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domingo, novembro 11, 2007

Lobos do Mar, 0 x Canarinhos, 0

Local: Póvoa de Varzim
Estádio: Varzim SC
Espectadores: 1000
Árbitro: Lucílio Baptista

Varzim: Bruno Conceição; Pedrinho, Nuno Gomes, Alexandre e Telmo; Tito; Malafaia (Candeias, 45'), Emanuel, Nuno Rocha (Ukra, 78'); Chico (Yazalde, 65'), Roberto

Estoril: Ernesto; Celestino (Dejan, 89'), Dorival, Emerson (Luís Carlos, 65'), Pedro Duarte; André Cunha, Miguel Oliveira, Eduardo; Marco, Marco Bicho, Dagil

Disciplina
Cartão Amarelo a Chico (30'), Eduardo (43'), Telmo (47'), Roberto (87')


Cordas vocais desgastadas e nervos em franja…
Começo a chegar à conclusão que isto do futebol faz mas é mal à saúde.

Depois de uma primeira parte que ‘não foi carne nem peixe’, fizemos um segundo tempo de luxo: encostámos o adversário às cordas… atacámos, atacámos, cruzámos, rematámos vez após vez… por cima, ao lado, para as pernas dos defesas, para as mãos do guarda redes estorilista.
E desta vez, nem nos podemos queixar das más opções do treinador (se excluirmos a escolha por Malafaia em vez da introdução de Candeias no 11 inicial).
O médio ex-Leixões assinou uma exibição infeliz e durou apenas 45 minutos em campo. Deu o lugar a Candeias que voltou a provar porque deve ser mais considerado nas opções de Diamantino Miranda.
Na frente, Chico voltou a fazer um jogo menos bem conseguido e, já na segunda parte deu lugar ao fresco e sempre electrizante Yazalde. A diferença também se notou como do dia para a noite.
Pezinhos de lã, o #14 alvi-negro pôs a defensiva estorilista em sentido em duas ou três situações... e numa deles esteve perto do golo.
Tentou servir Roberto por duas ou três vezes e até se desentendeu com ele já perto do fim do encontro: cruzamento de Ukra da esquerda e Yazalde surge ao primeiro poste, com Roberto nas costas a pedir para fuzilar as redes de Ernesto. Falhou o diálogo entre os dois avançados varzinistas e o lance acabou nas mãos do guardião forasteiro.
Pelo meio dois ou três calafrios com a defesa do Varzim a abrir verdadeiras auto-estradas e a baliza de Bruno Conceição a ficar em apuros. Mas o guarda redes menos batido desta Liga Vitalis esteve sempre em grande plano.
Valeu também o desacerto e a ineficácia dos avançados forasteiros que acusavam uma certa ansiedade face à avalanche alvi-negra.
O resultado? 0-0… outro empate. O quarto consecutivo.
À hora em que esta curta crónica de mais um jogo sem golos está a ser escrita, há ainda jogos a decorrer.
Ninguém sabe o que acontecerá com os nossos mais directos adversários… se ganham, se perdem, se se adiantam ou se marcam passo na tabela classificativa.
Nós é que não andamos para cima… e com estes resultados corremos o risco de vir cada vez mais para baixo.
Nada está perdido… é um facto. Mas ganhar jogos é agora…porque se a nossa aposta é, de facto, a promoção à Bwin Liga, convém que não percamos as primeiras carruagens do comboio.
E o meu receio é que estes pontos que temos perdido nos obriguem a fazer contas de cabeça lá para Abril ou Maio.
Ou pior do que isso… nos obriguem a ficar mais um ano no escalão secundário.
Uma última nota: num plantel curto e (fatalmente) barato como é o deste Varzim, as ausências de jogadores chave assumem muitas vezes um papel preponderante nos desfechos. Marco Cláudio, a contas com uma lesão há já algumas semanas tem feito imensa falta. É ele o cérebro pensante da manobra alvi-negra. Rápidas melhoras e urgente regresso... são os meus votos... e os de todos os varzinistas.
MELHOR EM CAMPO: Yazalde - Sempre que entra revoluciona o ataque do Varzim. Desta vez não entrou tarde demais... mas não teve a felicidade de marcar e/ou dar a marcar.



ARBITRAGEM: Lucílio Baptista é um dos melhores árbitros portugueses. É, pelo menos, o que se diz por aí. A verdade é que, na minha concepção de adepto de futebol, um juiz não deve ter nenhuma espécie de pré-conceito ou de birra pré-determinada com certo e determinado emblema.
A verdade é que de cada jogo do Varzim que este árbitro apita, fico com a sensação cada vez mais vincada de que, de facto, este senhor de Setúbal não nos grama nem a tiros.
Esquisito este comentário… poderão alguns dizer.
A partida não ficou marcada por nenhum episódio escabroso como muitos outros protagonizados por este senhor.
Mas se puxar a cassete do jogo um pouco atrás, verifico que, numa ou noutra situação, Lucílio Baptista terá usado a sua autoridade para empurrar o Varzim para trás e para intimidar os jogadores.

terça-feira, outubro 09, 2007

FCP de Penafiel, 0 x Lobos do Mar, 0

Local: Penafiel
Estádio: Municipal 25 de Abril
Espectadores: 1000
Árbitro: Artur Soares Dias (AF Porto)


Penafiel: Palatsi; Celso, Vinicius, João Pedro, Kelly; Helder Sousa (Marcones, 49'), Ferreira, Lourenço; Fernando (Dias, 78'), Guedes, Bakero

Varzim: Bruno Conceição; Pedrinho, Nuno Gomes, Alexandre, Telmo; Tito, Pedro Santos, Malafaia (Emanuel, 55'); Candeias (Campinho, 78'), Chico, Roberto (Yazalde, 62')


Nenhum varzinista terá saído do municipal de Penafiel com a sensação de que ganhámos um ponto.

PERDEMOS DOIS!!!

O Penafiel é uma equipa fraquíssima, sem fio de jogo, com uma defesa periclitante, com um meio campo altamente frágil (exemplo disso, as muitas bolas que perderam para o ataque varzinista principalmente na primeira parte) e um ataque que, de cabeça, fez perigo não mais do que duas vezes... e nada por aí além. Justifica absolutamente a posição que ocupa na tabela.

Nem parecia que tinha trocado de treinador na última semana.

O Penafiel não deu aquele salto que costuma ocorrer em semana de chicotada psicológica. Não existiu na primeira parte, foi inexistente na segunda.

Do outro lado, aquela que já provou ser uma das melhores equipas desta Liga Vitalis: um Varzim de combate, montado na nova estratégia 4x3x3, com mais posse de bola, bem organizado na defesa e no meio campo, irrepreensível na troca de bola e muito mais equipa na hora de criar lances de perigo.

Faltaram, no entanto, ingredientes decisivos: serenidade suficiente na hora de 'matar' e, fundamentalmente, remates... verdadeiros remates à baliza.

Se associarmos a isso opções questionáveis do técnico Diamantino Miranda, encontra-se a explicação para o nulo.

Não me vou armar em treinador de bancada. Dou apenas um exemplo: tal como eu poucos terão percebido como é que, numa altura em que a equipa estava a encostar o Penafiel aos arames, se retira um ala rapidíssimo como o Candeias e se introduz Campinho, um médio defensivo. Só encontro uma explicação possível para essa substituição: uma eventual lesão do #11... fora isso, digo eu, nada explica tal substituição.

E o Ukra? Porquê que não se optou por meter em campo um jogador acutilante e tecnicamente tão bem dotado, capaz de revolucionar a manobra ofensiva, quando o que se impunha era marcar?




Alguém disse na bancada, para Diamantino ouvir, 'jogos para empatar é no computador'.

O mesmo que perguntar: afinal, a quem é que interessava um empate com um Penafiel?

Em tese, diz-se que uma divisão pontual fora de portas é sempre um resultado positivo... mas julgo que desta vez era escusado jogar para o pontinho.

Os poveiros foram superiores em toda a linha e tinham o Penafiel completamente a jeito!



MELHOR EM CAMPO: Candeias - num acesso incompreensível de Diamantino Miranda, foi sacrificado para dar lugar a Campinho. Durante o tempo que esteve em campo foi uma dor de cabeça para os laterais do Penafiel. Qualquer dia, num estádio perto de si, este jovem ainda acaba multado por excesso de velocidade.





ARBITRAGEM: não jogar o suficiente, ou falhar muitos golos é da responsabilidade de quem não aproveita.
Agora, penalties nítidos não sancionados é outra coisa. E penso que nesse capítulo o Varzim se pode queixar da sorte.
Aliás, foi incrível a forma como o portuense Artur Soares Dias assassinou em escassos dois minutos uma arbitragem que até estava a ser razoável: perto do minuto 90, num lance de perigo do Varzim, fiquei com a nítida sensação que há um remate à baliza penafidelense que é neutralizado pelo braço de um defesa da casa. No lance seguinte, contra-ataque venenoso do Penafiel, a bola sai pela linha de fundo, tocada em último por um jogador da casa.
Sanção do árbitro? Canto. Vá lá que, a bem da justiça, não deu em nada.
Definitivamente há coisas na arbitragem (às quais, infelizmente, já nos vamos habituando) que, se não são erros humanos, se não são pura coincidência, então só podem ser cozinhadas.
E, no caso concreto, não serão cozinhadas por adversários do calibre deste fragilizado Penafiel. São pensadas e decididas noutros redutos. Daqueles que, quiçá incomodados pelo bom arranque do Varzim, procuram puxá-lo cá para baixo... se não for a bem, é a mal!
Desculpem... admito que posso estar a exagerar... mas lá que elas acontecem... E o pior de tudo: é que, muito provavelmente, acontecem com a complacência ou eventual colaboração de quem tutela o futebol profissional no nosso país.

segunda-feira, outubro 01, 2007

Lobos do Mar, 2 x Capões, 0

Local: Póvoa de Varzim
Estádio: Varzim SC
Assistência: +/- 2000 espectadores
Árbitro: Jorge Sousa (AF Porto)

Varzim: Bruno Conceição; Pedrinho, Nuno Gomes, Alexandre e Telmo; Tito, Pedro Santos (Emanuel, 59'), Marco Cláudio (Malafaia, 40'); Candeias (Yazalde, 70'), Chico, Roberto
Marcadores: Roberto (80'), Chico (85')

Freamunde: Tó Figueira; Cuco, Nelson, Marcão (Coelho, 36'), Heslley; Rui Costa, Brandão, Traoré, Nemouthé (Milton, 66'); Evandro, Bock (Miguel, 77')

Ao intervalo: 0-0

Disciplina
Cartão Amarelo a Heslley (12'), Nuno Gomes (23'), Coelho (43'), Chico (56'), Traoré (69')

Aquilo que o Varzim prometeu na primeira parte, materializou na segunda.
Ante um Freamunde, por sinal muito limitado para aquilo que se pede a uma equipa deste escalão, a turma poveira foi sempre melhor... mas na etapa inicial faltou sempre qualquer coisa.

Ou se perdia tempo e espaço com mais uma fintinha, ou os jogadores queriam levar a bola para casa ou simplesmente os remates não levavam destino de golo.

Houve inclusive unidades fundamentais da manobra ofensiva cujos rendimentos na primeira parte deixaram muito a desejar. Refiro-me a Chico - que, apesar de voluntarioso, não conseguiu fazer quase nada - e a Roberto - que teve pelo menos duas boas chances de fazer a festa mas errou o alvo... isto quando não era apanhado em fora de jogo, o que aconteceu várias vezes ao longo do encontro. Ao contrário, o jovem Candeias assumiu os comandos do ataque pelo lado direito e foi um dos melhores em campo. Rapidíssimo de pernas, com um sentido de domínio do esférico absolutamente notável, o #11 trocou completamente as voltas aos defesas do Freamunde. Teve nos pés uma boa oportunidade para abrir o activo... minuto 10, posição frontal à baliza de Figueira... a bola passou ao lado. Mas a sua tarefa fundamental era mesmo assistir.
Cruzou, cruzou e cruzou... mas estava escrito... na primeira parte havia de ser 0-0.

Do outro lado, os 'capões' montaram um esquema marcadamente defensivo, e perigo só mesmo em contra-ataque.

Mas se duas ou três situações preocupantes criaram, já foi muito... Bruno Conceição não teve de trabalhar muitas vezes.

Foi com nulo no marcador que se atingiu o intervalo e foi com nulo que se chegou quase ao fim do encontro. Pelo meio fica uma segunda parte em que foi tudo nosso. O Freamunde encostou todo aos últimos 20 metros e nem um único contra-ataque.

A equipa do Varzim estava completamente espalhada no campo e o massacre era constante e absoluto. Mas faltavam os golos!

O jogo caminhava do meio para o fim e já eu a pensar que esta seria mais uma crónica em que teria que dizer que o Varzim jogou muito mais, mas simplesmente não conseguiu rebentar com o autocarro que o adversário pôs à frente da baliza.

Até que entra Yazalde. O jogo ficou eléctrico!

O jovem avançado, chamado ao último estágio da selecção sub 19, foi decisivo na construção do triunfo.

Deu um ar da sua graça assim que entrou... ao ir à linha, pelo lado esquerdo, e a cruzar para Roberto que errou o tempo de salto e falhou o golpe de cabeça que poderia abrir o marcador.

O Freamunde podia considerar-se avisado. O golo estava por minutos.

E assim foi: aos 80, Yazalde esgueirou-se até à linha de fundo, assistiu Roberto que, de cabeça, enviou (mais em jeito do que em força) a bola lá para dentro. Um golo com responsabilidades para o guardião do Freamunde que se fez ao lance tarde de mais.

O ESTÁDIO EXPLODIU DE ALEGRIA!!!

Foi um orgulho enorme ver um miúdo da casa a sacar um lance de génio daqueles e a assistir um companheiro para o tão merecido golo.

Foi a primeira pedrada no autocarro do Freamunde. E isso teve consequências imediatas: os visitantes acusaram o nervosismo da desvantagem e abriram o jogo para correrem atrás do prejuízo.


Resultado? Levaram que contar outra vez. Cinco minutos depois do primeiro golo, Emanuel recebe a bola à entrada da área, descaído sobre a direita, e chama Figueira para fora dos postes. O #7 varzinista viu Chico isolado, em posição regular e sem oposição dos centrais do Freamunde, isolou o #25 que de baliza aberta só teve que encostar para o 2-0 final.

MELHOR EM CAMPO: Yazalde - entrou a 15 minutos do fim... foi o suficiente para ligar o ataque do Varzim à corrente. Ao assistir Roberto para o primeiro, abriu caminho ao triunfo alvi-negro.

ARBITRAGEM: Jorge Sousa não teve nenhum erro digno de ser baptizado de CASO DO JOGO, mas errou táctica e disciplinarmente em alguns casos.

segunda-feira, setembro 24, 2007

Aves, 2 x Varzim, 1

Local: Vila das Aves
Estádio: CD Aves
Assistência: 1000 espectadores
Árbitro: Pedro Proença (AF Lisboa)

Aves: Rui Faria; Leandro, Sérgio Nunes, Nuno Mendes, Pedro Geraldo; Marcelo (Grosso, 70'), Mércio, Luís Rafael; Diego (Rui Miguel, 85'), Pascal (Robert, 90' + 2'), Tatu
Marcadores: Tatu (13', 25')


Varzim: Bruno Conceição; Pedrinho, Nuno Gomes, Alexandre e Telmo; Tito, Emanuel (Pedro Santos, 45' + 1'), Malafaia (Ukra, 35') e Marco Cláudio (Ukra, 68'); Roberto, Chico (Candeias, 35')
Marcadores: Marco Cláudio (65')

Ao intervalo: 2-0

Disciplina
Cartão Amarelo a Alexandre (46'), Telmo (48'), Diego (65'), Tatu (66', 81'), Grosso (75')
Cartão Vermelho a Tatu (81' acum.)

Há dias em que a revolta faz todo o sentido! Não porque a equipa tenha feito um mau jogo… pelo menos na segunda parte… mas porque a experiência nos meandros do futebol acaba por confirmar um facto indesmentível: quem mais verbera contra as arbitragens na semana antes dos jogos é quem mais sai beneficiado na jornada seguinte. Foi o que aconteceu este domingo nas Aves.

A equipa da casa fez exposições à Liga, alegando prejuízos de arbitragens, tentando encobrir a evidente incapacidade para sair da cepa torta. E eis que a segunda parte do Aves x Varzim foi um roubo completo! Ele foi fora de jogo mal tirados, um penalti por assinalar ao cair do pano sobre Marco Cláudio, uma permissividade absurda em relação ao anti jogo dos avenses nos últimos minutos do encontro. Tudo sem que Pedro Proença (um dos mais cotados árbitros nacionais) tomasse qualquer atitude.

Mas vinha eu de regresso a casa a ouvir a conferência de imprensa do encontro quando José Gomes, questionado sobre a arbitragem, afirmou com uma conveniente convicção que não viu nada de malicioso nas decisões do juiz lisboeta e da sua equipa de arbitragem. Isto só não dá para rir porque a amargura que sinto por este desfecho injusto não me deixa margem para maiores ironias. Mas o melhor ainda estava para vir: então não é que o técnico que tinha guia de marcha assinada, se hoje averbasse nova derrota, teve a desfaçatez de dizer que o Aves podia ter ganho o jogo por quatro ou cinco a zero? Mas quê? Eles são os galácticos e nós a ralé? Nós é que somos os últimos? Ou eles é que estão a olhar para a classificação de pernas pró ar?

Assim se encontra a razão para a equipa que José Gomes orienta só hoje, após cinco semanas de prova, ter amealhado a primeira vitória. Com um entendido destes ao leme, estamos conversados. É de quem, na verdade, não percebe nada de futebol!! Melhor ficaria ao distinto treinador se admitisse que deu ordens expressas aos seus jogadores para se mandarem para o relvado, simulando lesões nos últimos minutos do encontro… ou então não seria pior se admitisse que Marco Cláudio foi puxado pelas costas dentro da grande área no último lance do encontro e o árbitro nada assinalou… ou então que, com o jogo já nos 2-1, Ukra recebeu uma bola vinda da direita e isolou-se à frente de Rui Faria em posição perfeitamente legal e o fiscal de linha (erradamente) assim não entendeu.

Ou então porque não ser homenzinho e admitir que o guardião avense simulou uma lesão na sequência de um pontapé de baliza que tinha como intuito único queimar tempo já de compensações? É óbvio e evidente que quem leu estes primeiros parágrafos ficará a pensar que atribuímos o desaire à arbitragem. Não, nada disso. Mas, a bem da verdade, é preciso dizer que Pedro Proença e seus pares tiveram uma exibição de envergonhar a arbitragem. E depois ainda há por aí uma meia dúzia de energúmenos que afirmam à boca cheia que estamos a ser levados ao colo? Fará se não estivéssemos! Adiante!

O resultado final não é justo… e o contrário só dirá quem nada perceber de futebol. Mas se razões existem para justificar a nossa primeira derrota no campeonato estão todas no baixo rendimento da equipa no primeiro tempo. A partir dos primeiros 10 minutos, o Aves foi superior. Carregou um bocadinho no acelerador e explorou as fragilidades do sector recuado do Varzim. A jogada do primeiro golo é exemplo disso: numa arrancada pela esquerda, Pascal ultrapassa a oposição de Pedrinho, vai à linha e cruza para Leandro Tatu que aproveitou o largo espaço que os centrais do Varzim abriram para aparecer à frente de Bruno Conceição e fuzilar sem apelo nem agravo. Voltaram a vir ao de cima as dificuldades da defensiva alvi-negra em travar este tipo de lances em que a apertada marcação à zona é absolutamente decisiva. O tento inaugural deu aos avenses a capacidade de se agigantarem e de melhor espalharem a sua estratégia no relvado. E começam os calafrios: aos 24 minutos, uma infantilidade do meio campo varzinista deixa liberto Luís Rafael que, vendo o adiantamento de Bruno Conceição, picou uma chapelada que errou o alvo por escassos centímetros. Nessa altura do jogo o Varzim estava completamente encostado e nem sequer teve hipótese de esboçar reacção. No minuto seguinte, Mércio desarma o desprevenido Malafaia e solta para o supersónico Tatu fazer o 2-0 por baixo das pernas de Bruno Conceição.

No segundo tempo, o Varzim foi muito mais agressivo, desligou o complicómetro e fez-se ao caminho. Logo na primeira jogada da etapa complementar, Alexandre envia ao poste uma bola de canto. Era o Varzim a avisar que, se perdesse, venderia cara a derrota. E assim foi: o Aves passou a dispor de cada vez menos oportunidades e os poveiros foram gradualmente superiorizando-se ao adversário. Em 20 minutos, lembro-me de pelo menos duas situações em que o Varzim esteve perto do 2-1: uma por Roberto (56’) que na hora H perdeu a bola entre as pernas dos centrais do Aves e outra por Pedrinho que, de frente para a baliza, mandou um petardo que passou a escassos centímetros da baliza. Ficou mesmo a sensação que a bola teria entrado! Mas foi aos 66 minutos que o resultado assumiu proporções mais ajustadas. Candeias ganha a bola a um adversário na ala direita, ganha a linha e serve Marco Cláudio que nas alturas bate Rui Faria sem hipótese de defesa. A partir daí foram os piores 20 minutos da vida do Aves: o Varzim instalou-se completamente no meio campo do adversário entregou-se à missão de igualar a partida com total afinco. Marco Cláudio voltou a estar em evidência e por duas vezes podia mesmo ter feito o golo do empate… falhou sempre por milímetros.

Melhor em campo - Marco Cláudio: Começou desinspirado acabou o jogo com um golo marcado e duas oportunidades flagrantes que, se tivessem entrado, tinham valido pelo menos a divisão de pontos.

Arbitragem - É triste mas tenho que o dizer: o Sr. Pedro Proença tem qualquer coisa contra o Varzim. Eu só gostava de saber o quê...

segunda-feira, setembro 17, 2007

Varzim, 0 x Vizela, 0

Local: Póvoa de Varzim
Estádio: Varzim SC
Assistência: 1400 espectadores
Árbitro: Pedro Henriques (AF Lisboa)


Varzim: Bruno Conceição; Pedrinho, Nuno Gomes, Alexandre e Telmo; Tito, Emanuel (Bruno Moreira, 83'), Malafaia e Marco Cláudio (Ukra, 68'); Roberto, Chico (Candeias, 78')

Vizela: Riça; Machado, Claudio, Rodrigão, Quim Berto; Ricardo Jorge (Kata, 75'), Neto (Serjão, 45'), Guerra, Hélder Sousa; Nuno Sousa, Ríncon (Kita, 90' + 2'.)

Ao intervalo: 0-0

Disciplina - Cartão Amarelo a Roberto (34'), Hélder Sousa (81')


TANTO DOMÍNIO... QUE SÓ FALTOU MESMO MARCAR!
De um jogo sem golos há muito pouco a dizer.


E deste Varzim x Vizela fica-me claramente a sensação de que fomos sempre superiores ao adversário (lembro-me, de cabeça, que o primeiro remate com verdadeiro perigo à baliza do Bruno Conceição foi mesmo em cima do intervalo) e de que a equipa de Carlos Garcia apresentou poucos argumentos de candidato à subida

Do outro lado, o Varzim foi sempre uma equipa de combate. Estruturalmente organizada mas com pedras fundamentais com um rendimento um pouco aquém do habitual: no meio campo, Marco Cláudio esteve apagado e na frente Roberto e Chico estiveram desinspirados. Quando assim é, a coisa não funciona.

Do avançado ex-Trofense não fica na memória nenhum lance de perigo iminente; já do ponta de lança brasileiro, alguns remates de cabeça mas sempre facilmente anulados pelo guardião Riça.

E por falar em guarda-redes, no dia da estreia de Bruno Vale como suplente no banco varzinista, o seu concorrente e (para já) titular da baliza alvi-negra rubricou uma exibição tranquila.
O Vizela também 'fez por isso'. Salvo um ou dois lances de perigo, a equipa minhota foi inofensiva, mas denotou uma enorme solidez no meio campo e na defesa.

Aí se explica muito deste empate: o Varzim sempre em cima, em constante 'chuveirinho' para a grande área vizelense (principalmente na ponta final do segundo tempo) e uma defesa sempre pronta a desviar o perigo para longe.

Nota muito positiva para o regresso de Tito. O médio defensivo do Varzim voltou a desempenhar bem o seu papel de complemento ao último reduto alvi-negro e isso teve resultados visíveis: a defesa actuou com muito mais segurança. O #6 chegou mesmo a ter o golo nos pés na primeira parte, aproveitando um remate de meia distância em posição frontal, que passou a escassos milímetros do poste da baliza de Riça.

Destaque ainda para a garra de Candeias que entrou a poucos minutos do fim para o lugar de Chico. O jovem emprestado pelo FC Porto deu novo ânimo às incursões de ataque do Varzim mas, creio eu, entrou tarde demais na partida. Foi uma dor de cabeça para os laterais do Vizela, mas isso em nada mudou o score. O resultado penaliza a falta de inspiração de um Varzim algo dependente dos bons desempenhos de algumas das suas unidades fundamentais, e premeia um Vizela lutador e organizado.

Melhor em campo - Tito. No regresso, o 'Guerreiro' voltou a dar a solidez necessária ao meio campo varzinista. Merece nota máxima.

foto: JN

segunda-feira, agosto 27, 2007

Varzim, 2 x Fátima, 0

ESTÁDIO: Varzim SC

ESPECTADORES: 1200
ÁRBITRO: Cosme Machado


Varzim: Bruno Conceição; Pedrinho, Alexandre, Nuno Gomes, Telmo; Campinho, Emanuel, Malafaia; Marco Cláudio, Roberto, Chico. Jogaram ainda: Candeias, Nuno Rocha, Ukra

Fátima: Pedro Duarte; Duarte Machado, Bispo, Veríssimo, Samuel; João Fonseca, Joel, Falardo; Marinho, Ricardo Jorge, Carlos Saleiro. Jogaram ainda: Moreira, Marco Airosa, Nuno Gomes

Golos: Roberto (25' g.p.), Chico (45')
Cartões: Alexandre (6'), Chico (75'), Bispo (76')




O Fátima explicou este domingo na Póvoa o porquê de um arranque tão promissor na Liga Vitalis.
Os homens de Rui Vitória entraram extremamente motivados para o embate com o Varzim
, muito fruto do triunfo (surpresa, ou talvez não?...) sobre o Trofense na ronda inaugural.
O encontro foi o primeiro da história entre os dois clubes e deu água pela barba aos poveiros que defrontaram uma equipa inexperiente (é certo) mas sem medo de jogar de igual para igual. Ainda para mais, o Varzim esteve aquém das expectativas criadas depois do jogo brutal de há uma semana em Portimão. Ao contrário do que aconteceu no jogo da primeira jornada, o Varzim entrou controlador mas muito pouco sereno, principalmente do meio campo para trás.
Campinho substituiu o titularíssimo Tito (a contas com uma lesão) e durante algum tempo andou longe da partida. Os visitantes chegaram mesmo a responder com perigo e aproveitaram a intranquilidade nas hostes poveiras para, a espaços, lançar terror no último terço do terreno.
Mas, porque a Natureza (mais cedo ou mais tarde) faz a selecção natural, venceu a persistência dos mais experientes.
O lance que dá origem ao primeiro golo alvi-negro é bem o exemplo disso: Chico recebe uma assistência de Roberto e esgueira-se a alta velocidade para a área de rigor. Acaba derrubado por Veríssimo (num erro infantil do defesa do Fátima) e o árbitro não teve dúvidas.
Penalty claro aos 25 minutos de jogo!
Na conversão, Roberto disparou para o primeiro golo do Varzim, e isso teve efeitos imediatos para a formação visitante.
20 minutos depois do primeiro, o Fátima encaixava o segundo golo: Chico recebe dos pés de Campinho um passe bem medido e parte para a luta com os adversários. Um a um foi vencendo a oposição e do meio da rua, fez mira para atirar de pé esquerdo lá para dentro!
As bancadas voltaram a levantar-se.
Golaço de Chico e contas do jogo fechadas ao cair da primeira parte.
No segundo tempo, o Varzim consentiu algum ligeiro domínio aos visitantes, mas a ordem era clara: dominar sem sofrer e, se possível, ampliar o score. Isto faz-se com inteligência e também com alguma felicidade.
Com um Fátima mais forte, o Varzim foi controlando mas não evitou o atrevimento dos visitantes.
Aliás, a grande oportunidade de golo para o Fátima acontece a pouco mais de um quarto de hora do fim do jogo e é nada mais nada menos do que um remate de cabeça enviado ao ferro da baliza de Bruno Conceição. O perigo repetiu-se mas menos iminente com um remate de livre que passou a escassos centímetros do alvo.
Mas a marca final do jogo era a do Varzim: o mesmo Roberto que, na primeira jornada, percorreu quase todo o meio campo do Portimonense para marcar o terceiro golo, desenrolou, ao cair do pano, um lance em quase tudo semelhante.
Só que desta vez errou a baliza.
Era o 3-0... e dava mesmo a sensação que a bola ia entrar. Não entrou por milímetros.

MELHOR EM CAMPO
CHICO #25. Volta a ser decisivo para o resultado. Sofreu o penalty que abriu o caminho para a vitória e disparou um remate canhão que resultou num 2-0 de belo efeito. Confirma as melhores expectativas: tal como em Portimão, jogou com uma alegria e uma energia absolutamente contagiantes. Ao seu lado conta com o não menos inspirado Roberto. A ambos se deve o bom arranque do Varzim nesta Liga Vitalis. Os seis golos apontados pela formação alvi-negra têm a assinatura da dupla maravilha. Isto promete.

ARBITRAGEM: Há quem venha com a tese do rico e do pobre para acusar Cosme Machado de ter beneficiado o Varzim no lance do penalty. Desculpa de mau pagador. Veríssimo comete falta clara sobre Chico. Castigo máximo incontestável.


PONTOS POSITIVOS


100%. Dois jogos igual a duas vitórias e liderança garantida

Dupla maravilha. Chico e Roberto marcaram os seis golos que o Varzim marcou até ao momento. Os dois pontas de lança entendem-se às mil maravilhas. São do melhor que o Varzim tem este ano.

Gestão. Há quem diga que depois do segundo golo o Varzim fez uma gestão pouco racional do resultado. E isso interessa a alguém? No fim do jogo contam os três pontos. E esses ficaram na Póvoa.

Entrega. Definitivamente o Fátima entrou nesta Liga Vitalis para incomodar. A formação aos comandos de Rui Vitória é aguerrida e, a julgar por este início de campeonato, promete dar luta a quem com ela se cruzar.

PONTOS NEGATIVOS


Defesa. A ausência de Tito é notória. Campinho acabou por estar à altura de substituir o inquestionável #6. Mas quando Tito não joga, a defesa passa por alguns maus bocados.




segunda-feira, agosto 20, 2007

Marafados, 0 x Lobos do Mar, 4

Estádio: Municipal de Portimão
Assistência: 1200
Árbitro: Augusto Duarte


Portimonense: Mário Felgueiras; Ricardo, Miguel, Carlos Manuel, Maxi Bevacqua; Ricardo Vaz, Rui Ferreira, Diogo; Raphael, Nuno André, Emídio
Jogaram ainda: Cissé, Gonzalo Marronkle, Pimenta

Varzim: Bruno Conceição; Pedrinho, Alexandre, Nuno Gomes, Telmo; Tito, Emanuel, Malafaia; Marco Cláudio, Roberto, Chico
Jogaram ainda: Pedro Santos, Bruno Moreira, Candeias

Golos:
Chico (19' e 36') Roberto (53' e 56')
Cartões:Malafaia (21'), Cissé (86')


Queriam ver o Varzim? Foi o Varzim que tiveram!

A má imagem que a turma da Póvoa deixou há uma semana frente ao Leixões foi o objecto de trabalho de Diamantino Miranda para preparar a equipa para o embate com o Portimonense. Escusado será dizer que, a julgar pela atitude dos jogadores, a abordagem ao desaire foi positiva. A resposta foi notória.

O Portimonense entrou na contenda como entram as equipas da casa: ao ataque, a tentar impor as regras do jogo.Nos minutos iniciais, os comandados de Luís Martins estiveram mesmo a dominar as operações. Exemplo disso são as rajadas de ataque sucessivas dos algarvios. Numa delas, Maxi Bevacqua mandou um petardo cruzado às redes alvi-negras mas Bruno Conceição travou o remate que levava selo de golo. Foi o melhor que se viu do Portimonense que aos 19 minutos já estava a sofrer o primeiro golo. Jogada pela esquerda de Roberto que ao chegar à área, cruza para o interior... o esférico passa por Marco Cláudio... e Chico troca as voltas aos centrais algarvios, rematando em jeito sem hipóteses para Mário Felgueiras. Foi o suficiente para o Portimonense desmoronar, qual baralho de cartas.
Veio ao de cima a maturidade táctica dos pupilos de Diamantino.
Os poveiros assenhoraram-se do jogo e passado um quarto de hora, eis que surge o 0-2: uma jogada fabulosa de entendimento que começa em Emanuel que, encostado à lateral, serve Marco Cláudio no miolo, que de imediato solta para Pedrinho servir (quem mais??!) o inevitável Chico. À boca da baliza o #25 só teve de encostar o pé.

No reinício da partida, o Varzim confirma a superioridade desta vez por Roberto: aos oito minutos da segunda parte, o #9 isolou-se a alta velocidade para a baliza e, à saída de Mário Felgueiras (que ainda tocou no esférico), rematou para o fundo. Era quase o fim da festa, mas ainda faltava mais um. Novamente por Roberto. Chico devolveu a assistência da primeira parte ao avançado brasileiro e serviu-o para, de cabeça, fazer o 0-4 final.

Triunfo incontestável.


MELHOR EM CAMPO


CHICO #25. Como se não bastassem os dois golos que marcou, ainda assistiu Roberto para mais um. O ponta de lança ex-Trofense é, talvez, o melhor reforço do Varzim esta pré-temporada. É matador, tem sentido posicional dentro da área. Vê-lo jogar faz crer que a ciência da bola é fácil. Mas há lances que estão ao alcance só dos melhores. A excelência com que aproveitou as oportunidades para marcar está à vista. Contou com o contributo excepcional de unidades centrais da manobra varzinista. Seria, por isso injusto não sublinhar o papel do cérebro que é Marco Cláudio e o desempenho decisivo de Tito à frente da defesa. Simplesmente irrepreensíveis.


ARBITRAGEM: Discreta a actuação de Augusto Duarte. O único erro que cometeu foi não expulsar o central varzinista Nuno Gomes que, na sequência de um canto, POSITIVAMENTE agrediu Nuno André.


PONTOS POSITIVOS


Inteligência. Para golear nem sempre é preciso jogar muito. O que o Varzim não produziu de futebol espectáculo capitalizou em eficácia.


Mescla. A experiência de jogadores como Emanuel, Marco Cláudio ou Alexandre cruzam-se com a energia de Chico, Roberto, Tito ou Pedrinho. O Varzim é esta mescla que, salvo o jogo da Taça da Liga frente ao Leixões, é marca de sucesso dos alvi-negros.


PONTOS NEGATIVOS

Imaturidade. O Portimonense sofreu o primeiro golo e colapsou. À atenção de Luís Martins: é preciso trabalhar mais e melhor.

terça-feira, março 27, 2007

Lobos do Mar caem de pé

ESTÁDIO: Municipal de Braga

ESPECTADORES: 8158

TEMPO: Sol

RELVADO: Excelente

ÁRBITRO: João Ferreira (Setúbal)



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É sempre difícil escrever o que quer que seja quando um sonho se acaba.


E se ontem em Braga fomos cerca de 1500 a puxar pelo Varzim é porque acreditávamos que era possível dar mais um passo rumo à final do Jamor.

Mas acabou... acordámos do sonho da Taça em Braga, mas mostrámos ao país o que é uma equipa de Liga de Honra a bater o pé aos senhores da alta roda.

Mostrámos ao Portugal do futebol como é que, mesmo sendo pequenos, nunca perdemos a capacidade de lutar de igual para igual com um Braga que (muito embora não esteja no seu melhor) ocupa o quarto lugar da Liga principal.

Não... não estou à procura de qualquer prémio de consolação. Mas a verdade é que a diferença de escalão entre ambas as equipas foi um pouco mais evidente ontem do que no jogo na Póvoa frente ao Benfica.

Unidades como Pedrinho, Nuno Ribeiro, Alexandre, Nuno Rocha ou até mesmo Denilson foram, frente à turma da Luz, muito mais afoitos... tiveram menos dificuldade em contribuir para o jogo colectivo. Além disso, a ausência de Mendonça revelou-se decisiva. Mais a mais, a julgar pelo nome que Diamantino escolheu para substituir o internacional angolano: Luca tem muito para dar, mas talvez não fosse ainda o momento certo para o lançar às feras.
No prato oposto da balança, o génio de Marco Cláudio: foi, sem dúvida o mais inconformado dos nossos... se há jogador que corporiza o espírito lutador do Varzim ontem em Braga, esse é o #30. Teve até nos pés a oportunidade de, já na segunda parte, impor o empate aos bracarenses. Pena foi que a bomba que lhe saiu dos pés tivesse passado uns milímetros acima do travessão da baliza de Paulo Santos.
Como eu, muitos terão a certeza que, se aquela entrava, a história do jogo seria muito diferente.

Mas porque assim não foi, resta por isso àquilo que fez o resultado que determinou o nosso bota-fora. Dois golos de Maciel... um em cada parte.

O primeiro em contra-ataque... à passagem da meia hora, quando (depois de um lance de perigo varzinista) Wender recupera a bola a meio campo, desce toda a ala esquerda, cruzando para o segundo poste onde apareceu o #19 bracarense que, na passada, encostou o pé para bater Ricardo. Uns dizem que em fora de jogo, outros não. Eu fiquei na dúvida.

Mas se dúvidas há quanto à legalidade do primeiro tento, já quanto ao segundo não há a mais pequena margem. Após um passe em profundidade de Wender para Maciel, o central Alexandre não teve pernas para a rapidez do avançado bracarense que, à saída de Ricardo, atirou certeiro lá para dentro. 2-0 e acabou-se.
Nos últimos 15 minutos, o Braga de Jorge Costa mostrou porquê que mereceu o triunfo ante um Varzim que, depois do segundo golo, baixou os braços e limitou-se a esperar que o encontro chegasse ao fim.
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+PONTOS POSITIVOS+

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Invasão. Cerca de 1500 poveiros acreditaram na passagem às meias finais, cerca de 1500 poveiros pintaram metade da bancada nascente do Municipal de Braga com os cachecóis pretos e brancos à entrada das equipas no relvado, cerca de 1500 poveiros fizeram ecoar o nome do emblema da Póvoa em todo o estádio... cerca de 1500 poveiros saíram tristes do estádio com o amargo da eliminação. Mas cumpriram. Acreditaram... apoiaram a equipa até ao fim da linha. E no fim, despediram-se dos rapazes com um aplauso.


Fair-play.
No final do encontro, o desconsolo dos varzinistas foi compensado com uma palavra de apreço do speaker do estádio: os parabéns ao Varzim por ter chegado tão longe na Taça de Portugal e por ter sido um digno vencido.


Brigata.
A claque do Varzim só se vê em grande número quando o jogo é grande... o que por um lado é mau. Mas, valha a verdade, os rapazes esmeram-se nos cânticos de apoio e nos adereços. Levaram a Braga um belo estandarte negro onde a branco se lia... simplesmente... BAN 96.

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-PONTOS NEGATIVOS-


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Indigno.
A GNR montou um aparato que mais parecia de um jogo de Taça UEFA (reminiscências ou recalcamentos de uma prova da qual o Braga até já foi eliminado?) e reteve-nos cerca de um quarto de hora na bancada porque receava confrontos com os adeptos da casa... como se nós fossemos algum bando de marginais que não soubessemos perder.

Bem pelo contrário! Pena foi a atitude de alguns energúmenos bracarenses que já do lado de fora do estádio foram acenando com gestos obscenos para os varzinistas.

Pode ser que no Restelo lhes aconteça o mesmo.

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ARBITRAGEM:
Fica a dúvida quanto ao lance do primeiro golo do Braga. A mim parece que Maciel está em fora de jogo. De resto, trabalho impecável do juiz setubalense.
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terça-feira, fevereiro 20, 2007

Varzim, 2 x Gondomar, 0

ESTÁDIO: Varzim SC, na Póvoa de Varzim

ESPECTADORES: 900

RELVADO: regular

TEMPO: cinzento e frio

ÁRBITRO: Cosme Machado (Braga)



900 minutos depois, uma vitória.



O Varzim já não vencia para o campeonato desde 22 de Outubro de 2006. Foi na Póvoa, frente ao Penafiel por 2-0.Apre!! Um triunfuzinho já fazia falta para animar o pessoal! E o melhor de tudo, é que parece que o sistema de Diamantino funciona melhor. A equipa joga muito mais desinibida e com níveis acrescidos de confiança.



Por isso não foi de estranhar a supremacia varzinista desde os primeiros minutos do encontro, embora (e isto já é tradição) o Gondomar se tenha apresentado aguerrido. Uma equipa sem técnica mas com força para manter um meio campo porfiado e para criar dificuldades à progressão do Varzim, principalmente no primeiro tempo.



A primeira parte foi pobre em termos de oportunidades flagrantes de golo. Mas o segundo tempo compensou os adeptos que se deslocaram ao recinto alvi-negro.Logo a abrir o segundo tempo, o Varzim assume pleno comando das operações e materializa o domínio num belíssimo golo de Alexandre. O capitão recebeu a bola dos pés de Pedrinho e, de frente para Murta, viu o espaço aberto para a baliza e não hesitou! O 1-0 foi a transfiguração dos pupilos de Diamantino: o Varzim empolgou-se e 'esmagou' o Gondomar contra a sua grande área.


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Em desvantagem no marcador, os forasteiros só travavam as incursões alvi-negras recorrendo à falta (a mais das vezes, a roçar a agressão punível com a respectiva sanção disciplinar). Foi numa situação dessas que, cerca de quinze minutos depois do primeiro golo, Denilson foi travado em falta na grande área do Gondomar.
Penalty nítido que Nuno Rocha converteu. E o desespero tomou conta do Gondomar.





Toca a distribuir agressão 'a torto e a direito' e a brincadeira valeu-lhes duas expulsões justíssimas. Se Cosme Machado esteve bem ao decidir pela exclusão dos dois visitantes, esteve muito mal na decisão que levou à saída de Pedrinho.É incrível que um jogador seja expulso por acumulação de amarelos quando nem sequer interveio nos lances em que foi admoestado. Erros estúpidos como este custam-nos jogadores decisivos. Pedrinho não joga em Olhão, num encontro frente a um adversário potencialmente complicado. Depois do Benfica em casa, esta é a segunda grande prova de fogo para Diamantino. Se vencer, reforça a auto-estima dos rapazes. Depois de tanto mau resultado, é disso que eles precisam!



+PONTOS POSITIVOS+


- Pleno. Dois jogos, duas vitórias para Diamantino Miranda à frente do Varzim. Se isto for uma amostra do que pode sero o futuro do Varzim na Liga de Honra, temos motivos para sorrir.

- Alexandre. Não é um goleador frequente, mas quando marca é a alma de uma equipa. Sente o emblema que ostenta. Um exemplo!

- Santos. O meu nome é PEDRO SANTOS. O #32 central varzinista agarrou o lugar de Bruno Miguel no eixo da defesa e agora vai ser um caso sério para tirá-lo de lá.

- Adaptação. De extremo esquerdo para lateral direito... alguém nota a diferença? O pulmão de Pedrinho esse sim continua bem vivo. O #18 varzinista é do melhor que há entre os mais jovens atletas da Liga de Honra.



-PONTOS NEGATIVOS-


- Caceteiros. Desavergonhadamente agressiva, pobremente insuficiente para contrariar a superioridade varzinista, a equipa do Gondomar foi um colectivo de insurrectos e caceteiros que encontraram na pancada a única forma de travar o fio de jogo dos da casa. Saiu-lhes cara a brincadeira. Dois na rua... e, vá lá, Cosme Machado ainda deixou uns cartõezinhos no bolso.

- Legião Amarela. Ou a claque do Gondomar. Ainda se fizessem barulho de jeito: aquelas cornetas faziam um barulho irritante e os cânticos... enfim... já vi velórios mais animados.



ARBITRAGEM:
Cosme Machado mostrou dois amarelos a Pedrinho... que não eram para ele! Um erro gravíssimo que afasta o lateral varzinista do embate do próximo fim de semana, no Algarve. Bem, bem... só mesmo ao expulsar os dois jogadores do Gondomar! Arbitragem fraca do juiz bracarense.

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Vitoria SC 0-0 Varzim SC

Estádio: D. Afonso Henriques, Guimarães

Assistência: 10 578 pessoas

Árbitro: João Ferreira







Ainda mais difícil do que ver jogar o Vitória desta maneira é vir escrever aqui sobre isso. Porque sinceramente já não se encontram palavras que ainda não tenham sido ditas.

Esta manhã no D. Afonso Henriques, os mais de 10 500 vitorianos presentes assistiram a um espetáculo pobre, sem rumo, em alguns momentos deploráveis até. Mais preocupante ainda do que todo este cenário é perceber que os jogadores vitorianos deram tudo de si. Foram inexcedíveis em entrega e em luta. E isso é que começa a ser realmente preocupante. Porque a jogar contra nove e no máximo das suas capacidades não conseguiram marcar um único golo. Em sua casa, com o apoio dos seus adeptos.




Mas passando ao jogo, o Vitória entrou dominador e com faro para a baliza varzinista. Embora com um futebol pouco vistoso, os homens de Guimarães lá iam chegando à baliza contrária com alguma frequência, sem que no entanto criasse situações clarissimas de golo. Aos 20 minutos, Telmo, do Varzim, decide dar uma ajuda ao Vitória e na sua grande área corta a bola com a mão. João Ferreira assinala a grande penalidade, clarissima e mostra amarelo ao jogador do Varzim ( que apenas três minutos depois vê o segundo cartão e deixa o Vitória a jogar apenas contra dez ). Na conversão, ou não fosse o Vitória o rei do azar, Ghilas muito mal permite a defesa ao guarda-redes poveiro.

O Vitória desperdiçava então uma clara oportunidade para se colocar em vantagem no marcador, acalmando assim os seus homens e o seu jogo.

Pelo contrário, esta grande penalidade desperdiçada colocou os vimaranenses ainda mais nervosos que com um meio campo completamente inexistente não conseguiram fazer ataques com sucesso à baliza do Varzim.

Brasília destacou-se em alguns lances de bom controle de bola e bons cruzamentos mas mais uma vez sem resultados práticos.

O Varzim a atacar era também uma nulidade, o que permitia aos vimaranenses acreditarem que a segunda parte que estava quase a chegar lhes iria trazer pelo menos um golo.






Depois do intervalo, o cenário não se afigurou muito melhor. Um meio campo vitoriano completamente inexistente não permitia uma construção de jogo clara e objectiva e o Vitória apenas ia conseguindo chegar ao último reduto varzinista pelas alas.

O Varzim foi uma equipa inexistente durante toda a partida e talvez tenha sido essa a sorte do Vitória que apesar das facilidades claramente concedidas, os poveiros não as conseguiam aproveitar.

Apesar disto, o Vitória lá ia dominando, sempre com a inquietação e vontade no lugar da técnica e nos últimos minutos da partida conseguiu criar uma mão cheia de oportunidades de golo que por azar e falta de jeito teimavam em não ser convertidas em golo. Viu-se ainda a jogar contra nove, depois da expulsão de Rafael aos 72 minutos, mas nem isso serviu para traduzir a superioridade mostrada em golos.



Enfim, foi mais um triste episódio desta desastrosa travessia do Vitória pela Liga de Honra que com mais este mau resultado se vê agora com mais chances de fazer contas com os últimos classificados do que com os primeiros.

Muito se sofre para os lados de Guimarães. Identidade, onde andas tu?



MELHOR JOGADOR
Mohma #29. Fartou-se de subir e descer o flanco esquerdo vimaranense ( principalmente na segunda parte ) sempre com muita entrega e vontade de levar a equipa para a frente. Do pouco futebol ofensivo criado pelo Varzim, nada passou por ele e ainda conseguiu ir ao necessitado meio-campo vitoriano dar uma ajudinha na recuperação de bolas. Ganhou todos os duelos que travou e ainda conseguiu arrancar alguns bons cruzamentos. Foi dos mais inconformados vimaranenses em campo.

ARBITRAGEM :

Ao contrário do jogo anterior, nada a apontar ao trio de arbitragem que apitou o jogo desta manhã. Analisou bem praticamente todos os lances da partida impondo respeito num jogo que a certa altura se tornou muito agressivo.



PONTOS POSITIVOS

- Atitude dos jogadores vimaranenses. Praticaram um futebol pobre e fraco, mas foram inexcediveis na luta e na entrega. Facto preocupante já que a jogar contra com, dando o máximo de si e não conseguindo ganhar o caso é mesmo uma questão de qualidade.



PONTOS NEGATIVOS



- Meio-campo vimaranense. Praticamente inexistente este sector vitoriano que permitia não só a passagem, não aproveitada do Varzim, como não construía lances organizados de ataque para a sua equipa. É o sector mais deficitário da equipa, mas nem com as soluções ao seu lado, Manuel Cajuda percebeu o erro.

- Reforços de Inverno. Reforços? Bem, não duvidando da qualidade que provavelmente possam ter, contratar jogadores que não têm tempo para ganhar ritmo e que não vêm ajudar em nada a equipa, não me parece que seja grande política. Nenhum deles mostrou reais capacidades de acrescentar qualidade a esta equipa.






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Nove bravos Lobos do Mar... ou a inépcia de um Vitória incapaz de vencer mesmo em superioridade numérica.


Um título provável para espelhar o embate entre Guimarães e Varzim.
A equipa de transição entre Horácio e Diamantino apresentou-se no Afonso Henriques sem grandes argumentos ofensivos.

Diria mesmo que nunca chegou verdadeiramente a beliscar a defesa vimaranense... mas foi enorme na tarefa de defender um ponto precioso, mostrou o que é a garra de um grupo coeso, fez da capacidade de sofrimento a arma decisiva para enfrentar a desvantagem numérica e a pressão de não voltar a perder.


O jogo foi difícil para os poveiros desde logo: o Vitória entrou à leão e raras vezes permitiu espaços aos alvi-negros... mas na linha avançada, ora pecou por falta de esclarecimento na hora de atacar (exemplo disso foi o penalty pessimamente marcado por Ghilas que permitiu a defesa a Ricardo), ora foi vítima do infortúnio (não esquecer a cabeçada de Anderson que raspou o poste da baliza poveira).

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Ou então, não menos importante, encontrou no guarda-redes varzinista um opositor de luxo: além do castigo máximo que negou ao Guimarães, Ricardo aplicou-se em vários lances difíceis... sempre com defesas de grande nível. Foi claramente o melhor jogador em todo o encontro!


Mas convém não esquecer outros contributos decisivos para este empate com sabor a triunfo: Campinho, estreante na titularidade, fez uma partida de luxo... fez uma parelha imbatível com o habitual Bruno Miguel; na lateral direita, Tiago Lopes conseguiu apagar os últimos jogos menos conseguidos de Nuno Ribeiro; no meio, Tito, Emanuel e Pedrinho lutaram ao máximo.


Mas, voltando ao 'dever e haver' do encontro para os vimaranenses, a falta de sorte não justifica mais este atraso na luta pelo regresso aos grandes: frente a um Varzim com nove em campo... depois das expulsões de Telmo e Rafael Cadorin, o Vitória só não fez mais porque simplesmente não soube ou não pôde.

Demérito para o seu ataque... mérito absoluto para o último reduto alvi-negro. Pode até, à primeira vista, ficar a sensação que o Varzim foi inexistente em campo.

E se avaliarmos pelo caudal ofensivo, resulta claro que o Vitória foi dono e senhor... mas com domínio imaterial.

Mas aquela defesa varzinista, pelo que trabalhou incessantemente... mereceu inteiramente levar o ponto para a Póvoa!

+PONTOS POSITIVOS+

União. Foram nove e bastaram. Os jogadores do Varzim em inferioridade numérica chegaram para travar um Guimarães cheio de vontade mas sem habilidade.

Inteligência. Eduardo Esteves escalonou o 11 certo para defrontar o Vitória. Na primeira e única vez que esteve no banco a comandar a equipa varzinista, foi confrontado com um dos mais complicados cenários: perder dois jogadores por expulsão. Mas esteve muito bem. Comandou a equipa com astúcia e inteligência. No fim, reconheceu que os jogadores se comportaram como campeões. Mas o mérito também foi do treinador interino.

Campinho. O jovem central varzinista foi titular, beneficiando das ausências de Nuno Gomes (lesionado) e Alexandre (gripe). Não se saiu nada mal. Ao lado de Bruno Miguel montou a 'parede' que... com maior ou menor dificuldade... impediu o Guimarães de chegar ao golo.

-PONTOS NEGATIVOS-

Expulsões. Ninguém entende o porquê do primeiro amarelo a Telmo, porque ele toca primeiro na bola e só depois no jogador. Agora, se me quiserem dizer que o penalty o é de facto, porque o lateral esquerdo levou a mão à bola... eu até admito a decisão de João Ferreira (embora, vistas as imagens nos resumos da TV, não fique com essa sensação). E a primeira admoestação a Rafael Cadorin... porquê? Então o árbitro faz o gesto a permitir que o #8 varzinista reentrasse em jogo após assitência fora do campo e, depois de conferenciar com o fiscal de linha, mostra o cartão? Onde é que se entende isto? Já quanto à acumulação e consequente vermelho, Cadorin paga por tentar fazer anti-jogo... mas a atitude do juiz setubalense não terá sido excessiva?

Fusos horários trocados. Esta ideia de se fazerem jogos de manhã não está com nada. É a ditadura das televisões... adeptos e jogadores são as vítimas deste 'sistema'.


ARBITRAGEM: nos primeiros amarelos mostrados aos jogadores do Varzim que foram expulsos, dá a ideia que João Ferreira não esteve bem. Quanto ao resto do jogo, um erro aqui e ali sem grandes consequências. Abusou nos descontos do segundo tempo. Deu quatro minutos, mas depois dos 90 ainda se jogaram mais seis. Estaria a cozinhar um triunfo para os da casa?



terça-feira, janeiro 30, 2007

Varzim, 0 x Rio Ave, 3

ESTÁDIO: Varzim SC, na Póvoa de Varzim

ESPECTADORES: 7000

RELVADO: regular

TEMPO: tarde fria

ÁRBITRO: Paulo Costa (Porto)



Hoje pouco importam os detalhes do jogo... pouco importa dizer que Fábio Coentrão e Evandro foram os melhores em campo, que o temeroso Varzim foi presa fácil para um Rio Ave inteligente, que os poveiros não construíram uma única jogada digna desse nome porque simplesmente não encadearam os passes em condições... ao contrário do Rio Ave que entrava como queria e punha a bola lá na frente em três ou quatro toques.



Ou então, não importa repetir à saciedade que Nuno Ribeiro foi infeliz desde o primeiro minuto de jogo (até à expulsão)... e foi a imagem nítida da defensiva alvi-negra completamente às aranhas... em suma, não importa perder tempo a dizer coisas que toda a gente viu, factos que estão na estampa: a vitória da equipa de João Eusébio é inteiramente justa.



Hoje, importa dizer que Horácio Gonçalves tem um recorde desastroso de jogos consecutivos sem vencer... importa dizer que o treinador assiste impávido e sereno no banco ao naufrágio ante o Rio Ave e só a 10 minutos do fim decide introduzir mais um ponta de lança (Denilson) quando o Varzim perdia por 0-2 desde o intervalo.
Importa dizer que os lugares da descida estão à vista... basta mais um deslize e aí vamos nós!



Por tudo o que disse atrás, hoje importa... acima de tudo... dizer que ASSIM NÃO DÁ... estava mais que na hora do treinador varzinista fazer jus ao estatuto de auto-proclamado varzinista dos sete costados e reconhecer que, esta época, não está à altura dos desígnios do clube.



Já tive no passado a oportunidade de dizer que nada de pessoal me move contra Horácio Gonçalves... mas, como eu também costumo dizer: 'amigos podemos ter muitos... clube só temos um'... e esse chama-se Varzim Sport Club.



E a partir do momento em que vemos que o treinador não serve, só podemos pedir uma coisa: QUE SAIA! ... e ele finalmente saiu.



+PONTOS POSITIVOS+




Inteligência. Ver este Rio Ave jogar é um gosto. Uma equipa que joga arrumadinha, com inteligência e toda a dedicação em campo. Milhazes, Evandro e (principalmente) Fábio Coentrão são os melhores exemplos disso.


Lotado. 7000 estiveram a ver o Varzim x Rio Ave... uma assistência quase a fazer lembrar o jogo com o Guimarães na Póvoa.



-PONTOS NEGATIVOS-



Horácio Gonçalves. Uma despedida inglória a do mister poveiro. Foi incapaz de mostrar o caminho da vitória aos seus jogadores e... pior do que isso... assistiu inabalável a mais uma humilhação dos seus pupilos. Vem para a rua e já vem tarde!

Fábio Coentrão. Provocou os adeptos do Varzim com gestos obscenos depois de marcar o terceiro golo. Má conduta! Pior, só mesmo a 'esperinha' que alguns fundamentalistas alvi-negros fizeram ao #11 do Rio Ave à porta dos balneários. O jogador acabou por ser agredido. Amor com amor se paga?



ARBITRAGEM: Impecável.

sábado, janeiro 20, 2007

Os estudos e o futebol

O que terão os estudos e o futebol em comum?
Á primeira vista pouco ou nada, mas a realidade mostra-nos uma ligação “complicada”.


O Futebol tornou-se, nos ultimos 15, 20 anos, num negócio milionário, capaz de gerar milhões e milhões.
Uma espécie de maquina de fazer dinheiro, que permite o pagamento de fortunas aos “artistas principais”, os jogadores.

É exactamente este “boom” financeiro no Futebol, que acaba por o tornar num Mundo apetecível não só para empresas, investidores, imprensa, etc, mas também para jovens atletas e pais dos mesmos, que veêm no Futebol, uma forma de obter uma possível estabilidade financeira, difícel de alcançar em qualquer outra profissão.
Assim, num passado recente, assistiu-se á criação de um “mito”: o aspirante a jogador de futebol não precisa da escola, pois o seu futuro está garantido no Futebol.

Milhares de jovens atletas, por opção própria ou por imposição de pais e clubes, desistiram de estudar e decidiram jogar numa espécie de “roleta russa” ao entregar nas mãos do Futebol o seu futuro e a sua estabilidade.
A verdade é que no Desporto Rei são poucos os que triunfam. A percentagem de jovens jogadores que conseguem viver, já na idade adulta, á custa do Futebol é uma percentagem bastante reduzida.

Tomemos como exemplo o Futebol Português.

O Futebol é, de longe, o desporto mais praticado pelos jovens do nosso País.
Quase todos os miudos sonham com uma carreira no Futebol, e uma grande percentagem deles chegam mesmo a tentar a sua sorte.
Quantos acabam por vingar? Muito poucos.
Alguns outros conseguem fazer carreira em clubes secundários, os quais estão longe de pagar salários exorbitantes e, por vezes, ficam a dever meses e meses de honorários aos atletas.

Após 10, 15 anos como profissional de Futebol, o jogador abandona a carreira.
E depois? Será que os salários de 500, 750 euros lhe garantiram estabilidade para o futuro?

Após a carreira, como subsistir se a formação académica é zero, e o mercado de trabalho cada vez mais exigente e competitivo?


Vejamos um segundo cenário.

Quantos miudos oriundos das Academias do Sporting, Benfica e Porto acabam por vingar no Futebol?

Quantos deles chegam á idade adulta e veêm-se a jogar em clubes que não lhes garantem estabilidade financeira? Quantos deles são obrigados a desistir do Futebol, como actividade profissional?


Pois é, felizmente tem-se verificado uma desmistificação que se criou em torno do Futebol, como sendo a “galinha dos ovos de ouro” para milhares e milhares de jovens.

Cada vez mais, vemos casos de sucesso numa conciliação entre estudos e desporto.

Cada vez mais, se assiste a uma mentalização dos atletas para que não negligenciem os estudos, a bem do seu futuro.

Nos grandes clubes nacionais existe uma maior exigência no que toca ao ensino. Os clubes exigem resultados escolares.

Com a criação de infrastruturas como os centros de estágio, etc, veio também a aposta em acompanhamento psicológico, acompanhamento escolar, ou seja, toda uma rede de profissionais capaz de orientar e auxiliar os jovens atletas para uma melhor planificação do seu futuro e uma melhor gestão do seu tempo.

Mas não é só nos clubes grandes que se assiste a uma crescente aposta na formação de atletas, mas também formação de Homens.

O Varzim é um excelente exemplo.


No final de Dezembro foi inaugurada no clube nortenho a sala de estudo Dr. Armindo Graça.

Esta sala, situada na bancada norte do Estádio, é destinada ao acompanhamento escolar dos jogadores das camadas jovens, contando desde logo com o apoio dos atletas da equipa sénior.

Esta inauguração, inserida no Projecto Catraia (projecto de formação da equipa varzinista), conta desde logo com o apoio do Grande Colegio da Povoa e do Colégio de Amorim, que poderão ceder professores para apoio pedágogico, e ainda o apoio da Texto Editora que cedeu livros e computadores, o que fez com que o custo do projecto fosse nulo para o clube.

O que torna ainda mais exemplar este projecto é o já citado apoio de alguns atletas da equipa principal, que serão os principais dinamizadores e o principal apoio dos miudos dos escalões de formação da equipa da Povoa do Varzim.

O coordenador do acompanhamento escolar da sala de estudo é Nuno Ribeiro, jogador da equipa sénior, que se encontra a terminar um mestrado na área de ciências empresariais e finanças.

Além deste, mais dois atletas estarão directamente envolvidos no projecto: o capitão Alexandre (está a finalizar o curso de gestão do desporto) e Pedrinho (iniciou o curso de Educação Física).

Aqui ficam as palavras de Alexandre, capitão do Varzim:

“Eles vêem que é possível fazer uma carreira, como eu fiz, e não deixar de estudar. É importante que eles tenham as bases para quando acabarem a carreira terem algo a que se agarrar. Nem todos eles vão ser profissionais: não podemos formar 200 jogadores, mas podemos formar 200 homens”

É, sem duvida, um grande exemplo do rumo a seguir e da forma que os jovens atletas devem encarar a sua “cruzada” no Futebol.

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Varzim 1 x Trofense 1

ESTÁDIO: Varzim SC, na Póvoa de Varzim
RELVADO: em mau estado
ESPECTADORES: 1500
TEMPO: tarde fria
ÁRBITRO: Carlos Duarte (Porto)

Tanto e tão bem se falou da exibição do Varzim na semana passada frente ao Valecambrense para a Taça de Portugal, que fomos levados a crer com os 4-2 (ainda que frente a uma equipa da III Divisão) a crise tinha finalmente os dias contados.
Não sei se é essa a impressão que fica depois do jogo deste domingo frente ao Trofense. Um embate que os poveiros teriam (em tese) a obrigação de vencer, até para iniciar a trajectória ascendente na sequência de resultados e dar uns passos em frente na classificação.
Mas logo a abrir, a desilusão: numa jogada de entendimento do ataque visitante pelo lado esquerdo da defesa varzinista, a bola passa por Pedrinho e Telmo, cruzada até ao primeiro poste da baliza encontra Reguila de pé apontado às redes. O toque foi mínimo, mas o suficiente para deixar Ricardo a ver a bola entrar devagarinho pela baliza dentro.
0-1 aos sete minutos de jogo, e o Varzim entrava praticamente a perder. Cedo para avaliar o mérito do Trofense em chegar à vantagem, mas dúvidas houvesse e a equipa de Daniel Ramos rapidamente se revelou um adversário difícil de dobrar. Os homens da Trofa mostraram-se organizados e até perigosos, em contraponto com o 11 alvi-negro que, no imediato, respondeu com nervosismo à vantagem visitante.
Um sentimento que se foi esbatendo à medida que o meio campo do Varzim foi impondo a sua ordem ante um Trofense que só abriu uma brecha ao estreante Roberto que, pouco antes do intervalo, cabeceou certeiro para o empate.

ROBERTO. o #28 foi decisivo no resultado

Boa nota para o desempenho do reforço de Inverno do Varzim, que marcou logo na estreia... mostrando-se (diga-se em abono da verdade) mais produtivo e efectivo que Denilson.
A prova ficou estampada já no segundo tempo, quando Horácio introduziu o #9 em campo. A intenção era boa: ampliar o score e, qual cenário ideal, regressar aos triunfos em casa. Qual quê? Denilson mostrou a costumeira displicência, a exasperante inoperância para incomodar os centrais adversários.
Não obstante o esforço alvi-negro para passar para a frente no marcador: em termos atacantes, o Varzim foi ligeiramente superior ao Trofense na etapa complementar, mas também os visitantes se podem queixar da sorte... quase ao cair do pano... com uma bola de livre a espirrar da mão de Ricardo para a trave e da trave para a posse dos centrais alvi-negros que a despacharam para onde estavam virados.
Empate justo num jogo bem disputado.

+PONTOS POSITIVOS+

Roberto. Um golo na estreia do reforço de Inverno do Varzim e a prova provada de que é melhor que Denilson. Será que agora temos finalmente ponta de lança?

Ultras Trofa. 60 ruidosos e ordeiros adeptos trofenses vieram à Póvoa e engrandeceram o espectáculo. A superior descoberta do estádio do Varzim reservada aos adeptos visitantes foi uma festa constante.

-PONTOS NEGATIVOS-

Retoma. Longa se torna a espera e o Varzim vai adiando o regresso às vitórias... e afunda-se na tabela.

ARBITRAGEM: sem qualquer influência no jogo, passou discreta e com nota positiva.