sexta-feira, maio 25, 2007

Referências estrangeiras do futebol luso: Peter Schmeichel



A referência estrangeira desta semana foi um dos melhores guarda-redes da última década, que no final da sua carreira passou pelo nosso país. Refiro-me a Peter Schmeichel, guardião dinamarquês que representou o Sporting durante duas épocas.
Filho de pai polaco e de mãe dinamarquesa, Schmeichel era considerado um cidadão polaco até 1970, pois a partir daí ele e o seu pai, bem como outros familiares, passaram a ser considerado cidadãos dinamarqueses. Cedo demonstrou que tinha um dom para não deixar as bolas entrarem nas balizas, começando a jogar no Gladsaxe/Hero, clube da localidade onde nasceu. Em 1984, mudou-se Schmeichel fez a sua estreia na na 1ºDivisão dinamarquesa, ao serviço do Hvidovre IF. Nesse mesmo ano, o guardião fez vestiu pela primeira vez a camisola de uma selecção dinamarquesa, a de Sub-21.
Foi no ano de 1987 em que se originou a mudança na carreira de Schmeichel, aquando da sua trasferência para o Brondby. No clube do condado de Copenhaga, começou a ser criado o mito Schmeichel. Por estas bandas, conquistou quatro títulos de campeão e uma taça da dinamarca. A partir de 1988, começou a ser presença habitual na selecção dinamarquesa, estando, inclusive, presente entre os seleccionados no Euro 88.
Na época 90/91, o Brondby fez uma excelente campanha na Taça Uefa, alcançando os quartos-de-final. O guardião fez exibições do outro que chamaram a atenção de Alex Fergunson. Portanto, Schmeichel foi vendido, em 1991, por £530,000, o que, segundo Fergunson, foi “a promoção do século”.
O guardião dinamarquês representou o United durante 8 anos, que coincidiram com o regressso dos Red Devils ao grandes triunfos. Em 1993, o gigante dinamarquês foi preponderante na conquista da Liga Inglesa, título que escapava ao United à 26 anos!
Em 1992, a Dinamarca foi repescada para participar no campeonato europeu, que se disputou na Suécia, a uma semana do começo da competição, devido aos problemas militares existente na Juguslávia. Schmeichel, juntamente com os irmãos Ladrup, entre outros, surpreenderam meio mundo ao sagrarem-se ... campeões europeus.
Por Inglaterra, o dinamarquês era cada vez mais um dos grandes ídolos dos adeptos, numa fase em que os Red Devils eram, indiscutivelmente, a melhor equipa inglesa. Em 1997, num jogo ante o Arsenal, o gigante dinamarquês e o avançado arsenalista Ian Wright trocaram alguns “mimos”. No final do jogo, o avançado inglês acusou o Schmeichel de racismo. Para provar a sua inocência, o guardião juntou-se ao movimento “Kick Racism Out Of Football”.
Saiu do Manchester United em grande, como campeão europeu, e para surpresa de muitos veio ingressar no país à beira do atlântico, fundado no séc.XII, cujo nome é Portugal. No nosso país, veio representar o Sporting, que atravessava uma fase de 18 anos sem vencer o principal título nacional. O dinamarquês, então com 35 anos, foi o talismã que os Leões precisavam para voltarem a conquistar o título nacional. No mesmo ano, esteve presente no Euro 2000, na Holanda e na Bélgica. Da equipa que havia sido campeã europeia em 1992, ele era o único resistente. Os dinamarqueses, incluído no grupo da morte, juntamente com Holanda, França e Rep.Checa, tiveram uma participação para esquercer, não conquistando, sequer, qualquer ponto.
No época seguinte, o Sporting defendia o título nacional, mas as coisas não correram bem aos leões, que acabaram no 3ºlugar, atrás de Boavista e Porto, respectivamente. Nessa época, o gigante dinamarquês abandonou o Sporting, com o intuito de se dedicar à gestão do clube que comprou em 1999, o Hvidovre IF – clube que o lançou para a ribalta. No entanto, recebeu uma proposta do Aston Vila e voltou a Inglaterra. No ano seguinte, Schmeichel, idolatrado pelos adeptos do United, acabou se transferir e acabar a carreira ao serviço do rival Manchester City. Refira-se que o guarda-redes dinamarquês é dos poucos jogadores que nunca perdeu um derby de Manchester, sendo que ao serviço do City, venceu em Maine Road e empatou em Old Traford.
Assim, acabou a carreira de um dos melhores guarda-redes da década de 90. Hoje, Schmeichel, um dos melhores jogadores dinamarqueses de sempre, é comentador habitual da BBC e de várias televisões dinamarquesas.Um ícone do futebol mundial que foi um dos talismã do regresso aos títulos leoninos.



Ficha Técnica:
Nome: Peter Boleslaw Schmeichel
Data de nascimento: 18/11/1963
Naturalidade: Gladsaxe
Nacionalidade: Dinamarquesa
Posição: Guarda-Redes
Clubes que representou como jogador: Gladsaxe/Hero, Hvidovre FC, Brondby, Manchester United, Sporting, Aston Vila e Manhcester City
Internacionalizações: 129 (1 golo!)

Palmarés:
4 Campeonatos dinamarqueses
1 Taça da Dinamarca
5 Ligas Inglesas
3 Taças de Inglaterra
4 Charity Fields
1 Taça da Liga Inglesa
1 Campeonato Português
1 Supertaça de Portugal
1 Liga dos Campeões
1 Supertaça Europeia
1 Taça Intertoto
1 Campeonato da Europa
1 Taça das Confederações
1 Melhor jogador do Campeonato dinamarquês
3 Melhor jogador dinamarquês do ano
2 Melhor guarda-redes do Mundo
1 Melhor guarda-redes da Europa

quinta-feira, maio 24, 2007

Crónica Cor-de-Rosa

O mundo do futebol é profundamente misterioso… existem mil e uma coisas que não são bem o que parecem. E há outras que parecem o que não são. Confusos? Pois… eu também! Por isso não percam “Girls & Foot” que vos esclarecerá… ou talvez não!

O Baixinho alcançou o (mais do que controverso) milésimo golo da sua carreira contra o modesto Sport. Quando o Vasco da Gama já vencia por 2-0, a bola bateu na mão de um defesa e o árbitro marcou grande penalidade. Coube a Romário perpetrar o golo mil contra o guarda-redes Magrão… e acabou finalmente a novela que já se estendia mais do que os episódios dos “Morangos com Açúcar”. Contudo… (não há bela sem senão) após o tento, o jogo teve parado cerca de 16 minutos, tendo Romário feito uma volta ao estádio com as lágrimas a escorrerem pela cara.

O avançado de 41 anos (é obra!!) revelou que não quer parar por aqui… cheira-me que ele quer dar um bailinho ao Péle que marcou mais de 1200. Depois de toda esta história… Romário ainda levou uma reprimenda da própria mãe, por ter faltado a uma entrevista. Um gajo já não pode ser o maior do mundo que vem logo alguém chatear a “mona”. Não há condições!

Luisão disse que só sairá do Benfica assim que conquistar a Liga dos Campeões de águia ao peito. Agora vem a pergunta: o Benfica (ou qualquer outra entidade patronal, obviamente) pode fazer contratos por tempo indeterminado? Sabe-se lá quando é que as águias voltarão a levantar o “caneco” europeu… já que se fala em Benfica… esta história das acções estarem cotadas na Bolsa faz-me um bocado de espécie. Epahh… não percebo muito de acções e nem de cotações da Bolsa… mas fechar em queda, é mau… certo?? E perder qualquer coisa como 20% ainda é pior, correcto?? Hummm... cheira-me que esta não foi das melhores opções que o SLB podia ter feito!!


Há que dar os parabéns ao (bi)campeão nacional, bem como ao SCP que conseguiu ser campeão durante 33 minutos… o campeão mais rápido de sempre da História da Liga portuguesa! Uma proeza destas merece uma salva de palmas especial. Vá… todos de pé… aos três!! Um… dois… TRÊS… clap, clap, clap.

O lateral-esquerdo Alonso, do Nacional, é o único castigado (por um jogo) entre todos os jogadores que disputaram a 30ª e última jornada da Bwin Liga… é natural: o Petit não jogou!!



Agora para acabar em grande… o SCP pensa que formou o Ricardo Quaresma! O Barcelona pensa que o comprou para o trocar pelo Deco e uns trocos. O Porto pensa que o trocou pelo pelo Deco e uns trocados… desenganem-se, meus amigos. O Ricardo Quaresma é da União de Leiria. E não há desculpas, nem mal-entendidos. O moço é unionista/leiriense ou qualquer outro adjectivo que lhe queiram dar… a prova está na foto abaixo! Vejam e chorem… o puto ainda por cima é giro!! Só em Leiria é que há coisinhas fofas como o Ricardo Quaresma!! (Foto gentilmente scannada - que é como quem diz, roubadas às descaradas - da caderneta de autocolantes da UDL)

Estão tristes? Cansados? O dia não correu como esperavam?
A dupla C&C tem a solução: todas as quintas leiam a nossa rubrica "Girls & Foot" no melhor blog de Portugal: "Futebol de Ataque"!

Notícia Atacante do Dia: 14 clubes profissionais com salários em atraso



O Presidente do Sindicato de Jogadores anunciou hoje o nome dos clubes de futebol profissional que têm neste momento ordenados em atraso para com os seus profissionais. Catorze clubes da Liga BWin e da Liga Vitalis estão em incumprimento, ou seja, quase 50% do total de clubes profissionais em Portugal.

Os clubes referidos por Joaquim Evangelista são: V. Setúbal, Boavista, Estrela da Amadora, Marítimo, Nacional, Académica e Naval, da Liga BWin e Desp. Chaves, Estoril-Praia, Santa Clara, Varzim, Penafiel, Olivais e Moscavide, Gil Vicente, da Liga Vitalis.

O sindicalista lamentou ainda que clubes como o Aves e o Beira Mar tenham descido de divisão tendo a situação regularizada, enquanto que clubes incumpridores se mantêm na divisão principal do futebol português.

O que pensam os nossos leitores sobre esta situação que começa a ser insustentável?

Que medidas deveriam ser tomadas no futebol português para evitar que tal aconteça?

quarta-feira, maio 23, 2007

Jogador Atacante da Semana: Joe Cole



PERFIL DO JOGADOR

Nome: Joseph John Cole
Data de Nascimento: 08/11/1981 (25 anos)
Clube: Chelsea FC
Nº da Camisola: 10
Posição: Extremo
Altura: 1,75 metros
Peso: 69 kg
Naturalidade: Londres – Inglaterra
Palmarés:

  • 1 Taça de Juniores de Inglaterra (1999)
  • 1 Taça da Liga Inglesa (2005)
  • 2 Campeonatos de Inglaterra (2005 e 2006)
  • 1 Community Shield (2005)
  • 1 Taça de Inglaterra (2007)


  • AVALIAÇÃO DO JOGADOR

    Joe Cole, “o brasileiro de Inglaterra”. É assim que Joe Cole é muitas vezes apelidado no mundo do futebol. Os seus infindáveis recursos técnicos, a fabulosa finta que possui, a visão de jogo e a imprevisibilidade do seu futebol fazem com que este inglês tenha um modo de jogar semelhante aos que provêem de terras de Vera Cruz. Na verdade, o seu talento foi desde cedo reconhecido e as comparações surgiram devido às habilidades técnicas e ausência de rigor defensivo, características muito frequentes nos canarinhos. Hoje, esta segunda característica já não é tão notória. Com José Mourinho, Cole tornou-se muito mais voluntarioso, começou a defender bastante mais e a actuar incomparavelmente melhor no capítulo da táctica. Isto, claro, sem perder toda a sua magia e fantasia. Não sendo alto (1,75m), é um jogador entroncado e evoluído fisicamente, importante para um extremo, em especial num campeonato como o inglês. Consegue resistir muitas vezes ao choque e travá-lo em falta é, em muitas ocasiões, a única hipótese. Sou um confesso fã de Joe Cole. Na minha opinião, é um dos jogadores com maior potencial em todo o Universo. Não fossem as lesões que o afectaram esta época e, a manter o ritmo de 2005/06, estaria, provavelmente, num nível semelhante ao de Cristiano Ronaldo. É que agora, Joe Cole não é apenas um fantasista que pode decidir jogos; não é apenas um dos melhores do mundo tecnicamente; não é apenas um jovem cheio de categoria e classe inegável. Agora, Joe Cole é um futebolista extremamente completo. È isso e muito mais. Nota-se que este é um dos jogadores que “nasceu para o futebol”. Acima de tudo, Joe Cole é um mago do desporto-rei. O extremo inglês tem qualidades muito acima da média a nível técnico, de criatividade, finta (!), visão de jogo, velocidade de raciocínio e de execução de todos os gestos técnicos e um jogador que consegue jogar num um para um como poucos. Ultimamente tem progredido a olhos vistos no que concerne às missões defensivas. Já não é raro vê-lo a ganhar bolas na defesa e lançar ataques, já não é raro ver o “pressing” a resultar. Mas o que o distingue dos demais é, além da soberba técnica, o uso que lhe dá. Nunca perde o sentido colectivo, nunca perde o sentido de equipa e é capaz de fazer jogadas individuais, é certo, mas é também perito em envolver-se colectivamente com jogadores do mesmo gabarito que ele, fazendo tabelas, jogando ao primeiro toque, etc. É destes jogadores que o nosso desporto preferido necessita. A raça, o carácter, a técnica esplendorosa, a magia. É bem evidente, também, a vontade de Joe Cole aprender mais e mais. Não cruza os braços, qual vedeta. Tende sempre a evoluir, quer tornar-se num dos melhores de sempre na Grã-Bretanha e, ao nível técnico, eu – com os meus escassos 15 anos – não me lembro de nenhum como ele. Quererá isso dizer que, desse ponto de vista, nesse ponto específico, é um dos melhores ingleses de sempre? Enumerar toda as suas virtudes demoraria muito tempo. Para simplificar, basta dizer que Cole tem uns pés prodigiosos. Tudo o que sai daqueles pés (particularmente o direito) é bem feito e tem uma grande dose de espectáculo. Passes, cruzamentos, fintas, recepções de bola, tudo é executado, no mínimo, próximo da perfeição. Os defesas que se aprumem, Cole promete regressar em pleno na próxima época. Este jovem médio inglês tem muito para dar ao futebol – para já, é só dos mais evoluídos tecnicamente do mundo e um dos mais completos centro-campistas do planeta. Temos que nos render a este exímio executante inglês.

    BIOGRAFIA DO JOGADOR

    West Ham, uma das melhores escolas da Europa…

    Joe Cole é mais um dos muitos craques formados na grande escola que é o West Ham. Ainda muito novo deu nas vistas e cedo surgiram as primeiras profecias, profecias essas que diziam que Cole seria um dos melhores jogadores ingleses anos mais tarde. A avaliar pelo que já aconteceu, essa profecias estão certas e podem ainda ganhar mais ênfase, caso Joe Cole continue a evidenciar tanta qualidade. É raro ver um futebolista tão avançado tecnicamente e isso desequilibrava, sem dúvida, nas camadas mais jovens. O seu título mais importante no West Ham foi a FA Youth Cup (traduzindo, Taça de Juniores de Inglaterra), em 1999, diante do Coventry. Chegou a estar próximo de ingressar no Manchester United, mas acabou por ficar em Londres, a cidade onde nasceu e sempre viveu. A primeira época como profissional foi a de 1998/99, que começou quando tinha somente 17 anos. Jogou uns escassos 8 jogos sem que introduzisse o esférico na baliza adversária. A sua estreia na Premier League deu-se no dia 10 de Janeiro de 1999, já na segunda metade da temporada, contra o Manchester United. O West Ham fixou-se no 5º posto, excelente. Em 1999/00, marcou o seu primeiro golo como sénior, na Taça da Liga Inglesa, em Outubro de 1999, contra o Birmingham. Contudo, o primeiro golo para o campeonato só surgiu nos anos 00, em 2000, frente ao Bradford City. Nesta época, o West Ham ficou na 9ª posição na Premier League, e o papel de Cole intensificou-se, como provam as 22 presenças e 1 golo. Em 2000/01, Joe Cole teve, quiçá, a sua melhor época ao serviço do West Ham United – 5 golos, 30 jogos. O declínio dos londrinos começava agora a ser evidente, com o 15º lugar atingido nessa época. Em 2001/02 ainda esboçaram uma reacção, com um bastante positivo 7º lugar, mas acabariam por não resistir à descida em 2002/03. Em 2001/02, Joe Cole jogou 30 jogos mas não conheceu o sabor do golo. Joe Cole foi à equipa de Inglaterra nessa época e foi convocado também para o Mundial 2002 na Coreia e no Japão. A sua participação, porém, resumiu-se a uma entrada em jogo diante da Suécia, na Fase de Grupos, num desafio que terminou com um empate a uma bola. A Inglaterra, segunda no grupo F da Suécia, Nigéria e Argentina, foi 2ª e qualificou-se para os oitavos-de-final. Eliminaram a Dinamarca (0-3), mas nos quartos-de-final os campeões – Brasil – superiorizaram-se, 2-1. Regressando aos clubes. A época 2002/03 foi mesmo a última de Joe Cole no clube que o viu nascer e desenvolver. Fez 36 jogos e 4 golos nessa temporada, e chegou mesmo a ser o capitão de equipa, apesar da sua juventude. David James, Kanouté ou Lee Bowyer eram alguns dos bons jogadores desta equipa. Joe Cole conseguiu ser capitão, mesmo tendo na equipa os influentes Scott Minto, Paolo Di Canio ou o outro jovem que também despontava nesta altura, Michael Carrick. Infelizmente, o 18º lugar não foi suficiente para permanecer no principal escalão do futebol inglês. O WBA (26 pontos) e o Sunderland (19 pontos) tinham a descida mais do que confirmada, mas o West Ham lutou até à última para conseguir ficar. Para se ter noção disso, é importante referir que a apenas 10 pontos de diferença estava o 8º, Southampton. Os 42 pontos do West Ham foram escassos – 2 pontos de diferença para o 17º; 3 pontos de diferença para o 16º; 5 pontos de diferença para o 15º. Infeliz. Mas Joe Cole era já uma estrela em ascensão e manter-se fiel ao clube significaria abdicar de uma carreira. Já com 21 anos, mudou-se para o Chelsea. Deixou no West Ham uma legião de fãs e mais de 126 jogos e 10 golos com a camisola “Hammer”.

    “Blues” de Ranieri e Mourinho – a explosão…

    2003/04, primeira época de Joe Cole no Chelsea. Roman Abramovich chegou ao Chelsea em Junho de 2003 e o pequeno jogador do West Ham foi imediatamente contratado pelo presidente russo. E, dois anos depois da sua primeira internacionalização, num amigável contra o México em Maio de 2001, o extremo inglês marcou o seu primeiro golo contra a Sérvia e Montenegro, em Junho de 2003. Mal chegou ao Chelsea, demonstrou toda a sua categoria e participou em 34 jogos, marcando, todavia, 1 mísero golo. Na Europa, não facturou, apesar dos 9 jogos. O Chelsea, na última época de Ranieri, ficou em 2º lugar e chegou às meias-finais da Liga dos Campeões depois de ser eliminado pelo AS Mónaco nas meias-finais. O Chelsea ganhou a Fase de Grupos, onde figuravam Besiktas, Sparta de Praga e Lazio. Ganhou ao Estugarda por 0-1 na primeira-mão dos oitavos-de-final e o 0-0 na segunda-mão abriu às portas aos quartos-de-final. Aqui, encontraram os campeões ingleses dessa época (por 11 pontos, diga-se), o Arsenal, que derrotaram por 3-2 (1-1 e 2-1). Nas meias-finais, depois de um 3-1 imposto pelo Mónaco, não foram além do empate a 2 na segunda-mão, dizendo adeus à “Champions”. Convocado para o Euro 2004, não passou do banco. Entrar em campo não passou de um sonho para Joe Cole, que está à espera para se estrear num Europeu para o ano. Quanto à carreira inglesa… já todos conhecem o seu fim – Portugal. Chelsea de novo. Foi com a chegada do português José Mourinho que Joe Cole explodiu e se tornou um valor seguríssimo do futebol britânico. A entrada do ícone português no clube de Londres fez com que o Chelsea subisse, grosso modo, de rendimento, o que beneficiou jogadores como Joe Cole que sobressaem enquanto individualidades quando o colectivo funciona, mas fez com que o médio evoluísse particularmente. Joe Cole progrediu sobremaneira no capítulo táctico, como já foi dito, tomando uma muito mais profunda da globalidade do jogo, sendo muito mais participativo no envolvimento defensivo e mais inteligente na forma como partia para o ataque e também no capítulo mental. Assim, e apesar de fazer menos jogos para o campeonato do que em 2003/04, Joe Cole fez uma época muito mais fantástica em 2004/05, o que acabou, também, por se traduzir nas conquistas colectivas. O Chelsea foi campeão nacional de Inglaterra, ganhou a Taça da Liga e a Community Shield. Joe Cole, esse, marcou 8 golos no campeonato, em 28 jogos. Na Liga dos Campeões estreou-se a marcar. Na Liga dos Campeões, ganharam com facilidade o grupo, só perdendo no último jogo, contra o FCPorto, 2-1 no Dragão. Ultrapassaram o Barcelona, 4-5 (2-1 e 2-4) numa eliminatória electrizante, nos oitavos-de-final. Nos quartos de final, os reis da Baviera impuseram algumas dificuldades, mas o Chelsea acabou por sobrepor-se ao Bayern com um 6-5 final (4-2 e 2-3). Só mesmo o Liverpool, após um 0-0 na primeira-mão, conseguiu eliminar os “Blues”. No campeonato, a vantagem para os restantes foi inquestionável. Ganharam a Taça da Liga Inglesa contra o Liverpool numa pequena vingança, 2-3 foi o resultado. Isto depois de ultrapassado o Manchester United nas meias-finais. Em 2005/06, foi a confirmação de todo o talento do Jogador Atacante de hoje. Evoluiu ainda mais táctica e mentalmente e, aqui sim, fez uma extraordinária época. Com Robben ou Duff na extrema oposta à sua, Cole foi titularíssimo. 34 jogos, os mesmos 8 golos da época anterior. O Chelsea voltou a ser campeão. Desta vez, só chegaram aos oitavos-de-final na Liga dos Campeões e os carrascos foram os catalães do Barça, que se impuseram após eliminação na edição anterior. Joe Cole foi um verdadeiro senhor dentro de campo, passeando classe e fantasia pelos campos de Terras de Sua Majestade. O Mundial foi a primeira grande competição a nível de clubes em que esteve verdadeiramente envolvido. Foi titular em todos os jogos da Fase de Grupos. No primeiro, contra o Paraguai (1-0), no segundo, contra Trindade e Tobago (2-0) e no terceiro, diante da Suécia, que terminou empatado a 2 e que contou com mais um momento de pura fantasia de Joe Cole, um golo memorável, dos melhores do torneio. Recebe a bola no peito e, sem deixar cair, desfere um remate portentoso e indefensável. Lindo! Ultrapassaram a sensação Equador nos oitavos-de-final e Cole voltou a ser titular. Nos quartos-de-final, já sabemos, Portugal voltou a ganhar. Aqui, Joe Cole saiu mais cedo do que nos outros jogos em que saiu, aos 65, para dar lugar a Crouch, logo após a fatídica expulsão de Rooney. Não bateu, por isso, nenhum penalty. Inglaterra perdeu contra os Lusitanos, novamente. Depois deste Campeonato do Mundo, veio a época que ainda agora terminou e que apenas brindou o Chelsea com um título, conquistado há bem poucos dias: a Taça de Inglaterra contra o Manchester United. Drogba marcou nos descontos. Mais uma vez, se notou a dependência de Cole do colectivo: quando o Chelsea não apareceu, Cole também não o fez. Mesmo assim, a sua época foi fundamentalmente manchada por uma lesão mais ou menos grave que o afastou por algum tempo. Na Europa, onde o Chelsea voltou a encontrar-se com o Barcelona, jogou em 7 partidas. O Chelsea venceu a Fase de Grupos e nos oitavos-de-final eliminou o FCPorto! É certo que jogaram bem, mas não seria injusto se fossem os portugueses a passar. Após 1-1 no Dragão, o Porto marcou em Stamford Bridge e esteve de passaporte na mão. Porém, 2 golos dos londrinos, fizeram com que o carimbo pertencesse aos pupilos de José Mourinho. Joe Cole não jogou em nenhum dos dois jogos. Jogou contra o Valência, que também foi afastado, e contra o Liverpool, que, nos penalties, ganhou ao Chelsea. No campeonato, Cole apenas participou em 14 jogos e golos, nem vê-los. Agora que está totalmente recuperado, esperemos que faça uma época 2007/08 repleta de sucessos. Um jogador desta categoria merece tudo. O génio criativo de Joe Cole e a sua técnica absolutamente deliciosa já espantam muita gente e a maturidade parece ter aparecido, finalmente. O “brasileiro de Inglaterra” foi afectado pela onda de lesões que abalou o Chelsea, mas promete estar de volta a todo o vapor para o ano que vem. Talvez venha a ter mais um dissabor no Euro 2008, se encontrar Portugal. Até lá, é preciso que anglo-saxónicos e lusitanos se apurem. Definitivamente, é um dos meus jogadores preferidos e merece a reverência de todos os fieis seguidores do futebol internacional. Cole é um herói e tem capacidade para se tornar um deus. Veremos o que acontece!

    VÍDEO DO JOGADOR



    QUESTÕES SOBRE O JOGADOR

    Joe Cole tem lugar de caras na selecção, neste momento. Consideram que Joe Cole é dos jogadores mais evoluídos tecnicamente que já nasceram em Inglaterra?

    Muitas vezes chamam a Cole “brasileiro de Inglaterra”. Concordam com esta denominação?

    Qual o papel de José Mourinho na evolução, em especial táctica, do jogador inglês? Teve muita importância na modelação do carácter e das qualidades tácticas de Cole?

    Entradas Perigosas - Benfica na Bolsa

    O Sport Lisboa e Benfica está a partir de ontem cotado na Bolsa.


    Fabuloso!
    Acredito sinceramente que o Benfica, enquanto clube com mais sócios portugueses, vá ter sucesso...ou talvez não.
    O meu conhecimento bolsista é praticamente nulo por isso vou tentar não me alongar por aqui.
    Simplesmente lanço uma pequena farpa.
    Será que quem acha que o facto de o SLB ter muitos simpatizantes isso signifique que haja uma tradução a nível da valorização das acções?
    Será que, sendo o Benfica um clube do povo (sem qualquer tipo de elitismo), alguém acha que aqueles que deram uma parcela do seu salário para ajudar na defunta Operação Coração vão fazer algum tipo de investimento bolsista em acções do SL Benfica?


    Passando à frente, vou continuar a falar do clube da Luz.

    O Benfica faz-me lembrar aquelas famílias com sobrenomes hifenados, famílas outrora abastadas e que vivem da história dos seus antepassados.
    Essas famílias vivem, por vezes, em casarões seculares, recheados com tudo do bom e do melhor, e com o frigorífico vazio.
    Vão vendendo as jóias para ter dinheiro para comer mas, na grande parte das vezes, preferem endividar-se para não se desfazerem das posses e assim manterem uma aparente austeridade.
    O Benfica é um clube falido e desengane-se quem pense o contrário.
    O Benfica gasta e gasta e gasta, foi buscar o Simão áo Barcelona há uns anos e foi um negócio da China!
    Ficou de pagar o número vinte só alguns anos depois de o ter a envergar a camisola encarnada e a receber um chorudo ordenado.
    E tal como Simão, muitos jogadores adquiridos pelas "águias" recebem salários astronómicos.
    Onde é que o Benfica vai buscar dinheiro para os pagar?
    Patrocínios?
    Bilheteira?
    Venda de kits?
    Exploração da marca e da imagem dos seus activos?
    O Benfica gasta mais do que tem e, por este andar, vai acabar por se afundar cada vez mais.
    O FC Porto continua a aumentar o seu passivo e ainda há pouco tempo vendeu Deco, Ricardo Carvalho, Derlei, Paulo Ferreira, Costinha e Maniche, por somas astronómicas!
    O Sporting anda a vender património para não ter de vender jogadores e tentar diminuir o passivo.
    E o Benfica?
    O Benfica vai contrair um empréstimo obrigacionista...
    Neste Portugal onde se continua a viver da história e das aparências, onde se continua a viver acima da lei (e os clubes de futebol são um bom exemplo do que é viver acima da lei), o Benfica é um bom exemplo do que estou a escrever.
    Mas parece que sem jogadores de renome e sem uma equipa cheia de pseudo-estrelas o Benfica não conseguiria chamar os adeptos ao estádio.
    É um ciclo vicioso do qual o SLB não parece ter condições ou vontade de sair.
    Terá sido uma Entrada Perigosa...


    Nota:

    Parabéns ao campeão Futebol Clube do Porto e parabéns ao "meu" Sporting e ao prazer que foi ver os "putos" a jogar nesta segunda volta.
    E fico feliz de ver a "minha" Briosa na principal liga do futebol português.
    No entanto, não posso deixar de notar que fica mais um estádio do Euro fora do escalão maior.
    Já não bastava o Estádio do Algarve...




    Esta foi uma Entrada Perigosa fora de tempo.

    terça-feira, maio 22, 2007

    Análise Atacante – La Liga


    Mais uma jornada emocionante na Liga espanhola. Continua acessa a disputa pelo título e pela, desesperada, tentativa de diversos clubes fugirem à despromoção. De destacar o grande número de golos apontados no decorrer desta jornada (42 golos!!! em 10 jogos).

    Com o pontapé de saída a ser dado no Sábado quando se realizaram três jogos. Em Sevilha o Bétis recebeu o último classificado, o Nástic, e não conseguiu mais do que um empate a uma bola. Num encontro entre aflitos, o Nástic cada vez mais com o destino traçado, os sevilhanos não conseguiram dar continuidade ao bom resultado da passada jornada. Os golos foram apontados já no último minuto do jogo, com o Nástic a pôr-se em vantagem no marcador por Portillo, mas não evitaram que o Bétis empatasse por Xisco na jogada seguinte.

    Noutro jogo deste Sábado o Valência obteve uma importante vitória na deslocação até às baleares, o que lhes permite sonhar ainda com a conquista deste campeonato. Mais um jogo e mais um golo no minuto 90. Joaquin deu a vitória à equipa de Miguel e Hugo Viana na deslocação ao Son Moix.

    A terminar este primeiro dia um jogo com sete golos. O Zaragoza recebeu no La Romareda os bascos do Ath.Bilbao. Os da casa venceram por 4-3, deixando o Athçetic apenas um ponto acima da lina de água.
    Mas as grandes emoções desta jornada estavam, uma vez mais, guardadas para Domingo. Durante a tarde disputaram-se cinco encontros. Destaque para a vitória forasteira do Sevilha no terreno do Deportivo. Vitória dos vencedores da edição deste ano da Taça UEFA por 1-2, num jogo em que o brasileiro Luis Fabiano foi uma vez mais expulso. Os golos foram apontados por Renato e Kanoute para os visitantes, sendo o tento de honra dos galegos marcado por Bodipo.

    Nos jogos que envolveram equipas que lutam pela salvação, a Real Sociedad recebeu e venceu em casa o Celta de Vigo. A equipa liderada por Stoichkov afunda-se cada vez mais no fundo da tabela, estando agora a quatro pontos do primeiro lugar acima da linha de água. Uma importante vitória para os bascos que estão agora a apenas um ponto da linha de água.Quem parece estar a acusar em demasia a derrota na final da Taça UEFA é o Espanyoll de Barcelona. Os “piriquitos” foram goleados em casa pelo Getafe por 1-5. Os da casa ainda estiveram em vantagem no marcador, com um golo de Coro logo aos 4’ mas acabaram por sofrer uma pesada derrota.A fechar este dia faltavam ainda disputar dois jogos, e logo onde estavam envolvidos os dois primeiros classificados da Liga. O primeiro a entrar em campo foi o Real Madrid que arrancou a ferros uma preciosa vitória na deslocação até Huelva. Os “merengues” depois de estarem a vencer por duas bolas a zero permitiram que o Huelva empatasse o jogo. Já dentro do último minuto da partida os comandados por Fábio Capello marcaram o golo que lhes permitiu continuar na liderança da Liga. Os golos visitantes foram apontados por Robinho, Nistelrooy e Robertto Carlos, ficando os golos caseiros a cargo de Vazquez e Uche.O grande jogo desta ronda opós o Atlético Madrid ao Barcelona. Os catalães deslocaram-se até à capital e alcançaram um resultado surpreendente: 0-6! Quando nada fazia prever, o Barça acabou por esmagar em pleno Vicente Calderón a equipa dos portugueses Zé Castro, Maniche e Costinha. Destaque para a paupérrima exibição do jovem central luso Zé Castro.Com esta goleada os catalães mantém-se com o mesmo número de pontos que o Real Madrid.

    Palpites Atacantes - Bwin

    E com o fim da Liga Bwin terminou também o nosso passatempo dos Palpites Atacantes!

    Como nota de curiosidade, oferecemos perto de 100 bilhetes para jogos da Liga a todos os concorrentes dos Palpites Atacantes, incluindo os grandes clássicos do futebol Português, os nossos concorrentes arrecadaram mais de 250€ como resultado das suas apostas, e no fim ainda vamos premiar o grande vencedor com uma camisola de um clube à sua escolha, o segundo classificado com um cachecol de um clube à sua escolha e o terceiro classificado com uma t’shirt do Futebol de Ataque!
    Obrigado a todos pela participação, parabéns aos vencedores e os desejos de melhor sorte na época que se avizinha!

    O grande vencedor foi como se esperava o Godspeed, esteve grande parte da época na liderança, e tal como o campeão da nossa Liga principal, soube manter essa liderança até ao fim! Parabéns Godspeed pelo primeiro lugar e pela camisola que ganhou!

    Em segundo lugar terminou o grande opositor do Godspeed, foi um pouco irregular, chegou a assustar o lider em parte da época, mas nos momentos decisivos claudicou...
    De qualquer forma, parabéns também ao Moreira que ganhou um cachecol com este segundo lugar!

    A luta pelo terceiro lugar esteve ao rubro, a ameaça do |SCP-1906| foi bem real e por muito pouco não foi bem mais que uma ameaça...
    Mas o Miguel Pereira está de parabéns, pois garantiu a sua t’shirt Futebol de Ataque!

    Aqui ficam as respectivas classificações:

    Classificação da Semana:


    Classificação Acumulada:


    Mais uma vez agradecemos a vossa participação e estão desde já convidados a participar na próxima edição do passatempo!

    Águias 2-0 Estudantes


    Estádio: Estádio da Luz
    Assistência: 42 994 espectadores
    Arbitro: João Ferreira (Setúbal)

    Benfica: Quim; Nélson, David Luiz, Anderson, Léo; Katsouranis, Paulo Jorge, Karagounis e Rui Costa; Miccoli e Derlei
    Suplentes: Moretto, Miguelito, Pedro Correia, Beto, João Coimbra, Manu e Mantorras
    Treinador: Fernando Santos

    Académica: Pedro Roma; Sarmento, Kaká, Medeiras, Lino; Paulo Sérgio, Sílvio, Filipe Teixeira e Miguel Pedro; Joeano e Dame
    Suplentes: Douglas, Danilo, Alexandre, Gyano, Gelson, Lira e Roberto Brum
    Treinador: Manuel Machado

    Em domingo de bola a lembrar outros tempos, o povo Benfiquista apareceu em peso no Estádio da Luz, as esperanças eram mínimas, mas era o último jogo da época, aproximam-se longas semanas sem futebol para discutir no café com os amigos rivais...

    Logo de inicio um motivo de muito orgulho para a nação Benfiquista, Rui Costa envergava a braçadeira de capitão!
    Confesso que tinha muita esperança em assistir a um bom espectáculo de futebol, a Académica é das equipas que mais gostei de ver jogar futebol esta época, jogadores como Filipe Teixeira, N’dame e Lino entre outros são uma garantia de bom futebol!
    Do lado do Benfica a equipa nada tinha a perder, a não ser a invencibilidade caseira ao longo da época...

    Assim foi, o jogo foi entretido, os ouvidos estavam espalhados por 7 estádios deste nosso Portugal, os olhos viam Rui Costa fazer uma das melhores exibições da época, Miccoli honrar a camisola que muito provavelmente vestia pela última vez em competições oficiais, Paulo Jorge e depois Manu numa tentativa desesperada de provar o seu valor, Quim, Anderson, Nelson e Derlei num jogo de raiva contra todas as criticas, Karagounis, David Luiz e Leo confirmaram mais uma vez o seu enorme valor, Mantorras a marcar o golo habitual e João Coimbra a “não” jogar os minutos habituais...

    À medida que os golos dos rivais apareciam, o jogo naturalmente perdia a pouca emoção que ainda poderia ter, logo após o golo de Derlei surgem as noticias de 2 golos em Alvalade, pouco depois golo no Dragão... Sacrifício até ao fim pensei eu...

    Mas o jogo foi bem interessante, para alguns jogadores estava muito em jogo, e talvez por isso poucos perceberam que já nada estava em jogo, tal a entrega de todos os jogadores dentro do relvado!

    Melhor Jogador:

    Destaco 2 jogadores, Fabrizio Miccoli pelo profissionalismo demonstrado e pelo bonito gesto aquando da sua saída do relvado, e Rui Costa após realizar aquela que foi muito provavelmente a melhor exibição da época, como que a dizer para contar com ele...

    Positivo do Jogo:

    Surpreendi-me, quando no final do jogo a grande maioria das pessoas permaneceram nos seus lugares para aplaudir toda a equipa, em Portugal não estamos habituados a estas coisas...

    Foi bonito o momento em que Fabrizio Miccoli saiu do relvado, são momentos como este que me levam a duvidar da sua hipotética transferência para os rivais do Norte...
    Coração de adepto a falar, que hei-de fazer?...

    Negativo do Jogo:

    No fim do jogo apenas alguns jogadores agradeceram ao público o apoio demonstrado apesar da época fracassada, todo o plantel tinha a obrigação de demonstrar gratidão aos adeptos!

    Arbitragem:

    Nada a assinalar, a não ser uma entrada mais dura de Rui Costa que foi punida com amarelo e que suscitou algumas dúvidas se não teria de ser outra cor, mas vindo de quem veio o amarelo justifica-se perfeitamente...

    Maritimo 1 vs Boavista 2




    Olá a todos,

    O Post de hoje é dois em um, em primeiro porque vou fazer o comentário do jogo da jornada, e depois uma espécie de revisão do que se passou com o CSM esta época.

    No sábado, em jogo antecipado da última jornada da Bwin 06/07, o Marítimo recebeu no seu reduto o Boavista.

    A equipa do Porto entrou em campo com um onze habitual, à excepção de Ricardo no centro da defesa. O Marítimo entrou com uma equipa coesa e com um 11 que vem sendo habitual nas escolhas de Pazos.

    Os da casa entraram bem no jogo, jogavam com a bola no chão, algum ritmo e velocidade, sempre impulsionados para o ataque ora por ARVID ora por OLBERDAM.

    Logo à passagem dos 15m de jogo o Marítimo poderia ter inaugurado o marcador por intermédio de Kanu, o jogador teve uma oportunidade fulcral para fazer 1-0, valeu o guardião Boavisteiro a segurar o empate.

    Em contra-ataque o Boavista saiu rapidamente e veloz pela ala direita do seu ataque, apanhou a defesa do Marítimo em contra-pé e um cruzamento potente acabou por deixar a bola à mercê do ala esquerda do Boavista que inaugurou o marcador.

    Foi um balde de àgua fria, o Marítimo até então jogava bem, atacava e até tinha tido boas chances de fazer o primeiro da partida, o resultado era injusto.

    Até ao intervalo, o Boavista meteu uma bola à barra da baliza insular, o Marítimo por seu lado teve 3 tentos fulcrais para igualar a partida, não conseguiu por mérito do guardião Boavisteiro, o jogo estava bonito e tínhamos futebol.



    Ao intervalo 0-1, vai tudo para a casota, o Boavista revelava muitas fragilidades defensivas, o Marítimo atacava bem e dominava.

    Logo no inicio da 2 parte, já com Douglas em campo, o Marítimo empata por intermédio de Arvid.

    A partir desse momento, a história do jogo resume-se à incompetência técnica da equipa de arbitragem, uma dualidade de critérios gritante e assustadora penalizava o Marítimo, Hélio Santos pura e simplesmente cortava tecnicamente os lances de ataque do Marítimo, que dominava e caia bem em cima do adversário, mas por faltas invisíveis e mal assinaladas não conseguia chegar à baliza adversária.

    Por outro lado, o Boavista fazia igual ou pior na área Maritimista, mas não era sancionado, simplesmente jogava-se a belo prazer.

    Tanto é que aos 73m, resultado de uma falta inexistente, o Boavista ganha um livre que é batido para o extremo Direito dos axadrezados, o mesmo cruz para Linz, que fora de jogo, e sublinho completamente fora de jogo faz o segundo golo para os visitantes, o lance é de tal forma escandaloso que os próprios jogadores do Boavista nem festejaram o golo de imediato, esperaram uns segundos até que o àrbitro da partida ratifica-se a decisão passiva do Fiscal de linha, ratificado o lance ai sim, os Boavisteiros ainda meio surpreendidos festejaram o golo e fizeram-no ainda incrédulos.

    Até ao fim, foi mais do mesmo e de forma escandalosa a dualidade de critérios punia o Marítimo, uma punição pesada e sem tino.

    Terminou o jogo, o Marítimo sofre mais uma derrota e termina o campeonato em 11º lugar.

    Arbitragem:

    Para esquecer, a incompetência de Hélio Santos é de tal forma gritante que só vendo para crer, e vou citar o comentador da TSF “Quando as coisas assim são é natural que os adeptos demonstrem a sua insatisfação e se isto acontecesse num dos jogos amanhã provavelmente teríamos uma guerra civil no pais, o Marítimo tem muitos motivos para se queixar do Sr. Hélio Santos e auxiliares”…nota 0 para a pandilha.

    Melhor jogador do Marítimo:

    Destaco Olberdam e Arvid, os dois jogadores seguraram bem o meio campo e tiveram irrepreensíveis durante todo o jogo, só Pazos não viu isto e acabou mesmo por tirar de campo Olberdam..




    Pior jogador do Marítimo:

    Sem duvida Filipe Oliveira, um jogador muito fraco fisicamente, sem visão de jogo e acima de tudo muito perdulário, este jogador não consegue segurar uma bola e não consegue ganhar um lance em 1x1.

    Conclusão:

    O jogo terminou com a vitória do Boavista, a meu ver foi injusta, a equipa do Porto não jogou para ganhar, aliás, tem 3 lances de perigo durante todo o jogo, 2 deles deram golo e outro foi à barra, foi beneficiada pela arbitragem que afastou constantemente o perigo criado pelo Marítimo do seu meio-campo.O Marítimo, até não jogou mal, foi prejudicado mas pelo futebol que apresentou merecia ter ganho os três pontos.


    Retrospectiva Liga Bwin 06/07

    O Marítimo entrou na Bwin com boas expectativas, uma equipa que se acreditava ser de bons valores futebolísticos e que se queria na Europa, os objectivos delimitados eram esses, uma posição Europeia e uma final da Taça.

    Pecava por defeito, na orientação técnica, os Maritimistas não acreditavam que Ulisses Morais, seu timoneiro, pudesse ser o homem ideal para atingir os objectivos acima descritos.



    O Marítimo dá o ponta-pé de arranque na Bwin com um activo superior ao passivo em termos de finanças, era uma equipa em que todos nós tínhamos orgulho e esperançados de bons resultados o estádio começa cheio e em festa, pesava embora o jogo ser contra o Nacional da Madeira.

    As expectativas não saíram frustradas e os 3 pontos saíram dos pés de Moukori, num golo singelo que fez a alegria dos adeptos.

    Nas jornadas seguintes o Marítimo depara-se com uma derrota em Paços de Ferreira, empate com o Aves nos Barreiros, e uma roubalheira que deu a vitória ao Leiria na cidade do Lis.

    A contestação entrava ao rubro, Ulisses demonstrava inaptidão para conseguir dar um rumo a este navio verde rubro, o plantel vivia de instabilidade, rotatividade e pouca rotina de jogo, os jogadores ora eram convocados ora ficavam no banco, uma loucura técnica.

    As vitórias regressaram com a recepção ao Estrela, uma vitória gorda por 3 golos, mas em que o Marítimo chegou a estar em desvantagem, num jogo que não deslumbrou mas ganhou, seguiu-se uma derrota pesada no Dragão 3-0 para os bi-campeões nacionais, e depois uma visita dos despromovidos aveirenses, deram mais 3 pontos ao Marítimo, mais uma vez um jogo em que o Marítimo teve grandes dificuldades e esteve mesmo a perder por 1-0.

    As exibições em casa eram horríveis e fora de casa para esquecer, adivinhava-se um pesadelo, os adeptos não gostavam do que viam e a contestação subia a olhos vivos e raiados de sangue, Ulisses continuava a fazer das suas.

    O Marítimo sai de portas para jogar duas vezes fora do seu reduto, ora contra o BRAGA ora contra a Naval, surpreendentemente goleia os arsenalistas com 4 golos e timidamente ganha 3 pontos pela margem mínima na Figueira da Foz, regressa ao Funchal para receber o SCP, as esperanças dos sócios e adeptos subiram no gráfico das boas graças.

    Com o SCP, um jogo para esquecer, muito perdulário e com um plantel estranho, Ulisses sofre uma derrota por 0-1, era a desgraça, não pelo resultado mas pelo que se assistiu, uma desorganização táctica, digna de uma criança inexperiente e sem qualquer conhecimento de futebol.

    Nos Barreiros o ambiente andava pesado, as pessoas contestavam tudo e todos e interrogavam-se o que se passava com o seu Marítimo.



    O Marítimo sai para o estádio da Luz e leva na bagagem a esperança de todos os Maritimistas, mais uma vez Ulisses faz o impensável e que não tinha resultado contra o SCP e FCP, mas a teimosia de burro é assim, 3 centrais para defrontar o SLB na Luz.
    O resultado foram menos 3 pontos e uma asneirada tamanha, um jogo que poderia ser fácil tornou-se uma tormenta 2-1 o resultado final, tendo ficado um penalti por assinalar a favor do Marítimo.

    A visita do Setúbal à Madeira teve o mesmo desfecho da posterior visita a Coimbra, a vitória e mais 6 pontos em dois jogos, pontos esses que viriam a ser muito importantes para a manutenção, ainda não adivinhavam os Maritimistas o que vinha a caminho.

    Estamos em Dezembro e a primeira volta a terminar, o Marítimo recebe o Belenenses e sofre a derrota mais pesada do campeonato, 1-4 para os azuis de Lisboa, um peso na testa dos Maritimistas que viam assim a Europa a poder escapar como areia pela palma da mão, e areia é a especialidade do Presidente do Marítimo, que continuava a manter Ulisses no comando técnico dos verde-rubros, todos os dedos apontados na direcção de Ulisses as vozes Madeirenses pediam ao pai natal e a São Silvestre que este se fosse embora.



    Em Janeiro, recomeça a liga e os reis não trazem boas prendas, trazem sim mais um resultado duvidoso, sofrível e desastroso, o Marítimo em vantagem no marcador, contra o Boavista, deixa-se empatar infantilmente ao ultimo segundo e novamente devido às opções de U.Morais, era o desespero na Madeira, as pessoas começavam a descabelar.

    O jogo mais importante da jornada vinha já no fim de semana seguinte, depois de uma derrota e consequente afastamento da taça de Portugal em Penafiel, o Marítimo tinha de ganhar na Choupana, o jogo prometia emoção e bom futebol. Quem foi à choupana viu de facto e mais uma vez, um Ulisses Morais completamente desorientado e com a cabeça a fumegar, novos erros tácticos e infantis deram uma vitória ao Nacional por 3-2.

    A visita do Paços à Madeira e a posterior ida à Aves resultam em 2 pontos, novamente consentidos, em ambos os jogos o Marítimo esteve em vantagem e deixou-se empatar nos últimos segundos da partida, novamente por causa das substituições visionárias de Ulisses.

    Nem o maior crente em Deus conseguia ter fé no que se passava com os Verde-Rubros.

    O Leiria vinha ao Funchal, e por cá ninguém acreditava, aliás, esse era o jogo da contestação massificada contra Ulisses e a Direcção, resultou num desastre futebolístico, uma abébia de Marcos dá um golo ao Leiria, as coisas aquecem nas bancadas mas o Marítimo acaba, com sorte, por dar a volta ao resultado e ganha 3 pontos preciosos, só por sorte e há quem diga que foi porque Ulisses ficou limitado às substituições antes do intervalo.

    Os Jornais da região bombardeavam as opções da Direcção, e questionavam o porquê de manter um treinador daqueles nos verde-rubros…eram a voz dos adeptos.

    O Marítimo visita o Estrela, e perde por 1-0, a gota de água foi derramada, inadmissível um resultado tão paupérrimo para uma exibição ainda pior. Seguiu-se o FCP aqui no Funchal, o Porto sem jogar a bola acabou por vencer por 1-2, não havia justificação para tanta passividade e tanta desorganização, até então o MARITIMO ainda não tinha apresentado um 11 inicial igual, este plano de rotatividade resultava desastroso e transformara-se num pesadelo para os Madeirenses, era a tristeza um espelho da alma Martimista que sentia um abalo inigualável desde há 22 anos.

    GRITAVA-SE NÃO DEIXEM MORRER O MARITIMO….



    Foi em Aveiro que o comboio descarrilou, mais uma exibição desastrosa, o Marítimo em vantagem acaba por empatar num jogo podre e muito mau.

    Foi na recepção ao Braga, que a vergonha assumiu contornos insuportaveis, uma derrota num jogo que tinha tudo para ser fácil, 1-2. Ulisses sai do Marítimo e dá por finalizado o seu trabalho horrível, o publico aplaudiu e esperança depositada no que estava para vir, a grande mudança que se esperava de qualidade e coerente, alem disso Domingos paciência tinha saído do Leiria nesse mesmo dia, acalentava-se a esperança de Domingos vir a dirigir os desígnios Maritimistas.

    Ze Luís assegurou o jogo Marítimo Naval, com um empate a 1 bola, e um futebol manso e lento.

    A estreia de Alberto Pazos, um treinador escolhido a dedo pelo Presidente Carlos Pereira, foi um espelho da contratação, um desastre, não só porque o próprio jogo trás um record para a Liga, o golo mais rápido do campeonato, LIEDSON aos 15 segundos, mas como pela goleada em Alvalade. Tudo por àgua abaixo, esperanças Europeias, futebolísticas, resultados tudo pelo cano…



    A visita à luz resultou em mais uma goleada sem resposta, o Marítimo tinha perdido o rumo e o norte, agora só para sul e para o fundo da tabela, o pesadelo tornava-se cada vez mais real e as possibilidades de termos um Marítimo medíocre eram crescentes.

    Para a frente era o caminho, com o sonho Europeu cada vez mais no fundo do oceano, Fomos a setúbal garantir 1 ponto, a Académica veio cá e garantimos um ponto, fomos a Belém regressamos sem pontos.

    Ontem terminou o campeonato, com o Marítimo em 11º, uma segunda volta com 15 jogos e uma vitória apenas, um Marítimo medíocre, mal orientado e sofrível é aquele que nos deixa em termos de Bwin 06/07.

    Termina assim uma das épocas mais negras da equipa Madeirense nos últimos 22 anos, neste momento os sócios e adeptos estão amargurados e descontentes com as politicas de uma direcção tendenciosa e duvidosa, as vozes criticas levantam-se em todas as direcções, mas a direcção parece continuar alheia ao que se passa à sua volta e mantém a politica do diz que disse e faço o que quiser.

    Ao longo da época, a passividade da Direcção mostrou algumas fragilidades, e relembro o caso Carlitos, em que literalmente o Marítimo foi usado como “palhaço” para um negócio mal contado e cheio de artimanhas. A direcção nada fez e continua sem nada fazer.

    Diogo Valente, o jogador vem para o marítimo por empréstimo, faz 3 jogos, farta-se disto, arranja uma lesão foge para o Porto, e a Direcção, mantém-se na indiferença e ainda alimenta a história da lesão tramadíssima que impede o jogador de jogar, palhaçada para inglês ver.

    Manduca, a divida do SLB continua por saldar, e ao que parece a direcção do Marítimo continua a rir para o clube de Lisboa e com uma atitude de subserviência, querem ver que o gajo ainda regressa?!?!?!?!?

    Neca, um jogador que tinha todo o potencial para jogar pelo Marítimo, é dispensado e emprestado a uma equipa Turca em Dezembro, BOA OPÇÂO Sr Presidente, o jogador foi só o melhor marcador da equipa Turca.

    O pior disto tudo, é, Ulisses que devia ter levado guia de marcha em Novembro, aguenta até Abril, e como se não bastasse é substituído por um gajo que de futebol entende tanto como um bailarino em fim de carreira.

    Posto isto, resta-me despedir da época desportiva que ora finda, felicitar o FCP pelo titulo nacional alcançado, dar as boas vindas ao VFC e ao Leixões, espero sinceramente que o Marítimo apareça renovado na época vindoura e que acima de tudo, apresente um bom futebol e vitórias, acima de tudo vitórias.

    Entretanto, as ultimas noticias indicam que Pazos saiu do Maritimo, mais uma vez e neste momento, estamos sem treinador, fala-se em Nelo Vingada, vamos esperar para ver e durante o defeso voltarei com notícias.

    Desta epoca, resta-me deixar-vos com uma imagem que ilustra aquilo que os jogadores, as equipas técnicas e a direcção fizeram aos adeptos:





    A todos os leitores do Blog, um grande abraço e até à próxima.



    VIVA O MARITIMO……..

    segunda-feira, maio 21, 2007

    Leões Indomáveis 4-0 Pastéis de Belém


    Estádio: Alvalade XXI
    Espectadores: 39.000
    Árbitro: Jorge Sousa

    Emoções ao rubro em Alvalade! Ainda com uma ligeira esperança, a melhor massa adepta do mundo foi apoiar os nossos leõezinhos.
    Jorge Jesus tinha dito que o Sporting não ia marcar cedo…mas enganou-se! O Sporting voltou a entrar à Leão e aos 20 minutos já o jogo estava arrumado!
    Liedson marcou primeiro e provou que em Portugal não há avançado como ele. Melhor marcador e uma energia que não acaba!
    Pouco depois Alecsandro tentou de longe e Marco Aurélio disse que sim. Era o 2-0!
    Do Dragão vinham boas notícias, o Aves tinha marcado o golo do empate! Como é possível? Estávamos mesmo na frente do campeonato.
    Ao intervalo e depois de 3 golos BEM ANULADOS por fora de jogo, o Sporting era líder!
    Na segunda parte o Porto marcou cedo e o Sporting tirou o pé do acelerador. Até final, bonito só mesmo os dois golos dos miúdos Djaló e Pereirinha!
    4-0 sem margem para discussão, num jogo fácil, mas com um adversário que já pensava na final do Jamor.

    Arbitragem: Simples, sem complicar.


    Melhor em Campo:
    Miguel Veloso. Sempre o primeiro a defender e a empurrar a equipa para a frente. É um jogador completo e já merece uma oportunidade na Selecção A.

    Positivo do Jogo:
    - Boa casa com um apoio fantástico.
    - Mais um jogo sem sofrer golos (record do clube) e na Europa fomos a melhor defesa!
    - Bota de ouro de Liedson. Merece!
    - Entrada directa na Liga dos Campeões!



    Negativo do Jogo:
    - Não foi deste jogo, foi do campeonato. Perder por um ponto custa muito…