

Estádio: Old Trafford, em Manchester
Assistência: 70.000 pessoas
Árbitro: Herbert Fandel (Alemanha)
Visão de um adepto do Man Yoo
No magnífico "Teatro dos Pesadelos Adversários", os Red Devils recebiam os... Red Devils, com a vitória a sorrir aos... Red Devils.
O grupo corria de feição a qualquer destas equipas, porque em Copenhaga logo aos 2 minutos o Celtic já perdia, e aos 27 minutos era “partido em dois”. Assim quem vencesse esta partida automaticamente ia para primeiro lugar do grupo.
Assim o Manchester United fez o que lhe competia, como equipa grande e a jogar em casa. Começar a atacar. E a atacar à inglesa, ou seja “à bruta”, sem desacelerar. Em 10 minutos já Cristiano Ronaldo tinha feito dois remates perigosos e a equipa marcado dois cantos.
Os da casa pressionavam e o Benfica defendia como podia. Lá na frente, e pela primeira vez que remata, aos 25 minutos, o Benfica marca um golão, por Nelson.
Este golo imerecido levantou falsas esperanças aos adeptos benfiquistas, que sem saberem viam a equipa a ganhar.
Na jogada seguinte, o Manchester ganha um livre directo com que Ronaldo fez questão de aquecer as mãos de Quim, que continuava a negar as evidências, o resultado era imerecido.
A 10 minutos do fim da primeira parte, Ricardo Rocha vê amarelo “torrado”, por parar perigoso contra-ataque, derrubando por trás o "Tanque" Rooney.
Novo livre directo leva uma vez mais o número 7 da casa a lançar novo "bruá" nos adeptos caseiros.
O sufoco era demais e a injustiça tardava a findar, até que já nos descontos da primeira parte e na sequência de um canto Vidic dá menos injustiça ao placard.

E se assim pensaram assim fizeram, antes da obra prima do segundo golo o perigo rondou a baliza de Quim várias e escandalosas vezes, ate que os dois melhores “wingers” do futebol inglês acabaram com a injustiça no marcador. O miúdo que irá futuramente carregar a bandeira do Glorioso Manchester United, deu de bandeja o golo ao que até aqui mais tempo segurou essa bandeira e que fazia hoje o seu 90º jogo na Liga dos Campeões!!! Ryan Giggs completamente solto de marcação surge pela área dentro marcando de cabeça um golo soberbo.
O primeiro lugar do grupo de certeza que não iria fugir, nem que, por acaso, o Benfica empatasse a partida. Nesta altura sai Evra tocado, e entra o argentino Heinze, sem grandes diferenças tacticas.

Dois minutos depois, e em simultâneo com Copenhaga, o resultado final é feito nos dois jogos. É o terceiro golo do United da autoria de Saha e o Celtic reduz, ficando os dois jogos em 3-1 ao mesmo minuto.
O resultado já estava mais condizente com o que realmente se passou em campo, sobretudo porque a equipa da casa foi superior nas duas partes, só não conseguindo mostrá-lo em golos na primeira, sobretudo porque em remates nessa etapa cifrou-se em 14-3!!!
Antes do final ainda tempo do, outra hora, e antes das malditas lesões, extraordinário Solskjaer entrar para o lugar do “trabalhador” Scholes.
O Manchester United controlou por completo até final perante um Benfica derrotado psicológicamente a seguir ao segundo golo.
Assim terminou um jogo em que de longe a equipa maravilha de Inglaterra foi superior ao seu adversário, que mercê de um golo enganador, manteve acesa durante demasiado tempo uma falsa esperança. Este Manchester United é de outra galáxia e vai concerteza ser o futuro campeão inglês, assim “Deus/Mourinho” queira.
Melhor em campo.

Positivo do jogo.
Vitória fácil e sem lesões, importante para o derby da proxima jornada frente ao City.
Noventa jogos nas pernas do Ryan Giggs, na Liga dos Campeões e todos pela equipa mais brilhante do futebol Inglês.
Negativo do jogo.
Impossível ter havido alguma coisa negativa.
Arbitragem
Normal e facilitada pelos jogadores.
Visão de um adepto benfiquista
O Benfica entrava no Teatro dos Sonhos com vontade de fazer a noite um pesadelo aos ingleses, chegou a tocar o céu, mas não se conseguiu aguentar por lá até final do jogo.
A equipa encarnada iniciou o encontro com o mesmo esquema táctico utilizado em Alvalade, com Nuno Gomes posicionado atrás de Simão e Miccoli, que vagabundeavam pela frente de ataque. Por seu turno, o Manchester iniciou a partida com o seu esquema habitual, com dois pontas de lança, mas algo com "medo" do jogo, não assumindo de imediato a partida, optando por praticar um futebol mais na expectativa.
Foram de facto uns primeiros 25 minutos de jogo muito táctico, algo nervoso até, com passes falhados de parte a parte, até que aos 27 minutos de jogo, depois de uma excelente iniciativa do capitão Simão fazendo o passe para Nelson este, enchendo o pé, marcou certamente um dos grandes golos da noite europeia. Um golo para mais tarde recordar do lateral direito, um hino ao futebol que certamente levou todos os benfiquistas a acreditar que afinal tudo era possível!...

A partir daí e na primeira parte, como que soou o gong para os lados de Old Trafford e os rapazes de Ferguson caíram literalmente em cima do Benfica, pressionando o meio campo encarnado, embora nem sempre da melhor forma. Por um lado parecia um pouco ataques género Sporting, com bolas bombeadas para a área, onde um imperial Ricardo Rocha se ia assumindo como um dos melhores da partida. No entanto, uma equipa com jogadores fortes no jogo aéreo como o Manchester united pode perfeitamente utilizar este tipo de jogo.
E foi assim que mesmo no dealbar da primeira metade da partida, naquele que foi provavelmente o momento chave do jogo, Vidic, aos 45 minutos, na sequeência de um livre, cabeceou para a baliza, livre de marcação (Luisão entretanto falhara). Era o balde de água fria mesmo antes do intervalo. Estou convicto que, caso fossemos para as cabines em posição vantajosa, tudo teria ser diferente na 2ª parte. Mas o futebol não é feito de ses...
Na segunda parte, ao contrário do início do jogo, não mostrou um Manchester United com receio do Benfica. Os ingleses apoderaram-se do jogo e tentar logo de imediato tomar a dianteira na partida. Foi por isso sem grande surpresa que chegaram ao jogo após cabeceamento de Giggs, após cruzamento de Cristiano Ronaldo. Como é que o galês pode estar no meio da área completamente solto de marcação?

Apesar dos esforços do Capitão, o Manchester ia controlando com maior ou menor dificuldade e acabaria ainda por marcar o terceiro golo, por Saha, mais uma vez na sequência de um lance de bola parada, e pela 3ª vez de cabeça. Quando assim é, num jogo com estas características, não há muito mais a fazer.
Não merece contestação a vitória do Manchester united, mostrou porque esta época está mais forte, no entanto na minha opinião a vitória pela diferença mínima seria a mais ajustada.
Melhor em campo:

Pontos positivos:
Golão.O golo do Nelson é fabuloso. A não perder por ninguém que goste de futebol.
A atitude.Apesar da derrota penso que os jogadores do Benfica tiveram atitude, deixaram em campo tudo o que podiam e não lhes podemos atirar nada em cara. Quando assim é, saímos da competição com dignidade.
Pontos negativos:
Fitas. Apesar do grande jogo que fez Ronaldo, começa a ser demasiado triste ver o "miúdo" constantemente a tentar tirar penaltys em lances perfeitamente normais. Um na primeira parte em que ele bate no seu próprio pé e depois outro na segunda parte em despique com Petit. O grande jogador que ele é só tem a ganhar com outro tipo de atitude mais profissional.
Últimos 10 minutos da 1ª parte.Não conseguimos suster o ímpeto dos Red Devils como deveríamos, não controlámos a bola, não tentámos afastar a bola de áreas perigosas, não tivemos cuidado com faltas perto da área. Dez minutos a meu ver desastrosos que indiciavam o pior, que infelizmente aconteceu mesmo em cima do apito do árbitro.
Resta-nos fazer um brilharete na Taça Uefa, lutando pelo acesso a no mínimo os quartos de final. É o objectivo mínimo que desde já traço, como benfiquista. Palmas para vocês, voltamos a ver-nos em finais de Fevereiro, nos 16 avos da Taça Uefa.

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