quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Jogador Atacante da Semana: David Villa

PERFIL DO JOGADOR



Nome: David Villa Sanchéz

Data de Nascimento: 03/12/1981 (25 anos)

Clube: Valência CF

Nº da Camisola: 7

Posição: Avançado

Altura: 1,75 metros

Peso: 69 kg

Naturalidade: Tuilla (Langreo) – Espanha

Palmarés:



• 1 Taça de Espanha [Copa del Rey] (2004)

• 1 SuperTaça Espanhola (2004)

• 1 Troféu Zarra (2006)




AVALIAÇÃO DO JOGADOR



David Villa é um nome cada vez mais sonante e já não há muitos centrais que não tremam quando tomam conhecimento de que vão marcar um futebolista da sua categoria. Os números estão à vista e comprovam uma carreira que se começa a rechear de sucessos. Este avançado espanhol é simultaneamente um homem de área e um avançado móvel, pois possui características que assentem em ambos os papéis e isso apreciado pelos seus treinadores. Acima de tudo, é um jogador de área porque a sua finalização e posicionamento felino lhe permitem fazer golos numa posição mais fixa, apesar das suas naturais fragilidades físicas. No entanto, tendo em conta o sem número de recursos técnicos que possui e o facto de ser franzino e rápido, o estilo vagabundo pode muito bem ser adoptado por ele. É lógico que a força física que tem na área não pode ser comparada à de Viduka, Drogba ou Gudjohnsen, para citar os mais recentemente falados. Todavia, para quem conta somente com 69 kg e 1,75 m, impõe-se bastante. Com efeito, a sua aparente fragilidade física é compensada com agilidade, rapidez de execução, aceleração, velocidade e resistência muito grandes mas deixa a desejar no capítulo do jogo aéreo, que por diversas vezes apoia os pontas-de-lança nas missões ofensivas. Fruto da incapacidade evidente de fazer golos com a cabeça, o Jogador Atacante desta semana é detentor de um remate colocadíssimo, em jeito e em força, com os pés. David Villa é um senhor das fintas, um filho do futebol espanhol, técnico e vistoso. De facto, além das fabulosas capacidades goleadoras, Villa assume como principal arma a sua técnica prodigiosa. Destro mas com perfeita noção de que pode usar o pé esquerdo, utiliza frequentemente o drible para iludir os adversários e quando o um para um se conjuga com um arranque e velocidade fenomenais, estamos na presença de um autêntico quebra-cabeças para os opositores que não vêm meio de travar o pequeno Villa. Importa ainda salientar a grande eficácia que apresenta nas bolas paradas, não só nos penalties, mas principalmente em livres. Ficou provado, ainda no último jogo para a Liga dos Campeões, que a bater livres directos, David Villa é um perigo. Basicamente, o jogador do Valência poder-se-ia resumir numa palavra: completo. Rápido, tecnicista, com pés fantásticos que lhe permitem fintar, rematar e passar bem a bola e com um faro de golo completamente invulgar e um instinto matador dificilmente igualável, é este o cartão de visita de alguém que, com 25 anos, se pretende afirmar definitivamente como um dos melhores avançados de sempre no seu país.



BIOGRAFIA DO JOGADOR



Sporting, mas o de Gíjon…




David nasceu muito perto de Langreo, em Tuilla, nas Astúrias. Este espanhol começou por jogar no clube local, o UP Langreo. Esta modesta formação da sua cidade acolheu-o em 1991 e foi responsável por toda a sua formação futebolística. Ao dar nas vistas com a camisola do UP Langreo, foi para o Sporting de Gijón, também um clube asturiano, este já de maior nomeada. Por ser ainda muito jovem, começou por ir alternando a equipa principal com as reservas, cumprindo dezenas de jogos e marcando muitos golos. Na verdade, em 2000/01, quando chegou, só fez um jogo pela equipa AA. Na equipa B marcou 13 golos em 35 jogos, um bom indicador para um jovem de 20 anos. Em 2001/02 passou definitivamente ao quadro da equipa principal e marcou por 18 vezes em 40 jogos, demonstrando aptidões mais do que suficientes para sair para o escalão maior. Ainda assim, permaneceu nos “rojiblancos” por mais uma temporada. Desta vez atingiu as duas dezenas de golos, 20, em 39 jogos, ajudando à segura classificação no 10º lugar, o que lhe abriu as portas para a Primeira Divisão. Em Gíjon marcou quase 40 golos e jogou 80 jogos em apenas duas épocas, o que prova a preponderância de Villa na equipa. Assim, e ainda por cima por ter a idade que tinha, as dificuldades em arranjar uma equipa na La Liga que se dispusesse a contratá-lo. Essa equipa acabou por ser o Saragoça.


No Saragoça, já na “Primera División”…



Em 2003/04 deu-se a radical mas já esperada mudança para o primodivisionário Real Zaragoza, que é um dos clubes com mais tradição no nosso país vizinho. David Villa teve uma importantíssima passagem pela turma de Aragão que lhe concedeu experiência, sabedoria e acima de tudo o moldou enquanto jogador de alta competição. Mal chegou, começou imediatamente a assumir grande destaque, pois todo o gabarito deste jovem estava agora mais exposto graças à maior mediatização verificada no maior escalão do futebol em Espanha. A verdade é que num plantel com nomes como Dani (ex-Barcelona), o mítico Yordi ou o sérvio Drulic, era de esperar que Villa tivesse algumas dificuldades em impor-se, algo que não se verificou de modo algum: jogou em 38 partidas e obteve a excelente marca de 17 golos no campeonato, sendo decisivo para a estável posição final na tabela classificativa, um razoável 12º lugar, a apenas 8 pontos do 5º lugar. Mas não se pense que isso foi suficiente. Em 2001 haviam ganho a Copa del Rey, mas fora essa conquista, não tinham obtido mais nenhum título espanhol para encher as vitrinas já bem compostas do Real Saragoça. Em 2004 decidiram brindar todos os sócios e simpatizantes dos “Maños” ao conquistar duas Taças, a Copa del Rey, num jogo entre Reais, o de Saragoça e os de Madrid, em que os da capital saíram derrotados por 3-2 após prolongamento, fazendo história; e a SuperTaça Espanhola, ganha à actual equipa de Villa, o Valência, com uns esclarecedores 4-1 (1-0 no primeiro jogo em casa e 1-3 no terreno do adversário). No ano seguinte, voltaram a situar-se a meio da tabela, exactamente no mesmo lugar que na época anterior, 12º. Para isso, David Villa voltou a ser importantíssimo, graças aos seus 15 golos em 35 jogos. Além disso, o avançado teve a sua primeira experiência europeia, na Taça UEFA. E essa experiência não foi propriamente pequena, porque o Saragoça até chegou mais ou menos longe. Na 1ª Ronda, os checos do SK Sigma Olomouc foram batidos por 4-2 (1-0 e 3-2), confirmando o favoritismo ibérico. Estava, deste modo, consumada a presença na Fase de Grupos. Os primeiros 3 pontos foram conseguidos com a vitória por 2-0 sobre o Utrecht da Holanda. No entanto, foram derrotados na segunda partida, contra os “carrascos” da competição, o Áustria Viena – 1-0. Levaram depois de vencida os ucranianos do Dnipro Dnipropetrovsk por 2-1 e empataram com o Club Brugge, da Bélgica, a uma bola. Seguiram-se os turcos do Fenerbahçe, saídos da Liga dos Campeões e favoritos à passagem. O Saragoça mostrou-se resistente e soube contrariar esse favoritismo ganhando os dois jogos: o primeiro por 0-1 e o segundo por 2-1. Já nos oitavos-de-final, acabaram por ser eliminados pelos austríacos do Áustria de Viena, que já tinham defrontado na Fase de Grupos. Curioso o facto de não terem perdido, foi uma eliminatória de empates: 1-1 e 2-2, mas a vantagem dos golos marcados fora pelos adversários de David Villa carimbaram-lhes o passaporte para os quartos-de-final, mandando os espanhóis para casa. David Villa marcou 3 golos em 10 jogos disputados nesta competição. “El Guaje” tornou-se um activo demasiado grandioso para estar no Saragoça e acabou por se transferir para um dos melhores clubes de Espanha e da Europa, o Valência, no fim da época 2004/05. Além disso, foi chamado pela primeira vez para representar a selecção espanhola.



O mundo “ché” e o Alemanha 2006…



Desta vez, as expectativas aquando da chegada de David Villa já eram elevadas. E não foram defraudadas, pois Villa cedo demonstrou estar à altura dos acontecimentos e voltou a demonstrar a sua veia goleadora e todos os outros predicados que cada vez mais o distinguem como um dos melhores do Velho Continente. Para isso, basta dizer que bateu o seu recorde de golos marcados numa só época e, com 25 golos, foi o segundo melhor marcador do campeonato. Isto só aconteceu porque um camaronês chamado Eto’o fez uma época extraordinária e conseguiu mais um golo do que o Jogador Atacante de hoje. Ainda assim, é de realçar que Villa marque duas dezenas e meia de golos em 37 jogos de uma liga tão competitiva como é a espanhola. O Valência fechou o pódio a seguir aos dois “monstros” Barcelona e Real Madrid com um mísero ponto de diferença para os “merengues”. A péssima classificação do Valência em 2004/05 impossibilitou-os de jogarem nas competições europeias em 2005/06. Com efeito, a época foi muito melhor planeada e a carga de jogos foi mais reduzida do que os adversários directos. Depois de poucos jogos feitos com “La Seleccion”, Villa foi justamente convocado para o Campeonato Mundial de 2006. Nesta competição, onde a sua equipa – Espanha –, atingiu apenas os oitavos-de-final, marcou três golos e jogou em todos os jogos. O Mundial teve um inicio prometedor, não só para a Espanha, que derrotou a Ucrânia por 4-0 no primeiro jogo do grupo H, como para David Villa, que foi autor de 2 desses 4 golos, mesmo tendo acabado por ceder o lugar a Raúl aos 55 minutos desse jogo. No jogo seguinte, voltou a ser titular ao lado de Fernando Torres e jogou os 90 minutos na vitória espanhola sobre a Tunísia por 3-1. Contra a Arábia Saudita, já com o apuramento garantido, perdeu a titularidade para Raúl, mas o capitão foi substituído por David Villa no intervalo. O resultado ficou apenas nos 0-1. Nos oitavos-de-final, foram eliminados pelos franceses que se viriam a sagrar vice-campeões mundiais. “La Furia Roja” não foi suficiente para superar “Les Bleus”, que venceram por 1-3. Ainda assim, o golo de honra foi marcado por David Villa num penalty aos 28 minutos, no primeiro golo do jogo. Porém, saiu para dar lugar a Luís Garcia aos 54 minutos de jogo e França acabou por marcar três golos e prosseguir no Mundial. David Villa saiu do torneio com 3 tentos e 209 minutos jogados. Nada mau, tendo em conta que foi a edição de estreia e tendo em conta a fortíssima concorrência. Já nesta época, as coisas estão a correr de forma satisfatória para os “ché”, que estão em 4º com o mesmo número de pontos que o 3º, com menos 4 que o 2º e menos 6 do que o líder Barcelona. Além disso, as coisas estão bem encaminhadas na Liga dos Campeões com um empate frente ao Inter por 2-2, onde os golos fora poderão pesar significativamente. Actualmente, Villa já leva 21 jogos para o campeonato e 10 golos marcados, além dos 5 golos marcados em 8 jogos para a Liga dos Campeões. Por isso mesmo, pode avaliar-se muito positivamente as prestações do Valência e de David Villa em particular, que é cada vez mais um ícone do futebol espanhol e do clube que representa. Falando ainda da selecção, tem sido presença constante na selecção nacional e não espera abandonar as convocatórias durante os próximos anos, certamente.



Este ponta-de-lança é cada vez mais perfeito, tem cada vez mais qualidade, cada vez mais experiência, cada vez mais faro de golo e cada vez mais merece o respeito dos apreciadores do desporto-rei, que já se renderam ao talento de David Villa. Com a idade de Raul e Morientes, cabe-lhe a ele e a Torres renovar a linha avançada da selecção espanhola e tornar-se uma referência a nível continental, algo que já começa a acontecer e que se tem vindo a intensificar. Na verdade, penso que uma campanha soberba na Liga dos Campeões ou uma prestação brilhante no Euro 2008 poderia fazer com que este avançado fosse definitivamente aclamado por todos. Não que ainda não seja, mas mais. Para já é um Herói, mas ainda vai a tempo de se tornar um Deus.




VÍDEO DO JOGADOR







QUESTÕES SOBRE O JOGADOR



Estará David Villa num patamar semelhante àquela que Morientes ou por Raul atingiram nos tempos áureos do Real Madrid? Como comparar Villa a estes dois, a todos os níveis? É justa a titularidade de Villa na selecção, tendo em conta forte concorrência?



Acreditam que Villa se tornará num símbolo “ché” ou daqui a uns anos já pára noutro clube ou campeonato?

1 comentário:

Anónimo disse...

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