Mostrar mensagens com a etiqueta Vitoria Guimaraes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Vitoria Guimaraes. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, agosto 22, 2008

LIGA SAGRES 2008/2009

VITÓRIA SPORT CLUBE


Presidente: Emílio Macedo da Silva
Treinador: Manuel Cajuda
Estádio: Estádio D. Afonso Henriques (30.000 lugares)
Assistência Média em 2007/08: 19.578 espectadores
Classificação em 2007/08: 3º Classificado
Página WEB: http://www.vitoriasc.pt

PREVISÃO ATACANTE
"Depois de uma época de êxitos a todos os níveis, as expectativas em torno do Vitória de Guimarães serão certamente mais elevadas relativamente à época passada.
A base da equipa que conseguiu o apuramento histórico para a pré-eliminatória da Champions League mantém-se e isso parece ser um ponto tranquilizante para os adeptos vitorianos.
A perda de Geromel, Ghilas e Alan, peças fundamentais do onze, foi já colmatada com a contratação de reforços que os vitorianos acreditam ver triunfar com o símbolo do conquistador, embora o tempo para mostrar o seu valor seja ainda pouco. Um plantel solidário tratou já de ambientar os novos e Manuel Cajuda tem em mãos mais uma tarefa na qual é mestre: transformar trabalho em sucesso.
É por isso de acreditar que seguindo a mesma formúla da temporada passada, embora o olhar dos adversários seja outro e a margem para surpreender mais reduzida, este Vitória europeu possa dar cartas e manter-se na luta pelos lugares cimeiros do campeonato português.
Uma temporada como a anterior será muito difícil de conseguir mas Manuel Cajuda já habitou os vitorianos a acreditarem nos seus sonhos."
Cláudia Bragança

OPINIÃO DO ADEPTO
Tenho visto um Vitoria com um bom meio campo, uma defesa frágil e com um ataque inconsequente.
Neste momento uma lesão ou castigo do Flavio, J.Alves ou Desmarets corresponde a uma catástrofe.
Para quem diz que Ghilas nao faz falta: Ghilas a jogar sem bola é mais produtivo que Marquinhos e Fajardo juntos com bola. Nao há ninguem na equipa a fazer diagonais ou desmarcacoes para abrir espaços.
César Oliveira em Fórum Vitória Sempre

domingo, dezembro 16, 2007

FC Porto cada vez mais Sozinho na Frente da Classifição

10 Pontos à 13ª Jornada! Eis a distância que separa o FC Porto do 2º Classificado da Liga Bwin, o Benfica.

Na difícil recepção ao Vitória de Guimarães, o FC Porto somou o 11º Triunfo na Prova, com golos de Tarik Sektioui e Lisandro Lopez, ambos na 2ª parte da partida, na qual os Vimaranenses deixaram muito boa imagem.

Antes, o Benfica foi derrotado em Belém, diante da Formação orientado por Jorge Jesus. O Belenenses aproveitou da melhor maneira a falta de inspiração dos «Encarnados», vencendo com justiça por 1-0. Weldon apontou, com um remate fantástico, o tento solitário do Encontro, vendo os seus Rivais Lisboetas sofrer a 2ª Derrota concecutiva na Prova.

quarta-feira, novembro 28, 2007

Panteras Negras 3 - 2 White Angels

Estádio: Bessa Séc. XXI
Espectadores: 3000
Árbitro: Lucílio Baptista

Boavista FC: Peter Jehle; Rissutt, Ricardo Silva, Marcelão e Bruno Pinheiro; Diakité, Fleurival (66' Olufemi) e Jorge Ribeiro; Mateus (Edgar 57'), Grzelak e Fary (Bangoura 76').
Treinador: Jaime Pacheco

Vit. Guimarães: Nilson, Andrezinho, Radanovic, Geromel e Luciano Amaral (Felipe 23'); Flávio Meireles, João Alves (Rabiola 84') e Desmarets; Ghilas, Fajardo (Targino 65') e Alan.
Treinador: Manuel Cajuda

Golos: Fary 2', Radanovic 14' (a.g.) e Ricardo Silva 81'; Felipe 29' e Targino 67'.

Visão Boavisteira

Finalmente uma vitória. E tão saborosa, contra um enorme rival, num jogo fantástico.

Do jogo contra o Setúbal e daquela primeira parte contra o Benfica, tinha a certeza que esta equipa estava a evoluir. Apesar de muita sorte que tivemos, o que importa é que ganhamos e os boavisteiros estão-se nas tintas para o resto. Agora é seguir em frente, em direcção à Madeira...

Entramos em grande força, com dois centros tensos do Jorge Ribeiro (aquele a quem só sabem críticar pelo seu passado) e ainda uma clara oportunidade de golo de Grzelak e outra por Mateus, e o Boavista aos 30' minutos podia estar a ganhar por 4-0. O Vitória acordou, e contribuiu para um grande jogo, aproveitando as imensas fragilidades do Boavista a meio-campo, onde Diakité e Fleurival não se entendem e demonstra uma grandissima falta de qualidade a todos os níveis, e empatou o encontro. Mas a estrelinha da sorte estava do nosso lado, e marcamos o golo da vitória que poucos acreditavam, pela péssima segunda parte axadrezada.

E agora vamos ver o efeito desta vitória na equipa. O meio-campo é bastante fraco, e precisamos um lateral-esquerdo forte e claro de dois médios de qualidade. Fleurival é um jogador bastante fraco e teve culpas no 1º golo do Vitória, além de Diakité que não se sabe posicionar. A entrada de Edgar na segunda parte foi uma prenda para o Vitória, que explorou imensamente o lado direito boavisteiro, graças à forma física deficiente em que Edgar se encontra.

Destaque para Ricardo Silva e Marcelão que iam corrigindo os erros dos seus companheiros. Rissutt fez um grande jogo dando uma enorme profundidade ao lado direito do ataque. Mateus e Fary deram um banho de bola à defesa do Vitória, e quando o angolano saiu acabou o jogo atacante da equipa. E, claro, Jorge Ribeiro, com os seus passes mortíferos e a sua polivalência a meio-campo. Se este jogador é medíocre, como diz o senhor Estrela, então os meus níveis de futebol estão muito baixos, aliás, Jorge Ribeiro fez sempre, repito sempre e sem exagero, grandes exibições pelo Boavista. E na selecção, bem melhor no lado esquerdo do que Paulo Ferreira, mas um joga no Chelsea o outro no Boavista...

E já agora, péssima arbitragem, com erros para ambos os lados, mais flagrante para o Vitória.

domingo, novembro 11, 2007

Vitória SC 0-0 Paços de Ferreira

Estádio: D. Afonso Henriques, Guimarães
Assistência: 16 905 pessoas
Árbitro: Paulo Costa

Ficha de jogo
Vitória SC

Nilson, Andrézinho, Geromel, Radanovic, Sereno, Flávio, João Alves (53'), Carlitos (37'), Desmarets, Alan (78') e Miljan
Suplentes utilizados: Ghilas (37'), Fajardo (53') e Targino (78')
Suplentes não utilizados: Nuno Santos, Moreno, Marcio e Rabiola
Treinador: Manuel Cajuda

Paços de Ferreira
Peçanha, Ferreira, Kiko, Tiago Valente, Valdir, Filipe Anunciação, Dedé, Pedrinha, Ricardinho (53'), Renato Queirós (69') e Cristiano (80')
Suplentes utilizados: Furtado (53'), Edson (69') e Fernando Pilar (80')
Suplentes não utlizados: Coelho, Luiz Carlos, Wesley e Márcio Carioca
Treinador: José Mota

Cartões amarelos: Pedrinha (35'), Cristiano (50'), Furtado (55'), Tiago Valente (63') e Filipe Anunciação (72')
Cartões vermelhos: -

Jogo muito pouco interessante ontem à noite no D. Afonso Henriques entre Vitória e Paços de Ferreira. A equipa pacense trouxe uma estratégia montada extremamente defensiva e o Vitória teve dificuldades em desenvolver o seu futebol perante tal postura.
Foi uma primeira parte praticamente sem lances dignos de registo sendo João Alves e Alan os únicos a tentar, de longa distância, bater Peçanha. Não conseguiram e o jogo continuou apático até ao final dos primeiros 45 minutos.
Na segunda parte, a qualidade de jogo não sofreu grandes alterações e apesar da maior determinação do Vitória, cedo se percebeu que o empate deveria ser o final resultado desta partida.
Miljan, aos 64', inacreditavelmente, perdeu a oportunidade de mudar esse cenário atirando ao lado um bom cruzamento de Fajardo.
Esta foi, aliás, a oportunidade mais flagrante de golo em toda a partida. Apesar de tudo, o Vitória dominou sempre o jogo, atacou, ainda assim, mais do que o Paços mas não esteve realmente num dos seus melhores dias. Foi uma exibição não muito conseguida, com muitos passes falhados no meio-campo e com a postura extremamente defensiva do adversário a ajudar à festa.
Desta vez, a vontade e o querer destes jogadores não foram suficientes para vencer o jogo mas como o próprio Manuel Cajuda afirmou, é mais um ponto na caminhada desta equipa que até agora tem sido irrepreensível.

Melhor em campo
Geromel #19
O inevitável Geromel. Tem classe e qualidade para dar e vender. Até ares de extremo mostrou ontem ( e não se saiu nada mal! ), voltando a mostrar toda a sua segurança na defensiva do Vitória tendo ainda disponibilidade para ir lá à frente dar uma ajudinha aos colegas. É delicioso ver este craque com a bola nos pés.

Arbitragem
Nada a apontar. Esteve bem o juíz do Porto.

Pontos positivos
- O intervalo do jogo de ontem serviu para homenagear a menina que esta semana marcou mais uma página na história deste clube: tornou-se a sócia número 28 000 e recebeu das mãos do presidente uma camisola com a devida alusão a esse feito. E a meta dos 30 000 aqui tão perto. Continuamos a crescer...

Pontos negativos
- Empatar em casa, apesar das características do jogo, não se pode considerar positivo.
- Miljan. Inacreditável o falhanço. É preciso mais qualidade no sector mais adiantado do Vitória. Muito mais.

domingo, outubro 28, 2007

Vitória SC 2-1 União de Leiria

Estádio: D. Afonso Henriques
Assistência: 14 951 espectadores
Árbitro: Duarte Gomes

Vitória SC
Nilson, Andrézinho, Geromel, Sereno, Luciano, Flávio, João Alves (45'), Desmarets, Carlitos (62'), Alan e Miljan (80')
Jogaram ainda: Ghilas (45'), Targino (62') e Rabiola (80')
Treinador: Manuel Cajuda

Leiria
Fernando, Laranjeiro, Renato, Éder Gaúcho, André Marques, Tiago, Cadu, Toñito (69'), Sougou, João Paulo (74') e Maciel (80')
Jogaram ainda: Faria (69'), Paulo César (74') e N'Gal (80')
Treinador: Paulo Duarte

Disciplina:
Cartões amarelos: Laranjeiro (21'), João Paulo (46'), Toñito (53') e Ghilas (78')
Cartões vermelhos: -

Suado mas justo o triunfo do Vitória ontem à noite frente à União de Leiria.
Depois de ter entrado a matar no jogo, com uma boa oportunidade logo no primeiro minuto, o Vitória acabou por protagonizar uma primeira parte um pouco abaixo do prometido e acabou por deixar o Leiria adiantar-se no marcador.
A segunda parte, foi já totalmente dominada pelo Vitória que no primeiro minuto após o recomeço colocou nova igualdade no marcador que acabou por conseguir desfazer já no último minuto de jogo, com o jovem Rabiola a brilhar com um bom cruzamento que deu a vitória à sua equipa.
Foi um Vitória sofredor, lutador e extramamente determinado que acabou por se mostrar um justíssimo vencedor ao protagonizar uma segunda parte de muito bom nível.
Depois da derrota em Alvalade, os homens de Manuel Cajuda voltaram a mostrar que são uma equipa com grande qualidade, pronta para enfrentar com grande determinação todas as partidas que disputa.


Melhor em campo
Andrézinho #25
Endiabrado. Correu quilómetros, ganhou a grande maioria dos lances e serviu os colegas na perfeição. Noite de grande acerto para o lateral-direito vitoriano.

Arbitragem
Mais uma vez a polémica a marcar um jogo da BWinLiga. Duarte Gomes conseguiu prejudicar as duas equipas com decisões no minimo, questionáveis. A rever a postura, senhor juíz.

Pontos positivos
- Depois de quebrada a invencibilidade, o Vitória mostrou que a capacidade de luta e sofrimento não está perdida. Até ao apito do árbitro é jogo, terá sido o lema da equipa ontem. Triunfo conseguido mesmo a acabar o encontro mas que encaixou como uma luva aos vimaranenses.
- Rabiola. Primeiro golo do puto que está mortinho para mostrar serviço. Para continuar.

Pontos negativos
- Já chateia, mas mais uma vez, arbitragem.

segunda-feira, outubro 08, 2007

Sporting 3-0 Vitória SC

Estádio: Alvalade XXI
Assistência: 31 099 pessoas
Árbitro: Jorge Sousa

Ficha de Jogo
Sporting:
Stojkovic, Abel, Polga (76'), Tonel, Ronny (45'), Miguel Veloso, João Moutinho, Vukcevic, Romagnoli, Djaló (45') e Liedson
Jogaram ainda: Izmailov (45'), Purovic (45') e Marian Had (76')
Treinador: Paulo Bento

Vitória Guimarães: Nilson, Andrézinho, Geromel, Sereno, Luciano, Flávio (70'), João Alves, Desmarets, Alan, Carlitos (64') e Ghilas
Jogaram ainda: Miljan (64') e Rabiola (70')
Treinador: Manuel Cajuda

Cartões amarelos: Izmailov (63'), Miguel Veloso (69'), João Moutinho (88') e Sereno (14')
Cartões vermelhos: Nada a assinalar

OPINIÃO SPORTINGUISTA, por Acosta11
Grande jogo de futebol! Finalmente assisti a um bom jogo na Liga Bwin! O Sporting encontrou muitas dificuldades frente ao bem organizado Guimarães.

Começo pela arbitragem, que esteve abaixo da qualidade do jogo. Jorge Sousa errou no lance do 1º golo. Isto porque há falta sobre Vukcevic, o árbitro nada assinala e depois é o Montenegrino que faz falta. Condicionado pelo não assinalar da 1ª falta, o árbitro deixa seguir e surge dali uma jogada ofensiva que origina o 1º golo. Também os auxiliares estiveram em mau plano. Na 1ª parte Liedson cabeceia para golo, a bola passa a rasar o poste, mas o árbitro auxiliar assinalou MAL, um inexistente fora-de-jogo. Sorte para o trio de arbitragem que a bola não entrou. Na segunda parte, outra vez Liedson e outro lance que tirou tinta ao poste, com o auxiliar a marcar outra vez fora-de-jogo. Por tudo isto, má actuação da equipa de arbitragem.

Quanto ao jogo, gostei do Vitória na 1ª parte, embora muito tenro a defender e pouco acutilante no ataque. Cajuda abdicou do ponta-de-lança, mas o Sporting entrou com receio. Na segunda parte, boa atitude dos Leões, com um grande golo de Izmailov, a mostrar classe.
O segundo do Russo é já uma imagem de marca, com uma bomba a furar as mãos de Nilson (mal batido, diga-se).
No 3º golo, destaco que o Sporting tinha 3 homens na área, que foram suficientes para bater a defesa vimaranense. Tonel mostrou a Liedson como se faz.

Melhor em Campo: Izmailov. Só jogou 45’? Pois, mas mexeu com o Sporting e de que maneira. Foi o abre latas de uma defesa que embora com falhas ia chegando para um ataque fraquinho do Sporting.

Negativo do Jogo: Liedson e Djaló. O «Levezinho» anda arredado dos golos, mas pior que isso, não cria oportunidades de golo…
Quanto a Djaló, já disse tudo. Não tem classe para jogar nos Leões.

Positivo do Jogo:Os 3 pontos, os 3 golos e o golaço de Izmailov.



OPINIÃO VIMARANENSE, por Cláudia Bragança
Parece rídiculo dizer que uma equipa que perdeu 3-0 foi superior durante grande parte do jogo. Mas a verdade é que foi isso que aconteceu ontem à noite no Alvalade XXI e Manuel Cajuda tinha todas as razões e mais algumas para acreditar que este ainda não seria o jogo em que perderia a invencibilidade que durava há já largos meses.
Apresentou uma equipa que com um futebol ao nível a que tem habituado os seus adeptos, muito ofensiva, com jogo de qualidade e com o objectivo sempre centrado na baliza do Sporting.
Resultado disso, foi um domínio total da primeira parte não deixando que Nilson fosse uma única vez incomodado de forma séria pelos Leões.

Na segunda parte, Izmailov entrou e resolvou o jogo. Chega ao golo aos 60' e isso parece ter atordoado os homens do Vitória. Ao minuto 69' com a ajuda do relvado (?!) volta a bater Nilson num remate de longa distância e a partir daqui o Vitória perdeu-se completamente dando ainda oportunidade de Tonel colocar o resultado final em 3-0, aos 85 minutos.
É no entando um resultado extremamente pesado para uma equipa que mostrou atitude e futebol suficientes para sair de Alvalade com algo mais do que isto. Não temeu um minuto que fosse o adversário e mostrou mais uma vez o excelente momento que atravessa.
A derrota engana os ansiosos para que o Vitória caia, porque com estes jogadores e com esta qualidade, ainda vão ter de nos suportar em grande nível por mais algum tempo.
É pena o campeonato parar agora, porque o jogo com o Leiria seria, digo eu, digno de registo.

Melhor em campo
Geromel #19
Um senhor jogador. Brilhante. O melhor central do campeonato português. Relembro para quem possa duvidar, perante tamanha qualidade, que (só) tem 22 anos.

Arbitragem
Errou no lance que deu origem ao primeiro golo do Sporting, não assinalando falta sobre o Flávio. A decisão acabou por influenciar o desenrolar da partida, não permitindo por isso considerar uma arbitragem positiva de Jorge Sousa.

Pontos Positivos
- O Vitória continuar a dar festival em qualquer campo onde entra. Assim sim, vale a pena ver e ganhar jogos, a trabalhar para isso e a trabalhar bem.
- Geromel. Com muita pena minha, não deve continuar por muito tempo por Guimarães. Puro talento e pura classe do jovem central vitoriano.

Pontos Negativos
- Perder 3-0 a jogar assim? Até parece piada.

sexta-feira, outubro 05, 2007

Referências estrangeiras do futebol luso: Zoran Filipovic




A referência estrangeira desta semana foi um dos mais potentes avançados que passou pelo nosso país. Falo-vos de Zoran Filipovic, avançado jugoslavo que se destacou em Portugal, nomeadamente no Benfica.

Filipovic destacou-se como goleador do Estrela Vermelha, marcando 93 golos durante dez épocas. Até hoje, o avançado é o jogador que mais golos marcou pelo clube de Belgrado nas competições europeias.

A sua primeira experiência fora da Europa foi na Bélgica, em 80/81, mudando-se na época seguinte para o Benfica. No clube da Luz, deixou claramente a sua marca, pois em três épocas marcou 42 golos. Veio a acabar a sua carreira no Boavista, aos 32 anos.

A partir daí, Filipovic dedicou-se à sua carreira de treinador. Já treinou diversos clubes em Portugal, como o Salgueiros, o Beira-Mar e o Boavista. Foi adjunto de Artur Jorge no Benfica, assumindo o cargo de técnico principal aquando da saída do treinador português.

A sua última experiência em Portugal, foi ao serviço do Vitória de Guimarães. Podemos dizer que foi um desastre. No comando dos vimaranenses, que haviam sido terceiros classificados na época anterior, não conseguiu impor a mesma mentalidade vencedora que havia sido imposta por Quinito. Assim, ainda antes do final da primeira volta abandonava a cidade de Guimarães.

Fez parte do staff técnico da Selecção da Juguslávia no Mundial de 98 e no Europeu de 2000 e a partir de 2004, já depois de ter orientado o Estrela Vermelha, voltou aos quadros da sua Federação, agora denominada de Sérvia e Montenegro.

Após a separação do Montenegro da Sérvia, Zoran Filipovic foi nomeado primeiro seleccionador daquele país.

Zoran Filipovic foi um dos grandes jogadores que passaram pelo nosso país. Avançado potente, elegante e inteligente, com um sentido de baliza como poucos e com um jogo aéreo absolutamente extraordinário.


Ficha Técnica:
Nome: Zoran Filipovic
Data de nascimento: 06/02/1953
Naturalidade: Titogrado
Nacionalidade: Montenegrina (ex-jugoslavo)
Posição: Avançado
Clubes que jogou: Estrela Vermelha, Bruges, Benfica, Boavista
Clubes que treinou: Boavista, Salgueiros, Beira-Mar, Benfica, Estrela Vermelha, Vitória de Guimarães
Internacionalizações: 13 (2 golos)

Palmarés como jogador:
Dois campeonatos da Jugoslávia
Uma Taça da Jugoslávia
Dois campeonatos portugueses
Uma Taça de Portugal

segunda-feira, outubro 01, 2007

Vitória SC 1-0 SC Braga

Estádio: D. Afonso Henriques, Guimarães
Assistência: 19 635 pessoas
Árbitro: Olegário Benquerença


Ficha de jogo

Vitória SC
Nilson, Andrézinho, Geromel, Sereno, Luciano, Flávio, João Alves, Fajardo, Desmarests, Alan (80') e Miljan (69')
Jogaram ainda: Ghilas (69'), Moreno (80') e Carlitos (89')
Treinador: Manuel Cajuda

SC Braga
Dani Mallo, João Pereira, Paulo Jorge, Frechaut, César Peixoto, Madrid, João Pinto (64'), Vandinho (71'), Jorginho, Linz e Wender (71')
Jogaram ainda: Jailson (64'), Zé Manel (71') e Hussain (71')
Treinador: Jorge Costa


Marcador: Geromel (52')
Cartões amarelos: Alan (33'), Luciano (93'), Vandinho (28'), Madrid (52'), Jorginho (56') e César Peixoto (66')
Cartões vermelhos: Fajardo (76')
Grande jogo de futebol ontem à noite no D. Afonso Henriques. Principalmente por parte do Vitória que voltou a mostrar um nível exibicional e uma condição física assinalável.
Primeira parte de luxo dos homens de Manuel Cajuda que banalizaram a equipa de Braga com futebol rápido, pelo meio, pelos flancos, oportunidades de golo e uma grande segurança defensiva.
Nilson apenas foi incomodado uma vez em todo o primeiro tempo, por João Pinto, e daí em diante foi mero espectador da partida.
E que partida que teve tudo aquilo a que um derby tem direito.
Parte inicial da segunda metade com novo ascendente do Vitória a dar muito trabalho aos homens mais recuados da equipa de Jorge Costa e a mostrar todo o seu poderio e toda a sua superioridade mais uma vez em todos os aspectos.
Pouco depois dos 5' da segunda parte, explosão de alegria no D. Afonso Henriques. Geromel coloca a bola para lá da linha de golo da baliza do Braga e, polémicas à parte, põe justiça no marcador num jogo que só pecou pela escassez de golos.
A partir daqui, e ainda mais após a expulsão de Fajardo, o Braga tentou equilibrar o jogo e subir no terreno, criando algumas situações que causaram calafrios nas bancadas, mas nunca se conseguiu superiorizar ao seu rival.
Resumindo, foi um tremendo jogo de futebol por parte do Vitória, grande qualidade, grande segurança, grande atitude acima de tudo a marcar a terceira vitória consecutiva na BWinLiga e a confirmar o bom momento que atravessa. Justiça incontestável no resultado e mais uma dose de confiança adicionada a este grupo de verdadeiros lutadores.
Razão tem Cajuda ao dizer que esta equipa respira saúde. O terceiro lugar é um prémio que surge talvez cedo demais, mas poderá ser também um teste às reais capacidades desta equipa.


Melhor em campo
Desmarets #20
Endiabrado.

Grande jogo do francês. Técnica, velocidade e uma infinidade de lances ganhos marcaram uma exibição extremamente positiva, a confirmar o bom momento do jogador vimaranense que mais uma vez se apresentou em grande nível.

Arbitragem
Não é fácil dirigir um jogo destes em que as emoções estão sempre à flor da pele. Expulsou bem Fajardo mas não teve o mesmo critério com Zé Manel após entrada durissima sobre João Alves. O lance do golo é extremamente difícil de ajuizar. A bola entrar, entrou, se existiu falta, é discutível, mas apesar de toda a polémica, parece-me ter conseguido dirigir o encontro com a tranquilidade e eficácia possíveis.

Pontos positivos
- Exibição do Vitória. Excelente futebol praticado pelos vimaranenses e grande atitude, mais uma vez, destes homens a mostrar o bom momento que atravessam. Dá gosto ver jogar assim...
- Ambiente fenomenal aquele que se viveu ontem no D. Afonso Henriques. Apoio constante das quase 20 mil pessoas presentes e um jogo de futebol à altura. Assim sim.

Pontos negativos
- Fajardo. Expulsão que podia perfeitamente ter evitado, privando a equipa do seu contributo nos próximos dois jogos.

sábado, setembro 22, 2007

Naval 1 - 4 Vitória

Estádio: Municipal José Bento Pessoa, Figueira da Foz
Assistência: 1 000 espectadores
Árbitro: Elmano Santos

Ficha de jogo
Naval
Wilson Júnior, Mário Sérgio, Paulão, Gaúcho, China, Gilmar, Godemèche, Delfim (80'), Davide (54'), Marcelinho, João Ribeiro
Jogaram ainda: Saulo (54') e Bruno Lazaroni (80')
Treinador: Fernando Mira

Vitória
Nilson, Andrézinho, Geromel, Sereno (78'), Luciano, Flávio, João Alves (81'), Fajardo, Desmarets, Alan e Miljan (66')
Jogaram ainda: Ghilas (66'), Márcio (78') e Moreno (81')
Treinador: Manuel Cajuda

Marcadores: Paulão (13'), Flávio (31'), Fajardo (33'), Miljan (50') e Ghilas (77')
Cartões amarelos: Davide (26'), Sereno (28'), Miljan (50') e Luciano (65')
Dando mais uma vez razão a Cajuda, tem tanto de preocupante como de admirável a serenidade desta equipa perante o facto de sofrer um golo antes de marcar.
Embora seja verdade que da única vez que conseguiu entrar na área vitoriana, a Naval tenha conseguido marcar, completamente contra a corrente do jogo, o Vitória não se deixou intimidar por esta adversidade e continuou a fazer o seu jogo passando para quem assistia uma certeza impressionante de que iria dar a volta ao resultado.
Flávio e Fajardo em dois minutos trataram de materializar essa vontade e deram asas à recuperação vitoriana.
Miljan e Ghilas repetiram a dose da pré-temporada e voltaram a marcar na Figueira da Foz.
Triunfo incontestável do Vitória que não deslumbrou, nem nada que se pareça, mas que fez um jogo seguro, concentrado nas suas capacidades e certo de que seria recompensado pela paciência e vontade de levar de vencida a Naval.
A saúde mental que Cajuda reclama existir no seu grupo, existe de facto e só assim se justifica a atitude evidenciada pelos homens que ontem entraram em campo vestidos de preto.
Porque ontem, foi isso que venceu. Mais do que a forte eficácia ofensiva ( até Miljan conseguiu estrear-se na lista de marcadores ), mais do que a maior ou menor qualidade de jogo evidenciada, foi o forte querer e a forte capacidade mental destes homens que venceu a Naval ontem à noite.
Assim sim, dá gosto ver o Vitória. Embora com uma fraquíssima resposta por parte da Naval, que nunca se conseguiu encontrar apresentando-se mesmo muito fragilizada em todos os seus sectores de jogo, e sem maravilhar, mostrou que o pode fazer aliando a isso golos e vitórias.


Melhor em campo
Flávio #26
É o porto seguro desta equipa. Mostrando, mais uma vez, a grande forma física em que se encontra neste início de campeonato, travou todas as iniciativas de jogo da Naval e ainda fez o golo do empate, abrindo caminho à goleada da sua equipa. Muito boa exibição do capitão.

Arbitragem
Nada a assinalar. As equipas facilitaram-lhe a vida e não teve dificuldades para ajuizar nenhum lance do encontro.

Pontos positivos
- Muitos golos, capacidade física e mental invejável e mais uma vitória no campeonato. Como diria Manuel Cajuda, esta equipa respira saúde.
- Fajardo é já o melhor marcador do campeonato com 4 golos. Ontem, mesmo não estando ao seu nível, voltou a facturar e é já o artilheiro-mor desta equipa e da BwinLiga.

Pontos negativos
- A hora não era propícia a grandes enchentes, o dia também não, mas num jogo do principal campeonato português estarem apenas 1000 pessoas nas bancadas é preocupante.

sexta-feira, setembro 21, 2007

Referências estrangeiras no futebol luso: Elpídio Silva



O jogador que hoje vos trago é conhecido de todos vós – não só porque foi, durante um determinado período, um dos máximos goleadores a jogar em Portugal mas também porque esse período faz parte de um passado recente. Elpídio Pereira da Silva Filho, ou apenas Silva, é a Referência Estrangeira de hoje.

Nascido no Brasil, mais precisamente em Campina Grande, Silva começou a jogar no Atlético Mineiro. Contudo, a permanência no seu país de origem foi muito curta e cedo, com 22 anos, se aventurou em terras asiáticas. O Japão foi o destino e o Kashima Reysol o clube que o acolheu. Depois de jogar duas épocas no outro lado do planeta, veio para o nosso país, onde se tornou relativamente conhecido internacionalmente. Foram os responsáveis do Sporting de Braga que se interessaram pelos seus golos marcados com a camisola do conjunto nipónico e decidiram avançar para a sua contratação.

No Braga, rapidamente se integrou. Pegou de estaca, como costuma dizer-se. Os 16 golos marcados na primeira temporada no nosso campeonato fizeram logo mudar o olhar dos adeptos que olhavam agora para Silva como um avançado temível. Corpulento e letal, Silva alcançou uma média de 0,5 golos por jogo – 32 jogos, 16 golos. Na segunda época só apontou 5 golos em 25 jogos mas continuou a ser uma pedra importante para a manobra arsenalista.

O que é certo é que, mesmo contando apenas com meia dezena de golos, o Boavista decidiu ir buscá-lo. A equipa do Bessa alcançara um soberbo 2º lugar no campeonato português em 1998/99 e quedara-se pela 4ª posição em 1999/00. Assim sendo, com vista a retomar o pódio, em 2000/01 avançou para a compra do brasileiro. Resultado: campeões nacionais. Silva tornou-se a principal referência no ataque boavisteiro e com 21 jogos e 11 golos caiu nas graças dos adeptos do Boavista. Em 2001/02 não chegou a um número de golos com dois dígitos – ficou-se pelos 8 golos – mas a sua importância manteve-se. Prova disso são os 27 jogos disputados. Além disso, o Boavista jogou nessa época na Liga dos Campeões – histórico. Silva vai ficar eternamente marcado na história do clube por ter sido o artilheiro de serviço numa época de glória europeia. Se o campeonato e consequente qualificação para a Liga Milionária eram, desde já, um dado surpreendente, o facto de o Boavista ter garantido o apuramento para a 2ª Fase de Grupos é ainda mais. Desde dois empates, 1-1, diante do Liverpool, passando por vitórias sobre Dínamo de Kiev e Borussia de Dortmund, o Boavista fez o que ninguém esperava. Na 2ª Fase de Grupos ainda conseguiram bater o Nantes e ficar à sua frente no grupo. Mesmo assim, Manchester United e Bayern de Munique foram demasiado poderosos para serem ultrapassados.

Em 2002/03 fez a sua última época pelo Boavista. 30 jogos e 10 golos no campeonato é o seu registo. Além disso, a destacar a mítica meia-final a que o Boavista, com glória, chegou. Foi um percurso notável. Deixando para trás clubes como Maccabi Tel Aviv, Anorthosis Famagusta, Paris Saint-Germain, Hertha de Berlim ou Málaga, o Boavista só foi travado pelos escoceses do Celtic de Glasgow, que viriam a perder a final para os arqui-rivais do Boavista, o FCPorto.

Estava na altura de dar o salto. É claro que os anos em que Silva andou de xadrez ao peito foram os anos mais fantásticos da história do Boavista. No entanto, o Sporting ainda conservava um estatuto superior e acabou por se mudar do Porto para Lisboa, do Bessa para Alvalade, dos Pumas para os Leões. A experiência é que não foi muito positiva e aqui se iniciou o processo de declínio da carreira do jogador.

Após uma época menos conseguida no Sporting acabou por jogar uma época emprestado ao Vitória de Guimarães, sempre longe da forma que havia exibido no Braga e especialmente no Boavista.

A ida para o estrangeiro, para representar equipas como o Derby County (Inglaterra) ou o Corinthians Alagoano (Brasil) não foi muito bem sucedida. Ainda tentou voltar a jogar no Oriente, desta vez na Coreia, pelo FC Bluewings mas parece que definitivamente Silva deixou de ter o sucesso de outrora. Esta época chegou a ser falado para reforçar algumas equipas da Liga Bwin, em Portugal, algo que nunca chegou a ser consumado. Assim, e depois de ter ficado cerca de um mês no Iraklis da Grécia, mudou-se definitivamente para o Chipre a fim de jogar ao serviço do Alki Larnaca.

Hoje, aos 32 anos, Silva é recordado como o “Pistoleiro” e um dos grandes nomes do momento de maior destaque do Boavista a nível nacional e europeu. Depois de duas épocas de bom nível no Braga, onde colheu a simpatia de muitos, fez três temporadas de grande categoria no Bessa e é por essas três temporadas que figura na lista das Referências Estrangeiras do Futebol Luso. Quem não se lembra dos seus golos, da sua “raça à Pacheco”, do seu futebol físico e eficaz? Quem não se lembra do seu modo de festejar os golos, como que a dar tiros na cabeça e a atirar-se para o chão? Elpídio Silva, um nome que nunca os portugueses, em particular os boavisteiros, deverão deixar de recordar.

Ficha Técnica:

Nome: Elpídio Pereira da Silva Filho
Data de nascimento: 19/07/1975
Naturalidade: Campina Grande
Nacionalidade: Brasil
Posição: Avançado
Clubes que representou como jogador: Atlético Mineiro, Kashiwa, Sp. Braga, Boavista, SportingCP, Vitória de Guimarães, Derby County, Corinthians, FCBluewings, Iraklis e Alki.
Internacionalizações: -

Palmarés:
1 Campeonato Português (2001)

terça-feira, setembro 18, 2007

Vitória SC 1 - 0 Nacional

Estádio: D. Afonso Henriques, Guimarães
Assistência: 15 730 pessoas
Árbitro: Artur Soares Dias

Ficha de jogo

Vitória SC
Nilson, Andrézinho, Geromel, Sereno, Luciano, Flávio, João Alves, Fajardo, Ghilas, Carlitos e Miljan
Jogaram ainda: Desmarets, Targino e Felipe
Treinador: Manuel Cajuda

Nacional
Diego, Patacas, Ricardo Fernandes, Cardozo, Alonso, Cléber, Bruno Amaro, Juliano, Zé Vítor, Rodrigo e Fellype Gabriel
Jogaram ainda: Edu Sales, Lipatin e João Moreira
Treinador: Jokanovic

Marcador: Targino (81')
Cartões amarelos: Targino (65'), João Alves (78'), Bruno Amaro (45'+2) e Lipatin (90'+4)
Cartões vermelhos: Patacas (23')


Finalmente foi atingido o objectivo do Vitória: vencer em jogos a sério.
Foi um jogo em muitos momentos interessante, mas só a partir da expulsão de Patacas.
Até aí, nem o Vitória nem o Nacional conseguiam soltar-se de amarras e atacar as balizas adversárias com real perigo.
Depois da expulsão do capitão madeirense, só deu Vitória na partida com especial relevância na segunda parte.
Sucederam-se as oportunidades de golo para os homens de Cajuda, mas com o principal problema desta equipa sempre muito acentuado: a finalização.
Os homens das alas vitorianas conseguiram na maioria dos casos construir boas jogadas ofensivas, mas que os pontas-de-lança não conseguiram concretizar em golo.
Foi preciso entrar Targino e arrancar um poderoso remate ainda fora da grande área para se poder gritar golo e sorrir com o primeiro triunfo, nas bancadas.
Resumindo, foi um resultado justíssimo para a equipa que melhor jogou e que mais perigo criou, mas que continua a apresentar níveis preocupantes ao nível do seu sector mais adiantado, com os pontas-de-lança Miljan e Felipe a não mostrarem ainda uma forma aceitável.

Melhor em campo
Carlitos #7

Muito irrequieto, foi uma dor de cabeça para a defensiva do Nacional arrancando boas jogadas que os seus companheiros mais adiantados não conseguiram concretizar.

Arbitragem
Muito polémica. Expulsão de Patacas completamente incompreensível e várias acções disciplinares muito questionáveis. Não fez uma boa exibição este árbitro do Porto.

Pontos positivos
- Primeira vitória na Liga e a superioridade do futebol vitoriano finalmente recompensada. Já mereciam vencer estes miúdos...
- Bom golo o de Targino que é realmente aquilo que Cajuda o considera: imprevisível. Até nem estava a fazer um jogo muito bom, mas num rasgo de inspiração ofereceu ao seu treinador e à sua equipa a primeira vitória no campeonato.

Pontos negativos
- Os homens mais avançados do Vitória continuam a não conseguir dar conta do recado na hora de fazer golos. Até agora, nenhum dos pontas-de-lança vitorianos conseguiu marcar e esse facto começa a ser preocupante.
- Arbitragem polémica a tirar protagonismo ao que realmente se passou dentro de campo.

sábado, setembro 01, 2007

Leixões Vs Vitória SC : 2.2

Estádio: Prof. Dr. Vieira de Carvalho, Maia
Assistência: 7 000 espectadores
Árbitro: Paulo Batista


Leixões
Beto, Marco Cadete, Nuno Diogo, Elvis, Ezequias, Bruno China, Pedro Cervantes, Paulo Machado, Vieirinha, Roberto e Jorge Gonçalves
Jogaram ainda: Hugo Morais, Livramento e Nwoko


Vitória
Nilson, Luciano Amaral, Geromel, Radanovic, Sereno, Flávio, João Alves, Fajardo, Alan, Carlitos e Miljan
Jogaram ainda: Ghilas, Targino e Desmarets

Marcadores: Paulo Machado (6'), Vieirinha (36') e Fajardo (20' e 78')
Cartões amarelos: Vieirinha (36' e 70'), Flávio (43') e Sereno (73')
Cartões vermelhos: Radanovic (45'+1) e Vieirinha (70')

Foi acima de tudo um excelente jogo de futebol.
Golos, emoção, expulsões, garra, vontade, rivalidade, todos aqueles ingredientes que contribuem para que o futebol seja considerado um espetáculo.
A primeira parte do encontro foi completamente dominada pelo Vitória, que praticou um futebol atractivo e tomou as rédeas da partida, também, verdade seja dita, por estatégia do próprio Leixões que apostava mais no contra ataque para surpreender a defensiva vimaranense.
Contra a corrente do jogo, acontece o golo do Leixões, mas como já vem sendo hábito, isso não serviu para abalar as intenções vimaranenses que estabeleceram a igualdade ainda no primeiro tempo de jogo, ao minuto 20' por intermédio de Fajardo.
De novo, ao minuto 36', num (dos poucos) erros de Sereno, o Leixões a marcar, fazendo o Vitória pagar mais uma vez um preço bem alto pelos erros cometidos pela sua defensiva.
Começava aqui o tempo de superioridade do Leixões que moralizado pela vantagem no marcador empurrou o Vitória até à sua defensiva com maior frequência, o que se acentuou ainda mais com a expulsão de Radanovic aos 46'.
Mesmo com um intervalo pelo meio o Leixões continuava a carregar forte no acelerador fazendo tremer várias vezes os homens mais recuados de Manuel Cajuda.
Ao minuto 70', altura em que as equipas ficam a jogar com o mesmo número de atletas, devido à expulsão de Vieirinha, o Vitória voltou à mó de cima do jogo.
Mais pressionante, mais ofensivo, mais perigoso, com mais posse de bola ( aliás como aconteceu em todo o encontro ), materializou essa superioridade ao minuto 78' através de um fantástico golo de Fajardo.
Estava alcançada mais uma vez a igualdade no marcador e feita justiça no mesmo.
Foi um jogo muito bem jogado, muito bem disputado e com um resultado justo para ambas as equipas, que pelo esforço fantástico que fizeram e por nunca terem desistido de tentar algo mais, não mereciam sair derrotadas da Maia, ontem à noite.

Melhor em campo
Fajardo #17.

Sem dúvida e cada vez mais o abono de família deste Vitória. Três golos em outros tantos jogos e a alegria de jogar à bola bem estampada no rosto. Fantástico.

Arbitragem
Algumas dúvidas em relação a alguns lances, nomeadamente as expulsões que interferiram mais no jogo, mas aceita-se a maioria dos seus critérios.

Pontos positivos

- Atitude vitoriana. Nunca desistem estes homens. Deixam a pele em campo, orgulham-se de vestir o símbolo do Rei e têm sempre a baliza sempre como objectivo. Mesmo a perder, mostraram grande vontade de não trazer uma derrota para Guimarães e esse esforço saiu premiado no final.
- Fajardo. Fantástico jogo. Dois golos, tantos quantos a sua equipa conseguiu fazer, espirito de sacrificio, estava em todo o lado e ainda teve tempo para encantar com fintas estonteantes. Um belo jogador, este reforço do Vitória.

Pontos negativos

- Não se perde, não de perde mas ganhar que é bom também nada...
- Alan, Ghilas e Targino. Os dois primeiros porque "desapareceram" completamente. Não são estes os jogadores que eu conheço. O último pela completa inconsequência e individualismo no auge. Assim não dá.

domingo, agosto 26, 2007

Àguias conquistadas 0 - 0 Conquistadores


Estádio: Estádio da Luz
Assistência: 52 464 pessoas
Árbitro: Lucilio Batista

Benfica: Quim, Nélson, Katsouranis, Miguel Vítor, Léo, Petit, Rui Costa, Nuno Assis, Fábio Coentrão, Nuno Gomes e Cardozo
Jogaram ainda: Romeu Ribeiro, Luis Filipe e Bergessio
Treinador: Jose António Camacho

Vitória SC: Nilson, Andrézinho, Geromel, Danilo, Sereno, Flávio, João Alves, Fajardo, Carlitos, Alan e Miljan
Jogaram ainda: Ghilas, Desmarets e Moreno
Treinador: Manuel Cajuda

Amarelos: Miguel Vitor (86'), Fajardo (77') e Sereno (84')

Foi o regresso de Camacho ao estádio da Luz, numa tarde chuvosa de Agosto o povo encarnado esperava encontrar na Catedral o D. Sebastião vestido de vermelho e branco...

O jogo não foi diferente do que aconteceu com o Copenhaga e Leixões, uma equipa sem grandes soluções para furar defesas bem organizadas, faltou criatividade ao futebol do Benfica, faltou alegria!

E se Fernando Santos tem retirado um ponta de lança forte no jogo aéreo a 10’ do fim para colocar um avançado com maior mobilidade???
E se Fernando Santos tem retirado um extremo para colocar um defesa lateral?
E se Fernando Santos tem retirado um avançado para colocar um trinco ao lado de Petit??


Tudo isto nos últimos 30’ e enquanto a equipa necessita desesperadamente de marcar um golo. Sem colocar em causa as intenções do técnico Espanhol, não posso deixar de questionar o povo benfiquista sobre estes temas, até porque Fernando Santos poucas vezes teve oportunidade de justificar as suas intenções...

Penso que o que todos nós, Benfiquistas, podemos esperar deste Benfica de Camacho, é uma equipa combativa, com garra, com meia dúzia de lances previamente treinados e toda ela ao lado seu treinador! Não me parece que alguma vez esta época a equipa ganhe um jogo no banco...

Melhor em Campo:

Miguel Vitor, pela tranquilidade que evidenciou nesta sua estreia ao mais alto nível, é certo que procurou sempre simplificar, arriscou pouco e foi a melhor atitude que poderia tomar num jogo de estreia, mas pelo pouco que se viu na restante equipa e por ser aquele que à partida tinha a tarefa mais complicada, merece na minha opinião esta distinção.

Arbitragem: Sem nada a assinalar, ainda não vi imagens na TV mas não me parece que tenha existido algum lance mal ajuizado.

Pontos Positivos:

- Os apoiantes do Vitória deram um verdadeiro show de apoio ao seu clube, ao nível das mais numerosas massas associativas que alguma vez já passaram na Luz!
- As estreias de Miguel Vitor e de Romeu Ribeiro, 2 jovens de 18 anos nos quais Camacho não teve medo de apostar!

Pontos Negativos:

- A prestação do técnico Espanhol durante o jogo, mal nas substituições.



Manuel Cajuda prometeu não entrar na Luz com receio do adversário e cumpriu. O Vitória realizou uma partida interessante, conseguindo manter as coisas equilibradas na grande maioria do tempo e até superiorizar-se em alguns momentos.
Com um meio-campo extremamente organizado e uma postura defensiva segura, só pecou na hora de chegar à baliza contrária com maior perigo, uma vez que as jogadas ofensivas que construiu não conseguiram deixar muito em sobressalto a defensiva benfiquista.

Numa das poucas vezes em que falhou gravemente, a retaguarda vitoriana deixou escapar Nuno Gomes que aos 18' podia ter feito o primeiro para o Benfica. O deslumbre do avançado benfiquista perante tamanha facilidade não lhe permitiu mais do que fazer a bola rasar o poste da baliza de Nilson e a partir daí as oportunidades encarnadas não se apresentaram grande problema para a defensiva vitoriana ( apenas Cardozo, ja na segunda parte, obrigou Nilson a uma grande defensa após um violentissimo remate ).

O Vitória continuava a ter o jogo controlado e a não deixar que os criativos benfiquistas se fizessem notar perigosamente, anulando todas as suas iniciativas.
Daí até ao final, altura em que o Vitória se viu privado de duas das suas peças defensivas, foi tempo de contenção e gestão do resultado, tendo tido apenas Moreno uma grande ocasião para marcar, obrigando Quim a defesa complicada após a marcação de um livre.

Os minutos finais foram de pressão do Benfica, com a marcação de vários pontapés de canto que o Vitória conseguiu resolver com relativa facilidade.
Embora sem triunfar, o Vitória apresentou-se forte e seguro, disponível para responder dentro de campo às pretensões do seu treinador: entrar em todos os jogos para ganhar.

Melhor em campo

Geromel #19. Segurissimo e completamente à vontade, o central vitoriano revelou toda a sua classe e anulou tudo o que havia para anular. Excelente exibição.

Arbitragem: Sem grandes problemas, o trio de arbitragem decidiu bem a grande maioria dos lances da partida.

Pontos positivos:

- Meio-campo e defensiva do Vitória. Extremamente bem organizados, foram exemplares na forma como abordaram este jogo.
- Apesar do empate, o Vitória continua sem perder, já lá vão 28 jogos.
- A postura de Manuel Cajuda. Muitas vezes incomprendidas as suas palavras, tem a filosofia certa para o Vitória.

Pontos negativos:

- Lesão de Danilo. Um dos pilares da estrutura de Cajuda, lesionou-se gravemente e a paragem não deve ser inferior a 5 meses. Sem dúvida, uma grande perda.

segunda-feira, agosto 20, 2007

Vitória do Norte x Vitória do Sul

Estádio: D. Afonso Henriques, Guimarães
Assistência: 16 780 pessoas
Árbitro: Pedro Proença

Vitória SC
Nilson, Andrezinho, Danilo, Radanovic, Luciano Amaral, Flávio Meireles, João Alves, Fajardo, Ghilas, Alan e Miljan
Jogaram ainda: Desmarests, Targino e Carlitos

V. Setúbal
Eduardo, Janício, Robson, Auri, Adalto, Sandro, Elias, Ricardo Chaves, Paulinho, Matheus e Edinho.
Jogaram ainda: Bruno Ribeiro, Kim e Filipe Gonçalves

Golos: Fajardo (5') e Matheus (26')
Amarelos: 59', Matheus




Visão Vimaranense por Claudia Bragança

Foi um jogo que serviu acima de tudo para se cair na realidade.
Depois de uma pré-temporada imaculada, o Vitória chega agora aos jogos a sério e a perceber realmente que apesar das altas aspirações, o sofrimento vai ter mais uma vez alto protagonismo em todo o campeonato e que afinal ainda agora subiu de divisão e que vai ter as naturais complicações que todas as equipas que sobem de divisão têm.
Não que não apresente argumentos para fazer um campeonato, pelo menos, tranquilo mas existem ainda várias arestas a ser limadas na equipa de Manuel Cajuda.
Ontem os seus homens mostraram entrega, vontade, atitude e até qualidade e logo a partir daí existem condições que permitam acreditar que não passará pela vontade dos jogadores o facto de eventualmente o Vitória não fazer um campeonato ao nível que os seus adeptos esperam.
Apesar do resultado pouco satisfatório, a equipa entrou completamente dominadora, marcou dois golos nos minutos iniciais ( apenas o de Fajardo contou, já que no de Alan, Pedro Proença considerou existir falta ) e construiu várias jogadas ofensivas de qualidade satisfatória. A partir do minuto 26, altura em que Matheus restabelece a igualdade, o Vitória perdeu-se da partida. O Setúbal carregou no acelerador e puxou para si o maior caudal ofensivo do jogo. A segunda parte começou com o mesmo poderio setubalense, e só nos quinze minutos finais o Vitória voltou a acordar para o encontro.
Fez recuar completamente a equipa setubalense e massacrou por completo a sua defensiva com muitas e excelentes jogadas de ataque que só não deram em golo por mero azar.
Apesar de em alguns momentos se ter apresentado longe do jogo, sendo que a estreia e consequente nervosismo de muitos dos seus jogadores ajudou neste facto, pertenceu ao Vitória o maior caudal ofensivo, as maiores e mais flagrantes oportunidades e como tal, o seu triunfo não se apresentaria como injusto.
Não aconteceu, e a equipa concentra-se agora na dificilima deslocação à Luz, já no próximo sábado.

Melhor em campo
-> Fajardo #17.
Primeira parte de luxo do reforço do Vitória. Excelentes cruzamentos, ganhou quase todos os lances que disputou e marcou um grande golo.
Na segunda parte, esteve um pouco mais apagado, no entanto continua a reunir todas as condições para ser considerado o melhor.

Arbitragem
Muito inconstante. Anula um golo limpo ao Vitória e assinala outro precedido de falta. Muitos lances duvidosos em que teve decisões questionáveis.

Pontos positivos

- Entrega e vontade do jogadores.
- Primeira parte de Fajardo.


Pontos negativos

- As várias situações de anti-jogo dos jogadores do Setúbal.
- Nervosismo de alguns homens do Vitória, a justificar-se talvez com a estreia ao mais alto nível, o que comprometeu a equipa.
- Andrézinho e Luciano. Os laterais vitorianos estiveram muito mal na partida, perderam vários lances e não concederam a segurança necessária às pontas vitorianas.


/////////////////////////////////////


Visão Setubalense por miX

A equipa sadina arranca empate em Guimarães

Às 18:15h deu-se o pontapé, e deu-se as boas-vindas ao Vitória de Guimarães ao escalão principal de Futebol. Os muitos adeptos vimaranenses queriam que o Vitória de Setúbal fosse o “bobo da festa”, e tudo parecia ir no caminho certo. Bom inicio de jogo, e logo aos 5 minutos o primeiro golo e o primeiro caso: após canto, Eduardo sofre carga de Mrdakovic e larga a bola para felicidade de Fajardo que enche o pé direito e inaugura o marcador. Pedro Proença nada assinala. 1-0 para os da casa e a festa era enorme. De imediato os adeptos de Guimarães fizeram a festa e via-se faixas de incentivo à equipa impondo o objectivo da Taça UEFA e o sonho da Champions. O Guimarães continua a carregar e marca de novo por Alan. Mas Pedro Proença vislumbrou uma carga sobre Sandro e anulou o golo. Talvez fosse esse lance que assustou e acordou os sadinos que começavam a sair do seu meio-campo à procura do jogo. Ensaiou aos 20 minutos por Paulinho e marcou mesmo por Matheus aos 25 minutos, com Elias a libertar Paulinho à direita que por sua vez cruza em perfeição ao segundo poste onde Matheus já em esforça consegue cabecear para dentro da baliza. Estava feito o empate, e gelou-se o D. Afonso Henriques. Alan ainda esforçou-se mas o nervosismo tomou conta do Vitória de Guimarães, principalmente o esteio defensivo com destaque para Nilson. Paulinho aos 20 minutos e Matheus dois minutos depois desperdiçaram duas grandes oportunidades para dar a volta ao marcador. Chega-se assim ao intervalo com alguma justiça no resultado, pois os vimaranenses começaram com enorme vontade o jogo mas não conseguiram controlá-lo, e os sadinos reagiram bem ao golo sofrido crescendo progressivamente até igualar o marcador e equilibrar a partida.

A segunda parte inicia como tinha acabado: o guimarães continua intranquilo e nervoso. Matheus aos 48 minutos com nova oportunidae de golo, mas desta feita o mérito foi do guardião Nilson que com uma defesa instintiva defendeu a bola. Manuel Cajuda é obrigado a fazer aletrações para tentar dar novo rumo ao jogo, e tira Flávio Meireles e Ghilas para pôr Desmarets e Carlitos, respectivamente, aos 53 minutos. E de facto o jogo equilibra-se e entra numa fase mais feia. Aos 58 minutos Matheus vê cartão amarelo. Do mesmo lance resulta a obrigação de Carlos Carvalhal tirar o Matheus para proteger a sua saúde, já que o sobrolho não parava de sangrar. Começaram os jogos de substituição de parte a parte, mas com especial destaque para o minuto 74 que ditou a saída de Elias por lesão. A partir daí os pupilos de Manuel Cajuda empurravam cada vez, tendo tido grandes oportunidades. Primeiro aos 86 minutos, aquando Carlitos sem oposição remata para uma defesa espectacular de Eduardo. Já nos descontos Mrdakovic remata à trave e não consegue transformar a superioridade no último quarto de hora em golos. Terminou assim a partida com um empate a uma bola. O Vitória de Setúbal teve o pássaro na mão, mas abriu a gaiola e já não a conseguiu fechar. Quem não marca sofre. Os sadinos não marcaram, e ariscaram-se a sofrer, o que acabou por não acontecer. Resultado justo.

Melhor em Campo:

Sem duvida alguma, e apesar de ter saído lesionado aos 74 minutos: ELIAS! Dono e Senhor do meio-campo. Cortou o que havia para cortar, lancou contra-ataques, e ainda pôs à prova o guarda-redes. Após sua saída o Vitória perdeu o seu “soldado”, e só aí o Vitória de Guimarães conseguiu impor-se.

Arbitragem:

De 0 a 5 talvez um 2, porque interferiu directamente no resultado. Ora valida um golo com falta. Ora anula outro vislumbrando uma falta que ninguém viu. Enfim, já para não falar no cartão amarelo ao Matheus por ter levado uma chapada e ter ficado a sangrar do sobrolho. Mau início de Campeonato para este jovem árbitro, do qual se diz ser um dos melhores em Portugal.

Só para partilhar algo muito curioso com vós. É que no fim o Manuel Cajuda falou e disse as seguintes palavras: ”A equipa enganou-me, porque não esperava um início tão bom, não acreditava que eles fossem capazes de jogar bom futebol logo nos primeiros minutos.” São uns malandros os jogadores do Vitória de Guimarães! Não era suposto jogar tão bem logo no inicio. Mas eles lá decidiram enganar o seu Treinador.

[MiX]

sexta-feira, agosto 10, 2007

Referências estrangeiras do futebol luso: Paulo Autuori



A referência estrangeira desta semana foi um dos melhores profissionais brasileiros que já passou por Portugal. Falo-vos de Paulo Autuori, treinador que orientou o Nacional, Vitória de Guimarães, Marítimo e Benfica.

O futebol fez sempre parte da vida de Paulo Autuori, que se licenciou em Educação Física pela Universidade de Castelo Branco, no Brasil. Em 1986, Autuori tem a sua primeira experiência em Portugal, como de adjunto de Marinho Peres no Vitória de Guimarães. Nessa época, a equipa vimaranense fez uma das melhores épocas de sempre, alcançando o terceiro lugar e os quartos-de-final de Taça Uefa. Na época seguinte, Marinho Peres regressou ao Brasil, mas Autuori ficou por Portugal, pois um novo desafio estava no horizonte.

No Verão de 1987, é apresentado no Nacional da Madeira. Na sua primeira época na Pérola do Atlântico, Autuori fez história ao promover os alvi-negros há primeira divisão pela primeira vez. No ano seguinte, os nacionalistas, em estreia absoluta no escalão maior do futebol português, obtiveram um 10ºlugar, à frente do rival Marítimo que se classificou em 12º.
As duas épocas ao serviço dos alvi-negros chamaram à atenção de Pimenta Machado, que trouxe Autuori de volta à cidade berço. As primeiras jornadas da época 89/90 não foram de boa memória. No entanto, o treinador brasileiro conseguiu rectificar as coisas a tempo de levar o Vitória de Guimarães ao quarto lugar e consequente classificação para a Taça Uefa. Contudo, a temporada que se seguiu não foi para recordar, tendo os vimaranenses terminado no 11ºlugar.


O projecto que se seguia englobava um regresso à ilha da Madeira, porém, desta feita, para representar o arqui-rival do Nacional, o Marítimo. Aos verde-rubros, Autuori trouxe aos verde-rubros uma mentalidade mais vencedora e provou que os maritimistas poderiam ambicionar mais do que uma simples luta pela permanência. Isso ficou provado logo na primeira época ao serviço do clube do Almirante Reis: a equipa conseguiu a sua melhor classificação de sempre até então, um 7º lugar, ficando às portas da Europa.


Para o ano que viria, a direcção verde-rubra acreditava que era possível chegar à Taça Uefa e tomou todos os procedimentos para tal. Estagiou na Suécia e contratou jogadores de grande nível como Jorge Andrade e Paulo Alves. A jogar num estilo 4-3-3, com um ataque composto por Ademir, Jorge Andrade e Edmilson, o Marítimo alcançaria pela primeira vez a Taça Uefa. O jogo que qualificou os verde-rubros para a Taça Uefa, ante o Boavista, foi um jogo impróprio para cardíacos.
O Marítimo, que havia, duas jornadas antes, vencido o Sporting por 4-2, colocou-se em vantagem por intermédio de Edmilson. No entanto, os axadrezados viravam o resultado com dois golos de Ricky. Muitos já haviam perdido a esperança e a parcial vitória do Belenenses frente ao Sporting não ajudava às contas verde-rubras. Contudo, Ademir marcou dois golos que mudaram a história do jogo e qualificaram o Marítimo para Uefa.
Ainda antes de alcançar este feito histórico, Paulo Autuori tinha invocado motivos pessoais para regressar ao Brasil e abandonar o Marítimo, notícia que foi recebida com alguma tristeza pelos adeptos maritimistas.

Portanto, Autuori não esteve presente na primeira experiência verde-rubra na Uefa, mas o futuro próximo trá-lo-ia de volta ao clube mais emblemático da ilha da Madeira. Edinho Filho, que havia iniciado o época como treinador do Marítimo, não foi capaz de incutir a mentalidade ganhadora da época anterior e, após uma derrota em casa frente ao Espinho, para a Taça de Portugal, foi demitido. Rui Fontes, o então Presidente do Marítimo, apenas tinha um nome em mente: Paulo Autuori. Assim, o treinador brasileiro voltou ao comando dos verde-rubros a tempo de incutir mais uma vez uma mentalidade vencedora e de manter o estatuto europeu do Marítimo.
A época seguinte, apesar de não ter conseguido o apuramento para Uefa, Autuori voltou a fazer história ao serviço da equipa verde-rubra. Primeiro, ao qualificar-se para a segunda eliminatória da Taça Uefa, onde foi eliminado pela Juventus – numa eliminatória em que Peruzzi foi a figura –, e depois ao conquistar um lugar, pela primeira vez na sua história, para a final da Taça de Portugal, que foi vencida pelo Sporting.

Os adeptos do Marítimo, já mal habituados, foram poucos pacientes com o treinador brasileiro e a sua saída foi inevitável. Em boa hora para Autuori, refira-se, pois voltou ao Brasil para se sagrar Campeão Brasileiro pelo Botafogo, o que levou ao interesse do Benfica. Foi contratado em Dezembro pelos encarnados, embora só tivesse se sentado no banco em Julho. Andou, juntamente com Toni, a preparar a época que viria.
O Benfica traz tudo menos boas recordações para o técnico brasileiro. Antes do final do ano já havia sido despedido e foi sob a sua égide que os encarnados sofreram uma goleada frente o Porto por 5-0, em pleno Estádio da Luz.

Da Luz partiu para o Cruzeiro de Belo Horizente, onde se sagrou campeão mineiro e venceu a Taça dos Libertadores. Depois foi para o Rio de Janeiro, para comandar o Flamengo, voltou ao Botafogo e ao Cruzeiro, passou pelo Santos e o Internacional, fazendo um trabalho meritório.
No Início do novo milénio volta a Portugal e à cidade berço. O Vitória de Guimarães, que havia ficado perto de uma classificação europeia no ano transacto, apostava forte para a nova época. Contudo, as coisas não saíram bem e, ainda antes do mês de Novembro, Autuori foi demitido.

Partiu para uma nova aventura, desta feita no Peru, ao serviço do Alianza Lima, onde voltou às grandes conquistas, vencendo o Torneio de Abertura. No ano seguinte, mudou-se para o Sporting Cristal, do mesmo país, onde venceu o Torneio de Encerramento.
Todo o bom trabalho desempenhado neste país da América do Sul não foi indiferente à Federação Peruana de Futebol e, portanto, pela primeira vez na sua carreira, Autuori comandava uma Selecção. Ao serviço da Selecção do Peru as coisas não correram particularmente, sendo que a equipa peruana classificou-se no penúltimo lugar da zona de apuramento sul-americana de qualficação.
Voltou para o Brasil, a tempo de se sagrar Campeão do Mundo de Clubes, ao serviço do São Paulo. Depois partiu para terras orientais, de modo a treinar o Kashima Antlers, do Japão.
Regressou ao Brasil e ao Cruzeiro, onde se sagrou vice-campeão mineiro. Demitiu-se a 5 de Dezembro de 2006, ano em que foi apontado como substituto de Carlos Alberto Parreira na selecção canarinha, algo que não se confirmou. De momento, treina Al-Rayyan, do Qatar.

Paulo Autuori é um treinador com um currículo invejável, com boas recordações de Portugal. Porém, quando treinou uma equipa grande, neste caso o Benfica, não conseguiu ser bem sucedido. No entanto, este é um treinador que muito admiro, pois foi aquele que, com a melhor equipa verde-rubra de sempre, impôs uma mentalidade vencedora pelos lados do Almirante Reis. Se o Marítimo é hoje uma equipa que disputa os primeiros lugar da Liga Portuguesa, deve-o muito a Paulo Autuori.

Ficha Técnica:
Nome: Paulo Autuori de Melo
Data de nascimento: 25/08/1956
Naturalidade: Rio de Janeiro
Nacionalidade: Brasileira
Clubes que treinou: Nacional, Vitória de Guimarães, Marítimo, Botafogo, Benfica, Cruzeiro, Flamengo, Internacional, Santos, Alianza Lima, Sporting Cristal, Selecção de Peru, Kashima Antlers, Al Rayyan

Palmarés:
Um Campeonato Brasileiro
Um Campeonato Mineiro
Duas Taça dos Libertadores
Um Campeonato do Mundo de Clubes
Um Torneio de Abertura Peruano
Um Torneio de Encerramento Peruano

sexta-feira, agosto 03, 2007

Referências estrangeiras do futebol luso: Paulinho Cascavel



Um jogador rápido e perigoso, como uma cascavel, um verdadeiro terror para os guarda-redes. Assim era Paulinho Cascavel, a referência estrangeira desta semana.

Natural de Cascavel, Paulo Roberto Bacinello, seu nome verdadeiro, cedo espalhou o seu potencial por terras brasileiras, começando a carreira no Cascavel CR, que, de forma inédita, se sagrou campeão estadual Paranaense em 1980.
Cascavel prosseguiu a carreira no Criciúma Esporte Clube e Joinville EC, conquistando título de melhor marcador do Estadual Catarinenense de 1982 e 1984, ano em que sagrou campeão do Estadual de Santa Catarina, pelo Joinville.
A qualidade e regularidade dos seus desempenhos chamaram a atenção de alguns clubes portugueses e o Futebol Clube do Porto garantiu os seus serviços para a época 84/85. No entanto, passou quase despercebido nos dragões, pois esteve tapado por Fernando Gomes. Portanto, na época seguinte muda-se para Guimarães.
Na cidade berço começar a surgir o fenómeno Cascavel. Sob as ordens de António Morais, Cascavel marcou 25 golos, relevando-se um ponta de lança mortífero, bastante oportunista, um excelente cabeceador e senhor de um remate forte. Na temporada que se seguiu, com Marinho Peres ao leme, Cascavel impressiona ainda mais Portugal e também a Europa. Sagrou-se o melhor marcador do campeonato e ajudou o Vitória a alcançar o 3ºlugar, bem como os quartos-de-final da Taça Uefa.
As suas épocas fantásticas ao serviço da equipa vimaranense foi o passaporte para representar o Sporting, em 87/88. Nos leões começa por ter a difícil missão de fazer esquecer Manuel Fernandes. Não só fez esquecer o avançado português, como também voltou a ser o goleador mor do campeonato nacional. Ao serviço do clube de Alvalade, Cascavel somou um total de 108 jogos e marcou 49 golos. Saiu dos verde e brancos devido a um conflito com Sousa Cintra e transferiu-se para o Gil Vicente, onde acabou a terra devido a um culminar de lesões.
Abandonou as chuteiras do futebol profissional. Ainda jogou no campeonato de Veteranos, ao serviço do Aliados Futebol Clube, vencendo o troféu de melhor marcador por cinco vezes.
Nos dias que correm, Paulinho Cascavel reside na cidade de onde é natural. É um empresário de sucesso, que gere diversas fazendas no Mato Grosso do Sul. Continua ainda ligado ao futebol, nomeadamente na formação de atletas, sendo que também faz parte do departamento de futebol do Cascavel CR, o seu primeiro clube.

Tecnicista por natureza, Paulinho Cascavel fazia golos de qualquer forma: bola parada, penalty, executava livres com mestria. Dele via-se remates de fora de área como se fossem conclusões simples conclusões para golos dentro da grande área.

Ficha Técnica:
Nome: Paulo Roberto Bacinello
Data de nascimento: 27/11/1959
Naturalidade: Cascavel,Paraná
Nacionalidade: Brasileira
Posição: Ponta-de-lança
Clubes que representou como jogador:Cascavel CR, Criciúma ER, Joinville, FC Porto, Vitória de Guimarães, Sporting, Gil Vicente, Aliados Futebol Clube

Palmarés:
Uma Supertaça de Portugal
Um Campeonato Estadual do Paraná
Um Campeonato Estadual de Santa Catarina
Duas vezes melhor marcador do Campeonato Estadual de Santa Catarina
Duas vezes melhor marcador do Campeonato Português
Melhor marcador da Taça das Taças, na época 87/88

quarta-feira, julho 04, 2007

Vitória de Guimarães 2007/2008

Foi com algumas cautelas financeiras mas com grandes esperanças de sucesso que foi preparado o "Regresso do Rei" ao principal escalão do futebol português.
A direcção vitoriana cedo assumiu as suas dificuldades a nível económico, mas não deixou nunca de assumir do mesmo modo a ambição do clube em lutar já pelos lugares cimeiros da tabela.
Querendo claramente marcar o seu mandato pela mudança, Emilio Macedo cedo começou a mudar a cara do seu Vitória.

E nada melhor que começar pela indumentária.
O clube vai deixar de vestir Umbro para passar a envergar camisolas da marca portuguesa Lacatoni.
Mas como as camisolas por si só não trazem resultados, foi para os reforços, dez até ao momento, que se voltaram praticamente todas as atenções quer da direcção quer dos adeptos.

Não podendo abrir os cordões à bolsa devido à limitada capacidade financeira do clube, a direcção vitoriana mostrou-se aberta a discutir qualquer tipo de negócio que se mostrasse vantajoso para os cofres vimaranenses e no que toca a reforços, os nomes não foram, como era de esperar, muito sonantes.

Vamos por partes, primeiro as saídas.
A menos esperada e também a primeira a ser consumada foi a de Brasília. Estrela da equipa na temporada anterior, ao lado de Ghilas, dado como imprescindivel por Manuel Cajuda, o extremo brasileiro acabou por rumar à Coreia, atraído pelas enormes compensações financeiras, depois de não ter chegado a acordo com o Vitória.
Outro jogador importantíssimo na excelente recuperação do Vitória na temporada passada, que chegou mesmo a ser apontado pelo seu treinador como o melhor lateral-direito a actuar em Portugal, acabou por não acertar com a direcção vitoriana os valores pretendidos para a renovação. Rissut deixou também de fazer parte das contas de Manuel Cajuda para a presente temporada.
Outro negócio que deu muito que falar junto das gentes vitorianas foi a venda de 50% do passe do jovem Rabiola ao FC Porto. A coqueluche vitoriana vai continuar a vestir o símbolo do Rei durante esta temporada e a próxima, se assim o desejar, e depois de mais "crescido" vestirá então a camisola do actual campeão nacional.
Quem esteve prestes a abandonar o clube foi também Ghilas. O Vitória e a direcção do Dniepr, clube ucraniano, chegaram mesmo a ter tudo acertado para a transferência do jogador, que iria ganhar mensalmente muito mais do que o que ganha actualmente em Guimarães, mas tudo dependia da vontade do próprio e o "menino querido" dos adeptos vitorianos na temporada 2006/2007 acabou por preferir ficar no clube que diz sentir já que uma "forma especial" em detrimento de um campeonato completamente desconhecido para si.
Respiraram de alívio então os seguidores vitorianos que esperam ainda muito mais do jovem argelino.

Passando agora à análise plantel vitoriano, com todas as entradas e permanências para para a temporada 2007/2008, tenhamos em conta:

GUARDA-REDES

Permanências: Nilson, Nuno Santos, Serginho.
Entradas: -

Foi este o único sector vitoriano a não ser tocado para a presente temporada.
Mantiveram-se os três homens responsáveis por não deixarem que as redes vitorianas sejam violadas e Nilson parece continuar a ser o mais provavel detentor da titularidade. No entanto, Nuno Santos já prometeu luta directa ao experiente brasileiro e parece ser unanime que este trio tem capacidades suficientes para defender o Vitória na BWinLiga.

DEFESAS

Permanências: Geromel, Danilo, Mohma, Sereno
Entradas: Luciano Amaral ( ex-CRB Alagoas ), Marcio Martins ( ex-Juventus Santa Catarina ), Andrezinho ( ex-Vila Nova Goiás ).

No sector defensivo, a táctica vitoriana passou por recorrer ao já tradicional mercado brasileiro, recrutando para as suas contas mais três ilustres desconhecidos que prometeram, como seria de esperar, muito empenho neste seu novo desafio europeu.
As permanências mostram claramente a política seguida pelos responsáveis vitorianos de manter a espinha dorsal da equipa da época passada, mantendo quatro jogadores que marcaram presença em grande parte dos jogos realizados.

MÉDIOS

Permanências: Flávio, Moreno, Pelé, Desmarets.
Entradas: Fajardo ( ex-Naval ), João Alves ( ex-Sporting ), Tiago Ronaldo ( ex-júnior ).

O centro do terreno tornou-se então o sector mais "português" do Vitória. Os três reforços apresentados falam a lingua de Camões e já mostraram aos adeptos do futebol português atributos que fazem esperar uma boa época ao serviço do clube da cidade-berço.
Nas permanências, os nomes rimam com raça e amor ao clube, atributos tão apreciados para os lados da cidade do rei Conquistador.
Apenas Desmarets não tem nacionalidade portuguesa neste sector do plantel vitoriano, mas à parte disso, foi uma das grandes surpresas da temporada transacta mostrando grandes atributos técnicos e tácticos que foram premiados no final da época com a renovação do seu contracto por três anos.

AVANÇADOS

Permanências: Targino, Rabiola, Ghilas
Entradas: Carlitos ( ex-Belenenses ), Miljan Mrdakovic ( ex-Macabi Telavive ), Felipe ( ex-Tupi Minas Gerais ) e Alan ( ex-FC Porto ).

É sempre o sector que os adeptos esperam mais ver renovado e de preferência com maior qualidade.
Na lista das permanências figuram jovens talentosos que fazem acreditar num futuro promissor na frente de ataque vitoriana.
A permanência da grande estrela da equipa, Ghilas, é também motivo de grande satisfação para a equipa e para os adeptos que poderão ver agora o seu "mágico" a brilhar em outros campeonatos de maior visibilidade.
Quanto aos reforços apenas Mrdakovic e Felipe, Tigrão como é conhecido no Brasil, se apresentam como "desconhecidos" do futebol português, mas tanto o sérvio como o brasileiro ( que chegou a actuar na selecção canarinha, no escalão de sub-20 ao lado de Ronaldinho Gaúcho ), parecem merecer o benefício da dúvida por parte dos exigentes vitorianos.

O plantel não se encontra ainda fechado e Emilio Macedo garantiu vir a juntar-se ainda a este grupo mais um reforço proveniente do FC Porto, não revelando ainda o nome do escolhido. As apostas centram-se em Jorginho, que tem sido o nome mais falado na imprensa nos últimos tempos.

A equipa parte então amanha, dia 5, para estágio, que se realizará em Quiaios tendo agendado já vários jogos de preparação tendo em vista a entrada em força na BWinLiga, versão 2007/2008.

sexta-feira, junho 01, 2007

Promessa Atacante da Semana: Raviola



Esta semana vamos falar de um jogador pertencente aos quadros de uma grande equipa, o Vitória de Guimarães, que felizmente está de volta ao mais alto nível do futebol português. Raviola (ou Rabiola, mais a norte) é um jovem 17 anos que já se estreou pela equipa principal vimaranense. Depois de brilhar nas camadas jovens, Manuel Cajuda concedeu-lhe uma oportunidade de alinhar nos seniores, numa partida contra o Estoril, e o miudo não desapontou. Cobiçado por clubes nacionais e estrangeiros, renovou pelo Vitória, que assim assegurou uma das suas pérolas por mais quatro épocas. O presidente Emilio Macedo proferiu palavras muito elogiosas na altura da prorrogação do vínculo: "O Vitória fica mais rico. Acabamos de assinar com um atleta que ainda é júnior de primeiro ano e orgulhamo-nos disso, porque sempre defendi que iríamos fazer um aproveitamento máximo das nossas escolas".

O treinador Cajuda já colocou água na fervura, alertando para não pressionarem o jovem promissor, deixando-o evoluir naturalmente: "Neste jogo, foi uma aposta ganha, muito bem ganha. Agora, vamos ter muito cuidado, porque lançar jogadores não é só empurrá-los para dentro de campo e depois abandoná-lo. A margem de progressão, que é enorme, terá que ser gerida sem qualquer tipo de emoções".

Neste momento, o médio ofensivo brilha ao serviço da selecção sub-18 no Torneio Internacional de Lisboa, onde já apontou dois golos em dois jogos, em partidas contra a Noruega e Finlândia.

Na próxima época, Raviola é um sério candidato a jovem promessa da Liga, isto sem querer colocar pressão no jogador...


Ficha Técnica



Nome: Tiago André Coelho Lopes (Raviola)
Data de nascimento: 1989-07-25 (17 anos)
Local de nascimento: Guimarães - Portugal
Altura: 1.80m
Posição: Médio/Avançado
Clube: Vitória Sport Clube

segunda-feira, maio 14, 2007

Gondomar 0 x 2 Vitória SC



Estádio: S. Miguel, Gondomar
Assistência: 3 000 pessoas
Árbitro: Pedro Henriques

Já está!

O Vitória conseguiu assegurar ontem à tarde em Gondomar a subida de divisão na próxima temporada, beneficiando da derrota do Rio Ave em Olhão.
Um ano depois de ter descido ao inferno da Liga de Honra, a equipa de Guimarães volta ao lugar que se habituou a ocupar, depois de ter estado a largos pontos do lugar de acesso ao principal escalão do futebol português.
Para isso teve de vencer o Gondomar e foi com essa determinação bem presente que entrou ontem em campo, no estádio de S. Miguel.
Com o apoio de cerca de 1 800 adeptos ( aqueles que eram permitidos ), o Vitória chegou ao golo logo ao minuto 14, por intermédio de Ghilas. O francês voltou a realizar um jogo de muito bom nível e abriu mesmo o marcador para a sua equipa, dando o melhor seguimento a um perfeito cruzamento de Brasília, cabeceando para o fundo das redes do Gondomar.
Estava feito o primeiro golo da partida e nesta altura, com os resultados a manterem-se inalteráveis, o Vitória tinha os dois pés na BWin Liga.
A julgar pelo poderio e domínio exercido sobre o seu adversário nesta primeira parte, esta vantagem era plenamente justa para os homens de Guimarães que iam para o intervalo confiantes, embora o resultado não fosse ainda tranquilo.



Foto: VitoriaSempre.net
Na segunda parte, foi a vez do Gondomar se afirmar fazendo o Vitória subir um pouco no terreno, algo que os vitorianos conseguiram, no entanto, controlar sempre da melhor maneira.
Pedia-se nesta altura o golo da tranquilidade para os homens do Vitória e os mesmos protagonistas do primeiro tento, satisfizeram essa vontade dos adeptos vitorianos no minuto 78 da partida.
Assistência de Ghilas e Brasilia em remate rasteiro faz o segundo para o Vitória que agora sim podia respirar de alivio.
Daí até ao final, os meninos de Cajuda, como o próprio os classificou, limitaram-se a gerir o resultado e esperar o apito final para fazer a festa com os seus fiéis adeptos.

Depois de uma uma temporada de muito sofrimento, o Vitória volta assim à principal Liga portuguesa um ano depois de ter caído no inferno da Honra.

Parabéns equipa.

ARBITRAGEM
Exemplar.

PONTOS POSITIVOS
- Subimos. Acho que está tudo dito...
Parabéns jogadores pela união, por nunca terem desistido e por terem lutado até ao fim.
Parabéns a todo o grupo de profissionais que tornou possivel algo que chegou a parecer apenas uma miragem.
Mas acima de tudo, parabéns e obrigada Manuel Cajuda por ter calado todas as bocas que desmoralizavam os "seus meninos" e por ter feito de um grupo destroçado, uma verdadeira equipa.
Estamos de volta.

PONTOS NEGATIVOS
- Nada a assinalar.