No passado domingo, defrontaram-se duas equipas que passam de bestiais a bestas num segundo. E mais uma vez isso aconteceu. O Sporting, que tem sido besta ao longa da época, tornou-se bestial após a vitória sobre o rival nortenho. Por outro lado, o FC Porto, depois da convincente vitória sobre o SC Braga, voltou a ser besta.
Esta foi, sem dúvida, a pior exibição dos dragões esta época. Parece que, de uma semana para a outra, a equipa deixou de saber jogar bom futebol. Mas houve muito mérito do adversário, que soube pressionar e soube facturar nas alturas certas.
Dos 14 jogadores portistas que pisaram o campo, não destaco a exibição de nenhum. Os jogadores que os quais os adeptos contavam para fazer a diferença estiveram todos apagados, especialmente Rúben Micael e Varela.
Aliás, o único jogador que vou destacar nem pisou o relvado: Fernando. O trinco brasileiro fez muita falta e Tomás Costa, que até tinha dado boas indicações nos últimos jogos, não soube dar solidez defensiva. Foi por aí que o FC Porto começou a perder o jogo.
Com esta derrota, é escusado dizer que os azuis e brancos dizem adeus ao penta, bem como um lugar na Liga dos Campeões. Só se acontecer um milagre é que o título fica na invicta. Pelos vistos, Benfica e SC Braga, pela regularidade que apresentam, não se deixaram apanhar pelo dragão.
P.S. Na semana passada, agradeci neste espaço o apoio que o FC Porto deu à Madeira, ao se disponibilizar a organizar um jogo de solidariedade. Também quero agradecer ao Sporting, por ter doado um euro por cada bilhete vendido. Não esqueço igualmente as iniciativas do SL Benfica e da Naval.
A Madeira agradece!
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quarta-feira, março 03, 2010
terça-feira, novembro 23, 2004
Treinadores e Seguidores
Relativamente ao assunto levantado hoje pelo Nuno, a minha opinião está de acordo com as suas palavras. No entanto, quero acrescentar que existe uma mentalidade em todos nós amantes de futebol, jogadores, treinadores e dirigentes que é por demais evidente, e que assenta na critica, no saber fazer e, como se não bastasse, no saber fazer melhor ainda. Quem de nós nunca se viu na situação de dizer: «Até eu marcava aquele golo, até eu fazia melhor, eu contratava este ou aquele, eu punha-os a jogar de maneira diferente e fazia esta ou aquela substituição que resultaria em pleno». Isto está presente em todos os agentes do futebol, desde os simples adeptos até aos presidentes dos mais diversos clubes.
A atitude ganhadora está em todos nós, mas a forma de ganhar assenta num conjunto de factores que, quer se queira quer não, têm a ver com as pessoas que as executam. No entanto, isto não é condição única e suficiente para ganhar, pois, como em quase tudo na nossa vida, estamos dependentes de terceiros. Quero com isto dizer que a direcção de qualquer entidade, mesmo que tenha a capacidade de fazer passar a mensagem do sucesso com êxito, no sentido descendente da pirâmide de funções precisa de se munir de profissionais que entendam essa mensagem e a divulguem de, no mínimo, igual maneira, até à mais baixa posição dentro dessa mesma entidade, daí que os recursos humanos são fundamentais em qualquer área da nossa sociedade.
Transportando o que acabei de dizer para o futebol, não basta ter dinheiro e comprar bons executantes se eles não souberem qual o seu papel dentro da organização, dos objectivos dessa organização e se não tiverem a capacidade de se moldar a ela.
Em suma, é minha opinião que mais do que ter bons jogadores, bons treinadores e bons dirigentes, é preciso que todos eles estejam motivados e motiváveis.
Óbviamente que uma equipa de menor valia técnica terá menos probabilidades de ganhar muitos jogos a equipas melhores se tentar jogar de igual para igual , mas se não jogar assim, a vitória, a surgir, será um mero golpe de sorte. É uma questão de mentalidade dos treinadores, ou jogam para tentar não perder, ou então jogam para discutir o jogo, sabendo que provávelmente assim correm mais riscos, mas que ao mesmo tempo podem causar sensação e reconhecimento do seu mérito.
A atitude ganhadora está em todos nós, mas a forma de ganhar assenta num conjunto de factores que, quer se queira quer não, têm a ver com as pessoas que as executam. No entanto, isto não é condição única e suficiente para ganhar, pois, como em quase tudo na nossa vida, estamos dependentes de terceiros. Quero com isto dizer que a direcção de qualquer entidade, mesmo que tenha a capacidade de fazer passar a mensagem do sucesso com êxito, no sentido descendente da pirâmide de funções precisa de se munir de profissionais que entendam essa mensagem e a divulguem de, no mínimo, igual maneira, até à mais baixa posição dentro dessa mesma entidade, daí que os recursos humanos são fundamentais em qualquer área da nossa sociedade.
Transportando o que acabei de dizer para o futebol, não basta ter dinheiro e comprar bons executantes se eles não souberem qual o seu papel dentro da organização, dos objectivos dessa organização e se não tiverem a capacidade de se moldar a ela.
Em suma, é minha opinião que mais do que ter bons jogadores, bons treinadores e bons dirigentes, é preciso que todos eles estejam motivados e motiváveis.
Óbviamente que uma equipa de menor valia técnica terá menos probabilidades de ganhar muitos jogos a equipas melhores se tentar jogar de igual para igual , mas se não jogar assim, a vitória, a surgir, será um mero golpe de sorte. É uma questão de mentalidade dos treinadores, ou jogam para tentar não perder, ou então jogam para discutir o jogo, sabendo que provávelmente assim correm mais riscos, mas que ao mesmo tempo podem causar sensação e reconhecimento do seu mérito.
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