quinta-feira, setembro 28, 2006

Israel Ataca!


Começou a nova epoca desportiva em que na minha opiniao sera um ano cheio de emoçoes fortes para os amantes da modalidade!
Uma 1ª jornada em que houve a confirmaçao daquilo que as pessoas esperam ou seja, os eternos candidatos a superiorizarem-se com alguma facilidade às equipas mais "pequenas"!
Aproveito para saudar o regresso dos "imigrantes" espanhois ao nosso campeonato vindo acrescer bastante qualidade, e desejar as maiores felicidades aos que partem nesta nova eperiencia das suas vidas, a todos muito boa sorte!

Comentario da Jornada:

Sporting 5-2 Junqueira

Vitoria mais que previsivel do campeão nacional, demonstrando que podem contar com eles na luta pelo titulo! De salientar na equipa de alvalade o reforço brasileiro Davi que na minha opinião será o grande reforço da equipa sportinguista.
Em relação ao junqueira vai ter muito trabalho para se manter na 1ª divisão, embora o seu pavilhão seja um duro osso de roer!

Freixieiro 3-5 Benfica

Jogo grande da jornada em que o vencedor da supertaça mostrou o porque de ser o dream team do futsal português. As contratações feitas para o lado da luz aos poucos vao passeando a sua classe. Em relação a minha equipa (Freixieiro) em primeiro lugar tenho de lhes pedir desculpa por nao ter podido ajuda-los, mas mais uma vez se viu que os jogos contra o Benfica são resolvidos em pequenos pormenores.
Penso que o Benfica será o mais sério candidato a ganhar tudo, mas o Freixieiro terá sempre uma palavra a dizer!

Fundão 2-6 Olivais

Apesar da perda de varios jogadores importantes (Drula, Jony, Estrela e Marçal) o olivais conseguiu uma importante vitoria no pavilhão do fundão e entrou com o pé direito no campeonato, resta saber se a equipa de Luis Alves vai conseguir alcançar a presença nas meias-finais como aconteceu nos 2 ultimos anos.
Quanto ao Fundão apesar de se ter reforçado com alguns jogadores de 1ª divisão penso que irá ter muitas dificuldades para se menter no convivio dos grandes.

Alpendorada 6-6 Pombal

Grande jogo com 12 golos em que os espectadores não deram por perdido o seu tempo.
De salientar a magnifica recuperação do Alpendorada que esteve a perder por 5-1, em relação ao Pombal penso que será a surpresa do campeonato porque mistura a experiencia com a irreverencia da sua juventude e aliado a isso tem um treinador muito jovem que vai querer mostrar serviço.

Belenenses 1-4 Fundação

Grande vitória da Fundação num pavilhão bastante difícil e contra uma equipa que para mim é capaz do 8 e do 80. A Fundação a dizer que podem contar com ela para a luta pelo titulo pois reforçou-se muito e bem.
Quanto aos de Belem com os reforços que foram buscar mais os bons jogadores que la tinham têm e devem de fazer mais e melhor!

Braga 2-1 Modicus

Um jogo com poucos golos em que as duas equipas preocuparam-se mais com os pontos do que com o espectaculo (o que nao se pode levar a mal) um Braga muito organizado defensivamente e que gosta de ter a bola nos pés, em contraste com a equipa do Modicus que tenta sair rapido no contra ataque aproveitando os seus rápidos jogadores.
Penso que vamos ter um Braga candidato aos play-off e o Modicus a lutar pela manutenção!

Boavista 6-1 Odivelas

Muita atenção a esta equipa orientada pelo Rui Pereira, pois ja mostrou que tem argumentos sufcientes para lutar com qualquer adversario, e foi com alguma naturalidade que se impôs a um Odivelas que vai ter de tentar amealhar pontos no seu reduto porque fora de portas penso que vai ser muito dificil.

Classificação



Grande abraço e até para a semana!

quarta-feira, setembro 27, 2006

Jogador Atacante da Semana: Juninho Pernambucano

Nome: António Augusto Ribeiro Reis Júnior “Juninho”
Data de Nascimento: 30/01/1975 (31 anos)
Clube: Lyon
Nº da Camisola: 8
Posição: Médio Ofensivo
Altura: 1,79 metros
Peso: 74 kg
Naturalidade: Recife (Pernambuco) - Brasil
Palmarés:

1 Campeonato Pernambucano (1994)
1 Copa do Nordeste (1994)
2 Campeonatos Brasileiros (1997 e 2000)
1 Campeonato Carioca (1998)
1 Copa Libertadores (1998)
1 Torneio Rio-São Paulo (1999)
1 Copa Mercosul (2000)
5 Campeonatos Franceses (2002, 2003, 2004, 2005 e 2006)
4 Taças de França (2002, 2003, 2004 e 2005)
1 Taça das Confederações (2005)


Quando se pensa em Juninho pensa-se necessariamente em livres directos. Está-lhe no sangue a capacidade magistral para bater livres, sejam eles a 20, 30 ou 40 metros da baliza. É possivelmente o melhor marcador de livres da actualidade. Além da supremacia nas bolas paradas, Juninho Pernambucano é dono e senhor de uma técnica apuradíssima e de uma capacidade organizadora de jogo altamente assinalável. É dos nº10 mais completos que existem e é pena ter encontrado nomes como Ronaldinho e Kaká na selecção nacional brasileira, o que terá empalidecido a sua carreira ao serviço do “tricolor”, mas nem por isso deixa de ter valor e mediatismo meritório. Este fantasista não só bate bem livres como todo o tipo de bolas paradas e execuções técnicas que exijam precisão milimétrica, desde livres a cantos, cruzamentos a soberbos passes em profundidade, tudo o que englobe pezinhos perfeitos, Juninho é perito. Criatividade e uma gama de recursos técnicos vastíssima são outras características que constam no dicionário do médio. De salientar ainda a sua enorme visão de jogo a que se alia uma extrema qualidade de passe (longo e curto), quase sem igual. Não sendo um jogador lento, pode considerar-se a dificuldade de explosão e velocidade o seu maior “handicap”. Não é homem de sprints nem nada do género e isso poderá fazer-lhe falta em algumas ocasiões em que o poder de arranque lhe seria útil mas nem por isso deixa de ser um fantástico executante do futebol espectáculo e tecnicamente é um prodígio. Muitos futebolistas da sua posição têm tendência em ignorar as tarefas mais recuadas ou pelo menos não lhes dar grande importância e tornam-se inoperantes no plano defensivo, o que não é o caso. Juninho, com o tempo e a adaptação ao mais exigente futebol europeu, começou a não deixar de parte esse tipo de missões. Pernambucano defende e ataca e qualificá-lo poderia resumir-se a duas palavras: grande jogador!

António Augusto Ribeiro Reis Júnior é o verdadeiro nome do vulgarmente conhecido no mundo do desporto-rei por Juninho Pernambucano. Juninho é o diminutivo de Júnior e Pernambucano é referente à zona do Brasil donde é, assim como Ronaldinho Gaúcho (da zona gaúcha) ou Dudu Cearense, por exemplo. A sua primeira equipa foi formada pelo próprio Juninho, que decidiu criar uma formação de Futsal com os seus amigos do Condomínio (mudara-se recentemente). O pai de Juninho registou o clube na Federação e conseguiram arranjar um técnico que os treinou durante a existência do ALBATROZ F.C, do qual Juninho era capitão, fundador e figura de proa. Nesta altura, o jovem já dormia com uma bola (!), tal era a sua obsessão pelo futebol. Por entre várias equipas de Futsal, Juninho foi encantado toda a gente com o seu estilo franzino mas espectacular e inclusivamente com 14/15 anos já jogava entre os adultos. A sua primeira experiência no futebol de 11 surgiu já aos 17 anos, quando ingressou nos juniores do Sport Recife, onde se tornou, logo no primeiro ano, a grande estrela e o melhor marcador. Assim sendo, foi imediatamente chamado aos seniores na temporada seguinte, aos 18. O seu percurso escolar era óptimo, algo que nem sempre acontece entre os jogadores de futebol, e foi mesmo a nova profissão que levou o brasileiro a desistir do curso de gestão de emprensas que chegou a iniciar. Em 1994 consegue a sua primeira conquista, um título regional, de campeão pernambucano. No ano seguinte participou no Torneio de Toulon, em França, onde se tornou uma das maiores revelações e os responsáveis do Vasco da Gama tratarm imediatamente de o transferir para o clube. Foi neste clube que se tornou campeão do seu país por duas ocasiões, em 1997 e 2000. Além disso conquistou também a Copa Libertadores (1998), equivalente à Liga dos Campeões na Europa. Um campeonato carioca, um Torneio Rio-São Paulo e uma Copa Mercosul são outras das conquistas que conseguiu obter. Foram seis anos espectaculares para o clube que alcançou dois Brasileirões, metade dos do seu historial, pois só havia ganho dois anteriormente, em 1974 e 1989, apesar dos dois segundos lugares e de um terceiro, nos últimos 25 anos. Chegou a ser colega de nomes como Romário, Edmundo, Juninho Paulista, Amaral (ex-Benfica), César Prates (ex-Sporting), Helton (FCPorto), Jardel (Beira-Mar, ex-SCP e ex-FCP), Alessandro (ex-FCPorto), Detinho (Imortal), Carlos Germano (ex-Penafiel), entre outros. Foram anos fantásticos para este clube que além do sucesso interno conseguiu duas prestigiadíssimas Taças, a Copa Mercosul, substituída posteriormente pela Copa Sul-americana e uma ainda mais importante, a Copa Libertadores, que venceram unicamente em 1998. A final a duas mãos acabou por ser favorável aos brasileiros que cilindraram os equatorianos do Barcelona por 4-1 (2-0 em casa e 1-2 fora). Nesse ano eliminaram formações como o River Plate, o Grémio ou o Cruzeiro. O Lyon acabaria por descobrir este talento canarinho e faze-lo concretizar o sonho de qualquer brasileiro, jogar no Velho Continente. Não que descobrir seja a palavra certa, porque Juninho Pernambucano já era internacional brasileiro, mas ainda não tinha metade do mediatismo que actualmente aufere. Apesar de ter participado em alguns jogos de apuramento para o Mundial 2002, acabou por não ser eleito para os convocados de Luiz Felipe Scolari. Mas o Lyon, clube francês que não contava com nenhuma “Ligue 1” no seu currículo, começava a demonstrar a sua força e era o início da hegemonia que se vive hoje no campeonato francófono. Muito graças ao genial nº10, que cedo se tornou vedeta, o Lyon iniciava a sua senda do sucesso com o primeiro título da sua história, no ano de 2002. Em 2000/01 ameaçaram com um segundo lugar e em 2001/02 chegaram mesmo ao primeiro. A fama de Juninho crescia por toda a Europa e era idolatrado por todos os adeptos do Olympique. Na selecção começava a ser uma presença cada vez mais habitual, muito embora jogadores como Ronaldinho, Kaká, Juninho Paulista ou Vampeta (estes dois últimos foram convocados para o Mundial 2002 ao invés do nosso Jogador Atacante da Semana, por exemplo) lhe tenham tapado o lugar de médio ofensivo titular. Nunca deixou, no entanto, de ser chamado e foi ainda bastantes vezes titular, ainda que nunca tenha alcançado o estatuto de indiscutível, como sucedera no clube francês. O Lyon somava títulos, títulos e mais títulos e com isso alcançava prestações europeias muito razoáveis. Campeões e vencedores da Taça em 2002, 2003, 2004 e 2005. Sempre, consecutivamente. Um feito. Além disso chegaram aos oitavos de final da Liga dos Campeões em 2003/04 (eliminados pelo poderoso FCPorto) e aos quartos de final da mesma prova nas duas últimas temporadas. Este ano já lidera o grupo E com 6 pontos, 3 a mais do que o Real Madrid e o Steaua de Bucareste. Todos estes feitos têm um toque muito particular de Juninho Pernambucano que já ultrapassou os 50 tentos, só na Ligue 1, tendo participado em mais de 160 jogos. É uma marca incrível para um médio e é de salientar que uns terços dos golos que marcou são obtidos através da cobrança de livres directos. A dobradinha tem sido constantemente alcançada pelos do norte de França e só neste último ano, o PSG de Pauleta conseguiu conquistar a Taça Francesa que estava nas mãos dos companheiros de Juninho e Tiago há 4 anos. Em 2005 alcançou a Taça das Confederações pelo seu país, um “aquecimento” para o ponto alto da sua carreira como internacional, este ano, em 2006, na Alemanha, onde disputou o Campeonato do Mundo. Começou o Mundial no banco, na vitória de 1-0 do Brasil diante da Croácia e na de 2-0 contra a Austrália, mas foi titular no último jogo da fase de grupos contra o Japão, em que marcou um dos 4 golos de língua portuguesa contra um tento solitário dos nipónicos, num jogo em que o bis de Ronaldo o colocou no topo da lista dos melhores marcadores em Mundiais. Juninho foi um dos melhores do jogo. Na vitória frente aos africanos do Gana, nos oitavos de final, por 3-0, voltou a começar no banco mas desta vez ainda jogou meia hora em lugar de Adriano. O Brasil foi eliminado pelos vice-campeões, a França. 1-0 foi o resultado final e a classe de Juninho não foi suficiente para bater o país do clube que representa. Saiu aos 63 minutos para ceder o lugar a Adriano. O jogador abandonou a selecção no fim do torneio. Enfim, não há muito mais a dizer… A supremacia do Olypique Lyonnais deve muito à extrema qualidade futebolística deste brasileiro e não só conseguiu o primeiro título da história do clube como é hoje pentacampeão francês e vai destacadamente no primeiro posto esta época. É ídolo de todos os adeptos, até pela sua simplicidade, humildade e grande simpatia, e é o símbolo do clube, pois é inevitável pensar em Pernambucano quando pensamos em Lyon. Não vai jogar mais pela selecção mas promete levar os campeões franceses a bater todos os recordes e a tentar atingir o hexacampeonato. Mesmo com jogadores como Djorkaeff, Giuly, Essien, Sonny Anderson ou Domenech, Manuel Amoros ou Nestor Combain a terem já passado pelo emblema, eu arriscar-me-ia a dizer que Juninho Pernambucano é o melhor jogador da história deste fantástico clube, quanto mais não seja pela preponderância que tem tido ao longo do período mais dourado da história do mesmo. Um fantástico jogador que, aos 31 anos, espelha ainda toda a sua genialidade e com os seus pés mágicos vai maravilhando os adeptos pelos palcos franceses. Figura de proa no auge do Lyon, será capaz de levar a equipa às costas até ao sexto campeonato consecutivo? O melhor marcador de livres de todo o mundo e um dos melhores passadores e rematadores da actualidade, Juninho Pernambucano é um nome que todos conhecemos e certamente iremos continuar a ouvir. Esplêndido!

Champions League: SL Benfica vs Manchester United

Estádio: Estádio da Luz
Espectadores: 55.000
Arbitro: Frank De Bleekere

Benfica: Quim, Alcides, Luisão, Anderson e Léo, Petit, Katsouranis e Karagounis, Paulo Jorge, Simão e Nuno Gomes
Treinador: Fernando Santos Jogaram ainda: Nuno Assis, Miccoli e Mantorras

Manchester United: Van der Sar, Neville, Ferdinand, Vidic e Heinze, Carrick, O’Shea, Scholes e Cristiano Ronaldo, Saha e Rooney
Treinador: Alex Ferguson Jogaram ainda: Fletcher e Alan Smith

Mais uma noite de gala no Estádio da Luz, para acolher um jogo da Liga dos Campeões, mas desta feita as expectativas dos espectadores presentes saíram defraudadas.

O Benfica até entrou bem na partida, tendo dominado o jogo nos primeiros 45 minutos. Neste período, o Manchester United esteve surpreendentemente com os onze jogadores atrás da linha da bola, sempre na expectativa do contra-ataque encarnado e não raras vezes, nem sequer conseguia sair a jogar, tal era a pressão exercida pelos benfiquistas, ao jogador que transportava a bola.

Graças a essas recuperações, o Benfica foi criando algumas situações de embaraço para a defesa do United, que andou um pouco atordoada. Fernando Santos surpreendeu ao não usar Miccoli no lado direito do ataque, assim como também ao deixar Nelson no banco e Kikin Fonseca fora da convocatória.

Em certas alturas da primeira parte, quando a defesa inglesa estava mais à deriva, notava-se a falta do italiano, que com a sua rapidez poderia ter desequilibrado o encontro.

A melhor oportunidade do primeiro tempo, pertenceu por isso, ao Benfica que através de Nuno Gomes que surgiu isolado, rematou à entrada da área, com Van der Sar a desviar para canto. Estávamos já perto do intervalo e um golo nesta altura do desafio poderia ser crucial para o desfecho da partida. Mas o descanso chegou com o nulo a manter-se.

Pessoalmente, não gosto de Fernando Santos. Apesar de ter cara de mau em certas alturas dos jogos, o certo é que não assusta ninguém no terreno de jogo. Quando ao intervalo se pedia que Miccoli surgisse dos balneários, o certo é que entrou o mesmo onze.

A toada inicial da partida manteve-se, pois o Benfica conseguiu manter um certo ascendente, mas a realidade é que a qualidade de jogo é sempre a mesma. Se houvesse uma taça para a equipa que mais troca de bola fizer nos jogos, de certeza que o Benfica venceria o troféu.

Existe demasiada troca de bola no seio da equipa, o que limita a qualidade jogo de ofensivo, que é praticamente inexistente. A certa altura da partida, os jogadores encarnados pareciam cansados, pois fartaram-se de correr sem nada fazer, o que deixa ver que não há quem crie uma jogada de perigo, não existe um jogador imaginativo, que procure ganhar faltas à entrada da área, enfim, não há quem pegue no jogo.

Chega a ser desesperante ver o Benfica sair para o contra-ataque, chegar ao último terço do terreno e como que por falta de ideias, o jogo para, e começa então a troca de bola desesperante, que não leva a lado nenhum.

Ao contrario do Benfica os jogadores do Man. United foram mais pragmáticos. Apesar de não ter tido uma oportunidade de golo clara durante 60 minutos, o certo é que foi precisamente nesse minuto que chegou o golo. Em três toques a bola chegou da baliza de Van der Sar aos pés de Saha, que ao contrário dos jogadores do Benfica, resolveu sozinho, passando por Anderson e rematando cruzado para o fundo das redes de Quim.

Estava feito o único golo do jogo na primeira oportunidade flagrante de golo para os visitantes. A partir deste momento, Fernando Santos, que ia fazer entrar Nuno Assis, no momento do golo, começou a ver a vida a andar para trás.

E o Manchester, que já tinha equilibrado um pouco o jogo, chegou ser superior, criando por Saha mais um calafrio a Quim, antecipando-se a Luisão no centro da grande área. Fernando Santos fez entrar ainda Miccoli e Mantorras, já em desespero de causa, pois nem consegui perceber em que esquema é que o Benfica acabou a partida, mas o certo é que pouco frutíferas se revelaram estas substituições.

O United poderia ter chegado ainda ao segundo golo, quando faltavam já dois minutos para os 90, quando na marcação de um livre apontado por Heinze, Quim defendeu dois remates a queima-roupa, com toda a defesa a vê-lo jogar.

Primeiro esteve mal, pois defendeu o remate do argentino para a frente, onde surgiu Carrick, que tentou rematar cruzado, com Quim a obstaculizar e depois ainda conseguiu parar o remate de Smith, também ele na cara do guardião. Passados alguns minutos o jogo chegaria ao fim, com um enorme coro de assobios para o treinador e vários lenços brancos nas bancadas em sinal claro de que a vida do engenheiro na Luz, não se está a afigurar nada fácil.

O Melhor em campo

Há alguns jogadores que poderiam figurar nesta nomeação, mas acho justo considerar Quim como o melhor em campo, depois de o ver defender dois remates de golo certos, com a passividade da defesa encarnada como pano de fundo. Parece-me justo, até porque juntamente com Paulo Jorge, tem sido o melhor jogador encarnado até ao momento.

Tenho também que realçar a exibição do Cristiano Ronaldo, pois de facto, foi o único que esteve em grande nível, mesmo que por vezes andasse desaparecido do jogo. Os elogios de Ferguson antes do jogo assentaram que nem uma luva, e desta vez nem os assobios desconcentraram o jogador.

O Positivo do jogo

Não vejo muito de positivo nesta partida. O Benfica perdeu e fica em maus lençóis no grupo, tanto mais porque a próxima deslocação é a Escócia, para defrontar o sempre complicado Celtic de Glasgow. Mas posso destacar a atitude dos jogadores encarnados em termos disciplinares. Pelo menos ninguém foi expulso, o que é algo de novo nos jogos do Benfica deste início de temporada.

O Negativo do jogo

A derrota. Tem que ser considerado como o ponto mais negativo, de entre tantos que poderia nomear, como a falta de ideias do meio campo para a frente e a ausência de um criador de jogo, problema do Benfica de longa data. Esta derrota compromete o percurso encarnado nesta edição da Champions League e obriga desde já os encarnados a vencerem o jogo frente ao Celtic, pois o empate pode não chegar para somar o número de pontos necessários para seguir em frente.

O Benfica voltou a ser igual aos clubes portugueses de outras épocas em que eram superiores aos adversários teoricamente mais fortes, mas devido à falta de concretização dos lances de perigo criados, acabavam por perder os jogos.

O Árbitro

O árbitro belga esteve de uma maneira geral bem, tendo apenas um erro, induzido pelo se auxiliar, ao tirar um fora de jogo a Alcides, ainda no primeiro tempo, quando o jogador brasileiro estava claramente em jogo.

Em termos disciplinares, poderá ter perdoado a expulsão a Heinze, que devido ao número de faltas e aos protestos dirigidos ao juiz, justificava a expulsão.

Champions League: Arsenal vs FC Porto

Estádio: Emirates Stadium
Assistência: 30.000
Árbitro:
Stefano Farina (Italiano)

O FC Porto partia para a segunda jornada da Champions League, com uma notícia desfavorável: o CSKA acabara de vencer o Hamburgo por 1-0.
Assim, tornava-se ,á priori, importante pontuar em Londres.

Jesualdo prometeu uma equipa fidedigna ao modelo que vinha sendo implementado e sobretudo uma equipa de ataque, procurando fazer recuar o Arsenal para linhas mais defensivas.
Contudo, o Porto apareceu em Londres completamente descaracterizado, apostando numa espécie de 4-4-2, com a inclusão de Ricardo Costa na lateral esquerda, fazendo subir Cech para a interior esquerda do meio campo.
O FC Porto apresentou-se então com um losango no meio campo, composto por Assunção, Lucho mais á direita, Cech mais á esquerda e Anderson como vértice ofensivo. Na frente Postiga mais fixo e Quaresma a “vaguear”.
O Arsenal, a jogar em casa, deixou de fora Adebayor apostando na velocidade e talento de Van Persie ao lado do terrível Henry. Hoyte apareceu como lateral esquerdo fazendo Gallas deslocar-se para o centro da defesa.


O arbitro apitou para o início da partida, e foi automaticamente notório o desconforto e o nervosismo do Porto em campo, com o Arsenal a pressionar alto e a jogar nas imediações da área Portista, gozando de imenso espaço para testar a meia distância.
Assim, não foi nenhuma surpresa quando aos 5 minutos o Arsenal chega ao golo. No entanto, este foi bem anulado, pois Cesc toca a bola para Eboué quando esta já tinha ultrapassado a linha final, boa decisão de Farina.

Chegávamos aos 10 minutos e só o Arsenal aparecia em campo.

Contudo, a equipa azul e branca tranquilizou-se um pouco, e começou a gerir melhor a posse de bola, apostando em pausar o jogo e trocar a bola com tranquilidade, quebrando a motivação inglesa.
Aos 14 minutos, num canto bem batido Bruno Alves desvia para a baliza, e o perigo finalmente rondou a baliza britânica.
A partir deste lance o jogo equilibra-se, inicia-se uma luta maior a meio campo e com transições ofensivas mais pensadas e estruturadas, parecia que o jogo chegaria empatado ao intervalo.

Mas nem tudo o que parece é, e num raide ofensivo do lateral direito Eboué, Cech é batido em velocidade, numa zona do campo que “teoricamente” seria de Ricardo Costa, e num cruzamento milimétrico Henry superioriza-se a Pepe e numa cabeçada fantástica põe os gunners em vantagem. Uma grande jogada de ataque dos ingleses, que já haviam ameaçado aos 30 minutos num lance protagonizado por Van Persie.
A estratégia ,montada por Jesualdo, desmoronava-se com este golo, pois se a inclusão de Ricardo Costa a lateral esquerdo e de Cech no meio campo seriam para parar o maior pendor ofensivo da ala direita do Arsenal, a verdade é que a jogada do golo é feita exactamente por essa ala, e grande parte do jogo ofensivo dos Gunners foi canalizado sobretudo pelo flanco direito.
Intervalo.

Para a 2ª parte, Jesualdo finalmente parecia querer voltar ao modelo que tão bons resultados vem dando no campeonato e retira Ricardo Costa e Postiga (2 exibições para esquecer) colocando Lisandro e Raul Meireles.
Contudo, mais 1 vez o técnico surpreende, pois faz recuar Cech para a lateral, colocando R. Meireles no meio campo, mas depois “inventa” colocando Lisandro sobre a esquerda e Anderson na frente de ataque Portista.

A equipa azul e branca ainda não estava totalmente reorganizada, quando os Gunners chegam ao 2º golo num remate cruzado de Hleb.
Gallas foi ao ataque criar desequilíbrios numéricos, criando o pânico na defesa Portista que foi “arrastada” para o centro da área..abrindo uma autentica cratera no lado direito do ataque londrino, onde apareceu Hleb para finalizar.

A partir do 2º golo, os Gunners começaram a gerir o resultado e o esforço, “entregando” a posse de bola aos Portistas, que no entanto, foram sempre incapazes de se superiorizar a um adversário que foi mais forte em todos os capítulos.
Passes longos sem qualquer tipo de eficácia, passes curtos e simples errados, falta de movimentação ofensiva e falta de inspiração, é assim que se pode resumir o jogo do Porto.

Antes do fim da partida, ainda houve tempo para mais uma “invenção” de Jesualdo, ao tirar Anderson, o mais inconformado dos azuis e brancos, para colocar Adriano.

Final da partida.
O Arsenal vence justamente e sem grande dificuldade um FC Porto desinspirado e sobretudo muito apagado.


Arbitragem:
Stefano Farina esteve sempre tranquilo e em bom plano.
Esteve bem nos lances capitais, não foi demasiadamente severo no capítulo disciplinar, e pouco se deu por ele.

Pontos Positivos:
O lance do primeiro golo do Arsenal é muito bom, com um fantástico cruzamento e uma sublime concretização.

As movimentações sem bolas dos jogadores londrinos. Todo a dinâmica ofensiva do Arsenal pareceu bastante mecanizada e muito inteligente.

Pontos Negativos
Jesualdo Ferreira esteve péssimo. Muito tenho elogiado o técnico Portista, mas desde cedo se percebeu que iria ser uma noite não do técnico.
Mostrou medo do Arsenal, ao alterar toda a filosofia que vinha trabalhando, não esteve bem nas substituições. Depois de toda uma semana a prometer um Porto igual a si mesmo, ofensivo e com vontade de ganhar, Jesualdo defraudou as expectativas. É caso para dizer: “ Não prometa aquilo que não consegue cumprir”.

Negativa também, a noite desinspirada de alguns dos melhores jogadores azuis e brancos. Quaresma esteve francamente mal, Lucho foi uma sombra de si mesmo, e Postiga nem se viu em campo.


Nota Final: O Porto sai vergado de Londres. Mérito para a equipa Londrina, mas demérito ,também, da equipa Portista e sobretudo do treinador azul e branco.
A campanha do FC Porto na Champions começa-se a complicar, e os dois jogos que se seguem frente ao Hamburgo serão de capital importância.

terça-feira, setembro 26, 2006

Tribunal Atacante


Olá pessoal! O Tribunal Atacante está de volta.
Analisamos mais uma vez apenas lances dos jogos dos três grandes não só pelo sua maior mediatização, mas também por acharmos que são os lances que estão mais presentes para a maioria dos nossos leitores. Claro que houve casos complicados que aqui não estão previstos (como por exemplo o jogo de Leiria), mas esses podem sempre ser alvo de discussão no respectivo cantinho de comentários.
Queria também assegurar-vos que estamos a tentar organizarmo-nos de maneira a que os "pequenos" possam também ser alvo de maior reflexão neste espaço, coisa que até agora não nos tem sido possível. Agradeço a compreensão e boa semana...

Corria o minuto 75 quando Anderson isola-se e é ceifado por Alcaraz. Fez bem o árbitro em mostrar-lhe o cartão vermelho?

Decisão acertada do árbitro visto que, Anderson corria isolado e era uma ocasião clara de golo.

O árbitro esteve bem. Quem esteve mal foi o Alcaraz, prejudicou a equipa e poderia ter lesionado gravemente um jovem valor, que muito vai mostrar ao futebol mundial.

Alcaraz atropelou Anderson, nada a acrescentar neste lance. Bem o arbitro

Anderson é claramente travado por Alcaraz e por isso o árbitro esteve bem..


Léo, aos 53', leva amarelo por protestar com o árbitro assistente. Tem nova atitude perante o árbitro, que mostra-lhe o segundo e a correspondente ordem de expulsão. Esteve bem, Lucílio Baptista?

Léo carrega o seu adversário pelas costas. O árbitro assistente marca falta e o jogador insurge-se em protestos. O árbitro assistente decide que o jogador excedeu-se e pede ao árbitro sanção disciplinar. Léo ao ver o amarelo, bate palmas ao árbitro num claro discordar irónico. O árbitro entendeu a atitude como desrespeituosa e deu-lhe o segundo amarelo. Nada a dizer da atitude do arbitro. Os jogadores estão ali para jogar...

Acho que é ridicula a maneira como muitos profissionais se portam em campo. Um protesto ou uma contestação de uma decisão nunca pode ser feita de maneira, jocosa, ou que inflija as regras da boa educação, e acima de tudo o àrbitro tem de ficar com a última palavra. Esteve bem o àrbitro porque por exemplo eu não sou árbitro, se fosse, muitas das situações de desrespeito, que eu vejo no futebol eram vermelhos directos, nem passavam pelo amarelo.

É um lance muito delicado para um arbitro, penso que todos concordamos que Leo apenas provocou o arbitro com aquela atitude. Mas até que ponto o arbitro deve julgar as intenções dos jogadores e não restringir-se apenas ao que vê, assumindo um critério mais prático e seguro?
No entanto, Leo foi bem expulso na minha opinião, Lucilio Baptista seguiu um critério e temos de aceitar a punição do jogo anti desportivo.


Leo precipitou-se depois do amarelo e desrespeitou o àrbitro ao “aplaudir” a sua decisão. Quanto a isso nada mais a dizer

Aos 76' Luiz Carlos leva o segundo amarelo e correspondente vermelho por mão na bola. É justa a sanção?

Acho que neste lance, o árbitro equivocou-se. O esférico vai efectivamente embater no braço de Luis Carlos, mas sem intenção do defesa pacense. A única maneira de a bola não bater no braço de Luis Carlos - braço que estava junto do tronco do jogador - era se o braço não existisse.
Creio que aqui o árbitro tentou compensar o incompensável...


Se o jogador meteu mão na bola o árbitro esteve bem, como a pergunta é feita no sentido já final do termos, ou seja, "o jogador meteu mão na bola e levou como sanção um amarelo, é justo?", sim nesse caso é. Se a pergunta tem sido, "será que foi mesmo mão na bola e não bola na mão?" ai eu diria que esteve mal porque a bola pareceu-me ter ido ao braço/mão, casualmente.

Ao marcar a falta não resta alternativa ao arbitro a não ser mostrar o segundo cartão amarelo a Luiz Carlos. Bem o arbitro na punição disciplinar.
Quanto à existência da falta, parece existir um movimento no braço de Luiz Carlos de forma a “matar” o contra ataque encarnado, mas foi tudo muito rápido e o passe de Paulo Jorge foi muito próximo, o arbitro estava próximo e considerou intencional a mão do Pacense.
São critérios, eu considero que Luiz Carlos foi inteligente ao tentar cortar um contra ataque perigoso do Benfica, sendo assim foi bem expulso.


Penso que o lance foi casual; não me pareceu que Luiz Carlos tivesse feito algum movimento com o braço para ser intencional...


Aos 15' de jogo, João Moutinho cruza para Alecsandro finalizar, ficando os defesas contrários a reclamar fora-de-jogo. Com razão?

Não. Alecsandro é rápido a reagir e quando corresponde ao excelente cruzamento de João Moutinho, está em posição legal.

Esteve bem o árbitro, o jogador estva em linha aquando do passe do colega.

Alecsandro está em jogo, nada a assinalar, esteve muito bem o arbitro auxiliar.

O lance de Alecsandro é legal, por isso o árbitro auxiliar esteve bem ao validar o golo.

Palpites Atacantes - Bwin

Depois de na primeira semana a BWin ter premiado todos, leram bem, todos os nossos participantes no concurso Palpites Atacantes com bilhetes grátis para assistir a vários jogos da 4.ª jornada da Liga BWin. Esta semana temos ainda outra novidade. A partir desta semana o concorrente vencedor em vez de 1 bilhete para um jogo da semana seguinte, ganha 2 bilhetes!!!!... Assim sendo, o Estrela, que venceu a classificação semanal, na próxima jornada vai ver o jogo que escolheu (Benfica-Aves), com mais uma pessoa, por oferta da BWin.
Parabéns Estrela!

Relembramos todos os leitores que as inscrições continuam abertas, perante o pagamento de 25€ (pagamento único válido para toda a época 2006/2007), habilitam-se a 2 bilhetes para um jogo à escolha da Liga BWin por semana e ainda ao Lucro resultante das apostas efectuadas semanalmente, bem como aos fabulosos prémios atribuídos aos vencedores da classificação acumulada no fim da temporada, sem gastar mais um tostão todo o ano...

Esta semana, Estrela e Miguel Pereira acertaram em 4 jogos, ficaram a apenas 1 jogo de receber aproximadamente 20€ com o lucro da aposta nos 5 jogos escolhidos para esta semana.
Sendo assim, a classificação da semana foi a seguinte:



E a classificação acumulada está organizada da seguinte forma:



As Odds oficiais para a próxima semana serão as seguintes:

Agora já sabem, analisem as Odds dos 8 jogos que constituem a próxima jornada da Liga BWin e escolham a melhor combinação possível de 5 jogos para apostar no vencedor, ou então no empate.
Enviem as vossas apostas para correio.de.ataque@gmail.com e para além de se habilitarem a vencer um bilhete para um jogo à vossa escolha da jornada do dia 1 de Outubro da Liga BWin, podem também arrecadar o lucro monetário obtido com a vossa aposta.

Ficam aqui duas imagens de adeptos deste concurso que tiveram a possibilidade de ir ver jogos de futebol das suas equipas do coração. Agradecemos desde já à BWin.com todo o apoio que nos tem dado neste iniciativa.

Análise Atacante: Série A

Jogou-se este fim-de-semana a 4ª jornada da Série A.
Começamos pelo super favorito Inter de Milão que esteve à beira do abismo! Passo a explicar: o Inter recebeu o Chievo e conseguiu uma preciosa vantagem de 4-0 (Golos de Crespo (2), Samuel e Stankovic. O jogo caminhava para o fim e o Inter decide facilitar…O Chievo não se fez rogado e marca, de penalty pelo inevitável Pellissier. O Chievo não baixou os braços e apesar da escassez de tempo carregou no acelerador e marcou mais dois (Tribocchi e Brighi). O Inter treme, mas não havia tempo para mais! Fica no entanto o aviso, os jogos só se ganham mesmo quando o árbitro apita. À atenção do Braga!
O mais directo rival do Inter, foi vencer fora o desinspirado Parma. Falo claro está da Roma que cilindrou a equipa parmegiana com 4 golos sem resposta. Montella, Perrota, A. Rossi e Aquilani coloriram o marcador para a equipa romana. Parece que tudo corre bem para os “giallorossi”.
A Lázio luta contra os pontos negativos e para já tirou 3 pontos da cartola com a vitória sobre a Atalanta. Um golo de Siviglia bastou para os “azuis de Roma” vencerem.
A sensação Palermo foi derrotada. É noticia, pois a época tem sido excelente para os Sicilianos. O Empoli não deu hipóteses e os golos de Saudati e Almirón fizeram o resultado (2-0).
Apesar de estarmos no início, a Fiorentina parece condenada. Nova derrota, desta feita por 1-0 no terreno da Udinese. O campeão do Mundo Iaquinta marcou o golo do jogo.
Ascoli e Sampdoria empataram a uma bola, com golos de Marco Delvecchio para o Ascoli e Del Vecchio para a Samp.
Igual resultado obtiveram a Regina e o Torino. Modesto e Comotto obrigaram à repartição de pontos. Desta feita Bianchi não lugrou marcar, mas é ele o líder dos melhores marcadores da Série A.
O Siena e o Cagliari também empataram, mas a zero bolas.
No Sábado já se tinham jogado dois jogos, com o Milan a decepcionar e a perder 2 pontos em Livorno (empate a zero) e o Catania a receber o Messina, aqui com um empate a duas bolas. Mascara e Spinese marcaram para os da casa, Flocanni e Córdova para os forasteiros.

Uma nota final para a Série B. A Juventus continua a sua brava luta e desta feita goleou o Modena por 4-0. Trezeguet marcou 2, Del Piero 1 e Nedved também 1. A luta vai ser até final…



Buona setimana!

Solidariedade Atacante: Dário Silva

O internacional uruguaio Dário Silva sofreu um aparatoso acidente de viação no passado Domingo. Devido ao acidente referido, o jogador teve de ser amputado de uma perna para que lhe salvassem a vida.

Aos 34 anos termina assim a carreira um jogador que ao longo da sua carreira ficou conhecido pela sua dureza e exemplar profissionalismo.

Recorde-se que na época passada foi colega de Pedro Mendes no Portsmouth.

O Futebol de Ataque homenageia assim um profissional de futebol, que devido a um infeliz acidente terá de terminar mais cedo a sua carreira futebolística. Um abraço atacante, desde Portugal!

Análise Atacante: La Liga

O campeonato espanhol continua ao rubro e apresenta neste momento os três maiores candidatos ao título igualados com o mesmo número de pontos. Referência para a SportTv que conseguiu finalmente os direitos de transmissão do campeonato espanhol, o que nos permitiu a todos visualizar um excelente jogo de futebol no passado Domingo, em Barcelona.

O Real Madrid aproveitou da melhor forma o empate entre Barça e Valência em Camp Nou, batendo em Sevilha o Bétis e demosntrando que Capello começa a criar hábitos de vitória no conjunto merengue. Desta forma, Real Madrid apanhou os seus grandes adversários na luta pelo título espanhol.

Barcelona e Valência protagonizaram em Camp Nou o jogo mais importante da ronda, e os valencianos conseguiram pelo 6º(!) ano consecutivo passar na cidade catalã sem perder. O Valência chegou mesmo a inaugurar o marcador por David Villa, que ainda enviou uma bola ao poste, mas o Barcelona após o intervalo acabaria por igualar por intermédio de Iniesta.

Noutro jogo bastante interessante e aguardado com expectativa, o Atlético de Madrid dos nossos conhecidos Costinha, Maniche e Zé Castro bateu o até então invicto Sevilha por 2-1. Refira-se que no entanto os colchoneros apenas marcaram os dois golos aos 85 e 88 minutos, e já actuando apenas contra 9 elementos andaluzes.

Destaque para as vitórias de alguma forma surpreendentes de Recreativo de Huelva em San Sebastian frente à Real Sociedad (2-3) e de Osasuna em Vigo frente ao Celta por 0-2.

O Deportivo continua a defraudar expectativas e desta feita foi batido em casa do Levante por 2-0. A grande esperança dos galegos é o regresso de Jorge Andrade que deve ocorrer apenas em finais de Outubro.

Vitórias normais de Villareal em casa frente ao Saragoça por 3-2 e Málaga em casa frente ao Español por 1-0.

Por fim, de referir os empates em casa de Getafe frente ao Atlético Bilbau (0-0) e Nástic frente ao Racing Santander (2-2).

Na classificação como podem ver, as equipas favoritas assumem a liderança do campeonato e prometem futebol ao rubro.

No troféu Pichichi, Eto'o do Barcelona e Kanouté do Sevilha lideram com 4 golos marcados.

Análise Atacante: Liga Bwin.com

A 4ª jornada, da Liga Bwin.com, começou na Sexta-feira, com dois jogos de dois candidatos ao titulo, isto em teoria, porque na prática só um deles parece ser candidato.

Assim o FC Porto recebia o Beira Mar que a imprensa fez o favor de agigantar, uma vez que nas suas fileiras se encontra o grande goleador Jardel, que fora em tempos jogador dos azuis e brancos.

Com o decorrer do jogo, depressa se percebeu que de gigantes tinham muito pouco e que não tardaria a ser arrumada a questão da vitória, 3-0 foi o “score” final, para o Super-FCPorto, desta época.

Pouco tempo depois deste jogo finalizar começaria o Paços FerreiraBenfica, em que a equipa da casa vinha de uma vitória em Alvalade. Um triunfo com contornos estranhos devido a um golo irregular e que muita polémica levantou durante a semana. Do outro lado um fraco Benfica, que disfarçava o mau futebol, com uma vitória minima sobre um Nacional da Madeira que ainda não tinha marcado golos na Liga.

Se o jogo começou bem para as “Águias”, acabou melhor para os “Castores”, com um golo para lá da hora e bastante consentido e talvez imerecido, perante os falhanços escandalosos dos encarnados. No fim empate a uma bola, e há uma equipa que em dois jogos teve a “estrelinha” da sorte com ela.

No Sábado continuaria a jornada, com o Estrela Amadora a jogar, novamente, em casa emprestada, e a receber o Sp. Braga que se diz por fora, ser candidato ao titulo, mas depois destes últimos dois jogos ou se põe à cautela ou nem à UEFA vai. O Estrela conseguiu, finalmente pontuar, mas continua sem marcar golos e a jogar assim, não me parece que alguma vez os consiga. Após um jogo sonolento o nulo castigou as duas equipas.

O público “da casa” chamou todos os nomes possíveis e imaginários ao treinador desde “Oh Faquirá, pega mas é num cajado e vai para a serra guardar ovelhas”, “Oh Faquirá, não percebes nada disso” ou mais prosaicamente, “Oh Faquirá, vai para o car...” , até indicações sobre quem colocar em campo, mas este no final em conferencia de imprensa, disse que tem todas as condições para continuar e só tinha ouvido o publico gritar “Faquirá, Faquirá”. Haja paciência...

No Restelo o Belenenses vinha de um empate moralizador em Coimbra e recebia a Naval, com uma derrota desmoralizadora, em casa contra o FCPorto, resultado disso foi o jogo de contenção, levada ao extremo, pelos figueirenses, a fim de não perder mais um jogo contra outra equipa de azul.
Do 0-0 final só há a realçar as palavras de José Pedro, que foi expulso, e que disse que foi justo uma vez que fez falta para tal. Coisa rara no futebol, principalmente vindo de quem não ganhou em casa. Esperava-se o habitual “Fui mal expulso... fomos roubados”. Palmas a José Pedro, bem merecidas.

À noite jogava o Sporting, ferido no orgulho, de ter perdido injustamente em casa, por causa de um golo irregular, contra a equipa dos “perseguidos pelos árbitros”, do Desportivo Aves. Segundo o seu presidente, foram roubados em todos os jogos até agora, portanto o Desp. Aves devia estar, juntamente com o FC Porto a liderar a classificação. E talvez no fim até ganhar o campeonato... isto é, se não fossem roubados em TODOS os jogos.

Assim os leões foram jogar contra o, “poderoso” Aves, e aos 15 minutos já ganhava, e aos 30 minutos só já não tinha uma goleada, porque Alecsandro resolveu atirar tudo para fora. A Segunda parte não foi diferente e o lider do campeonato, dos jogadores, que são horriveis de ver jogar, pelas fitas que fazem em campo, Liedson, esta época seguido de perto por Ronny, fartou-se de falhar golos feitos, até que teve de entrar um defesa-goleador para arrumar a questão, nos 40 segundos que esteve em campo, até ao golo.

A jornada continuou no Domingo, com um Nacional só com derrotas, contra um Vitória Setúbal, moralizado por uma vitória caseira e com novo treinador. Vitória previsivel dos madeirenses mas suada, com o único golo, da partida, a acontecer já na segunda parte.

À noite os axadrezados, do Boavista, que prometeram mais no inicio da época, do que o que estão a mostrar agora, recebiam a Académica, que teima em não ganhar, e perder só se for em casa, por isso não estranhou muito novo empate fora. Um bom jogo, que começou melhor para os da casa, que depois de começar a ganhar a certa altura viu-se a perder e conseguiu pelo menos empatar.

A jornada concluiu-se ontem com o União Leiria a receber o Marítimo. A União que vinha de uma vitória moralizadora em Braga e os madeirenses de um empate comprometedor em casa frente ao “todo poderoso D. Aves”. Foi um jogo com uma arbitragem "normal" quando se trata de jogos do União Leiria, ou seja, golos limpos anulados aos adversários e expulsões que não são sancionadas aos seus jogadores. O resultado foi mais um "score" falseado pela arbitragem, desta feita 1-0 para o Leiria.


Para a semana esperam-se melhores jogos e sobretudo melhores arbitragens, numa Liga que vale essencialmente pelo seu patrocinador, da qual herdou o nome, já que o que se tem passado dentro do campo tirando uma ou outra equipa, deixa muito a desejar.