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quinta-feira, agosto 21, 2008

LIGA SAGRES 2008/2009

VITÓRIA DE SETÚBAL FUTEBOL CLUBE

Presidente: Carlos Costa
Treinador: Daúto Faquirá
Estádio: Estádio do Bonfim (18.694 lugares)
Assistência Média em 2007/2008: 6.524 Espectadores
Classificação época 2007/2008: 6º classificado
Página WEB: http://www.vfc.pt/

PREVISÃO ATACANTE
"O moçambicano Daúto Faquirá abraça um novo projecto depois de um bem sucedido trabalho na Amadora. Com um clube que viverá novamente os seus habituais problemas financeiros, Daúto terá um grande trabalho pela frente, por forma a esquecer a magnífica carreira de Carlos Carvalhal na época transacta. Depois de vencer a Carlsberg Cup e atingir um honroso 6º lugar que lhe permite participar novamente na Taça UEFA, o público sadino continuará a ser exigente, não perdoando uma época em falso ao novo treinador. Os empréstimos de Bruno Vale, Leandro Lima e Bruno Moraes são vistos por todos como os jogadores mais em foco para a próxima época. Estará Daúto à altura do desafio?..."
NSC

OPINIÃO DO ADEPTO
"Na época passada Carvalhal montou uma equipa e defeniu os aspectos tácticos, consoante as caracteristicas dos seus atletas. Sabia perfeitamente que não poderia estar a inventar muita coisa, porque o plantel era curto e tinha algumas limitações. Com essa opção, os jogadores sentiam-se identificados e as coisas começaram a correr bem. Este ano existem mais opções e o actual mister tem idealizado uma nova estratégia. Como o sistema de Faquirá é diferente do que foi utilizado no ano passado, a estrutura base da equipa tem que se adaptar a uma nova realidade e nós adeptos também, porque tudo leva o seu tempo. Só espero que não demorem muito tempo, porque ninguém gosta de perder...
O discurso de Daquirá mostra, por vezes, alguma humildade a mais. Este ano vai ter que mostrar mais pulso e colocar algumas vedetas no banco, para ver se dão ao litro...

"In Vitória Futebol Clube Fórum"

domingo, janeiro 06, 2008

Vitória de Setúbal 1-1 SL Benfica

Estádio: Estádio do Bonfim

Espectadores: 4.820

Árbitro: Paulo Parati



Vit. Setúbal: Eduardo, Janício, Robson, Auri e Adalto, Sandro, Elias e Ricardo Chaves, Paulinho, Matheus e Pitbull.

Treinador: Carlos Carvalhal. Jogaram ainda: Edinho, Bruno Gama e Filipe Gonçalves.



Benfica: Quim, Luís Filipe, Luisão, David Luiz e Nelson, Petit, Katsouranis, Maxi Pereira, Cristian Rodriguez e Rui Costa, Cardozo.

Treinador: José António Camacho. Jogaram ainda: Di María, Edcarlos e Mantorras.



Mau de mais para ser verdade. Mais uma exibição sofrível, assim como sofrível foi o resultado e sofrível é a atitude de uma equipa, que até tem colegas que quase chegam a vias de facto em pleno relvado!



Não consigo perceber porque é que sem ter garantido alguem para a posição de defesa esquerdo, se deixa sair o Miguelito, que por inferior que seja ao Léo, pelo menos é um jogador que é defesa esquerdo de raiz. Mas isso já são contas de outro rosario.

O Benfica actuou a um nível um pouco acíma do medíocre, embora tenha dominado por alguns instantes no primeiro tempo, mas sem nunca se poder dizer que o golo esteve perto, embora tenham havido alguns remates perigosos. O golo, esse acabou por acontecer na baliza de Quim aos quatro minutos, mas foi invalidado, e bem, por fora de jogo de Matheus.

Um jogo completamente desinteressante, acabou por ganhar algum interesse, quando aos 69 minutos, Luisão e Katsouranis pegam-se dentro do terreno de jogo, por causa de um mau passe do grego. Este é mais um episódio demonstrativo da intranquilidade que se vive dentro do balneareo encarnado. David Luiz tentou serenar os animos e Camacho reagiu, retirando os dois jogadores e fazendo entrar Edcarlos e Mantorras. Em boa hora, pois com apenas 3 minutos em campo, o angolano ganhou, algo que Cardozo não consegue fazer, apesar de ter custado 9 milhões de euros, a bola ao defesa sadino que o marcava e atirou a contar, faltavam cerca de 20 minutos para o fim do jogo. Com esta alteração o Benfica passou a jogar em 4x4x2, mas de pouco adiantou pois não mais chegou a rematar á baliza de Eduardo. O Vitória, por seu turno não desistiu e Pitbull, que fez mais um bom jogo, pôs a cabeça em água á defesa encarnada e podería ter dado o golo a Edinho pouco depois, não fosse o desvio providencial de Edcarlos, que Paraty transformou em pontapé de baliza. Pouco depois os mesmos intervenientes, mas com final diferente, com o brasileiro a fazer o centro e Edinho a aparecer na cara de Quim, livre de marcação, a fazer o empate, quando faltavam dois minutos para os noventa. Depois foi o coração a mandar no futebol do Benfica, que tentou jogar directo na espontaniedade de Mantorras, ou na altura de Cardozo, mas sem resultados practicos, apenas um ligeiro susto para a baliza sadina já nos descontos, após um canto, mas bem resolvido pela defesa.

Em suma, mais um jogo de nível muito baixo para uma equipa que tem os seus jogadores e dirigentes constantemente nos jornais a dizerem que vão fazer isto e aquilo, sem, no entanto, nada fazerem. Parabens ao Vit. de Setúbal, que está a fazer um excelente campeonato e mereceu o empate por inteiro.

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Estrela Tricolor Vs Vitória Sadino



Estádio José Gomes, na Reboleira
Assistência: 1100 espectadores
Árbitro: Vasco Santos (A.F. Porto)

ESTRELA AMADORA:Nélson; Rui Duarte, Wagnão, Maurício e Hélder Cabral; Fernando, Tiago Gomes e Mateus; Ndiaye (Hugo Carreira90’), Luís Aguiar (Pedro Pereira54’) e Nuno Viveiros (Anselmo54’).
Suplentes: Pedro Alves, Moreno, Daniel, Marco Paulo.
Treinador: Daúto Faquirá


V. SETÚBAL:Eduardo; Janício, Robson, Auri e Adalto; Elias, Sandro (Filipe74’) e Ricardo Chaves; Leandro (Edinho46’), Pitbull e Matheus (Bruno Gama79’).
Suplentes: Milojevic, Jorginho, Bruno Ribeiro, Leo Macaé.
Treinador: Carlos Carvalhal

Ao intervalo: 0-0
Marcadores: Edinho (56m)
Disciplina: cartão amarelo a Wagnão (34m), Luis Aguiar (37m).

Visão Tricolor por Estrela

Tivemos azar... com o árbitro, mas não da maneira que pensam, leiam lá para baixo.

Mais uma vez Dauto arrisca uma entrada má na partida com a inclusão de duas pedras de cariz muito fraco, Luis Aguiar e Nuno Viveiros. Jogar sem ponta lança e colocar o portista nessa posição serviu apenas para descansar a defensiva setubalense.

O jogo começou assim por pertencer ao V. Setúbal, com o Estrela a só equilibrar para o final da primeira parte. A segunda começou com o mesmo 11, tricolor e Carvalhal aproveitou para envergonhar Dauto, sendo ele o primeiro homem a fazer uma substituição e colocando um ponta-lança para tentar ganhar a partida. Dito e feito, Edinho entrou e marcou, numa falha incrivel da defesa tricolor.

Depois disso e até ao fim só deu Estrela, até porque as duas nódoas sairam e entrou um ponta lança (Anselmo) e Pedro Pereira (extremo). Pode-se dizer que com as pessoas certas nos lugares certos levou a outra equipa ás cordas, como há muito não sevia, tanto que o próprio técnico do Estrela disse ser o melhor jogo que a equipa realizou esta época.

Tal pressão deu frutos com um golo de Anselmo aos 80 minutos, muitissimo mal anulado (ESTA ÉPOCA JÁ É O QUINTO E TODOS COM INFLUÊNCIA PONTUAL, NUNCA NOS ANULARAM UM GOLO EM QUE TIVESSEMOS GANHO O JOGO) e já depois de incontáveis perdidas, do ataque estrelista, com a bola a não entrar sabe-se lá como... há dias assim.

Quanto à arbitragem espero que não volte mais a apitar o Estrela e nem sequer é por ter anulado o golo, porque já é habito anularem-nos golos e é sempre um lance “chato” de ajuizar, mas sim pelas deficiências técnicas e disciplinares que apresentou. Apitou a tudo e mais alguma coisa, traduzindo-se em 38 faltas!!!, a maioria sem nexo. E quase sempre a beneficiar o infractor uma vez que a posse de bola continuava e bem da outra equipa, ora o Vitória ora o Estrela.
Segundo as regras quando um jogador finta outro, já vai disparado em corrida e é agarrado, a sanção disciplinar para além da falta exige que seja mostrado um cartão amarelo, só que ontem vários jogadores do V. Setúbal fizeram isso ( só Edinho fez isso três vezes, e atenção que este jogador só jogou 40 minutos) e nem um único cartão amarelo foi mostrado... extraordinário.


Visão Sadina por MIX

Noite fria na Reboleira, com poucos adeptos no estádio onde até à data só o Sporting conseguiu vencer. O Vitória entrou muito bem, teve várias hipóteses de golo, mas a pontaria ainda não estava afinada. O Estrela foi reagindo, tendo a certa altura alguma supremacia, mas também não acertavam sequer com a baliza. Uma primeira parte bem disputada, com alguns lances de perigo, mas longe de ser um jogo espectacular. Foi uma parte repartida, primeiro os visitantes, depois os visitados, dominando então o equilíbrio entre ambas as formações. Daí também se ajustar o empate, que só podia ser a 0 golos.
Iniciou-se a segunda parte, e os adeptos do Estrela esperavam por alguma mudança, mas não foi na sua equipa. Carvalhal tirou Leandro e pôs Edinho. A decisão mais sensata do mister vitoriano. O Vitória carregou, ameaçou, desperdiçou algumas oportunidades, mas ao som dos adeptos que viajaram desde Setúbal para apoiar a equipa, Edinho marcou o golo que decidiu a partida. Daí, Carvalhal parece ter visto muitos jogos da Serie A porque pôs a sua equipa a defender o resultado,..... cedo demais! O Estrela reagiu, empurrou os sadinos, tiveram várias oportunidades desperdiçadas e ao minuto 79, marcou o golo de empate. Anulado! E tenho que admitir que foi mal anulado. Péssima actuação deste árbitro que influenciou directamente o resultado. Mas já fomos tantas vezes prejudicados, que também foi agora a nossa vez de beneficiar-mos das decisões incorrectas dos juizes.

Melhor em Campo:
O cão mais raçudo da Liga Bwin: Pitbull. Estava em todo lado, assistiu os seus colegas após brilhantes jogadas, rematou tentando marcar, pautou o ritmo, e só se foi abaixo já mais para o fim porque não sabe jogar a defender.


Continuamos em grande. Agora já estamos em quarto! Parece-me adequado traçar outros objectivos. Já não podemos só pensar na manutenção. Temos obrigatóriamente ficar nos primeiros 8. Veremos se ao decorrer da temporada podemos sonhar com voos mais altos...

segunda-feira, dezembro 10, 2007

A festa continua

No campo João Gualberto Borges Arruda, na Lagoa, Açores
Assistência: 700 espectadores
Árbitro:
Paulo Paraty (A.F. Porto)


Operário: Serrão; Luís Soares, João Cardoso, Hugo Grilo, Bruno Melo, Alex Garcia (Bruno Carvalho, 86), Hector Giraudo, Cláudio Abreu, Lucas, Ricardo Santos (Márcio Madeira, 54) e Jorginho (Tiago Caeiro, 81)

Suplentes: Gustavo, Jorge Rodrigues, Fábio Pires.

V. Setúbal: Eduardo, Robson, Sandro, Bruno Gama (Leandro, 78), Elias, Filipe, Adalto, Janício, Auri, Pitbull (Bruno Ribeiro, 85) e Matheus (Edinho, 46).

Suplentes: Milojevic, Jorginho, Leo Macaé e Kim

Ao intervalo: 0-0
Marcador: Edinho (79’)


Um golo de Edinho colocou o Vitória de Setúbal na quinta eliminatória da Taça de Portugal de futebol, graças a um triunfo por 1-0 no "difícil" campo sintético do Operário, dos Açores.

A equipa açoriana entrou melhor no jogo da quarta ronda e aproveitou-se do facto do Vitória não estar habituado ao piso sintético do campo João Gualberto Borges Arruda, na Lagoa, para criar várias oportunidades de golo, que Eduardo conseguiu anular com mais ou menos dificuldade.

Na primeira parte com claro domínio da equipa da casa, a formação de Francisco Agatão podia ter inaugurado o marcador por várias vezes, caso de Lucas e Ricardo Santos, mas que, no último remate, permitiram que Eduardo brilhasse entre os postes.

Aos poucos, o Vitória, vencedor da Taça em 2005 e finalista em 2006, foi subindo mais no terreno, mas continuava a sentir muitas dificuldades para entrar na área adversária, uma contrariedade que tentou ultrapassar com remates de meia distância, porém, sem a direcção certa.

Na segunda parte, a equipa continental entrou no jogo com outro ritmo, trocando melhor a bola e empurrando o Operário para o seu meio-campo, o que retirou aos açorianos a capacidade ofensiva demonstrada nos primeiros 45 minutos.


A supremacia da equipa do Setúbal foi materializada aos 79 minutos, quando Edinho, na sequência de um canto apontado por Cláudio Pitbull, cabeceou com força e colocado para o único golo do encontro.

Até final do jogo, o Setúbal tentou controlar os acontecimentos, enquanto que o Operário partiu para o ataque, mas sempre com mais coração do que cabeça.


Continuamos à espera de momentos como este:


segunda-feira, novembro 26, 2007

Porto lento usa Via Verde


Estádio do Dragão, no Porto

Assistência: 37.309 espectadores
Árbitro: Carlos Xistra (A.F. Castelo Branco)


F.C. PORTO: Helton; Bosingwa, Pedro Emanuel , Bruno Alves e Cech; Lucho, Paulo Assunção e Raul Meireles; Tarik, Lisandro e Quaresma


Substituições: Tarik por Mariano (64m), Raul Meireles por Farías (86m) e Paulo Assunção por Kazmierczak (86m)


Não utilizados: Nuno, Fucile, João Paulo e Hélder Postiga


Treinador: Jesualdo Ferreira

V. SETÚBAL: Eduardo; Janício, Robson, Auri e Adalto; Elias, Sandro «cap» e Ricardo Chaves; Matheus, Cláudio Pitbull e Paulinho


Substituições: Paulinho por Edinho (46m), Matheus por Bruno Gama (63m) e Elias por Filipe Gonçalves (80m)


Não utilizados: Marco Tábuas, Hugo, Bruno Ribeiro e Jorginho


Treinador: Carlos Carvalhal

Ao intervalo: 1-0

Disciplina: cartão amarelo a Cláudio Pitbull (2m), Bosingwa (11m), Paulo Assunção (36m), Janício (57m), Adalto (70m), Pedro Emanuel (79m) e Raul Meireles (85m)

Golos:
1-0 aos 6 minutos Lisandro
2-0 aos 86 minutos Ricardo Quaresma

O Porto vinha de dois empates, e recebia em seu estádio um Vitória que ainda não sabia o que era perder. Não havia nada a perder por parte dos sadinos, mas talvez fossem influenciados pelas suas camisolas. A cor verde, demonstrou o espirito do Setúbal em toda a partida: Via Verde. Sendo assim, o Porto lá arrancou, e sem se esforçar muito, aproveitando a genialidade de Lucho e a eficácia de Lisandro, adiantou-se no marcador. Erro após erro no meio-campo dos sadinos, Robson foi à procura dos erros para os tapar, e Lisandro ficou completamente sozinho. Assim não é difícil. Não houve reacção, nem do Vitória nem do Porto. O jogo decorreu a velocidade cruzeiro com os dragões a trocarem as bolas ao seu bel-prazer até chegar ao intervalo.

Esperava-se outra atitude dos verdinhos, mas estão de facto mesmo verdes ainda. Não conseguiram aproveitar-se da lentidão portista, perdiam-se nos contra-ataques, e acertar na baliza era mentira. O C Porto lá foi fazendo o seu jogo com Quaresma a deliciar os adeptos com jogadas, fintas e toques espectaculares. E após todas s criticas, lá puxou da cartola o golo que daria a tranquilidade. Grande golo sem hipótese de defesa para Eduardo. Final do jogo, 2-0, e que me lembre, o Vitória não fez um remate digno de registo. Não me levantei sequer uma vez do sofá a seguir a bola com os meus olhos para ver se Helton a defendia. Nem uma! Jogo miserável da parte dos golfinhos. E só não fomos goleados porque os tripeiros também não aceleraram.

Melhor em Campo:

Raul Meireles. Era o homem por qual a bola tinha que obrigatoriamente passar em todos os ataques. Demonstrou garra e agressividade de se tirar o chapéu. Se alguém se empenhou mais que o normal, só ele.

Arbitragem:
Grande penalidade por assinalar a favor do FC Porto. Muitos amarelos. Enfim, foi tão competente como o Vitória: mal.

quinta-feira, novembro 15, 2007

Estrelas Atacantes dos "Pequenos": Matheus (Vitória Setubal)


11º Capítulo: Matheus (Vitória Setubal)
Idade: 24 anos
Posição: Ala esquerdo
Naturalidade: Ribeirópolis (Brasil)
Altura: 1, 75m
Peso: 68 kg
Internacionalizações: nenhuma
Estreia na 1ª Liga: Sp. Braga 1 - 1 Est. Amadora (12-02-2006)
Treinador que o lançou na 1ª Liga: Jesualdo Ferreira
Títulos: não tem.

Este jogador já passou por muito. Já esteve lá no alto e lá em baixo. Um homem que toca os extremos, pois essa é a sua posição. Um atleta por qual poucos davam alguma coisa…Carvalhal deu, e não foi só a ele.
Falo de Matheus, a principal estrela da equipa sensação do Vitória, e um dos vários dispensados do Sp. Braga, e um dos vários jogadores emprestados ao Setúbal. Este extremo tem feito uma época fantástica, com golos e assistências de surpreender tudo e todos. Uma velocidade estonteante, dotado de uma enorme técnica que faz com que tenha uma capacidade para cruzar bastante perigosa, Matheus é uma da maiores estrelas do nosso futebol, na actualidade.

Mas tudo começa em Ribeirópolis, terra do extremo brasileiro. O clube designava-se Itabaiana, e foi onde cresceu e despontou para o futebol. Pertencente ao estado do Sérgipe, foi precisamente neste campeonato estadual que Matheus se destacou em 2005, marcando 10 golos nessa competição. Foram vários os clubes interessados, apesar de quase todos serem de divisões inferiores nos seus respectivos campeonatos. Soube-se da proposta do Vasco da Gama, mas surpreendentemente Matheus escolheu o Marco de Canavezes.

Em Portugal, a sua adaptação não podia ser mais rápida. Em meia época (05/06) marcou 6 golos em 14 partidas. Um início fantástico de carreira na Europa, que fez despertar a atenção dos clubes da I Liga. Um deles foi o Sp. Braga, treinado por Jesualdo Ferreira, e logo no mercado de inverno deu um salto gigante na carreira. Mas aqui começaram os problemas: Além de lesões sucessivas, Matheus nunca teve lugar no onze do Braga. Apenas realizou 4 partidas, sem qualquer destaque, sendo certo a sua dispensa no final da época.

No inicio da temporada seguinte, quando Matheus era dado como certo em clubes de baixo gabarito, Carlos Carvalhal decide apostar no brasileiro. Apesar de ter realizado poucas partidas, até ao mercado de inverno, o treinador foi o único apostar no talento do atleta, que teimava em não conseguir-se adaptar ao nível de um clube como o Sp. Braga, que tinha como objectivos a Europa.
Foi emprestado ao Beira-Mar a meio da época, um clube que tinha mudado nesse mesmo mercado quase toda a equipa, contratando 17 jogadores só em Janeiro. Um deles foi Matheus, mas apesar de ter realizado 14 partidas, não conseguiu singrar talvez devido à estabilidade vivida em Aveiro. No final da época, a equipa desceu de divisão.

Em 2007/2008, o Braga era um destino improvável. A equipa comunicou logo que não contava com o jovem brasileiro, que este iria ser cedido novamente. Mas desta vez, quem o iria contra era Carvalhal. O destino Vit. Setúbal prometia uma época complicada: os constantes e famosos problemas financeiros, e uma época sem jogadores de “nome” e bastante inexperiente. Além disso, não foi apenas Matheus que foi de Braga para Setúbal: Edinho, Chaves, Bruno Gama, Eduardo e Filipe também acabaram na equipa do Sado, para bom agrado Vitoriano.
A época não poderia ser melhor. Uma equipa com um futebol fantástico, com jogadores a relançarem carreiras (Pitbull, Chaves, Elias) e outros a surgirem de repente (Edinho, Eduardo ou Paulinho), e até agora sem qualquer derrota. Matheus é estrela principal, o jogador que mais depressa se mostrou, como em Marco. Já marcou 5 golos em 9 encontros, além de algumas assistências e muitas jogadas fantásticas, que deliciaram adeptos vitorianos.

Matheus é assim um dos bons talentos em Portugal, mas será que é para durar? Até onde pode ir este grande talento? Só o futuro dirá, e talvez só Matheus mesmo saberá…

segunda-feira, novembro 12, 2007

Quem é que não fez o TPC?



Estádio do Bonfim, em Setúbal
Assistência: 4000 espectadores
Árbitro: Artur Soares Dias (A.F.Porto)

V. SETÚBAL: Eduardo; Janício, Robson, Auri e Adalto; Sandro, Elias e Ricardo Chaves (Bruno Ribeiro 85’); Pitbull, Matheus (Edinho 75’) e Leandro (Bruno Gama 46’)
Suplentes: Marco Tábuas, Hugo, Paulinho e Kim.
Treinador: Carlos Carvalhal

ACADÉMICA: Pedro Roma; Nuno Piloto, Orlando, Kaká e Pedro Costa; Pavlovic, Cris (Hélder Barbosa 46’) e N'Doye; Lito, Miguel Pedro (Gyano 75’) e Joeano (Fofana 46’).
Suplentes:Ricardo, Paulo Sérgio, Litos, e Tiero.
Treinador: Domingos Paciência

Disciplina: Cartão Amarelo a Orlando (36’), N’Doye (61’), Bruno Gama (80’), Fofana (82’). Cartão Vermelho por acumulação de amarelos Orlando (60’).

Golos:
1-0 Matheus (18’)
2-0 Elias (19’)
2-1 N’Doye (57’)
3-1 Cláudio Pitbull (62’ penalty)

O Vitória recebe a Académica num estádio com mais adeptos do que o habitual. Lentamente as assistências no Bonfim vão crescendo. Inicio de jogo, e quem diria, a Briosa a querer jogar à bola de igual para igual, querendo até rematar à baliza de Eduardo. E talvez aí fosse o erro. A falta de respeito de Domingos Paciência pelo Setúbal, por querer vir ao Bonfim impor o seu jogo por jogar demasiadamente aberto e apostando no fora de jogo. É obvio que os setubalenses não iriam deixar isso acontecer e comecaram logo a mostrar quem seriam os donos e senhores em campo. Começamos a dominar, e usamos precisamente a arma da Académica: o fora de jogo. Dois passes fabulosos de Ricardo Chaves, no limite do fora de jogo, a oferecer os golos primeiro a Matheus, e depois a Elias. Em dois minutos dois golos. O resto da primeira parte foi um passeio. Os estudantes sem saber o que fazer, o Vitória sem saber de que maneiras poder marcar. Chega-se ao intervalo num resultado justo.

Na segunda parte ssistiu-se a algumas alterações que foram baralhando o jogo, e a académica consegue reduzir o marcador. Mas por pouco tempo. Dois minutos depois a expulsão infantil de Orlando e de seguida um penalty ingenuo, a oferecer o jogo aos sadinos que por Pitbull arrumam com o jogo. O Vitória foi sempre mais rápido, com uma frente de ataque muito móvel e rápida, sustentada pela dupla de Pitbull e R. Chaves no meio campo, tendo o apoio dos laterias Adalto e Janicio. Esquema montado, reproduzido em campo, festival dado. Só Vitória de Setúbal e Arsenal são invictos até ao momento em toda a Europa de Futebol. Alguém que me diga quem é a equipa que nesta altura do campeonato pratica melhor futebol do que o Vitória! Sejam sinceros!



Melhor em Campo:

Ricardo Chaves
. Que classe! E mais não digo, porque não é necessário!!!



Árbitro:

Houve alguns lances, mas nada de especial para interferir no resultado. Penso que esteve bem.

Já estamos em 4º!!!!

segunda-feira, novembro 05, 2007

Panteras vs Sadinos em GRANDE jogatana

Árbitro: Pedro Proença (A.F.Lisboa)
Estádio do Bessa XXI, no Porto.
Assistência: 2500 espectadores


Boavista: Carlos; Gilberto (Zé Kalanga, 66min), Ricardo Silva, Marcelão, Bruno Pinheiro, Fleurival, Diakité, Jorge Ribeiro, Grzelak, Mateus e Bangoura.

Suplentes: Peter Jehle, Olufemi, Fary, Laionel, Zé Kalanga, Edgar e Gajic.


Vitória Futebol Clube: Eduardo; Janício, Robson, Auri, Adalto, Elias, Sandro, Ricardo Chaves (Filipe Gonçalves, 86min), Cláudio Pitbull, Bruno Gama (Edinho, 45min) e Matheus (Paulinho, 73min).

Suplentes: Marco Tábuas, Hugo, Edinho, Filipe Gonçalves, Jorginho, Paulinho e Leandro.

Golos:
1-0 aos 20 minutos Fleurival
2-0 aos 24 minutos – Jorge Ribeiro
2-1 aos 45 minutos –Cláudio Pitbull
2-2 aos 56 minutos –Auri
2-3 aos 60 minutos - Edinho
3-3 aos 70 minutos – Marcelão

Acção disciplinar: cartões amarelos para Gilberto (65’), Edinho (74’), Ricardo Silva (79’) e Diakité (90’)

Jogo da Premier League? Não! La Liga? Também não! Bundesliga? Nada diso! Então mas em que liga houve esse jogo espectacular? Na Bwin em Portugal. Ah, então foi um Benfica-Sporting? Nem pensar! Boavista-Vitória de Setúbal!!!
Pois é, mas que grande jogatana a que se assistiu....ou então não. Porque o jogo não teve transmissão televisiva. Quando é que será que a Sportv entende que se quer transmitir futebol de classe, ofensivo, lutador e espectacular, terá que optar pelo Vitória? Já nos tem surpreendido tantas vezes esta temporada... Sendo assim ouvi o relato pela rádio e depois de ouvir que o resultado já estava 2-0 para as panteras, pensei em desligar. Inda bem que não o fiz!

O Boavista entrou melhor, e tinha de ter um bom resultado nesta jornada! Já está com a corda à garganta. Aos 24 minutos e jogo já venciam por 2-0. Mas os sadinos não desistiram!!! Não tínhamos nada a perder, portanto para cima deles. Pressionamos, rematamos, jogamos bom futebol, até que num momento mágico, Pitbull executa em perfeição um livre que só parou nas redes. Intervalo. Ninguém sabia o que se passaria na segunda parte.
O Vitória entrou na segunda parte muito bem, encostou a equipa da casa e apareceu o que seria obvio: o golo do empate. De que maneira? Livreà Camacho? Não. Livre à Carvalhal: Pitbull marca um livre sobre a meia esquerda para a área, Edinho dá de cabeça para o segundo poste onde aparece Auri a rematar para dentro da baliza sem deixar a bola cair no chão!!
O Boavista instável, sem saber para onde se virar deixou os visitantes jogar ao seu bel-prazer. 4 minutos depois do empate, uma cópia do segundo golo, mas ainda mais espectacular: O livre desta feita foi marcado pela direita, é Auri que assiste Edinho, e este de forma exemplar marca com um pontapé bicicleta. Vale a pena rever nos golos da jornada!
Já aos 69 minutos, Ricardo Silva marca um livre, e com toda a sorte do mundo a bola bate sem querer em Marcelão e atraiçoa Eduardo...
Boavista e V. Setúbal empataram 3-3, num jogo que teve bons momentos de futebol, incerteza no resultado, golos em momentos surpreendentes e constantes mudanças de direcção. Valeu a pena.
Melhor em Campo:

Um golo de livre directo e duas assistências (para Auri e Edinho) para a remontada sadina. Cláudio Pitbull soma grandes exibições atrás de grandes exibições e é, a par de Matheus, o destaque da equipa neste início surpreendente de Liga. Destaque também para Sandro que teve muito bem no meio-campo vitoriano, fazendo lembrar as exibições que lhe valeram a transferência para o Porto.

Arbitragem:
Então mas aquilo foi um passe do Robson para o Eduardo??? Deu livre indirecto e consequente golo do Jorge Ribeiro.... E o Eduardo não sabe que joga em Portugal e que essas bolas ele não pode agarrar??? Sempre a mesma conversa....

Vίtóriα contigo eternamente
O teu futebol mágico e puro

no passado e no presente

ainda será melhor no futuro!

quinta-feira, novembro 01, 2007

Mais uma VITÓRIA



Carlsberg Cup - 2.ª mão da 4.ª eliminatória
Estádio do Bonfim, em Setúbal
Assistência: 10373 espectadores
Árbitro: Paulo Costa (AF Porto)


V. SETÚBAL: Eduardo; Janício, Robson, Auri e Adalto; Sandro, Ricardo Chaves e Elias; Paulinho, Cláudio Pitbull e Matheus.

Suplentes: Marco Tábuas, Hugo, Jorginho, Filipe, Bruno Gama, Leandro e Edinho

Treinador: Carlos Carvalhal


BENFICA: Butt; Luís Filipe, Zoro, Luisão e Miguelito; Edcarlos; Binya, Di María e Rodríguez; Bergessio e Adu

Suplentes: Bruno Costa, Andrés Díaz, Fábio Coentrão, Nuno Assis, Maxi Pereira, Mantorras e Yu Dabao

Treinador: José Antonio Camacho.


Disciplina: Cartão Amarelo a Bergessio (20'), Robson (37'), Adalto (38'), Edcarlos (42'), Ricardo Chaves (45'), Butt (62'), Pitbull (64'), Fábio Coentrão (74').

Cá vamos nós:

Ao contrário do que muitos pensavam. O jogo lá começou à hora oficial, como quem diz às 20:45h. Muitos perderam o inicio do jogo estando ainda nas imediações do Estádio ou no Jardim do Bonfim, sabe-se lá a fazer o quê, e não assistiram aos primeiros 20 minutos do jogo em que o Vitória fez um pressing enorme ao Benfica. Se o Vitória aos 20 minutos já estivesse a vencer por 2, 3 a zero, não seria estar a exagerar. Mas como os sadinos também são seres humanos, e não aguentaram o ritmo........
O Benfica lá tentou reagir com uns contra-ataques sem veneno, sem fio de jogo, sem cabeça, sem talento para o fazer. Já nos descontos grande penalidade. Não vou dizer que não foi penalty, mas esperei que na segunda parte o arbitro mostra-se o mesmo critério caso fosse ao contrário. Resultado injusto ao intervalo, pelo que as equipas fizeram. Ou melhor, pelo que o Vitória fez, e o Benfica não fez.

Segunda parte, e o mesmo filme: Os sadinos a carregar, o Benfica a fazer tempo. O benfica lá tentava atacar mas cada vez que a bola chegava ao Edcarlos....mais um ataque do Vitória. A jogar com alma, coração e vontade de dar uma alegria aos muitos espectadores que entretanto entaram no Bonfim, os sadinos lá chegarm ao empate por Matheus, depois de muitas defesas boas do Butt. O Benfica para mim abdicou de querer ganhar. Já estavam em campo por estar, à espera dos penalties. Carlos Carvalhal pôs Edinho e Bruno Gama, e o mais óbvio aconteceu: Golo do Vitória! Mais que merecido.


Melhor em Campo:

Claudio Pitbull! Correu quilometros. Fantástico! Esteve em praticamente todas as operações atacantes. Não marcou nehum golo mas deu tudo para que os colegas o fizessem.


Árbitro:

Pois, bem estive à espera para ver como ele reagiria caso fosse ao contrário (no penalty do Benfica). Dualidade de critérios, porque quem é que não viu a agressão do Luis Filipe?

Destaques:

O Vitória é a única equipa portuguesa que ainda não perdeu!!! Venha quem vier, morre....

domingo, outubro 28, 2007

Alê Vitória Alê



Estádio do Bonfim, em Setúbal

Assistência: 4000 espectadores

Árbitro: Hugo Miguel (A.F. Lisboa)


V. SETÚBAL: Eduardo; Janício, Robson, Auri e Adalto; Sandro, Elias e Ricardo Chaves (Filipe 84’); Paulinho (Edinho 64’), Leandro (Bruno Gama 54’) e Cláudio Pitbull

Suplentes: Milojevic, Hugo, Jorginho e Macaé.

Treinador: Carlos Carvalhal

PAÇOS DE FERREIRA:Peçanha; Mangualde (Pedrinha 72’), Tiago Valente, Luiz Carlos e Chico Silva; Filipe Anunciação (Fernando Pilar 51’), Dedé e Edson Di (Furtado 51’); Wesley, Edson e Ricardinho

Suplentes: Coelho, Rovérsio, Renato Queirós e Ferreira.

Treinador: José Mota

Disciplina: Cartão Amarelo: Tiago Valente (17’), Pitbull (52’), Robson (60’), Ricardinho (64’), Edson (65’), Sandro (72’), Chico Silva (76’), Furtado (81’) e Auri (88’).

Golos: 1-0 Auri (26’)
1-1 Luiz Carlos (62’) gp.
2-1 Edinho (67’)
3-1 Bruno Gama (79’)


E vão 11 jogos sem perder. Recebemos o Paços de Ferreira e vencemos por 3-1. Os sadinos mantêm a invencibilidade nos jogos oficiais. A turma de Carlos Carvalhal nem precisou de jogar muito bem, bastou saber aproveitar as oportunidades. Com alguns pontapés mal dados, lá começou a partida, e a verdade seja dita, a primeira parte não foi muito bem jogada. Mas desde o primeiro minuto que se conseguiu ver quem era a equipa com mais argumentos, ou vontade de vencer. O Vitória! Mais cedo ou mais tarde teria que aparecer o golo, o que aconteceu aos 26 minutos, com Auri a “responder sim” ,de cabeça, ao canto marcado por Paulinho. Os pacences tentaram reagir, mas sem objectividade. Tudo ao molho, e fé em Deus.... Não resultou, eos vitorianos pegaram de novo no jogo. Ao fim da primeira parte, o primeiro caso do jogo....

Começou a segunda parte, e o Paços voltou de cara lavada. Mais pressão, mais velocidade e mais eficiência no ataque. Parecia não haver resposta sadina, o visitante acabou mesmo por marcar o golo do empate de grande penalidade. O Vitória não conseguiu pegar no jogo, até Carlos Carvalhal fazer mudanças na equipa. Juntou Edinho ao recém entrado Bruno Gama, e juntos mudaram a corrente do jogo. Chegaram ao golo da vantagem, mas o melhor momento do jogo ainda estava para vir. Aos 79 minutos, Ricardo Chaves Passa para Bruno Gama, esse enche o pé....e é um golaço!!!

Jogo termina, e o resultado é justo. Os sadinos foram no conjunto dos 90 minutos melhores, com mais vontade e querer. Mais uma vitória. Não sabemos o que é perder....


Melhor em Campo:

Claudio Pitbull! Foi o melhor elemento em campo, pelo que jogou e fez jogar. Mesmo vindo de uma lesão mostrou estar a um bom nível e tentou o golo sempre que pôde, testando as capacidades de Peçanha. Tanto tentou que o segundo golo surgiu de uma defesa incompleta de um remate seu, que Edinho aproveitou bem. Fez uma boa exibição e merecia ter comemorado um golo no Bonfim. Um verdadeiro Pitbull....

Árbitro:

Não faço a minima quem é este senhor. Parece-me que foi a primeira vez que eu o vi a apitar....e aos 45 minutos deixou passar uma clara falta a Auri aos 45 minutos. Penalty por assinalar....

domingo, outubro 21, 2007

Perto do Milagre

Estádio: da Luz
Assistência: 18000 espectadores
Árbitro: Jorge Sousa (A.F. Lisboa)

Sport Lisboa e Benfica:

Quim; Luis Filipe, Luisão, Zoro, Miguelito; Katsouranis, Binya, Nuno Assis; Di Maria (Adu 73’), Fabio Coentrão (Yu Dabao 46’), Bergessio (Mantorras 73’).

Suplentes não utilizados: Bruno Costa, Andrés Diaz, Romeu Ribeiro e Miguel Vitor.

Disciplina: Cartão Amarelo a Miguelito (41’), Luis Filipe (66’), Zoro (84’) e Katsouranis (90’).

Vitória de Setúbal:

Eduardo; Janício, Auri (Hugo 46’), Robson, Adalto; Elias, Sandro, Ricardo Chaves; Paulinho(Edinho 73’), Leandro, Matheus(Bruno Gama 57’).

Suplentes não utilizados: Milojevic, Filipe, Jorginho e Bruno Ribeiro..

Disciplina: Cartão Amarelo a Janicio (63’) e Elias (72’).

Águia controlada em casa

Começou o jogo, e ninguém tomou a iniciativa. Muitas cautelas de parte a parte. Muitos passes errados, a fazer-me lembrar os jogos entre os casados e solteiros...Mas de repente, o Vitória a tentar assumir a despesa do jogo, conquistando até vários cantos. Aos 12 minutos falha na defesa benfiquista e o inevitável Matheus não falhou! O jogo continuou, a ritmo de cruzeiro, algumas tentativas das equipas a acertarem nas balizas, mas...em vão. Os remates do Benfica iam parar à 2ª circular, excepto aquele remate do Katso aos 30 minutos, repito: aos 30 minutos a primeira grande oportunidade de golo a sério, à qual Eduardo correspondeu de forma magnifica. Devagar, devagarinho chegou-se ao intervalo com o resultado que não podia ser outro: 0-1 para a equipa que mais correu.

Na segunda parte entrou Yu Dabao, juntando-se ao Bergessio, o Benfica jogando assim com dois avançados. Maior ataque? Nem por isso. Os jogadores do SLB viram os jogos do mundial do Raguebi, imitando os seus remates. Todos muito por cima. Acredito que houve dois momentos chave na segunda parte. Primeiro, aos 59 minutos o Ricardo Chaves poderia ter arrumado o jogo quando por centimetros falhou a baliza naquele cabeceamento. Segundo, mais uma vez Freddy Adu a saltar do banco e juntou-se ao Nuno Assis (incansável) podendo assim atacar de forma mais fluente. Os sadinos tiveram de se encostar, não tendo resposta ao sector ofensivo benfiquista. Infelizmente, e penso eu de forma injusta. O Benfica empatou mais uma vez nos descontos.

Melhor em Campo:

Foi fulcral não só em alguns lances, mas deu sempre toda a segurança a equipa para se poder concentrar à vontade nos contra-ataques venenosos: Eduardo!!

Arbitragem:

Penso que passou de forma discreta. Só há aquele lance aos 12 minutos no golo vitoriano. Já vi várias repetições e não consigo tecer uma opinião com alguma certeza, por isso também não vou condenar o árbitro que não teve direito a repetições sequer e teve de agir logo. Até acho que foi o Luisão a tocar a bola, portanto...sinceramente não sei.

Um jogo que acabou com um empate a uma bola. Haverá mais noventa minutos. Estou curioso para ver se o Camacho tem coragem de vir ao Bonfim com a mesma equipa que utilizou neste jogo. Se o fizer, não tenho duvidas: O vitória seguirá em frente!

segunda-feira, outubro 08, 2007

Leões Das Ilhas Vs Sardinhas Enlatadas


Estádio: Regional dos Barreiros
Jogo: C.S. Marítimo Vs. Vitória F.C
Publico: 9200 pessoas
Árbitro: Olegário Benquerença

Marítimo: Marcos; Ricardo Esteves, Ediglê, Fernando e Evaldo; Olberdam; Marcinho, Bruno e Fabio Felicio (Márcio Mossoró, 71m); Kanu (Djalma, 71m) e Makukula.

V. Setúbal: Eduardo; Janicio, Auri, Robson e Adalto; Elias; Sandro, Ricardo Chaves e Paulinho (Bruno Gama, 62m); Matheus (Filipe, 90m) e Edinho (Leandro, 80m).

Opinião de um Marítimista

Foi num estádio praticamente cheio e a fazer lembrar os velhos tempos, que o Setúbal entrou no relvado em posição de visitante.
Quando se pensava que íamos assistir a um jogo fluido, de parte a parte, e a um futebol de qualidade, bastaram 5' para entender que o tédio ia assombrar aquela gente toda.
Culpa de quem? Podemos dizer que de todos!


Um Marítimo lento e completamente descaracterizado daquilo que vem sendo habitual, entrou em campo para tentar furar um Setúbal que defendia “A LA GREGA” quero com isto dizer, em 11 jogadores 10 defendiam e um saia ao ataque.
O árbitro deu a sua ajuda ao mau espectáculo. Olegário foi um autêntico tampão de futebol. Estavam decorridos 10' de jogo e já tínhamos assistido a 9 faltas marcadas, uma por minuto, das quais 2 foram reais e uma delas daria posse de bola aos visitantes. O Árbitro tapou literalmente a fluidez futebolística assinalando falta a todos os contactos físicos dentro de campo.

Durante a primeira parte foi o Marítimo a equipa mais ofensiva, não obstante não ter conseguido grandes oportunidades de golo, lá foi tentando bater a defesa Setubalense que marcava homem a homem e com dois para 1. Grande mérito para Carlos Carvalhal que conseguiu de facto fazer com o Marítimo se perdesse em desespero nas tentativas de rasgar a sua dupla barreira defensiva. Por outro lado, mostrou uma ponta de idiotice ao não arriscar as subidas à área Verde-rubra, isto porque no centro da defesa estava a titular o frágil Fernando.
O Intervalo dava o nulo de jogo, futebol, resultado, emoções, golos e oportunidades.

A segunda parte traria mais emoção, comentava-se nas bancadas, mas afinal foi mais do mesmo, a única coisa que mudou em relação à primeira parte foram as substituições de parte a parte. MOSSORÓ e DJALMA, nada trouxeram de novo ao Marítimo, enquanto que do lado dos visitantes BRUNO GAMA entrou determinado a mudar a apatia defensiva dos de Setúbal.
Alguns lances de perigo junto das balizas, dois deles proporcionados por Makukula que podia ter marcado, só não o conseguiu por mérito da defesa setubalense e do Guarda-redes que fez uma defesa impossível a remate da sua autoria.
Do lado Setubalense, 4 lances dignos de comentário. Um remate cruzado de Matheus que passou a centímetros do poste de Marcos, um remate frontal de Edinho (LIVRE DIRECTO) que obrigou Marcos a ter de se aplicar, um cabecamento mal feito mas que causou perigo e, antes de cair o pano, a defesa da Tarde, Marcos com a ponta dos dedos tira o golo do chapéu de Ricardo Chaves.
Foi o fim do jogo...

Melhor jogador do Marítimo:

Olberdam, sem dúvida, o jogador lutou inconformado com a postura dos visitantes, raramente falhou uma intercepção e jogou sempre em prol da equipa, teve um mau momento que proporcionou o lance de maior perigo do Setúbal, mas errar é humano e é por isso que os lápis trazem borrachas na cabeça...

E o pior jogador do Marítimo foi sem dúvida Marcinho, fez um jogo para esquecer, não obstante ter sido ele o jogador que mais lances bonitos fez, na hora da verdade (PASSE) a bola acabava nos pés do adversário infantilmente, alem de que não auxiliou a defesa uma única vez.

Olegário Benquerença e a pandilha de “internacionais” que o acompanhou foram sem margem para dúvidas a pior equipa em campo. Assinalavam falta a tudo o que era contacto físico, tentaram impor uma autoridade ridícula ante os treinadores de ambas equipas, interrompendo o jogo por 2 vezes para chamar à atenção alegadamente aos timoneiros das duas equipas, quando essa é a função do quarto árbitro. Assinalaram um fora de jogo ao Setúbal, durante um lance ofensivo do Marítimo (MOMENTO HILARIANTE DA TARDE) tão ridículo que até os jogadores do Marítimo deram a bola ao Setúbal convencidos que tinha sido falta a meio campo. E, o MOMENTO GATO FEDORENTO DA TARDE, quando Ricardo Esteves corria em direcção da baliza de Eduardo numa tentativa de se desmarcar, o passe de Bruno acertou nas costas do jogador e sobrou para o Lateral do SETÚBAL, tendo o arbitro interrompido o jogo para mostrar amarelo a RICARDO ESTEVES por uma hipotética MÃO.
Um autêntico FREAK SHOW motivado por uma incompetência gritante de Olegário e sua Banda, que acabou por beneficiar quem defendeu (SETUBAL) mas não intencionalmente porque o Setúbal também foi prejudicado em alguns lances, interrupções atrás de interrupções...

O Marítimo foi anulado pelo pendor defensivo do Setúbal que apareceu covardemente recolhido. Uma má opção do técnico Carlos Carvalhal, dizem os que gostam de futebol, boa opção para aqueles que querem pontuar custe o que custar, não obstante o Marítimo ter baixado de forma neste jogo, mostrou que tem maturidade para aguentar a pressão de equipas com o calibre defensivo equilibrado.
Carlos Carvalhal deve ter ido no avião a pensar que se calhar, mais valia ter arriscado desde inicio, porque no fim quando Bruno Gama trouxe futebol aos Sadinos o Setúbal mostrou que se atacar pode ser perigoso.
O empate é mau para os adeptos mas é bom para as contas de ambas as equipas, o jogo acabou por deixar o Marítimo na segunda posição. Vem ai o frágil SLB, vamos lá ver se conseguimos pontuar fora de casa.

Aviso à Navegação:

MAKUKULA, mais uma vez viu um cartão amarelo por uma infantilidade gritante, à primeira afastou a bola do adversário depois do apito do Árbitro, foi avisado, 5' depois faz a mesma coisa e leva amarelo. Este gajo tem um juízo desproporcional ao tamanho físico, só pode, pois é a segunda vez que vê um cartão amarelo por uma estupidez.

Opinião de um Vitoriano

Tarde cinzenta no Funchal; Jogo cinzento; Arbitragem cinzenta. Esperava-se muito deste jogo. Por um lado o Marítimo que ganhou todos os jogos em casa, que tem um frente de ataque com veia goleadora, e do outro lado, os visitantes de Setúbal, invictos até à altura, sendo claramente a surpresa do campeonato até agora.

A tarde cinzenta pareceu contagiar as equipas, que apresentaram um futebol muito apagado, sem ponta de emoção. Tudo começou muito morno, e a primeira parte....primeira parte? Nem sei se jogaram durante os primeiros 45 minutos. Nem uma oportunidade digna de eu poder descrever... O Vitória armou um autentico muro no seu meio campo, e o marítimo não encontrava soluções se não de rematar de longe...remates que foram sempre ao lado. Valeu o facto de eu ouvir o relato na rádio, já que não houve transmissão televisiva. Sempre é mais emocionante. Pelo menos parece...

A segunda parte iniciou como acabou a primeira... Mas aos 56 minutos finalmente o primeiro sinal de perigo. Makukula de cabeça obriga Eduardo a uma excelente defesa. Os adeptos puxavam pela sua equipa, mas o Vitória despertou e tentou reagir, e bem. Duas grandes oportunidades e uma contínua pressão na equipa que segurava o 2º lugar. Até ao fim do jogo uma ou outra oportunidade, mas nada de especial.

17:50h.... e o apito final. Um alivio para os jogadores, adeptos e para aqueles que perderam quase 2 horas a ouvir um relato sem emoção e pior: sem golos. Jogo fraco. Nenhuma equipa mereceu vencer, daí o empate se ajustar. Até porque o resultado (0-0) mostra como foi o jogo.

A arbitragem....enfim, já elogiei, já critiquei e infelizmente terei de criticar de novo. Dualidade de critérios....poucos amarelos mostrados para as faltas cometidas, em especial dos sadinos. Vá lá que não interferiu directamente no resultado. Menos mau.


Patrão da defesa. Serenidade. Voz de comando. Beckenbauer? Não. Auri! Grande jogo deste central que mais uma vez mostrou toda a sua qualidade. Não passou nem uma. Makukula e Kanu lá tentaram várias vezes fintar este pilar, mas sem sucesso.

Apesar de tudo, lá continuamos na nossa caminhada. Ainda ninguém nos derrotou. Vamos somando pontos fora de casa. Parece-me que não será preciso sofrer até ao fim esta época. Penso que alcançar um lugar entre os primeiros 10 é bastante realístico, e quem sabe se não haverá surpresas e consigamos ir até á UEFA.

segunda-feira, outubro 01, 2007

Furacão Sadino


Muita chuva em setúbal, mas o relvado está em boas condições para não prejudicar a qualidade da partida. Com dois esquemas iguais, ambos a jogar em 4x3x3, esperou-se com ansiedade qual a equipa que conseguiria impor-se mais cedo. Eis as equipas:

Árbitro: Carlos Xistra (A.F. Castelo Branco)
Local: Estádio do Bonfim, em Setúbal
Assistência: 3500 espectadores

VITÓRIA FC: Eduardo, Janício, Robson, Auri, Adalto; Elias, Sandro, Ricardo Chaves; Pitbull (Bruno Gama 84), Leandro (Edinho 46) e Matheus (Paulinho 75).
Não utilizados: Marco Tábuas, Filipe, Bruno Ribeiro, e Jorginho.
Treinador: Carlos Carvalhal

U. Leiria: Fernando; Éder, Renato, Éder Gaucho, Patrick (Sougou 64); Faria, Tiago, Alhandra; Paulo César (Tonito 67), Maciel e João Paulo(Jessuí 71).
Não utilizados: Fava, Zongo, Hugo Costa, Marco Soares.
Treinador: Paulo Duarte

Golos: Matheus (61) e Edinho (94).

Cartões amarelos: João Paulo (53), Renato (54), Matheus (57), Fernando (61), Alhandra (70), Adalto (78), Edinho (82) e Auri (87).

Na primeira parte notou-se muito mais vontade do Vitória. Quase sempre em ascendente, tendo tido várias oportunidades, ou por Pitbull nos seus livres, ou por Matheus com remates de longe, ou mesmo de cabeça por Auri. Aliás, foi ele que teve a maior oportunidade de marcar. Sempre que a União conseguia reequilibrar o jogo, não conseguia transformar a posse de bola em remates. Em 45 minutos só um remate à baliza vitoriana. Muito pouco! Ao intervalo o 0-0 manteve-se.


Inicio da segunda parte do jogo, e com.......chuva. Mais uma vez os sadinos a entrarem melhor, com muita pressão e encostar o Leiria às cordas. Sempre que havia espaço para o contra-ataque, os leirienses esperavam “educadamente” até a defesa do vitória estar de novo organizada. Mas aos 61 minutos o merecido prémio. Pitbull cruza, Matheus cabeceia, e é golo. Um golo com gesto técnico bonito, quase a fazer lembrar aquele golo de João Pinto contra a Inglaterra no EURO2000. Depois do golo esperava-se uma reacção, e houve....mas do Vitória. Continuaram a pressionar, deram-se ao luxo de falhar uma grande penalidade (bem assinalada) e só nos descontos, com várias fintas do recém entrado Bruno Gama, Edinho encosta a bola para baliza depois de excelente trabalho do Bruno.

Fim do jogo, vitória justa dos homens da casa. 2-0 sem mácula, talvez só pecando por falta de eficácia. Se houvesse goleada no Bonfim, não seria de admirar. Estamos a continuar a jogar futebol eficiente, ainda não perdemos, portanto uso um pouco de liberdade para sonhar com a Taça UEFA. Por isso: NÃO quero acordar!!

A arbitragem esteve bem. Distribui vários amarelos sem nunca perder o controle. Viu a grande penalidade. Muito bem Sr. Carlos Xistra.

O melhor em campo.....difícil escolha. Poderia ser o Matheus, Elias ou Pitbull. Mas vou escolher o Fernando, Guarda-redes da União de Leiria. Porquê? Simples! Porque apesar dos 2 golos sofridos, salvou a sua equipa duma goleada por fazer inúmeras defesas fantásticas.
Desta vez o Bruno Gama teve mais alguns minutos para ganhar ritmo. Suficientes para dar uma assistência. Atenção a este miúdo!

quarta-feira, setembro 26, 2007

Estrelas Atacantes dos Pequenos


7º Capítulo: Auri (Vit. Setúbal)


Idade: 33 anos
Posição: Defesa Central
Naturalidade: Nova Aurora (Brasil)
Altura: 1,80m
Peso: 82 kg
Internacionalizações: nenhuma
Estreia na 1ª Liga: Vit. Guimarães 0 - 0 Rio Ave (01/02/1998)
Treinador que o lançou na 1ª Liga: Quinito
Títulos: Vencedor da Taça de POrtugal 04/05

Há jogadores na I Liga que são tão antigos no nosso escalão que poucas vezes são lembrados. Um deles dá-se pelo nome de AURI. Defesa central vitoriano, com experiência enorme, consegue manter uma concentração e agilidade que poucos defesas de 20 anos têm. Tantos anos anda por estes lados, que o homem com nome de marca de carros vai passando despercebido, mas está sempre lá, a titular, a imperar.

A carreira deste velhinho jogador, remonta ao ano de 1993, onde começa a dar os seus primeiros passos de sénior no Coritiba, por lá ficando mais quatro anos. No último deles, mostrou-se ao mais alto nível e isso desperta o interesse do Vitória de Guimarães que o contrata em 1997.

Em Portugal manteve-se, mas não no Guimarães. Esteve no clube até 00/01, mas foi por duas vezes emprestado: Chaves e Gil Vicente. Nas duas vezes mostrou que poderia ajudar os vimaranenses, por isso ficava sempre no plantel nos inícios de temporadas. Mas a infelicidade de Guimarães iria acabar com a transferência para Chaves.

Na equipa do interior foi titularíssimo, despertando o interesse da Naval na época seguinte, estávamos em 2002. Foi titular na equipa da Figueira da Foz nessa temporada, e finalmente regressou ao principal escalão do nosso futebol com nova transferência: Vit. Setúbal. Clube no qual passou graves problemas, mas ao mesmo tempo os melhores anos da sua carreira.

2003 o ano de entrada na equipa do Sado. O defesa já experiente começa a titular ao lado de Veríssimo. Foi sempre titular, aliás quatro anos depois é o único titular na equipa há tanto tempo. Auri demonstrou ser de aço, nada o derruba, nem uma lesão. Só foi pena não ter chegado mais cedo ao Setúbal, pois Chaves não era clube para si, e o Guimarães teve sempre grandes nomes para a defesa.

Em 2005, Auri ganha o único título da sua longa e conturbada carreira: vencedor da taça de Portugal. Titular, sempre como habitual, foi um dos grandes ícones da equipa. A sua transferência chegou a ser dada como certa, mas a Académica não avançou para a contratação e Auri lá foi ficando num clube com graves problemas, mas sabe que foi onde passou os seus melhores momentos. Tudo deve ao Vitória, mas muito o Vitória lhe deve.

A experiência, a lealdade, o carácter, a agilidade, o jogo aéreo e a sua imperatividade na defesa, levaram a que Auri entrasse neste lote dos melhores da nossa liga, um jogador com uma carreira de pouco sucesso, jogando a titular apenas em clubes pequenos. O Vitória ajudou e ele não se fez rogado. Todos mudaram, laterais, médios, guarda-redes e até o seu companheiro de secção, mas Auri sempre a titular como um rochedo impenetrável.

É um dos jogadores mais respeitados na nossa liga e que merece este grandes destaque. Mas nada acabou, e parece que este ano, vamos ter mais um bocadinho de… Auri

FOTOS: CITY FILES

segunda-feira, setembro 24, 2007

Leões Amadores vs Setubalenses com Garra

Estádio José Alvalade, em Lisboa
Árbitro: Paulo Baptista (Portalegre)
Espectadores: 35.000

SPORTING: Stojkovic; Abel, Gladstone (Izmailov, 45 m), Polga, Ronny, Miguel Veloso, Farnerud (Romagnoli, 45 m), Vukcevic (Yannick Djaló, 72 m), João Moutinho, Purovic e Liedson.
Treinador: Paulo Bento.
Suplentes não utilizados: Rui Patrício; Paredes, Tonel e Celsinho.
Disciplina: Nada a assinalar.
Golos: João Moutinho (64 m g.p.) e Purovic (86 m).
V. SETÚBAL: Eduardo; Janício, Auri, Robson, Jorginho, Sandro, Ricardo Chaves (Filipe, 82 m), Elias, Paulinho (Bruno Ribeiro, 57 m), Pitbull (Leandro, 62 m) e Matheus.
Treinador: Carlos Carvalhal. Suplentes não utilizados: Marco Tábuas, Hugo, Edinho e Leo Macaé.
Disciplina: Cartão amarelo para Auri (63 m) e Ricardo Chaves (79m).
Golos: Elias (42 m) e Matheus (78 m).


OPINIÃO SPORTINGUISTA POR ACOSTA

Para minha desgraça o Sporting empatou e empatou bem. Tinha-me queixado da qualidade dos jogos da liga portuguesa, pois tinha visto os jogos da Figueira da Foz, Braga e Paços de Ferreira e de facto o jogo de Alvalade foi diferente desses todos. O Setúbal veio de peito aberto, a explorar bem o contra-ataque e aproveitou a falta de atitude dos Leões.
Com naturalidade saiu de Alvalade com um ponto e o Sporting vê os Dragões fugirem num inicio de Liga periclitante.
Paulo Bento “inventou” e deu-se mal. O Setúbal provou que não era a equipa ideal para promover a rotatividade no plantel. Esta ousadia do jovem treinador pagou-se caro, com a perda de 2 preciosos pontos.
Bem sei que pelo meio houve muita ineficácia (quer atacante, quer defensiva), mas há coisas que não se percebem! Mudar de central num jogo com uma equipa que contra-ataca bem? Meter o sueco Farnerud e apagar Moutinho colocando-o a 10? Foi penoso…
Gostei particularmente das exibições de Moutinho (que grande atitude) e Vukcevic, que incompreensivelmente foi substituído por Paulo Bento.
Simplesmente horrível estiveram Stojkovic, Ronny, Farnerud (esteve em campo???), Gladstone (é internacional Brasileiro? Sim sr., que belas convocatórias faz o Dunga) e Paulo Bento, que falhou totalmente neste jogo!
No meio desta desgraça escolhi Abel como o melhor em campo. Pois é, apesar do próprio 78 ter reconhecido que fez uma “primeira parte horrível!”, a verdade é que na segunda impediu males maiores para o Sporting. Primeiro evita em esforço que Matheus faça o 0-2, depois sofre a falta que nos dá o 1º golo, e finalmente, já com os jogadores desesperados e o público à beira de um ataque de nervos cruza para Purovic empatar de cabeça.
Purovic, que teve nos pés a vitória, mas rematou cruzado e sem eficácia, também ele esbanjando dois pontos.
Arbitragem: Não assinalou um penalty evidente de Gladstone sobre Matheus quando estava 0-0. No resto, é um árbitro complicativo e que detesto ver apitar. Queima tempo que é um disparate e quebra qualquer ritmo de jogo. Deve ter estado a ouvir o relato do seu clube antes e veio para o campo com alguma azia…


OPINIÃO VITORIANA POR MIX

Depois de sete jornadas, e já ter recebido o Sp. Braga e se ter deslocado a Alvalade, quem diria que o Vitória nesta altura do campeonato já tivesse 7 pontos e continuasse invicto? Lindo! Por falar em lindo,....



Mas vamos ao que interessa. Ao ver as constituições das equipas, apercebi-me logo que o Paulo Bento estava a subestimar o Vitória. 4 alterações, e deixar Romagnoli de fora, que nesta altura é imprescindivel no meio-campo ofensivo do Sporting (quem diria), mostrou uma clara falta de respeito pelo adversário. Mas o que não mata, torna-nos mais fortes, portanto, o jogo começou e o Sporting não conseguiu pegar no jogo e a gente lá foi avançando no terreno pondo algum veneno no jogo. Os “gatinhos” fizeram uma péssima primeira parte, apontando só 2 remates com perigo que Eduardo defendeu em grande estilo. Já os gofinhos pareciam verdadeiros tubarões. Perto do final da primeira parte, Elias fez o gosto ao pé, e o resultado que transitou para segunda metade foi justo.

Paulo Bento pôs a mão na consciência e mexeu logo duas vezes ao intervalo com o objectivo de atacar mais. Aos poucos foi conseguindo, mas o Vitória tinha a lição bem estudada. Pareciamos uma equipa italiana que sabia defender e sair para o contra-ataque exemplarmente. Uma hora de jogo e o resultado na mesma, fez com que se começasse a notar o peso das camisolas. O Sporting empatou de grande penalidade por João Moutinho, e 14 minutos depois o Matheus fez das suas (com alguma ajuda do relvado) e colocou os sadinos de novo na frente do marcador. E penso que foi a partir deste instante que o Sporting começou a jogar à bola. O poder ofensivo, a pressão e com a ajuda dos adeptos, os atuais vice-campeões fuzilavam o Vitória até marcar já a 4 minutos do fim. Já satisfeitos com o empate, começamos a defender e tivemos de sofrer imenso até ao fim. Resultado final: 2-2 “Mais” que justo! E este “mais” demonstra alguma da minha insatisfação e tristeza com o facto de não termos ganho. Porquê? A resposta tem a ver com a arbitragem.

O Sporting empatou com uma grande penalidade que deveria ter sido um livre fora da área. O segundo golo dos leões foi irregular pois antes do Abel cruzar, Liedson jogou a bola com a mão. Os critérios foram variando ao longo do jogo, e quando havia razão para marcar falta na àrea do Sporting (devido a falta sobre Matheus), o apito pura e simplesmente continuou em silêncio. Triste! A haver um vencedor justo neste encontro, teria que ser o Vitória. Se não o foi, só há um culpado: Sr. Árbitro Paulo Baptista. Já estamos habituados a essas coisas cá em Portugal, é certo, mas já começa a chatear um pouco? Ou não? Valerá a pena eu classificar a arbitragem? Penso que não...

Mais uma vez o melhor em campo foi o Matheus. Mas desta vez com mais mérito, porque defrontou uma equipa candidata a Campeão cheio de jogadores que jogam pelas suas selecções. Baralhou completamente as contas à defesa sportinguista com as suas fintas e mudanças de velocidade repentinas. Brilhante! Só me pergunto uma coisa: Como é que o Braga empresta um jogador destes?

domingo, setembro 16, 2007

Furacões Sadinos


Local: Setúbal
Estádio: Estádio do Bonfim
Assistência: 5 000 Espectadores
Árbitro: Jorge Sousa (AF Porto)

V. SETÚBAL: Eduardo, Janício, Auri, Robson, Adalto, Elias, Sandro, Ricardo Chaves, Leandro (Paulinho 64’), Pitbull (Edinho 70’) e Matheus (Léo Macaé 85’).

SP. BRAGA: Dani, João Pereira, Paulo Jorge, Anilton (Jorginho 63’), César Peixoto, João Pinto, Madrid, Vandinho, Hussaine (Linz 63’), Jaílson (Wender 72’) e Zé Manuel.Ao Intervalo: 1-0
Marcadores: Matheus (12’), Elias (58’), César Peixoto (69’) e Edinho (83’).


Disciplina:
Cartão Amarelo a Matheus (43’), Adalto (66’), João Pereira (79’), Madrid (81’), Linz (82’).
Cartão Vermelho a João Pinto por acumulação de amarelos (67’ e 71).


Finalmente o Vitória quebrou a série de 3 empates esta época. É verdade que em 3 jogos nunca perdemos, mas é também verdade que ainda não tinhamos ganho. E o Futebol faz-se de golos e vitórias. Se nas primeiras 3 jornadas deu para ver que há potencial para esta temporada, hoje viu-se que estes jogadores estão longe de ser da cor das suas camisolas: verdes....


O jogo iniciou e quem entrou mais forte foi a equipa da casa. Conseguimos pressionar o Braga de tal forma que chegamos bem cedo ao golo. Aos 12 minutos de jogo numa jogada rápida, Adalto cruza, e após Pitbull falhar, está lá Matheus para marcar. Os bracarenses tentaram reagir, mas a maioria das vezes só conseguiam obter jogadas de perigo por meio das bolas paradas. Tinham muitas dificuldades para chegar à baliza de Eduardo. O Vitória conseguiu defender bem, e em contra-ataques criar sempre mais perigo do que o SC Braga.

Na segunda parte era suposto vermos um Braga a correr atrás do prejuizo, mas foram os sadinos e criar vários perigos até marcarem de novo. Pitbull, em grande estilo na sua estreia, recupera a bola que faz um grande passe para Elias que num remate cruzado não deixa hipoteses ao Dani. Os bracarenses lá tentavam fazer alguma coisa, e com muitas faltas à mistura conseguiram reduzir por meio de uma grande penalidade convertida por César Peixoto aos 69 minutos. Muitas faltas, muitos amarelos, e até o João Pinto foi expulso. O Braga deixo de jogar à bola, e tentou com remates para àrea chegar à baliza de Eduardo. Mas o Vitória hoje mostrou ser uma equipa muito madura. Com calma, sempre controlando o jogo, num contra-ataque frio aos 82 minutos aumentou a vantagem para 3-1 (resultado final) por meio de Edinho que aproveita o excelente passe de Matheus.

Não foi o Braga que jogou mal, mas sim o Vitória que jogou bem. Não deixamos os visitantes tomar conta do nosso meio-campo. Fomos imperiais e marcamos sempre nos momentos cruciais do jogo.

O Melhor Jogador em Campo só pode ser Matheus! A jogar contra a sua equipa (está emprestado pelo Braga ao Vitória) marcou e deu para marcar, e correu........ Grande jogador.

Depois deste jogo parece que este ano o Vitória pode sonhar novamente com voos mais altos.
E por ter sido a primeira vitória neste campeonato, dou-vos esta linda foto sobre o Vitória:


segunda-feira, setembro 03, 2007

Naval e Vitória em jogo para adormecer


Estádio: José Bento Pessoa na Figueira da Foz
Assistência: 1275 espectadores
Árbitro: Cosme Machado (A.F.Braga) e os auxiliares Fernando Pereira e Tomás Santos

Naval:
Taborda; Mário Sérgio, Paulão(Gaúcho 65’), Fabrício Lopes e China; Gilmar, Delfim, Dudu e Davide(Elivelton 57’) Saulo e Marcelinho (Hugo Santos 77’).
Suplentes não utilizados: Dani, Fabrício Lopes, Felipe, Wandeir, Eanes.

Disciplina:
Cartão Amarelo
a Gilmar (81’), China (87’).
Cartão Vermelho a Gilmar aos 90’ por segundo amarelo.

Vitória de Setúbal:
Eduardo; Janício, Auri, Robson e Adalto; Sandro, Elias (Filipe Gonçalves 90’) e Ricardo Chaves (Leandro 71’); Paulinho (Kim Byung 46’), Edinho e Matheus.
Suplentes não utilizados: Marco Tábuas, Hugo, Jorginho, Macaé.

Disciplina:
Cartão Amarelo
a Paulinho (37’), Sandro (43’), Matheus (79’), Leandro (80’) e Adalto (90’).


Rei dos empates:

Depois de ver este jogo só me apetecia deixar cá uma frase: Jogo fraquinho, com mais paragens de jogo do que jogadas de perigo, que só podia dar um nulo. Enfim, mas vou-vos tentar descrever aquilo que se passou nesta partida.
É verdade que se notou muita vontade e luta de ambas as equipas, mas foi um jogo de fraca intensidade, jogado muitas vezes a passo, com demasiadas paragens. Só para o jogador Paulão ser assistido, houve 5 interrupções.

O equilibrio foi o ponto chave durante toda a partida, embora os sadinos tivessem talvez no inicio jogado um pouco mais desinibido, e por isso ter tido a primeira oportunidade de jogo aos 18 minutos, por meio duma cabeçada de Ricardo Chaves, que obrigou Taborda à primeira defesa mais complicada da tarde.

Notava-se agora algum ascendente da Naval por meio de Dudu que tentava organizar o meio campo e lançar os ataques. O resultado foram vários cantos e mais posse de bola, mas nunca oportunidades verdadeiramente perigosas para a baliza de Eduardo.
Mas aos 38 minutos de jogo o primeiro caso. Pelo menos algo que interesse ao espectador. Paulinho em plena grande area é derrubado por Taborda, e o arbitro considera simulação castigando o avançado sadino com um cartão amarelo.

Mal começa a segunda parte, e há de novo um ascendente por parte do Vitória de Setúbal. Tal igual como iniciou a primeira parte, tambem se inicia a segunda: aos 52 minutos Janicio cruza para Matheus que por pouco não inaugurou o marcador. Foi a oportunidade do jogo.

E a segunda parte pareçe mesmo uma cópia da primeira. Depois dum bom inicio dos forasteiros, agora a Naval a conseguir subir no terreno, ter mais posse de bola e cantos, mas nada de remates perigosos. O Vitória tentava contra-atacar, mas as muitas paragens do jogo e faltas feias fizeram com que este jogo se torna-se aborrecido. Já no fim do jogo, Gilmar foi expulso por palavras inproprias ao juiz da partida.

O empate aceita-se. Apesar de se poder dizer caso tivesse que haver um vencedor, teria que ser a equipa do Sado. Não só por ter tido oportunidades mais perigosas, mas também pela grande penalidade que ficou por marcar.

Melhor em Campo:

É me dificil fazer esta escolha, pois não vejo ninguém que se consiga superiorizar. Mas talvez da forma como se esforçaram pelas suas equipas, e tentaram dar sempre o mote, elegeria o Dudu da Naval e o Edinho do Vitória.

Árbitro:

Se o jogo foi mau, este homem foi péssimo. Interferiu directamente no resultado por não assinalar uma falta evidente de Taborda, que daria grande penalidade ao Vitória de Setúbal. Aposto que se Paulinho tivesse a jogar com uma camisola azul com riscas brancas, ele não teria duvidas em apitar falta. Tristeza!

Destaques:

Jogo feio, aborrecido e para esquecer. Ambas as equipas ainda não conseguiram vencer. Mas o empate será sempre melhor para a equipa a jogar fora de casa. E há algo que podemos dizer: Nesta altura o Vitória ainda não perdeu!!!

Mas há algo que eu não gostaria de deixar de realçar: Repararam bem na assistência? Isso mesmo! 1275 espectadores num jogo para a primeira divisão portuguesa. Eu acho que até um jogo da terceira divisão em Inglaterra tem mais...

terça-feira, agosto 28, 2007

Vitória recebe Nacional

Estádio: Estádio do Bonfim, em Setúbal
Assistência: 3500 espectadores
Árbitro: Paulo Baptista (A.F. Portalegre) e os auxiliares Vítor Silva & José Braga

Vitória de Setúbal:
Eduardo; Janício, Robson, Auri, Adalto; Sandro(Bruno Ribeiro 56’), Elias, Ricardo Chaves(Filipe 68’); Paulinho(Leandro 61’), Edinho, Matheus
Suplentes não utilizados: Milojevic, Macaé, Jorginho, Kim Byung.
Disciplina: Nada a assinalar.

Nacional da Madeira:
Benaglio; Patacas, Ávalos, Ricardo Fernandes, Alonso; Juliano, Cléber, João Coimbra(Bruno Amaro 70’), Fellype Gabriel; Lipatin(João Moreira 76’), Edu Sales(Ricardo Pateiro 61’).
Suplentes não utilizados: Bracalli, Cardozo, Pedro Pita, Zé Vítor.
Disciplina: Cartão Amarelo a Lipatin (49’), Ricardo Fernandes (62’) e Cléber Oliveira (65’).

Mais um empate:

O relógio já apontava para às 19:50h quando o Nacional deu iniciou ao jogo. O Vitória de Setúbal tenta assumir as despesas do jogo, enquanto o Nacional aguarda expectante no meio-campo defensivo. Mas contra a corrente do jogo aos 8 minutos Lipatin cabeçeia para o fundo da baliza respondendo ao cruzamento de Juliano. Contra-ataque mortífero na primeira vez que o Nacional saiu para o ataque com perigo.

Aos 11 minutos assistiu-se a um Dejá Vu: o Sr. Paulo Baptista assinala atraso de Ricardo Fernandes a Diego Benaglio, apesar do passe ter sido feito com o joelho. Talvez tenha visto o jogo Porto-Sporting. Mas neste caso não teve as consequencias piores.
Aos 14 minutos é a vez de Fellype Gabriel desperdiçar uma grande oportunidade em zona frontal. Mas Eduardo, em dois tempos, defende muito bem. O V. Setúbal joga com maior frequência no meio-campo ofensivo, enquanto o Nacional procura saídas rápidas para o ataque, à semelhança do lance do golo.


Finalmente aos 20 minutos de jogo, Paulinho faz o empate após cruzamento da esquerda. Mas antes da bola chegar a Paulinho, Edinho toca no esférico e parece pôr assim o avançado em posição irregular. Fica a duvida. Mas os sadinos responderam, e bem. Triangulações muito bem fabricadas sempre com um homem a finalizar: Matheus. 15 minutos intensos onde poderia ter havido o golo da reviravolta, até porque Adalto após fintar dois adversários obriga Benaglio a uma defesa enorme. Quem não marca sofre. Mas quem tem Eduardo também não sofre. Mais uma vez, e antes do intervalo Juliano Spadacio surge a rematar ao segundo poste, Eduardo mostra ser detentor de excelentes reflexos enviando a bola para canto. Intervalo no Bonfim e o empate aceita-se.


Ainda nem todos os adeptos estavam nos seus lugares, e o Vtória reentra a todo o gás podendo marcar logo ao primeiro minuto da segunda parte, depois de Matheus ter feito uma excelente jogada à esquerda e cruzado milimetricamente para a cabeça de Paulinho, que deixou Benaglio perplexo a ver a bola esbarrar na barra. Várias oportunidades para os sadinos que começam a empurrar o Nacional para trás. Carvalhal tenta arriscar mais aproveitando este bom momento tirando Sandro para pôr Bruno Ribeiro, trazendo assim ainda mais velocidade ao jogo. Os alvi-negros começam a descontrolar-se e começam a distribuir fruta. Depois de várias substituições de ambos os lados e cartões amarelos para a equipa visitante o jogo começa a afrouxar de ritmo e a ficar feio a partir dos 60 minutos. O nacional quando conseguia ter oportunidades, rematava por cima. Já do lado “verde” os remates sairam com pouca força. Notava-se o desgaste da equipa que mais se esforçou para ganhar. E lentamente o jogo chegou ao fim depois de 4 minutos de compensação.


Melhor em Campo:

Esteve em praticamente todas as ocasiões do Vitória: Matheus. Parece ser o Homem que irá pôr a funcionar o ataque sadino esta época. Apesar do Paulinho também se ter destacado, não só com o golo, mas também pela entrega. Só de o ver correr ficava cansado.

Árbitro:

Houve vários lances que o podem deixar algo insatisfeito. O atraso de Ricardo Fernades que foi feito de forma legal, mas ele apitou falta. E no lance do golo do Vitória parece ter havido fora-de-jogo. No geral, nota 3 numa escala de 0-5.

Destaques:

A forma como o Vitória encarou o jogo foi espectacular. Quase de forma apaixonante e com fome de golos!

No fim Jokanovic mostrou-se satisfeito com o empate alcançado no Bonfim, dizendo até que haverá muitas dificuldades para as equipas que jogarem neste campo. Já eu concordo mais com as palavras de Carlos Carvalhal: “O jogo foi equilibrado na primeira parte, mas no segundo tempo dominamos e estivemos mais próximos do golo. Podíamos ter ganho.”

segunda-feira, agosto 20, 2007

Vitória do Norte x Vitória do Sul

Estádio: D. Afonso Henriques, Guimarães
Assistência: 16 780 pessoas
Árbitro: Pedro Proença

Vitória SC
Nilson, Andrezinho, Danilo, Radanovic, Luciano Amaral, Flávio Meireles, João Alves, Fajardo, Ghilas, Alan e Miljan
Jogaram ainda: Desmarests, Targino e Carlitos

V. Setúbal
Eduardo, Janício, Robson, Auri, Adalto, Sandro, Elias, Ricardo Chaves, Paulinho, Matheus e Edinho.
Jogaram ainda: Bruno Ribeiro, Kim e Filipe Gonçalves

Golos: Fajardo (5') e Matheus (26')
Amarelos: 59', Matheus




Visão Vimaranense por Claudia Bragança

Foi um jogo que serviu acima de tudo para se cair na realidade.
Depois de uma pré-temporada imaculada, o Vitória chega agora aos jogos a sério e a perceber realmente que apesar das altas aspirações, o sofrimento vai ter mais uma vez alto protagonismo em todo o campeonato e que afinal ainda agora subiu de divisão e que vai ter as naturais complicações que todas as equipas que sobem de divisão têm.
Não que não apresente argumentos para fazer um campeonato, pelo menos, tranquilo mas existem ainda várias arestas a ser limadas na equipa de Manuel Cajuda.
Ontem os seus homens mostraram entrega, vontade, atitude e até qualidade e logo a partir daí existem condições que permitam acreditar que não passará pela vontade dos jogadores o facto de eventualmente o Vitória não fazer um campeonato ao nível que os seus adeptos esperam.
Apesar do resultado pouco satisfatório, a equipa entrou completamente dominadora, marcou dois golos nos minutos iniciais ( apenas o de Fajardo contou, já que no de Alan, Pedro Proença considerou existir falta ) e construiu várias jogadas ofensivas de qualidade satisfatória. A partir do minuto 26, altura em que Matheus restabelece a igualdade, o Vitória perdeu-se da partida. O Setúbal carregou no acelerador e puxou para si o maior caudal ofensivo do jogo. A segunda parte começou com o mesmo poderio setubalense, e só nos quinze minutos finais o Vitória voltou a acordar para o encontro.
Fez recuar completamente a equipa setubalense e massacrou por completo a sua defensiva com muitas e excelentes jogadas de ataque que só não deram em golo por mero azar.
Apesar de em alguns momentos se ter apresentado longe do jogo, sendo que a estreia e consequente nervosismo de muitos dos seus jogadores ajudou neste facto, pertenceu ao Vitória o maior caudal ofensivo, as maiores e mais flagrantes oportunidades e como tal, o seu triunfo não se apresentaria como injusto.
Não aconteceu, e a equipa concentra-se agora na dificilima deslocação à Luz, já no próximo sábado.

Melhor em campo
-> Fajardo #17.
Primeira parte de luxo do reforço do Vitória. Excelentes cruzamentos, ganhou quase todos os lances que disputou e marcou um grande golo.
Na segunda parte, esteve um pouco mais apagado, no entanto continua a reunir todas as condições para ser considerado o melhor.

Arbitragem
Muito inconstante. Anula um golo limpo ao Vitória e assinala outro precedido de falta. Muitos lances duvidosos em que teve decisões questionáveis.

Pontos positivos

- Entrega e vontade do jogadores.
- Primeira parte de Fajardo.


Pontos negativos

- As várias situações de anti-jogo dos jogadores do Setúbal.
- Nervosismo de alguns homens do Vitória, a justificar-se talvez com a estreia ao mais alto nível, o que comprometeu a equipa.
- Andrézinho e Luciano. Os laterais vitorianos estiveram muito mal na partida, perderam vários lances e não concederam a segurança necessária às pontas vitorianas.


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Visão Setubalense por miX

A equipa sadina arranca empate em Guimarães

Às 18:15h deu-se o pontapé, e deu-se as boas-vindas ao Vitória de Guimarães ao escalão principal de Futebol. Os muitos adeptos vimaranenses queriam que o Vitória de Setúbal fosse o “bobo da festa”, e tudo parecia ir no caminho certo. Bom inicio de jogo, e logo aos 5 minutos o primeiro golo e o primeiro caso: após canto, Eduardo sofre carga de Mrdakovic e larga a bola para felicidade de Fajardo que enche o pé direito e inaugura o marcador. Pedro Proença nada assinala. 1-0 para os da casa e a festa era enorme. De imediato os adeptos de Guimarães fizeram a festa e via-se faixas de incentivo à equipa impondo o objectivo da Taça UEFA e o sonho da Champions. O Guimarães continua a carregar e marca de novo por Alan. Mas Pedro Proença vislumbrou uma carga sobre Sandro e anulou o golo. Talvez fosse esse lance que assustou e acordou os sadinos que começavam a sair do seu meio-campo à procura do jogo. Ensaiou aos 20 minutos por Paulinho e marcou mesmo por Matheus aos 25 minutos, com Elias a libertar Paulinho à direita que por sua vez cruza em perfeição ao segundo poste onde Matheus já em esforça consegue cabecear para dentro da baliza. Estava feito o empate, e gelou-se o D. Afonso Henriques. Alan ainda esforçou-se mas o nervosismo tomou conta do Vitória de Guimarães, principalmente o esteio defensivo com destaque para Nilson. Paulinho aos 20 minutos e Matheus dois minutos depois desperdiçaram duas grandes oportunidades para dar a volta ao marcador. Chega-se assim ao intervalo com alguma justiça no resultado, pois os vimaranenses começaram com enorme vontade o jogo mas não conseguiram controlá-lo, e os sadinos reagiram bem ao golo sofrido crescendo progressivamente até igualar o marcador e equilibrar a partida.

A segunda parte inicia como tinha acabado: o guimarães continua intranquilo e nervoso. Matheus aos 48 minutos com nova oportunidae de golo, mas desta feita o mérito foi do guardião Nilson que com uma defesa instintiva defendeu a bola. Manuel Cajuda é obrigado a fazer aletrações para tentar dar novo rumo ao jogo, e tira Flávio Meireles e Ghilas para pôr Desmarets e Carlitos, respectivamente, aos 53 minutos. E de facto o jogo equilibra-se e entra numa fase mais feia. Aos 58 minutos Matheus vê cartão amarelo. Do mesmo lance resulta a obrigação de Carlos Carvalhal tirar o Matheus para proteger a sua saúde, já que o sobrolho não parava de sangrar. Começaram os jogos de substituição de parte a parte, mas com especial destaque para o minuto 74 que ditou a saída de Elias por lesão. A partir daí os pupilos de Manuel Cajuda empurravam cada vez, tendo tido grandes oportunidades. Primeiro aos 86 minutos, aquando Carlitos sem oposição remata para uma defesa espectacular de Eduardo. Já nos descontos Mrdakovic remata à trave e não consegue transformar a superioridade no último quarto de hora em golos. Terminou assim a partida com um empate a uma bola. O Vitória de Setúbal teve o pássaro na mão, mas abriu a gaiola e já não a conseguiu fechar. Quem não marca sofre. Os sadinos não marcaram, e ariscaram-se a sofrer, o que acabou por não acontecer. Resultado justo.

Melhor em Campo:

Sem duvida alguma, e apesar de ter saído lesionado aos 74 minutos: ELIAS! Dono e Senhor do meio-campo. Cortou o que havia para cortar, lancou contra-ataques, e ainda pôs à prova o guarda-redes. Após sua saída o Vitória perdeu o seu “soldado”, e só aí o Vitória de Guimarães conseguiu impor-se.

Arbitragem:

De 0 a 5 talvez um 2, porque interferiu directamente no resultado. Ora valida um golo com falta. Ora anula outro vislumbrando uma falta que ninguém viu. Enfim, já para não falar no cartão amarelo ao Matheus por ter levado uma chapada e ter ficado a sangrar do sobrolho. Mau início de Campeonato para este jovem árbitro, do qual se diz ser um dos melhores em Portugal.

Só para partilhar algo muito curioso com vós. É que no fim o Manuel Cajuda falou e disse as seguintes palavras: ”A equipa enganou-me, porque não esperava um início tão bom, não acreditava que eles fossem capazes de jogar bom futebol logo nos primeiros minutos.” São uns malandros os jogadores do Vitória de Guimarães! Não era suposto jogar tão bem logo no inicio. Mas eles lá decidiram enganar o seu Treinador.

[MiX]