quim aliviou para canto.



Os jogadores do PSG aperceberam-se de algum nervosismo do sector defensivo do Benfica, após a saida de Luisão e começaram a pressionar mais os encarnados, que foram cedendo de forma incrível, a iníciativa de jogo aos locais, e aos 35 minutos surgiu o primeiro golo do PSG, da autoría de Pauleta. Até ao momento algo apagado, o ex-internacional português, com um movimento de rins tirou dois jogadores do Benfica do caminho e bateu cruzado. David Luiz e Kalou fazem-se ao lance, mas não tocam na bola, o que fez com que Quim perde-se tempo de reacção e visse a bola entrar na baliza, tendo ainda batido no poste. Estreia algo aziaga do central brasileiro, envolvido ainda por cima num lance cápital da partida. A tremideira continuou durante alguns minutos, muito por culpa da troca posicional dos centrais, tendo Anderson ocupado o lugar de Luisão e David Luiz o lugar de Anderson, algo que foi rectificado já tarde de mais. Aos 40 minutos surgiu o segundo golo do PSG, depois de uma excelente iníciativa de Kalou que passou por 3 (!) defesas do Benfica, em slalons sucessívos, dando depois em Frau, que rematou sem hipóteses para Quim. Era a explosão de alegría do lado dos franceses, que em determinados momentos da partida assobiaram a equipa.
Frau teve ainda outra oportunidade já perto do fim da primeira parte, tendo adiantado-se aos centrais, mas o remate de cabeça saiu por címa da baliza de Quim.



No reatamento, as posições dos centrais foram corrígidas e as coisas correram melhor para a equipa do Benfica, que voltou a entrar forte, tentando virar o rumo dos acontecimentos. Aos 50 minutos de jogo, Simão dispõe de uma excelente oportunidade de golo, mas o remate do capitão saiu por cima da baliza de Landreau. O Benfica dominava por completo e aos 53 minutos nova oportunidade, destas feita de David Luiz. Canto apontado da esquerda e Dérlei ao primeiro posta a fazer o desvio para David Luiz aparecer bem ao segundo e não fôsse Mendy em címa da linha de golo, o central tería marcado. Neste período da partida o melhor que os locais conseguiram, foi um remate de Pauleta que saiu ao lado levando algum perígo. O Benfica continuou a carregar, assumindo as despesas do jogo, e á passagem da meia hora teve nova grande oportunidade, com Simão a meter em profundidade em Miccoli e o italiano já dentro da área rematou cruzado, mas o tíro saíu ao lado do poste mais distante da baliza de Landreau. A partir deste período o jogo começou a decair de ritmo, e o PSG pedíu penalti num lance duvidoso entre Léo e Frau, aos 66 minutos, mas Graham Poll nada assinalou.

Aos 70 minutos, mais uma contrariedade para Fernando Santos. Já com Nuno Gomes em campo, no lugar de Dérlei, que ainda não demonstrou grande frescura, João Coimbra teve que abandonar o terreno de jogo, também lesionado. Para o seu lugar entrou Beto.
Nos minutos finais da partida, viu-se o Benfica a tentar chegar a área de Landreau através de lancamentos longos, tentando aproveitar a, já pouca, velocidade de Miccoli, mas sem sucesso, e um PSG, tentando claramente gerir a vantagem e a posse de bola, através de trocas, agora mais serenas. No segundo tempo, a prestação de david Luiz subiu bastante, tando inclusivé uma excelente oportunidade para marcar. O jogador demonstrou bom sentido posicional e boa capacidade de antecipação. O melhor que o PSG conseguiu nesta fase foi um lívre perigoso, em zona frontal, já aos 89 minutos mas o remate de Gallardo ficou na barreira, interceptado por David Luiz, que ficou combalido. Pouco depois o jogo chegou ao fim, com um resultado que até nem é mau, tendo em conta que os encarnado marcaram um golo fora, o que pode ser determinante no jogo da Luz. Ficou a impressão de que este Benfica é muito súperior ao PSG, principalmente quando joga rápido e pelo lado esquerdo da defesa, onde Armand, nunca teve argumentos para segurar o jogador que lhe caíu, muitas das vezes Nelson. No jogo da segunda mão, no Estádio da Luz, o Benfica tem todas as condições para obter um bom resultado e seguir em frente na competição.



O Melhor em Campo.



Destaco Simão pela primeira parte. Foi dos melhores e dos pés dele sairam as melhores oportunidades do Benfica, tanto no primeiro tempo, como no segundo. Os pontapés de canto causaram grandes calafrios na defesa gaulesa e o golo apontado com excelente sentido de oportunidade foi prémio merecido. No segundo tempo desapareceu um pouco de jogo, mas fez-se notar em alguns lancamentos rápidos para Miccoli.



O Positivo do Jogo.



Numa derrota não pode haver muita coisa positiva, mas o factor positivo deste jogo, acaba por ser o golo conseguido fora, que pode ser crúcial no jogo da segunda mão. Apesar da derrota, uma derrota com golos é sempre factor motivacional.



O Negativo do Jogo.



Sem dúvida o minuto 30, minuto da lesão de Luisão, que ficará como o minuto da viragem de um jogo que parecia sentênciado. A influência do gigante brasileiro na defesa é por demais evidente, e o desnorte que se seguiu á sua saída foi essencial para um ganhar de confiaça dos jogadores do PSG, que até ao momento não tinham feito nada mais do que correr atrás da bola e do jogador que a tinha, chegando até a serem assobiados. A partir deste momento, e sentindo a insegurança do sector defensivo, passaram a controlar e a ser aplaudidos, conseguindo obter dois golos, que lhes conferem vantagem no jogo da segunda mão.



O Árbitro.



Á inglesa. Deixou jogar não apitando a qualquer toque, tendo no entanto ficado algumas faltas por marcar para ambos os lados. Pareceu-me bem apreciado o lance entre Léo e Frau, não existindo motivos para grande penalidade. Ajuizou quase sempre bem e esteve bem auxiliado.

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Taça UEFA - 2ª mão dos 16 Avos de Final


Ficaram, ontem, concluidos os 16 Avos de final da Taça UEFA, e de boa memória para os portugueses. As duas equipas lusas seguiram em frente e ambas ganharam os seus jogos, ajudando o ranking directamente e indirectamente, uma vez que o país mais próximo de nós, a Roménia, perdeu os dois encontros em que tinha representantes, e inclusivamente deixou de os ter.



O fecho da eliminatória começou na Holanda as 17:45 GMT, onde o AZ trazia um empate a 3 golos da Turquia. Esteve a perder por 2 e empatou a 10 minutos do fim conseguindo assim o pauramento. Mais um ano europeu de desilusão para a boa equipa do Fenerbahçe.



Quinze minutos depois, foi a vez dos franceses do Nancy receberem os ucranianos do Shaktyor, tambem eles com um empate em terra alheia, mas foi insuficiente porque Fernandinho marcou aos 70 minutos para os visitantes o unico golo da partida.



Ao mesmo tempo em Inglaterra começava o Blackburn Rovers - Bayer Leverkusen, com os ingleses a terem de marcar pelo menos um sem sofrer, mas o jogo acabou como começou, empate sem golos.



Mais 15 minutos e era a vez da primeira equipa portuguesa entrar em acção. Da Luz o Benfica levava apenas um golo de vantagem que depressa foi anulado, mas a diferença das equipas era evidente e o melhor Benfica ganhou ao melhor Dinamo.



A seguir foi a vez do Maccabi Haifa receber os russos do CSKA, num jogo em que quem marcasse ganhava a eliminatória. A vitória sorriu aos israelitas que assim foram a surpresa da ronda.



A ronda continuaria com os espanhois do Osasuna, Sevilha, Celta e Espanhol a receberem e vencerem os seus adversários, Bordéus, Steaua Bucareste, Spartak Moscovo e Livorno e a seguirem todos eles em frente.



Das Ilhas Britânicas, o Glasgow Rangers tinha de anular a desvantagem que trazia de Israel por 1-2 e não fez por menos goleando o Hapoel Tel Aviv em 4-0.



No outro jogo o Newcastle United "cumpria" calendario, uma vez que trazia um confortavel 3-1 da Belgica. Ainda assim o Zulte-Waregen deu mais luta embora perdendo apenas por um golo.


Em Itália jogava irreconhecível equipa do Parma contra o "nosso" Sp. Braga. Italianos que precisavam apenas de anular a desvantagem de um golo. O árbitro bem ajudou marcando faltas que só ele via, com direito a cartão, de tal maneira que Frechaut levou dois e os arsenalistas jogaram 15 minutos com menos um. Foi quase como tónico porque numa excelente jogada pela direita a dois minutos do fim os minhotos repetiram o resultado da primeira volta.



Duas eram as equipas gregas que tinham de anular desvantagens, ambas pela mesma margem de dois golos, e ambas contra equipas francesas. Nenhuma delas o conseguiu, tendo o Panathinaikos empatado a zero com o Lens e o AEK Athenas perdido por igual resultado da primeira mão com o Paris SG.


Um dos embates mais fortes da jornada era o Ajax - Werder Bremen, embora os alemães trouxessem uma vantagem muito confortável de três golos. O Ajax não se intimidou e marcou cedo, mas cedo chegou o empate pelo português Hugo Almeida que de seguida falhou 3 oportunidades sozinho frente ao guarda-redes. O Ajax marcou por tres vezes e humilhou os alemães que tiveram no seu numero 1 o salvador da eliminatória.



Para a proxima ronda teremos então:



Sp. Braga - Tottenham Hotspurs: Aqui acho que não haverá grandes duvidas sobre o vencedor da eliminatória, até porque o Tottenham está em crescendo, e ao Sp. Braga não é esperado muito mais.



Paris SG - Benfica: O Benfica tem a vantagem de jogar as duas mãos em casa, por assim dizer, aliado ao facto dos franceses lutarem para não descer. Penso que acaba por ser uma eliminatória acessível.



Celta Vigo - Werder Bremen: Um Celta em lugares de descida mas que na UEFA se tem safado muito bem, contra um Werder Bremen em queda livre em que cada derrota é uma goleada. É talvez o jogo mais renhido dos Oitavos final. Mesmo assim aposto nos espanhois para os Quartos final.



Lens - Bayer Leverkusen: Equipas de paises vizinhos e de resultado incógnito, uma vez que ambas são muito parecidas. Pelo campeonato que os franceses estão a fazer aposto neles.



Sevilha - Shaktyor Donetsk: Os campeões vão de novo ao leste. Desta vez uma equipa que tem sempre prometido muito no inicio das competições europeias, um bom conjunto de jogadores, e no entanto, inexplicavelmente, nunca chegam muito longe. Considero uma eliminatória facil para os espanhóis.



Glasgow Rangers - Osasuna: Os escocêses recuperaram bem no segundo jogo dos 16 avos, e os espanhois foram a prolongamento. É uma eliminatória imprevisivel, mas aposto na rotina europeia dos britânicos.



Maccabi Haifa - Espanhol: A equipa surpressa deste ano da Taça UEFA, deve desta feita ficar pelo caminho, até porque o segundo jogo será em Espanha, e um resultado menos bom ou minimo em casa é facilmente ultrapassado pelo Espanhol.



Newcastle United - AZ 67 Alkmaar: Talvez o melhor jogo dos Oitavos final, o Newcastle em crescendo recebe o AZ que começa a ser um hábito chegar longe nesta Taça, anos e anos seguidos. Mais um jogo de tripla, a segunda mão na Holanda depois de um resultado favoravel na Ilha pode ser a safa, senão a minha aposta é nos ingleses.



Que acham os leitores?

Dinamo Bucareste 1-2 SL Benfica


Estádio: Dínamo Stadium

Espectadores: 14.000

Árbitro: Nicolai Vollquartz (Dinamarca)



Dín. Bucareste: Lobont, Blay, Moti, Radu e Pulhac, Cristea, Margaritescu, Munteanu e Serban, Danciulescu e Niculescu

Treiandor: Mircea Rednic. Jogaram ainda: Balace, Mendy e Zé Kalanga



SL Benfica: Quim, Nelson, Luisão, Anderson e Léo, Petit, Katsouranis, Karagounis e Simão, Derlei e Miccoli.

Treinador: Fernando Santos. Jogaram ainda: Nuno Gomes, Paulo Jorge e Beto.



O Benfica venceu novamente o Dín. Bucareste, mas sofreu um pouco no primeiro tempo. A vitória é justa, e os encarnados têm viagem marcada para Paris, no dia 6 de Março.



As equipas apresentaram-se sem muitas alterações em relação ao jogo da primeira mão. No Dínamo, Balace foi substituido por Serban, no Benfica, Rui Costa cedeu o lugar a Karagounis e Nuno Gomes a Derlei, sendo esta alteração, talvêz a mais surpreendente.
O Benfica cedeu desde logo, a inicíativa de jogo ao adversário, tentando jogar em contra-ataque, tentando aproveitar a velocidade de Miccoli e Derlei. Mas a linha do meio campo do Dínamo entrou bem e foi obrigando a defensíva encarnada a jogar muito perto da área, beneficiando o maior potencial dos da casa no jogo aereo, embora Anderson e Luisão estivessem em bom plano. No entanto, e pese embora este recuo, o Benfica teve duas boas ocasiões nos primeiros minutos, sendo que na primeira, logo aos 6 minutos, Lobont, se tenha antecipado a Simão. Quatro minutos depois, e numa situação de superioridade numérica, de três para um, os jogadores encarnados não souberam tirar partido dessa situação e Miccoli permitiu o corte de Moti. Este lance denotou alguma falta de cordenação entre Derlei, Simão e Miccoli, o que gorou a oportunidade criada. A partir deste momento, o Dínamo tomou mesmo conta do jogo, e começou a aparecer mais na zona de remate, conquistando alguns cantos e criando perígo, nomeadamente através de remates de Margaritescu e Cristea. O Dínamo acreditava que fôsse possível chegar ao golo e empatar a elimatoria, e foi isso que aconteceu ao minuto 22. Pulhac, um dos melhores do Dínamo, a par de Lobont, viu bem a entrada de Niculescu, que aproveitou a paragem de toda a defesa encarnada, que ficou a pedir o fora de jogo, e sozinho frente a Quim, não teve problemas em marcar e empatar a elimatoria.

A partir desta fase, o Benfica tremeu um pouco, e o Dínamo foi crescendo e acreditando que podería virar o rumo da elimatória. Danciulesco, á passagem da meia hora, surge sem oposição dentro da área, mas o remate foi á figura de Quim. O Benfica, tentava jogar em lançamentos longos para os dois homens lá da frente, que não conseguiam fazer mais do que dar luta aos centrais, Moti e Radu, que também estiveram a um nível razoavel. A melhor oportunidade do Benfica neste período, pertenceu a Simão, na marcação de um lívre a entrada da área, por falta sobre Derlei, mas o remate do capitão saiu por cima da baliza do gigante Lobont.
Aos 34 minutos, os romenos pedem grande penalidade, num lance dividido entre Léo e Danciulescu. A jogada é rápida, e o avançado romeno, ao sentir a presença do defesa benfiquista cai, tentando com que o árbitro desse grande penalidade. O juiz viu bem que Léo nem sequer tocou no avançado e mostrou o cartão amarelo ao jogador do Dínamo, por simulação.

O Benfica, nos minutos finais do primeiro tempo, percebeu que tinha que jogar pelo chão, e começou a criar algum perigo junto da área do Dínamo, e neste período apareceu Lobont a brilhar. Primeiro num remate em arco de Simão, que viu o adiantamento do guardião e tentou o chapeu, mas Lobont fêz uma defesa enorme, desviando para canto e evitando o golo. Na sequência do canto, Primeiro Simão, depois Derlei e ainda Katsouranis, não conseguiram marcar, com Lobont mais uma vez em bom plano, dando o corpo ao manifesto e evitando o golo com mais duas boas defesas. Chegava o intervalo, com a impressão de que o Benfica podería marcar, caso muda-se a forma de jogar.



Foi isso que aconteceu após o reatamento da partida, mas só de bola parada. Mircea Rednic, fez uma alteração, deixando nos balneareos, Serban entrando para o seu lugar Balace, para dar mais profundidade ao lado esquerdo do ataque romeno. Mas logo na primeira oportunidade do segundo tempo, o Benfica chega ao golo. Canto apontado da direita, e Anderson apareceu sem marcação ao primeiro poste e marcou o golo do empate, o que obrigava o Dínamo a marcar mais dois golos para poder seguir em frente.
Os jogadores romenos não desistiram e passaram a tentar o golo de fora da área, aproveitando a boa meia distancia de Margaritescu e Munteanu, mas Quim foi resolvendo.

Á passagem da meia hora, Simão teve nos pés a oportunidade de fazer o 1-2, mas o capitão, bem desmarcado por Derlei, viu Lobont negar-lhe mais uma vez o golo. Mas dois minutos depois, na sequência do canto, desta vez apontado da esquerda, surgiu Katsouranis mais uma vez ao primeiro poste, e fez o 1-2, acabando assim com a eliminatória.

A partir daqui, o Benfica geriu o resultado e ainda teve algumas boas ocasiões para marcar, mas Miccoli não conseguiu concretizar, primeiro porque demorou uma eternidade a rematar ao minuto 69, e três minutos depois, o chapeu saiu ao lado da baliza de Lobont. Fernando santos mexeu na equipa a quinze minutos do fim, fazendo entrar Nuno Gomes para o lugar do pequeno bombardeiro, mas o resultado não se alteraría, com o Benfica ainda a dispôr de uma boa oportunidade, mas o remate de Petit, saiu ao lado da baliza romena. O jogo chegaría ao fim momentos depois, com o Dínamo a ser derrotado no seu estádio pela primeira vez desde Maio último, onde não perdera ainda nem para a UEFA, nem para o campeonato romeno. O Benfica segue em frente para os oitavos-de-final, onde encotrará o PSG de Pedro Pauleta, que venceu o AEK de Atenas por 2-0.



O Melhor em Campo.



*Na minha opinião, o melhor em campo foi Lobont, pois foi, no conjunto das duas mãos, o grande obstáculo dos avançados benfiquistas. O guarda-redes, ex-Ajax, não permitiu que o resultado conjunto fôsse súperior ao 3-1 verificado, tendo efectuado uma mão cheia de boas defesas em Lisboa e ontem mais duas ou três de grande nível. Reflexos apurados e bom sentido posicional, são imagem de marca deste guarda-redes, que só não defendeu mesmo os golos.



O Positivo do Jogo



*A boa réplica dada pelo Dínamo de Bucarest, que acreditou sempre na passagem aos oitavos-de-final, até ao golo do empate encarnado. Deixou a imagem de uma equipa bem organizada e com jogadores combativos, como Lobont, Pulhac, Margaritescu e Radu. Não fôsse o tempo de paragem ir já nos três meses e o Dínamo tería sido mais difícil de ultrapassar.



*A vitória encarnada deixa o Benfica numa excelente posição para atingir um patamar bastante bom na Taça UEFA. A elimatória dos oitavos-de-final será jogada practicamente em dois Estádios da Luz, sabendo-se claro, do grande apoio que o Benfica terá em França, podendo, como é obvio, tirar o melhor partido dessa situação.



O Negativo do Jogo



*A primeira parte encarnada. Dar 45 minutos de avanço ao adversário podería ter sido fatal, ainda para mais quando o adversário marcou um golo que empatou a eliminatória. A rever no jogo dos oitavos-de-final.



O Árbitro.



Nicolai Vollquartz viajou da Dinamarca, e teve uma noite pacífica. O jogo não teve quezilias e esteve bem nos casos de maior atenção, como no lance da grande penalidade pedida pelos romenos. Léo não tocou em Danciulescu, e o amarelo foi bem mostrado.

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Mais uma vez o preço dos bilhetes Sr. Salvador

Foi com grande espanto que hoje de manha ao ler o “Correio do Minho” (jornal regional) se anuncia como se fosse uma grande desilusão a fraca assistência ao jogo de ontem entre o SC BRAGA e o FC PARMA para a taça Uefa.



Segundo os dados oficiais estiveram presentes cerca de 6 mil pessoas no Municipal de Braga o que manifestamente me surpreendeu não pela negativa como noticiado no jornal mas sim pela positiva! E passo a explicar porque:



Preço dos Bilhetes:

SOCIO – 20€

SOCIO COM CADEIRA ANUAL – 15€

PUBLICO EM GERAL – 25€



Como também sabemos o jogo teve transmissão em directo em canal aberto (SIC).



Agora eu pergunto com bilhetes a 20€ para sócios (note-se que um não sócio apenas pagava mais 5€) numa quinta-feira de temporal, sabendo que o municipal não é muito confortável nestes dias, as 19h num dia de trabalho e sendo transmitido em sinal aberto como esperavam que estivesse mais gente? Com que “lata” é que o Sr. Salvador vem dizer que o publico não acompanha o clube? Como poderá acompanhar?



Sr. Salvador foi muito explicito quando disse que queria mudar o Braga para Barcelos ou Guimarães que lá seriam melhor apoiados …



AGORA EU PERGUNTO QUANDO É QUE O BRAGA TAMBEM APOIA OS SOCIOS DA MESMA FORMA QUE GIL OU VITORIA?



[Zé Peixoto - MUP Braga]

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Benfica 1-0 Dínamo Bucareste



Estádio: Estádio da Luz

Espectadores: 35.197

Árbitro: Ivan Bebek (Croácia)



Benfica: Quim, Nelson, Luisão, Anderson e Léo, Petit, Katsouranis, Karagounis e Rui Costa, Simão e Nuno Gomes.

Treinador: Fernando Santos.
Jogaram ainda: Miccoli e Derlei



Dín. Bucareste: Lobont, Blay, Moti, Radu e Pulhac, Cristea, Margaritescu, Munteanu e Balace, Danciulescu e Niculescu.

Treinador: Mircea Rednic.
Jogaram ainda: Zé Kalanga, Ropotan e Serban.




O Benfica acabou por vencer o Dín. Bucareste, naquela que foi a pior exibição dos encarnados na Luz. Um golo de Miccoli aos 89 minutos resolveu a questão. Agora, basta segurar o resultado na Roménia, onde o Dinamo não perde desde Julho....



O Benfica não jogou bem, e o resultado acaba por ser mais favorável que a exibição encarnada. A priemira parte foi sonolenta, jogada a um ritmo muito lento, bastante favorável aos forasteiros, que não competem desde o início de Dezembro. O Benfica entrou no seu esquema habitual, com Karagounis e Katsouranis no onze, e Simão ao lado de Nuno Gomes. O certo é que á imagem do jogo da Póvoa, o Benfica pouca velocidade imprimiu e com os jogadores do centro do terreno a jogarem muito proximos, não existiu dinâmica de jogo. Os primeiros minutos até pertenceram ao Benfica, que criou algumas situações de relativo perígo, mas Lobont esteve sempre a altura, antecipando-se aos jogadres encarnados. A grande oportunidade da primeira parte, surge para o Benfica. Rui costa conduziu o contra-ataque e deu para Simão, que centrou para Nuno Gomes efectuar um bom remate, que teve uma não menos boa defesa de Lobont. O Benfica tentava chegar á baliza do Dínamo, mas precisava de mais velocidade, pois notava-se que quando o Benfica imprimia mais ritmo ao jogo, os atletas do Dínamo não conseguiam acompanhar. A toada de jogo até final do primeiro tempo foi sempre a mesma, com o Dínamo a jogar na expectativa, e o Benfica a tentar construir jogadas de perígo, que levassem a desfeitiar Lobont. Já perto do final do primeiro tempo, Luisão, subiu até ao meio campo do Dínamo e cruzou para Nuno Gomes, mas o remate do avançado benfiquista foi a fígura de Lobont.



Para a segunda parte, Fernando santos trouxe o italiano Miccoli e deixou nos balnearios o amarelado Petit, que diga-se, também não teve muito que fazer, pois os romenos, pouco ou nada fizeram no primeiro tempo. A equipa passou a jogar em 4x3x3, com Simão, Miccoli e Nuno Gomes na frente de ataque. Assim o Benfica alterou um pouco o estilo de jogar, passou a ser ligeiramente mais rápido, mas continuavam a não ser criadas muitas oportunidades de golo. O Dínamo, começou a chegar mais perto da área de Quim e a rematar com relativo perígo. O treinador dos romenos, tentou, como tinha dito, não sofrer golos, e aos 65 minutos, retirou o lateral direito Pulhac, fazendo entrar Zé Kalanga para a mesma posição. A defesa dos forasteiros ficava mais reforçada, pois os centrais estavam a fazer uma excelente exibição, principalmente Radu.



Mas poucos minutos depois, o Benfica podería ter chegado ao golo. Moti, cometeu falta sobre Simão, já perto da entrada da área, e na marcação do lívre, o capitão atirou a bola com estrondo á trave de Lobont, e na recarga, Miccoli permitiu que o guarda-redes romeno tirasse a bola de cima da linha de golo. Foi a grande oportunidade de golo do Benfica neste segundo tempo, e a que de certa forma acordou os encarnados, que começaram a empurrar a equipa do Dínamo para perto da sua área. Fernando santos percebeu que Nuno Gomes tinha estourado e fez entrar Derlei, mas o ninja não esteve muito bem, tendo tido apenas uma oportunidade de golo, já perto do fim da partida, mas o cabeceamento saiu ao lado. Entretanto minutos antes, uma situação cúriosa. Zé Kalanga, que tinha entrado ao minuto 65, foi substituido ao minuto 82, após ter visto um cartão amarelo. O treinador Rednic, chegou mesmo a virar-lhe as costas aquando da sua passagem pelo banco... O jogo, esse, caminhava rápidamente para o fim, com o Benfica a não encontrar o caminho do golo, até que ao minuto 89, e depois de um alívio de bola de um defesa romeno, Rui Costa recuperou e progrediu, centrando para a área onde Simão recebeu e rematou de imediato, com Lobont a fazer mais uma grande defesa, mas na recarga Miccoli fuzilou mesmo a baliza do Dínamo e marcou o golo da vitória benfiquista. Grande alegria nas bancadas e no relvado, com o jogador italiano a revelar-se fundamental, ele, que ate tinha passado despercebido durante grande parte do segundo tempo. Este resultado acaba por ser bastante importante para o Benfica, que terá que medir forças na Roménia com este mesmo Dínamo daqui a uma semana, num terreno onde os da casa não perdem desde Julho passado.



O Positivo do Jogo.



O postivo desta partida acaba mesmo por ser a vitória, pois deixa os benfiquistas mais confiantes para o jogo da segunda mão. Foi importante também não ter sofrido golos.



O Negativo do jogo.



A pior assistência e pior exibição do Benfica em jogos das competições europeias e do campeonato, em casa esta época.



O Melhor em Campo.



*Rui Costa. Continua a ser fundamental no meio campo encarnado. Lê o jogo, passa bem, desmarca-se, corre, centra com precisão, faz um pouco de tudo dentro das quatro linhas. Mais uma assistência para golo.

* Lobont. Bastante rápido este guarda-redes, foi determinante em dois ou três lances de perígo para a sua baliza. Aos 17 minutos fez frande defesa a remate de Nuno Gomes, aos 45 minutos voltou a estar no sítio certo, aos 69 não permitiu a Miccoli que marcasse, e quase evitava o golo encarnado aos 89 minutos, tendo ainda efectuado grande defesa a remate de Simão já na pequena área. Excelente exibição do guardião do Dínamo.



O Árbitro.



Esteve bem dentro das quatro linhas. Segiu o jogo de perto, e os cartões amarelos mostrados a Petit e Moti, são justos. Esteve mal auxiliado, pois Niculescu não estava em fora de jogo, nas duas ocasiões em que lhe foram apontados o adiantamento.

quarta-feira, novembro 24, 2004

Competições Europeias

Inicia-se hoje mais uma jornada europeia das equipas portuguesas.
O F.C.Porto tem, a meu ver, um teste muito complicado de ser ultrapassado. Apesar do que disse o seu presidente, de que a neve dá sorte, ele esquece-se que os russos estão muito habituados a este clima, que é hostil para as equipas do sul da Europa. Ainda por cima o Porto joga com a pressão de ter de ganhar o jogo, o que é muito mais complicado. Isto porque não acredito que um empate vá ajudar muito no que se refere à passagem à próxima fase. Ainda por cima sabendo dos problemas físicos de alguns jogadores, como por exemplo o Diego, não sei como conseguirão dar a volta à situação.
Quanto ao Sporting, é amplamente favorito na deslocação à Geórgia, no entanto não se esqueçam que a equipa leonina consegue muitas vezes transformar o fácil em complicado... Por isso há que jogar com cautela e não facilitar.
Por fim o Benfica, apesar de também parecer ter uma tarefa facilitada há que jogar com humildade pois muitas vezes os seus jogadores gostam de complicar o que é fácil. Sabendo que ainda por cima Trapattoni vai fazer descansar alguns jogadores por precaução, como por exemplo o Petit, as coisas poderão não ser tão fáceis como parecem.
Só faço votos sinceramente que todos consigam ganhar por forma a que Portugal melhore no ranking europeu.