Chegavamos á ultima ronda, com o Sporting a liderar o campeonato com mais 2 pontos que o Benfica e vantagem em confronto directo.

O jogo começou bem equilibrado, com o Sporting e o FC Porto a apostarem nuns claros 4x3x3, no entanto o Porto pretendia desde logo assumir a posse de bola no seu meio campo, enquanto que a equipa do Sporting aparecia mais talhada para o contra-ataque.
Aos 20 minutos, o Sporting num contra-ataque veloz falha de baliza aberta, o aviso estava dado.
De Lisboa chegavam notícias que o Benfica já vencia folgadamente, mas não chegava para os encarnados se sagrarem campeões.
Eis que o Porto marca golo, e de um momento para o outro o Sporting precisava de assumir a partida.
Intervalo, 1-0 vencia o Porto, em Odivelas o Benfica vencia 3-0.
Chegados á 2ª parte, e com o passar dos minutos o Sporting foi obrigado a reforçar o ataque, algo que mais tarde viria a ser decisivo.
Vivaldo brilhava com pormenores técnicos brilhantes e uma velocidade relâmpago nos seus dribles, no entanto isolado peranta o guardião do Porto falha isolado.
E é já a caminhar para o fim do jogo (faltavam cerca de 10 minutos), que o Porto tem 2 jogadas claríssimas de golo, e no contra-ataque da ultima…Helmut num pique potentíssimo consegue levar a melhor em velocidade aos centrais do Porto e encosta para dentro da baliza, era o golo tão ansiado pelos jogadores.
Apesar do 6-0 do Benfica, o Sporting estava a um pequeno passo de ser campeão.
Até final, muito anti-jogo e algum nervosismo.
Apito final, o Sporting sagrou-se pelo 3º ano consecutivo campeão nacional de juvenis.
Parabéns ao Sporting.

Como destaques individuais, tenho que frisar a excelente partida de Vivaldo,
do inevitável estratega Adrien e ainda de Diogo Amado por parte do Sporting, enquanto que no FC Porto a classe de André Pinto foi uma constante, excelente central o capitão.
Conclusão
Parece-me a mim, que vence o campeonato a equipa que melhores individualidades tem, e que mais desiquilibrios consegue provocar no 1 para 1.

Porto e Boavista, desiludiram.
O Porto viveu sempre da “magia” de Coelho, e demonstrou graves lacunas colectivas, tais como a concentração de jogadores em curtos espaços de terreno, a clara fragilidade quando os adversários apostavam em variar rapidamente a bola de flanco, e uma clara fragilidade defensiva.
No lado do Boavista, uma equipa competitiva, aguerrida, mas sem grandes valores individuais (muito dependente de Benvindo) e sem processos ofensivos bem trabalhados.

Sporting Campeão!
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