terça-feira, outubro 03, 2006

Análise Atacante - Série A

Ninguém quer ser campeão!
É o que apetece dizer depois da 5.ª jornada da Série A. Os “Galácticos Nerazzuri” foram ao terreno do Cagliari e começaram mesmo a perder graças a um golo de Colluci. O Inter só empatou porque Grosso ainda inspirado pelo golo do Mundial decidiu atacar e oferecer 1 ponto ao Inter.
Os rivais de Milão também não estão melhor. A precisar de pontos para inverter o início com pontos negativos, a equipa de Kaká e companhia não foi além de um empate caseiro ante o Siena.
O mesmo resultado no desinteressante Udinese-Ascoli.
Bem melhor esteve a Sampdória que recebeu e venceu o desastrado Parma. 3-2 foi o resultado, mas os parmagianos até marcaram primeiro por Dessena. Rapidamente a Samp virou o marcador com golos de Franceschini, Del Vecchio e Bonazzoli. O Parma ainda reduziu por Contini.
O Livorno foi a casa de um concorrente directo, o Messina, vencer com um golo do lituano Danilevicius.
Atalanta e Reggina empataram a uma bola. Os da casa inauguraram o marcador por Loria e os de Régio Emília empataram pelo inevitável Tedesco.

Os destaques da jornada vão inteirinhos para 4 equipas: Lázio, Roma, Fiorentina e Palermo.
Os Scilianos, depois de eliminarem o West Ham da Taça Uefa, foram a Chievo vencer por uma bola sem resposta. O golo de Corini coloca-os no topo da Série A com a Roma.
Roma que venceu em casa o Empoli com um golo solitário de Montella.
Os vizinhos lazialle foram a Turim golear o Torino por 4-0. Oddo esteve em destaque e marcou dois, Rocchi e Mauri fecharam as contas.
Finalmente a Fiorentina, continua a lutar e venceu por 3-0 o Catania. Jorgensen, Luca Toni e Dainelli fizeram os tentos viola.

Na Série B a noticia é que a Juventus já não é ultima classificada! O lanterna vermelha é o Arezzo. A Juve foi a Piacenza vencer por 2-0 com golos de Trezegol (já é o artilheiro mor da B!). Mesmo assim os Bianconeri ainda têm 4 pontos negativos!

Buonna setimana!

COJA 0 - 0 Pampilhosense


Iniciou ontem o Campeonato Distrital da 1ªDivisão Serie A da Associação de Futebol de Coimbra.

No Campo da Carriça na vila de Coja acompanhamos a partida entre a equipa da casa o COJA e a equipa visitante o GD Pampilhosense.
O Pampilhosense alinhou com: Braçal, Isidro, Amérrico, Mota, Samuel, Picasso, Filipe Brito, Ivo Alegre, Toni, Marco Alegre e Carlos Alegre. No banco Orivaldo Nascimento contava com: Tiburcio, Chapa, Paulo Marques, João Diogo e Piri.

Numa tarde que convidava á pratica desportiva assistiu-se a uma boa partida de futebol. As duas equipas vinham de uma pesada derrota na semana anterior, que ditaram ás duas o afastamento da Taça. A equipa da casa entrou melhor no jogo e logo nos minutos iniciais dispôs de uma boa oportunidade de golo, o seu avançado Amadeu isolado não conseguiu desfeitear o guarda-redes Jorge. Até á meia hora o domínio do jogo quase sempre pertenceu a equipa da casa e só a partir daí o GDP consegui equilibrar a partida. Destaque para a melhor jogada da equipa forasteira nesta primeira parte, livre cobrado na zona intermediária por Piacasso, faz uma boa abertura para a esquerda onde aparece Samuel que cruza para a área, de primeira Ivo ao segundo poste atira ao lado. Íamos assim para descanso com um empate que espelhava perfeitamente os primeiros 45minutos.

Na segunda parte foi a equipa de Pampilhosa da Serra que mais procurou o golo, e bem se pode queixar da falta de pontaria dos seus avançado mas também, da grande exibição do guardião da casa. Este que por duas ocasiões negou o golo quase certo ao GDP, a primeira a um livre cobrado por Picasso, a segunda a um remate à queima de Paulo Marques (entrou no inicio da segunda parte). Já nos minutos finais é Marco Alegre que desperdiça mais uma ocasião, cabeceando por cima quando o guarda-redes já estava batido. O COJA na segunda parte quase não criou perigo para a baliza do Pampilhosense, talvez tenha acusado o desgaste da primeira metade. O GDP pelo que fez na segunda parte merecia mais que o empate!

O positivo do Jogo:

A resposta da equipa do Pampilhosense a pesada derrota da semana passada foi muito positiva, a equipa serrana demonstrou que esse jogo foi apenas um acidente e em nada os afectou psicologicamente.

O Negativo do Jogo:

Nota negativa a jovem equipa de arbitragem, deixaram passar uma grande penalidade sobre Filipe durante a segunda metade e nunca se souberam impor a nível disciplinar. O que os auxiliares assinalavam nem sempre o árbitro principal respeitava. As duas equipas foram prejudicadas.

Nos restantes jogos destaque para o encontro que opunha dois candidatos, Poiares e Arganil, a equipa da casa levou a melhor e venceu por 2 a 1. Nota também para as dificuldades que o Góis sentiu para levar de vencida o Arouce Praia. O Mocidade na deslocação a Lamas não conseguiu vencer e empatou a duas bolas.

1ª DIV./SÉRIE A (Distrital de Coimbra)

1º jornada:

COJA 0 – 0 Pampilhosense
Lamas 2 – 2 Mocidade
Góis 2 – 1 Arouce
Adémia 2 – 0 Trav. Lagos
Sanjoanense 0 – 2 Académica
Poiares 2 – 1 Atl. Arganil

[Ultra Serrano]

segunda-feira, outubro 02, 2006

Benfica Vs. Desp. Aves

Local: Lisboa
Estádio: Estádio da Luz
Espectadores: 32 079
Arbitro: Paulo Pereira

- Benfica: Quim, Nélson, Luisão, Ricardo Rocha, Miguelito, Katsouranis (Rui Costa, 46), Karagounis, Paulo Jorge, Simão (Nuno Assis, 74), Nuno Gomes e Miccoli (Kikin Fonseca, 83).
(Suplentes: Moretto, Anderson, Rui Costa, Alcides, Beto, Kikin Fonseca e Nuno Assis).

- Desportivos das Aves: Rui Faria, Anilton Júnior, Sérgio Carvalho, Sérgio Nunes, William, Vítor Manuel (Mércio, 70), Néné, Filipe Anunciação, Xano, Dill (Fredy, 53) e Hernâni (Jocivalter, 79).
(Suplentes: Mota, Bruno Fernandes, Mércio, Fredy, Pedro Geraldo, Jocivalter e Bruno Filipe).


Depois de 2 resultados negativos, mas de uma exibição dignificante perante o todo poderoso Manchester United, o Benfica recebia na Luz o Desportivo das Aves.
No exterior do estádio o ambiente era de alguma ansiedade, no dia anterior o futsal não ajudou na moralização dos adeptos encarnados, uma derrota por 2-1 com o rival Sporting foi uma dura seta atravessada no coração encarnado, mas o adversário agora era o Aves e tudo o que não passasse pela vitória seria um descalabro total.

Antes do jogo destaque para a animação presente no estádio da Luz , desde o habitual espectáculo das cheerleaders, passando pela Liga Play Station, na qual assistimos a um jogo virtual entre o Benfica e o Aves, até ao habitual voo da águia Vitória (este já no intervalo), os responsáveis do Benfica vão trabalhando cada vez melhor, e os tempos em que passávamos os tempos mortos a ouvir o hino do Benfica (isto quando os tempos mortos não eram isso mesmo, mortos...) já lá vão bem longe...

Entretanto o jogo inicia-se, e rapidamente se percebe que apenas uma equipa iria procurar a vitória, o Benfica, no entanto fruto de um erro defensivo, um passe arriscado de Ricardo Rocha isola Xano que devido a uma grande defesa de Quim não inaugurou o marcador para o Aves.
Pouco depois Simão, que estava endiabrado, combina bem com Miguelito na esquerda, e após uma primeira tentativa que não resultou, a bola regressa aos mesmos jogadores que ensaiam novo cruzamento que iria resultar no primeiro golo da partida, Paulo Jorge aproveita da melhor forma a emenda incompleta de Rui Faria, e assim inaugura o marcador.

Já depois do Benfica inaugurar o marcador o Aves teve nova oportunidade de marcar, mais uma vez através de Xano, mas a bola foi muito por cima, logo a seguir Filipe Anunciação remata para o que parecia uma defesa fácil de Quim, mas acabou por ser o frango da época. E com estes dois lances o Aves praticamente terminou em termos ofensivos...

Situação mais uma vez curiosa foi a reacção positiva do público da Luz ao frango de Quim, o mal amado dos sócios encarnados esteve longe de ser crucificado pelos adeptos, e ao contrário do habitual o publico reagiu ao golo sofrido com incentivos à equipa!
Na segunda parte a história do jogo resume-se à procura do golo por parte dos encarnados, Nuno Gomes logo aos 50 minutos descansou os adeptos encarnados ao responder de forma positiva no segundo poste a mais um cruzamento de Simão, estava feita a justiça no marcador.
O Benfica continuou à procura do golo, e Wiliam joga a bola com a mão dentro da área cometendo assim grande penalidade assinalada pelo arbitro, Simão converteu-a e marcou um golo justíssimo a culminar uma grande exibição do capitão encarnado!

Rui Costa até nem esteve especialmente bem nesta segunda parte, errou alguns passes que não são habituais nele, já para não falar das bolas que perdeu em pleno meio campo, mas o maestro consegue sempre transmitir aquela mística especial que tanto apaixona o comum Benfiquista, é um prazer ver o Rui seja a acertar ou a falhar passes, a marcar ou a falhar golos, é um jogador que vale por aquilo que representa para o clube!

Já perto do final da partida, Karagounis fixa o marcador em 4-1 na conversão de um livre directo à entrada da área, um golo que para mim não disfarça a lentidão e a atrapalhação que caracterizam as prestações do Grego, está longe de justificar a sua condição de Campeão Europeu de selecções...

Melhor Jogador

Simão

O capitão voltou às grandes exibições, conta agora com 3 semanas em cima das pernas nesta nova temporada, e a continuar assim promete uma época em grande aos adeptos encarnados!
Entendeu-se muito bem com Miguelito e fez a cabeça em água aos defesas Avenses.

Arbitragem

Boa arbitragem de Paulo Pereira, esteve bem nos lances mais complicados, nada a apontar.

Positivo do Jogo

Os cerca de 100 adeptos Avenses que não se calaram desde o inicio até ao fim da partida, parabéns pelo excelente apoio que concederam à equipa.

O público adepto do Benfica, lógico que perante vitórias fáceis tudo se torna mais fácil, mas é bom ver que perante um golo sofrido a reacção foi positiva!

Negativo do Jogo

O jogo do Aves, muito fraco, e até tem alguns bons jogadores como o são Hernani, Xano e Neca por exemplo.

Estudantes Vs Alvi-Negros

Estádio: Cidade de Coimbra - 16 horas
Árbitro: Bruno Paixão
Espectadores: 5746

Adepto Estudante

AAC/OAF - Pedro Roma, Sonkaya, Litos, Medeiros, Lino, Pavlovic, Brum, Miguel Pedro, Dame, Filipe Teixeira, Gelson.
Treinador: Manuel Machado

Nacional - Diego Benaglio, Patacas, Fernando Cardozo, Ricardo Fernandes, Bruno Bastos, Cleber, Bruno Amaro, Bruno, José Vitor, Juliano, Adriano
Treinador: Carlos Brito

O jogo começa em toada lenta, claramente imposta pelos homens do Nacional e com uma AAC passiva perante esse ritmo, que é aquele que mais favorece a equipa insular que jogou há menos de 72 horas. Apesar deste começo de jogo em que o Nacional controla a partida, aos 8 minutos após um roubo de bola de Gelson (em lance demonstrativo de todo o seu voluntarismo), este endossa o esférico a Dame que a uma distância de 20 a 30 metros da baliza adversária chuta violentamente para um golaço, talvez inspirado plo de Van Persie na véspera!

Os adeptos da Briosa sorriem, pois parece que é hoje o dia da vitória que todos anseiam. Mais optimistas ficam quando aos 13 minutos nova recuperação de bola de Gelson cria um lance de perigo na área adversária, mas o que sobra em vontade a Gelson falta-lhe em técnica e o remate sai quase junto da bandeirola de canto contrária.

Apesar do ritmo de jogo continuar a ser do Nacional, aos 17 minutos nova oportunidade para a AAC em jogada individual de Filipe Teixeira, na área nacionalista que acaba com um remate cruzado para fora.

A meio da primeira parte o jogo continua lento, estranhando-se que a Briosa não pegue no jogo e não imponha um ritmo mais veloz na partida de forma a procurar cansar o adversário para a posterior estocada final, pois o Nacional não cria perigo e até aos 25 minutos de jogo Pedro Roma fizera só uma defesa, executando a segunda aos 28 minutos.

Aos 33 minutos de jogo nova jogada individual de Filipe Teixeira com passe a desmarcar Gelson, já dentro da área adversária, mas o lance acaba por se perder com falta cometida pelo avançado da AAC.

Aos 35 minutos o momento que vai decidir a partida ocorre sem que os espectadores ainda o saibam. O Nacional faz uma substituição, entrando Pateiro para o lugar de Juliano. Pateiro vai-se colocar na esquerda do ataque nacionalista e começam os problemas para a Briosa nesse flanco. Desse lado nasce a jogada que vai dar o empate ao Nacional, com Pateiro a ganhar o lance a Miguel Pedro, a cruzar para a área e corte em voo de Litos para canto. Grande penalidade assinalada pelo árbitro que dá a indicação de o corte ter sido efectuado com o braço.

Na conversão Bruno não perdoa e iguala a contenda.
A Académica foi a unica equipa que criou lances de perigo e jogadas dignas desse nome mas vê-se a regressar aos balneários com um empate.

Na segunda parte, M.Machado faz entrar Helder barbosa para o lugar de Dame e faz descer Gelson para a posição de médio ofensivo. Talvez a acusar ainda algum desgaste devido à lesão, esteve longe de se ver o Helder Barbosa indefensável que todos conhecemos, mas uma coisa é certa: Helder Barbosa finta 3 gajos numa cabine telefonica à vontade.

Empolgado regressa o nacional que sem dominar o jogo se coloca em vantagem no marcador. Pateiro, que entrou, acabou por revolucionar todo o jogo dos alvi-negros e foi ele que levou a equipa as costas.

Com golos aos 55 e 58 minutos, o Nacional dá a cambalhota no marcador e põe o resultado em 3-1 favorável aos insulares. Depois disto a arbitragem continuou desastrada e Bruno Paixão continuava a ser o melhor em campo dos nacionalistas. A voz de Rui Alves é cada vez mais um poder no futebol portugues. Foi inacreditável o que se viu em Coimbra.

O jogo termina com o resultado de 3-1 e com as expulsões de Medeiros e Litos, os centrais da Académica.

Positivo do jogo:
O sol
o golo de Dame

Negativo do jogo:
O jogo foi, como diz o outro: fraco, fraquinho, mau, péssimo, uma nausea.
Bruno Paixão
A Académica volta a perder em casa depois de estar em vantagem. Adivinham-se tempo dificeis em Coimbra

Melhor em Campo:
Pateiro

[Libelinha]


Adepto Alvi-negro

Nacional da Madeira conquista segunda vitória consecutiva e parece ter ultrapassado o mau momento que vinha a passar. Académica de Coimbra cai aos pés da equipa que melhor joga futebol na ilha da Madeira. A formação alvinegra bateu, na Briosa, a equipa da cidade dos estudantes, por um expressivo 1-3.

Talvez ainda com o Rapid Bucareste em pensamento, jogo a contar para a Taça UEFA, o Nacional entrou muito bem na partida com a Académica, assumindo o controlo de jogo.

Apesar do domínio madeirense, a verdade é que foi a Académica a marcar e a tirar partido de uma equipa fragilizada que vinha de uma derrota e de um jogo desgastante.

Bruno Basto não foi capaz de despachar a bola de uma zona perigosa, sofreu uma falta não sancionada e Dame rematou de primeira a cerca de 35 metros da baliza de Diego batendo o guarda-redes alvinegro. Um “golaço” aos sete minutos.

A reacção nacionalista foi mais domínio, muita troca de bola, mas sem quaisquer efeitos práticos, o que era óptimo para o adversário que fechava bem a sua defesa. E foi mesmo a Académica que esteve perto de ampliar a vantagem. Primeiro Gelson, isolado, rematou de bico muito ao lado. Depois, Filipe Teixeira rodou bem na entrada da área e rematou com perigo, mas ao lado.

Carlos Brito mexeu na equipa, fazendo entrar Ricardo Pateiro para o lugar de um cansado Juliano Spadacio, aos 36 minutos. O treinador nacionalista acertou em cheio ao fazer esta substituição. O extremo começou logo a mostrar serviço, servindo Bruno Basto que arrancou um cruzamento da esquerda para Litos cortar com o braço direito e o árbitro marcar uma grande penalidade indiscutível. Bruno começou aí uma tarde de sonho ao concretizar o castigo máximo em golo.

E que ânimo trouxe o empate ao Nacional! Ainda antes do árbitro apitar para o intervalo, José Vítor podia ter marcado o segundo. Valeu Pedro Roma aos “estudantes”.




Na segunda metade, o Nacional voltou a entrar mais forte e logo aos 55 minutos Ricardo Pateiro isolou Adriano que fez um chapéu a Pedro Roma, tendo o golo sido evitado por Miguel Pedro.

Este lance foi a certeza de que o golo da equipa alvinegra estaria a chegar. Aos 59 minutos, Bruno cruzou da direita e Adriano antecipou-se ao marcador directo para cabecear para o golo.

Aos 64 minutos, Litos foi expulso por, no entender do árbitro, ter agredido Ricardo Fernandes. Missão facilitada para os nacionalistas que no minuto seguinte chegaram ao terceiro golo por Ricardo Pateiro que concluiu de primeira uma boa jogada de entendimento com Bruno e Adriano.

Daqui para a frente só registo para a expulsão de Medeiros e para uma perdida incrível de José Vítor com a baliza totalmente à sua mercê. Com três golos e uma reviravolta o Nacional conseguiu três pontos para sair dos lugares mais fundos da tabela classificativa.

Melhor Jogador: Bruno. Depois de ter estado afastado por motivos disciplinares, voltou com grande vontade e fome de bola. Esteve no meio do terreno a coordenar, a pautar e distribuir jogo. E quando não o conseguia veio às alas procurar a bola. A fome era muita e as saudades da competição também. Deu provas de humildade com esta atitude. Marcou um golo de grande penalidade com classe. Esteve sempre muito bem e está de parabéns!

Arbitragem: O árbitro da partida teve algumas falhas. A primeira foi logo no golo sofrido pelo Nacional. Bruno Basto sofreu falta nesse lance. Equilibrou depois a sua exibição. Esteve bem ao assinalar a grande penalidade de Litos, faltou o cartão amarelo para o jogador.

Positivo do Jogo: O CD Nacional ter conseguido mais uma vitória e ter praticado um bom futebol e uma boa coesão entre todos os jogadores. Bruno esteve em destaque e é uma pérola da equipa alvinegra.

Negativo do Jogo: O único ponto negativo do jogo foram as duas expulsões da equipa dos “estudantes” e a arbitragem que nem sempre foi a correcta.

[André Santos]

Vizela Vs Varzim


ESTÁDIO: FC Vizela, em Vizela
ESPECTADORES: 1200
TEMPO: Chuva
RELVADO: Em mau estado
ÁRBITRO: Vasco Santos (Porto)

Dúvidas houvesse quanto à qualidade da equipa do Varzim, elas ficaram totalmente dissipadas este domingo em Vizela.

Ao quinto jogo do campeonato, a turma alvi-negra reclama a liderança da Liga de Honra e 'saca' a quarta vitória consecutiva... fruto de um excelente trabalho de conjunto e da inteligência para administrar o tempo de jogo a seu favor.

Do outro lado, um adversário aguerrido que soube tomar a iniciativa do jogo mas que falhou ou no último passe ou na hora de rematar à baliza. Ainda assim dominador.

O Vizela apresentou um meio campo forte e foi despejando jogo para o último terço alvi-negro... mas tanto Alexandre como Bruno Miguel fizeram o seu papel e anularam (principalmente por via aérea) os lances de perigo da equipa às ordens de Manuel Correia.

Na resposta, o Varzim apostou na rapidez de Pedrinho (pela esquerda) e de Mendonça (pela direita) para destabilizar os laterais vizelenses. Ambos deram o 'alfa': Pedrinho primeiro, porque quando foi substituído por Diego já estava nitidamente em sub-rendimento... e Mendonça, que se aguentou em campo até ao fim do jogo, mas nos últimos 10 minutos já se arrastava em campo. Pudera... correu, correu e correu ainda mais. Foi a força motriz do ataque alvi-negro, segurou a bola, jogou e deu a jogar. Deu-lhes um baile que foi uma coisa só.
De resto, foi o próprio internacional angolano que conquistou o penalty (que deixa margem para discussão) que nos deu a vitória.
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Agora, independentemente da falta bem ou mal assinalada, o certo é que o nosso triunfo é justíssimo. Mais que não fosse pelo esclarecimento de líder que a equipa assumiu e pelas oportunidades flagrantes que criou.

E duas nos ficam na retina e ambas nos ferros: na primeira parte, Nuno Rocha bateu um livre num arco quase perfeito que ia enganando Baptista. Quase porque a bola abanou a trave e levou uma sapatada do guardião do Vizela.

A outra na segunda parte, Pedrinho surge pela esquerda, entra na área, remata rente à relva molhada e escorregadia. Baptista nem a teria visto, não fosse a bola bater na base do ferro direito da baliza

+ PONTOS POSITIVOS +
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* liderança. Para uma equipa que nunca assumiu a luta pela subida, o primeiro lugar alcançado nesta quinta jornada veio provar que a humildade e o trabalho valem mais do que os discursos daqueles que se assumem claramente como candidatos à Bwin Liga.
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* a capacidade e a entrega de Nuno Ribeiro. Jogador humilde e correcto, mas que se entregou com afinco à guarda do flanco direito da defesa alvi-negra.
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* grande exibição de Telmo. Nota-se bem que o lateral esquerdo brasileiro está em grande forma. Fez uso da sua experiência e jogou duro mas limpo. Cortou quase tudo o que lhe apareceu à frente... e tudo com a maior calma do mundo,.
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* Pedro Santos: há duas jornadas que substitui o indiscutível Tito. E que gosto é ver o #32 rubricar exibições seguras. Horácio já sabe: se Tito não puder, Pedro Santos resolve.
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* Ricardo: não é de agora, mas o guarda-redes varzinista é sem dúvida um dos grandes... senão mesmo o maior capital de segurança do colectivo alvi-negro. Aquilo é uma parede. Por ele não passa nada.
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* presença de adeptos alvi-negros nas bancadas: 50 a descoberto... debaixo de chuva
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- PONTOS NEGATIVOS -
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* Denilson: uma vez mais o ponta de lança varzinista sentiu grande dificuldade em se posicionar para receber jogo. Mas o espaço que ocupou entre os centrais vizelenses dificultou-lhes a tarefa. Só isso.
Ah... e marcou o penalty. De resto, mostrou ainda muito pouco do goleador que era na época passada em Espinho.
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* Más condições do estádio do FC Vizela. O topo dos adeptos adversários era descoberto. O que numa tarde de chuva não é nada agradável. Além disso, essa situação seria desnecessária: é que à nossa frente estava uma bancada superior coberta completamente vazia. Lapsos de organização?
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ARBITRAGEM: O estreante Vasco Santos mostrou que era exactamente isso: um estreante. Tentou mostrar que ele é que mandava no jogo, exibindo um excesso de cartões amarelos. Tudo bem: o árbitro deve mandar na partida... mas assim?? Pode vir a ser um grande juiz da bola, mas este domingo em Vizela esteve nervoso muito nervoso o árbitro do Porto. Pesa ainda sobre ele o lance do golo do Varzim. Foi ou não penalty? A nós, o lance deixa dúvidas. Damos o benefício da dúvida. Mas os vizelenses são peremptórios: o auxiliar Bertino Miranda errou redondamente.
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MELHOR EM CAMPO: Mendonça: correu a tempo inteiro e trocou as voltas aos laterais do Vizela. Encheu o campo... e fez da bola o seu brinquedo favorito. Faltou-lhe marcar o golo que seria a cereja em cima do bolo. Mas esteve no penalty que deu o golo ao Varzim. Dois jogos consecutivos a titular, dois MVP's. O internacional angolano está aí 'prás curvas'.

Leão das Ilhas Vs. Estrela "Amarela"

Jogo: 5º jornada liga BWin
Equipas: C.S.Maritimo Vs. Estrela da Amadora
Arbitro: Jorge de Sousa
Publico: 6200


Ontem, a equipa tricolor visitou o Funchal para defrontar o C.S.Maritimo.O jogo começou bem para a equipa da casa, os bicolores apresentaram-se numa táctica já habitual, 4x2x1x3, a mesma que Ulisses tem vindo a impor aos de cá.

No banco ficaram Wenio, Kanu e Jardel, que deram lugar a Fernando, Neca e Moukori. Finalmente Ulisses acordou para a vida e encostou o Jardel.

O Estrela por outro lado apresentou um futebol recuado, como era de esperar, mas não tão cerrado como por ex o AVES, que não é exemplo para ninguém.

O Maritimo, perante um estrela coeso, não teve arte engenho para finalizar correctamente durante os brilhantes 30m da primeira parte.Os verde rubros foram sempre mais atacantes, mais perigosos e dominadores.O estrela tentava imprimir um ritmo de jogo mais lento e tentava sempre sair em contra ataque, mas com pouca eficácia.

Aos 15m de jogo, Lipatin liberta-se do seu marcador dentro da área adversaria e remata ao poste, primeiro lance de perigo para a baliza tricolor. 5m depois, novamente Lipatin, remata em desequilíbrio mas colocado, a bola vai novamente ao poste, desta vez foi o direito.

Não obstante este domínio, o Marítimo continua a evidenciar falhas gravíssimas em termos de futebol inter-sectorial, não consegue iniciar e terminar uma jogada, joga com a bola muito levantada e pior de tudo, muito perdulário nas alas muito por culpa dos dois defesas laterais.

Os últimos 10m da primeira parte foram de domínio tricolor, os Dauto Fakirá percebeu que podia explorar as laterais Maritimistas, e começou a atacar, assim foi que aos 43m Jones, na cara de Marcos remata para o ar.

O estrela, ao contrário do Marítimo, jogava com a bola colada na relva, fazia bem as transições e revela uma boa organização, só peca pelo meio campo, tem elementos fraquinhos que não conseguem dar consistência ao jogo tricolor.

Chega o intervalo, o publico começa a ficar nervoso e a contestação a Ulisses começa a subir de tom.

Intervalo nos Barreiros,Chuva brava, o marcador invicto 0-0

Vem a segunda parte, e o mesmo do fim da primeira, o Estrela e bem sobe e em 5m podia ter marcado 3 golos.

Aos 50, Tiago Gomes isolado por Jones remata colocado mas Marcos salva o golo e a inauguração do Marcador. Logo de seguida foi Dário,frente a frente com Briguel que não sabia o que fazer, contorna-o como manteiga quente e novamente com um bom remate, mas a bola sai ao lado do poste de marcos e como não há duas sem 3, novamente Jones, faz um cruzamento exemplar, só faltou Dário calçar o 48 para tocar e marcar, a bola acabou por sair pela linha lateral.

Marcinho, responde ao pendor ofensivo do Estrela, com um potente remate que vai embater à barra da baliza de Paulo Lopes.

Em resposta a esta situação, ULISSES, um gajo inconformado faz mais uma das suas brilhantes anormalidades, perante tal pendor ofensivo do estrela resolve que a melhor solução é retirar um CENTRAL, não vai de modas, mete Kanu e tira Milton do Ó que até então era o melhor defesa do Maritimo.Dizem alguns que foi por lesão, tudo bem, mas porra tirar um defesa quando tinha André Barreto a jogar muito mal????Não entendo o Ulisses.

Tanto dá até que fura, 4m depois da substituição, BRIGUEL (eu já prefiro ficar calado) num dos seus brilhantes momentos de inspiração, cara a cara com Dário numa jogada em tudo semelhante à primeira, não sabe o que fazer, DARIO sabe muito bem e pumba lá vai alho, estava inaugurado o marcador nos Barreiros com ULISSES MORAIS a ver a banda passar e Briguel a dar socos no chão. Sinceramente, eu se fosse o Marcos tinha era dado um soco nas trombas do BRIGUEL.

A contestação nos Barreiros sobe de tom, alguns lenços brancos e muitos gritos para o banco de suplentes, com Marcos a serenar os ânimos nas bancadas.

O resto do jogo foi o melhor do dia, as equipas a jogar aberto e sempre a atacar, grande postura do Estrela, que mesmo em vantagem não se conformou e foi à luta, já com Mbseuma e Filipe Oliveira em campo, por troca com EVALDO (Mais um defesa) e Moukori.

A táctica do Maritimo baralhava todo e qualquer um que pensa que percebe de futebol, ora Neca ia para ora ia Fernando, e agora vejam isto……….GREGORY jogou a médio durante grande parte do jogo era a P… da loucura meus senhores.

Kanu ainda faz um golo, que foi prontamente anulado pelo Arbitro, no estádio tive dúvidas na TV não da para ver, porque não estudaram o lance, ainda.

Aos 82m, Neca marca um canto, que Mbseuma encosta para golo, não houve tempo para festejos, bola a meio campo e siga para a loucura.

O Estrela responde, novamente ele, Dário, vem cego e louco entra na área contorna Briguel e Fernando mas esqueceu-se que tinha pela frente o Marcos, faz um remate maravilhoso, mas Marcos nega novamente o golo a Dário.

Nas bancadas o publico estava em total descrença com o que se passava na defesa Maritimista.

Ao cair do pano, Neca na marcação de um livre, deixa a bola na área e Lipatin de cabeça mete ao segundo poste.

Vitória dos da casa por 2-1, num jogo estranho mas que ate teve uma ponta de adrenalina.

Melhor em campo:

Do Marítimo, voto no Marcos, foi ele que ganhou o jogo, fez duas defesas impossíveis e garantiu a estabilidade do marcador por outro lado chamo ao podium, NECA, LIPATIN e KANU, os três foram o carvão naquela fornalha meio morta.

Da parte Tricolor, destaco 3 figuras, Dário, Tiago Gomes e Jones, jogadores a ter em atenção, especialmente Tiago Gomes que revelou algumas qualidades técnicas fora do normal, se bem que foi marcado por Briguel e fez deste o que quis.

Pior em campo:

-André Barreto e Briguel.

Arbitragem:

Exemplar, Jorge de Sousa foi muito bem auxiliado, sancionou o que tinha de sancionar, deixou o jogo fluir. Dou 5 pontos aos 4 senhores, numa escala de 0 a 5.

Melhor do Jogo:

-Pendor ofensivo exemplar da primeira meia hora Maritimista

-Os últimos 20m de jogo, grande qualidade de parte a parte

-A postura do Estrela, a equipa de Faquirá, não obstante algum recuo na primeira parte, saiu para o ataque e fez a diferença, mesmo estando em vantagem não recuou

-O segundo golo do Maritimo, boa execução

-As duas grandes defesas do Maritimo

-A prestação de Neca, o jogador tem vindo a subir de forma

Pior do jogo:

-As escolhas de Ulisses Morais

-Ambos meio-campo, muito fraco, se bem que o do Estrela é melhor

-As bolas altas do Maritimo, joga com a bola muito levantada

-Não ter havido chicotada ao Ulisses

-A prestação de Briguel, sem duvida uma grande porra

Conclusão:
O Maritimo venceu, teve uma primeira parte de luxo e se tivesse concretizado talvez o resultado tivesse sido mais dilatado, o meio campo é fraco e continua a jogar com as bolas muito levantadas, é muito prejudicial para as transições inter-sectoriais, os laterais estão mal explorados e na minha modesta opinião, foram eles os culpados da parte má do Marítimo ontem.Ulisses Morais voltou a asneirar a grande, valeu ao Maritimo a entrega dos jogadores mais avançados e Marcos que evitou aquilo que podia ter sido a vitoria do Estrela, foi um jogo incaracterístico mas agradável, penso que a vitoria foi justa.
Quanto aos da Amadora, discordo com aqueles que dizem que a equipa não tem valor, eu penso que falta ali mais consistência a meio campo e acima de tudo um bom finalizador, ontem tiveram bem.Mudei a minha opinião acerca do Dauto Faquirá, considero que ele soube orientar a equipa bem e teve boas opções.
O resultado podia ter sido 4-3 não fosse Marcos a evitar dois golos, o poste e a barra da baliza visitante terem evitado 3 do Marítimo.

Polémica:
Como já disse antes, houve um golo anulado a Kanu, sinceramente não sei se está ou não fora de jogo, só na TV é possível descortinar o lance, vamos esperar para ver, de qualquer maneira dou o beneficio da duvida à excelente equipa de arbitragem.

Curiosidades:
Ontem, no meio das bancadas e durante quase toda a primeira parte do jogo, apareceu uma lagartixa, ora, foi o pânico nas bancadas entre as mulheres que lá estavam, de vez em quando, lá se ouviam uns gritos malucos cada vez que a lagartixa assustada resolvia passar pelas bancadas, o animal acabou por ter um final trágico passados que estavam 40m da primeira parte, quando se ouviu palmas e gritos de alegria, foi o fim da lagartixa que levou uma pesada de um adepto que por ali andava. A chuva dominou todo o intervalo, mas durante o jogo nem uma gota. Mesmo assim 6mil pessoas foram ao estádio assistir ao jogo, no final alguns lenços brancos foram agitados em sinal de protesto contra ULISSES MORAIS.

Força Maritimo...

1ª Divisão Distrital Zona Sul de Viseu -1ª Jornada



Canas de Santa Maria 0 Santar 0
C.S. Maria: Márcio, Ricardo, Adriano, Porteiro, Renato, Julião, Vasco, Tiago, Luís, Jorge, Dani
Substituições: Luís por Abílio(50’), Tiago por Pedro(69’), Jorge por Albernás(85’)
Suplentes não utilizados: João Paulo, Tobe e Samp
Treinador: João Cid
Santar: Pio, Lino, Carlos, Luís, Neves, Mariano, Jorge, Filipe, Bruno(C), Fábio, Jorge Silva
Substituições: Neves por Marinho(45’), Jorge por Vítor Hugo(57’), Filipe por Rui Pedro(62’)
Suplentes não utilizados: Vítor, Ricardo, Man
Treinador: João Pereira
Estádio: Dªa Máxima Almiro
Árbitro: Fernando Ananias
Resultado ao Intervalo: 0-0
Acção Disciplinar: Amarelo: Luís(18’), Vasco(35’ e 87’), Renato(41’), Lino(86’)
Vermelho: Vasco(87’)

O Santar desiludiu hoje na estreia no campeonato, ao averbar um empate a zero bolas no terreno do Canas de Santa Maria.
A equipa forasteira até começou bem, dominando e jogando bom futebol nos primeiros 12’. Neste período a equipa dispôs de duas boas situações de golo. Daqui para a frente o jogo foi muito fraco, com muita bola pelo ar, muitos passes errados e sem grandes situações de golo.
Na segunda parte o Santar voltou a criar perigo na fase inicial, desperdiçando mesmo uma grande oportunidade de golo. Depois o jogo ficou mais equilibrado e começaram a surgir oportunidades de golo em ambas as balizas. O Canas de Santa Maria esteve perto de marcar, mas o seu avançado conseguiu falhar quase em cima da linha de baliza. O Santar respondeu e criou perigo por Filipe. Pouco depois Rui Pedro quase marcou. Fez o chapéu ao guarda-redes e foi atropelado pelo mesmo, sem que o árbitro marcasse grande penalidade. A equipa da casa ainda dispôs de outra situação de golo iminente, mas uma vez mais o seu avançado atirou para fora.
Resultado justo(talvez a derrota se aplicasse melhor a ambas as equipas) num jogo paupérrimo.

Divisão de Honra
Vouzelenses 1- 0 Sampedrense
Campia 1- 1 Tarouca
Lamelas 2 - 2 Mortágua
Cinfães 4 - 0 Ol. Frades
Mangualde 2 - 0 Moimenta da Beira
Lamego 2 - 0 Paivense
Carvalhais 3 - 0 Viseu Benfica
Ac. Viseu 1 - 1 Lus. Vildemoinhos

1ª Distrital Zona Norte
Sernancelhe - Souselo - não se realizou
Ferreia Aves 2 - 1 Nespereira
Oliveira do Douro 3 - 0 Armamar
Parada 1 - 0 Boassas
Fornelos 7 - 0 Sul
Leomil 1 - 0 Gente Nave Alvite
SJ Pesqueira 2 - 1 Ceireiros

2ª Divisão Distrital
Silgueiros 7 - 1 Calde
Roriz 0 - 1 Santiago Besteiros
Cabanas Viriato 1 - 1 Vila Maiorense
Vale Madeiros 1 - 3 Abraveses
Besteiros 2 - 0 Farminhão
Vilacovense 1 - 1 Fiais Telha

domingo, outubro 01, 2006

Vitória SC x Desp. Chaves

Estádio: D. Afonso Henriques, Guimarães
Assistência: 10 321 pessoas
Árbitro: Paulo Paraty

Regresso às vitórias em Guimarães e regresso também de alguns sorrisos, pelo menos, aos rostos dos adeptos vitorianos.
O Vitória apresentou-se esta manhã no seu estádio com uma atitude bem mais aguerrida do que a que vinha a mostrar até aqui bem como uma vontade de vencer bem mais acentuada.

Primeira parte de boa qualidade para a turma de Norton de Matos, acentuada também, é verdade, pela pouca resposta do Desportivo de Chaves, o que não tira nem um bocadinho o mérito aos homens da casa que se esforçaram por proporcionar um futebol atraente. E até o conseguiram, se não atraente, pelo menos empolgante.

Aos 5' minutos, Henrique já tinha colocado a bola dentro da baliza adversária com um excelente cabeceamento, depois de um brilhante trabalho de Edgar Marcelino na direita do ataque vitoriano, a tirar um adversário do caminho e a cruzar com precisão.

Estava feito o 1-0 para os homens de Guimarães e a entrada desejada na partida. Se se esperava que o Vitória tirasse o pé do acelerador, como já havia feito em partidas anteriores, depois de estar em vantagem, tal não aconteceu. Pelo contrário, a equipa vitoriana continuou a proporcionar um espetáculo agradável de se ver, com muitas e flagrantes oportunidades de golo, sufocando completamente o adversário.

Henrique muito irrequieto lá na frente de ataque dava muito trabalho aos defesas contrários, Geromel, como sempre, garantia segurança na defesa, mas foi Ghilas e Brasília que proporcionaram os momentos de maior magia da manha. Primeiro Ghilas, numa bola dada como perdida por muitos, tira um adversário do caminho e remata em arco fazendo a bola bater na barra da baliza do Chaves. Um pormenor só ao alcance de quem tem o privilegio de ter pézinhos de ouro. Depois, Brasília, numa jogada de pura classe, desenvencilha-se de três adversários e remata fazendo a bola bater no poste da baliza contrária.

Por esta altura, o Vitória atacava muito mas não era eficaz e isso poderia revelar-se fatal. Não aconteceu e o árbitro deu por terminada a primeira parte da partida.

Na segunda parte, a partida perdeu um pouco do fulgor que o Vitória lhe vinha a impôr, sem nunca no entando deixar de perder o seu domínio.
Foi uma segunda parte de gestão do resultado por parte dos homens da casa sem nunca, no entanto, deixar de tentar alvejar a baliza contrária.

Pelo meio de alguns pormenores de perfeita infantilidade dos jogadores vitorianos, surgiram algumas e excelentes ocasiões de o marcador ser alterado a favor dos homens da casa mais uma vez, continuando a faltar, no entando, a indispensável eficácia que tem vindo a afectar a equipa do Vitória.

Mesmo assim, foi um bom jogo de futebol, com algumas arestas ainda a ser limadas, mas que demonstrou já uma maior segurança dos jogadores vimaranenses e acima de tudo, uma melhor atitude em campo.
A esperança começa a renascer.

MELHOR JOGADOR - Henrique #17.
Pelo golo. Pelo que jogou e pelo que fez jogar. Sempre muito irrequieto na frente de ataque, deu mais uma vez provas a Norton de Matos que tem lugar nesta equipa do Vitória e que a sua atitude guerreira parece ser a mais adequada para este tipo de competição.

ARBITRAGEM

Um pouco nervoso em algumas decisões mas não cometeu nenhum erro de especial relevo. Bem, no geral.

PONTOS POSITIVOS

- A "nova" atitude dos jogadores do Vitória. Mais vontade de ganhar, mais atitude guerreira e mais vontade de mostrar bom futebol. Vamos agora ver se será para manter...

- Ghilas, Henrique, Edgar Marcelino e Brasília. Com pormenores de classe destes, a questão é, porque é que não aparecem sempre a este nível?

PONTOS NEGATIVOS

- Os insultos a Vítor Magalhães vindos da bancada. Não me parece que seja, realmente, quer uma atitude correcta de protesto, quer uma atitude que ajude em alguma coisa. Pelo contrário...

Belenenses Vs Boavista

Local: Lisboa
Estádio: Restelo
Espectadores: 2500
Árbitro: Olegário Benquerença

O Boavista ganhou o duelo do "4º Grande", e foi ganhar ao terreno do Belenenses, num jogo muito pobre, em que se salvaram os golos e a boa organização defensiva dos axadrezados.

A equipa da casa perdeu pela primeira vez, e não pôde contar com Zé Pedro, entrando para o seu lugar o brasileiro Mancuso, que nunca foi capaz de substituir o português. Além disso, durante a partida Manoel e Roma saíram lesionados, condicionando ainda mais o ataque que pouco assustou William
O Boavista fez uma grande mudança. Ricardo Sousa entrou para o onze inicial, relegando Grzelak para o banco, e assim ficou com um meio-campo mais defensivo e virado para o contra-ataque.

A partida começou muito mexida, e logo com o golo dos boavisteiros. Centro para a área, Sousa afasta mal e isola Roland Linz que fuzila Costinha, abrindo o marcador.
Este golo afectou o Belenenses e fez com que o Boavista dominasse a primeira parte, sempre com mais perigo. Ricardo Sousa até poderia ter aproveitado um livre, quase dentro da grande área dos da casa, mas mandou muito mal.

O Belenenses pouco atacava, e o Boavista com o correr do jogo chega ao segundo golo, num contra-ataque onde Roland Linz isola Zé Manel, que ganha em velocidade a Gaspar e faz o 2-0 final.

Na segunda parte foi do pior que já se viu nesta liga. O Boavista só quis defender, chegando a ir por apenas uma vez à baliza contrária, enquanto o Belenenses bem atacou, mas sem grande perigo. Ajudou também a lesão de Roma, que era o elemento mais irrequieto da turma de Belém.

Destaque apenas para um cabeceamento de Dady ao lado, e de um remate de Ruben Amorin com força ao lado da baliza de William. Destaque também para o óptimo desempenho de Rodrigo Alvim, lateral que correu muito, sempre para ajudar a equipa.
Do lado do Boavista, apenas um ataque e mais nada. Nem um único remate. Apenas destaque para a estreia de Fernando Dinis, pois o lateral-esquerdo ex-Olivais e Moscavide, entrou muito bem na partida e fez parar s poucos perigosos ataque pelo lado direito de Cândido Costa.

Vitória que se tornou fácil de um Boavista matreiro e defensivo, bastante diferente do seu último jogo frente à Académica. O Belenenses voltou a não marcar e demonstra pouca criatividade e velocidade no jogo atacante.

Melhor em Campo: Roland Linz

O ponta-de-lança austriaco voltou a ser peça fundamental da equipa axadrezada. Pouco apareceu devido ao jogo defensivo dos axadrezados na segunda parte, mas nas poucas vezes que tocou na bola fez um golo e uma assistência.
Se o golo que marcou é pleno de oportunidade num remate que fuzilou Costinha, o passe para o golo de Zé Manel é excelente, sabendo que o seu companheiro tinha mais velocidade que Gaspar.
De resto, nunca deixou os defesas do Belenenses vir à frente arriscar, pondo-os sempre em sentido. Gaspar que o diga...

Árbitro: Olegário Benquerença

A arbitragem foi marcada por alguns erros técnicos, principalmente a prejudicar o Boavista. deu muitos cartões para os axadrezados e esqueceu-se de dar aos da casa, sendo o número de faltas o mesmo!! Além disso, assinala um fora-de-jogo que não existe a Zé Manel aos 10m, que o deixaria isolado...

Pontos Positivos:

Solidez defensiva do Boavista, principalmente por Ricardo Silva que nunca deixou passar nada.

Zé Manel e Linz, a dupla que facilmente destruiu a defesa belenense

Rodrigo Alvim, foi de longe o melhor da equipa do Restelo, defendendo bem e atacando bem.

Pontos negativos:

A segunda parte, foi do mais medicocre que pode existir. O Boavista apenas defendeu, o Belenenses foi uma nulidade atacante.

Pouco público em Belém que demonstra bem o pouco apoio à equipa da "Cruz de Cristo".

Claques Atacantes - Torcida Verde


Agradecimentos: André Aka SCP-1906, do nosso blog.