domingo, janeiro 06, 2008

Vitória de Setúbal 1-1 SL Benfica

Estádio: Estádio do Bonfim

Espectadores: 4.820

Árbitro: Paulo Parati



Vit. Setúbal: Eduardo, Janício, Robson, Auri e Adalto, Sandro, Elias e Ricardo Chaves, Paulinho, Matheus e Pitbull.

Treinador: Carlos Carvalhal. Jogaram ainda: Edinho, Bruno Gama e Filipe Gonçalves.



Benfica: Quim, Luís Filipe, Luisão, David Luiz e Nelson, Petit, Katsouranis, Maxi Pereira, Cristian Rodriguez e Rui Costa, Cardozo.

Treinador: José António Camacho. Jogaram ainda: Di María, Edcarlos e Mantorras.



Mau de mais para ser verdade. Mais uma exibição sofrível, assim como sofrível foi o resultado e sofrível é a atitude de uma equipa, que até tem colegas que quase chegam a vias de facto em pleno relvado!



Não consigo perceber porque é que sem ter garantido alguem para a posição de defesa esquerdo, se deixa sair o Miguelito, que por inferior que seja ao Léo, pelo menos é um jogador que é defesa esquerdo de raiz. Mas isso já são contas de outro rosario.

O Benfica actuou a um nível um pouco acíma do medíocre, embora tenha dominado por alguns instantes no primeiro tempo, mas sem nunca se poder dizer que o golo esteve perto, embora tenham havido alguns remates perigosos. O golo, esse acabou por acontecer na baliza de Quim aos quatro minutos, mas foi invalidado, e bem, por fora de jogo de Matheus.

Um jogo completamente desinteressante, acabou por ganhar algum interesse, quando aos 69 minutos, Luisão e Katsouranis pegam-se dentro do terreno de jogo, por causa de um mau passe do grego. Este é mais um episódio demonstrativo da intranquilidade que se vive dentro do balneareo encarnado. David Luiz tentou serenar os animos e Camacho reagiu, retirando os dois jogadores e fazendo entrar Edcarlos e Mantorras. Em boa hora, pois com apenas 3 minutos em campo, o angolano ganhou, algo que Cardozo não consegue fazer, apesar de ter custado 9 milhões de euros, a bola ao defesa sadino que o marcava e atirou a contar, faltavam cerca de 20 minutos para o fim do jogo. Com esta alteração o Benfica passou a jogar em 4x4x2, mas de pouco adiantou pois não mais chegou a rematar á baliza de Eduardo. O Vitória, por seu turno não desistiu e Pitbull, que fez mais um bom jogo, pôs a cabeça em água á defesa encarnada e podería ter dado o golo a Edinho pouco depois, não fosse o desvio providencial de Edcarlos, que Paraty transformou em pontapé de baliza. Pouco depois os mesmos intervenientes, mas com final diferente, com o brasileiro a fazer o centro e Edinho a aparecer na cara de Quim, livre de marcação, a fazer o empate, quando faltavam dois minutos para os noventa. Depois foi o coração a mandar no futebol do Benfica, que tentou jogar directo na espontaniedade de Mantorras, ou na altura de Cardozo, mas sem resultados practicos, apenas um ligeiro susto para a baliza sadina já nos descontos, após um canto, mas bem resolvido pela defesa.

Em suma, mais um jogo de nível muito baixo para uma equipa que tem os seus jogadores e dirigentes constantemente nos jornais a dizerem que vão fazer isto e aquilo, sem, no entanto, nada fazerem. Parabens ao Vit. de Setúbal, que está a fazer um excelente campeonato e mereceu o empate por inteiro.

Boavista 2 - 0 Sporting - visão axadrezada



Estádio: do Bessa Séc. XXI
Assistência: cerca de 4000 espectadores
Árbitro:
Bruno Paixão

Boavista: Peter Jehle; Gilberto, Ricardo Silva, Marcelão, Bruno Pinheiro; Diakité, Fleurival e Jorge Ribeiro (Pedro Moreira 90'); Zé Kalanga, Mateus (Laionel 70') e Fary (Rissutt 62').

Sporting: Rui Patrício; Abel, Tonel (Bruno Pereirinha 72'), Polga e Ronny; Miguel Veloso, João Moutinho, Romagnoli (Izmailov 45') e Vukcevic; Purovic (Luís Paez 72') e Liedson;

Golos: Marcelão 38' e Jorge Ribeiro 86'.

Visão Boavisteira

Grande vitória do Boavista!! Foi alucinante a festa no final do encontro, demonstrando como os adeptos do Boavista pouco acreditavam na vitória frente a um dos "grandes".


Foi um jogo em que tivemos bastante sorte, mas também muita raça e espírito de sacrifício e uma exibição fantástica de Peter Jehle, que negou por várias vezes o golo à equipa de Alvalade.
Marcelão e Ricardo Silva estiveram bastante bem, tal como o "puto" Bruno Pinheiro, que jogou numa posição adaptado e cada vez cria mais experiência como jogador. E de destacar o bom jogo de Zé Kalanga no ataque, Jorge Ribeiro na circulação da bola no meio-campo e da dupla Diakité/Fleurival, que surpreenderam pela excelente capacidade lutadora e até de aberturas para as alas.

Também tivemos sorte do nosso opositor estar claramente em baixo. Só nos 15' iniciais o Sporting dominou por completo, criando 3 a 4 oportunidades. Depois, com a entrada do Rissutt o Boavista equilibrou o meio-campo e conseguiu criar espaços e o respectivo golo.

Vitória justa, da equipa que mais lutou, que melhor defendeu e que concretizou, frente a uma equipa em baixo, com alguns jogadores a não se esforçarem, e completamente perdida na defesa.

Força Boavista!! Ainda não morremos...!!!

Liga Bwin

Em Coimbra, o principal tema de conversa foram Bacalhaus e Lagostas. A juntar a isto, Académica e SC Braga proporcionaram um jogo emotivo e muito disputado, que acabou justamente empatado.

Nem o aparente esforço de Mantorras foi suficiente para que o Benfica conseguisse derrotar o Vitória de Setúbal, pois Edinho repôs a igualdade num jogo equilibrado, onde o destaque (negativo) vai para o desentendimento de Luisão com Katsouranis.
Os «Encarnados» reduziram para 6 pontos, a distância para o FC Porto, que defronta hoje a Naval.

O Boavista derrotou o Sporting, num jogo intenso e bem jogado, onde a eficácia dos «Axadrezados» fez a diferença para os «Leões», que não conseguiram ultrapassar uma única vez Peter Jehle, um Guarda-Redes que andou "perdido" durante ano e meio pelo Bessa. O Defesa goleador Marcelão e Jorge Ribeiro fizeram sentenciaram a partida.

CLASSIFICAÇÃO

quinta-feira, janeiro 03, 2008


14º Capítulo: Fernando ÁVALOS (Nacional)

Idade: 29 anos
Posição: Defesa Central/Médio Defensivo
Naturalidade: Posadas (Argentina)
Altura: 1,84m
Peso: 80 kg
Internacionalizações: nenhuma
Estreia na 1ª Liga: V. Setúbal 1 – 1 Boavista (22-08-2002)
Treinador que o lançou na 1ª Liga: Jaime Pacheco
Títulos: não tem.

Na Madeira mora um argentino que se tornou uma das figuras do Nacional, estando nos melhores anos dos negro-rubros. Fala-vos de Ávalos, jogador que vai estar ligado aos melhores momentos de duas grandes equipas portuguesas: Nacional e Boavista. O seu profissionalismo, fez dele, um dos jogadores mais respeitados no nosso campeonato. E a chave do sucesso, está no seu imperialismo defensivo, onde comanda de uma forma segura e agressiva a sua defesa.

Tudo começa em Posadas, na Argentina, localidade do central. Começou a dar os seus primeiros passos no clube da terra, onde era conhecido como “Ruggeri de Posadas”, sendo comparado ao grande central argentino. O seu talento despertou atenção de grandes equipas do país, e aos 14 anos transfere-se para o Huracán.

Foi no Hurácan que se estreou como sénior e fez parte das selecções de sub-17 e sub-19 da argentina. Logo na sua primeira temporada como sénior (1999), fez nada mais nada menos que 28 encontros. Este início de carreira fulgurante fez com que chegasse à selecção olímpica do país (mas acabou por não ser convocado), e despertou o interesse de grandes clubes.

Em 2000 transferiu-se para o Corinthians, um dos melhores clubes brasileiros da altura. Na equipa brasileira, poucas oportunidades teve para se mostrar, sendo que a sua juventude relegou-o vezes sem conta para o banco, e apenas realizou 2 jogos.

A meio da época, vai ser emprestado ao Basileia da Suiça, onde dividiu a titularidade e o banco. Jogava um tal de Yakin no clube suíço, que não dava hipóteses. Ainda assim, surpreendeu pela sua maturidade e agressividade, mas o clube suíço não teve condições para o manter no plantel.

Regressou ao Corinthians, onde foi dado como dispensado. Ficou 6 meses sem jogar, e foi em Janeiro de 2002 que o Boavista o fez regressar à competição. O clube do Bessa era o campeão português e surpreendia todo e todos na Champions. O empréstimo de Ávalos foi acordado por 2 épocas, e na equipa do Bessa foi bastante importante. Na primeira época, que foi a 2ª volta de 2001/2002, foi suplente utilizado, quase sempre na posição de trinco.
Na segunda época (02/03), foi o trinco titular da equipa, tendo chegado às meias-finais da Taça UEFA. Para a história vai ficar os dois fantásticos jogos de Ávalos frente a Ronaldinho Gaúcho, que actuava no PSG. O argentino “secou” completamente o futuro melhor jogador do mundo, e o Boavista passou a eliminatória.

Mas os problemas no Bessa em termos financeiros começavam a notar-se, e o Boavista não tinha dinheiro para pagar a cláusula ao Corinthians. Aqui, surpreendentemente, entra o Nacional, que pagou pelo passe do argentino. Foi uma contratação de sonho, a melhor de sempre da história do clube. Nas últimas 4 temporadas, Ávalos chegou a capitão de equipa, tendo sido sempre titular, e chegando por duas vezes à Taça UEFA, mas pouco mais acabou por ganhar.

Mesmo assim o argentino, regularíssimo na equipa, tem imenso mercado e todos os anos se fala de uma transferência. Mas uma coisa é certa: a esta hora os homens do Corinthians muito se arrependem de não ter ficado com o central.

segunda-feira, dezembro 31, 2007

12ª jornada da 1ª Sul da A.F. Viseu: Mortágua 0 Santar 0

Jogo demasiado calmo, com final efervescente



Mortágua: Alex, Motinha, Ribeiro, Vidigal, Dunas, Bruno(Cap), Tiago, Nando, Daniel, Rafael, Pelicano
Substituições: Pelicano por Oliveira(64’), Vidigal por Cunha(85’), Tiago por Nº15(86’)
Treinador: João Lage

Santar: João, André, Bruno, Coelho, João Lopes, Luís, Man, Carlos, Marinho, Neves(Cap), Paulão
Substituições: Bruno por Filipe(25’), Coelho por Tójó(61’), Paulão por Vítor Hugo(71’)
Suplentes não utilizados: Pio, Mariano, Jorge Silva, Tonito
Treinador: João Pereira

Estádio: Da Gandarada em Mortágua
Árbitro: Pedro Saraiva
Auxiliares: Ricardo Lopes e Gonçalo Araújo
Resultado ao Intervalo: 0-0
Acção Disciplinar: Amarelo: Daniel(75’), Rafael(77’)Oliveira(87’), Ribeiro(90’) ; Luís(69’),

O Santar permanece com as aspirações intactas após este empate em Mortágua, ficando contudo a sensação que poderia ter conquistado os 3 pontos. O jogo deixou muito a desejar, talvez por ser fundamental para ambas as equipas, existiu muito receio, muitos erros e pouco futebol.

A qualidade do futebol na primeira parte fica clara no número de defesas complicadas de ambos os guarda-redes, ou seja quase nenhumas se não mesmo zero. A falta de qualidade do jogo praticado, foi compensada por ambas as equipas, com garra, entrega e atitude. O Santar foi a equipa mais perigosa, dispondo de uma ou outra situação de relativo perigo. Num desses lances, o remate de André passou rente ao poste da baliza de Alex. Pouco depois os jogadores do Santar pediram grande penalidade, por mão de um adversário dentro da área. O Mortágua também dispôs de uma situação de perigo, mas o guarda-redes João antecipou-se a Tiago.

A segunda parte trouxe um pouco mais de futebol, com as equipas a arriscarem mais, criando assim mais espaços e mais perigo junto das balizas. Apesar de não existir uma supremacia clara, era o Santar quem estava por cima no jogo, era a equipa mais perigosa e que controlava mais o jogo a meio campo. Com o passar dos minutos acentuou-se o maior ascendente do Santar, mas contudo a eficácia era nula. Na melhor oportunidade de todo o jogo, André só com Alex pela frente rematou por cima. Dava a ideia que o Santar poderia conseguir o golo, mas num livre directo o Mortágua quase marcou, valendo uma grande defesa de João. Com o aproximar do final do jogo, deixou de existir táctica, com os jogadores a jogarem mais com o coração. Neste período o Santar esteve sempre mais próximo da baliza adversária, mas aos 80' ficou reduzido a 10 jogadores com a lesão de Marinho e logo no período em que a equipa forasteira estava melhor. Num lance dividido com o guarda-redes, Marinho saiu lesionado no joelho e teve que ser transportado para o Hospital. A jogar em superioridade o Mortágua equilibrou e arriscou mais. Isto levou a que se jogasse um futebol demasiado directo, ora atacava uma equipa, ora atacava outra. Existia muito espaço, que contudo não foi aproveitado por nenhuma das equipas.

O resultado aceita-se, mas a existir um vencedor teria que ser o Santar.

A equipa de arbitragem fez um bom jogo, com o único senão, o lance em que os jogadores do Santar reclamaram grande penalidade. Esteve bem disciplinarmente durante os 90' e nunca deixou que o jogo fosse excessivamente duro.

Após o apito do árbitro aconteceram cenas desagradáveis e desnecessárias. Primeiro com Ribeiro a envolver-se com Filipe, felizmente foi uma confusão fugaz. O pior aconteceu mesmo junto ao túnel de acesso. Pelicano, jogador do Mortágua, que tinha sido substituído agrediu Luís(Santar) com um murro e daí gerou-se uma enorme confusão. Felizmente existiu cabeça fria de alguns jogadores e de ambas as equipas técnicas, mas a verdade é que se assistiram a cenas lamentáveis. Resultado disto, o guarda-redes suplente do Santar e o delegado Jorge Abreu foram expulso e ao que parece também no lado do Mortágua existem duas expulsões.

PS: Não está no site do Santar, mas não poderia deixar de referir aqui o director do Mortágua que já junto aos balneários agrediu um jogador do Santar com um ferro!!!
Do mal o menos, que já mais calmo teve lucidez para perceber a estupidez(para não dizer outra coisa) que fez e foi pedir desculpa ao Presidente do Santar e ao jogador em questão.

PS2: A lesão do Marinho é um estiramento do ligamento interno do joelho. Que recupere o mais rápido possível.


quarta-feira, dezembro 26, 2007

A Questão Portista


Com a chegada da altura natalícia e respectiva paragem nas competições futebolísticas, para os clubes é tempo de balanço, de olhar para trás, analisar o que foi feito e tirar as devidas ilações com vista ao futuro, no sentido de atacar 2008 de forma consistente e frutífera.

O FC Porto chega a esta fase, como vem sendo hábito, na melhor condição dos três grandes emblemas do futebol português. Não obstante a perda da Supertaça e a eliminação da Taça da Liga, lidera a liga doméstica de forma folgada, dispondo de 7 pontos de vantagem sobre o Benfica e 9 sobre o Sporting. Conseguiu ainda o apuramento para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões (classificando-se em primeiro lugar do grupo), onde irá defrontar os alemães do Schalke 04, tendo portanto boas hipóteses de passagem aos 'quartos'.

A recente derrota, na Choupana, frente ao Nacional, veio, porém, esfriar um pouco os ânimos no Dragão e dar algum alento aos directos rivais. Bem vivo na memória encontra-se ainda o descalabro portista pós-Natal da temporada passada, em que a considerável vantagem pontual foi dizimada progressivamente e obrigou os 'dragões' a festejarem o título com o credo na boca. Após a quebra de invencibilidade em terras madeirenses, Jesualdo Ferreira voltou a receber algumas críticas de diversos quadrantes da massa azul e branca - como é regra a cada derrota - e a qualidade da totalidade do plantel foi posta em causa. Para muitos, resulta claro que a diferença entre o onze titular e o restante elenco é substancial, factor que poderá gerar alguns dissabores quando o calendário começar a apertar e o cansaço a acumular-se nos elementos nucleares da equipa.


A minha opinião é que o trabalho de Jesualdo Ferreira não poderá, por enquanto, ser colocado em cheque. Os resultados são o dado mais relevante no futebol de alta competição e esses falam pelo próprio. No entanto, não deixo de reconhecer que me intriga a sistemática utilização dos mesmos jogadores, algo que penso não ser benéfico para a equipa, quer em termos de gestão de esforço, quer a nível da motivação colectiva. E aqui há dois cenários possíveis que importa estudar: ou Jesualdo erra ao não proceder a uma maior rotatividade do plantel, ou o próprio plantel não é suficientemente credível para que tal possa ser feito. Das duas uma.

E aqui é que está o cerne da questão. O técnico portista faz aquilo que eu faria. Dos reforços contratados, pese embora a qualidade visível em alguns como Stepanov (apesar dos erros cometidos) ou Bolatti, nenhum mostrou ainda credenciais para poder jogar num clube com tamanha exigência. Seria rentável para o FC Porto que o plantel fosse melhor aproveitado, mas a verdade é que jogadores como Lino, Leandro Lima, Mariano González ou Farías, sempre que actuaram, desiludiram em toda a linha e não se mostraram alternativas válidas (pelo menos, até ao momento). Como também salta à vista que unidades como Cech, João Paulo ou Postiga (para grande tristeza minha, pois admiro o talento do internacional português) não estão à altura dos seus concorrentes pela posição. Daqui resulta que Jesualdo, em nome dos superiores interesses da equipa, praticamente é obrigado a repetir o onze jogo após jogo, sob pena de acontecerem surpresas como em Fátima. Aliás, à derrota com o Nacional não serão totalmente alheias as ausências simultâneas dos dois extremos titulares, Quaresma e Tarik.

Em face destas circunstâncias, julgo ser recomendável, no mínimo, a contratação de 2/3 reforços já na reabertura do mercado, em Janeiro, no sentido de dotar a equipa de maior equilíbrio e homegeneidade no seio do seu plantel. Até porque jogar em três frentes (1ª Liga, Taça e Champions) com resultados satisfatórios implica a existência de profundidade de banco, sendo que satisfatório nunca será menos que ganhar as duas provas internas e chegar, na pior das hipóteses, aos quartos-de-final da liga milionária. Se a SAD portista estiver para aí virada, julgo que as prioridades deveriam ser um médio transportador para concorrer com Raúl Meireles, um médio-ofensivo para colmatar a imaturidade de Leandro Lima e um extremo, salvaguardando a perda de Tarik durante o mês da CAN'2008. Por outro lado, também reconheço que Jesualdo Ferreira deverá apostar mais em Adriano e Kazmierczak, por exemplo, e dar igualmente mais oportunidades ao argentino Farías, pois não é possível que um avançado de 4 milhões de euros valha tão pouco como aquilo que mostrou nas poucas vezes que jogou.


Estamos perante um daqueles casos típicos em que o treinador faz a omoleta com os ovos que tem. Com um onze forte, superior ao de todos os outros clubes nacionais, colocou a equipa na liderança folgada e qualificou-a para a fase decisiva da Champions. Muitos dirão que não fez mais que a sua obrigação e, em certa medida, até estou de acordo, não lhe retirando com isto o devido mérito. Agora, para a segunda metade da temporada, incomparavelmente mais exigente e desgastante, se o objectivo é exigir vitórias atrás de vitórias, convém que a equipa seja melhorada em lugares específicos, para que a tal gestão possa ser efectuada sem melindrar a produção colectiva. Ou então, que os que chegaram no defeso mostrem uma cara que até agora nos é completamente desconhecida. Não entro na generalidade das críticas que, a cada resultado menos conseguido, responsabilizam Jesualdo Ferreira, falando recorrentemente em pouco rasgo no banco, opções erradas, fraco espírito de liderança e insuficiente capacidade motivacional. Evitar a queda da época transacta não depende apenas dele, mas de todos dentro do clube, a começar pelo cimo da pirâmide...

domingo, dezembro 23, 2007

Ultra Boys Sp.Gijon Espanha


































































Vitória SC 1-0 Belenenses

Estádio: D. Afonso Henriques, Guimarães
Assistência: 14 898 pessoas
Árbitro: Paulo Paraty

Ficha de jogo
Vitória SC

Nilson, Andrézinho, Geromel, Sereno, Desmarets, Flávio, João Alves, Fajardo (85'), Alan, Ghilas (76') e Miljan (62')
Jogaram ainda: Targino (62'), Felipe (76') e Moreno (85')
Treinador: Manuel Cajuda

Belenenses
Marco, Cândido Costa, Rolando, Hugo Alcântara, Areias (80'), Hugo Leal (80'), Ruben Amorim, Zé Pedro, Silas (65'), Roncatto e Weldon
Jogaram ainda: Fernando (65'), Gabriel Goméz (80') e João Paulo O. (80')
Treinador: Jorge Jesus

Marcador: Ghilas (27')

Cartões amarelos: Sereno (61'), Zé Pedro (88') e Flávio (89')
Cartões vermelhos: -


Mais uma boa exibição do Vitória e mais um triunfo justíssimo que só peca por escasso tendo em conta a qualidade de jogo apresentada.
A equipa de Manuel Cajuda entrou verdadeiramente arrasadora e protagonizou uma primeira parte de luxo, uma performane ao nível do melhor que se tem visto da sua parte neste campeonato.
Com jogadas bem construídas, pelo meio e pelos flancos, contra ataques rápidos, passes bonitos e eficazes ao primeiro toque, o Vitória ia dominando arrasadoramente o Belenenses sufocando-o dentro da sua área.
Aos 27', Ghilas marca o merecido golo para a sua equipa e coloca justiça num marcador que poderia vir a ser aumentado se o sector mais avançado do terreno vitoriano se mostrasse mais inspirado na hora de finalizar
Mesmo assim, o intervalo chegou com o resultado a mostrar aquilo que realmente se tinha passado no terreno de jogo nos primeiros 45 minutos.
Na segunda parte, o Vitória diminuiu o ritmo de jogo, não se apresentou sequer perto do nível da primeira parte, mas mesmo assim o Belém não se mostrou como grande motivo para preocupações já que Geromel e companhia anulavam constantemente as eventuais situações de perigo que se pudessem criar.
Hugo Alcântara foi o autor do único remate à baliza de Nilson com relativo perigo.
Foi, por isso, mais um triunfo justíssimo do Vitória que mesmo mostrando um futebol de muito bom nível continua a evidenciar a carência do costume: um bom ponta-de-lança que materialize as boas jogadas dos seus companheiros.

Melhor em campo
Ghilas #5

Entrou em campo verdadeiramente endiabrado e teve uma primeira meia hora muito boa, recebendo como prémio a autoria do único golo da partida.
Baixou de rendimento na segunda parte, mas mesmo assim é a figura do jogo por ter oferecido os últimos 3 pontos do ano à sua equipa.

Arbitragem
Dúvidas em alguns lances com pouca relevância, não deixam no entanto de permitir nota positiva ao juíz da partida.

Pontos positivos
- Um ano sem perder em casa é o espelho do excelente trabalho realizado por toda esta equipa que se encontra à frente do Vitória neste momento.

Pontos negativos
- Mais uma vez, o sector mais adiantado da equipa. Ir ao mercado de inverno parece mesmo ser uma solução necessária.

sábado, dezembro 22, 2007

Futebol Feminino Ano II Nº45


Selecção Nacional
Um grupo de crianças do CSP do Bairro da Boavista, acompanhado de algumas jogadoras da Selecção Nacional Feminina visitaram o Oceanário de Lisboa na passada quarta-feira.
Veja mais aqui.


Campeonato Nacional Feminino – 1ª Divisão
10ª Jornada

Boavista - Escola 2-0(veja aqui o comentário ao jogo)
1º Dezembro – Murtoense 8-2
Odivelas – Várzea 0-1

Continua tudo na mesma no campeonato nacional. Tal como na época passada o 1º Dezembro continua(e vai continuar) na liderança, pois só perde pontos com o Escola. O Boavista lá continua(e vai continuar) em 2º porque não consegue fazer frente ao 1º Dezembro. Tal como na época passada continua a luta pelo 3º lugar entre Escola e Várzea e com o Murtoense lá perto. O Odivelas continua o seu caminho de regresso à segunda divisão. Assim continua o nosso campeonato a ser emocionante!!!

Alemanha
DFB Pokal – Quartos-de-fina
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Bayern München - Duisburg 5-2
Turbine Potsdam - FFC Frankfurt 0-1
Crailsheim - FFC Saarbrücken 0-2
Gütersloh 2000 - TuS Köln 2-4

O Bayern surpreendeu o Duisburg na taça e eliminou um dos principais candidatos à vitória na prova, facilitando provavelmente a caminhada do Frankfurt rumo a nova conquista. O Duisburg esteve a vencer 0-2 ao intervalo, mas permitiu o empate, sendo depois derrotado no prolongamento.
O campeão Alemão Frankfurt, conseguiu apurar-se apesar de se deslocar ao terreno do Turbine, naquele que era o jogo grande da eliminatória.


Suécia:
- Umea: Frida Östberg está de regresso, enquanto a internacional Norueguesa Lisa Klaveness está de saída para o Asker do seu país natal.
- Göteborg: A equipa de Gotemburgo desistiu da contratação da guarda-redes Hope Solo, pois ela perderia parte da época na preparação da selecção Norte-Americana.
- Malmö: A avançada internacional Sueca Maria Aronsson(ex- Linköpings) é o mais recente reforço da equipa.

Até 2008.