sexta-feira, junho 02, 2006

Grupo B: Inglaterra



A selecção de Inglaterra é uma das eternas candidatas a chegar longe em grandes competições tais sejam Europeus ou Mundiais. A vida, porém, não tem corrido muito bem aos ingleses nos últimos anos e desde 1966, o Mundial que deu a conhecer ao mundo o “nosso” Eusébio, que Inglaterra não chega a uma final. Os britânicos têm aqui mais uma boa oportunidade para voltar a demonstrar que devem continuar a serem tidos em conta e há alguns anos que não tinham um conjuntos tão forte. Uma defesa forte com Terry, Campbell, Rio Ferdinand ou Ashley Cole não deve ser menosprezada e um meio-campo cheio de pulmão e velocidade onde figuram Gerrard e Lampard, os dois melhores médios box-to-box do planeta, é absolutamente fantástico. Os fortes extremos Joe Cole (o fantasista da equipa) e Beckham com cruzamentos milimétricos; e ainda o jovem irreverente Wayne Rooney, do Manchester United, com apenas 19 anos de idade (apesar de ainda estar em dúvida) prometem dar muitas alegrias aos adeptos do país que viu nascer aquela que é hoje a mais praticada e conhecida modalidade em todo o globo.



Os 23 convocados de Inglaterra para o Mundial 2006 são:

Guarda-redes
Paul Robinson (Tottenham-Inglaterra/26 anos)
David James (M.City-Inglaterra/35 anos)
Robert Green (Norwich-Inglaterra/26 anos)

Defesas
Gary Neville (M.United-Inglaterra/31 anos)
Rio Ferdinand (M.United-Inglaterra/27 anos)
John Terry (Chelsea-Inglaterra/25 anos)
Ashley Cole (Arsenal-Inglaterra/25 anos)
Sol Campbell (Arsenal-Inglaterra/31 anos)
Jamie Carragher (Liverpool-Inglaterra/28 anos)
Wayne Bridge (Fulham-Inglaterra/25 anos)

Médios
David Beckham (R.Madrid-Espanha/31 anos)
Michael Carrick (Tottenham-Inglaterra/25 anos)
Frank Lampard (Chelsea-Inglaterra/28 anos)
Steven Gerrard (Liverpool-Inglaterra/26 anos)
Owen Hargreaves (B.Munique-Alemanha/25 anos)
Jermain Jenas (Newcastle-Inglaterra/23 anos)
Stewart Downing (Middlesbrough-Inglaterra/22 anos)
Joe Cole (Chelsea-Inglaterra/24 anos)
Aaron Lennon (Tottenham-Inglaterra/19 anos)

Avançados
Wayne Rooney (M.United-Inglaterra/20 anos)
Michael Owen (Newcastle-Inglaterra/26 anos)
Peter Crouch (Liverpool-Inglaterra/25 anos)
Theo Walcott (Arsenal-Inglaterra/17 anos)





A escolha foi muito difícil porque há 3/4 jogadores que merecem ser considerados a estrela da selecção, mas Frank Lampard, talvez por ser o meu jogador favorito, foi a minha escolha. Um jogador completíssimo: força, resistência, passe curto, passe longo, posicionamento, remate, bolas paradas, capacidade de recuperação, visão de jogo, tudo! Lampard é único, é, juntamente com Gerrard, o barómetro da selecção inglesa, é quem pauta, quem distribui, quem recupera, quem tem um pulmão inesgotável que lhe permite efectuar todas as tarefas sejam elas ofensivas ou defensivas. Um ídolo do Chelsea desde a chegada de Mourinho, um ídolo da selecção e, para mim, um ídolo do futebol.

Outros Bons Jogadores

Steven Gerrard
é um jogador soberbo e bastante semelhante a Frank Lampard. Talvez remate ligeiramente melhor e bata melhor os livres. Gerrard é o carregador de pianos do Liverpool, foi que levou o clube à conquista de uma Liga dos Campeões, é um lutador, e consegue, só com Lampard, segurar todo um meio-campo. É notável a capacidade que estes dois têm para destruir, construir, enfim… fazer tudo.

John Terry, como já tive oportunidade de dizer, é para mim o melhor central do universo. Sol Campbell e Rio Ferdinand não são propriamente dois jogadores medíocres, são também eles dos melhores centrais a nível mundial, mas Terry merece de caras um lugar no onze de Eriksson. Qualquer dos três o merece, mas só dois poderão jogar de início, o que poderá ser uma tremenda injustiça para qualquer um deles. Espero, contudo, que Terry jogue. Merece. É magnífico. Em tudo o que um defesa tem que fazer: desarme, antecipação, velocidade, jogo aéreo e terreno, capacidade de liderança… dizem que está encontrado o novo capitão britânico. A ver vamos…

Wayne Rooney, 20 anos. Um longo, muito longo caminho pela frente. Uma carreira recheada de títulos e distinções. Está em dúvida para o Mundial. Nestes casos costuma dizer-se que esta era a última oportunidade, que no próximo já está velho ma no Mundial 2010, Rooney terá… 24 anos. E em 2014 terá 28. E mesmo com 32 anos, no Mundial 2018 Rooney poderá jogar. Não é, por isso, um mal tão grande para o jogador como se pode pensar. Claro que é muito mau perder um Mundial, claro que é! mas não tanto como pode ser levado a crer. Pior só mesmo para a selecção que, sem a irreverência, poder de choque e explosão, remate fácil, finta, genialidade de Rooney se vê muito carenciada no último terço de campo. A Inglaterra joga sempre em 4-4-2 e sem Rooney o ataque será entregue a Peter Crouch e Owen, tendo apenas Walcott, de 17 anos, no banco de suplentes. Poderá a equipa inglesa vir a ressentir-se disso? Certamente. Rooney é, aos 20 aninhos, uma peça chave numa das maiores selecções do mundo. Se jogar, vai fazer a já tradicional dupla atacante com Owen, do Newcastle, uma das mais temíveis duplas deste Mundial 2006. Acredito que o “menino de ouro” do Manchester United virá a ser, se é que já não é, um dos melhores avançados do planeta. Ele e Cristiano Ronaldo vão, penso, marcar toda uma geração dos reds e entrar para a história do clube.



Estabelecer uma meta concreta para uma equipa como a inglesa é muito complicado. Creio que, se tudo correr dentro da normalidade, a Inglaterra vai passar a fase de grupos com maior ou menor dificuldade. Passando esta fase, e partindo do pressuposto de que fica em primeiro no grupo, terá que jogar contra o segundo classificado do grupo A, que é constituído pelo país organizador, a Alemanha; o Equador; a Polónia e a Costa Rica. Teoricamente a Alemanha obterá o primeiro lugar e a Polónia o segundo. Na fase de qualificação, a Polónia ficou no mesmo grupo da Inglaterra e fez a vida negra aos britânicos, por isso há sempre algumas reservas quanto ao resultado, mas teoricamente a Inglaterra venceria os polacos. Passando aos quartos-de-final, defrontaria o primeiro do grupo D, que pode ser Portugal ou o segundo do grupo C, o “grupo da morte” constituído por Argentina, Holanda, Costa do Marfim e Sérvia e Montenegro. Aqui as coisas já se complicam e pode concluir-se que perder frente a Portugal, Holanda ou Argentina não seria um desastre. Mas prossigamos. A Inglaterra teria disputar um jogo complicadíssimo. Senão vejamos, o Brasil deve ficar sem grandes dificuldades no primeiro posto do Grupo F, logo disputaria os oitavos de final com o segundo classificado do grupo E, onde Itália ou Republica Checa deveriam ficar. Qualquer destes é desde já complicado, mas no Grupo H, a Espanha teoricamente deve vencer e defrontar o segundo classificado do grupo G, constituído por França, Coreia do Sul, Suiça e Togo. França deverá ganhar, logo Coreia ou Suiça disputarão os oitavos de final com Espanha. Assim, nas meias-finais, Inglaterra deveria jogar frente ao Brasil ou República Checa ou Itália ou então frente a França ou Coreia do Sul ou Suiça. É difícil fazer prognósticos, mas seguindo a teoria, o historial e o potencial de cada selecção, podemos constatar que as meias-finais podem estar ao alcance dos anglo-saxónicos, mas nem por isso deixa de ser tremendamente difícil lá chegar. Podemos concluir que Inglaterra deverá ambicionar chegar aos quartos-de-final ou até às meias-finais. São estes os objectivos da selecção de Lampard, Rooney, Gerrard, Terry, Ferdinand, Beckham, Owen e Eriksson.

Grupo B - Suécia



Ranking da Fifa: 16º lugar
Participação em Mundiais: 10
Honras: Finalista em 1952(Campeonato do Mundo da Suécia)
Equipamento:
Treinador: Lars Lagerbäck





Guarda-redes:
John Alvbåge(Viborg) – 2 internacionalizações
Andreas Isaksson(Rennes) – 38 internacionalizações
Rami Shaaban(Fredrikstad) – 1 internacionalização

Defesas:
Erik Edman(Rennes) – 36 inter.
Petter Hansson(Herenveen) – 13 inter. 1 golos
Teddy Lucic(Hacken) – 80 inter.
Olof Mellberg(Aston Villa) – 63 inter. 2 golos
Mikael Nilson(Panathinaikos) – 26 inter. 3 golos
Fredrik Stenman(Leverkusen) – 1 inter.
Karl Svensson(IFK Gotemburgo) – 1 inter.

Meio campo:
Niclas Alexandersson(IFK Gotemburgo) – 86 inter. 7 golos
Daniel Andersson(Malmö) – 47 inter.
Kim Kallstrom(Rennes) – 33 inter. 4 golos
Tobias Linderoth(FC Copenhaga) – 57 inter. 1 golo
Fredrik Ljungberg(Arsenal) – 56 inter. 12 golos
Anders Svensson(Elfsborg) – 65 intern. 13 golos
Christian Wilhelmsson(Anderlecht) – 28 inter. 2 golos

Avançados:
Marcus Allback(FC Copenhaga) – 56 inter. 23 golos
Johan Elmander(Brondby) – 18 inter. 7 golos
Zlatan Ibrahimovic(Juventus) – 37 inter. 18 golos
Henrik Larsson(Barcelona) – 88 inter. 34 golos
Mattias Jonson(Djurgardens) – 52 inter. 9 golos
Markus Rosenberg(Ajax) – 8 inter. 3 golos






O jovem de 24 anos nasceu em Malmö na Suécia, mas é filho de pais Bósnios. Iniciou a carreira profissional no Malmö, transferindo-se depois para o Ajax. Actualmente faz dupla com Trezeguet no ataque da Juventus. Os seus 192 cm não fazem dele um jogador “tosco”, muito pelo contrário, Zlatan dispõe de uma técnica excepcional. Marca golos muito bonitos, mas o melhor será certamente o golo frente ao NAC Breda em que finta meia equipa para marcar. O melhor golo do Euro 2004 foi dele e vê-lo fazer a vírgula é simplesmente maravilhoso.

Surpresas: O lateral do Leverkusen Fredrik Stenman nunca tinha jogado pela selecção Sueca, mas foi surpreendentemente convocado. O central do IFK Gotemburgo Karl Svensson será uma surpresa para muitos, mas a verdade é que o sensacional início de época que está a fazer deixava antever a convocatória. Em 7 jogos na liga Sueca já marcou 3 golos.

Ausência: A. Ostlund do Southampton é a grande ausência desta convocatória. Foi titular em quase todos os jogos de qualificação, mas um péssimo jogo na derrota por 3-0 frente à Irlanda e as recentes exibições menos conseguidas levaram o seleccionador a optar por Stenman e Mikael Nilson.


A Suécia não é um candidato à conquista do troféu, mas pode ser uma das surpresas da competição. Terá obrigação de passar no grupo B, mas cuidado com o defensivo Paraguai. Depois nos jogos a eliminar pode surpreender, podendo mesmo ser adversário de Portugal nos quartos de final.

Equipa tipo:
Com a ausência de Ostlund abre-se uma vaga de defesa direito, que será disputada por Alexandersson e Nilson. No meio campo Linderoth foi quase sempre o homem mais defensivo e deverá ser acompanhado por Kim Kallstrom. Na zona central a dupla deverá ser Mellberg e o veterano Lucic, mas atenção ao jovem Karl Svensson. Nas restantes posições não deverão existir muitas dúvidas.

quinta-feira, junho 01, 2006

Tricolor vence e segue no grupo da Sul-Americana


O Grêmio marcou forte, controlou o Santos durante toda a partida e definiu o placar em jogada de bola parada. Com gol de Hugo ainda no primeiro tempo, venceu a terceira seguida no Brasileirão, somou três pontos e alcançou o sétimo lugar na tabela, na zona de classificação para a Copa Sul-Americana de 2007. Já o time de Wanderley Luxemburgo, com os mesmos 17 pontos que entrou em campo, perdeu três posições e agora é o quinto.

No próximo sábado, o time de Mano Menezes, com 14 pontos, recebe o São Caetano em casa, às 18h10min. E no domingo, o Peixe pega o Botafogo na Vila Belmiro.

O primeiro tempo do Grêmio não foi de empolgar. Faltaram jogadas bem tramadas no ataque. Tcheco, Hugo, Ramon e Ricardinho não demonstraram entrosamento. Tanto que a primeira boa finalização Tricolor saiu dos pés de um volante e somente aos 21 minutos. Depois de bate-rebate na entrada da área santista, a bola sobrou para Alessandro, que limpou e bateu forte, de canhota. Fábio Costa precisou se esforçar para defender.

Mais do que isso, o gol gremista, único da primeira etapa, foi resultado de uma bola parada. Hugo escorou de cabeça escanteio cobrado por Tcheco aos 34.

Não pode se dizer, no entanto, que o resultado parcial foi desmerecido. Do meio para trás, o Grêmio foi impecável. Seguro. Controlou bem a equipe de Wanderley Luxemburgo, sem dar espaços para que o Santos avançasse com qualidade ao ataque. As únicas bolas que atingiram a área de Galatto partiram de levantamentos da intermediária e não levaram perigo.

É certo que o Peixe entrou em campo com clara proposta defensiva, marcando a partir do círculo central e buscando contra-atacar. Nada, porém, que tire os méritos defensivos tricolores.

No intervalo, Luxemburgo mexeu no time. Colocou Magnum e André e alterou o esquema para o 4-4-2. Os paulistas voltaram mais avançados. Aos três minutos, Rodrigo Tiuí invadiu a área pela esquerda e bateu por cima. Não chegou a assustar a bem postada zaga gremista, que seguiu errando pouco. Tanto que o Santos só teve mais duas chances de gol: uma aos 26 minutos, em chute do meio da rua de André, que acertou o poste direito de Galatto, e outra aos 40, em novo arremate de fora da área, agora de Kléber. A bola desviou no meio do caminho e quase surpreendeu o goleiro gremista.

Pelo lado Tricolor, os melhores avanços partiram dos pés de Hugo. Por duas vezes, o meia foi a linha de fundo, pela esquerda, e cruzou rasteiro. Em ambas, Herrera chegou perto, mas não conseguiu completar com eficiência.

A falta de efetividade dos atacantes e dois erros do árbitro Paulo Henrique de Godoy Bezerra – que não marcou um pênalti a favor do Grêmio e anulou gol legítimo do Santos – mantiveram o 1 a 0.

Memória Atacante XXXI

Estávamos no dia 13 de Abril de 2005, quando a nossa SpicedBlond homenageou esse grande jogador que é Luís Figo, já aqui tínhamos recordado este magnifico post por altura do aniversário deste grande embaixador do desporto Português, desta vez recordamos o post no seguimento da rubrica memórias atacantes, que recordamos, está a relembrar cada um dos posts desta magnifica Senhora todas as quintas-feiras.

Esta viagem pela vida de Luís Figo vai ficar na história do Futebol de Ataque!
Obrigado Spicedblond!

O Eterno Idolo - Figo

Considerado um dos melhores jogadores portugueses da actualidade, Luís Figo protagonizou, em 2000, a transferência mais cara do futebol mundial ao mudar-se do Barcelona para o Real Madrid por um valor de 59 milhões de euros.

Longe vão os tempos em que se iniciou em 1984 no Pastilhas da Cova da Piedade, após ser descoberto por elementos da direcção do clube de Almada. Assim sendo é com orgulho que hoje falarei sobre um Português de sucesso.

Os primeiros passos no futebol
O actual presidente do Pastilhas, José Silva, recorda-se dos tempos em que descobriram Figo: «Nós tínhamos o hábito de nos deslocarmos aos ringues de futebol dos bairros próximos do clube e um dia descobrimos o Luís Figo, gostámos das suas qualidades futebolísticas e convidamo-lo a jogar no Pastilhas».


E foi assim que Figo começou a sua carreira no pastilhas, que desde cedo não se tornou fácil pois teve de superar as renitências da mãe, pois esta tinha medo que ele ficasse prejudicado nos estudos.


Figo era um miúdo humilde que não tinha vaidades por ser considerado o melhor jogador da equipa e não gostava de grandes confusões, após os jogos éra muito recatado e preferia ir para casa do que juntar-se á algazarra dos colegas.
Em 1985, com doze anos, fez a sua primeira transferência no futebol ao ingressar no Sporting Clube de Portugal, onde permaneceu até aos 22 anos. Durante o tempo que esteve nas camadas jovens dos leões, Figo apenas conquistou dois títulos na categoria de iniciados.


Em 1989, com 16 anos, o Figo fez parte da Selecção Nacional de sub-16, que alcançou o Campeonato da Europa (Dinamarca, 1989), e foi vice-campeão de sub-18, na Hungria em 1990.
Dois anos mais tarde, na selecção de Sub 20, orientada por Carlos Queiroz, ganhou o Campeonato do Mundo da competição, realizado em Portugal.
O internacional português tinha apenas 17 anos, quando se estreou no campeonato português ao serviço do Sporting, na época, orientado pelo técnico Raul Águas. No clube de Alvalade, Figo conquistou somente uma Taça de Portugal na temporada de 1994/95.

Do Sporting ao Barça

Em 1995, ainda ao serviço do Sporting, Figo assinou um contrato com a Juventus e com o Parma, ambos de Itália. Não podendo alinhar nos dois clubes, os clubes recorreram à UEFA para resolver o conflito., e a instituição europeia decidiu que o jogador português não poderia jogar em Itália durante dois anos, devido a ter rubricado um acordo com as duas formações, o que originou que Figo se transferisse para o Barcelona.
A direcção da equipa da Catalunha, estando informada sobre o litígio entre as formações italianas, desembolsou, na altura, 400 mil contos, para a contratação do português.


Chegado a Barcelona com 22 anos, recebeu o seu primeiro elogio do treinador do Barça «Figo é um belíssimo jogador», afirmava Joahn Cruyf, qualidades que o jogador provou em campo durante o tempo que permaneceu em Barcelona.
O técnico holandês atribuiu-lhe a camisola n.º 7, com a qual desenvolveu ao longo de cinco anos, o seu estilo de jogo forte no drible um-contra-um, com uma grande visão de jogo e sentido de equipa. Figo rapidamente conquistou a simpatia dos adeptos, fazendo esquecer antigas figuras do clube, tal como Michael Laudrup, Romário ou Hristo Stoichkov.
No Barça teve como treinadores, o holandês Johan Cruyff, o britânico Bobby Robson e o holandês Louis Van Gaal e o seu currículo foi preenchido com cinco anos de vitórias, tendo conquistado a Liga espanhola por duas vezes, (1998, 1999), a Taça do Rei, (1997, 1998) a Taça das Taças (1997) e a Supertaça Europeia (1998).


Durante o tempo que permaneceu em Barcelona, Figo tornou-se numa das maiores estrelas do futebol e recebeu por cinco vezes consecutivas o prémio de Futebolista do Ano pelo Clube Nacional de Imprensa Desportiva (CNID).
Na época de 1997/98, devido a uma lesão do seu companheiro de equipa Josep Guardiola, o técnico Louis Van Gaal atribuiu-lhe a braçadeira de capitão de equipa, que manteve até sair do clube.


O Real Madrid e a Glória

Após ser considerado como um símbolo em Barcelona, em Julho de 2000, Figo protagoniza mais uma transferência polémica no seu percurso futebolístico ao mudar-se para o Real Madrid, eterno rival do Barcelona, facto que, ainda hoje, os adeptos do Barça não conseguiram aceitar.


Considerado um dos três melhores jogadores do mundo pela FIFA, o jogador português propôs ao Barcelona um aumento salarial de acordo como o seu novo estatuto, mas a sua proposta foi recusada pela direcção da equipa catalã.. Assim nesse ano, após a realização de eleições no Real Madrid, o seu novo presidente, Florentino Pérez, contratou Figo como a primeira estrela do futebol, para a criação de uma nova super-equipa, constituída actualmente por jogadores como Zidane, Ronaldo, Beckham, Roberto Carlos e Raúl.


A contratação do futebolista lusitano bateu, na altura, o recorde do valor de transferências, ao mudar-se para o clube de Madrid por um valor de 12 milhões de contos na antiga moeda portuguesa, cerca de 59 milhões de euros, marca que foi posteriormente ultrapassada pelo francês Zinedine Zidane.
A partir dai, Figo tornou-se mal amado por uns e bem amado por outros, mas superou todas as críticas sobre a sua transferência, e continuou o seu percurso de glories.
Tal como aconteceu em Barcelona, Figo impôs em Madrid todo o seu talento futebolístico, numa equipa composta por alguns dos melhores jogadores mundiais da actualidade.
Com a camisola nº 10 ao serviço dos madrilenos, o médio já venceu o campeonato espanhol por duas vezes, em 2001 e 2003, a Liga dos Campeões em 2002 e a Taça Intercontinental, no mesmo ano.


Em Madrid, Figo é adorado pelos adeptos do clube devido ao seu estilo de jogo e a direcção do clube de Madrid considera-o como uma peça importante da equipa,.
Mas, a grande campanha do futebolista decorreu em 2000, durante a realização do Campeonato da Europa na Bélgica e na Holanda, onde português foi o motor da selecção das quinas, que praticou um dos estilos de jogo atacante mais apurados do torneio até chegar às meias-finais, na qual perdeu com a França.

Muitos chegaram mesmo a considerar que o internacional luso foi o melhor jogador do europeu de futebol, mas, a UEFA classificou-o como o segundo melhor da prova, a seguir ao francês Zinedine Zidane.


No mesmo ano, Zidane vence o prémio de Melhor Jogador do Ano da FIFA, contudo, a prestigiada revista francesa, France Football, considerou Figo como o melhor futebolista e atribuiu-lhe o Prémio “ Bola de Ouro”

Homenagens e Condecorações

Em Julho de 2000, o jornalista desportivo espanhol Toni Frieiros lança o livro com o título "Nascido para Vencer", onde é ralatado o percurso de Luís Figo.


A 22 de Março de 2001, o atleta recebe das mãos da primeira-dama portuguesa, Maria José Rita, o prémio "Personalidade do Ano de 2000", atribuído pela Associação de Imprensa Estrangeira em Portugal, por ter sido o português que mais contribuiu para divulgar o nome de Portugal no mundo no mesmo ano.
Após receber o prémio português, a 17 de Dezembro do mesmo ano, a FIFA considera-o finalmente como o melhor jogador do ano, tendo sido o primeiro futebolista do Real Madrid a alcançar este prémio, que existe desde 1991.



Golos e Encontros

Desde que iniciou a sua carreira profissional na equipa principal do Sporting, em 1989, Figo já realizou, ao todo, um número superior a 400 encontros pelos clubes que representou e quase 300 partidas na Liga espanhola, tendo marcado mais de 70 golos em todos eles e mais de 60 tentos em Espanha.
A 23 de Setembro de 2003, no encontro do Real Madrid frente ao Olympique de Marselha, Figo bateu mais um recorde ao conseguir ser o primeiro jogador português a atingir os 100 encontros nas competições europeias de clubes.

Na Seleção Nacional



Figo fez o seu primeiro jogo pela selecção nacional, a 12 de Outubro de 1991, num jogo particular frente ao Luxemburgo e marcou o seu primeiro golo no encontro entre Portugal e a Bulgária, decorrido a 11 de Novembro de 1992, para a fase de qualificação do Campeonato do Mundo de 1994.
O percurso de Figo na selecção foi notável e , a 15 de Outubro de 2003, pela primeira vez Figo põe a sua continuidade em causa, admitindo sair caso não fosse apresentado um projecto credível. Na altura, a equipa das quinas vivia uma situação de indefinição do novo seleccionador.


A 18 de Fevereiro de 2004, no encontro particular entre a Selecção Nacional e a Inglaterra, Figo realiza a sua centésima internacionalização, tornando-se no segundo jogador português com mais encontros efectuados ao serviço da equipa das quinas, a seguir ao recordista, Fernando Couto.
Em 2004 após o Segundo lugar no Europeu de Futebol, Figo diz adeus á Seleção.


Vida pessoal reservada

Fora dos relvados, Figo preserva a sua vida privada. Casado com Helen Swedin, a 30 de Junho de 2001, ambos cultivam uma imagem feliz, juntamente com Daniela e Martina filhas do casal, e evitam a intromissão na sua vida pessoal.



Marcas e Publicidade

Figo tem sido também a cara de muitas iniciativas publicitárias de empresas como a Coca-cola, Pepsi-Cola, Delta Cafés e Galp Energia, que têm associado a sua imagem ao atleta, que é considerado um símbolo de vitórias e que goza de um enorme prestígio junto do público.



A Dimensão Empresarial


Além de ser um atleta de sucesso no futebol, Figo é também um homem de negócios, tendo já aberto uma cadeia de lojas de roupas com a marca Guess quando actuava no Barcelona. Actualmente o jogador do Real Madrid é também co-proprietário de um bar em Vilamoura com o nome "Se7e Café", nome escolhido por o 7 ser o número da sua camisola na Selecção Nacional.


Tal como se tem verificado com muitos futebolistas, nos últimos anos, o jogador português é também um homem da moda e referência de sucesso, tendo em Março de 2001, juntamente com a sua esposa, feito parte da capa do número de estreia da revista "GQ", destinada ao público masculino que se interessa pela moda e pela sua imagem pessoal.


Para além dos negócios Figo é conheçido também pela sua faceta social e como tal, a 15 de Abril de 2002, numa cerimónia realizada no Centro Cultural de Belém, o jogador é nomeado embaixador do Comité Português para a Unicef.
Em Maio de 2003, Figo criou uma fundação com o seu nome sem fins lucrativos, que tem como objectivo contribuir financeiramente para a angariação de condições e oportunidades para as crianças e adolescentes em situações desprotegidas.


Na cerimónia de inauguração, decorrida no Estádio do Bessa, recebe mais um elogio pelas suas acções, desta vez, do presidente do Boavista, João Loureiro, que afirmou que a criação da fundação tinha sido o golo mais bonito que o internacional português alguma vez tinha marcado.



O Ídolo Figo

Ao longo dos anos, Luís Figo tornou-se numa das maiores vedetas do futebol a nível mundial, e a sua popularidade é tão grande em vários locais do globo que, em Abril de 2002, o então ministro da educação da África do Sul, Ignatius Jacobs, afirmou que o jogador era mais conhecido no seu país do que o próprio líder político.


O futebolista tem sido, ao longo dos anos, uma referência para os jovens futebolistas. Dois dos mais talentosos jovens jogadores portugueses da actualidade, Simão Sabrosa e Cristiano Ronaldo, afirmaram, no início das suas carreiras profissionais, que quando eram crianças, gostariam de ser como o Figo.


É para nós um orgulho ver Portugueses a singrar no Estrangeiro e a elevar a bandeira Portuguesa ao mais alto nível.

Vitorino Bastos 1950-2006

Vitorino Manuel Antunes Bastos nasceu a 4 de Julho de 1950. Em 9 anos ao serviço do Sporting alcançou 7 títulos: 3 campeonatos, 3 taças de Portugal e uma Supertaça. Estreou-se pelo Sporting no primeiro dia do ano de 1969, em Alvalade, numa vitória por 4-2 frente ao Atlético. Nos 182 jogos efectuados pelos leões fez apenas um golo, aconteceu na época 79/80, época em que os leões foram campeões, ao apontar o primeiro golo da vitória por 3-0 sobre o Varzim. Como treinador fez parte das duas últimas equipas técnicas campeãs no Sporting.

Foi hoje a enterrar por ter falecido vítima de doença prolongada.

Adeus campeão! Obrigado campeão

Promessa Atacante da Semana - Kaz Patafta


Esta semana a promessa atacante é originária da Oceania. Kaz Patafta tem 17 anos, e cedo começou a despertar a cobiça de muitos olheiros. Num país pouco apaixonado pelo futebol como é a Austrália, este miúdo demonstrou um talento "latino", pouco habitual por aquelas bandas.

Kaz capitaneou a Selecção Australiana de Sub-17 no Mundial de 2005, e o treinador principal dos Socceroos, Guus Hiddink, tentou de imediato levá-lo para o PSV. Tentativa frustada (o PSV já havia contratado Jason Culina, e não podia contar com outro extra-comunitário no plantel), pois o Benfica, para espanto de muitos adeptos e profissionais do futebol, recrutou-o para as suas camadas jovens, em Janeiro de 2006.

O jovem passou quase de imediato dos juniores para o Benfica B, recebendo elogios da crítica desportiva. Ainda com 17 anos, Patafta recebe uma noticia inesperada: Hiddink convoca-o, ainda que à condição, para o Mundial 2006 na Alemanha, devido a várias lesões verificadas no plantel australiano. É um prémio e uma prova de confiança que o seleccionador deposita no jovem e sendo Hiddink um dos melhores treinadores mundiais, estamos perante um jogador com grande potencial, com uma criatividade e poder de passe acima da média. Veremos se o Benfica, que nos últimos anos (ou melhor, décadas) tem apostado pouco na cantera, lapida da melhor forma este diamante australiano.

Ficha Técnica



Nome: Kaz Patafta
Data de Nascimento: 25-10-1988
Local de Nascimento: Canberra
Clube: SL Benfica
Posição: Médio Ofensivo

Sporting 7-2 Sp. Pombal


O Sporting venceu o Sp. Pombal por incontestáveis 7-2 e está nas meias-finais.

O jogo começou com as equipas a fazerem pressão sobre o portador da bola.
Aos 8m o Sporting inaugurou o marcador por Evandro. Aos 15m surge o 2-0 por Andrezinho. Ainda antes do intervalo, o Pombal reduz para 2-1 aos 19m. Na 2ª parte o Sporting só parou nos 6-1 aos 34m. No minuto seguinte a equipa do Pombal reduz para 6-2. E no minuto final, Paulinho fixa o resultado final em 7-2.

Vitória justa do Sporting.

E agora segue-se....o SL Olivais

Grupo A - Alemanha


Federação: Deutscher Fussball-Bund
Fundação: 1900
Sede: Berlim
Presidente: Gerhard Mayer-Vorfelder
Palmarés: 3 Campeonatos do Mundo (1954, 1974, 1990)
3 Campeonatos da Europa (1972, 1980, 1996)
Página Internet: DFB
Marca Equipamento: Adidas

Como país organizador a selecção Alemã não necessitou de realizar a habitual fase de apuramento da zona Europeia, realizou mais de 20 jogos de preparação durante os últimos 2 anos, entre os quais os jogos referentes à última Taça das Confederações, na qual ficou classificada no 3.º lugar.
A Alemanha atravessa actualmente uma crise de talentos, depois de uma geração fabulosa durante os anos 80/90, não apareceram jogadores para substituir estrelas como Jürgen Kochler, Andreas Brehme, Thomas Hässler, Rudi Völler, Andreas Möller, Lothar Matthäus e Jürgen Klinsmann, e a selecção Alemã ficou órfã de bons talentos.
Depois do último grande título conquistado, em 1996 onde venceram o Europeu no país dos rivais Britânicos, os Alemães não fosse a surpresa do Mundial de 2002 tinham acumulado fracassos atrás de fracassos, no entanto esta selecção garante sempre as qualificações para as fases finais com maior ou menor dificuldade.
O seleccionador Alemão, a velha glória do futebol Alemão Jürgen Klinsmann, deverá apostar na principal estrela do actual futebol Alemão, Michael Ballack para triunfar no próximo mundial. Entretanto, passa por jovens jogadores como Schweinsteiger, Lahm e Lukas Podolski, que esteve presente no último Europeu sub 21 que ainda decorre em Portugal, a esperança dos adeptos Alemães em ver um futuro mais alegre da sua selecção.


Guarda - Redes
1 Jens Lehmann - Arsenal, 36 anos
12 Oliver Kahn - Bayern Munich, 36 anos
23 Timo Hildebrand - Estugarda, 27 anos

Defesas
2 Marcell Jansen - B.M´gladbach, 20 anos
3 Arne Friedrich - Hertha Berlin, 27 anos
4 Robert Huth - Chelsea, 21 anos
6 Jens Nowotny - Bayer Leverkusen, 32 anos
16 Philipp Lahm - Bayern Munich, 22 anos
17 Per Mertesacker - Hannover, 21 anos
21 Christoph Metzelder - Borussia Dormund, 25 anos

Médios
5 Sebastian Kehl - Borussia Dortmund, 26 anos
7 Bastian Schweinsteiger - Bayern Munich, 21 anos
8 Torsten Frings - Werder Bremen, 29 anos
13 Michael Ballack - Bayern Munich, 30 anos
15 Thomas Hitzlsperger - Estugarda, 24 anos
18 Tim Borowski - Werder Bremen, 26 anos
19 Bernd Schneider - Bayer Leverkusen, 32 anos
22 David Odonkor - Borussia Dortmund, 32 anos

Avançados
9 Mike Hanke - Wolfsburg, 22 anos
10 Oliver Neuville - B.M´gladbach, 33 anos
11 Miroslav Klose - Werder Bremen, 27 anos
14 Gerald Asamoah - Shalke 04, 27 anos
20 Lukas Podolski - Colonia, 20 anos




Michael Ballack, natural da ex RDA já conquistou entre outros títulos 4 Campeonatos Alemães, 1 pelo Kaiserslautern e 3 pelo poderoso Bayern Munich e 3 Taças da Alemanha pelo Bayern. Para um jogador desta categoria falta aqui um grande título internacional, que até esteve próximo em 2002 quando perdeu a Liga dos Campeões para o Real Madrid ao serviço do Bayern Leverkusen e no mesmo ano no campeonato do mundo da Coreia/Japão quando saiu também derrotado na final frente ao Brasil com as cores da selecção Alemã.
Ballack notabilizou-se ao serviço do Kaiserslautern, clube onde se estreou na Bundesliga em 1997, depois de em 1998 conquistar um título histórico de campeão Alemão no Kaiserslautern, transferiu-se para o Bayer Leverkusen em 2000, onde ganhou maior destaque no futebol Europeu, depois de grandes exibições nos “Farmacêuticos” em 2002 saiu para o mais poderoso clube do futebol Alemão, o Bayern Munich.
E agora finalmente parece sair rumo aos grandes títulos, acabou de assinar pelo poderoso Chelsea de Mourinho, que está construir mais uma equipa de sonho para a próxima temporada, Ballack arrisca-se finalmente a vencer um grande título...
É um típico jogador Alemão, excelente qualidade de passe, bom remate, melhor visão de jogo, e dotado de uma técnica individual que conjugada com todas as anteriores características fazem dele um jogador importantíssimo em qualquer grande equipa de futebol.
Com 30 anos, marcou até ao momento 30 golos em 63 presenças na selecção Alemã, estreou-se a 28 Abril de 1999 frente à Escócia.

Actualmente sou colaborador numa multinacional Alemã, e posso-vos garantir que os Alemães estão a viver intensamente este mundial, é engraçado verificar que antes de qualquer conference call começar o assunto Mundial é obrigatório, até mesmo em simples emails supostamente sérios o Mundial inevitavelmente é tema de conversa... A loucura do Mundial de futebol já tomou conta dos Alemães.
No entanto o povo alemão não tem grandes esperanças nesta selecção, faltam talentos a esta selecção, mas o estatuto de equipa da casa, e ainda mais estando incluída num grupo relativamente fácil, e em caso de vitória no grupo pode muito bem encontrar pela frente um adversário acessível nos oitavos de final, colocam as expectativas dos calculistas Alemães um pouco mais optimistas.
Mas convém relembrar que a “não vitória” deste Mundial poderá não ser encarada como um fracasso, ao contrário do que sucederia à uns anos atrás.
Apesar de os objectivos traçados à 6 anos quando foi atribuída a organização do Mundial à Alemanha passarem por construir uma equipa capaz de conquistar este título, qualquer Alemão tem a capacidade para perceber que vai ser muito complicado...

Grupo A - Costa Rica



Informações Gerais
Descoberta por Colombo em 1502 e independente desde 1821, a Costa Rica é um país de história democrática, e embora em breves trechos tenha passado por períodos conturbados com guerras civis e ditadura instituída, o país sempre se soube impor às contrariedades e aos interesses económicos instalados, quer no interior, quer no exterior.
O presidente do país governa ao lado de dois vice-presidentes, todos eleitos por voto popular a cada quatro anos e não possui, segundo a sua constituição, exército, sendo a ordem mantida pela guarda civil e um corpo de guardas rurais no interior.
Situada na América Central, possui um clima tropical e apresenta uma fauna e flora extremamente variadas, sendo que os parques naturais, as praias e os vulcões activos são os seus atractivos principais.
A economia tem vindo a estabilizar, fruto das suas actividades principais e exportações, mas o desemprego está perto dos 7% com um inflação anual de 13,8%. A moeda é o Colón e cerca de 600 equivalem a um euro. A população ronda os quatro milhões e cem mil habitantes e é maioritariamente católica. A sua capital é San José.

Apuramento
Os “Ticos” chegam a este segundo mundial, num registo histórico de duas presenças consecutivas, depois de conseguir passar à fase de grupos através de desempate por golos marcados fora contra Cuba, e depois de um período mau com duas derrotas e um empate com as outras equipas apuradas pela CONCACAF, levando mesmo à demissão do técnico, Jorge Luís Pinto. Alexandre Guimarães pegou na equipa e revolucionou-a, conseguindo vitórias importantes em casa e fora, nomeadamente frente aos vizinhos Guatemala e Panamá, Trinidad e Tobago e Estados Unidos.
Os “Ticos” contam com uma fraca prestação em mundiais, quer em resultados, quer em presenças, sendo de registar as participações em Itália 1990 e Estados Unidos e Coreia - Japão.

O Treinador

Alexandre Guimarães nasceu no Brasil, mais concretamente em Maceió, tem 46 anos, mas está no país que o acolheu desde os 12 anos, quando a benevolência do seu pai, médico, o fez emigrar pela OMS para aquele destino para ajudar contra a epidemia da malária. Adquiriu a nacionalidade costa-riquenha e representou mesmo a equipa nacional no mundial de 1990. Fez a sua carreira como jogador no Deportivo Saprissa, mas a de treinador levou-o a começar pelo Belen e Herediano, antes de regressar ao clube que o formou para o futebol. Chegou à selecção em 2000, mudou-se depois para a liga mexicana até chegar a seleccionador novamente em 2005, a meio da fase de apuramento.



Guarda-redes:
1. Álvaro MESEN, 34 anos, CS Herediano – Costa Rica
18. José PORRAS, 36 anos, Dep. Saprissa – Costa Rica
23. Wardy ALFARO, 29 anos, LD Alajuelense – Costa Rica
Defesas:
2. Jervis DRUMMOND, 29 anos, Dep.Saprissa – Costa Rica
3. Luis MARIN, 31 anos, LD Alajuelense – Costa Rica
4. Michael UMANA, 24 anos, Brujas – Costa Rica
5. Gilberto MARTINEZ, 26 anos, Brescia - Itália
12. Leonardo GONZALEZ, 26 anos, CS Herediano – Costa Rica
15. Harold WALLACE, 30 anos, LD Alajuelense – Costa Rica
17. Gabriel BADILLA, 22 anos, Dep. Saprissa – Costa Rica
22. Michael RODRIGUEZ, 24 anos, LD Alajuelense – Costa Rica
Médios:
6. Danny FONSECA, 26 anos, Cartaginês – Costa Rica
7. Christian BOLANOS, 22 anos, Dep Saprissa – Costa Rica
8. Maurício SOLIS, 34 anos, Comunicaciones – Guatemala
10. Walter CENTENO, 31 anos, Dep. Saprissa – Costa Rica
14. Randall AZOFEIFA, 22 anos, Dep. Saprissa – Costa Rica
16. Carlos HERNANDEZ, LD Alajaluense – Costa Rica
20. Douglas SEQUEIRA, 28 anos, Real State Lake – Estados Unidos
Avançados:
9. Paulo WANCHOPE, 30 anos, CS HErediano – Costa Rica
11. Ronald GOMEZ, 31 anos, Dep. Saprissa – Costa Rica
13. Kurt BERNARD, 29 anos, Puntarenas – Costa Rica
19. Álvaro SABORIO, 24 anos, Dep. Saprissa, – Costa Rica
20. Victor NUNEZ, 26 anos, Cartaginês, – Costa Rica





Paulo César Wanchope Watson começou a sua carreira pelo basquetebol, tendo estado inclusivamente na selecção juvenil do seu país e até nos Estados Unidos, no Vincent Memorial Collage of Califórnia. Ao regressar à Costa Rica, viu-se dividido entre o futebol e o basquetebol, as suas paixões. A sua decisão pelo futebol foi tomada definitivamente depois de ser convocado, aos 18 anos, para a selecção juvenil do seu país, fruto do seu talento ao serviço do Club Sport Herediano. A sua primeira presença ao maior nível foi no campeonato do mundo do Qatar em 1995, representando o seu país na selecção Sub-20. Um ano mais tarde integrou a selecção pré - olímpica de Sub-23.
Com a estreia pelo Club Sport Herediano em 26 de Setembro de 1994, o seu clube do coração consegui-o segurar por apenas 3 épocas, completando 67 jogos e marcando 20 golos, transferindo-se de seguida para o exigente futebol inglês e para o Derby County, onde permaneceu 3 anos também. Esta foi a entrada de Wanchope na Europa, onde recorda um monumental golo em pleno Old Trafford e contra o gigante Peter Schmeichel. Pelo Derby County realizou 83 jogos e marcou 28 golos. De seguida rumou por uma temporada ao West Ham United, onde realizou 46 jogos, marcou 15 golos e mostrou-o ao resto da Europa através da disputa da taça Uefa. Rumou de seguida ao Manchester City em 2000, onde permaneceu 4 épocas, notabilizando-se ainda mais no pais de sua majestade, se bem que o infortúnio bateu-lhe à porta em forma de lesões. Um ombro deslocado e uma operação ao joelho fragilizaram a sua posição na equipa de Kevin Keegan, bem como a sua prestação no futuro. Esteve no clube de 2000 a 2004, realizou 72 partidas e marcou 25 golos. Segue então a sua marcha e em Agosto de 2004 chega ao Málaga para depois regressar ao seu pais e ao seu clube de origem.
Com o final de carreira anunciado para depois do mundial, Wanchope conta com 59 internacionalizações, 40 golos pela selecção e 1 golo num mundial. É tido como o jogador mais representativo do futebol do seu país e admirado por todos.
A acompanhar de perto a prestação e o talento de Walter Centeno.



A selecção da Costa Rica tem como objectivo assumido repetir a prestação do Itália 90, ou seja, passar a fase de grupos. Por estar no grupo da Alemanha, Polónia e Equador, esta pretensão pode não ser totalmente descabida, até porque no mundial passado apenas perdeu com o Brasil. Contudo, as dificuldades são imensas e todos os jogadores e membros da equipa técnica sabem-no, ao ponto de assumir que só com a focalização no objectivo, o esforço e a dedicação poderaõ dar uma alegria a todos os costa – riquenhos, até porque nos jogos de preparação contam com outras tantas derrotas, a uma delas bem pesada, contra a Ucrânia.