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terça-feira, dezembro 18, 2007

Estrelas Atacantes dos Pequenos

Antes de começar a minha rubrica, terei de justificar a minha ausência durante as últimas três semanas. Tive durante estas últimas três semanas doente, com uma grave pneumonia, da qual ainda estou a recuperar, mas em condições de fazer voltar esta rubrica, que defende o talento da nossa liga.
Peço então desculpas a todos os estimados leitores, prometendo que agora nunca irei falhar uma semana.

12º Capítulo: Hugo Faria (União de Leiria)

Idade: 24 anos
Posição: Médio
Naturalidade: São Brás de Alportel
Altura: 1,82m
Peso: 75 kg
Internacionalizações: nenhuma
Estreia na 1ª Liga: Académica 0 – 1 U. Leiria (07-11-2004)
Treinador que o lançou na 1ª Liga: Vítor Pontes
Títulos: não tem

Poucos se devem lembrar de algum jogador das escolas dos clubes algarvios, mas um deles lançou-se na nossa liga na época passada e vai fazendo sucesso. Falo de Hugo Faria, o médio, conhecido pela sua raça e bravura, é denominado pelo “Pitbull de Leiria”. O seu estilo de jogo, que é bastante igual a Petit, médio do Benfica, fez com que lhe fosse adaptado tal nome.

Hugo Faria, é um médio que surpreendeu o futebol português, tendo sido lançado no onze inicial da primeira jornada da época 06/07, quando era apontado como dispensado. Esse jogo foi no Estádio do Dragão, frente ao Campeão Nacional. Mas o jovem não quis saber da pressão, e fez um belo jogo, ganhando com muito mérito um lugar no “onze” e no plantel da equipa. Com a sua capacidade lutadora, é um jogador bastante disciplinado e profissional, com uma boa capacidade de transição defesa/ataque, boa capacidade de passe e recuperação de bolas.

Este algarvio foi formado nas escolas do Louletano, clube onde brilhou nos primeiros anos de carreira. Tem sido algumas vezes convocado para as selecções mais jovens, fez umas boas épocas nas camadas jovens, estreando-se a sénior em 01/02, onde entrou aos poucos na equipa da Loulé. Nas duas épocas seguintes tornou-se titular na equipa algarvia, e pela sua juventude muitos clubes foram até ao Algarve para observar este jovem talento.

Em 04/05 foi contratado pela União de Leiria, e muitos apontavam para a sua dispensa antes de a época iniciar. Mesmo assim, Vítor Pontes apostou no médio e na sua juventude, mas pouco o utilizou. Parecia ser mais um caso de uma dispensa inevitável, e de um atleta a qual não davam oportunidades.

Na época seguinte, foi emprestado ao Olhanense, regressando a casa, ao seu Algarve. Fez uma excelente época, tal como o clube que representava, com 27 encontros realizados, foi dos pilares de um forte Olhanense, que se tornou o maior clube da zona algarvia.

Regressou então ao Leiria, mas na pré-temporada a sua dispensa era anunciada. Já todos apontavam o seu regresso ao Algarve, para voltar a ser emprestado. Domingos nunca tinha dito que o queria, e nunca desmentiu as notícias que este sairia. Mas Hugo Faria lá foi ficando na equipa, até ao início da temporada, altura em que aparece como titular da equipa. Uma surpresa agradável de um jogador desconhecido que se praticamente se estreava no Dragão, impondo o seu futebol com uma naturalidade incrível.

Hugo Faria é ainda o titular do meio-campo da complicada União de Leiria desta temporada. A luta pela manutenção vai ser dura e o seu futuro é, portanto, incerto. Mas com o seu talento, o salto para um clube com objectivos certos, não vai ser muito complicado.

domingo, outubro 28, 2007

Vitória SC 2-1 União de Leiria

Estádio: D. Afonso Henriques
Assistência: 14 951 espectadores
Árbitro: Duarte Gomes

Vitória SC
Nilson, Andrézinho, Geromel, Sereno, Luciano, Flávio, João Alves (45'), Desmarets, Carlitos (62'), Alan e Miljan (80')
Jogaram ainda: Ghilas (45'), Targino (62') e Rabiola (80')
Treinador: Manuel Cajuda

Leiria
Fernando, Laranjeiro, Renato, Éder Gaúcho, André Marques, Tiago, Cadu, Toñito (69'), Sougou, João Paulo (74') e Maciel (80')
Jogaram ainda: Faria (69'), Paulo César (74') e N'Gal (80')
Treinador: Paulo Duarte

Disciplina:
Cartões amarelos: Laranjeiro (21'), João Paulo (46'), Toñito (53') e Ghilas (78')
Cartões vermelhos: -

Suado mas justo o triunfo do Vitória ontem à noite frente à União de Leiria.
Depois de ter entrado a matar no jogo, com uma boa oportunidade logo no primeiro minuto, o Vitória acabou por protagonizar uma primeira parte um pouco abaixo do prometido e acabou por deixar o Leiria adiantar-se no marcador.
A segunda parte, foi já totalmente dominada pelo Vitória que no primeiro minuto após o recomeço colocou nova igualdade no marcador que acabou por conseguir desfazer já no último minuto de jogo, com o jovem Rabiola a brilhar com um bom cruzamento que deu a vitória à sua equipa.
Foi um Vitória sofredor, lutador e extramamente determinado que acabou por se mostrar um justíssimo vencedor ao protagonizar uma segunda parte de muito bom nível.
Depois da derrota em Alvalade, os homens de Manuel Cajuda voltaram a mostrar que são uma equipa com grande qualidade, pronta para enfrentar com grande determinação todas as partidas que disputa.


Melhor em campo
Andrézinho #25
Endiabrado. Correu quilómetros, ganhou a grande maioria dos lances e serviu os colegas na perfeição. Noite de grande acerto para o lateral-direito vitoriano.

Arbitragem
Mais uma vez a polémica a marcar um jogo da BWinLiga. Duarte Gomes conseguiu prejudicar as duas equipas com decisões no minimo, questionáveis. A rever a postura, senhor juíz.

Pontos positivos
- Depois de quebrada a invencibilidade, o Vitória mostrou que a capacidade de luta e sofrimento não está perdida. Até ao apito do árbitro é jogo, terá sido o lema da equipa ontem. Triunfo conseguido mesmo a acabar o encontro mas que encaixou como uma luva aos vimaranenses.
- Rabiola. Primeiro golo do puto que está mortinho para mostrar serviço. Para continuar.

Pontos negativos
- Já chateia, mas mais uma vez, arbitragem.

segunda-feira, outubro 08, 2007

UD Leiria 1 – SL Benfica 2

Estádio: Municipal Dr. Magalhães Pessoa (Leiria)
Assistência: 8960 espectadores
Árbitro: João Ferreira (AF Setúbal)

UD Leiria
Fernando, Laranjeiro, Hugo Costa, Éder Gaúcho, Patrick, Tiago, Cadu, Toñito, Sougou, Maciel e João Paulo

SL Benfica
Quim, Maxi Pereira, Luisão, Edcarlos, Léo, Binya, Katsouranis, Rodríguez, Rui Costa, Nuno Gomes e Cardozo

Ao Intervalo: 1-1
Marcadores: Cadu da Silva (2’), Nuno Gomes (12’ e 65’)
Disciplina:
Cartão Amarelo: UDL - Tiago (18’), Sougou (61’) e Paulo César (90’)
SLB – Binya (70’) e Nuno Assis (89’)

Opinião Leiriense

Todos, ou quase todos, me conhecem e sabem que sou uma unio-benfiquista assumida. Não escondo o meu benfiquismo, apesar de percentualmente falando, ser unionista. Estes jogos são, normalmente, muito difíceis de julgar, mas, obviamente, torço sempre pela UDL.

A UDL entrou em campo para ganhar. Sem dúvida, que a vitória ao Leverkusen soube a motivação no balneário leiriense. E isso viu-se, logo aos minutos iniciais, com um golo de Cadu. Ali estava eu, no meio de centenas de benfiquistas a gritar GOLOOOO… o jogo prometia! Tanto prometeu que o Benfica marcou passado cerca de 10 minutos. Fiquei chateada, até porque os benfiquistas atrás de mim, faziam de propósito, a ofender os “meus” jogadores para ver a minha reacção. E bem se viam apertados, quando Sougou pegava na bola… a sorte do Quim foi que o João Paulo estava em dia “não”. A UDL esteve perto, mas tão perto de marcar o 2-1… mas não marcou.

Entrámos na 2.ª parte, com a mesma garra, com a mesma vontade de ganhar. Infelizmente, não é a vontade que marca golos e conquista jogos… sofremos o 2.º golo. De novo, Nuno Gomes. Paulo Duarte fez entrar 2 avançados, Paulo César e N’Gal, tirando Toñito e Sougou. A ideia era refrescar o ataque e virar o jogo, mas não aconteceu e a UDL continua sem vencer na Liga.

Estamos abaixo da linha de água, com 3 pontos, fruto de 3 empates… muito pouco para uma equipa como a UDL. Precisamos marcar mais para que a confiança aumente. Durante a semana, João Bartolomeu acusou alguns atletas do plantel de falta de empenho… essa lacuna não se viu. O que vi foram jogadores que correm e que se esforçam, mas os golos não aparecem. Segue-se uma paragem na Liga. É tempo de afinar estratégias e melhorar a finalização.

Melhor em campo: Estive indecisa neste campo, entre Fernando e Cadu. Mas decidi-me pelo guarda-redes. Sem culpa nos golos, Fernando continua a mostrar credenciais e o porquê de ser um dos melhores a actuar em Portugal. Também destaco João Paulo… um avançado com pulmão e sede de vitórias.

Arbitragem: Já vi, honestamente, arbitragens melhores. No final da 1.ª parte, julgo, que há razões para a UDL se queixar: Luisão envolve-se com João Paulo e no, meu entender - não vi repetições e no Estádio… todos sabemos como é – fica uma grande penalidade por assinalar contra o Benfica.

sexta-feira, outubro 05, 2007

Taça UEFA: UD Leiria 3 – Bayer Leverkusen 2

Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria
Hora: 21:15
Árbitro: Costas Kapitanis (Chipre)


B. LEVERKUSEN
Adler, Castro, Friedrich, Hagui, Sarpei; Vidal, Rolfes, Barbarez, Kiessling, Barnetta e Papadopoulos

Suplentes: Fernandez, Faty, Sinkiewicz, Risse, Schwegler, Dum e Bulykin

Treinador: Michael Skibbe

U. LEIRIA
Fernando, Éder Gaúcho, Hugo Costa, Laranjeiro, Alhandra, Tiago, Toñito, Cadú, Maciel, João Paulo e Sougou

Suplentes: Alemão, Marco Soares, Jessui, Lukasiewicz, N’Gal, Paulo César e Zongo

Treinador: Paulo Duarte

Ao Intervalo: 2-1
Marcadores: Cadu (3’), Papadopoulos (10’), João Paulo (12’), Kiessling (87’) e Laranjeiro (94’)
Disciplina: Cartão Amarelo: UDL – Cadu (35’), João Paulo (42’), Toñito (66’), Marco Soares (67’) e Tiago (78’). B. Leverkusen – Haggui ( 44’), Schwegler (57’), Friedrich (77’) e Castro (90’).

VISÃO LEIRIENSE
Merecíamos ganhar este jogo e ganhámos. Merecíamos uma derrota menos dilatada na Alemanha, mas tal não foi possível. Infelizmente não foi possível passarmos o conjunto alemão, na segunda mão desta eliminatória, apesar de eu considerar que fomos claramente superiores aos germânicos.
No jogo no BayArena, viu-se que o Bayer relativizou a UDL o mais que pode, mas em campo, viram-se aflitos quando fizemos o golo da igualdade. Em Portugal, tornaram a fazer o mesmo, apesar de terem tido mais algumas cautelas. Infelizmente, a partida não foi transmitida pela televisão… lamento esse facto apenas por uma razão: vocês não puderam ver o ar aflito dos defesas, cada vez que a bola chegava ao Sougou ou ao João Paulo. Sem Paulo Duarte no banco (esteve escondido algures no Estádio… falei com ele à saída), eram Mário Artur (treinador-adjunto) e Rui Santos (preparador físico) a comandar as hostes, lado-a-lado com o presidente do clube.
Foi um jogo de nervos. Só precisávamos de marcar 2 golos e não sofrer nenhum. Difícil, mas não impossível. Começou de forma espectacular com um golo de Cadu da Silva, que tem o condão para nunca marcar golos, numa fantástica combinação com Toñito. Alegria pouco duradoura… Papadopoulos fez o 1-1. O avançado João Paulo fez o 2-1 que se manteve durante bastante tempo… a UDL esteve mais vezes perto do 3-1, do que o Bayer perto do 2-2… mas o pior aconteceu, e Kiesslig (que fez 2 dos 3 golos na Alemanha) empatou a partida. E Laranjeiro, segundos antes do apito final, permitiu aos adeptos leirienses gritarem GOLOOOO mais uma vez. Foi uma despedida com honra das competições europeias. Agora há que dar força ao Sporting de Braga!

Arbitragem: Sem me esforçar muito, consigo lembrar-me de meia-dúzia de nomes feios para lhe chamar, mas estamos num espaço público e respeito os nossos visitantes. O Bayer bem pode agradecer ao senhor do apito o facto de ter passado à fase de grupos. Ainda tenho cá para mim que no 1.º golo alemão, o jogador grego estava ligeiramente adiantado.

Pontos Positivos: Vencemos um jogo. E das competições europeias, contra o 2.º classificado da Liga Alemã.
A entrega dos jogadores… correram, jogaram, entregaram-se à luta e acreditavam que era possível. Estão de parabéns!

Pontos Negativos: Não passámos à fase de grupos.

Melhor em Campo: O melhor em campo foram todos… o capitão Laranjeiro, foi talvez, o menos bom. Em termos de destaque, não consigo enumerar um só jogador leiriense, porque o conjunto complementou-se lindamente.

segunda-feira, outubro 01, 2007

Furacão Sadino


Muita chuva em setúbal, mas o relvado está em boas condições para não prejudicar a qualidade da partida. Com dois esquemas iguais, ambos a jogar em 4x3x3, esperou-se com ansiedade qual a equipa que conseguiria impor-se mais cedo. Eis as equipas:

Árbitro: Carlos Xistra (A.F. Castelo Branco)
Local: Estádio do Bonfim, em Setúbal
Assistência: 3500 espectadores

VITÓRIA FC: Eduardo, Janício, Robson, Auri, Adalto; Elias, Sandro, Ricardo Chaves; Pitbull (Bruno Gama 84), Leandro (Edinho 46) e Matheus (Paulinho 75).
Não utilizados: Marco Tábuas, Filipe, Bruno Ribeiro, e Jorginho.
Treinador: Carlos Carvalhal

U. Leiria: Fernando; Éder, Renato, Éder Gaucho, Patrick (Sougou 64); Faria, Tiago, Alhandra; Paulo César (Tonito 67), Maciel e João Paulo(Jessuí 71).
Não utilizados: Fava, Zongo, Hugo Costa, Marco Soares.
Treinador: Paulo Duarte

Golos: Matheus (61) e Edinho (94).

Cartões amarelos: João Paulo (53), Renato (54), Matheus (57), Fernando (61), Alhandra (70), Adalto (78), Edinho (82) e Auri (87).

Na primeira parte notou-se muito mais vontade do Vitória. Quase sempre em ascendente, tendo tido várias oportunidades, ou por Pitbull nos seus livres, ou por Matheus com remates de longe, ou mesmo de cabeça por Auri. Aliás, foi ele que teve a maior oportunidade de marcar. Sempre que a União conseguia reequilibrar o jogo, não conseguia transformar a posse de bola em remates. Em 45 minutos só um remate à baliza vitoriana. Muito pouco! Ao intervalo o 0-0 manteve-se.


Inicio da segunda parte do jogo, e com.......chuva. Mais uma vez os sadinos a entrarem melhor, com muita pressão e encostar o Leiria às cordas. Sempre que havia espaço para o contra-ataque, os leirienses esperavam “educadamente” até a defesa do vitória estar de novo organizada. Mas aos 61 minutos o merecido prémio. Pitbull cruza, Matheus cabeceia, e é golo. Um golo com gesto técnico bonito, quase a fazer lembrar aquele golo de João Pinto contra a Inglaterra no EURO2000. Depois do golo esperava-se uma reacção, e houve....mas do Vitória. Continuaram a pressionar, deram-se ao luxo de falhar uma grande penalidade (bem assinalada) e só nos descontos, com várias fintas do recém entrado Bruno Gama, Edinho encosta a bola para baliza depois de excelente trabalho do Bruno.

Fim do jogo, vitória justa dos homens da casa. 2-0 sem mácula, talvez só pecando por falta de eficácia. Se houvesse goleada no Bonfim, não seria de admirar. Estamos a continuar a jogar futebol eficiente, ainda não perdemos, portanto uso um pouco de liberdade para sonhar com a Taça UEFA. Por isso: NÃO quero acordar!!

A arbitragem esteve bem. Distribui vários amarelos sem nunca perder o controle. Viu a grande penalidade. Muito bem Sr. Carlos Xistra.

O melhor em campo.....difícil escolha. Poderia ser o Matheus, Elias ou Pitbull. Mas vou escolher o Fernando, Guarda-redes da União de Leiria. Porquê? Simples! Porque apesar dos 2 golos sofridos, salvou a sua equipa duma goleada por fazer inúmeras defesas fantásticas.
Desta vez o Bruno Gama teve mais alguns minutos para ganhar ritmo. Suficientes para dar uma assistência. Atenção a este miúdo!

segunda-feira, setembro 24, 2007

União Leiria 0x0 Estrela Amadora

Estádio: Municipal Magalhães Pessoa, em Leiria
Árbitro: Vasco Santos, do Porto

UNIÃO DE LEIRIA: Fernando, Éder Bonfim, Bruno Miguel, Éder Gaúcho, Laranjeiro, Hugo Faria, Tiago, Paulo César (Toñito, 71m), Maciel (N'Gal, 58m), João Paulo e Sougou. Treinador: Paulo Duarte.

ESTRELA DA AMADORA: Nélson, Rui Duarte, Maurício, Wagnão, Cardoso, Tiago Gomes, Fernando, Pedro Pereira, Mateus (Luís Aguiar, 73m), N'Diaye (Nuno Viveiros, 87m) e Moses (Anselmo, 58m). Treinador: Daúto Faquirá.

Cartões amarelos - Moses (30m), Pedro Pereira (40m), Tiago (83m), Luís Aguiar (89m) e Nélson (90+3m)


Jogo morno e previsivel, num campo onde o Estrela mais vezes pontua do que perde, por isso não foi de estranhar mais um empate.

As duas equipas cientes que no inicio é sempre complicado perder pontos, entraram de maneira a conquistar a vitoria. Pelos tricolores a equipa habitual de 4 defesas, 1 trinco, 1 medio centro de raiz, 1 medio ofensivo, 2 extremos e o avançado. Traduzido em numeros pode ser algo do tipo 4x1x1x1x3 simplificado ou 4x3x3 atacante. Com aquele que começa a ser o 11 habitual. Na baliza o intrasnponivel Nelson, o quarteto defensivo com Wagnao e Mauricio a centrais e Cardoso e Rui Duarte nas alas. Fernando como trinco, Tiago Gomes o Pulmão do meio campo, Mateus a municiar o jogo atacante e nas alas Pedro Pereira que parece ter conseguido finalmente um lugar de inicio, acompanhado do habituée N’Diaye a servirem Moses na frente.

A grande surpresa do 11 foi a não inclusão de Marco Paulo. Como o número 14 não jogou, nem o Estrela sofreu golos nem o Estrela perdeu. Para quem não acredita eu já tinha avisado sobre este pseudo-jogador. Vejam contra a Naval estavamos com o número 14 de inicio, sofremos o 0-1, mal ele saiu aos 35 minutos acabamos por vencer por 3-1. Em Braga estavamos a ganhar 1-0, entra Marco Paulo e perdemos 1-2. Na semana a seguir entramos com Marco Paulo em campo contra o Sporting e em meia-hora sofremos 2 golos, depois aos 30 minutos o jogador saiu e não sofremos mais. Neste jogo não jogou... É estranho? É coincidência? É azar?... Qualquer coisa é e por alguma razão o jogador é assobiado de cada vez que permanece 5 minutos em campo.

Dizer que era justo haver um vencedor era mentir, o Estrela foi quem mais atacou, quem mais rematou, quem mais foras-de-jogo teve, e quem mais cantos ganhou. No entanto as oportunidades mais flagrantes foram da União, inclusivé já na segunda parte, com N’Gal isolado a permitir a defesa de Nelson no 1x1. Para a história ficam os números do jogo a confirmar a superioridade tricolor. (Primeiro número é da União o segundo é do Estrela): Remates (10 – 12); Cantos (6 – 8); Foras-de-jogo (3 – 6).

Pareceu-me por isso um resultado justo porque ambas as equipas se equipararam muito, como habitualmente.

Melhor em campo:

- O colectivo esteve todo uníssono, mas pela brilhante intervenção no 1x1 com N’Gal escolho Nelson.

Arbitragem:
Nenhum erro por ai alem, apenas poderia ter exibido a cartolina vermelha a Moses num lance com Tiago, ainda na primeira parte, mas a decisão aceita-se.

Notas positivas:

- Toda a equipa tricolor esteve muito compacta e muito certinha.

- Muita qualidade em alguns dos intervenientes

- A não inclusão de Marco Paulo na equipa, embora não evite de estar no banco.

Notas negativas:

- Falta de eficácea atacante.

sexta-feira, setembro 21, 2007

B. LEVERKUSEN 3 - U. LEIRIA 1



FICHA DE JOGO

A União de Leiria viajou até à Alemanha, ao mítico BayArena para defrontar o Bayer Leverkusen, numa partida a contar para a 1.ª mão da 1.ª eliminatória da Taça UEFA, onde chegou através da Taça Intertoto. Temia-se o pior para os portugueses, que apesar de derrotados deram a ideia de puderem fazer mais.

BayArena, em Leverkusen
Hora: 16:15 (hora portuguesa, mais uma na Alemanha)
Árbitro: Vladimir Hrinak (Eslováquia)



B. LEVERKUSEN:
Adler, Castro, Friedrich, Hagui e Gresko; Vidal, Rolfes, Schneider, Kiessling e Barnetta; Gekas

Suplentes: Fernandez, Faty, Sinkiewicz, Serpei, Barbarez, Bulykin e Papadopoulos

Treinador: Michael Skibbe

U. LEIRIA:
Fernando, Éder, Bruno Miguel, Éder Gaúcho e Laranjeiro; Alhandra, Tiago, Cadú e Paulo César; João Paulo e Lukasiewicz

Suplentes: Rafael, Hugo Costa, Toñito, Marco Soares, Faria, Sougou e Maciel

Treinador: Paulo Duarte

Ao Intervalo: 2-1
Marcadores: (Kiessling 18’; João Paulo 28’; Rolfes 31’ e Kiessling 78’)
Disciplina:
Cartão Amarelo: Gresko (47’e 79’), Lukas (47’), Faria (51’e 87’), Vidal (55’) e Sougou (79’)
Cartão Vermelho: Gresko (79’) e Faria (87’)

ANÁLISE LEIRIENSE:
Antes de mais, peço desculpa aos senhores da comunicação social pelas maldições que eu lhes roguei: o jogo foi transmitido pela SporTV 2. Mas não tinha sido anunciado na grelha de programação, daí o meu rol de maldições mais profundas.

O jogo foi um pouco aquilo que esperava. A minha UDL saiu derrotada, mas mostrou uma classe superior à da equipa alemã, historicamente mais forte. Paulo Duarte optou por apostar no meio campo, com Tiago e o estreante Lukas – o poderoso polaco, que faz lembrar Slusarsky. O ataque foi entregue a João Paulo (dois golos na Liga), Paulo César e Cadu da Silva. Na defesa, os mesmos: Éder Bonfim, Éder Gaúcho, Bruno e Laranjeiro, a capitão. Surpresa na inclusão de Alhandra.

João Paulo voltou a justificar a sua contratação e o golo marcado, é um claro sinal para que Paulo Duarte continue a apostar nele. O guarda-redes Fernando foi enormeeeeee… foi, sem sombra de dúvida, o melhor activo leiriense. Cheguei a temer quando houve uma carga sobre ele.

Mas resumindo e baralhando, fiquei muito satisfeita com a atitude da equipa: deram luta e não mostraram nervosismo por estarem a defrontar uma das míticas equipas europeias. Certo que o Bayer Leverkusen de hoje, não é o mesmo de há 10, 15, 20 anos… mas o respeito conquista-se com os anos. Se acredito num melhor resultado na 2.ª mão? Sim, acredito! Talvez em Leiria, o clube alemão não relativize tanto a UDL como o fez, e tenhamos um bom espectáculo de futebol.

Arbitragem: Já vi melhores arbitragens. Fico com a dúvida se, na recta final do jogo, não deveria ter sido assinalada grande penalidade de falta sobre Sougou. Mas dou o benefício da dúvida, porque não houve repetição desse lance.

Pontos Positivos: A exibição foi francamente positiva, apesar do resultado. Os alemães sentiam-se muito mais pressionados do que os portugueses. Com os golos fomos perdendo alguma estabilidade emocional, mas nada que se compare com a supresa que criámos ao Bayer. Tínhamo-los melhor estudados do que eles a nós.

Pontos Negativos: A (nova) expulsão de Paulo DUARTE – não é engano, mas tanto na TV, como na Internet, os senhores jornalistas insistiam em Paulo Renato.
A expulsão de Hugo “Tractor” Faria – muita falta faz este rapaz. Mas ele devia ter cabecinha fria o suficiente para não fazer asneira depois do 1.º amarelo. Arriscou e a equipa é que o perdeu para a 2.ª mão.

Melhor em Campo: FERNANDO. O guarda-redes brasileiro é gigante. Arrisco-me a dizer que a UDL começa a ser demasiado pequena para o seu talento. Se não fosse o “Fernandão Grandão”, a UDL não teria perdido só por três golos.

sexta-feira, agosto 31, 2007

Sorteio Taça UEFA

Hoje, ao meio-dia, no Mónaco, decorreu o sorteio da Primeira Eliminatória da Taça UEFA. Conseguimos colocar as 4 equipas nesta eliminatória, embora a União Leiria tenha de ter passado por duas pré-eliminatórias, uma delas na Taça Intertoto. O Sp. Braga, era a única equipa que partia para este sorteio como cabeça de série e o único que tinha a tarefa mais acessível. Belenenses, Paços Ferreira e União Leiria esperavam o menor “azar” possível.

Porém não foi isso que sucedeu, Os Belenenses, tiveram de longe o pior sorteio de todas as equipas europeias envolvidas nesta eliminatória, calhando com os alemães do Bayern Munique, que até agora é o maior favorito à vitória final nesta competição.

O Paços Ferreira também se pode queixar do sorteio, uma vez que calhou com uma equipa habituada a ir longe nesta competição. Os holandeses do AZ 67 Alkmaar devem contar não só com o seu potencial mas com a inexperiência europeia dos portugueses.

O União Leiria calhou também com uma equipa alemã, o Bayer Leverkusen, que neste momento é uma sombra da grande equipa europeia que foi em tempos nao muito idos. Contudo é sempre uma equipa alemã. No entanto a equipa do Lis pode ter uma palavra a dizer, a não ser que se perca na inexperiência como o Paços de Ferreira.

Por último o cabeça de série Sp. Braga, com um sorteio “assim-assim”, nem bom nem mau. Uma equipa Suéca do meio da tabela para cima e que acabou a época passada no terceiro lugar, mas com muita rodagem a nivel europeu. Foi campeão sueco em 2001. Encontram-se no 8º lugar do campeonato mas em casa mostram ser uma equipa fortíssima, e em 9 jogos tem 7 vitórias e 2 derrotas com 15 golos marcados e apenas 3 sofridos.

Em relação aos outros jogos temos alguns muito interessantes.

O Atlético Madrid de Simão, Maniche, e Zé Castro, parece ter uma tarefa muito simples defrontando os turcos do Kayseri Erciyesspor, que desceram de divisão. José Peseiro e o seu Panathinaikos encontram o Artmedia. Teremos portugueses dos dois lados também no Tottenham Hotspurs contra o Anorthosis. E em termos de eliminatórias interessantes, o Lens de JP Papin recebe o FC Copenhaga, e o “azarado” Dinamo Zagreb que também veio eliminado da Liga dos Campeões pelo Werder Bremen, agora encontra o não menos forte Ajax. Os espanhóis do Getafe defrontam o FC Twente da Holanda. Rapid Viena frente a Anderlecht e Nuremberga versus Rapid Bucareste, podem ser também jogos interessantes.

Pela parte “negativa” ou desnivelada do sorteio podemos encontrar: Everton contra o Metalist Kharkov (Ucrânia), Bolton Wanderers frente ao Rabotnicki (Macedónia) e Villareal versus BATE Borisov (Bielorrussia).

Os jogos sairam por esta ordem:

Midjityland – Lokomotiv Moscovo
Groningen – Fiorentina
Rabotnicki – Bolton Wanderers
AEK Athenas/Sevilha – Red Bull Salzburg
Nuremberga – Rapid Bucareste
Everton – Metalist Kharkov
FC Zenith – Standard Liège
Bayer Leverkusen – União Leiria
Villareal – BATE Borisov
Sion – Galatasaray
Atlético Madrid – Kayseri Erciyesspor
Bordéus – Tampere United
Panathinaikos – Artmédia
Sparta Praga – OB Odense
FC Zurique – Empoli
Sochaux – Panionios
Rapid Viena – Anderlecht
Paços Ferreira – AZ 67 Alkmaar
Sampdória – Aalborg
Spartak Moscovo – Haecken
Hammarby – Sp. Braga
Larissa – Blackburn Rovers
Mladà Boleslav – Palermo
Dinamo Zagreb – Ajax
Rennes – Lokomotiv Sófia
Brann Bergen – Club Brugges
Bayern Munique – Belenenses
Aberdeen – Dniepr
SC Heerenveen – Helsingborgs
Toulouse – CSKA Sófia
Hamburgo – Liteks Lovech
FK Sarajevo – Basileia
Austria Viena – Vaalerenga
AIK Estocolmo – Hapoel Telaviv
Aris Salónica – Zaragoza
Dinamo Bucareste – Elfsborg
Tottenham Hotspurs – Anorthosis
Lens – FC Copenhaga
Getafe – FC Twente
Groclin – Estrela Vermelha


Os jogos realizam-se a 20 de Setembro e 4 de Outubro, primeira e segunda voltas respectivamente.

Lembrem-se, não há vencedores antecipados... Vamos todos aos estádios apoiar as nossas equipas!

On the way to Europe

A União de Leiria garantiu ontem o apuramento para a Taça UEFA ao vencer por uma bola a zero a equipa israelita do Maccabi Netanya. O jogo da 1.ª mão havia ficado empatado a zeros, deixando a decisão da eliminatória para hoje.


Estádio: Kiryat Eliazer, em Haifa
Assistência: (cerca de) 13.000 espectadores
Árbitro: Sorin Corpodean (Roménia)

MACCABI NETANYA
Stauber; Saban, Murillo, Hermon Golan e Ben Dayan; Amir Taga, Cohen Almog, Cohen Tamir, Bundea, Schechter; Menachem e Okocha
Suplentes: Nir Gal; Ben Shabat, Strul Bernad, Vayer Adam, Maabi Tal, Yampolsky Bamidele e Rozenthal
Treinador: Reuven Atar

UNIÃO DESPORTIVA DE LEIRIA
Fernando; Éder, Renato, Hugo Costa e Laranjeiro; Tiago e Faria; Sougou, Cadú, Paulo César e João Paulo
Suplentes: Alemão, Bruno Sousa, NGal, Alhandra, Toñito, Marco Soares e Jessuí
Treinador: Paulo Duarte

Ao Intervalo: 0-0
Marcadores: N’Gal (84’)
Disciplina:
Cartão Amarelo: Ben Dayan (40’), Amir Taga (63’) e Laranjeiro (80’).
Cartão Vermelho: nada a registar

VISÃO LEIRIENSE
A UDL dominou a partida, foi mais pressionante, mais construtora de jogo, mais organizada e mais sofredora. Na primeira mão, tínhamos sido completamente injustiçados, mas fez-se luz e o Maccabi revelou a equipa fraquinha que realmente é. Sem ideias e recuando no campo, o nosso adversário deixou a UDL jogar o que quis e lhe apeteceu durante toda a 1.ª metade da partida, faltando apenas o golo… o tal do “calcanhar de Aquiles” que já falei noutra análise anterior. Mas esta não é de todo a única contrariedade da equipa. A 1.ª tinha sido a ausência do treinador no banco, por castigo imposto pela UEFA.

João Paulo foi, sem dúvida, um imenso pulmão falhando, por muito pouco, muitas vezes, o alvo: a baliza defendida por Stauber. Ao intervalo, a nossa terceira contrariedade: Hugo Costa sai, por lesão contraída ainda durante os primeiros 45 minutos. Estreia-se Bruno Sousa. Cinco minutos volvidos e nova contrariedade: o capitão Renato também sai lesionado… vimo-nos então numa situação chata, no mínimo. Ainda faltavam 40 minutos para o fim e nós com uma lista de aborrecimentos. Aos poucos, começava-se a pensar “E se formos a prolongamento?”… pensava-se na contrariedade seguinte que era o regresso a Portugal.

Até que aos 84 minutos, N’Gal, que havia substituído Sougou, faz o golo que dá a tranquilidade. Para passar, a equipa do Maccabi teria de marcar 2 golos em 6 minutos… e fez-se a festa na residência Duarte!!

Melhor em campo: toda a equipa. Mas destaco N’Gal. Marcou O golo, estando apenas há 24 minutos em campo. Ainda que assistido pelos colegas avançados – Paulo César cruza para João Paulo, que deixa para o golo do camaronês.

Arbitragem: O árbitro romeno fez uma arbitragem tranquila. Assinalo apenas um erro: num rápido contra-ataque da equipa portuguesa, existe falta sobre um atleta leiriense. Em vez de deixar seguir a jogada, o senhor do apito decide ver se aquilo funciona e interrompe, ignorando a “lei da vantagem”. De resto, nada a assinalar. Cartões bem mostrados nos momentos correctos.

Aspectos positivos: Estamos na Europa, estamos na Europa… lálálálá!!! Brincadeira! O nível de jogo… a equipa está a aumentar de nível. Os jogos europeus são motivadores para a melhoria nas prestações.

Aspectos negativos: Sei que é bater no ceguinho, mas o FCP podia ter sido um pouco mais sensível às dificuldades leirienses em conseguir voo de regresso. A equipa tem de ser separada em TRÊS GRUPOS, para regressar a Portugal a tempo para o jogo com os azuis-e-brancos. Os regulamentos foram cumpridos? Todos sabemos que sim. Mas não lhes custava adiar por um dia que fosse.

segunda-feira, agosto 27, 2007

Académica 1 - UD Leiria 1

A UD Leiria foi a Coimbra empatar com os locais, em vésperas de jogo europeu. O derby do Centro terminou empatado a uma bola. Os leirienses saíram com um travo amargo na boca com o empate, e os academistas supiraram, porque, decididamente, podia ter sido pior.



Estádio: Cidade de Coimbra
Assistência: (cerca de) 3.500 espectadores
Árbitro: Jorge Sousa (AF Porto)

Académica de Coimbra
Pedro Roma; Sarmento, Litos, Kaká e Vítor Vinha (Pavlovic, 67’); Cris, Paulo Sérgio e Tiero (Hélder Barbosa, 48’); Gyano (Berger, 30’), Lito e Joeano

UD Leiria
Fernando; Éder, Hugo Costa, Éder Gaúcho e Laranjeiro; Tiago, Faria (Toñito, 46’) e Cadu; NGal, João Paulo (Sougou, 55’) e Paulo César (Bruno Miguel, 63’)

Ao Intervalo: 0-0
Marcadores: João Paulo (47’) e Joeano (62’)
Disciplina:
Cartão Amarelo: Faria (17’), Hugo Costa (32’ + 61’), Vítor Vinha (64’), e Toñito (85’)
Cartão Vermelho: Litos (28’) e Hugo Costa (61’)

OPINIÃO LEIRIENSE

Foi o melhor jogo dos leirienses, até agora. Verdade seja dita que, quando comparado com o jogo com o Boavista, a partida de ontem foi anos-luz melhor jogada. Foi o derby do Centro e, como a rivalidade obriga, tinha de se pontuar em Coimbra. Desde 2002/03 que a UDL não perde em Coimbra e era urgente que a tradição assim se mantivesse.

Não tínhamos o capitão Renato no centro da defesa, tendo sido chamado, o também experiente, Hugo Costa, para fazer parelha com Éder Gaúcho. O esquema habitual foi, portanto, pouco alterado.

Ainda por cima com um jogo para a UEFA mesmo à porta, era necessário motivar os jogadores. O jogo correu-nos bem; a UDL podia ter saído de Coimbra com uma vitória fácil, mas a finalização tem sido o "calcanhar de Aquiles" da equipa nos últimos anos. Falta-nos um máximo goleador. A expulsão de Litos à meia-hora de jogo podia ter facilitado ainda mais as coisas, mas não!

João Paulo, avançado que esteve destinado à dispensa, fez o que lhe competia e marcou. Hugo Costa, como experiente que é, fez o que não devia: meter a mão na bola. À vista do segundo amarelo, ficámos igualados a 10 unidades com os adversários e na conversão do penalty, Joeano não hesitou e empatou o jogo. Nova verdade: o empate soube a pouco, num jogo em que os leirenses dominaram. Agora, temos uma viagenzinha até Israel.

Melhor em campo: João Paulo – o golo que marcou foi um belo exemplo do que este jogador é capaz. Mas também Tiago, que conferiu segurança no meio-campo, fazendo a transição da defesa para o ataque, sem inventar.

Arbitragem: esteve bem o árbitro da Associação do Porto; limitou-se a analisar o decorrer do jogo.



segunda-feira, agosto 20, 2007

U.Leiria 0x0 Boavista

Local: Estádio Municipal, em Leiria
Assistência: 1346 espectadores
Árbitro: Pedro Henriques (AF Lisboa)

U. Leiria:
Fernando; Éder, Renato, Éder Gaúcho e Laranjeiro; Tiago, Hugo Faria (Toñito 64') e Cadú Silva (Alhandra 73'); Sougou, Zongo (N'Gal 52') e Paulo César.

Boavista:
Carlos; Gilberto, Ricardo Silva, Marcelão e Mário Silva; Bruno Pinheiro, Fleurival e Gajic (45' Rissut); Laionel, Edgar (Fary 83') e Grzelak (Ivan Santos 61').

Disciplina: Renato 53'; Laionel 25' e Fleurival 31'.




Visão leiriense, por Cristina Duarte:

Concordando com o meu colega axadrezado, este foi sem dúvida um dos piores jogos no início de Liga.


A 1.ª metade da partida foi um enorme bocejo… as equipas limitavam-se ao meio-campo sem nunca arriscarem.


A UDL estava igual a si própria: titubeante nos primeiros 45 minutos, dando avanço ao adversário, coisa que o Boavista não conseguiu aproveitar. Na segunda metade do jogo, com a entrada de peças fundamentais na equipa, como sendo Alhandra, ou Toñito, a equipa da casa teve novo ritmo. Ainda houve tempo para assustar Carlos, o guarda-redes adversário, mas sem consequências. A minha UDL necessita rapidamente de um avançado marcador. Tem uma boa equipa, bem construída e bem liderada… falta apenas alguém a marcar golos.

Melhor em campo: julgo ter sido Toñito. O espanhol é, de longe, a melhor contratação dos leirienses e a sua entrada em campo deu novo alento aos companheiros. A sua entrega e o seu esforço são notáveis.

Arbitragem: fiquei satisfeita com a nomeação de Pedro Henriques. É um árbitro que reúne consenso. E mais uma vez não desiludiu. Pena a qualidade geral da partida.

Pontos positivos:
Não encontro pontos positivos. Nem o ponto (de honra) conquistado tem sabor.

Pontos negativos:
A má imagem deixada na noite de domingo fazem qualquer um temer: maus passes, péssimos remates…

Não vale a pena falar da assistência - 1436 espectadores: sem comentários.


Visão boavisteira por The Revolution

Este deve ter sido o pior jogo da jornada. Leiria e Boavista protagonizaram um fraco espectáculo de futebol, dominado na 1ª parte pelo Boavista (jogo sem oportunidades), e na 2ª pelo Leiria (já houve mais futebol).

Centrando-me no Boavista, é justo dizer que nunca vi tão fraco futebol para os lados do Bessa, como o jogo de hoje. A única oportunidade do Boavista é graças ao desentendimento de Fernando com o seu defesa e da perspicácia de Laionel. De resto, o Boavista limitou-se a despejar bolas para o ataque, passes sem nexo, jogadores sem qualquer velocidade, uma ou outra jogada pelo chão, pouca gente na frente e muito, muito pouco futebol. A pior equipa do campeonato neste momento.
Pacheco demonstra o mau treinador que é pondo um médio a lateral direito, um central a trinco, um trinco a médio ofensivo, um médio ofensivo a trinco, um lateral a médio, um extremo a ponta-de-lança. Destruiu Linz, irá fazer o mesmo com Bangoura. É mau treinador, não sabe, não entende nada de tácticas. Esqueceu-se de preparar fisicamente os jogadores, esqueceu-se de criar mecanismos na frente, gosta é da táctica dos três trincos e pontapé para a frente. O Boavista pode fazer muito melhor, hoje foi simplesmente um vergonha.

Somos candidatos à descida de divisão, não pela equipa, mas por quem os lidera.

Melhor em campo:

Gilberto - Grande exibição, a melhor de longe do Boavista, deste trinco que esteve emprestado ao Penalva de Castelo. Pacheco decidiu que este é lateral-direito, e o rapaz não desiludiu. Não atacou muito, mas defendeu como poucos. Safou a equipa de dois golos certos, e ainda teve tempo para tapar buracos, dobrar a defesa, lutar como poucos. Grande jogador.

Arbitragem:

Arbitragem tranquila e segura de Pedro Henriques, não existindo erros de maior importância. O Jogo não foi muito duro, apenas mal jogado. Aí, o árbitro teve sorte e deixou rolar o encontro.

Pontos Positivos:

5 jogadores que hoje actuaram fizeram escola no Bessa, um deles esteve na época passada nos juniores.

O centro da defesa, Marcelão é o melhor reforço do Boavista até ao momento.

Pontos Negativos:

Mau espectáculo de futebol, muito por culpa de Pacheco que inventou imenso... o que quer ele, ninguém sabe.

Pouca gente, é habitual, mas é bom a salientar, é daqueles jogos que só queremos que acabe depressa.

Mau regresso de Edgar, má exibição de Gajic e Fluerival é jogador de distrital, ou pelo menos demonstrou. Todos actuaram mal devido ao treinador, dois mal colocados um muito sozinho.

segunda-feira, julho 30, 2007

Na UEFA!!

UDL 4 - Hajduk Kula 1 (após prolongamento)

Estádio Dr. José Magalhães Pessoa [Leiria]
Relvado bom
1097 espectadores
Árbitro: Fritz Stuchlik [Áustria]


UD Leiria

Treinador: Paulo Duarte
Convocados: Fernando, Éder, Renato, Éder Gaúcho, Laranjeiro, Tiago, Cadu (64’ Paulo César), Faria, Sougou, Toñito (68’ Alhandra), João Paulo (67’ Jessuí), Rafael Fava, Nelson, Hugo Costa e Marco Soares

Hajduk Kula

Treinador: Zarko Soldo
Convocados: Duricic, Sodic, Habensus (102’ Dojkic), Bulatovic, Darko Fejsa, Pavicevic (91’ Vasiljevic ), Ljubomir Fejsa, Radivojevic, Bogic, Kozos, Peric (90’ + 1’ Zelic ), Andrijasevic, Trajkovic

Infelizmente, por compromissos sociais não pude ver nenhuma das mãos da Taça Intertoto, mas acompanhei a equipa na semana anterior à 2.ª mão. Não farei um daqueles posts completamente descritivos dos jogos, mas posso como adepta leiriense fazer um comentário aos jogos.

Segundo o que a comunicação social passou o resultado desfavorável aos portugueses na 1.ª mão tinha sido altamente penalizante… não representava o domínio leiriense. Paulo Duarte vinha dizendo que acreditava na justiça do resultado quando se desse o jogo em Leiria.

Durante a semana, tive a oportunidade de trocar algumas ideias com o staff leiriense e todos me diziam o mesmo “Acreditamos na passagem”, e conseguiram-me convencer disso mesmo, apesar de continuar um pouco céptica: na 5.ª feira, realizou-se um jogo-treino com o Odivelas… e eu tremi! Por pouco, os meus rapazes não perdiam.

Mas às 17 horas, liguei o auto-rádio e estive a ouvir a partida. Um conselho aos cardíacos: não ouçam jogos de futebol pela rádio. Os relatos são um atentado! Ao intervalo 0-0. Já amaldiçoava a minha vida! Mas eis que surge o golo pelo Éder Gaúcho, regressado à equipa do Liz… agora com dois Éders na equipa a coisa complica-se! E eis que os sérvios também marcam… Éder Gaúcho no bom e no mal – foi ele que provocou o penalty!

Prolongamento… o meu coração já palpitava por tudo o que era sítio… e novo golo por Laranjeiro. Eiii, afinal o lourito também marca!! Sougou e novamente Laranjeiro. O apito final e Portugal com mais uma equipa na UEFA!! Estamos novamente na Europa, como cabeças de série! Esta semana vamos saber quem é o feliz contemplado!

Só queria fazer mais dois reparos: estavam mais de 1000 pessoas a assistir ao jogo. Num domingo que apelava à praia, ou a qualquer lugar fresquinho, houve uma milena de almas no Estádio. Fiquei feliz por isso!
Segundo apontamento: o árbitro da partida interrompeu o jogo durante um minuto para os jogadores se puderem refrescar… foi um gesto interessante, que não me lembro alguma vez, ter presenciado.

A Figura do jogo: além de Laranjeiro que marcou dois tentos, para além do capitão Renato, figura incontornável no plantel, para além de Alhandra que foi refrescar a equipa com a sua energia mais do que positiva, para além de Toñito, que (para mim) é um dos melhores (senão o melhor) reforço desta equipa, a figura do jogo foi o treinador Paulo Duarte. O homem é um poço de confiança no seu plantel, o homem não pára um instante e incute nos seus jogadores a confiança necessária para levarem a sua avante. No final, ainda pediu aplausos para a equipa vencida. Um senhor!

quinta-feira, julho 05, 2007

UDL: Apresentação do Plantel 2007/08

No passado domingo, dia 1 de Julho, a União Desportiva de Leiria começou os trabalhos, com a apresentação do plantel aos adeptos e comunicação social.

São cerca de 12 as novas caras para atacar a época 2007/08 e que estarão às ordens do jovem técnico, Paulo Duarte, que assumiu perante a plateia querer ser “o melhor amigo dos jogadores”. O presidente, João Bartolomeu, esclareceu os objectivos do grupo, pelo menos, a curto prazo, que será garantir a manutenção o mais rápido possível. “O que vier a mais será gratificante” – nas suas palavras. Referia-se, obviamente, à Taça UEFA – um sonho para o plantel!

Para já, grupo entrará em estágio a partir do dia 7 de Julho até ao dia 14, no local habitual, na Quinta do Pinheiro, perto da Nazaré, sendo que o primeiro encontro da equipa está agendado para o dia 21 de Julho, a contar para a Taça Intertoto, por via do 7.º lugar alcançado na época transacta.

No grupo de 25 atletas, notaram-se as ausências de Renato, Ozéia, Maciel e Juliano, este último estando ainda em dúvida se fará parte do plantel, segundo as notícias avançadas pelos media.

Sendo assim, a equipa unionista é constituída por:

EQUIPA TÉCNICA:
Paulo Duarte (treinador), Mário Artur (treinador-adjunto), Vitor Valente (treinador de guarda-redes) e Rui Santos (preparador-físico)

GUARDA-REDES: Fernando, Alemão e Rafael Fava

DEFESAS: Laranjeiro, Éder Gaúcho, Renato, Éder, Marco Airosa, Alhandra, Filipe Machado e Ozéia

MÉDIOS:
Faria, Tiago e Marco Soares

AVANÇADOS: Cadu da Silva, Sougou, Paulo César, Lio, Jessuí, Maciel e João Paulo

Em dúvida: William e Juliano

Deste lote de novos jogadores, Maciel, Éder Gaúcho e Tiago são “velhos conhecidos” dos adeptos leirienses, tendo já passado pela cidade do Lis em épocas anteriores.

Maciel que estava dado como quase certo no Guimarães chegaria hoje (quarta-feira), a Leiria, para integrar os treinos. Jessuí que tanto deu que falar, devido a um eventual acerto com o Paços de Ferreira foi apresentado com a camisola do emblema de Leiria.

Para terminar, gostava de realçar um momento durante a apresentação do plantel leiriense. Nunca escondi que sou apoiante fervorosa da UDL, mas aqui em casa tenho duas pessoas ainda mais “fanáticas” do que eu: os meus pais!! O director técnico leiriense, Jorge Pereira, homenageou-os, com uma apresentação comovida. Realçou que o casal, Vitor e Conceição Duarte, esperam pela equipa “até ás tantas” e apoiam o grupo tanto nas derrotas, como nas vitórias, e pediu que fossem aplaudidos por todos os presentes.




(Imagens: Equipa unionista retirada do blogue "uniaodeleiria.blogspot.com". Recorte do jornal diário "O Jogo")

segunda-feira, maio 21, 2007

Estrela Tricolor x 11 Unidos do Lis


Estádio: José Gomes, na Reboleira
Assistência: 1000 e tal gajos
Árbitro: "Persona non-grata" na Reboleira, e da AF Castelo Branco.

Mais um grande jogo ontem na Reboleira. Frente a frente duas equipas que dão sempre trabalho uma à outra, quando se encontram, seja em casa ou fora.

O Estrela começou mais pressionante e só por pouco discernimento no ataque não marcou na primeira parte.

Primeira oportunidade num cabeceamento fraco de Viveiros para defesa fácil de Fernando, seguido pouco depois por um remate de Anselmo ao poste.

Na frente N´Gal dava muito trabalho ao defesa esquerdo tricolor e falhou alguns lances em que também se gritava golo.

Jogo muito vivo, muito agradável e com excelentes intervenções dos guarda-redes.

A equipa da casa falhou demasiados lances perto da area, muitas vezes com o remate à tocar em alguém e a sair para canto. E o União embora rematando à vontade não acertava na balliza.

Ao intervalo o resultado em branco era completamente desfazado das oportunidades criadas e falhadas por ambos os conjuntos.

A segunda parte, divide-se distintamente em duas. Primeiro com o Estrela mais afoito, e onde continuaram a brlhar os guarda-redes. E depois a parte final do jogo em que o Leiria sabendo do empate do Paços em Aveiro procurou ainda mais o golo, embora jogando muito no contra-ataque, so mesmo nos últimos 5 minutos os leirienses criaram ataque continuado, de forma intensa.

O primeiro grande lance de entusiasmo foi um remate de Tiago Gomes, que a 35 metros da baliza e num remate em força, quase em jeito de chapéu levou a uma das melhores defesas da partida, de Fernando, que com uma estirada ao angulo defendeu para canto.

Pouco depois surgia o já merecido golo. Anselmo no coração da área a facturar, depois de grande jogada individual de Tiago Gomes, em que a bola vai ao braço de um jogador leiriense com o árbitro a mandar seguir e no cruzamento de insistência para o meio a encontrar o avaçado tricolor para abrir o activo.

Pouco tempo durou a alegria, já que um dos melhores pontas-lança do nosso campeoanto, Slusarski, resolveu empatar a partida, surgindo de cabeça a cruzamento da esquerda, numa posição em que deixa imensas duvidas se o polaco não estaria fora-de-jogo.

Dai até final o Estrela procurou a vitória em ataques continuados e o Leiria em contra-ataque falhava bolas com selo de golo, algumas evitadas pelo guarda-redes Pedro Alves, que deve ter rubricado das melhores exibições da sua carreira.

Só no último 5 a 10 minutos numa tentativa de tudo por tudo, o União arriscou jogar em ataque continuado, empurrando o Estrela para trás para marcar o golo que os faria ultrapassar o Paços Ferreira na classificação.

Isso não aconteceu e o jogo terminou pouco depois, assim como a época futebolistica em termos de jogos, porque a equipa vai continuar a treinar-se até ao fim da semana.

Melhor em campo: Tiago Gomes.

Arbitragem: Carlos Xistra desta vez, não complicou... em nada. Estranhíssimo, provavelmente não estava nos seus dias.

Positivo do jogo:

* Duas equipas a jogar ao ataque sem rodeios.

* Muito publico para quem tinha 3 jogos na Televisão para decidir um campeão.

Negativo do jogo:

* Falhanços em catadupa das duas equipas, que poderia ter levado o jogo para números históricos, com 5-5 ou 6-6, ou até mais.

Conclusão:

O empate era o suficiente para mantermos o 9º lugar, já que a vitória não nos permitia subir mais e foi por isso um bom resultado. Uma equipa que começou muito mal a época e que todos apontavam como fosse descer, apresentando um treinador sem ter feito um único jogo na Divisão Maior, e alguns jogadores vindo também de escalões inferiores, conseguiu não só colocar um desses jogadores na Selecção Sub-21, como ficou à frente de equipas com orçamento 5 a 6 vezes maior, casos de Académica, Marítimo ou Boavista.

segunda-feira, maio 14, 2007

UDL vs Naval: Um empate sem sabor

Estádio: Municipal Dr. Magalhães Pessoa (Leiria)
Assistência: 5651 espectadores
Árbitro: Cosme Machado (AF Braga)

A União de Leiria recebeu, ontem, a Naval, numa partida com cheirinho europeu. Em caso de vitória, a equipa de Leiria ascenderia à 6.ª posição, esperando que o Paços de Ferreira perdesse frente ao FCP. Para além disso, numa acção conjunta entre SAD leiriense e Leirisport, EM, o Dr. Magalhães Pessoa estaria de portas abertas a quem quisesse assistir à última partida desta edição da Bwin e ainda seriam oferecidas t-shirts à entrada com a inscrição “Todos por Leiria”.

Infelizmente, a UDL tem um velho hábito (praticamente milenar) de entrar mal nos jogos. Mas, ontem, além disso, pareciam amadores de tal maneira que estavam desconcentrados… até o Fernando, o guarda-redes melhor cotado da Bwin!

À conta desse nervosismo e uma boa parcela de inércia, a UDL viu-se (sem saber muito bem como) a ser atacada por todas as frentes, estando em Fernando a difícil tarefa de impedir que a bola chegasse ao fundo das redes. E ainda bem que ele lá estava!!

Apenas à passagem do minuto 20 é que surgiu um ataque dos atacantes leirienses, pelo brasileiro Paulo César. Alguns minutos de pressão leiriense que deram em nada… mas apesar da falta de sorte, a UDL não desistia, e num ataque liderado por Paulo Machado, pela direita, um centro para Slusarky (também conhecido pelo diminutivo Slu), que cabeceia fraco.

Até que chegou o golo navalista. Um centro para a cabeça de Nei e estava desfeito o 0-0 no marcador. Logo a seguir a este golo, Slu perde a melhor oportunidade da UDL até então. Um centro de Rossato, o polaco deixa passar a bola e falha a emenda.

Até que ao minuto 42, surge o segundo golo da Naval… mesmo havendo uma maior pressão e maior posse de bola para os da casa. Num contra-ataque, Nei remata, mas a bola bate em Fernando e sobra para Elivelton que encostou para golo.

Entretanto, Paulo Gomes (permitam-me um desabafo…. aiiiii Paulinho, Paulinho do meu coração!!) recebe amarelo por protestos. A UDL marca, por intermédio de Cadu, após um centro vindo de esquerda. Gritos, comemorações e começa a escaramuça. Staff de ambos os clubes, jogadores, treinadores… tudo ao barulho!! Paulo Gomes vê o segundo amarelo e é expulso. Paulo Duarte vê assim as coisas a complicarem-se mais: a perder, reduzido a 10 unidade e ainda por cima o Paços a ganhar.

A segunda parte começa praticamente com o segundo golo leiriense. Um livre cobrado por Rossato, sobra para a cabeça de Paulo César que empata de novo a partida e dá novo alento às esperanças leirienses. Contudo, nestes segundos 45 minutos viu-se uma UDL a tentar chegar ao terceiro golo, e uma Naval acomodada ao empate. Nem a ausência de Paulo Gomes se fez sentir tanto assim.

Melhor Jogador:
Melhor jogador… acho que não consigo destacar apenas um jogador. Acho que o plantel foi subindo de rendimento ao longos dos 90 minutos. Paulo Machado esteve lindamente, Faria idem idem, continuo a gostar de ver jogar o Slu. Cadu e Paulo César pelos golos. Alhandra refrescou e deu novo ânimo à equipa. Epahhh… posso eleger todos os que jogaram?

Arbitragem:
Mal... mais de 50% dos amarelos mostrados à UDL foram por protestos. Pudera, até eu protestava! Cosme Machado foi também mal assistido…

Pontos positivos do jogo:
* As mais de 5.000 pessoas presentes. Ok ok… vão-me dizer que as portas estavam abertas e por isso é que estava lá tanta gente. Mas vejamos: estava a chover, os 3 grandes davam à mesma hora, a Feira de Maio estava ali mesmo ao lado e mesmo assim estavam lá 5.600 e tal pessoas… foi bonito ver o apoio.

Pontos negativos do jogo:
* A arbitragem, decididamente.
* Uma das coisas chatas das portas abertas ao pessoal, foram os comentários da assistência… eu ouvi esta conversa: «Epahhh… quem é o treinador?» «Ouvi dizer que é o Domingos» «Não esse foi-se embora… acho que é o Paulo Sousa!» Gluuppp

Comentário pessoal:

Não costumo deixar registos mais pessoais nos meus posts, mas não consigo deixar de expressar aquilo que penso sobre a equipa de arbitragem. Estiveram mal, muito mal. Uma boa fatia dos amarelos mostrados a jogadores leirienses foi por protestos. Os foras-de-jogo leirienses eram constantemente assinalados, mesmo sem existirem. O fair-play só existia para uma das equipas… a UDL era “obrigada” a respeitá-lo, a Naval não. Foi mau demais para ter sido verdade! Rossato foi agredido e o seu agressor nem uma advertência levou! O que se passou? Obviamente, toda a equipa técnica e directiva da UDL estava revoltada. Foi feio e mau… isto para ser simpática e não me acusarem de apenas ver um dos lados da questão!

segunda-feira, abril 09, 2007

UDL vs Belenenses: um empate seria mais justo

Estádio: Municipal Dr. Magalhães Pessoa (Leiria)
Assistência: 1.335 espectadores
Árbitro: Nuno Almeida (AF Algarve)

Antes de mais, peço desculpa pelo tardio em que surge o post, mas os compromissos pascais e familiares não me deixaram escrever mais cedo a minha análise.

Este era um jogo bastante importante para as aspirações europeias da UDL e Belenenses. Enquanto que os primeiros tentam a todo o custo subir mais um pouco na tabela, os segundos estavam num confortável 5.º lugar.

Vou ser sucinta: a primeira parte do jogo que trouxe a Leiria os azuis do Restelo foi um tédio. Parecia que a assistência iria estar sujeita a um longo bocejo durante os 90 minutos. Apenas à passagem do minuto 38 é que parecia que algo podia ter acontecido com um remate de Paulo César à baliza de Marco Gonçalves, mas… nada aconteceu.

A segunda parte foi totalmente diferente. Tanto UDL como Belenenses surgiram com novo ímpeto após o intervalo e cheios de genica. Aliás, a segunda parte começa com a UDL a tentar encostar o Belenenses, com alguns remates fantásticos de Rossato e Harisson. Também a entrada de N’Gal serviu para refrescar e conferir mais velocidade que até então não existia.

Mas o velho cliché tem sempre razão “quem não marca, sofre” e a UDL acabou por sofrer o golo dos adversários. Dady foi o protagonista da tarde. Num rápido contra-ataque, conduzido por Amaral, Dady no interior da área remata de forma esplendorosa e vence Fernando.

Daqui e até ao fim, viu-se uma UDL a correr atrás do prejuízo, mas a pontaria parece nada querer com a equipa leiriense. Neste duelo de reencontros, venceu o antigo treinador leiriense, Jorge Jesus que, também “ajudado” pela partida que opôs SCP e Braga, ascendeu à 4.ª posição na Liga Bwin. No final, ambos os treinadores reconheceram a pobreza da partida, elogiando a segunda parte, e falando num empate como resultado mais justo.

MELHOR JOGADOR
Sinceramente, não consigo encontrar um jogador leiriense que se tivesse destacado. Talvez os “trintões” Renato e Paulo Gomes pela entrega de sempre.

ARBITRAGEM
Nota positiva para a arbitragem. Não me recordo de nenhum lance em que ficassem dúvidas. Apenas foram mostrados quatro amarelos e nada ficou por assinalar.

POSITIVO DO JOGO
*
A volta que deram na segunda parte. Apesar de terem sofrido o golo nesta parte, os jogadores leirienses batalharam e jogaram muito mais na segunda metade da partida. O empate seria o resultado mais justo.
* O treinador Paulo Duarte… é impressionante a entrega daquele homem que tem 16 anos de casa. Grita, esbraceja, parece querer saltar para o campo a qualquer momento. Mas, acima de tudo, a sua humildade. Assume-se como “treinador interino” e diz que está disponível para qualquer função que lhe atribuam. Julgo que seja o homem certo para o banco leiriense.

NEGATIVO DO JOGO

* A prestação da equipa, na primeira parte… perdiam passes infantilmente, estavam nervosos e desconcentrados.
* A luta por locais europeus que, neste momento, está mais complicada do que nunca.
* A pouca-vergonha que se assistiu à saída, perto das garagens. A “Frente Leiria” a tirar satisfações com Ivanildo foi um episódio deprimente, tanto para o grupo de apoio, como para o próprio jogador.

sábado, março 31, 2007

Domingos (perde a) Paciência abandona a União de Leiria


Surpreendentemente, Domingos abdicou hoje do cargo de treinador da União de Leiria. Não são conhecidos os verdadeiros motivos, mas circulam rumores que terá sido devido a questões disciplinares no seio do grupo de jogadores. O novato treinador estava a realizar um bom trabalho, colocando o Leiria perto dos lugares de acesso à Taça Uefa. O seu ex adjunto, Paulo Duarte, assumirá o comando da equipa no próximo encontro, frente à Académica, no derby regional.

O que terá levado Domingos, um treinador ainda com poucos créditos, a abandonar o clube numa época que estava a correr relativamente bem? Terá ele um convite de outro clube? Terá sido alvo de pressões internas? Ou um simples desaguisado com um dois jogadores terá sido o suficiente para perder a Paciência?

terça-feira, março 13, 2007

Águias 2-0 Guerreiros do Lis


Estádio: Estádio da Luz em Lisboa

Assistência: 34 930 espectadores

Árbitro: Paulo Pereira (Viana do Castelo)



Benfica: Quim, Nélson, David Luiz, Anderson, Léo, Petit, Katsouranis, Karagounis, Simão, Miccoli e Nuno Gomes

Suplentes: Moreira, Miguelito, Beto, Paulo Jorge, João Coimbra, Derlei e Mantorras

Treinador: Fernando Santos



U. Leiria: Fernando, Laranjeiro, Eliézio, Marcos António, Éder, Paulo Gomes, Harison, Marco Soares, Touré, Ngal, Paulo César

Suplentes: Bruno Vale, Rossato, Alhandra, Renato, Paulo Machado, Ivanildo e Slusarski

Treinador: Domingos Paciência



Num jogo marcado por uma sentida homenagem ao Glorioso Bento antes do seu início, o Benfica fez uma primeira parte de grande nível e venceu com 2 enormes golos!!
David Luiz lançou a dúvida, porque não foi utilizado na Vila das Aves?...




Minutos antes do inicio da partida, enquanto passavam imagens inesquecíveis para muitos benfiquistas nos 2 ecrans gigantes do Estádio da Luz, ouviu-se durante aproximadamente 5’ uma sentida salva de palmas de todos os adeptos benfiquistas presentes no estádio, pena que uma grande parte dos 35 mil espectadores apenas entrou durante o decorrer do jogo! Nem todos os patrões são bons benfiquistas...

O Benfica estava entre 2 importantes duelos europeus e entrou decidido a resolver muito cedo o jogo, foram várias as situações de golo criadas dentro da área Leiriense, nunca na cara do golo é certo, mas sempre com perigo!

No meio campo encarnado notava-se algum cansaço de jogadores importantes como o Katsouranis, no entanto as exibições dos seus companheiros quase o fizeram esquecer, e a dinâmica ofensiva do duo atacante abria muitos espaços e soluções para os homens do meio campo.



Simão, aos 16’ acalmou os Benfiquistas com um golaço a provar que esta é sem dúvida a melhor época de sempre com a camisola encarnada vestida! Fantástico o nosso capitão, nem quero pensar no que teria sido esta época caso o capitão tem saído...



Apenas aos 22’ surge a primeira jogada de perigo dos Leirienses, Laranjeiro efectua um cruzamento parecido com o que deu o golo de Pauleta em Paris, mas desta vez não surge ninguém a enganar o guardião Quim!
Até final da primeira parte o Leiria equilibrou a partida, e através de algumas situações de bola parada poderia ter chegado à igualdade, valeu a atenção da defensiva encarnada e também a exibição fantástica de David Luiz...



Na segunda parte com as entradas de Paulo Machado e Slusarski o Leiria era claramente a equipa mais próxima do golo, o Benfica ressentia-se do esforço inicial e tentava resguardar-se para o importante confronto de quinta-feira.

No entanto, apenas por uma vez o Leiria criou uma situação eminente de golo, aos 66’ Paulo Machado remata forte para defesa insegura de Quim, na recarga Ngal não consegue chegar primeiro que o guarda redes encarnado que acabou lesionado neste lance.

Suspirou-se de alivio na Luz após um erro de Quim!



O jogo prosseguia na mesma toada, o Benfica a controlar e o Leiria a incomodar, isto até à entrada de Derlei para o lugar de Miccoli, apesar do Ninja não ser um “bem amado” na Luz, nestes 15’ que esteve em campo cumpriu na perfeição as sua funções, o Italiano estava esgotado e o Luso-Brasileiro empregou outra dinâmica ao ataque encarnado, mostrando hoje alguns pormenores a que os adeptos encarnados não estavam habituados.



Aos 86’ Petit enraivecido olha para a baliza de Fernando e decide colocar lá dentro uma verdadeira bomba! Estava feito o resultado, finalmente o descanso das hostes benfiquistas!



Foi só esperar pelo apito do árbitro, o resultado estava feito!



Melhor em Campo:



Apesar dos 2 grandes golos de Simão e Petit, e apesar de poder parecer uma eleição de raiva devido à forma como foi lançado às feras em Paris, penso que David Luiz merece esta eleição por tudo o que demonstrou neste jogo. Excelente na antecipação e no um para um simplesmente imbatível!

Demonstrou também um enorme espirito de equipa, não foram raras as vezes em que o vimos agradecer e retribuir o esforço dos colegas de sector!

Terá obviamente lacunas ao nível posicional, que apenas o tempo e a experiência lhe vão ajudar a corrigir.



Positivo do Jogo:



- A sentida homenagem ao eterno Bento, para quem não conhecia foi bonito rever todas aquelas defesas nos ecrans gigantes da Luz, para quem conhecia foi certamente comovente recordá-las...



- A prestação da claque Benfiquista No Name Boys, estou completamente por fora deste mundo Ultra, mas parece-me que esta claque se tem vindo a evidenciar cada vez mais por bons motivos, depois das últimas notícias acerca das relações de amizade com os Croatas da Torcida Split (a fazer lembrar os Benfiquistas que faleceram em Espanha na viagem de regresso de Split em 1994), nota-se cada vez mais presença desta claque no estádio da Luz, o apoio é incansável, e ao contrário da maioria do estádio que apenas reage quando ouve a palavra mágica (gatuno...), estes apoiam a equipa do principio ao fim...



- A exibição de David Luiz, fantástica!



Negativo do Jogo:



- Continuo sem perceber as substituições do engenheiro, desta vez João Coimbra nem entrou, já em cima dos 90’ esperava ninguém sabe porquê...



- As declarações de Fernando Santos no final da partida sobre David Luiz, não bastou a forma como lançou o jovem em Paris, agora compara-o a Ricardo Carvalho??? Qual é o objectivo? Pressionar o Brasileiro? Espero sinceramente que quando surgirem os primeiros erros do jovem Brasileiro o engenheiro surja na defesa do jogador da mesma forma que lhe lança pressão em cima...

Compreendo que a ideia das declarações não fosse essa, até porque ele apenas o comparou com os primeiros tempos de sénior do Ricardo Carvalho, no entanto é necessário muito cuidado com este tipo de situações, ainda por cima quando se fala de jovens jogadores!



terça-feira, fevereiro 27, 2007

CS Maritimo 2-1 União Leiria




Jogo: Maritimo SAD Vs. União Desportiva de Leiria

Estádio: Barreiros

Publico: 4000 aproximadamente

Arbitro: João Vilas Boas

Resultado: 2-1



Olá a todos,



Sinceramente nem sei por onde começar o comentário daquilo que se assistiu ontem nos Barreiros, um jogo que em tudo se previa ser uma boa partida de futebol tornou-se num autêntico pesadelo para toda a gente que foi ao estádio, passando pelos próprios jogadores, equipas técnicas até para os senhores da cruz vermelha.



Há muitos anos que eu acompanho o futebol ao vivo e vou-vos ser muito sincero, ontem foi provavelmente o dia em que eu assisti ao pior espectáculo desportivo da minha vida, e por incrível que pareça, o arbitro não teve influencia nos acontecimentos.



Para não variar, Ulisses Morais entra em campo com uma equipa nova, não obstante de ter voltado a insistir em FILIPE OLIVEIRA como lateral direito (ele é EXTREMO) LIPATIN E MBSEUMA foram opções para as linhas avançadas mas, ao que parece, Ulisses esqueceu-se do trinco, coisas que acontecem digo eu.



O jogo começa praticamente com a lesão de Diogo Valente, o jogador tenta recuperar uma bola a entrada da Área mas lesiona-se sozinho, os de Leiria fazem vista grossa e seguem jogo com D.Valente no chão aos gritos com dores.O restante plantel Maritimista pede insistentemente para que a bola fosse posta fora até que finalmente Laranjeiro acede ao pedido.



Sai Diogo Valente 1m depois, enquanto o Leiria marcava um canto, os defesas do Marítimo ficam a olhar para o lesionado e tínhamos 8m de jogo e o primeiro golo do Leiria, marcado por Marcos António na sequencia do canto.



Ainda o publico não queria acreditar no que se passava, já Ulisses tinha reparado que “ EH PA, ESQUECI-ME DO MEIO CAMPO CAMANDRO, ORA BOLAS, DEIXA-ME CA METER O OLBERDAM, FILIPE OLIVEIRA SAI”.



E assim foi, o Marítimo passou então a ganhar o que ate aos 25m de jogo ainda não tinha conseguido, a bola. As coisas pareciam alinhavadas até que, por obra do Espírito Santo, MARCOS o capitão, resolve por a prova os seus dotes de Maradona, tenta fintar o avançado Leiriense dentro de área, obviamente que não ganhou vantagem, o Leiriense faz uma mancha e Marcos, remata, a bola ressalta no jogador adversário e quando vem a descer Marcos defende com as mãos, FORA DE AREA, vermelho directo.



Quando se pensava que o recém entrado Moukori iria ser sacrificado, Ulisses tira mais uma das suas pérolas, saca LIPATIN e mete FABIO (GR SUPLENTE).



Nas bancadas, toda a gente assistia a este espectáculo de Carnaval incrédulo, as contestações começam a cair que nem gotas de água todas direitinhas a U.MORAIS.



Futebol, aquilo que nos lá tínhamos ido assistir, isso, nada, alguns rasgos por parte do Leiria mas nada de grande perigo.

D. Paciência defendia e saia bem em contra-ataque, o Marítimo simplesmente não existia, pese embora a equipa do Lis ser muito fraca no que respeita a finalização, não conseguiam finalizar um lance que fosse.



Ao cair do pano na 1 parte, o Marítimo, por iniciativa do EXTREMO Douglas, inicia um ataque, a bola é cruzada com excelência para a área Leiriense e Mbesuma não falha, estávamos no 49m da 1ª parte.



Vamos para intervalo nos Barreiro, 1-1



O Marítimo entra em campo reduzido a 10 unidades, com uma primeira parte horrível e mal orientada, aliás, no banco era habitual ver Oliveira e Lipatin a darem instruções em pé aos jogadores mais recuados do Marítimo, imaginem vocês.





A segunda parte começa praticamente com 3 falhanços monumentais da equipa visitante, um deles é culpa de FABIO, que depois de defesa aparatosa deixa que a bola sobre para um avançado Leiriense que não teve arte para finalizar frente à baliza completamente escancarada, não obstante lhe ter falhado a bola ressalta em Gregory sobra para um jogador mais recuado do Leiria, que novamente remata mas a bola teima em não entrar.



Logo de seguinda, o extremo visitante faz um remate imparável mas por infelicidade a bola bate no poste da baliza Maritimista.



A incredibilidade nas bancadas era demasiada, o sofrimento dos adeptos era demais evidente, os lenços brancos mostrados ao intervalo serviam agora para limpar a testa adornada pelos suores frios.



Aos 30 da segunda parte vem o volte face da coisa, o Marítimo parece acertar o jogo, o Leiria entra em desvario e o carril vira ferro alterando o sentido do comboio.



O Marítimo passa ao ataque, pergioso e venenoso, Marcinho faz a ala todo sozinho, contorna o lateral visitante e não marca golo por cm.



Logo de seguida, ARVID SMIT, que já jogava a lateral direito, ganha a bola a entrada do meio campo visitante, rasga para o meio e a entrada da área deixa a bola para DOUGLAS, o holandês isolado prefere cruzar, a bola encontra Laranjeiro que não perdoa o 2 golo do Marítimo. 80m da segunda parte.



2-1, incrível diziam alguns, vai ser sofrer até ao fim diziam outros.



O Leiria abre o peito, D. Paciência manda a equipa subir toda mas completamente ineficaz, nem um lance de perigo a relatar nos últimos 10m da partida por parte dos visitantes.



O Marítimo, à semelhança do Leiria no inicio do 2 tempo teve mais 3 oportunidades para matar o jogo, um delas foi impedida pelo guarda redes Leiriense, as outras duas foram por falta de eficácia dos finalizadores.



95m, final do jogo, vitoria do Marítimo.





Arbitragem:



João Vilas Boas, pese embora mal auxiliado, esteve bem ao ajuizar todos os lances da partida, não cometeu erros e sobe anular ânimos mais exaltados de parte a parte.



Melhor jogador do Marítimo:



Pela primeira vez não vou eleger ninguém, não gostei da prestação Maritimista, foi um jogo muito mau para ser verdade.



Pior Jogador:



Todos eles sem excepção, não houve um jogador que mereça um bom reparo da minha parte. A minha grande censura vai direitinha para o Marcos, mais uma vez, voltou a repetir o feito de PAÇOS DE FERREIRA de uma forma infantil e inexperiente, não lhe assenta nada bem e tem obrigação de nunca mais repetir aquilo, se 1 vez é muito duas são de mais.



Melhores momentos do jogo:



- A troca de bola rápida e ao primeiro toque do Leiria em alguns momentos do jogo;





- Uma jogada na ala, Marcinho faz tudo sozinho só não consegue finalizar;





- O falhanço memorável de Salusaki, sozinho a frente da baliza remata no chão a bola nem avançou 2cm, tirou alguns risos nas bancadas;





- A velhinha marcha do Marítimo, alusiva aos anos 60, já não tocava no estádio há muitos anos, foi bonito.


Piores Momentos do jogo:



-As escolhas de ULISSES MORAIS, incompreensível como se esqueceu de um trinco;





-Filipe Oliveira a jogar a defesa direito, o rapaz não tem culpa, mas fica a nota para Ulisses Morais;





-A entrega do “ouro ao bandido” de parte a parte, ora do Marítimo ora do Leiria, incompreensível em futebol profissional ;





-O ambiente de cortar a faca que só Ulisses consegue criar num estádio, nunca se viu nada assim nos Barreiros, os adeptos da mesma equipa discutem uns com os outros, é horrível;






-A atitude de Gregory, que passo a explicar nas curiosidades.



Conclusão:



De um jogo que se esperava “aberto e arejado”, sai o tiro pela culatra e tivemos um espectáculo pobre, lances falhados, passes sem nexo, desorientação, mas escolhas dos timoneiros, salva-se o resultado e a arbitragem, incrível.
O Marítimo desloca-se à Reboleira, vai jogar com uma equipa atacante, bem orientada com valores acima da média, alem disso desloca-se a Lisboa sem Marcos e com Diogo Valente em dúvida, duas peças fundamentais nesta equipa verde-rubra.

Neste momento o Marítimo encontra-se em posição Europeia, mas é um mero golpe de vista, se tivermos em conta as exibições tristes, precárias e medíocres mais vale não ir a lado nenhum.






Curiosidades:



Segundo parece, eu não assisti, durante o intervalo alguns adeptos que estavam na bancada nascente, oposta a minha, dirigiram-se à entrada dos balneários para mostrar o seu desagrado a Ulisses Morais, Gregory que vinha a conversar com o treinador dirigiu-se aos adeptos, mostrou-lhes um pisso e mandou-os calar. Na minha opinião, é uma situação censurável, o jogador não tem nada que se manifestar, nestas situações há que deixar os adeptos manifestar a sua opinião, deixar as declarações para o fim do jogo ou então fazer um comunicado oficial de repudio à situação.



Mais uma vez, virou-se o bico ao prego, durante 80m Ulisses foi devastado pelos comentários, gritos, apupos, lenços brancos nos quais eu me incluo, o pior é que mais uma vez, no fim, toda a gente se esqueceu disso e veio a ovação, ai já não me incluo, continuo a defender que Ulisses tem de sair urgentemente desta equipa, pura e simplesmente não cumpre os mínimo exigidos.



FORÇA MARITIMO…..




















O jogo da noite passada foi daqueles que mais vale apagar da memória. Tanto pelo resultado, como pela atitude demonstrada em campo. Sinceramente, gosto do futebol praticado pela UDL… muito podem dizer que não é espectacular, mas gosto. É limpinho e tem dado frutos.



A UDL foi ao Estádio dos Barreiros em 4.º lugar, com a ameaça do Marítimo, em caso de vitória (como acabou por acontecer), ultrapassá-la na classificação da Liga. E mais ainda, o Sp. Braga constituía outra ameaça. Todos os temores acabaram por se concretizar.



A UDL entrou melhor no jogo. Mas por obra do destino, Diogo Valente lesionou-se, e enquanto não era substituído, o defesa Marcos António marcou para os visitantes. Quis o destino (sempre este gajo!!) que também Ivanildo sofresse uma lesão e tivesse de ser substituído; entrou Paulo Machado para o seu lugar, e em boa hora, porque o miúdo mostrou serviço.



O jogo foi decorrendo com normalidade aparente. A UDL em vantagem, tentava dilatá-la, e o Marítimo tentava acalmar os nervos e equilibrar-se em campo. Até que ao minuto 30, o guardião Marcos agarra a bola fora da sua área e vê a cartolina vermelha. O guarda-redes reconheceu o erro e saiu rapidamente, sendo substituído por Fábio, que foi grande e impediu um desastre nos Barreiros.



Antes do apito para o intervalo, Grégory cabeceia muito bem, tendo a bola passado bastante perto da baliza de Fernando. Foi talvez um dos lances de maior perigo protagonizado pelos insulares. Pouquíssimos mintos depois, Mbesuma remata à figura de Fernando. E tantas vezes a jarra vai à fonte, que acaba por quebrar… e foi o que aconteceu: já nos descontos, Mbesuma faz o golo do empate, após cruzamento de Douglas.



O filme da segunda parte é uma coisa sem explicação. A UDL, mais uma vez, entrou melhor no jogo, mas só isso não chegou. Rossato, Harison e Paulo Machado foram os mais inconformados da equipa. Mas nem com as entradas de Cadu e Touré, dois avançados, o Leiria conseguiu marcar o golo da tranquilidade.



A melhor oportunidade de toda a segunda parte foi ao minuto 70, Fábio, sobre pressão, alivia mal um remate de Rossato, que sobra para Paulo Machado. Mesmo assim, Fábio consegue o inimaginável e defendeu muito bem.



Até que o Marítimo, mesmo em desvantagem numérica, conseguiu chegar à vitória com um auto-golo do defesa Nuno Laranjeiro.



Foi premiado com 3 pontos, não os melhores, mas aqueles que demonstraram maior sacrifícios e cabeça fria. Muitas coisas tem Domingos a rever, nomeadamente, o “laissez-faire” e o adormecimento precoce da equipa; as vitórias não podem ser dados adquiridos, têm de se saber conquistar. E por muito injusto que possa parecer, o Marítimo soube aproveitar.



Melhor Jogador:

Gostei da actuação de Rossato e de Paulo Machado. Ao primeiro só faltou o golo, apesar do 1.º golo ter sido do seu lado. Teve uma exibição segura e já se nota o entrosamento com os colegas.
Quanto ao jovem internacional sub-21, foi dos mais lutadores. Correu que se fartou e fez o que pôde. Se não fez mais, foi porque o rendimento da equipa também não dava.



Arbitragem:

A arbitragem, no geral, não foi má. Ficaram algumas dúvidas acerca de um ou outro lance, nomeadamente, se Renato teria ou não tocado o esférico com o braço, por volta dos 10 minutos do jogo. Nota suficiente para Vilas Boas.



Pontos positivos do jogo:

Houve algum? Vou tentar não ser tão radical… inicialmente, a equipa entrou bem na partida e estava a conseguir dominar, mas depois tudo se alterou.



Pontos negativos do jogo:

Por onde vou começar: estávamos a jogar contra 10 e em vantagem no marcador. Fomos perder por 2-1. Estávamos em 4.º lugar; agora estamos em 6.º. A exibição foi a roçar o mau e a atitude descontraída dos leirienses irritou-me até à medula. Podia continuar, mas é melhor parar por aqui, pois continuo a ser uma das (poucas) apoiantes da equipa e já bastam os outros para meterem os rapazes abaixo.




sábado, janeiro 27, 2007

Liga Bwin: Leiria 1-0 Porto

Desolado, Triste e Indignado. São estes os sentimentos que um Portista pode trazer de Leiria, após lá ter ido assistir «In Loco» ao jogo de abertura desta jornada da Liga Bwin.



Estádio: Municipal Dr. Magalhães Pessoa (Leiria)

Assistência: 3.385 espectadores

Árbitro: Elmano Santos (AF Funchal



Com a novidade da inclusão de Lucas Mareque na Lateral Esquerda Tripeira, o FC Porto iniciou o jogo a dominar claramente uma União de Leiria pouco ambiciosa, que em algum momento nos primeiros 45' conseguiu assustar o último reduto Azul e Branco. Ao invés, os Dragões cedo começaram a criar inúmeras chances para se adiantarem no «Placard», nomeadamente num remate de Raul Meireles a testar os reflexos de Fernando, sem sombra de dúvida o Melhor Jogador em Campo.

Minutos mais tarde, uma fantástica iniciativa individual de Ricardo Quaresma acabou com um potente remate do mesmo ao poste da baliza Leiriense! Postiga, Lisandro e, ainda Pepe tiveram ao seu alcance o merecido golo Portista mas Fernando e a barra impediram a justiça no «Marcador» ao intervalo.

Antes disso dá-se o lance que determina muito do que haveria de passar na 2ª parte, a expulsão de Ricardo Quaresma, por alegada agressão a Tixier.

Com uma unidade a menos, a 2ª parte começou como terminou a 1ª, com o FC Porto a atacar e a criar perigo, num remate muito perigoso de Paulo Assunção.
Contudo, o fulgor dos Azuis e Brancos foi claramente menor e, apesar do claro domínio Portista, a União de Leiria conseguiu defender mais à frente do que o fizera até então.

Quando a tarefa do FC Porto se apresentava já complicada, eis que definitivamente se complicou com o golo dos Leirienses, por Tixier.

Até final, a «Alma» Tripeira jamais esmoreceu, bem personalizada pelo apoio incansável dos Adeptos Portistas presentes no Lis e ainda houve tempo para vermos mais uma bola no ferro da baliza Leiriense, nun Cruzamento/Remate de Bruno Alves e uma outra salva em cima da linha de golo por Tixier, após cabeceamento de Lucho Gonzalez.

Demasiado azar para o FC Porto, que claramente merecia outro desfecho neste jogo.



MELHOR EM CAMPO

Fernando teve uma actuação a roçar a perfeição. Não me recordo de uma única falha do GR Leiriense, sendo assim o principal obstáculo à máquina Portista e, permitindo à sua Equipa aspirar à Vitória completamente imerecida.



ÁRBITRO

«El Mano», que de Santo nada tem, voltou, pela 3ª vez esta época, a apitar um jogo do FC Porto. Isto ao seu 6º jogo na Liga Bwin esta Temporada, Notável...

A sua passividade perante o Anti-Jogo dos jogadores da União de Leiria, foi igual ao que já havia feito este ano num dos jogos que arbitrou da Equipa Portista este ano, frente ao Boavista.

O seu Critério Disciplinar foi claramente assimétrico, fazendo de tudo para enervar os jogadores Azuis e Brancos e, já agora os próprios Adeptos!

Nos lances mais polémicos, o seu julgamento foi parcialmente ímpar!

* Quando Marcos António tenta jogar a bola e acerta em Postiga, porque motivo não se assinala a devida falta?

* Quando Renato joga o esférico com as mãos dentro da área Leiriense, porque motivo não se assinala a respectiva falta?

* Quando Quaresma intempestivamente tenta ganhar o lance a Tixier e lhe acerta na cara é expulso, certo? E quando o mesmo opositor, no Dragão, faz o mesmo, porque motivo não o é, com a agravante de ter partido o maxilar ao jogador Portista??

* E que dizer do que Renato segundos antes fez ao Quaresma no chão, nas barbas do mesmo Juiz Auxiliar, Sérgio Lacroix??

Desculpem, mas se realmente há arbitragens que todos nós Adeptos sentimos claramente que as intensões dos Juízes são outras, que não as de promover a isenção e imparcialidade das análises aos lances, este foi claramente um deles!
Afinal, o «choradinho» de Domingos durante estes dias surtiram o seu efeito. Paciência...



POSITIVO DO JOGO

* A grande Exibição de Fernando pelos Leirienses.

* A estreia relativamente boa de Lucas Mareque pelo FC Porto.

* A derrota do Líder da Liga Bwin poderá trazer mais competitividade à competição.

* A carreira Leiriense nesta Liga Bwin.

* Grande apoio dos Adeptos Portistas.



NEGATIVO DO JOGO

* O temperamento intempestivo de Ricardo Quaresma, tirando beleza ao jogo.

* A falta de eficácia dos jogadores Portistas.

* O jogo demasiado retraído da União de Leiria.

* A ausência de Bosingwa.
* As declarações de Jesualdo Ferreira no final da Partida, pois esse é trabalho para os Dirigentes...

* O Público Leiriense... Que Público???








No início da segunda volta da Liga Bwin, a UDL recebeu e venceu o FCP, numa noite gelada, num jogo em que os visitantes foram, na maior parte do tempo, superiores. Mas o futebol é isto.



O FCP entrou no jogo como um verdadeiro patrão: autoritário, mais pressionante, mais controlador… podia ter infligido uma verdadeira goleada, não fosse o azar bater-lhe à porta e Fernando estar em noite “sim”. A UDL limitava-se a defender e poucas (raras) vezes incomodou Helton. A defesa da UDL estava distraída e o flanco direito estava desprotegido… Domingos notou isso e enviou Paulo César para auxiliar Laranjeiro.



Tudo apontava para que o número 7 portista desfizesse, rapidamente, o nulo, mas eis que Ricardo Quaresma, ao cair da primeira parte, foi mesmo o protagonista do momento: numa cotovelada, meteu ao chão, o francês Tixier. Elmano Santos consultou o seu assistente, Sérgio Lacroix, e mostra a cartolina encarnada ao mágico portista. O FCP vê assim o seu criativo ficar castigado.



A segunda parte veio, e o FCP regressou mais cauteloso. Nem o próprio Jesualdo imaginaria a falta que Quaresma iria fazer. Chegou-se à conclusão que “uma coisa é jogar com menos um, outra é jogar sem Quaresma” como disse (e bem) um jornalista d’ A Bola.







Valia ao FCP a perseverança de Pepe, Lisandro, Postiga e mais tarde de Bruno Alves. A UDL continuava a fazer o seu jogo e na primeira oportunidade que teve fez o golo. Antecedido de falta ou não… agora ficará à consideração de cada um. Os portistas dirão que não houve falta, e os outros dirão que o golo é limpo. O certo é que Tixier, bem colocado, salta mais alto e de cabeça faz o 1-0 que permanecerá até ao fim do jogo.



Jesualdo não se poderá queixar da falta de entrega dos seus atletas, ao contrário de Domingos Paciência. Sorriu na noite passada, mas ainda há muitas coisas a rever na sua equipa. Terça-feira há jogo-treino com o Dínamo de Bucareste (próximo adversário do SLB na Taça UEFA), há que aproveitar para limar arestas e experimentar ser mais ousado.



Melhor Jogador:

Fernando foi inigualável. Foi um dos grandes responsáveis pelo facto da UDL não ter sofrido qualquer golo. O guardião brasileiro defendeu muito e bem; às vezes, com uma ajuda da barra da baliza… mérito também para Tixier pelo golo marcado, naquele que, provavelmente, foi o último jogo com a camisola da UDL.



Arbitragem:

Elmano Santos esteve, no geral, bem. Apesar de existir alguma polémica sobre alguns lances, nomeadamente uma suposta falta que terá dado origem ao golo leiriense, o árbitro madeirense e a sua equipa estiveram bem entrosados. Recurso mais do que frequente aos cartões.



Pontos positivos do jogo:

* A vitória sobre um dos “grandes” em casa. Duplamente satisfatório. Com mais estes três pontos, a UDL ascende, provisoriamente, ao 4.º lugar da tabela classificativa.



* Gostei particularmente da exibição de alguns atletas leirienses, que no seio de tanto nervosismo, souberam desempenhar o seu papel. Falo dos “caçulas” em campo: Ivanildo, Paulo Machado e Hugo Faria – sendo os dois primeiros atletas emprestados pelo FCP. Sem desmérito, obviamente, pelos capitães da equipa Renato e Paulo Gomes.



Pontos negativos do jogo:

* Em todos os jogos, falo do mesmo: falta de assistência. Ontem, estiveram pouco mais de 3.000 pessoas a assistir à partida. Estava muito frio, é certo, mas será que nem o Campeão Nacional enche o Estádio?



* A passividade da UDL. Já não é a primeira vez que a UDL vê jogar. Ontem valeu a inspiração (e a estrelinha) de Fernando. Há falhas a nível dos sectores mais recuados que têm de ser revistas… nomeadamente, a nível da transição. Recado para Domingos Paciência: o Laranjeiro está melhor que o Éder, correcto, mas não pode estar desprotegido. Ele precisa SEMPRE de um colega a apoiá-lo, senão acontece o que se viu ontem… Quaresma passava por ele com mais facilidade que um coador roto.



* A expulsão de Quaresma. Um jogador como o “Harry Potter” não pode ser expulso por uma falta daquelas. Admiro a forma de Ricardo jogar, a maneira como ele trata a bola, mas a agressão a Tixier foi feia. O FCP perdeu o seu criativo e voltou do intervalo mais cauteloso.