
Estádio: Estádio da Luz
Espectadores: 55.000
Árbitro: Florien Mayer (Alemanha)
SL Benfica: Moretto, Nelson, David Luiz, Anderson e Léo, Petit, Katsouranis, Karagounis e Simão, Nuno Gomes e Miccoli.
Treiandor: Fernando Santos.
Jogaram ainda: João Coimbra, Dérlei e Paulo Jorge
PSG: Landreau, Mabiala, Rosenhal, Traoré e Dramé, Diané, Mulumbu Gallardo e Rothen, Pauleta e Luyindula.
Treinador: Paul Le Guen.
Jogaram ainda: Kalou, Ngog e Mendy.
O Benfica conseguiu vencer o PSG e apurou-se para os quartos-de-final da Taça UEFA. O jogo teve momentos em que parecia que o Benfica ia golear e outros em que esteve á beira da eliminação.

O PSG começou ao ataque. E até podería ter marcado primeiro, num lance em que Moretto respondeu as assobiadelas inícias com uma grande defesa. O ataque começou pelo lado direito da defesa encarnada, com Rothen a deixar Nelson para trás, e depois a ver bem a desmarcação de Pauleta, que sozinho permitiu a defesa do brasileiro. O Benfica entrou instável e permitiu ao PSG continuar a criar algum perígo, muito por culpa da ausência de pressão na equipa parisiense para este jogo, pois segundo o treinador francês, a prioridade é a Liga e não a Taça UEFA. O Benfica começou a equilibrar as contas, a partir do momento em que começou a pressionar mais o jogador do PSG que tinha a bola e imediatamente começaram a surgir os erros por parte dos jogadores franceses, que começaram a perder bolas e a falhar passes, e isso acabou por resultar em golo ao minuto 12, quando Nuno Gomes desmarcou muito bem Simão, depois de um brinde de Traoré.


No reatamento, Fernando Santos trouxe alterações dos balneareos, tendo deixado Karagounis e lançando João Coimbra. O segundo tempo foi de algum sufoco para o Benfica, que voltou a ceder a iníciativa de jogo aos forasteiros, mostrando algum receio nas saidas para o ataque, pois mais um golo do PSG obrigava o Benfica a marcar mais dois para poder seguir em frente. O Benfica passou a atacar apenas pela certa, enquanto que o PSG tentava chegar com algum perígo á baliza de Moretto, mas é certo que também não havía argumentos nos parisiênses para incomodar realmente Moretto, que apenas teve que se aplicar em pontapés de canto (muitos) conquistados pelo PSG, e em remates de fora da área, de Rothen ou Gallardo.
Le Guen mexeu na equipa ao minuto 70, na tentative de forçar mais o miolo encarnado, completamente dominado pelos franceses. Retirou Gallardo e Luyindula e fêz entrar Ngog e Kalou. Mais tarde retirou Mabiala e fêz entrar Mendy. Mas nem assim o PSG criou uma clara oportunidade golo. Fernando Santos tentou espicaçar mais o ataque encarnado e retirou Miccoli, que não ficou muito satisfeito com a troca e fêz entrar Dérlei. O italiano não esteve tão mexido, nem foi tão perígoso quanto costuma ser. O ninja trouxe algo de novo ao conjunto encarnado, pelo menos, mais velocidade relativamente áquela com que o Benfica vinha a jogar. Ao minuto 80, o Benfica dispôs de uma excelente jogada de conjunto, cúlminada com uma tábela entre Katsouranis e Dérlei, com o grego a atirar forte, mas Traoré a ser providêncial.

Comentário final:
No conjunto das duas mãos, vê-se que o PSG não era aquela equipa de coitadinhos que ocupa a penúltima posição do campeonato gaulês. Jogadores como Rothen, Gallardo, Rosenhal ou Pauleta, demonstraram excelentes capacidades para uma equipa que ocupa posição tão má no campeonato. O Benfica pode queixar-se de alguma falta de sorte no jogo da primeira mão, pois após a saida de Luisão, aconteceu a derrocada fatal, mas também de sí próprio, pois a instabilidade da equipa foi notória sempre que sofreu um golo. Notou-se também que o Benfica sempre que imprimiu mais velocidade no jogo foi súperior e conseguiu fazer notar as enormes dificuldades do conjunto de Le Guen, prícipalmente no sector defensivo. O Benfica acaba por ser um justo vencedor na eliminatória, embora fique a impressão, que terá que rever o aspecto psicologico para os próximos jogos na competição.
Melhor em Campo:
Destaco três jogadores:
* Petit. Que grande jogo deste jogador, príncipalmente na primeira parte. Recuperou bolas que se fartou, e foi sempre o primeiro jogador a iníciar o ataque dos encarnados. O grande golo que marcou foi a prenda merecida. Na segunda parte teve uma acção mais de recuperador de bola, e de estanque das iníciativas dos forasteiros e aqui destacou-se príncipalmente por um motivo: Não cometeu nenhuma falta. Notavel.

* Simão. Decidiu a eliminatória. Dos quatro golos do Benfica, conjunto dos dois jogos, três foram da sua autoría. A excelente antecipação a Mendy na primeira mão, aliada a frieza demonstrada nos dois golos que apontou ontem, fazem dele um dos melhores, senão o melhor jogador dos encarnados na prova e nesta fase da época. E numa altura em que era necessário ter muita concentração e sangue frio para decidir o jogo, Simão teve e decidiu.

O Positivo do Jogo:
* Os vinte minutos que se seguiram ao primeiro golo do Benfica. Notável a pressão exercida sobre os adversários, que foram obrigados a errar e foram castigados por isso.
* A presença de 55 mil gargantas nas bancadas da Catedral a apoiar a equipa.
O Negativo do Jogo:
* A desconcentração da equipa após o golo sofrido. Não havia motivos para se sentirem tão inseguros, até porque o Benfica dominava o jogo. Bastava continuar a jogar da mesma forma e não havia problemas.
* A atitude dos adeptos benfiquistas para com Moretto. Nâo são obrigados a gostar do guardião, mas também não há o direito de o assobiar e de pedir outro guarda-redes, inclusivé quando o jogador está caído. É certo que teve culpas no golo sofrido, mas também evitou um logo a abrir o jogo. Essa atitude dos adeptos pedería ter tido repercussões mais desastrosas, pois os jogadores do PSG aperceberam-se da instabilidade criada e pressionaram ainda mais. Sorte que o guardião pareceu imune aos assobíos e não comprometeu.
O Árbitro:
Flrien Mayer esteve bem. Não complicou e demonstrou que quería dominar a partida logo desde o início, ao mostar o cartão amarelo a Mulumbu logo no primeiro minuto, após entrada dura deste sobre Simão. No lance de Nelson, parece haver carga do jogador benfiquista. O árbitro entendeu que era legal, e aceita-se, embora já tenha visto penaltis por menos. No lance de Léo, é indiscútivel a falta de Mulumbu, logo esteve bem ao assinalar a falta e púnir o jogador, neste caso com o segundo amarelo e consequente expulsão. No sururu final, foi autoritário e não permitiu mais que uns empurrões.
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